14 junho 2018 CHARGES

NANI

14 junho 2018 DEU NO JORNAL

UMA COINCIDÊNCIA SEM EXPLICAÇÃO

Justiça Federal autoriza a transferência de Delúbio Soares para o Paraná.

O ex-tesoureiro do PT vai cumprir sua pena no Complexo Médico-Penal em Pinhas.

A Justiça Federal autorizou a transferência do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares da carceragem da Polícia Federal em São Paulo, para o Complexo Médico-Penal em Pinhas, região metropolitana de Curitiba.

Não foi determinada a data para ocorrer à transferência.

* * *

Interessante..

Ultimamente toda notícia sobre petista importante é sempre falando de cadeia, de carceragem, de presídios.

Que coincidência estranha e sem explicação…

Zé Genoino, Delúbio, o corno Paulo Bernardo, Palocci, Vaccari, Zé Dirceu, Lula…

Só gente da cúpula vermêio-istrelada.

Num sei mesmo qual é a razão deste fato.

Que coisa esquisita.

14 junho 2018 CHARGES

MIGUEL

14 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA PAJARACA COREANA NAS COSTAS DE TRUMPÃO

 

14 junho 2018 CHARGES

LUTE

LUIZ PEIXOTO – FORTALEZA-CE

Este foi assessor de Dilma.

Aprendeu com ela.

Veja que contorcionismo explicatório desse cara a respeito dos preços dos combustíveis…

14 junho 2018 CHARGES

CLÁUDIO

COMO RETRATAR A BONDADE DE UM JUMENTO

Na casca de Jacques Prévert, poeta francês (1900 – 1977)

Primeiro, pintar na tela, agrinaldando a moldura,
Um cerca de arame com saia de xiquexique
Um trecho de pau a pique e uma cancela escancarada.

Pintar um chão nacional ou mesmo desnacional
Mas que seja um chão de paz
E nunca um chão ofendido, pisoteado de guerra.

Depois, tirando defunto,
Retratar fatos e coisas vividas e inanimadas
Desde sempre transportadas nas cacundas dos jumentos:

Cangalha, lastro, carroça, arado de plantação
Tijolo, barro, arame, lenha, água, pedra e cal
Toda nação de safra de produção sertaneja
Traste minguado, vaqueiro
Matuto passarinheiro, noivos, menino, mulher
Vigário, bispo, Jesus…

Depois, recostar o quadro no tronco dum juazeiro
Daqueles bem prazenteiros
Vizinho a qualquer basculho.

Daí a pouco, a um nada
Ou pouco mais que um pouquinho
Chega, a passo de cágado, nosso esperado burrinho.

Quando ele entrar no cercado,
Deixar soprar na cancela um ventinho “arriba a saia”,
E a cancela vai de vela no rumo do batedor: Pááá!
Depois do jumento preso, se o cabra for bom pintor
Tem que mostrar seu valor desconstruindo o cercado:
Despintar, uma por uma, a rigidez das estacas
Todas as pautas de arames
Apagar todos os fardos que lhe pesaram no lombo
E acrescentar ao desenho algo de simples e belo:

Uns rebentos de capim
Mutirões de cacarejos
Voejos de passarim
E uma terra fértil e preta
Feito chão de rezadeira.

Pra cena ficar mais rica
Transparente e verdadeira,
Bem lá no fundo do quadro,
Pintar um pouco de acaso:

Uma manhã de sol morno
Uma aconchegança brejeira
E um balde de leite fresco
Cheirando à vaca por dentro
Mugindo um sopro entoado.

Com o panorama pintado
Dar, em forma de assobio,
Um siu! De chamar “Roxim”
E esperar o resultado.

Se o jumento erguer orelhas
E fitar você de lado
É sinal que o quadro é bom
E pode ser assinado.

Basta arrancar levemente
De ligeiro amaciado
Três cabelinhos de rabo
E rabiscar de renome
Seu nome e seu sobrenome
Bem no cantinho do quadro.

14 junho 2018 CHARGES

CLAYTON

14 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

VOVÔ BABÃO

A página internética da Globo, a G1, botou hoje no ar uma matéria com este título:

E a reportagem começa assim:

Uma viagem de mais de dez mil quilômetros para um país com uma fama não muito amistosa e uma língua que não se costuma aprender em escolas de idiomas por aí.

Os brasileiros não se intimidaram com os desafios para acompanhar a seleção na Copa do Mundo 2018 na Rússia: somos o 3º país que mais comprou ingressos para o torneio.

E lá pelo meio da matéria, tem um item que começa assim:

Augusto Berto é meu neto, que viajou pra Rússia com seu irmão mais velho, meu outro neto, o Pedro Henrique. 

