NOTAS 

Como geralmente são desprezados pelo setor produtivo, em virtude do despreparo e da inexperiência profissional, do pouco estudo e nível cultural abaixo da média, o pobre, para sobreviver tem se virar, como pode. A maneira mais fácil de fazer um bico, ganhar dinheiro para descolar o jantar dos filhos, livrar-se das dificuldades financeiras, é entregar-se de corpo e alma em pequenas atividades lucrativas. Engajar-se no mercado informal, exercer ocupações de serviços gerais, vender coisas miúdas ou improvisar barracas, especialmente na praia para garantir uns trocados. Por conta do elevado estágio do desemprego é que muita gente vira camelô, monta quitanda, resolve vender até passarinhos nas proximidades das feiras livres, apenas com o intuito de sobreviver. O que move a iniciativa de uma pessoa a driblar as necessidades financeiras nesta terra de intensa desigualdade social é cair em campo. Ter força de vontade. Nutrir perseverança e não ficar enrolado com as falsas promessas das autoridades que prometem mundos e fundos na hora do voto, mas, depois da vitória o esquecimento é o que vale. A coisa tá feia até mesmo para quem é formado, tem curso superior e não encontra vaga disponível. ´É nessa enrascadas que o brasileiro se encontra metido até o pescoço. Ouvindo lorotas dos gestores do poder público. Os desempregados reclamam a falta de projetos de desenvolvimento no país, as empresas reivindicam cursos para qualificar pessoas para o trabalho eficiente. A população, tem de virar como pode para sobreviver nesta terra de ninguém.

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A ganância, mata. A cobiça motiva o “olho grande” a cometer todo tipo de atrocidade. Praticar barbaridade, executar ações de deslize ético, moral, inclusive, penal. Caso seja necessário, o malfeitor, geralmente de sangue frio, não se importa com os resultados. Aliás, por dinheiro o homem endoida o cabeção, a mulher às vezes perde a linha, não se incomoda e nem se envergonha de largar a compostura. Segundo os registros policiais, muitas mortes foram cometidas por causa de dinheiro. Inúmeros assassinatos foram praticados visando apenas o patrimônio da vítima, levando gente da família, assassinar pais, irmãos. Amigos eliminar camaradas com a intensão de zerar débitos. Mas, por que o dinheiro altera comportamentos, modifica o modo de agir dos homens, se a riqueza é apenas uma peça para proporcionar conforto e comodidade ao dono. Sem incutir nas pessoas indícios estimulantes para comprar a vida de alguém abastado. Financiar o trabalho de criminosos, custear farras, viagens e vaidades. A lógica diz que se uma pessoa tem coragem para se vender, simplesmente com o intuito de abater alguém, em nome de outro indivíduo, tendo o dinheiro como pano de fundo, o sujeito não passa simplesmente de pistoleiro profissional, caçador de recompensas que a Polícia, desestruturada, e o Judiciário, moroso, não tem condições de evitar. Daí as mortes por encomenda, os assaltos a bancos e a carros fortes, a destruição de caixa eletrônicos e a queima de ônibus por aí a fora.

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Acredite, se quiser. Fort Lauderdale, cidade do condado de Broward, banhada pelo Oceano Atlântico e localizada no estado norte-americano da Flórida e distante 45 quilômetros de Miami, é tampa. Dar show de bola, apesar de ser considerada uma das cidades que oferece menos segurança aos habitantes dos Estados Unidos. Por ser cortada por uma rede de canais, a cidade é apelidada de Veneza Americana. Em população, Lauderdale se destaca. Abriga milhares de habitantes que se juntam aos turistas que fervilham pela metrópole, constantemente, especialmente no verão. Todavia, não se equipara ao nível de desenvolvimento de muitas cidades brasileiras de mesmo porte demográfico e econômico. Por uma simples razão, possui mais de quatro mil restaurantes, 63 campos de golfe, 12 shopping centers, 16 museus, 278 parques de campismo e 100 marinas para ancorar milhares de barcos e iates milionários, locais e de fora que chegam de várias partes do mundo. Famosa, Lauderdale recebe anualmente mais de 12 milhões de visitantes, nativos e estrangeiros, que chegam à cidade, atraídos pelo potencial turístico da cidade. O município é tão chique que conta, inclusive com serviço de táxis que navegam nas águas dos canais inúmeros canais da metrópole. Tudo o que o turista quer, encontra em Fort Lauderdale. Muitos barzinhos se responsabilizam pelo agito noturno, praias de areia branca e fina. Arborização ao gosto do visitante. Luxuosas casas com piscina de água azulada, em vez das românticas gôndolas da Veneza Italiana. Enquanto isso, muitas das cidades brasileiras, sem chances de competir em pé de igualdade com Fort Lauderdale, ficam apenas no desejo. Com inveja do grau de progresso de muitas metrópoles americanas. Por falta de planejamento e de garra dos governantes nacionais.

