16 junho 2018 CHARGES

AMARILDO

PAULO ROBERTO FRECCEIRO – CURITIBA-PR

Olá grande Berto.

Hoje, sábado , dia 16 de junho, às 15 horas, tenho uma noticia para lá de boa para a banda honesta do Brasil .

Está nevando em Curitiba.

Será que um conhecido ratão engaiolado e apodrecendo na cadeia está feliz?

R. Coitadinho…

Você é um cabra muito maldoso, caro leitor.

Tenha piedade.

Eu estou morrendo de pena do rato.

Estragastes o meu final de semana.

Francamente, quando li esta sua mensagem, confesso que lágrimas me vieram aos olhos.

Chorei de pena.

Xiuf, xiuf, snif, snif

16 junho 2018 CHARGES

VERONEZI

16 junho 2018 JOSIAS DE SOUZA

DELTAN: “PROPINA FAZ CANDIDATO PARECER UM ANJO”

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, decidiu divulgar nas redes sociais vídeos com mensagens de estímulo à participação da sociedade no processo eleitoral. A primeira peça foi ao ar nesta sexta-feira. Nela, Deltan fala sobre “corrupção nas eleições”. Sustenta a tese segundo a qual o corrupto que investe propinas em campanhas eleitorais é pior do que o larápio que embolsa a verba suja ou gasta em bens de luxo.

“Campanhas eleitorais caríssimas, turbinadas por propinas, fazem qualquer candidato parecer um anjo”, diz Deltan no vídeo. “Alguns estudos mostram que, quanto mais dinheiro a pessoa investe na campanha, maior a probabilidade de ela ser eleita.” Em timbre didático, o procurador explicou que “a propinas alavanca a permanência dos políticos no poder. Uma vez no poder, eles vão manter e ampliar os seus esquemas de corrupção. E vão gerar mais propina.”

Na definição de Deltan, a corrupção subverte até a teoria evolutiva de Darwin. “Existe uma espécie de seleção natural adversa, em que os corruptos são aqueles que conseguem permanecer no poder.” O procurador preocupou-se em esclarecer: “Não estou demonizando a política, não estou falando que todo político é corrupto. Existem, sim, políticos honestos e nós devemos valorizá-los. A única solução que existe é por meio da política. Precisamos de mais participação da sociedade na coisa pública.”

Deltan fez uma rápida dissertação sobre a Lava Jato. Disse que muita gente ainda vincula a operação exclusivamente à Petrobras. Explicou que a investigação “foi muito além” da estatal petroleira. “O que nós identificamos é um esquema básico espalhado por todo país”, disse.

O procurador resumiu assim a engrenagem da rapina: “Partidos e políticos desonestos escolhem para chefiar órgãos públicos federais, estaduais e municipais pessoas incumbidas de arrecadar propinas. Uma vez chefiando esses órgãos públicos tais pessoas vão fraudar licitações em favor de empresas que concordem em pagar propinas em troca de lucros extraordinários.”

Para decifrar o Brasil, afirmou Deltan, “o grande ‘X’ da questão é verificar para onde vai todo esse dinheiro. “Uma parte vai para o bolso dos envolvidos”, afirmou, antes de dar nome a um boi: “Sergio Crabral, por exemplo, ex-governador do Rio de Janeiro, foi acusado de ter embolsado mais de R$ 300 milhões. Dinheiro que foi colocado em diferentes cestos: barras de ouro, diamantes, joias luxuosas e mesmo em contas mantidas em paraísos fiscais.” A outra parte da grana suja vai para as campanhas.

* * *

NA COPA, PRESIDENCIÁVEIS SÃO ESTRAGA-PRAZERES

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DIAS TOFOLLI SUGERE UM SUPREMO DIET: “MODERADOR”

16 junho 2018 CHARGES

ALECRIM

16 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

RELA-BUCHO JUNINO

Aqui na Nação Nordestina a zuada junina já começou desde o dia 1º deste mês.

A alegria e a celebração dominam os quatro cantos da terrinha.

Música, foguetório, cantoria, dança, forró, comida, o diabo a quatro!

Povinho festeiro que só a peste é essa mundiça daqui.

