11 junho 2018NOTAS



Neste cenário conturbado, contaminado pelas incertezas, instabilidade política e crise economica, o país ainda se debruça noutro problemão de lascar o cano. O panorama fiscal. O descontrole do governo que se endivida para pagar as despesas dos órgãos administrativos como o pagamento da folha dos servidores e de serviços de terceiros, os juros da dívida, a compra de bens de consumo, manutenção de equipamentos e liquidação das contas de luz, água e telefone. Tá errado. Segundo a Constituição Federal e a Lei de Reponsabilidade Fiscal determinam, o governo só deve se endividar, caso os recursos sejam destinados a investimentos. Porém, como vive sacolejado pelos desequilíbrios da política econômica, registrando alto índice de desemprego e expansivo déficit público, devido à queda de receita, o país não cumpre as regras fiscais. E nem pode. Tudo bem, em se tratando de país emergente, o Brasil arrecada excelente receita pública, mas, naufraga no raso, justamente por não saber gerir os gastos públicos, corte nas excessivas despesas e no endividamento, que permanece crescente, o país cochila em cima de uma bomba fiscal, prestes a explodir a qualquer momento. O corporativismo impede a aprovação das reformas, urgentes e necessárias. O desemprego reduz a receita da previdência. Por outro lado, a reforma tributária sinaliza que a situação fiscal se agrava desde o ano de 2009, quando o gasto primário começou a subir e não parou mais. Daí a necessidade de mudanças, imediata e inadiável. Durante a gestão do governo que caiu com o impeachment, recentemente, as economias reservadas para pagar os juros da dívida pública foram se esfacelando em função de duas reprováveis situações. Aumento das despesas e queda das receitas. Todos os estados brasileiros estão comprometidos com a falta de liquidez, a vinculação do orçamento com os gastos públicos e a ascendência da dívida pública. Aliás, desde 2016, quase 90% das prefeituras enfrentam condenável situação fiscal. Beirando a insolvência.

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Impressionante como a geração atual assimila o avanço tecnológico com a maior naturalidade. Parece que a juventude já nasce com o dom de interagir com a internet, os smartphones e a redes sociais, dando aquele show. Falando a mesma linguagem tecnológica, sem dar sinal de passar batido. Situação comumente vivida pelos adultos, principalmente os idosos que demonstram não entender patavina do mecanismo de manejo das máquinas com a mesma facilidade e compreensão. No passado, quando não havia celular, ipod, computador e videogame e as pessoas só dispunham da televisão em estágio atrasado, o cidadão, na volta do trabalho, procurava fazer menino, ler e conversar com os familiares, vizinhos e amigos. No entanto, atualmente, a primeira obrigação do homem é se integrar ao mundo da máquina, celular e internet para estar em dia com a tecnologia, em constante avanço porque, caso não consiga entender pelos menos o básico, sobra no dia a dia. Fica por fora da atual idade. Agora, tem um detalhe. A máquina é um auxiliar do homem. Quebra muitos galhos, porém, embora as pessoas cresçam utilizando a tecnologia, todavia, jamais o homem deve ficar dependente da máquina para avançar no trabalho e na vida. Por um simples motivo. Apesar da praticidade, a tecnologia não passa apenas de uma ferramenta para facilitar as atividades de produção e de entretenimento das pessoas.

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Dois assuntos inquietam os investidores. Recrudescem as incertezas na economia. A crise política, sem fim, e o engavetamento das reformas estruturais. Tão necessárias para tranquilizar o mercado. É justamente a indefinição sobre o rumo a tomar que desestimula o investidor. Enquanto a tecnologia avança no mundo, enriquecendo os empresários que fazem parte do seu contexto, duplicando o patrimônio deles muitos mais do que os exploradores do petróleo e banqueiros, os bancos centrais do mundo adotam novo esquema de crescimento. Incentivam a injeção de dinheiro na economia, de modo a puxar o consumo, a produção, o emprego e a renda para o alto. Despreocupado com a tese de que o crescimento provoca inflação. Todavia, com medo do amanhã, os investdores preferem se manter na defensiva com base nos seguintes dados. A falta de investimentos em infraestrutura faz o país perder competitividade. A carência de planejamento adia os problemas. Não resolve as pendências. A servidão da política econômica aos anseios da política partidária só causa prejuízos à economia. Perturba a máquina pública que fica incapacitada de equacionar os pepinos na saúde, educação e transportes. Finalmente, os escândalos que se eternizam e a impunidade faz a sociedade perder a confiança no governo.

