Comentário sobre a postagem O QUE É NOSSO, O PETRÓLEO OU O PROBLEMA?

Deco:

“Caro Goiano:

Com a minha idade de 70 anos, que acho que você não tem, quero dizer pra você que trabalhei, SOMENTE, 35 anos no setor elétrico.

No tempo que trabalhei no setor elétrico tive a oportunidade de fazer estágios, no EUA e muito mais no Canadá nas empresas estatais “Ontario Hydro” e “Hydro Quebec“, nessas duas empresas passei por mais de dois meses em cada uma.

No ano passado, em junho de 2017 estive lá visitando os amigos que fiz em Toronto e Montreal nas empresas citadas.

Elas são estatais e como naquela época que estive lá, davam e dão lucro para os respectivos Estados, ou seja, de Ontário e Quebec.

Empresas completamente enxutas e com objetivos empresariais de ESTADO.

Sabe o que é isto?

Cada uma na sua província do país CANADÁ. Lá os executivos que comandam as empresas tem a responsabilidade de conduzirem as empresas com lucros para o estado e para os cidadãos (administração empresarial), que na realidade são os donos das estatais. Tal e qual no Brasil, que somos donos de uma parte da Eletrobras, Petrobrás e por aí vai…

Pois é, entre no site dessas empresas, hoje, e veja como elas são poderosas, hoje, e estatais, exportando energia elétrica para os EUA e dando lucro para o povo canadense. A grande diferença com o Brasil é que aqui as empresas são “governamentais”. Aqui as empresas, e não é de agora, mas que depois de 2003 piorou, os donos não são o ESTADO, mas sim os políticos, os sindicatos, as confederações, os “coronéis” e outros mais.

Por falar em coronéis, A ELETROBRAS, já foi de propriedade do Antonio Carlos Magalhães, do Sarney, do Lobão e outros antes deles. Pelo menos, agora, tem na presidência, um presidente, que não é parente, mas administra, como o Parente que esteve na Petrobrás.

Eu sofri isto na pele em 1986.

O Brasil, a curto prazo, digo nos próximos trinta anos não tem jeito.

A esquerda que já foi boa, existiu mais ou menos até os anos 70. Hoje, a esquerda é retrógrada e ultrapassada . O Brasil precisa reciclar a esquerda, como também a tal e dita direita.

Na realidade, o Brasil está de costa para o mundo.

Só como exemplo a esquerda que governa Portugal, com todos os problemas, dá de dez a zero na nossa.”

5 Comentários

  1. Concordo com quase tudo o que foi colocado.

    Só uma objeção: não existe esquerda boa, nem a de Portugal.

    Tem como manter empresas de energia nas mãos de empresas privadas e ainda assim o Estado ter o seu controle estratégico.

    Vejam o caso da Embraer; é privatizada, porém para ter parceria com a Boing na área militar, o Estado tem que aprovar.

  2. existe o patriotismo e a patriotada , que e a que prolifera no brasil , exemplo de povo patriota , sao os noruegueses , e os inlandeses , e ate a chgada do covardao obama ainda o tinhamos em boa parte nos EUA , patriotismo nao e torcer para futebol ou bolsa curral , patriotismo e lutar para que todos tenham traballho, e que todos aqueles que tabalhem tenham uma vida digna , patriotism o lutar para que seu filho ou filha saia de casa par ir estudar e voce nao tenha que os ir buscar no iml , patriotismo e condenar criminosos e latrocidas a prisao perpetua sem direito a reduçao da pena , seja ele de que idade for , ser patriota e ser e querer que a populaçao honesta prospere , juntos para que opais seja uma naçao , ja a patriotada sao aqueles que querem ganhar sem trabalhar , defender criminosos e corrupto , afirmar que vagabundagem e falta de sorte , e que o que forma criminosos ,nao e esta vagabundagem mas sim a desinclusao social , e sempre achar que o vizinho esta bem porque teve sorte e nao porque lutou e trabalhou duro a vida toda , o patriotada , defende homens e mulheres biologicamente formados como pessoas que nao podem serem responsabilizados por seus atos sejam quais fores , o defensor da patriotada e aquele , que denuncia um pai por uma repreenssao mais dura aos fihos , mas depois que estes se perdem tambem vao la acusar estes , pais , e infelizmente no brasil a patriotada e em enurme numero maior que os patriotas , portanto somos um pais fadado a jamais ser uma naçao ..

