19 junho 2018 CHARGES

DUKE

19 junho 2018 JOSIAS DE SOUZA

O FUTURO DA PRESIDENTE DO PT

19 junho 2018 CHARGES

SINOVALDO

19 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO

Ganhei de presente o livro Selena, de autoria do colunista fubânico Raphel Curvo.

Uma publicação da Editora Giostri.

Brigadão pela gentileza e muito sucesso, meu caro.

raphaelcurvo@hotmail.com

19 junho 2018 CHARGES

IOTTI

19 junho 2018 DEU NO JORNAL

TÁS PRONTA, AMANTE?

Segunda Turma do STF inicia hoje julgamento de Gleisi Hoffmann.

Presidente do PT é acusada dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por propina de R$ 1 milhão desviada da Petrobras.

* * *

Julgamento pela desmoralizada e avacalhada segunda turma do avacalhado e desmoralizado STF é de lascar.

Coisa mesmo de Banânia.

Mesmo assim, o lado honesto do Brasil está esperançoso e faz a pergunta:

Tás pronta pra ir pra cadeia, dona Amante?

19 junho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

19 junho 2018 DEU NO JORNAL

UM DESCEREBRADO DE GROSSO CALIBRE

Ex-presidente do PT, Rui Falcão é do tipo que finge não perceber a realidade:

Disse ao juiz Sérgio Moro, tentando defender Lula, que “não era prática do PT cometer ilícitos”.

Já foram presos e condenados no mensalão e Lava Jato três presidentes e três tesoureiros do PT.

* * *

Em sendo da cúpula petralha, ex-gerente do estabelecimento que é de propriedade de Lula – atualmente dirigido por Gleisi -, Rui Falcão é o tipo do tabacudo descerebrado que tem uma aparência condizente com o seu pensamento: cara de babaca.

Arretada a chamada no saco que Dr. Moro deu neste jumento (sem qualquer ofensa aos asnos, claro):

(Atentem para a expressão “a mídia e o grande capital“, usada por este idiota no vídeo abaixo:  coisa típica de um zisquerdista banânico que tem bosta no lugar de cérebro)

19 junho 2018 CHARGES

J. BOSCO

19 junho 2018 JOSIAS DE SOUZA

RUI FALCÃO DEVE LEVAR MUITOS SUSTOS NO ESPELHO

Ex-presidente do PT, Rui Falcão prestou depoimento como testemunha de defesa de Lula no julgamento sobre o sítio de Atibaia. Soou como se imaginasse que, com boa propaganda, Sergio Moro acreditaria em ovo sem casca, em PT sem fisiologismo e na perseguição política a Lula. Deu errado. “Não é propaganda política aqui, senhor Rui”, avisou o juiz da Lava Jato.

O depoimento durou apenas sete minutos. Apenas Cristiano Zanin, advogado de Lula, animou-se a inquirir Falcão. A testemunha disse que não tomou conhecimento da distribuição de cargos no governo em troca de vantagens. Afirmou desconhecer a compra de apoio no Legislativo. ”Nunca tomei conhecimento disso. E não creio que isso tenha ocorrido porque não era da nossa prática, do PT, comprar apoios ou praticar atos ilícitos.”

As palavras de Falcão não fizeram sumir as evidências de que o sítio de Atibaia, usado por Lula como se fosse o dono, foi reformado por corruptores do porte da Odebrecht e da OAS. Mas serviu para mostrar que o ex-presidente do PT não é mais o mesmo.

Falcão confunde falta de memória com consciência limpa. Já não se lembra dos embates que travou com o PMDB e outros aliados pela partilha de nacos do Estado. Sumiu-lhe da lembrança o mensalão. Acha que petrolão é um barril grande. Falcão já não conhece nem a si próprio. Deve levar sustos frequentes no espelho.

* * *

CONDENAÇÃO DE GLEISI DEIXARIA PT MAIS COERENTE

19 junho 2018 CHARGES

MÁRIO ALBERTO

19 junho 2018 DEU NO JORNAL

COMENTARISTAS EM CADEIA NACIONAL

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será comentarista esportivo durante a Copa do Mundo de 2018.

O jornalista José Trajano anunciou na sua conta do Twitter que receberá comentários escritos pelo ex-presidente.

As cartas serão lidas pelo cronista esportivo em um programa diário de televisão.

Nas redes sociais, Trajano disse que Lula vai comentar os jogos na TVT.

A emissora educativa é outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho.

Trata-se de entidade mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

José Trajano e Lula, um petêlho e um petralha: uma dupla esportivo-banânica do caralho

* * *

A notícia aí de cima fala em comentários “escritos pelo ex-presidente“.

Num intendi…

Será que Lula, além de ler, também aprendeu a escrever nestes dois meses e 12 dias de prisão???!!!

