TEMER ESPERA 3ª DENÚNCIA

Incomodado com os vazamentos que seus investigadores pingam no noticiário, Michel Temer convenceu-se de que será alvejado por uma terceira denúncia criminal da Procuradoria-Geral da República, dessa vez no caso dos portos. Contudo, Temer prevê que as chances de ser retirado do assento de presidente da República diminuem na proporção direta da aproximação do dia da eleição presidencial.

Estima-se que uma eventual denúncia não virá antes do início de julho, quando vence o prazo para que a Polícia Federal conclua a análise do material recolhido em batidas de busca e apreensão feitas em escritórios e residências de empresários e amigos de Temer. Entre eles o ex-coronel da PM paulista João Batista Lima Filho, o ”fás-tudo”do presidente.

Na sequência, os congressistas vão desfrutar do recesso do meio do ano. Avalia-se no Planalto que, a partir de agosto, os deputados não pensarão senão na própria reeleição. No final de outubro, já haverá um novo presidente na praça. Imagina-se que nem a oposição terá interesse e fôlego para buscar os 342 votos necessários para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal a converter a nova denúncia em ação penal, ejetando Temer da cadeira presidencial.

O problema da análise que emana do Planalto é que ela tem a grandeza da vista curta. Supondo que tudo transcorra como previsto, Temer sobreviverá no Planalto até 1º de janeiro de 2019. Beleza. Mas quando deixar o prédio de Niemeyer, Temer tropeçará ao pé da rampa não em uma, mas em três denúncias criminais – a terceira e as outras duas que a Câmara enviou para o freezer em 2017. Nesse dia, livre de todas as prerrogativas presidenciais, Temer estará disponível receber uma visita rapazes da Polícia Federal.

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