  3. Eu acho que não tem mais cabimento essa linha demarcatória entre direita e esquerda. O que temos é governo e oposição. Todos olhando para seus próprios interesses. O Brasil precisa de gestores, não de políticos.

  4. Aos amigos Fubânicos e demais leitores do JBF, pretendo passar aqui um pouco de minha pequena experiência, na área que trabalhei muito anos. Entra ano e sai ano, melhor dizendo, de quatro em quatro anos, volta à baila a questão de privatização das nossas empresas “governamentais”. Na realidade, o que deveria de haver, a meu ver, era uma ampla discussão quanta a rentabilidade dessas empresas, afinal, o Brasil nunca teve uma poupança para investimentos nelas.
    Por exemplo, a empresa que trabalhei, a CESP – Cia. Energética de São Paulo, foi criada em 1966, como Centrais Elétricas de São Paulo, com 680 MW de potência instalada, atingindo 10.000 MW em 1996, com investimentos do Estado de São Paulo, do governo federal e empréstimos internacionais. Ou seja, DINHEIRO DO POVO BRASILEIRO. Hoje, existe somente um quarto dessa empresa, empresa que em certo momento de sua história foi maior que a Petrobrás. A CESP foi dividida em quatro lotes para privatização. Três lotes já foram privatizados e um permanece sendo propriedade do estado de São Paulo, que pretende privatiza-lo brevemente. Depois de pagos os investimentos, quando eles poderiam gerar lucros e dividendos para o povo, remunerando o capital investido, praticamente o maior complexo energético do país foi privatizado. Foram privatizados NOSSOS investimentos feitos em produção, transmissão e distribuição de energia elétrica.
    Na meca do capitalismo (EUA), no Canadá e até na França, com a Électricité de France (84% das ações são do Estado Francês), uma das maiores produtora de energia elétrica do mundo, as partes de PRODUÇÃO e TRANSMISSÃO (alta e extra tensão – acima de 69 KV) de energia elétrica (as verdadeiras galinhas de ovos de ouro e filet mignon) são de propriedade do ESTADO.
    Nos EUA e Canadá a DISTRIBUIÇÃO de energia em baixa tensão (127/220 até 13800 Volts), que serve as residências e pequenos consumidores é pulverizada, esta sim, fica com a iniciativa privada, prefeituras e até cooperativas rurais.
    Em resumo, a parte ESTRATÉGICA de energia elétrica fica na mão do ESTADO, gerando lucro e dividendos para o povo e demais acionistas privados.
    O governo de São Paulo, com seu programa de privatização, entregou para a Colômbia. Sim para a empresa Colombiana ISA, 25% da energia elétrica produzida no Brasil, que através na nova legislação de produção e transmissão de elétrica, ela a Colombiana ISA, passou a ter presença em 16 estados brasileiros. O Brasil, digo povo, investiu e na hora de produzir frutos para o Estado de São Paulo e o País, o governo passou a (galinha de ovos de ouro e o filet mignon) para a Colômbia.
    Entre as empresas do setor de Energia Elétrica a Colombiana ISA – CTEEP- Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, para os brasileiros, foi classificada pela Revista Exame – Melhores e Maiores, edição de 2017, como a Melhor Empresa de Energia do Ano de 2016, conseguindo o primeiro lugar, conforme análise dos seguintes pontos: Vendas Líquidas, Lucro Líquido Ajustado, Patrimônio Líquido Ajustado, Margem de vendas, Giro, RIQUEZA CRIADA PO EMPREGADO, Número de Empregados, Negócios em Bolsa e controle Acionário.
    Privatizar ou não, eis a questão!
    Com toda a certeza, esse assunto será motivo de grandes discussões e pauta para os candidatos à presidência do Brasil.

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