Estamos na segunda semana de junho de 2018 e o esquecido Bitcoin, está cotado próximo a US$ 6.600,00. Alguém lembra que essa moeda chegou a custar US$ 20.000,00 em dezembro do ano passado? E alguém sabia que em junho de 2017 essa moeda custava US$ 2.700,00?

Resumindo: de junho de 2017 até dezembro quem tinha Bitcoin viu sua poupança valorizar em 640%. Quem se animou a comprar cryptomoeda com o 13º está perdendo 67% do Natal até agora nas Festas Juninas. Tudo isso em 12 emocionantes meses. Devo registrar que estou escrevendo em 11/06 as 11 horas e como diz a Rádio BandNews, em 20 minutos tudo pode mudar.

2018 tem sido um ano de muita volatilidade nos mercados. Podemos comparar oscilações de outros ativos conhecidos na tabela abaixo:

Bitcoin

12/06/2017 – 2.700,00
Máxima 20.000,00 – 640%
11/06/2018 – 6.600,00  -67%

Dólar

12/06/2017 – 3,3
Máxima 3,95 – 20%
11/06/2018 – 3,70  -6%

  Ibovespa

12/06/2017 – 61700
    Máxima 88300 – 43%
   11/06/2018 – 73400 17%

Assim é esse perigoso e volátil mundo da especulação com cryptomoedas. Comprar ações e títulos de boas empresas (quais são as boas empresas?) é bem diferente do que apostar nesse balão desconhecido. Embora, oscilem bastante também. Um argumento convincente que me fez atribuir um pouco mais de valor às moedas eletrônicas, é que existem pessoas que confiam mais na segurança que o sistema Blockchain oferece, do que em governos e cofres de bancos para garantir sua riqueza. Outra justificativa para valorização das moedas eletrônicas, é que um submundo de negócios ilegais, precisando do anonimato, utiliza as cryptomoedas por não poderem usar o sistema bancário e devem acumular recursos em Bitcoin e outros.

As novas gerações acostumadas a usar e confiar em tecnologia, mais do que nos tradicionais ativos financeiros, são potenciais poupadores nesse tipo de instrumento. Esses novos investidores preferem Bitcoins e seus “irmãos” do que carregar ouro, por exemplo. Influenciados pela exuberante valorização alcançada pelas moedas eletrônicas ao longo de 2017, empresas de finanças lançaram fundos lastreados nessa modalidade. Bolsas de valores permitiram negociação de algumas cryptomoedas em seus recintos. Esse conjunto de acontecimentos deu maior confiabilidade e visibilidade ao instrumento justificando parte da valorização de 2017.

A teoria da profecia autorrealizável é o que mais motivou a alta de 2017 nas moedas eletrônicas. Os prognósticos dos técnicos no assunto era atingir US$ 50.000,00 até 100.000,00, no caso do Bitcoin. Quanto mais subia, mais gente se sentia quase obrigada a ter algum recurso investido em cryptomoeda. Uma grande aposta. Ouvir seu vizinho falando que comprou Bitcoin por US$ 5.000,00 e estava lucrando horrores, deixava qualquer cristão com aquele sentimento de ignorância e dor de cotovelo. Hoje parece que o Bitcoin saiu da moda. Será que agora está na hora de colocar umas fichas nesse palpite?

Cuidado!!!! Para quem é conservador eu indico ficar distante, pra quem gosta de apostas, melhor colocar poucas fichas.

1 Comentário

  1. Carlos, muito bom. Ficar rico, no curto prazo, é o sonho de muitos e isso serve de lastro para os Ponzi’s da vida. Há quem diga que as três maneiras de ser rico são: nascer rico, casar com uma mulher rica ou ganhar na loteria. Eu conheço um cara que conseguiu juntar essas coisas. Ganhou na loteria esportiva, sozinho, quando ela equivalia a uma mega sena

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