Bom, o fato é que o militante petista José Trajano, grande amigo do presodenciável, teve uma excelente ideia.

Uma ideia que já serviu de exemplo para outros entrevistadores.

Em Palmares, meu grande amigo jornalista Mané Rabo-Fino, da Rádio Rio Una, está tentando contato com os presidiários Sérgio Cabral e Eduardo Cunha.

Vai reproduzir no seu programa, A Hora do Pesadelo, os comentários sobre os jogos da Copa do Mundo destes ilustres encarcerados.

Cunha, Cabral e Lula formam um trio de comentaristas esportivos arretado.

Mais ainda: Rabo-Fino está envidando todos os seus esforços para tentar fazer contato com  Fernandinho Beira-Mar.

Segundo ele, se a seleção se tornar uma droga, Fernandinho será o homem certo no seu programa.

Pelo que apurou a reportagem do JBF, Marcola também está sendo sondado por outras emissoras banânicas com a mesma finalidade: comentar os jogos da Copa.

19 junho 2018 CHARGES

NANI

UM PAÍS DESGOVERNADO

Não é de hoje que o Estado brasileiro atua exclusivamente para satisfazer ânsias de riqueza de seus mandatários e funcionários, a ponto de o verbo servir haver perdido todo o sentido ativo, passando a ter apenas o significado passivo para a casta privilegiada e a burocracia que se presta a trabalhar só para ela. Notícias recentes trazem a público indícios claros de que os Poderes da República, na ânsia de proteger seus privilégios corporativos, tomam o mando, em teoria do povo, para exercê-lo em função de uma classe social que se reproduz por via hereditária, como no ancien régime, por nomeação do chefe do Estado, por concurso público ou até pelo voto. Esta ruptura do mais pétreo dos preceitos constitucionais – aquele segundo o qual todo o poder deve emanar do povo e em seu nome ser exercido – teve seu apanágio retórico no julgamento de habeas corpus impetrado por um condenado por crime comum. Nele o advogado de defesa, político profissional, Roberto Battochio elegeu como símbolo da justiça que pedia para seu representado, o ex-operário Luiz Lula, o discurso do nobre advogado do monarca Luís XVI, Guillaume-Chrétien de Lamoignon de Malesherbes (atenção para a duplicação da nobiliárquica preposição de), contra o “punitivismo” jacobino na Revolução Francesa.

Agora é muito provável que estejamos em pleno paroxismo dessa lenta e inexorável tomada de poder numa democracia que se perde pela aristocracia de estamento nesta República (de res publica, no latim, coisa pública) assaltada pelos interesses privados de uma classe cínica e insaciável, que não tem espírito cívico nem dá a mínima para a moral e os bons costumes. O presidente mais impopular da História, Michel Temer, protagonizou recentemente um dos episódios mais representativos, mas não o único, nesse sentido. Para resolver o impasse criado pela falta de rumo, autoridade e competência na gestão – o movimento organizado para defender os interesses exclusivos de caminhoneiros e empresas transportadoras –, o chefe do governo atropelou o bom senso e a lei, cedendo a tudo o que exigiam os amotinados. Com isso interrompeu a política de preços adotada para recuperar as finanças da Petrobrás, quase falida pelo furto de seus ativos nos desgovernos de seus ex-aliados Lula e Dilma, restabelecendo o tabelamento de seu correligionário José Sarney para o diesel e para o frete. Com a “bolsa caminhoneiro”, como definiu o Estadão em primeira página na edição de domingo 17 de junho, o chefe do Executivo adotou uma medida ilegal, pois, conforme advertiu o Cade, em manchete na segunda-feira 18, violou o princípio da livre concorrência, marco basilar da economia de mercado, vigente no País. Ou não é mais?

O economista Edmar Bacha, em entrevista a este blog na semana passada, lembrou que Temer teve o juízo de montar “uma equipe econômica da melhor qualidade (que) opera com relativa autonomia, dentro dos estreitos limites da atual conjuntura”. Isso só “não funcionou porque o presidente perdeu todo o seu capital político com a revelação de suas tratativas pouco republicanas na calada na noite com o empresário Joesley Batista. A partir daí o governo teve de se dedicar a barrar o impeachment, incapaz de desenvolver uma agenda econômica positiva”, disse Bacha.

