12 junho 2018 CHARGES

MYRRIA

ESTAMOS PERDIDOS E MAL PAGOS

A confusão política que instalou nesse país, no segundo governo de Dilma, deixou sequelas de todo tamanho e que foram intensificadas pelo alcance da Operação Lava Jato. Num determinado momento, os principais implicados na operação passaram a defender a tese de que a Lava Jato estava aniquilando a economia porque as empresas estavam sendo sufocadas e obrigadas a demitir pessoas. Na verdade isso era só uma tentativa de jogar a população contra a operação. A grande perda da economia se deu pelos desvios praticados com empresas sendo vendidas a preços inferiores ao preço de compra.

Do ponto de vista econômico, o governo Dilma foi uma catástrofe. Antes mesmo do impeachment o mercado já havia se posicionado contra a permanência dela. Basta ver os indicadores econômicos e a variação do dólar para entender que ela deveria ter ido há mais tempo. Bem antes do impeachment, mais precisamente Nno início do período eleitoral, uma analista de um banco fez um estudo no qual dizia que a reeleição de Dilma traria riscos sérios para a economia. Ela foi demitida, a pedido de Lula, e ganhou, recentemente, uma indenização judicial de R$ 400 mil. Mas, o impeachment não trouxe as respostas que a população desejava. Primeiro porque foi feito como instrumento de vingança por parte de Eduardo Cunha, embora, tecnicamente auditoria do TCU tenha constado empréstimo a bancos públicos sem autorização do congresso. Atribuo Reputo a Eduardo Cunha parte da culpa do que aconteceu no hoje no Brasil, não pelo impedimento, mas pela pauta bomba que ele adotou e que inviabilizou mais a economia do que Dilma que já estava na extrema-unção. Não houve ato de heroísmo no seu gesto. O que ele fez, para a economia, foi pura sacanagem.

Cabe lembrar que assim que se tornou presidente, num programa de entrevistas, Temer admitiu que se Dilma tivesse atendido as demandas de Eduardo Cunha, ainda seria presidente. Vejam como o interesse particular dos donos do poder extrapolam, e muito, os interesses da população. O povo é o Z do alfabeto. Eles são o A. O fato é que Temer será lembrado como o pior presidente que Banânia já teve. Ele escolheu seu ministério baseado em agradecimentos pelo empenho no impeachment e não pela competência dos indicados. Teve um que chegou ao cargo de ministro porque deu o voto 342; outro porque participou ativamente do grupo G8 (um grupo de oito parlamentares que se reunião reuniam na casa de Heráclito Fortes, para tramar o impeachment de Dilma).

Ao assumir, extinguiu vários ministérios entre eles o da cultura e da ciência e tecnologia. O primeiro, por pressão pública da classe artística voltou e o segundo foi incorporado ao Ministério das Comunicações. Ciência e Tecnologia são bases para o desenvolvimento de qualquer nação. Pode-se pensar que houve falta de interesse dos cientistas brasileiros, mas o fato é que nossos bons cientistas conseguem recursos para pesquisas de organismos internacionais. Uma das melhores pesquisadoras do Brasil (Suzana Herculano-Houzelabto), numa entrevista em maio/2016, dizia que estava deixando o Brasil e explicava as razões. A entrevista está disponível na internet. Vale a pena para quem quer saber o que a ciência no Brasil faz. Então, a ciência do Brasil acaba sendo feita lá fora.

Então, com tudo isso, a gente chega a um cenário de caos econômico, recentemente reforçado pela greve dos caminhoneiros. Uma das pautas era frete mínimo. Empresas já conseguiram decisões judiciais para não cumprir. O desconto de R$ 0,46, que agora é R$ 0,41 e, terminou em R$ 0,34, precisava ter sido conversado com as distribuidoras e com os postos. O governo impõe que os governos estaduais reduzam o ICMS sobre o combustível. Como? Se estes estão além da margem de segurança da Lei de Responsabilidade Fiscal, como abrir de receita? Mas, mais uma vez E, mais uma vez, o governo teve qvoltou ue voltar atrás na questão da tabela do frete. A campanha publicitaria de Temer, “o Brasil voltou, 20 anos em 2”, estava correta porque o Brasil volta todo dia e assim a gente vai conseguir chegar a 20 anos atrás, em apenas estes dois anos de desgoverno.