Pois hoje de manhã saí pra fazer a feira e, quando chego no mercado, tava o desmantelo comendo no centro.

Um conjunto de forró pé-de-serra alegrava o ambiente.

Cheguei numa das moças que estavam no grupo e tirei ela pra dançar.

E dei a senha:

– Encoste!

E, quando ela encostou, completei a ordem:

– Agora rele bem muito!!!

Ela seguiu as instruções e o pau (êpa!) quebrou!!!

16 junho 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

16 junho 2018 PERCIVAL PUGGINA

ARGENTINA: O TATU CARRETA E O ABORTO

Há alguns meses, um caminhão da CEEE passou pela minha rua podando galhos que interferiam com a rede de distribuição da empresa. Na árvore existente diante de minha casa havia um ninho de passarinho. Cuidadosamente, os operadores do serviço preservaram-no e o galho ficou ali, hígido com seu bercinho de gravetos, proporcionando pequeno e eloquente testemunho de defesa da vida. Tempos depois, abandonado pelos minúsculos moradores, desfeito o ninho, o caminhão voltou à rua e removeu o galho que ali ficara, alegoricamente, apontando para a abóboda celeste e para o Criador.

Na última quinta-feira (14/06), após quase 24 horas consecutivas de sessão, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, por uma diferença de quatro votos, o projeto de lei que descriminaliza o aborto feito até 14 semanas de gestação. No exterior do prédio, em meio a fogueiras para aquecer a fria noite de Buenos Aires, dois grupos distintos se confrontavam na defesa de suas convicções pró-vida e pró-aborto. Após a votação, jovens feministas trocavam abraços e lágrimas de emoção. Emoção? Que espécie de emoção é essa, a festejar o genocídio de seres humanos em sua mais indefesa condição? É de um cinismo inqualificável olhar a imagem de um feto com 14 semanas, fingir não saber de que se trata e tratar como coisa que se mata. Como não reconhecer ali um ser humano, uma vida diferente da vida da mãe?

Espera-se que os senadores argentinos rejeitem o projeto, pois deles se diz serem mais conservadores. Longa vida, então, aos conservadores! A idade talvez os ajude a compreender obviedades que, na juventude, obscurecem ante o império dos impulsos pessoais e do interesse próprio. Entre tais obviedades inclui-se a consciência de que a natureza, a vida e a dignidade da pessoa humana exigem proteção legal que independe da religião de cada um. Impressiona-me, por isso, a frieza quase inumana com que o Ocidente, moralmente danificado pela cultura da morte, vem tratando dessa questão, legalizando o aborto como um “direito da mulher”, a ser executado pelo Estado “de modo seguro e gratuito”. Claro, o orgasmo é do casal e a conta, nossa.

A mesma República Argentina cuja Câmara dos Deputados legalizou o aborto até as 14 semanas da concepção (da concepção de quem, mesmo?) mantém excelentes reservas naturais, como a de Formosa para salvaguardar os tatus carretas em sua área de reprodução. Nossos vizinhos protegem, igualmente, sob o estatuto de monumentos naturais, algumas de suas espécies animais, como a taruca, a baleia-franca-austral, o huemul, o aguará guazu, e vegetais como o pinho do cerro.

Nenhum ser humano civilizado vai a um ninho de passarinho quebrar seus ovos e ninguém põe em dúvida a natureza do pequeno ser vivo que vai romper aquela casca desde dentro. No entanto, parlamentares, jornalistas militantes, feministas, globalistas financiados por George Soros e partidos de esquerda lutam para impor ao filhote do bicho homem, no ventre materno, perversidades que não admitiriam em relação a seus pets.

16 junho 2018 CHARGES

BRUNO AZIZ

EU ME SINTO E SEI DE SENTIMENTO

Tem quem ache estranho, singular, ou apenas fora de órbita. Engraçado, não pedimos opinião alheia, ainda assim passamos pelos olhos e pensamentos dos outros como se precisássemos de orientação, conselho ou aprovação.

Pode falar, não ligo. Eu tô em outra. Isso que acha sobre qualquer comportamento meu que lhe chama a curiosidade, é apenas meu, não compartilho com você. Mas, sem problemas, a tranquilidade de viver tira-me o peso de sua presença sem solicitação.