O episódio lembrado pelo criador do termo “Belíndia” para definir o Brasil como parte Bélgica e parte Índia é um dos marcos de fundação dessa aristocracia de cartéis. Estes vão do pacto entre políticos governistas e da oposição, grandes empresários, principalmente empreiteiros, e burocratas de estatais, em particular a Petrobrás, e autarquias, até o compromisso ilegal do presidente para interromper a recente pane seca e o consequente desabastecimento de derivados de petróleo e gêneros alimentícios. Um dos lemas dessa situação surreal em que o quinteto Temer, Padilha, Moreira, Marun e Etchegoyen meteu o País é a frase com que o primeiro recebeu o meliante do abate Joesley Batista na garagem do Jaburu (mais adequado seria chamar o palácio de Guabiru) na calada da noite: “Tem que manter isso, viu?” Apesar da desesperada tentativa dos asseclas palacianos de desqualificarem a gravação do palpite pra lá de infeliz, ela se perdeu por lembrar outro lema, que pode valer para essa classe de roedores do erário, da lavra do presidente do MDB temerário, Romero Jucá, ao correligionário que presidiu a BR Distribuidora (de derivados e propinas), Sérgio Machado: “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.

A sangria ainda não foi estancada, apesar do esforço que tem sido feito pelos chefões políticos. Mas as eleições gerais de outubro que vem não são nada promissoras em relação à atuação do combate à corrupção na polícia e na Justiça. Nenhum presidenciável deu até agora sinal de que esteja fora desse pacto. Um deles, Geraldo Alckmin, cujo PSDB foi derrotado por Dilma e Temer em 2014 e hoje é parceiro do governo, teve o descaramento de dizer que este “padece de uma questão de legitimidade”, como se o chanceler Aloysio Nunes Ferreira não fosse tucano, como ele é.

As duas frases sobre as quais se sustenta a oligarquia dos cartéis nos levam, destarte, a introduzir nessa constatação da total deturpação do Estado de Direito em estágio de defeito o Poder Legislativo. Jucá, pernambucano de Roraima, onde faz praça e troça, é um bom exemplo da transformação do governo do povo em desgoverno dos polvos. Desde que o “caranguejo” Eduardo Cunha se assenhoreou do comando da produção de leis, o Congresso Nacional passou a servir apenas a “manter o que está aí” e, para isso, a procurar fórmulas legais para “estancar essa sangria”, aplicando um garrote vil contra a ação moralizadora de agentes, procuradores e juízes federais de primeira instância.

Essa tarefa mesquinha e traiçoeira contra o povo que deputados e senadores fingem representar começou a ser cumprida com a “lei da bengala” que mantém os compadritos (apud Jorge Luís Borges) nos tribunais superiores de Contas, Justiça e Supremo. Com a vigilância sobre propinas e caixa 2 na contabilidade das campanhas eleitorais, para garantir suas vagas e as de parentes e cumpinchas, os legisladores criaram o Fundo Eleitoral, que, segundo a Folha de S.Paulo, usando dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representa 86,5% das receitas de seus partidos.

Duas notícias, publicadas lado a lado na primeira página do Estadão de segunda-feira 18, complementam a anterior. Uma dá conta de que a eleição para o Senado este ano terá número recorde de candidatos – 70% – em busca de reeleição. Em entrevista a Fausto Macedo e Ricardo Galhardo, o ex-diretor da Polícia Federal Leandro Daiello informou que “há material para mais cinco anos de operações”. A reeleição de qualquer político que possa estar nesse “material” é uma ameaça à continuidade do combate à corrupção, sem o qual não há como o Brasil deixar de ser este trem descarrilado, cujo farol é a luz que se poderá ver saindo do túnel das urnas.

O pior de tudo é que a esperança que a sociedade passou a ter na ação das operações a que Daiello se referiu está nas mãos de quem mais as põe em risco. Os seguidores de Malesherbes, representados pelo quinteto Gilmar, Lewandowski, Toffoli e a dupla Mello, continuam a atuar como garantes não da igualdade dos cidadãos perante a lei, assegurada pela Constituição vigente, mas, sim, dos caprichos e “dodóis” dos clientes abonados das bancas que abrigam mulher, genro, amigos e antigos parceiros de convescotes e salamaleques.

Vitimados pelo desemprego, pela violência e por saúde e educação de péssima qualidade, os pobres, que nem sonham poder um dia exigir seus direitos no fechadíssimo clube da impunidade dos que são mais iguais perante a lei, pagam a conta do desgoverno do Executivo, da safadeza do Legislativo e do cômodo uso da definição de Corte para seu colegiado com os mesmos frufrus e minuetos das monarquias absolutistas. A proibição da condução coercitiva de delinquentes de colarinho-branco e a tentativa de garantir a honra de políticos desonrados proibindo fake news são exemplos recentes, mas não os únicos, de como os ministros de tribunais superiores participam, sem pudor, do golpe dos “aristo-ratos” que se locupletam como dantes nos cartéis de Abrantes.

19 junho 2018 CHARGES

MARIANO

19 junho 2018 DEU NO JORNAL

UM ALUADO COERENTE

A admiração pelo jogador Neymar fez com que o jovem Wemerson Ramos Cordeiro, de 22 anos, tatuasse o rosto do atacante nas costas.