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A cada ano surge novidade na praça. Aparece coisa nova, na tecnologia, na moda, transporte, gastronomia e consumo. Antes limitado a determinados grupos, atualmente cresce a quantidade de pessoas que deixou de comer carne. Essa gente adotou o vegetarianismo como opção alimentar. Segundo estatísticas, de 2012 em diante o mercado de vegetarianos cresce no mundo. A quantidade de pessoas que deixa de comer carne, expande. Passou de 8 para 12%, entre os adultos de 18 a 75 anos. Uns, alteram o hábito por recomendação médica. Outros mudam de gosto em função de rejeitar a matança de animais, discordar do abate de bichos apenas para encher a pança das pessoas. Por este motivo cresceu o consumo de vegetais, surgiram novos veganos que desaprovam a matança de animais para agradar a satisfação do homem. Quem anda vibrando com o novo costume do brasileiro são os restaurantes especializados e a Sociedade Vegetariana Brasileira. Na Ásia, a dieta do vegetariano é bem difundida. Aceita por algumas razões na visão de especialistas. Caso a humanidade fosse unanimemente carnívora, com certeza faltaria terra, água e insumos para alimentar bilhões de bocas famintas. No entanto, não comer carne conserva a saúde e a beleza, leva à longevidade, melhora a qualidade de vida porque o estômago se livra das toxinas constantes na carne vermelha. Todavia, para ser vegetariano, antes, o candidato tem de aprender a técnica de reequilibrar a dieta para não comprometer a saúde. De repente, pode se tornar obeso pela ingestão de maior quantidade de carboidratos.

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Não adianta espernear. O traficante de drogas e de armas, tido como mandão e durão, domina as comunidades e os morros. Lá, inimigo não entra, morre. Como verdadeiro líder e consagrado como chefe do crime organizado, o traficante, ousado, usa e abusa das favelas. Baixa normas para os moradores, dita regras para os transeuntes, baixa leis, coordena a distribuição de botijão de gás, de água e a cesta básica. Com isso, esfacela famílias, espalha terror, fecha comércio e colégios. Causa instabilidade social. Com a autoridade de um poderoso mandante, da droga e da violência, o traficante, além de garantir o direito e ir e vir, mantem a propriedade na favela a seu critério, sabendo administrar conflitos e o roubo de cargas. Confere a intrusão da polícia, castiga, quem se meter a besta, até com a morte se possível. Como o Estado se tornou fichinha, o mercador de drogas assume o posto de rei do pedaço. Manda e desmanda, cria raízes nas famílias, veste a sociedade com camisa de força, cortando o poder de reação. O domínio do traficante nas comunidades carentes começou por volta da década de 80. Omisso, o Estado cedeu. O embusteiro impediu de a Polícia subir o morro, proibiu o helicóptero levantar voo para combater o tráfico, que se tornou cabo eleitoral. Até os policiais que moravam na área dominada teve de se submeter às ordens do traficante. Começou organizando facções criminosas, passou a amotinar militares, moradores de casebres na área, conquistou funcionários públicos. Aliando tudo com o poderio financeiro e repressivo, o traficante de repente virou o rei do morro. Atualmente, está difícil o Estado combater em pé de igualdade o embromador. Por uma simples razão. O traficante possui armas de grosso calibre. Armamento pesado. Por isso, desafia a Polícia, autoridades e o Estado que demonstram não ser páreo na parada. Afinal, como não dorme no ponto, o traficante anda devidamente preparado para o revide.

1 Comentário

  1. Meu caro colunista Carlos Ivan:

    Um País que, segundo o fonte do IBGE, estimativas de 2013, possuía mais de 5 570 municípios com muitos possuindo mais de 3 121 mil habitantes; 4 890, com até 20 mil habitantes, ou seja, 87,7% do total. Que na Serra da saudade (MG) tem 825 habitantes, Borá (SP), 834 e, pelo menos, mais seis não chegam a 1 500 habitantes, com os parcos recursos do FPM sendo gastos com câmara de vereadores inúteis, com cargos comissionados, prefeitos para não fazerem porra nenhuma, onde vai parar o dinheiro arrecadados dos impostos da população?

    Ou se faz uma reforma séria e profunda reforma em todos os sistemas, ou vamos da lama aos caos em breve, com tudo na bancarrota!

    Sem as reformas urgentes e necessárias, decididamente o Brasil não tem vez!

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