TRIBUTO AO REPUBLICANO CLINT EASTWOOD

O Republicano Clint Eastwood, eleitor e torcedor número um do cachorro louco, Donald Trump, naquela oportunidade afirmou em discurso de campanha em prol do presidente eleito que será muito melhor do que Ronald Reagan, quando disse que as pessoas estão ficando “Cansadas do politicamente correto, que fala para agradar. A geração em que estamos agora é um saco”. Clint Eastwood não morreu. Continua vivo como nunca. Esse tem sido o desejo de muita gente do Partido Democrata norte-americano, desde que o ator/diretor, aos 88 anos, na campanha eleitoral americana, fez um ato na convenção Republicana, utilizando de seus dotes artísticos para conversar com uma cadeira vazia que representava o péssimo presidente, o negão Barack Obama. A cena foi tão espetacular que o Republicano foi aplaudido de pé. Como bom ator, foi uma cena extraordinária. Mas não podemos deixar que essa outra sua virtude como um excelente político também, ofusque o que o velho Clint fez e representa na carreira – não só para o cinema, mas para nós, quando ele comunga com a extinção – Em território americano – dos terroristas muçulmanos; é contra os porcos fedorentos mexicanos que entram em seu país clandestinamente; é lamentável Clint não saber que na América do Sul, mas propriamente no Brasil, havia uma seita, denominada de Putada Petralha que, politicamente, deveria sofrer um extermínio por completo, ser aniquilada, sumida do mapa, por só pensar naquilo: roubar!!!

Pois bem, o que interessa num artista é sua obra. O resto é perfumaria… É o Clint Eastwood ator que devemos relembrar: por mais amargurado e indômito que tenha sido nos westerns spaghetti que fez, cruel em determinados momentos, mas há sempre um tremendo humanismo, dignidade e caráter, uma busca desesperada por redenção. São lições que devemos tirar do velho herói, independentemente de um ou outro momento infeliz que possa ter protagonizado. Em que pese o Diego Marques ser um jornalista petralha e comedor de toco, puxa-saco de dizer basta do Lula e da Corja Vermelha, isso não impede que seja um excelente crítico de cinema e um cinéfilo dedicado e profundo conhecedor dos filmes de faroestes, ao afirmar que: “Clint foi uma figura importantíssima no faroeste spaghetti, um dos gêneros mais cultuados do cinema. Foi a partir de sua parceria com o italiano Sergio Leone(Lee Van Cleef, também!!!), que o ator se tornou um ícone como o anti-herói do Velho Oeste. Clint personificou a figura amargurada e perigosa que marcou o olhar cínico e o contraponto do western tradicional, feito principalmente por John Ford”.

Sem sombra de dúvida, Clint Eastwood fez história a partir da década de 60 como uma das estrelas máximas de Hollywood, como ratificou a revista Empire, que o colocou em segundo lugar no ranking dos 100 maiores astros de todos os tempos. Quem acompanha esta modalidade de cinema, sabe muito bem que, o convite que mudaria sua carreira veio em 1964. O cineasta italiano Sergio Leone convocou o ator para interpretar “o homem sem nome” de Por Um Punhado de Dólares, filme que deu início não só à Trilogia dos Dólares, mas também a todo um gênero: o bang bang à italiana ou western spaghetti. Na sequência, Clint e Leone realizaram Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966), ele desempenhando o papel de o bom; Eli de o feio; e Cleef de o mau.

Eis os principais filmes de Clint Eastwood na modalidade bang bang: 1965- Por uns Dólares a Mais; – 1966- Três Homens em Conflito (o melhor de todos eles); – 1966- Por um Punhado de Dólares; – 1968- A Marca da Forca; – 1970- Os Abutres têm Fome; – 1973- O Estranho Sem Nome; – 1976- Josey Wales, o Fora-da-Lei; – 1985 O Cavaleiro Solitário; – 1992- Os Imperdoáveis (neste filme ele atuou tanto como ator quanto diretor e faturou 4 Oscar). Eastwood é certamente um dos maiores diretores de cinema em atividade. Toda sua obra está composta em cerca de 90 películas. Tanto como ator quanto diretor.