Os dois são filhos da minha querida filha Patrícia, residente em Brasília, com quem conversei ontem por celular sobre a viagem dos nossos pimpolhos.

Na Rússia eles se juntarão a Hugo Leonardo, meu sobrinho, filho da minha irmã Lúcia.

Pedro e Augusto, são ambos músicos, chorões, bons de cavaquinho, bandolim e percussão.

Os dois são formados, bem encaminhados na vida, cheios de garra e de alegria, farristas, cervejistas e, por fim, talentosos como este modesto avô…

Aproveitem e divertam-se bastante, meus amores!!!

Vocês merecem.

Se vocês me deram mais um bisneto, pra se juntar aos três já existentes, um bisnetinho galêgo, filho de uma russa dos zoios zazuis, eu prometo viajarmos juntos pra Europa ano que vem pra fazermos um batizado da porra!!!!

Empurrem a pajaraca nessa muizada istranjeira!!!

Para ler a matéria do G1 completa, clique aqui.

14 junho 2018 CHARGES

VERONEZI

14 junho 2018 PERCIVAL PUGGINA

SE A MODA PEGA…

Os onze ministros do STF contrataram um espaço especial no aeroporto de Brasília. Pela bagatela de R$ 374 mil anuais livraram-se dos “desconfortos” da sala VIP que já utilizavam e transformaram seus voos num prolongamento das mordomias habituais em que tudo é privativo, do elevador ao “capinha” (aquele funcionário que puxa e empurra a cadeira quando sentam).

A nova sala vem acompanhada de outras regalias, como o procedimento de embarque exclusivo, uma van que transporta o ministro até a aeronave e uma escada lateral pela qual ascendem à cabine de passageiros. Todo o pacote minimiza o contato de suas excelências com o povo a quem dizem servir na “distribuição” da Justiça.

Com isso, e à nossa custa, evitam que algum passageiro malcriado lhes dirija palavras desagradáveis, como eventualmente acontece. Palavras desagradáveis também são privativas no topo do Poder Judiciário. Só ministros podem proferir desaforos a ministros. E normalmente com razão.

A assessoria do Tribunal, segundo matéria do Estadão, informa que se trata de conduta de segurança. O dito soa estranho porque a regalia se refere apenas ao aeroporto de Brasília. Se for, mesmo, procedimento de segurança, presume-se que algo assim deva se reproduzir nas capitais do país, especialmente nos destinos frequentes dos senhores ministros.

Sublinhe-se, em favor da população e de sua opinião sobre o colegiado do STF, que todo o descontentamento que, por vezes, se expressa em indignação, é motivado pelos bons favores e pela tolerância da Corte para com a prazerosa impunidade dos corruptos. A situação se tornou, mesmo, intolerável.

Se esses procedimentos típicos de recepção de motel pegarem, logo haverá salas especiais para deputados, para senadores, para ministros do TCU, para ministros de Estado. Ou – quem sabe? – surgirá uma nova capital federal, em área mais remota do sertão, onde não haja povo para encher o saco.

14 junho 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

CEZAR IZIDORIO GOMES – FORTALEZA-CE

Boa tarde, Berto.

Acuso o recebimento dos tres livros que voce me enviou no dia 1º de março deste ano.

Exatamente 100 dias. Me lembra aquela guerra.

Mais uma vez muito obrigado principalmente pela dedicatoria.

Farei boas leituras.

Um abraço.

R. Finalmente!!!

Meu caro, você me enviou o seu endereço e o comprovante de pagamento dos livros exatamente no dia 1º de março deste ano.

Mesmo dia em que despachei os volumes.

Acabei de rasgar o recibo.

Ufa!!!

Correios e Petrobras foram apenas duas estatais que o PT destruiu durante os seus desgunvernnos.

Uma merda mesmo.

100 dias pra entregar uma caixa com 3 volumes.

Caixa que foi despachada do Recife com destino a Fortaleza.

Eu fico angustiado com a ideia de que posso parecer um trambiqueiro.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Quem quiser adquirir qualquer um dos meus três romances é só fazer o depósito e informar o endereço de entrega.

(Ag. 8633-9 / Conta 204.935-X / Banco do Brasil / CPF 008.281.301-91)

O preço de cada volume é R$ 60,00, já incluída despesa de correio.

Memorial do Mundo Novo
O Romance da Besta Fubana
A Guerrilha de Palmares

Também está disponível a novela A Serenata.

Preço R$ 30,00, já incluída despesa de correio.

Quanto ao livro de crônicas A Prisão de São Benedito e Outras Histórias, a 5ª edição está totalmente esgotada.

Vendeu tudinho. Evaporou. Sumiu.

É o meu besta seller.