O que nos espera com as eleições de 2018? Do ponto de vista econômico temos pouco a considerar. Nenhum dos candidatos tem a menor capacidade de tirar esse país do lamaçal atual. Imagina-se um candidato bem sucedido no mercado: . O Josué Alencar (filho do ex-presidente José de Alencar). Como posso confiar nesse nome se o partido que ele está conversando chama-se Partido da República, cujo dono (no Brasil partido político tem dono) é Valdemar da Costa Neto, condenado por corrupção? Se Josué for ele fosse eleito os bandidos, com procuração de Valdemar, estariam feitos. E a roubalheira continuaria.

Como entender o lançamento da candidatura de Lula, embora Eugênio Aragão tenha lhe dito que ele estava inelegível. Com base na Lei da Ficha Limpa, até o sacripanta, Gilmar Mendes, já disse que a inegibilidade de Lula é “aritmética”. Então, como se permite a captação de dinheiro para uma campanha que não vai ocorrer? Alguém precisa botar ordem nessa zona. Se não fizermos dificilmente teremos condições de atrairmos investimentos. Essa defesa pública da candidatura de Lula já deveria ter sido definida pelo TSE.

12 junho 2018 CHARGES

DUKE

12 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O VOO DA VESPA

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JORGE BRAGA

12 junho 2018 AUGUSTO NUNES

O DATAFOLHA ACEITARIA A CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DO PAPA FRANCISCO

O País do Carnaval passou oito anos desgovernado por um quadrilheiro semianalfabeto. Nos cinco anos seguintes, sobreviveu a uma fraude provida de um neurônio só. E agora faz o que pode para nadar até a praia da eleição e escapar do naufrágio pilotado pelo vice que Lula e Dilma escolheram.

Esse passivo informa que ninguém deve surpreender-se caso a maioria do eleitorado resolva prolongar a sequência de espantos com instalação de um deputado Tiririca na Presidência da República. Feito o registro, convém lembrar que há limite para tudo, até para o delírio tropical.

Não dá para imaginar, por exemplo, que o Brasil possa ser presidido por um presidiário banido das urnas pela Lei da Ficha Limpa. Só fingem acreditar na candidatura de Lula os altos sacerdotes da seita que o venera e, como reiterou a pesquisa publicada neste domingo, o Datafolha.

O chefão engaiolado em Curitiba depois de condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro tem tantas chances de disputar a Presidência quanto Tancredo Neves ou Getúlio Vargas. Vai acompanhar a votação pela tevê da cadeia, mas o Datafolha teima em reincidir na publicação do que chama de “cenários com Lula candidato”.

Caso prossiga o desfile de fantasias, o PSDB poderia enriquecê-lo com a candidatura do Papa Francisco. Pelos critérios do Datafolha, o Sumo Pontífice tem tanto direito quanto Lula de tornar-se presidente do Brasil. Já na próxima pesquisa, os tucanos estariam comemorando a chegada do novo candidato aos dois dígitos que Geraldo Alckmin vem tentando inutilmente alcançar.

12 junho 2018 CHARGES

DUKE

JOSÉ ANTONIO PORTELA – SALVADOR-BA

Caro Editor Berto,

Tenho o prazer de mandar uma escrotidão para uma gazeta escrota.

Este cartaz foi colocado numa pista da cidade de Alagoinhas, aqui na nossa querida Bahia.

Desejo muitas batatas para todos os fubânicos neste Dia dos Namorados.

Abraços, meu Rei!!!

R. Que sugestão arretada: comer buceta disfarçada de batata numa terça-feira tão bonita.

Parabéns pro Princesa Motel pela genial criatividade.

Tomara que haja fila de espera por lá e que o faturamento seja tão grande quanto a quantidade de furunfadas.

Caro leitor, meu saudoso pai me ensinou que a “melhor coisa do mundo é mulher querendo.”

Pois eu desejo que todos os leitores fubânicos tenham ao seu lado uma mulher querendo neste dia de hoje.

Não só na cidade de Alagoinhas mas em todo este país banânico.

