NOTAS

O Brasil é terra abençoada. Terra tem aos montes, tanto que em se plantando, dá de tudo, devido a alguns benefícios ofertados pela natureza. Por isso, água doce, corre por todos os recantos brasileiros. Afinal, o país possui a maior bacia hidrográfica do planeta, daí a profusão de peixes. Vento e sol são abundantes, pena que pouco utilizados. Além dessas riquezas, possuímos a maior floresta tropical do mundo, tanto é verdade que a fauna é fantástica. Terras férteis, impossível não encontrar nos quadrantes brasileiros, produzindo vegetais, carne, mel e ovos. Gente simpática aparece em todos os municípios. Recursos minerais, principalmente ferro, ouro, cobre, urânio e o manganês para fabricar o aço, são encontrados em muitas direções, a ponto de colaborar na expansão das exportações de minérios. Petróleo, o Brasil acondiciona no subsolo, a terceira maior reserva do mundo. Só perde para a Venezuela, a campeão no óleo mineral natural e a Arábia Saudita. Porém, em compensação o país guarda também em suas fronteiras muitas e péssimas penúrias. Economia instável, altíssimo índice de pobreza, avantajada quantidade figurões roubando recursos públicos e praticando corrupção. Desonesto demais se beneficiando com mamatas, repartições públicas super burocráticas, tecnologia atrasada, roubo em demasia nas vias, assaltos em excesso, impunidade exagerada. Igual aos demais Poderes, o Judiciário, também concede gordas mordomias para os seus servidores, imitando os políticos e gestores egoístas que se limitam a fazer politicagem, e efetivar pouca ação construtiva, favorecendo as desigualdades sociais. Sem, no entanto, atinar para as necessidades básicas da sociedade que é obrigada a conviver com a escassez de saneamento, segurança, infraestrutura e o evoluído desemprego.

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Os americanos deram o exemplo, válido para os países reféns das armas de fogo. Em muitas cidades dos Estados Unidos, capitaneadas por Washington, que reuniu mais de 800 mil manifestantes, uma multidão saiu às ruas para protestar com afinco contra os tiroteios, os assassinatos e os acessos fáceis às armas. O importante foi a juventude dar os primeiros passos contra a violência nas vias públicas e nas escolas causadora mais de 30 mil mortes por ano. O americano anda insatisfeito com as matanças. Por isso, habitantes de importantes cidades como Nova York, Atlanta, Boston, Chicago, Dalas, Houston, Miami e Seattle saíram às ruas para mostrar a insatisfação. Ato que foi copiado por Londres e algumas cidades do Canadá. O que mais chamou a atenção foi o comparecimento de alguns sobreviventes do massacre de uma escola de Parkland, na Flórida, ocorrido recentemente, quando 14 estudantes e três adultos foram trucidados por tiros. Durante trinta anos, os americanos sofreram barbaridade com a criminalidade. Contudo, a bilionária reforma penal vem contribuindo para diminuir o registro de crimes. O combate às drogas, o policiamento intensivo e preventivo, a condenação de drogados, a redução do encarceramento, embora a Justiça adote longas penas, os baixos índices inflacionários, a vigilância e a boa remuneração na polícia para evitar a corrupção, a permanente luta para reduzir os problemas sociais e a certeza de castigo para quem se meter a cavalo do cão, tem servido para espalhar a segurança pelas cidades, apesar dos isolados casos de violência, logo contornáveis.

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As eleições de outubro são vitais para o país. Por isso, o eleitor não pode errar nas urnas. A sociedade tem de votar consciente, sob pena de entregar nossa pátria para uma nova etapa de bagunça, desordem e corrupção. Chega de erros. É justamente por causa de consecutivas escorregadelas nas urnas que o Brasil sofre duras consequências. A pobreza não desaparece. As reformas estruturais não engavetadas. Faz mais de sessenta anos que o país não acerta uma. A tão necessária e imprescindível reforma fiscal não pode ser mais adiada, por medo dos governantes que temem queimar o nome na vida política. Cansado de vivenciar más gestões, o brasileiro aspira por sérias transformações na economia. A decepção com os últimos governos é enorme. Afinal, durante os 13 anos de governança petista, os gestores tiveram tudo nas mãos para consertar as falhas e desacertos que se acumulavam, mas os homens do poder, abdicaram desse direito. Fugiram da raia ao realizar apenas alguns fracos arrumadinhos na estrutura política, econômica e social. Por isso, é enorme a esperança de novos acontecimentos, após as eleições. Decepcionados com o tempo perdido, que só plantou incertezas, os investidores, de pé no chão e calcinados contra a recessão, a insegurança e a instabilidade política, vão esperar 2019 para decidir investir e contratar mão de obra ou não. Afinal, a proposta para um Brasil melhor já foi dada. A inflação controlada e os preços livres são o ponto de partida. Chega da economia só alcançar desempenhos ruins. Reprováveis. Basta de custo logístico alto para massacrar as exportações. A economia não pode se submeter a um mercado fechado. Tem de se abrir. Como faz o mundo.