Gosto dela assim, meio louca meio sã. Séria e inegavelmente eufórica. Totalmente responsável e sabiamente ‘carpe diem’. Adora o calor e sente um prazer enorme em curtir as brisas mais geladas da madrugada. Totalmente tímida e publicamente acessível. Pinta as unhas de preto e usa rosa nos brincos. Não gosta de bagunçar os cabelos, mas abre o teto do carro toda vez que pegamos a estrada. É uma doçura de menina e a força madura de mulher vivida. Tem gente que chama isso tudo de dificuldade, eu mesmo chamo de vive-la. Sim, vive-la como é, com o doce e o amargo de sua personalidade instigante.

Essa complexidade toda é tão simples quando a levamos para o campo do sentimento… é brisa leve, e que me leve para a mais gostosa sensação! E o mais engraçado de tudo não está aqui dentro – somos apaixonadamente sérios, mas lá fora – onde as bocas distintas têm mil palavras a serem ditas – contrárias a nós – mas continuam inaudíveis. Quero acreditar que é porque somos, e ponto.

Os relacionamentos são idealizados num nível, muitas vezes, inatingível. Sinto muito por vocês porque eu sinto muito ela! Estão por aí, a observar, e ela aqui seguindo sua vida plena e eu plenamente vivendo com ela. Acho que isso até é um incômodo. Como disse, fico tranquilo pois olho-me no espelho e reconheço o que vejo, só me distraio com a imagem dela, linda, ao meu lado, distraidamente suportando qualquer que seja o reflexo que nos apareça.

Somos todos complicados, cada um com sua vírgula. A dela é apenas para dar continuidade em minha história. E assim, dando outro significado no que chamamos de ‘nós’. A beleza do que vivemos não está apenas no amor que nos transborda internamente, mas, no que esperamos um do outro dentro da limitação de cada um.

A maior diferença aqui, além do meu ‘não ligo para tudo o que pensam’ é que não somos iludidos por qualquer modelo de relacionamento dito exemplar. Eu só disse ‘oi’ e ela respondeu ‘vamos?’. Como negar? Foi simples; nosso café é black e o pão de queijo é diário. E tudo isso colore os dias, mesmo as segundas-feiras. Eu acho ela chata e ela me acha engraçado, não combina?

Andamos de mãos dadas, como qualquer um. Mas quaisquer andam de almas abraçadas? Eu acho nela o que não está em mim mesmo. Ela é pontual e não acho nem meu relógio. Totalmente organizada e eu gosto da bagunça. Lembra de cada data importante e eu nem sei que dia é hoje. Mas, não é pra ser assim? Completar o que nos falta, aprender com quem sabe o que nos é difícil fazer? Enfim, o somos, radiantes e confiantes. Difícil sempre, mas o abraço dela é tão gostoso…

16 junho 2018 CHARGES

MIGUEL

JONATHAN BORGES – ARACAJU-SE

Berto,

Lula diz que leu 21 livros na cadeia.

E aqui está a prova.

Um grande abraço para você e para todos os irmãos fubânicos.

16 junho 2018 CHARGES

LUTE

O VAZIO DE OUTUBRO

Pelo menos este outubro que se aproxima não será o “Outubro Vermelho”. O “Red October” está bem visível aos olhos dos eleitores. As marcas vermelhas deixadas no Brasil foram com o sangue do povo e elas não se apagarão em pouco tempo, mesmo com uso das mais infames jogadas de marketing promovidas pelos institutos de pesquisas e mídias que foram, e ainda são, parceiras da esquerda fantoche que promoveu, neste País, uma das maiores desestruturações sociais e econômicas já conhecidas por uma Nação. Os últimos resultados eleitorais desmoralizam e desmentem esses grupos indutores de fantasias e ilusionismo que buscam tirar proveito da sofrível condição cultural que vive o brasileiro. Praticam um crime de ‘lesa pátria” com essa covarde ação na tentativa de se perpetuarem no controle do Poder. São grupos desprovidos de quaisquer resquícios de ética e moralidade bem como de princípios humanistas e de respeito ao ser humano, verdadeiras hienas oportunistas e despojadas da decência. Os resultados das pesquisas a favor do presidiário mostram bem essa ação indecente e desqualificada para com toda a população.