Abraços pra todos os fubânicos daí da Boa Terra!

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SINOVALDO

12 junho 2018 EVENTOS

PARA OS FUBÂNICOS DE BRASÍLIA – DIA DOS NAMORADOS NO CARIJÓ

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CLAYTON

12 junho 2018 DEU NO JORNAL

OS PRESIDENTES E AS COPAS

* * *

Esta é a manchete de hoje da Folha de S.Paulo.

Segundo o que está escrito aí em cima, mais da metade da população de Banânia está cagando e andando pra Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira.

Pode até ser que esteja acontecendo este fenômeno inédito. Num sei. Tenho minhas dúvidas.

Brasileiro sempre foi fanático por futebol e, mais ainda, pela sua seleção brilhando na Copa do Mundo.

Todavia, em se tratando de pesquisa realizada pela confiabilíssima Datafolha, eu já fico com o pé atrás.

O fato é que as vitórias do Brasil nas cinco copas que ganhou foram sempre faturadas pelos presidentes da época.

Juscelino recebu Pelé, Garrincha e todo aquele timaço de 1958 de braços aberto.

O mesmo aconteceu com João Goulart em 1962, com Garratazu Médici em 1970, com Itamar Franco em 1994 e, finalmente, com FHC em 2002.

Se o Brasil for campeão este ano, Michel Temer vai receber a seleção no Palácio do Planalto e vai aparecer se rindo-se ao lado de Neymar nas primeiras páginas de toda imprensa banânica e nos jornais do mundo inteiro.

E isto não vai ser bom pra muita gente que eu conheço…

Segundo me informou o fuxiqueiro Esmeraldo Boca-de-Fossa, meu grande amigo de Palmares, a militância petêlha vai torcer pra que o Brasil perca a copa. Eles só torceriam a favor se Dilma ainda fosse presid-Anta.

Se isto for mesmo verdade eu, que sempre fui do contra, vou torcer a favor do nosso time.

Sinto um prazer sádico quando contrario estes tabacudos.

Te prepara pra levantar a taça, Michel Lobisomem Temer!!!

 * * *

Brasil Campeão Mundial em 1958, na Suécia – Juscelino condecorando o capitão Belini

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Brasil Bicampeão do Mundo em 1962, Chile – João Goulart entre Nilton Santos e Djalma

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Brasil Tricampeão do Mundo em 1970, México – Médici segurando a taça com o capitão Carlos Alberto

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Brasil Tetracampeão do Mundo em 1994, Estados Unidos – Itamar Franco ao lado do capitão Dunga

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Brasil Pentacampeão Mundial em 2002, Japão/Coreia do Sul – FHC levantando a taça com capitão Cafu

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A TAÇA DO MUNDO É NOSSA – MÚSICA DA COPA DO MUNDO DE 1958

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NANI

ENTENDENDO A DIVINDADE

Nesta fase em que a Nação se ressente da dificuldades imensas, sacrificando todos os seus filhos, é preciso entender os modos de comunicação extra-sensorial da Divindade, a fim de perceber o quanto somos beneficiados por nossos pedidos de melhoria de vida, coisa que nem sempre entendemos.

Na Praça Marcílio Dias, diante da singela igreja de Nossa Senhora de Santana, na praia do Rio Doce, costumo sentar-me e fazer minhas preces, apreciando o das ondas atlânticas e a paz do lugar.

Praça Marcílio Dias e a Igreja de Santana, Olinda

Após as caminhadas quase diárias, para controlar as coronárias e receber, do sol, a vitamina “D”, busco contato universal e meu espírito transcende.

Abrigado pela sombra das árvores costumo sentar-me para meditar e agradecer a Deus pelo que tenho recebido quanto às necessidades imediatas atendidas e os pedidos de orientação espiritual sobre o futuro.

Eis que num desses dias, depois de concentrar meus pedidos durante mais de uma semana, pois atravesso crítica situação econômica, chega ao nosso lar o sobrinho Eduardo José, assim “do nada”, disposto a dar um trato em nossa casa, mesmo sabendo que meus saldos bancários estão mais baixos do que poleiro de pato.

Veio sem asas, mas não há dúvidas que era um anjo disfarçado.

