SONIA REGINA – SANTOS – SP

DIREITA E ESQUERDA

A definição de partidos políticos era pouco discutida até alguns anos atrás. Afora os participantes dos meios acadêmicos, intelectuais e políticos, poucos eram os cidadãos brasileiros que discutiam Direita e Esquerda. Considerando que temos aproximadamente 144 milhões de eleitores (dados de julho de 2016) e pior, temos um ensino de baixa qualidade que não ajuda evoluir em nossas opiniões políticas, essa definição ficou bem restrita a um pequeno número de eleitores. A armadilha é tão grande que um engajado político numa sala de aula, ao invés de ensinar, assume a atitude de um “Ditador”, expondo sua opinião ideológica, esquecendo que deve deixar a escolha ao aluno.

Curiosa para entender melhor, comecei a prestar atenção aos políticos quando falam sobre suas posições e descobri que aumentaram as definições políticas para: Extrema Direita e Extrema Esquerda. A coisa piora quando ouço um político dizer que é de “Centro”. A única vantagem é que ficando no “Centro” até posso deduzir que ele pode pender para Direita ou Esquerda, seja ela extrema, super extrema ou qualquer outra definição que inventem.

Resolvi fazer uma pequena pesquisa sobre o assunto utilizando o tempo que se perde em filas de: Supermercados, lotéricas, caixa de Banco etc… Também conversei com alguns amigos e principalmente perguntei na feira-livre que frequento semanalmente. Exclui conversar com pessoas engajadas em discutir política ou aquelas que gostam de tagarelar que entendem de tudo. O resultado foi que fiquei na mesma e até feliz, afinal, não sou a única confusa. Considerando as informações que hoje tentam nos enfiar goela abaixo sobre os atuais candidatos em suas definições ideológicas, tentei entender as eleições de 2010 e 2014 vencidas com a união de dois grandes partidos. Tinham eles as mesmas posições? Qual?

– Direita?
– Esquerda?
– Direita Extrema?
– Esquerda Extrema?
– Centro?
– Ou Tudo Misturado?

E a coisa só piora! A tri candidata à Presidência do Brasil nas eleições de 2018 Sra. Marina, ao ser indagada se pertencia à essas denominações políticas, respondeu que era de “Frente”, pois estava a “Frente”.

No legislativo a coisa não é diferente. O candidato que escolhemos para deputado federal arrebanhou 20.000 votos e perde o cargo para um que mal conseguiu 5.000. Outros políticos eleitos para qualquer cargo são julgados por alguma falcatrua quase ao terminar o mandato. Partidos políticos atacam-se no primeiro turno de uma eleição e logo se tornam amantes no segundo, tão logo lhes seja acenado um lugar ao Sol em alguma estatal. É no mínimo uma maldade dizer que “BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR”. Digo mais, quando se entende cada vez menos a política são duas as opções: Aceitamos as mentiras ou elegemos novamente algo parecido com o antigo candidato Paulista: Cacareco.

Lembro-me de um diálogo no filme Caçada ao Outubro Vermelho, onde um político graduado fala ao seu interlocutor que na sua posição costuma beijar crianças, mas, também pode até roubar seu pirulito. Ora, se temos o perigo de elegermos um político desse naipe, temos que ter segurança de que as leis sejam aplicadas com severidade e rapidez. Leis temos muitas, gente gabaritada para aplica-las também, porque essa lentidão que nos priva de ao menos saber que não votamos em mais um corrupto?

9 comentários

Pular para o formulário de comentário

    • Goiano em 8 de junho de 2018 às 11:18
    • Responder

    Existe a neo-esquerda! É a nossa!
    O único problema é saber mais ou menos quase exatamente o que quer dizer isso…
    Volto a dizer o que hoje mesmo escrevi em um comentário: Sigamos o I Ching – Nenhuma culpa!
    Fazemos o nosso papel – pelo menos nós, cidadãos fubanianos, que exercitamos nossas capacidades político-intelectivas – e escolhemos os candidatos que acreditamos serem os melhores, seja ele Alckmin, Ciro, Bolsonaro ou Marina, seja um pretendente á vereança, à deputança ou à prefeitança; mas não podemos garantir se teremos o resultado pretendido: a política é um balde de mel.