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O racismo, o preconceito de cor e a discriminação são pragas seculares que afastam as pessoas umas das outras. Distancia a atenção humana, principalmente quando entra em cena a pretensão de algum cidadão se julgar superior aos demais. A raça mais sofredora nessa questão é a negra. A desatenção com a cor negra vem de longe, quando os negros, feitos escravos, trabalhavam em precaríssimas condições e muitas vezes eram vendidos com um simples objeto de submissão. Durante o auge do nazismo, os negros, além dos judeus e homossexuais, também foram vítimas de atrocidades. Diminuta quantidade de negros chegou a sofrer execução nos campos de concentração. Embora pouco explorado no Brasil, todavia, aqui e ali surge a desconsideração com o negro na forma de piada e xingamentos. Infelizmente, embora combatido e punido por lei, algumas ações racistas costumam rolar no seio dos jovens, cuja reação descamba para a violência. Por causa de atitudes racistas, em 2009, cerca de 19 mil jovens negros foram mortos, intolerantemente no país. Como o Brasil possui a maior população negra, fora da África, o cidadão nativo se irmana no sentido de eliminar as diferenças que por venturam apareçam entre os jovens brancos e negros. Com uma finalidade plausível. Evitar prejuízos que possam interferir negativamente na luta pelo desenvolvimento econômico. Para evitar conflitos raciais, as crianças devem ser ensinadas a respeitar diferenças raciais, de cultura e de etnias. O cidadão deve denunciar os casos de discriminação, o adulto deve abominar o preconceito, que é crime.

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O diesel, com o preço caríssimo, foi apenas um dos pretextos para os motoristas decretarem a greve de 11 dias. Pensando bem, dois outros motivos também reforçaram a decisão dos caminhoneiros em realizar a robusta e necessária manifestação que paralisou o país de cabo a rabo. Insatisfeitos também com a falta de planejamento e as péssimas condições de trabalho no exercício da profissão, os homens do volante tomaram uma firme e decidida iniciativa. Fecharam as estradas, de maneira a impedir o trânsito nas duas direções. Ida e volta. A intensão era na verdade proibir o transporte de alimentos, combustível, remédios e, sobretudo matéria prima e produtos manufaturados. Protestar contra o atual estado das estradas, malconservadas, cheias de buraco e pessimamente sinalizadas. Até se chegar ao consenso a luta será intensa. Enquanto não houver redução de impostos, atacar o ICMS cobrado pelos estados, o equilíbrio de preços, maior controle no câmbio, na constituição dos combustíveis e o despreparo reinante nas refinarias, o bicho vai pegar. Muita água há de passar por debaixo da ponte. Por uma boa temporada, a Petrobrás adotava a política de preços artificiais. Irreal. Todavia, como não manobrava o preço do barril de petróleo que segue as tendências mundiais, o caldo engrossou, estimulando a greve dos caminhoneiros. De todos os males advindo com a paralisação, subsidiar o preço do diesel foi uma péssima medida porque também contribui para aumentar o rombo das contas públicas. Distanciar o sonho da recuperação da recuperação econômica. De uma coisa, o povo tem absoluta certeza. Por causa de erros, o consumidor tá pagando o pato. Os preços no supermercado subiram, os prognósticos de crescimento tendem a cair, fragilizando ainda mais a economia que, no próximo ano, sentir enormes impactos. Tornando inadiáveis as reformas da previdenciária e tributária no governo que entrar.

A mania do povo em jogar plásticos por aí afora, tem causado sérios problemas. No estômago de uma baleia, na Tailândia, que morreu sufocada, foram retirados dezenas de quilos de sacolas jogadas no mar. A morte do animal, pesando quase três toneladas, foi provocada por vômitos, convulsões e obstrução intestinal que impediu do cetáceo se alimentar direito. Engolir apenas alimento nutritivo. Faz parte do costume do povo tailandês o uso de sacolas de plástico que acabam no mar, para enganar não só as baleias, mas, também tartarugas e golfinhos com fome. Pensando tratar-se de gordos e saudáveis peixes para matar a fome e deixá-los saudáveis. Infelizmente, o brasileiro também tem a mania de jogar plásticos no mar. Constantemente, milhares de garrafas pet, de sacos plásticos e restos de alimentos são jogados pelo mar na areia das praias. Para desespero de banhistas e de moradores da orla. Numa clara demonstração de total falta de consciência ambiental do brasileiro.

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