Eduardo José, o anjo disfarçado, e sua mãe, Jurema

Providencia por sua conta a compra do material e passa a consertar nosso telhado, que há mais de um inverno faz sofrer minha esposa com a pingueira que corre pela área de serviço e na cozinha. E deixa tudo dentro dos conformes. Adeus pingos!

Ele é o anjo que aparece para nos mostrar que Deus está ali presente com soluções que muito melhoram nossas vidas. Quase nem percebemos que nossas orações estão sendo atendidas de forma que nem se poderia imaginar.

Segundo minha nora Luciane certas pessoas são anjos disfarçados de amigos, mensageiros diretos do Supremo Arquiteto dos Universos.

Por isso é preciso entender como a Divindade processa suas ações para nos beneficiar, pois usa a forma que lhe parece mais justa, nem sempre como imaginamos.

Por isso se diz que Deus escreve certo por linhas tortuosas. Todavia, eu completo dizendo que Deus mostra que ter amigos é viver cercado de anjos.

12 junho 2018 CHARGES

BRUM

DEDADA NO FURICO DELES!

Comentário sobre a postagem NÃO AOS POLÍTICOS LADRÕES

Aleixo:

“Politico ladrão safado
Matreiro, liso, dengoso
Desde já, vá se cuidando
Preparando o fedegoso
Vá ajeitando a caminha
Pois o dedo de Dalinha
É grandão e poderoso.”

* * *

12 junho 2018 CHARGES

AROEIRA

SUPREMA PLATITUDE FEDERAL

Atualíssima é a frase urdida pelo gênio político do pessedista maranhense Vitorino Freire nos idos sob a égide da Constituição mais liberal que o Brasil teve, a de 1946: “É tão grave a crise que vaca não reconhece bezerro”. A de hoje é pior: ficou difícil até distinguir vaca de bezerro, tão confuso se tornou o cenário institucional brasileiro. O presidente Michel Temer mandou as fantasias reformistas para as calendas que as prorroguem ou para os infernos que as carreguem. Fê-lo porque o Congresso também assumiu o Poder Executivo para livrar o chefe deste de duas incômodas investigações pedidas pelo amaldiçoado ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, não reconduzido ao posto, para se afastar do céu seco do Planalto a sombra de sua espada de Dâmocles enferrujada.

Na recente revolta dos carreteiros, o País parou, os preços de gás de cozinha e da gasolina subiram a bel-prazer dos transportadores de cargas, que bloquearam as rodovias e provocaram pane seca e desabastecimento geral de gêneros alimentícios de primeira necessidade. As batatas sumiram até da mesa dos vencedores, contrariando a lei da tribo imaginada por Machado de Assis, o gênio do Cosme Velho. Após ter mandado as Forças Armadas prenderem os rebelados do asfalto e não ter sido obedecido, decretado prisões que a Polícia Federal (PF) fingiu que não tinha de cumprir e lavrado multas que só serão cobradas quando o País construir o trem bala de submetralhadoras roubadas de quartel ou contrabandeadas por traficantes, o chefe do governo instituiu a “polipartilha” do poder, na qual caminhoneiros mandam, o Congresso ouve porque tem juízo, o Executivo obedece porque não pode mais e o Judiciário cala ou emite platitudes aos borbotões por meras vaidade e insensatez. Antes, falava-se em democracia, governo do povo, e agora chegamos à “dialogocracia” repetida, na qual o ex-futuro chefe e futuro ex-chefe na mesma pessoa fixa uma tabela de frete, anunciada como a mais nova “lei do antimercado” negociada, até que esta seja renegada pelos mais antigos mandamentos do mercado de pulgas da reinante insensatez ruminante.

Os pronunciamentos de brinquedo de papel machê foram economizados ou repetidos de acordo com a conveniência. Durante a crise na estrada, a dra. Cármen Lúcia, chefe suprema da Corte em que a Justiça não tem dois pesos e duas medidas, mas 11 passos e 11 retrocessos, em que os maus são abençoados e as pestes são distribuídas, fechou-se em copas, paus, ouros e espadas. No meio da refrega, fez-se ler em entrevista na qual falou sobre generalidades, mas nada disse nem lhe foi perguntado sobre a crise em que os consumidores de diesel ascenderam à aristocracia.

