6 junho 2018 CHARGES

ALIEDO

“DEI UM TIRO SÓ! – FOI, PEIBUFO”

Gatilho da espingarda bate-bucha do meu Avô

A chuva fina e contínua não parava de cair. Meu avô João Buretama vestiu um trapo velho como blusa e foi para a roça com a amiga enxada no ombro. Ele precisava garantir que as ervas daninhas não atrapalhariam o crescimento do feijão nascido havia apenas 15 dias, mas já “muito bonito”. O milho também começava a dar o ar da graça, chegando numa altura de 30 centímetros. Precisava ter cuidados para assegurar o crescimento total.

As “manivas” da mandioca cresciam e novas mudas caminhavam para garantir uma boa raiz e uma grande farinhada daqui a três meses – mais que isso a mandioca fica com muitas fibras e a farinha não fica boa. E também seria a garantia de uma boa goma para os beijus e tapiocas da meninada.

Capina daqui, capina dali e meu avô foi surpreendido pela “friviação” das covas da maravilhosa batata doce branca, uma espécie rara que começa a desaparecer do mercado consumidor. Algum bicho do mato tinha “bulido” ali. Ora, se tinha!

A labuta da carpina tinha acabado ali, naquele momento. Alguém tinha que tomar uma providência – e esse “alguém” era ele, meu avô. Pegou de volta seus “terens” e caminhou para casa.

A chegada intempestiva do meu avô chamou a atenção e aguçou a curiosidade da minha avó Raimunda Buretama:

– Já vortou véi? Prumode quê tanta pressa?

– Tem um bicho miserávi me atrapaiano. Fuçou as covas da batata doce e comeu tudo. Vou agorinha percurar esse miserávi e só volto quando arresolvê isso!

– Hômi, tome cuidado com o que vosmecê vai fazê!

Porco do mato (Javali) foi comida para uma semana

Vovô foi até a “camarinha” e de lá retirou de dentro do baú, uma muito bem conservada “espingarda bate-bucha”, que ele trocara por duas novilhas de cabra, com pessoa conhecida das redondezas – mas que ele concordara em manter o anonimato.

Pegou a “bicha” que permanecera enrolada nuns paninhos velhos e foi para o alpendre “carregar” a peça. Levantou, pegou o chapéu e a espingarda e saiu célere na direção do mato.

Após mais de meia hora embrenhado nas matas, levando apenas o companheiro Joli, um cachorro vira latas bom de faro e de caça. De repente Joli começou a latir um latido desesperado. Tinha encontrado o porco do mato que comera as três covas de batata doce plantada na roça.

O bicho estava numa “madorna”, bucho cheio, depois de comer tanta batata. Os latidos de Joli acordaram o bicho preto e feio, com quase 2 metros de tamanho. Enorme!

Vovô entendeu que um tiro só podia resolver o problema. Aproximou-se bem devagar, fazendo sinal para Joli se aquietar. Fez a mira e disparou, acertando no meio da cabeça do animal. Aquela cabeça não serviu mais para nada. Correu, e “sangrou” o bicho, esperando que a sangria terminasse ali mesmo.

Após muita luta para carregar o bicho morto (por conta do tamanho e do peso), Vovô finalmente chegou em casa.

– Véi, você matou o disgramado?!

– Ora véia, o bicho tava ressonado de tanta batata que comeu. Fiz a mira no meio da cabeça, puxei o disparador, e atirei. Foi só um tiro, e peibufo!

6 junho 2018 CHARGES

NANI

6 junho 2018 EVENTOS

COLUNISTA FUBÂNICO NO PROJETO “NAS ONDAS DA LEITURA”

Compreendendo que a prática da leitura aprimora o vocabulário, dinamiza o raciocínio, a interpretação e ferramenta para a cidadania, a Secretaria de Educação de Aquiraz e Editora IMEPH proporcionaram na sexta-feira (25/05/2018) aos alunos do 6° ano da EMEF Ernesto Gurgel Valente-participantes do Projeto Nas Ondas da Leitura – uma tarde de riquíssima experiência com o escritor Marcos Mairton da Silva.

Marcos Mairton é juiz federal, mestre em Direito Público pela UFC e MBA em Poder Judiciário pela FGV-Rio. Escritor, poeta, cordelista, compositor e editor do blog Mundo Cordel, mantém intensa atividade literária por meio de sua coluna “Contos e Cordéis”, no blog da Besta Fubana.

A professora Nildes Martins abraçou o projeto com muito dinamismo. “Tivemos o privilégio de ter um bate-papo literário agradabilíssimo com o cordelista e juiz federal Marcos Mairton. Um momento rico em literatura e sabedoria. Agradecemos à EMEF. Ernesto Gurgel Valente, aos professores de Língua Portuguesa dos 6° anos desta escola e em especial à secretária de educação Lucia Veras por proporcionar estes momentos ímpares aos nossos alunos”, pontuou a professora.

6 junho 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

WANDERLEY CARDOSO

Em 1966 Roberto e Erasmo Carlos compuseram “Promessa” e ofereceram a Wanderley Cardoso que gravou a música e com ela fez um enorme sucesso.

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TACHO


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