O leitor fubânico Antônio Edmar, de Itabuna-BA, já fez até o pagamento deste livro e está aguardando a nova impressão pra receber o seu volume.

Em breve estará na praça a 6ª edição, já em fase de impressão na Editora Bagaço.

Aguardem.

Brigadão a todos pela força!

14 junho 2018 CHARGES

J. BOSCO

MILHÕES EM AÇÃO

Quarta-feira, 3/6/1970. O Brasil se preparava para enfrentar a Tchecoslováquia, do presidente socialista Lodvík Svoboda. Em Santiago do Chile, brasileiros exilados fizeram Assembleia Geral e decidiram torcer contra o Brasil. Que Médici usaria o futebol em busca de se legitimar. 90 milhões em ação, se dizia então. Algo muito ruim para quem sonhava com o retorno da democracia. Pensavam assim, tão longe da pátria mãe.

Parênteses para lembrar do último encontro que tive com Josué de Castro, exilado em Paris. No final do jantar, em seu apartamento à beira do Sena, contei 12 comprimidos escondidos entre os talheres de sobremesa. E perguntei: “Dr. Josué, o senhor está tão bem, por que isso?” Ele respondeu: “Estou bem não, amigo, estou morrendo”. “De que, dr. Josué?”. “De saudade”. Assim foi, pouco depois. Saudades dele. Em Santiago, corria em todos aqueles olhos uma saudade parecida com a de Josué de Castro.

Começa o jogo no estádio de Jalisco, em Guadalajara (México). O grupo se reunia na calçada do Hipermercado Líder, da Avenida Irarrazával. Vendo, por trás das grades, a televisão que ficava dentro da loja. Ainda no começo da partida, gol de Petrás. Euforia geral. Pouco depois, Rivelino empata. E ouviram-se uns poucos gritos de gol. Mais tarde Pelé e Jairzinho (2) completaram a festa. Abraços gerais. Ganhamos! Nossos exilados se perguntavam, o que teria acontecido? E por que ninguém torceu contra?, como ficou acertado. Nova Assembleia Geral decidiu que a Copa do Mundo ficaria fora das questões políticas. E, a partir daí, todos passaram a torcer pelo Brasil.

Lembro desse fato por conta de pesquisa Datafolha mostrando que 53% dos brasileiros não estão interessados na Copa. A vida é dura, por aqui. E o desencanto anda por toda parte. Começando com nossa indigente elite política. A seleção, para quem foi pesquisado, é só mais um símbolo torto de nosso país despedaçado.

Senti a maldição dos símbolos em 1985. É que, anos antes, fui proibido de estudar no Brasil. E, mais tarde, também de dar aulas na Faculdade de Direito. Hino e Bandeira eram, para mim, símbolos da opressão. Ocorre que, por uma conspiração do destino, em 7 de setembro daquele ano eu era Ministro da Justiça. E assisti à parada militar no palanque oficial. À direita do Presidente Sarney. Seguindo o protocolo do Planalto ministros, nas solenidades, se colocavam em função da criação dos seus respectivos ministérios. Primeiro a ser criado, o da Justiça, à direita do presidente. Segundo, o da Marinha, à esquerda. E assim por diante.

Certo é que, vendo a tropa desfiliar, o coração passou a bater descompensado. O hino voltou a ser belo. A bandeira, cheia de significados bons. O limite foi ver ex-combatentes batendo continência, alguns se arrastando. Acredito que chorei mais, nesse dia, que em todo o resto de minha vida. À noite, tentei compreender o que se passou. E conclui que foi como uma catarse. Estava deixando para trás os tempos idos e compreendendo que um país se faz olhando para a frente. Sem esquecer a história, mas sabendo que nos compromete sobretudo o futuro. Como na sentença de Orwell (1984), “Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado”.

Desconfio que domingo, quando começar o jogo contra a Suíça, esses 53% vão esquecer do que disseram na pesquisa. O sentimento de Nação é mais forte. E a Seleção vai voltar a ser, como no título do livro de Nelson Rodrigues, A Pátria de Chuteiras. Reproduzindo o que ocorreu com nossos exilados do Chile. É tempo para suspender o desalento, meus senhores. Ao menos por algum tempo. Depois tudo volta a ser como antes, claro. Nada contra. Mas só depois. Agora não.

14 junho 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

14 junho 2018 DEU NO JORNAL

NÃO É DELE NÃO ! ! ! !

Itamar de Oliveira, ex-integrante da equipe de segurança de Lula, disse que ia de três a quatro vezes por semana ao sítio de Atibaia, entre 2010 e 2011, para cumprir ordens de Marisa Letícia.

Ele ia ao sítio juntamente com Rogério Aurélio Pimentel, assessor de Lula.