Apesar desta amostra eleitoral, a imprensa e institutos de pesquisas aderentes do Partido dos Trabalhadores e seus partidos penduricalhos, o ninho das falcatruas, ainda insistem na tentativa de se manter na esfera do Poder, via propagação de falsas notícias e resultados de opinião, das pesquisas. Entretanto, a realidade demonstra que aqueles que permanecerem de braços com o presidiário, chefe do bando petista e aderentes, não obterão sucesso no outubro que se aproxima. Ainda mais se somarmos o que está a caminho, na justiça, para a presidente do PT e o seu chefe. Inconsistentes notícias por boa parte da mídia, de tendência petista, deterioram a moralidade e a imagem do povo brasileiro em todo o planeta. Estamos sendo considerados a Nação da bandidagem. Não é para menos com os divulgados resultados das pesquisas de intenções de votos a favor do presidiário. Isso depõe contra o Brasil. Leva a crer, no exterior, que a sociedade brasileira é conivente com o crime e permissiva com os bandidos. Esse entendimento lá fora da nossa Nação, quebra com a espinha dorsal da moralidade e da ética como princípio de valor na vida do brasileiro. É uma atitude rasteira que se utilizam para impingir no nosso povo uma falsa realidade.

Esses grupos que jogam sujo para se manterem no Poder, desmantelaram politicamente o Brasil. Foi prática de dominação, com a quebra de estruturas partidárias para controle do Estado. Essa pensada atitude política de fracionar os grupos e partidos, produziu resultados lastimosos para o processo político deste País. Desenvolveu um corpo político frágil com repercussão negativa profunda para os novos valores que poderiam surgir neste cenário. Em razão disso, outubro seria um grande teste e com a possibilidade de uma ruptura com o estado de coisa vigente, mas não é bem isso que se está apresentando. Temos enormes vácuos a serem preenchidos na vida do nosso Brasil e as candidaturas propostas não parecem gabaritados para tal tarefa. São políticos sem vestígios de competência organizacional e administrativa do Estado, ou seja, estadistas. Aqueles que parecem ser, padecem do mesmo mal de outros, são contemporizadores e o momento Brasil exige outro perfil.

Está muito difícil, as opções, até agora, não irão nos atender. O partido e candidatos contra a utilização de dinheiro do povo, omitem-se em representar judicialmente pela suspensão da Lei do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O candidato Jair Bolsonaro já declarou ser contra a utilização desse Fundo, que é uma vergonha ante a situação que vive o Brasil, mas não tomou nenhuma iniciativa. Cada candidato deveria se viabilizar, se quer ter um cargo eletivo. Tenho defendido o ponto de vista de que até outubro o eleitor brasileiro estará bem consciente do seu voto. Caso nada mude no cenário das candidaturas, é bem provável que teremos um campo fértil aos votos negados, que consiste na soma dos brancos, nulos e abstenções, os quais irão superar a casa dos 45%, se não for muito mais. A esquerda, dentro de sua doutrina de dominação para instalação do Estado Totalitário, quebrou com a ética e a moralidade da classe política como forma de desacreditá-la e assumir o controle. Paralelamente, agiu da mesma forma com objetivos do desmantelamento da família como célula mater da sociedade. Aí estão os resultados provocados, são milhões de jovens que nada fazem, a expansão do crime organizado, a destruição do sistema educacional e de saúde e por aí vai. É preocupante, mas há um grande vazio em outubro.

16 junho 2018 CHARGES

CLAYTON

16 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

TUDO PRONTO PRO JOGO DE AMANHÃ

Amanhã, domingo, a seleção brasileira estreia na copa.

E o time já conta com um torcedor muito especial.

Informante fubânico infiltrado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba acabou de me enviar este flagrante:

O presodenciável Lula está pronto pra torcer e fazer zuada a cada gol da seleção!

Segundo nosso informante, Lapa de Corrupto tem lamentado bastante o fato de ser verde-amarelo as cores do nosso time.

Pra ele, o ideal seria um camisa vermêia.

Com uma estrela no lugar do símbolo da CBF.