      • Sonia Regina em 8 de junho de 2018 às 19:16
      • Responder

      Esqueci dos “Neos”, acho que é porque não tenho a miníma ideia do que seja, mas, respeito todos os “Neos”.

      Grata pelo comentário sempre muito ilustrativo.

    • ALTAMIR PINHEIRO em 8 de junho de 2018 às 15:18
    • Responder

    ……….A armadilha é tão grande que um engajado político numa sala de aula, ao invés de ensinar, assume a atitude de um “Ditador”, expondo sua opinião ideológica, esquecendo que deve deixar a escolha ao aluno…. INSTITUCIONALIZOU-SE UM PATRULHAMENTO INIMAGINÁVEL NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA, PRINCIPALMENTE NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS.

    P.S.: – A putada da Professorada petralha e “incarnada”, em sala de aula, defende ladrão(feito o Lula) como se ele tivesse salvo conduto para saquear, roubar e lavar dinheiro como foi o caso do tríplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia…

    • Ex-microempresário em 8 de junho de 2018 às 18:54
    • Responder

    Se outros termos já são confusos e difíceis de definir, esquerda e direita são hoje termos completamente sem significado. São simples interjeições.

    Quem se identifica como “esquerda”, exclama “fulano é de direita!” certo de estar proferindo o maior dos xingamentos.

    Quem é de direita faz a mesma coisa no sentido contrário.

    No fundo todos tem razão, e não tem.

      • Goiano em 8 de junho de 2018 às 19:52
      • Responder

      O voto nulo ou em branco funciona assim:
      100 votam no Ciro
      110 votam no Bolsonaro
      90 votam no Alckmin
      98 votam no Marina
      500 votam no Lula
      2000 votam em branco
      Resultado: não se sabe em quem esses 2000 votariam, talvez 250 no Lula, 430 no Bolsonaro, 370 no Alckmin, 460 na Marina, 490 no Ciro…
      OBRIGADO!… Nem precisa fazer as contas!
      Lula ganhou!

    • nelson em 8 de junho de 2018 às 18:58
    • Responder

    Parabens Regina
    A opção do brasileiro é votar afinal dessa obrigação não se escapa o problema é que, o eleitor obrigatoriamente sufraga os indicados pelo partido, que são os profissionais, homens matreiros que eleitos- eleição após eleição, sugam o erário público em prol de seus pares, com o conluio de seus partidos, das coortes superiores e da mais indecifrável e violada constituição elitista já produzida por uma nação, como resolver no voto? O Brasil não pode perder mais tempo AS INSTITUIÇÕES NÃO FUNCIONAM e os homens que elegemos não tem IDEAIS a não ser apropriar-se das empresas públicas, como resolver no voto? O pais esta tomado pelos comunas das creches às universidades, como limpar esse lixo, com o voto? Nos não somos uma república mas uma cleptocracia pública e privada, amalgamada, em todas as instancias, como resolver com direita, esquerda centro e outros espectros? Quanto tempo a sociedade vai aturar esses desmandos? O precipício está bem próximo.

      • Sonia Regina em 8 de junho de 2018 às 19:29
      • Responder

      Sr.Nelson, talvez sem o voto obrigatório e com os políticos precisando trabalhar para convencer eleitores, quem sabe a coisa muda um pouco? Votos em branco e nulos aumentam a cada eleição. É só uma ideia não tenho muita informação sobre esse assunto.

      Concordo com seu comentário e agradeço.

    • Deco em 9 de junho de 2018 às 23:21
    • Responder

    Muito oportuno o texto.
    Nossa “democracia ” é de araque. Nas democracias maduras, modernas e porque não dizer verdadeiras o voto não é obrigatório e não existe o horário eleitoral “gratuito” obrigatório. Mais ainda, praticamente não existe aparelhamento do Estado, já que os políticos eleitos sabem que existe uma diferença muito grande entre partido e Estado. Nelas os políticos vão a caça de votos, junto aos eleitores, podemos até dizer que de casa em casa, para os cargos legislativos.

      • Sonia Regina em 12 de junho de 2018 às 09:09
      • Responder

      Sr. Deco, concordo com todo comentário que faz e digo mais, agora nem vão tirar os traseiros das cadeiras, enfiaram na cabeça que rede social elege políticos. São medrosos, arranjaram um meio de não andar no meio do povo.

      Agradeço sua participação.

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será publicado.