Mas seria injusto afirmar que, findas as batalhas após as quais os feridos foram meticulosamente espetados em ponta de baionetas, ela não se manteve silente e ausente. “A construção permanente do Brasil é nossa e é democrática e comprometida com a ética. Não há escolha de caminho: a democracia é o único caminho legítimo. Cumprimos nosso dever com a República Federativa do Brasil. Há de se ter serenidade, mas também rigor com o cumprimento e o respeito aos direitos, especialmente os fundamentais”, afirmou Cármen, na abertura de uma sessão do STF, que lhe cabe presidir até entregar, em setembro, o bastão ao atual vice, Dias Toffoli. No meio da balbúrdia generalizada de um plenário que não se entende nem sobre a duração do intervalo para o cafezinho, Cármen garantiu que essa algaravia promoverá a “aliança de cidadãos”, que se engalfinham nas redes sociais sobre a condução dos negócios da República, a necessidade de a atriz mulata ser retinta para interpretar a sambista negra e as decisões disparatadas de árbitros sobre as regras “claras” do ludopédio.

“Há de se ter seriedade e também manter a esperança. Há de se cuidar dos direitos e também garantir os serviços e o incansável combate à corrupção. Não vivemos de quimeras, embora lutemos por sonhos”, disse madame presidente na qualidade de Acácia dos Acácios naquela mesma ocasião. Dias depois, contrataria espaço e transporte exclusivo para ela e seus dez colegas evitarem o povo rebelde e barulhento no acesso comum aos aviões de carreira. Não é sui generis o conceito de igualdade dela?

No sábado, 9 de junho, palestrando em Londrina, no norte do Paraná, Estado onde o juiz de primeiro grau Sérgio Moro reina porque pune, o relator da Operação Lava Jato caprichou na paródia do bom mocismo galopante dando ao “óbvio ululante” de que falava o gênio do teatro e da crônica esportiva Nélson Rodrigues a majestade do nariz de cadáver de suas grã-finas favoritas. Ao participar do 2.º Congresso Internacional de Ciência Jurídica, o ministro do STF Edson Fachin obtemperou: “Parlamentares erram e por isso devem responder. Mas o Parlamento é essencial à vida democrática. Juízes também erram e por isso o Estado deve responder, mas o Judiciário é essencial à vida democrática. No Estado, administração também cometem erros desde o funcionário mais humilde ao mais gabaritado da Nação. E quem erra deve responder”. Fachin deu continuidade à manifestação deixando claro que considera fundamental a manutenção da administração pública como aparelho do Estado democrático. E também ponderou: “É fazendo as instituições funcionarem que o Brasil vai dar um futuro ao seu passado, como escreveram as professoras Heloisa Starling e Lilia Schwarcz, esta última em uma obra importante sobre a história recente do País” (Brasil, uma Biografia). Talvez fosse o caso de ele empregar definição mais clara e também mais escorreita a que recorreu Jânio Quadros quando questionaram sua predileção pela ingestão alcoólica: “Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia!”

Essa simplicidade cômica do ex-presidente não compareceu ao texto Contra notícia falsa, mais jornalismo, da lavra do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também ministro do STF Luiz Fux, publicado neste Estado (na página 6 da edição de Política do domingo, 10 de junho), à guisa de introduzir sua eventual participação no Fórum Estadão sobre Fake News, ao qual terminaria faltando. Segundo o doutor, “o jornalismo de qualidade pode incomodar, mas sua existência, deve ser garantida” No mais lídimo estilo Cármen Lúcia e Fachin, Fux completou seu rosário de lugares comuns com um que ao menos nos consola. Assim ele concluiu o texto publicado: o TSE “defende os profissionais que lutam para promover participação ativa dos cidadãos no processo democrático e repele qualquer tentativa de silenciá-lo”. Ufa, aleluia!