16 junho 2018 CHARGES

DUKE

OS JUSTICEIROS E OS LEGALISTAS

Ao reunirmos um colegiado no Poder Judiciário, como os onze Ministros do Supremo Tribunal Federal, é possível que tenhamos uma amostragem do pensamento jurídico nacional e de suas tendências contida nesse grupo.

Poderíamos, eventualmente, identificar em cada um desses juízes um determinado pensamento jurídico a respeito, por exemplo, do aborto; uma tendência individual quanto à liberação do uso de drogas, os conceitos e preconceitos quanto à união entre pessoas do mesmo sexo, e assim por diante quanto aos diversos temas, notadamente os mais polêmicos, que envolvem a sociedade.

Parece ser possível, da análise dos votos e respectivas decisões, termos uma visão do grupo, como um todo, representando o pensamento predominante da sociedade, quando o tribunal se une para julgar unanimemente determinada questão, a indicar um entendimento coeso a respeito de um caso; ou, verificar a própria divisão do pensamento popular quando as divergências entre os juízes são profundas sobre certo tema.

Assim podemos, também, dividir o povo por determinadas tendências ou preferências: os que gostam e os que não apreciam futebol, os que acham que uma erva recreativa podia muito bem ser liberada e os que são contra até cheirar tampa; os democratas e os que desejam que os militares tomem conta da gente; os defensores dos direitos humanos e os que preferem que bandido bom seja bandido morto.

Neste momento solene, em que o STF votou a questão de ser, ou não, constitucional a chamada condução coercitiva de pessoas para serem ouvidas em processos judiciais, talvez possamos identificar duas correntes entre os onze magistrados: uma legalista e uma justiceira.

Tratava-se de decidir se pode haver condução coercitiva de acusado ou de testemunha para comparecer perante a autoridade. Em outras palavras, o STF devia dizer se o juiz pode mandar que a pessoa seja levada à força para depor.

O Código de Processo Penal estabelece, quanto à oitiva do acusado, que se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo à sua presença.
Pois bem, correm hoje no Brasil duas correntes populares:

Justiceiros: Uma parte da sociedade entende que para vencer a corrupção os poderes policiais, investigativos e judiciários não precisam se prender ao rigor da norma, é preciso atentar para o interesse social acima de tudo e se a lei, a seu juízo, não o contempla é preciso que a lei seja interpretada além de sua letra fria para que o criminoso possa ser punido. Seria algo como um tipo de “law fare”, ou uma guerra jurídica, mediante o uso indevido da lei para alcançar um objetivo, no caso a eficiência no combate ao crime. Em termos menos sofisticados, corresponde à aplicação do jargão de que os fins justificam os meios.

Legalistas: Outra parte da sociedade entende que nada pode ser feito sem o estrito amparo legal, ainda que para justificar o combate ao crime. Isso quer dizer que um testemunho obtido sob qualquer tipo de coação, como a condução coercitiva, deve ser nulo, por desrespeitar princípios constitucionais e normas legais. Os legalistas consideram um absurdo, por exemplo, as tentativas de restringir o “habeas corpus”, de diminuir as possibilidades de recursos judiciais, de considerar válidas provas obtidas de forma ilegal e assim por diante, ao passo que os justiceiros defendem o contrário, desde que seja para ter sucesso na luta do bem contra o mal.

O que divisamos, no STF que julgou o tema da condução coercitiva, foi o tribunal dividido, também, entre legalistas e justiceiros – o que, aliás, já se vislumbrara em outros julgamentos.

O grupo dos legalistas fundamenta coerente e objetivamente seu posicionamento no respeito aos princípios constitucionais e às leis que com a Constituição mantêm coerência. E afirmam que não são legisladores, de modo que só podem interpretar a Constituição no limite em que não a contrariem, sendo-lhes vedado ir além dela ou contra ela, o que equivaleria a criar a lei. Marco Aurélio sustentou que “um juiz não pode julgar a partir de uma ideologia”, que todos querem um Brasil melhor, mais justo, sem corrupção, “mas não podemos partir para o justiçamento, de não ter-se mais segurança jurídica, colocando a sociedade em sobressaltos”.

