A INEVITÁVEL PROPAGAÇÃO DOS ERROS REPETIDOS

Um exemplo visível e atual do emaranhado de erros que acumulamos por muito tempo é a solução encontrada para encerrar a greve dos caminhoneiros. O Governo garantiu que o preço do diesel baixará R$ 0,46 para o consumidor. Isso equivale a uma nova intervenção na formação do preço dos combustíveis. Uma medida reprovada ao longo do tempo, mas que parece ainda não foi compreendida pelos políticos, que desesperados com o caos instalado pelo bloqueio das estradas, recorrem a mesma ação. Nem tão bem aceita pela área econômica, mas adotada como uma medida emergencial diante da desordem no país.

O custo desse desconto prometido será cobrado de outros setores, que certamente irão se manifestar contra essa medida. Talvez não tenham a mesma capacidade de mobilização e consequência imediata na vida da sociedade como os caminhoneiros tiveram, mas certamente terá impacto nos negócios. Além do suposto controle de preço nos combustíveis, também está sendo tentado o controle do preço do frete. Medidas inúteis e impraticáveis.

Outra aberração repetida foi determinar que 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sejam feitos por caminhoneiros autônomos que serão contratados por meio de cooperativas, entidades sindicais ou associação. Vocês lembram da reserva de mercado para informática de 1984 (Governo Figueiredo)? Criada com objetivo de induzir o investimento do Governo e setor privado na formação e especialização de recursos humanos voltados à transferência e absorção de tecnologia em montagem microeletrônica, arquiteturas de hardware, desenvolvimento de software básico. Acabou criando um anacronismo que inviabilizou nosso desenvolvimento.

Estamos vendo a repetição dos erros do passado e podemos esperar a propagação dos problemas que essas medidas certamente provocarão na nossa frágil economia. Já era tempo de os políticos ouvirem com atenção os próprios agentes da área econômica e entenderem que as improvisações só fazem aumentar a capacidade de destruição da bomba relógio fiscal. Repetir os erros do passado esperando por resultados diferentes é muita burrice.

A esperança é uma mudança de pensamento e de atitude. Quem nos oferece isso (a muito tempo) é o futuro Ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, o brilhante economista Paulo Guedes. Que ele tem conhecimento bastante para mudar esse quadro de desesperança eu já sei fazem muitos anos. Porém não conhecia o alto grau de patriotismo desse cidadão. Orientar o desorientado pré-candidato talvez seja o maior desafio da vida de Guedes. E a maior demonstração de amor à Pátria. Não existe outra razão que não seja dar sua contribuição para transformar o Brasil, para ele ter o desgaste de colocar na direção certa esse míssil com ogiva nuclear que ameaça cair em qualquer lugar.

Paulo Guedes entendeu que com o potencial explosivo do Capitão será possível aniquilar o inimigo. O problema é que Bolsonaro ainda não identificou o inimigo. Será que o programador Guedes conseguirá orientar o míssil para o alvo correto?

Sei que muitos leitores do JBF são eleitores conscientes do Capitão da Artilharia. Sempre declarei meu voto PARA DEPUTADO no único representante explicito do pensamento anti-PT disponível, o Capitão. Sou um potencial eleitor útil do Capitão, diante das opções apresentadas até agora. Mas convido os senhores a assistir o debate do Prof. Marco Antônio Villa com Jair Bolsonaro antes de apertar a tecla confirma com a foto dele. É lamentável ser forçado a votar num candidato tão despreparado como o Deputado.

Link para o debate na Jovem Pan.

Confirma Bolsonaro, elege Paulo Guedes.

5 comentários

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    • Ex-microempresário em 7 de junho de 2018 às 12:25
    • Responder

    Prezado Carlos Eduardo, só uma correção: a reserva de mercado para a informática foi criada nos anos 70, durante o governo Geisel. E persistiu até o governo Sarney. De certa forma, existe até hoje, pois ainda existem “incentivos” e “subsídios” para quem traz os componentes de fora e aperta os parafusos aqui.

    • Tito em 7 de junho de 2018 às 15:48
    • Responder

    Carlos Eduardo, sou um dos eleitores conscientes do Bolsonaro, basta ler o meu último artigo que explico o motivo.
    Quanto ao debate que você citou, veja de novo, pois não mostra o despreparo do Bolsonaro e sim a ma fé do dissimulado e enrustido Villa.

    • C Eduardo em 7 de junho de 2018 às 16:38
    • Responder

    Paty Not Set do Alferes, 07/06/2018

    Caros amigos fubânicos, agradeço por terem lido o que escrevo.
    Em resposta ao Ex-Microenpresário atual Mega-Empresário, devo dizer que estava me referindo a lei LEI Nº 7.232, DE 29 DE OUTUBRO DE 1984, que trata dos produtos de informática. Que na época obrigava a esconder computadores importados quando a fiscalização aparecia, visto que as máquinas nacionais não conseguiam atender as necessidades de muitos usuários. Um inferno. Um atraso. Uma inutilidade. Mas o que nunca faltou nesse país foram medidas de proteção aos amigos do Rei. Por tanto na década de 70 (eu nem era nascido) devem ter tido outras.
    Sobre o comentário do amigo Tito, eu conheço suas convicções, pois acompanho sempre que escreve. Sinto-me bastante a vontade de criticar o despreparo de Bolsonaro, pois como eleitor do Capitão (para deputado) ao longo de muitos anos, conheço suas ideias e sua fragilidade para ocupar a cadeira de Presidente da República. Porém no menu oferecido ao eleitor, talvez o Deputado seja a opção menos ruim. Infelizmente.
    Também conheço muito bem a orientação de pensamento do historiador Marco Antonio Villa, autor de vários livros que sempre leio, e, na função de radialista tem como objetivo provocar o entrevistado, como faz com todos os que têm ido ao programa da Joven Pan. No caso de Bolsonaro, nosso pré-candidato não conseguiu manter a elegância que um presidenciável deve ter, nem dar respostas objetivas as questões formuladas por Villa. O presidente ideal deve estar emocionalmente e intelectualmente preparado para viver situações como esta. Não é o caso.
    Tenho certeza que assim como eu, Tito e os outros bolsonaristas gostaríamos de ter a disposição um candidato que somasse à coragem e espirito ordeiro de Bolsonaro outros atributos que faltam ao Capitão da Artilharia.
    Meu abraço

    • Tito em 7 de junho de 2018 às 17:37
    • Responder

    Carlos Eduardo, vamos separar “provocar” de tentar “caluniar”, o que fez o Villa na entrevista com o Bolsonaro. Não gosto dele, acho-o muito parecido com o Ruinaldo Azevedo. Na parte historiador, acho o Villa até honesto, mas na política…
    Quanto ao preparo, discordo de você. Ninguém que passou pela Academia Militar das Agulhas Negras e pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais é despreparado. Não se pode conhecer bem tudo, mas pode-se cercar de gente que conheça. E comandar (mandar com) ele sabe e é preparado.
    Aliás, tem gente que acha que o analfabeto Lula e a disléxica Dilma eram e são preparados.
    Ah!, mas ele é verborrágico. Concordo, mas a verborragia dele mostra a verdade, é autêntica. E o povo gosta!

    • Maurício Assuero em 8 de junho de 2018 às 00:31
    • Responder

    Olha, com todo respeito, o Brasil não pode ficar a mercê de aventureiros. Bolsonaro não tem discurso, não tem proposta, nunca ouviu falar de uma curva de demanda. E por mais que Paulo Guedes tente, não vai conseguir fazer dele um candidato respeitável. Acrescento que dos nomes aí colocados não tem um que preste.

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