O mesmo não se pode dizer de seu inimigo cordial, o famigerado Gilmar Mendes, que o antecedeu na cadeira do TSE. Vários corpos à frente na corrida pela coroa de impopular-mor da República contra Temer, do qual é conviva no Jaburu, Sua Excelência capricha em atitudes antipáticas em pronunciamentos e votos no Supremo. Recusa-se a se considerar impedido e concede habeas corpus a mancheias a parentes da mulher, Giomar, e clientes da banca de advocacia da qual ela é sócia. E sempre que pode, citando ou sendo citado pelos “coleguíssimos” Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, desanca policiais, procuradores ou juízes federais de primeira instância pelo fato de combaterem a corrupção com denodo, atribuindo-lhes garras e ganas absolutistas.

Em entrevista a Mário Vitor Rodrigues, que circula neste Portal do Estadão de domingo, o ministro que se diz “O Supremo” desfiou uma série de argumentos contra a simpatia do povo e a favor da impopularidade como único instrumento viável de justiça. Por falta de espaço, resumo todos em seis frases: “É preciso sempre advertir que se os tribunais decidem em consonância com a opinião pública eles colocam em risco os direitos e garantias constitucionais. Hitler dizia que os tribunais nazistas traduziam o espírito do povo… e foi o que foi. Eu cumpro esse papel com bastante tranquilidade e sei que estou honrando a minha missão institucional. Eu hoje disse a você que não me preocupo em fazer grandes obras, mas em evitar que se cometam catástrofes”. Quem quiser conhecer a íntegra de seus argumentos sobre a gênese nazista do populismo clique no link Entrevista: Gilmar Mendes

Em resumo, no Brasil, se não é cega, a Justiça é muito míope e só consegue enxergar o que mais apraz a quem dela se serve.

12 junho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

GEOGRAFIA DAS MÚSICAS – PETROLINA-PE, JUAZEIRO-BA

Petrolina-PE e Juazeiro-BA: Pólo de turismo, cultura, produção agrícola,
vinícolas e o São Francisco no meio!

Na época de caixeiro-viajante, anos 1970, dei um pulo em Petrolina-PE, decisão tomada de última hora quando me preparava para voltar ao Recife, pela BR-232.

Tinha à disposição para exercer as vendas de tecidos, confecções, artigos de armarinho, pelas industrias Jomack S.A e Sigra S.A., uma imenso território – do Oeste do Maranhão ao Sul da Bahia, ou seja o Nordeste inteirinho.

Estiquei até Petrolina por saber que iria faturar bem – cidade grande, pólo regional – e principalmente para conhecer aquele lugar ainda não encaixado nas poções de Nordeste que conhecia bem: litoral, mata, agreste, sertão.

Panorâmica de Petrolina, vista de Juazeiro-BA

Que mistérios guardaria uma cidade do Alto Sertão, banhada pelo São Francisco e ainda vizinha da Bahia.

Foi tudo bom, as vendas e os passeios. Paixão à primeira vista.

Só voltei à região agora em 2015, em férias com a família.

Petrolina Juazeiro – Fagner e Jorge de Altinho, do olindense Jorge de Altinho

Conhecia outras travessias do Velho Chico, importantes e históricas: Penedo-AL-Neópolis-SE; e Propriá-SE-Porto Real do Colégio-AL. Estas por conta de passeios avulsos ou rotas de trabalho.

Petrolina Juazeiro, com Trio Nordestino

As duas cidades são férteis como berço de grandes nomes da Música Brasileira: Juazeiro é terra de João Gilberto, Ivete Sangalo e Galvão (Novos Baianos). Petrolina, nos deu o consagrado Geraldo Azevedo e o novo expoente do piano bossa-novista Zé Manoel.

Semana que vem, tem mais.

12 junho 2018 CHARGES

SINFRÔNIO

12 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

VERMELHO, AZUL E ESTRELAS SE JUNTAM NAS DUAS BANDEIRAS

Eu tô curioso pra saber qual é a opinião dos cumunistas brasileiros sobre a cena abaixo retratada.

O democrata Kinzinho apertando a mão e sentando-se ao lado do imperialista Trumpão.

Um acordo pra acabar com as armas nucleares da Coréia do Norte!!!

(As dos Zistados Zunidos continuam intactas…)

Fala, Manuela d’Ávila!!!

12 junho 2018 CHARGES

PATER

THE BEATLES

Composição de John Lennon e Paul McCartney, “Hello, Goodbye” foi um grande sucesso dos Beatles em 1967.


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