Um detalhe impressionante na carreira desse astro é que, mesmo marcado pelo jeito durão em que aparece em seus filmes, Clint nunca conquistou a antipatia das pessoas e, com o tempo, foi provando que também era um sujeito de sensibilidade artística única. Em 1992, dirigiu Os Imperdoáveis, que é considerado por muitos como o último grande faroeste, sendo a despedida com chave de ouro do gênero que o consagrou. A produção conquistou quatro prêmios Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme. Clint é sempre um machão. Homem duro, de poucas palavras. Seus personagens são briguentos, geralmente mulherengos, intransigentes com o que eles consideram errado e muitas vezes atormentados por algum trauma do passado.

Por fim, há de se registrar que ele foi eleito prefeito da cidade de CARMEL, em 1986, na Califórnia, e foi convidado para ser mais ativo dentro do partido Republicano, mas preferiu não dar seguimento à carreira política, para a felicidade da sétima arte. Hoje, aos 88 anos, o Diretor Clint Eastwood, ex-prefeito republicano de sua cidade natal terminou de dirigir o filme “Sully”, estrelado por Tom Hanks e chegará aos cinemas brasileiros ainda este ano.

4 comentários

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    • João Francisco em 11 de junho de 2018 às 10:00
    • Responder

    Perfeita análise. Grande ator, junto com Morgan Freeman. Não por acaso atuaram em os imperdoáveis. Para mim o melhor filme Wertern já feito.

    Morgan também bate de frente contra os politicamente corretos (99% da academia de cinema).

    Os zisquerdóides americanu andaram a inventar que o Morgan, com quase a mesma idade do Clint; andou a importunar meninas nos sets dos filmes.

    Incrível como a máquina de moer reputações serve a eles.

  1. Não é porque agora fico sabendo que o Clint Eastwood é um idiota politico, mas sinceramente sempre o considerei uma espécie de Silvester Satalone só um pouquinho melhorado. É aquele cara calado, que não fala porque não tem o que falar ou tem receio de falar bobagem, ou foi orientado pelo diretor a falar pouco para evitar bobagens
    .
    É fato que depois de tanto tempo filmando, melhorou um pouco e passou até a dirigir filmes. Hoje com mais de 80 anos e mais de 40 como ator, considero-o um ator mediano entre os tantos hooliwoodianos.

    • CÍCERO TAVARES em 11 de junho de 2018 às 22:52
    • Responder

    Grande Altamir Pinheiro:

    Já o disse e volto a repetir: O que mais gosto, admiro e me fascinam nos seus textos é que o nobre colunista nos resgata a história dos grandes filmes de faroestes do passado com maestria, o que faz com que a gente voltasse ao tempo e se visse dentro daquele telão assistindo a filmes feito com arte e amor!

    Com raríssimas exceções, os filmes feitos hoje são uma grande porcaria para comer pipoca e sair de dentro do cinema com a cara de idiota!

    Forte abraço do admirador que que venha mais artigos, sobretudo comentado sobre as musas do cinema antigo e os vilões!

    • alberto santo andre em 12 de junho de 2018 às 15:47
    • Responder

    engraçado como todo esquerdopata ,do politicamente correto sempre se diz democrata , mas nao aceita o que a democracia lhe impoes , e que esta so serve quando serve a eles , como disse lula la nos idos de 2002 , quando afirmou que respeitariam as leis que fossem boas para eles , estranha e metamorfica democracia que pregam , estive com clint mos filmes e no seu apoio a trumph , como muitos brasileiros , naturalizados e trabalhadores que la estao e muitos da minha familia . a democracia do politicamente correto vai ao encontro da frase dita por einstein , quando chegarmos a isto sera o fim da humanidade como a conhecemos . seremos os proximos dinossauros .

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