Os justiceiros afirmam que a Constituição tem de ser aplicada de tal forma que atenda aos anseios sociais, independente do que esteja escrito nela. Assim, tu, ou eu,podemos ser interpelados no meio da rua e levados. Esse negócio de direito de ir e vir, liberdade, não ser coagido nem depor contra si próprio só vale para gente boa.

Nessa oportunidade confirmou-se e ficou bastante claro que são legalistas os Ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e a algo difusa Rosa Weber.

E também esclareceu-se e confirmou-se que os justiceiros, capitaneados pelo discurso freqüente de Luís Roberto Barroso de que a Constituição deve ser interpretada de forma a atender aos anseios populares, tendo como prócer Edson Fachin, são esses dois mais Luiz Fux (o José Bonitinho – desculpem, não resisti), Cármen Lúcia que sempre os acompanha e o algo ainda difuso Alexandre de Moraes.
Assim, estamos todos representados. Basta saber quem te representa e o que tu és.

Em tempo convém lembrar que o significado de “justiceiro” neste texto é tomado pejorativamente, por extensão de fazer justiça com as próprias mãos.

16 junho 2018 CHARGES

NICOLIELO

SAMUEL BENARES – PARACATU-MG

Ao contrário do que diz o editor deste jornaleco, o juiz Moro não é competente.

É um juiz pra lá de incompetente!

Deu  9 anos e 6 meses de cadeia pra Lula.

Em seguida, o TRF-4 corrigiu e aumentou a pena para 12 anos e 1 mês.

Ou seja, Moro não sabe nem mesmo aplicar uma pena justa, proporcional ao crime cometido.

Precisa ser corrigido pela instância superior.

Vai estudar, Moro!

R. Acho que Ceguinho Teimoso, que vive chamando o Dr. Moro de analfabeto jurídico, vai concordar com você, caro leitor.

O juiz de Curitiba não sabe aplicar penas corretamente.

Ao contrário do TRF-4 de Porto Alegre.

É.

É isso mesmo.

16 junho 2018 CHARGES

LUSCAR

16 junho 2018 AUGUSTO NUNES

UMA TRINCA DA PESADA: AMANTE, BETTO E BOFF

Leonardo Boff disfarçou-se de frade até ser defenestrado da Ordem dos Franciscanos por fazer o diabo com a doutrina católica. É mais um caso sem remédio, reafirmou a recente visita que fez a seu deus particular na cadeia em Curitiba. “Lula não é um político preso: é um preso político”, mentiu Boff ao absolver a versão brazuca do Bom Ladrão.

Carlos Alberto Libânio Christo caiu fora faz tempo da Ordem dos Dominicanos, mas usa o codinome para continuar fantasiado de frade. Depois de visitar a mesma divindade venerada por Leonardo Boff, Frei Betto jurou ter testemunhado dois milagres: Lula não sente falta de bebida e assiste diariamente à missa transmitida pela TV Aparecida.

Nesta semana, graças ao senador Roberto Requião, soube-se que os católicos brasileiros escaparam por pouco de ver em ação, em parceria com os frades ateus, uma religiosa paranaense incapaz de decorar a Ave Maria.

Confiram o trecho do discurso de Requião na tribuna do Senado:

“Conheço Gleisi Hoffmann desde menina. A menina que primeiro queria ser freira para ajudar os pobres, mas que, depois, viu na militância política e na luta pela transformação da sociedade o espaço maior para a realização daqueles anseios adolescentes”.

Uma trinca formada por Amante, Betto e Boff seria a prova definitiva de que, se Deus é brasileiro, não tem tempo nem paciência para evitar que os conventos do país natal sirvam de abrigo para pecadores sem salvação.

16 junho 2018 CHARGES

ED CARLOS

SONETO DO SONHO OCULTO

Não lhe darei aurilavradas formas,
que para tanto é pouco o meu engenho.
E perdoe ao carinho que lhe tenho,
se do soneto extravasar as normas.

Porei aqui não mais do que o patente,
sedas que a rosa expõe aos sóis do mundo.
Pois, como a flor, o oculto sol profundo
cala e retém o coração, ardente.

Ficará nestas rimas a memória
dos beijos, do noivado, da alegria…
do que há de exterior em nossa história.

Mas nestes versos pálidos não fica
o nosso sonho, sol de todo dia,
que nos alumbra e que nos multiplica.


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