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Os números indicam que, enquanto não modernizar a legislação, introduzindo leis fortes, o brasileiro permanecerá assistindo a deflagração de uma guerra civil no país. Pelo menos os registros revelam que em 10 anos de anotações de óbitos, entre 2006 e 2016, foram assassinados mio milhão de pessoas. Pela frieza das estatísticas, o Brasil é classificado como um dos mais violentos do mundo. As maiores vítimas da exagerada matança são os jovens negros e pobres. O incrível é verificar que os homicídios aconteceram justamente na fase em que o país ingressa na lista de economia emergente. Infelizmente, vários estados nordestinos, foram considerados os mais violentos. Pela ordem figuram Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Para, Amapá, Pernambuco e Bahia. Enquanto isso, São Paulo e Rio de Janeiro vibram por estarem registrando queda nos assassinatos. Parece até que o Brasil compete em criminalidade com a Síria quem em 7 anos de conflitos, desde 2011, mais de 511 pessoas tombaram sem vida, sendo que dos mortos, 350 mil tiveram a identificação nominal revelada. Outro fato lamentável é que dentre as vítimas da guerra síria, mais de 106 mil são civis, e 20 mil são crianças que perderam a vida em nome da violência humana.

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Sem forças para debater com os caminhoneiros, o governo teve que ceder. Abrir as pernas durante a paralisação, conceder subsídios a algumas empresas, onerar importantes setores produtivos como a da exportação e a indústria química. O prêmio distribuído pela área governamental foi na forma de isenção do CIDE e na redução da cobrança do PIS/Cofins. O Cofins é a contribuição federal que financia a Seguridade Social que por sua vez cobre a Previdência, a Assistência Social e a Saúde Pública. O benefício governamental derivado do corte de tributos sobre o diesel também favoreceu outros importantes setores da produção. Contemplou novamente a indústria automotiva, que já tinha sido beneficiada no governo Lula, além de estender as benesses para outras empresas de tecnologia, da informação. Preparados os caminhoneiros deram uma boa lição ao país. Reivindicaram a isenção de pedágio para a categoria, exigiram a revisão da Lei do Caminhoneiro, engavetada no Congresso, sem solução. Infelizmente, diante da fragilidade econômica, o movimento colocou o país no centro das turbulências. Forçou a economia a reviver os mesmos problemas enfrentados em 2013, quando o governo de Dilma Rousseff se recusava a negociar com os manifestantes. As consequências geradas pelos protestos de agora, trouxeram também serias consequências para a população. Faltou combustíveis nos postos, fez o preço subir. Comprometeu o transporte público, cancelou voos nos aeroportos, desbasteceu supermercados, suspendeu aulas e a merenda nas escolas na escola, afetou o mercado automobilístico, interrompendo a produção de veículos, abalou o atendimento nos hospitais, parou o serviço de ambulâncias e da segurança pública, E assim, por descaso de gestores, a economia teve de se virar aos trancos e barrancos para resolver a grave questão. Sem comprometer ainda mais a fragilidade econômica do país.

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O Brasil possui diversificada fontes de energia. Passou um bom tempo dependendo basicamente da energia hidrelétrica, atualmente conta com dez usinas em atividade, até partir para a exploração de outras fontes energéticas como a derivada do petróleo, carvão mineral, biocombustíveis, gerada de produtos vegetais como a mamona e a cana de açúcar, gás natural e a mais sofisticada, a energia nuclear. Percebendo que a Europa tem um mercado limitado na produção de energia eólica, o Brasil caiu em campo para explorar este tipo de energia limpa e renovável. Aproveitando, então, a abundância de ventos fortes e de terrenos, o país precisou apenas aliar os investimentos para a compra de equipamentos para copiar a invenção dos persas no século V. Cobiçado pelos fabricantes europeus de Aerogeradores, que visavam reduzir de custos com a mão de obra barata, o parque de fabricantes diversificou-se no país. Atualmente, a capacidade de produção de energia eólica passa de 12.76 GW, distribuídos em 458 parques eólicos espalhados por várias regiões brasileiras. A liderança cabe ao Rio Grande do Norte, seguido da Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Piauí, Pernambuco, Santa Catarina, Maranhão e a Paraíba. Convém lembrar que a primeira turbina de energia eólica foi instalada em Fernando de Noronha, no ano de 1992. Com a expansão dos parques eólicos, o país assegura três objetivos. Garante a segurança energética, reduz as emissões de gases de efeito estufa e gera empregos. Um fator positivo é que em 2017, a energia mais consumida no Nordeste, cerca de 60%, foi gerada pelas usinas eólicas. Outro detalhe que desperta atenção, é a certeza de que o Brasil se tornou o oitavo maior produtor mundial de energia eólica. Antecedido pela China, Estados Unidos, Alemanha, Índia, Espanha, Reino Unido e França.

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