Marisa se inteirava, através de Rogério, das obras então em curso na propriedade — obras sob o comando da ex-primeira-dama.

O sítio de Lula é de Lula.

* * *

Imprensa mentirosa que só a porra.

Só publica inverdades.

Ceguinho Teimoso já cansou de dizer:

O sítio de Lula não é de Lula!!!

Eu acredito mais na palavra de Ceguinho do que nas investigações da Polícia Federal.

Foto do acervo da Polícia Federal feita no sítio de Lula que não é de Lula

14 junho 2018 CHARGES

QUINHO

QUASE HISTÓRIAS: A BIQUEIRA

Os vizinhos de longa data estavam inconformados. Vladimir, filho de dona Maria e de seu João, rapaz criado no bairro, voltara a ser internado na véspera, menos de dois meses após ter saído da clínica de tratamento para alcoólatras e dependentes químicos. Com 25 anos de idade, Vladimir tem um caminhão de internações (seis, com a atual) nas costas. Seu currículo não lhe serve para nada, mas sua folha corrida lhe fecha todas as portas.

Desde cedo, o filho de dona Maria e de seu João consome em doses industriais cachaça ordinária, crack, cocaína e tudo mais que lhe aparecer à frente. Para tanto, não mede esforços: furta, rouba, trafica, falsifica cheques etc. Vendeu diversos objetos dos pais, passou nos cobres a motocicleta do irmão caçula, dublê de entregador de pizza e office boy. Afinal, o vício em primeiro lugar. Ainda não caiu nas garras da Justiça, mas está jurado de morte por mais de um traficante.

A vida de Vladimir fora das clínicas tem rota conhecida: casa – bar – biqueira; biqueira – bar – casa. Frequentemente, some por duas, três semanas. Faz da cracolândia seu amargo lar. Dona Maria e seu João nunca sabem se ele está vivo ou morto. Os velhos já não acreditam em recuperação. A razão que os leva a internar o filho de novo é evitar que ele morra de overdose, de bala de bandido ou de tiro de polícia.

As recaídas de Vladimir são cada vez mais intensas. Quando sente o peso da barra, ele pisa no acelerador: bebe, cheira e fuma sem descontinuar. Não há quantidade que satisfaça sua fissura. Então, ele furta, rouba e trafica no mesmo ritmo alucinante. Inconscientemente, ele força a barra para ser internado. Nas clínicas, em pouco tempo, passa a comer feito leão (a falta de drogas precisa ser compensada de alguma maneira), ganha peso, exibe seus conhecimentos sobre os doze passos e as reuniões dos Narcóticos Anônimos. Vive a repetir, em alto e bom som, orações e expressões como “Glória a Deus” e “Aleluia”.

Brincalhão, não reclama de nada, faz da clausura involuntária um spa para gente de posses poucas, como ele e família. Nos cultos evangélicos, canta, toca violão, lê a Bíblia, simula entrar em transe ante “a palavra do Senhor”. Participa ativamente dos shows da fé. Nos momentos de orações, que precedem as cinco refeições diárias, agradece a Deus por ter lhe enviado a uma “casa como esta”. Amém.

Não há dia em que o filho de dona Maria e seu João não repita “n” vezes que está recuperado – muito embora não se esqueça da cachaça, da cocaína, do crack e da maconha. Adora funk e tatuagem. Diz para quem se dispõe a ouvi-lo que não sossegará enquanto não cobrir todo corpo com imagens de muitas cores e formatos.

Terminada a internação, Vladimir volta para casa com muitos quilos a mais. Por economia e estratégia de marketing, as clínicas de recuperação – que na verdade recuperam poucos (segundo a Organização Mundial da Saúde, só 3%, em média, não voltam a reincidir) – abusam dos carboidratos. Quem era pele, osso e pó vira gorducho. Ainda que não queira. Muitos ainda acreditam que bochechas vermelhas e quilos a mais são sinônimos de saúde.

Vladimir não foge à regra. Diz que a atual será sua última internação, que não volta mais para um lugar daqueles, que já planejou uma nova vida, que nunca mais decepcionará mãe e pai, que quer cuidar do filho pequeno etc. Mas, antes de colocar em prática seus muitos planos, vai dar um instante no bar e uma passadinha na biqueira. Para dar adeus à velha vida.

14 junho 2018 CHARGES

PATER

BILL HALEY & HIS COMETS

Em 1955, Bill Haley e seus Cometas são reconhecidos como um marco importante da era do rock`n`roll com o lançamento de “Rock Around The Clock”, composta por Max C.Freedman e Jimmy DeKnight.

14 junho 2018 CHARGES

SPONHOLZ


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