Atendendo ao chamado da Globo, vou descrever em poucas linhas como seria o Brasil que eu queria.

Estou usando o condicional, queria, porque a esta altura do campeonato, eu não quero absolutamente mais nada dessa piada de mau gosto em que se transformou esta espelunca chamada Brasil.

Aliás, quero sim! Quero tão somente que liberem finalmente a minha tão achincalhada aposentadoria, que é para que eu possa ir viver em outro país que seja menos canalha com seus habitantes.

Ao dar um profundo e sofrido balanço na minha vida, vejo que apesar de ter sido imensamente abençoado nos aspectos pessoal e profissional, especialmente graças aos meus filhos e netos maravilhosos, faço parte de uma geração completamente fracassada. Todos os planos e sonhos que imaginávamos realizar para este país ao longo da década de 70 do século passado, época em que esta nação caminhava celeremente para se tornar uma das grandes potências do mundo e um país maravilhoso para se viver, tudo foi por água abaixo em uma enxurrada de mediocridades, canalhices, roubalheiras, incompetência, estelionatos e safadezas dos mais diversos tipos e calibres.

Os principais agentes desta debacle foram sempre as figuras dominantes do nosso destrambelhado aparato de (des)governo, em todas as suas manifestações: Legislativo, Executivo e Judiciário. Uniram-se os três, independentes e harmônicos, sempre a fim de estuprar cada vez mais as combalidas finanças nacionais em proveito próprio. Foi assim que evoluímos de uma carga tributária pouco maior que 20% do PIB, para algo próximo aos 40% atuais, sem contar com as infinitas formas de espoliar os otários que são implantadas diuturnamente pelos amaldiçoados que se aboletaram nas mais diversas posições governamentais. As figuras são sempre exatamente as mesmas há já uns 40 ou 50 anos. Figuras decrépitas de bandidos cuja deformação moral é facilmente identificável em seus rostos lombrosianos. Preparam-se agora para encaminhar a sucessão ao pleitear que a população imbecil venha a lhes sufragar os descendentes herdeiros, para que usufruam do butim estatal por mais uma geração.

Vamos aos meus sonhos:

1. Que toda a imensa multidão de sacanas e picaretas aboletados em mamatas estatais sejam alijados de qualquer posição de governo por cinco gerações.

Pequena amostra das gangues brasilienses a serem exterminadas!

2. Que a obesa estrutura governamental seja totalmente extinta e que sejam anulados todos os privilégios adquiridos pelos atuais parasitas e que estes todos sejam sumariamente demitidos, restando apenas algumas poucas funções de coordenação em áreas críticas para a nação tais como: Infraestrutura, Segurança, Saúde, Educação e Justiça. Venda sumária de todas as empresas estatais e com o lucro abater da Dívida Pública.

3. Que a carga tributária seja reduzida ao máximo de 20% do PIB e cobrada majoritariamente sobre a renda. Todo o excedente atualmente cobrado deveria ser dirigido à eliminação total da Dívida Pública, devendo esta ser banida ad aeternum de nosso país. Governantes só seriam autorizados a emitirem Títulos de Dívida em caso de guerras e calamidades extremas. Hoje, a calamidade extrema é o próprio governo.

4. Que toda criança deste país, das mais pobres às mais ricas, mesmo aquelas que foram procriadas irresponsavelmente por pais degenerados e irresponsáveis, fossem educadas em escolas de primeiríssimo nível, e que a evolução para novas etapas, níveis, cursos e profissões se desse sempre pelo mérito, e nunca por características antropológico, origem social, ou mesmo por alguma característica especial que a diferencie das demais. Que as escolas mantidas pelo governo sejam melhores que as da iniciativa privada, e que os professores venham a ser a categoria mais prestigiada da nossa sociedade.

5. Que sejam eliminadas em nosso país todas as formas de aposentadoria que não sejam originadas em uma conta de poupança alimentada pelo próprio cidadão. Em contrapartida, os 36% que são desviados mensalmente do salário de cada trabalhador para sustentar as mais diversas formas de bandalheiras e mamatas governamentais passariam a ser depositados integralmente nesta conta individual. Os Fundos de Investimentos seriam gestores destes recursos e os aplicariam em projetos produtivos.

6. Que seja instaurada a Lei da Sharia: Matou? Morre! Roubou? Corta a mão! Delitos menores, a pena seria graduada em chibatadas com uma chibata de bambu bem fininha, que é para tirar um bife em cada chibatada. Pena de morte para governantes, políticos e juízes corruptos.

Com isso, e aplicando esses princípios ao longo de umas 5 gerações, pode ser que esta terra malsinada um dia vire uma nação;

5 Comentários

  1. Caro Adônis Oliveira:

    Extraordinário artigo! Digno do Besta Fubana!

    Na final do 6 parágrafo, “Pena de morte para governantes, políticos e juízes corruptos, acrescentaria”: Além da extinção “dos cargos de prefeitos e de vereadores”, o fuzilamento, em Praça Pública, com o povo assistindo de camarate e comendo salgadinho de coco catolé, dos prefeitos, adidos, assessores, comissionados e todos os demais que fossem pegos roubando o dinheiro da população!

    Enquanto não houver dureza e punição nos políticos no Brasil, a zona não tem fim e o povo paga tudo e sofre todas as consequências desta roubalheira sem ter culpa!

  2. Lucidez em grau máximo romperia o casulo letárgico desse povo infelicitado por essa corja dominante, mestre Adônis.

    Quem sabe, não é? Vamos continuar sonhando acordado com esse Brasil decente magistralmente por você descrito.

  3. Paty Not Set do Alferes, 10/06/2018

    Meu caro Professor Adônis, se aplicada a sua sugestão de número 4, todas as outras seriam consequência.

    Infelizmente, estamos longe de por em pratica essa sua recomendação.

    Um grande abraço

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