Para homenagear o o astro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, ele juntou dinheiro por seis meses e passou oito horas tatuando a imagem.

Morador de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, ele contou que é fã do jogador desde quando ele atuava pelo Santos e que a ideia surgiu em 2014, também durante a Copa do Mundo, que foi no Brasil.

“Doeu demais. Foi quase um dia inteiro para fazer a tatuagem. Mas valeu a pena, porque ficou do jeito que eu queria”, disse o jovem.

* * *

Procurado pela reportagem do JBF, o jovem que se mutilou de livre espontânea vontade, tatuando nas costas a cara do Neymar – ao invés de tatuar nos peitos a xereca de Bruna Marquezine -, declarou que admira demais o PT e que votaria em Lula se o presodenciável fosse candidato.

Faz sentido.

Tem lógica.

Ele é idiota mas não é incoerente.

19 junho 2018 CHARGES

ATORRES

19 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

A DANÇA DO PICA-PAU

19 junho 2018 CHARGES

PATER

19 junho 2018 EVENTOS

PROJETO “EU EXISTO”

19 junho 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

19 junho 2018 DEU NO JORNAL

TÃO TOMANDO NO OLHO DO FURICO

Políticos de direita acabam de ganhar a quinta eleição presidencial seguida na América do Sul.

Desde 2015, somam-se vitórias na Argentina (Mauricio Macri), Peru (Pedro Pablo Kuczynski, que caiu por corrupção e foi substituído por outro direitista, Martín Vizcarra), Chile (Sebastián Piñera), Paraguai (Mario Abdo Benítez) e, neste domingo (17), Colômbia (Ivan Duque).

Ah, no meio dessas disputas, Nicolás Maduro foi “eleito” para mais seis anos de mandato na Venezuela.

Mas como sabemos não foi exatamente uma “eleição”.

Chávez, Evo Morales, Lula e Rafael Corrêa

Uma análise óbvia indica a fadiga do modelo de esquerda bolivariana que imperou no continente ao longo da década passada.

Ele ainda suspira na Bolívia, onde Evo Morales foi recentemente autorizado pelo Congresso a disputar mais uma reeleição em 2019.

E capitulou fora das urnas no Equador, onde Lenín Moreno (nome simbólico, não?) rompeu com o “mentor” Rafael Corrêa, e no Brasil, com a queda do PT e ascensão de Michel Temer.

* * *

Ainda bem que o modelo zisquerdal-comuno-socialista resiste firme e inquebrantável na gloriosa Cuba, uma ilha próspera, feliz, potência econômica mundial, exemplo de democracia aberta, com ampla liberdade de imprensa e de opinião, além de ser o maior exemplo acadêmico do planeta, com as melhores universidades do mundo.

Principalmente as universidades de medicina que exportam médicos prum país chamado Banânia.

Perguntam pro fubânico luleiro Explicador Incansável que ele confirmará tudo isto que eu disse.

Explicador vai desmontar toda esta teoria golpista da grande mídia reacionária de que as zisquerdas estão tomando no rabo nesta fantástico continente latrino americano.

Aguardem que ele vai se manifestar.

Enquanto isto, vamos entoar com firmeza e entusiasmo a internacional comuno-socialista, o hino mais realista do mundo!

19 junho 2018 CHARGES

BRUNO AZIZ

19 junho 2018 PERCIVAL PUGGINA

ATIVISMO JUDICIAL E A REVOLUÇÃO PELAS CANETAS

Em fins de 2016, ocorreu em Brasília o 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário. Presentes os ocupantes dos degraus mais elevados da magistratura na União e nos Estados. Somente a crême de la crême. Desse evento recebi, há poucos dias, um pequeno vídeo contendo fala do ministro Luiz Fux, do STF. À mesa dos trabalhos, além dele, a presidente Cármen Lúcia e o jornalista William Waack, ainda nas boas graças da hipersensível elite nacional.

Na gravação, a fala do ministro é muito breve. Referindo-se, aparentemente, a uma questão suscitada pelo jornalista sobre ativismo judicial, Fux afirma haver temas, como o aborto, sobre as quais o judiciário “não tem capacidade institucional para solucionar”. Elas deveriam caber ao Parlamento que “não quer pagar o preço social de decidir”. Então, acrescenta ele chiando os “esses”, como “nós não somos eleitos, nós temos, talvez, um grau de independência maior, porque não devemos, depois da investidura, satisfação a absolutamente ninguém…”.

Se a nata do Poder Judiciário assim pensa e age estamos ante perigoso mix de ignorância e soberba capaz de causar inveja a Lula. Não raro, a maioria do pleno do STF, muitos tribunais inferiores e mesmo juízos singulares enveredam por igual caminho, substituindo-se ao Congresso Nacional, ou estabelecendo certa interatividade, quando não proatividade, com o texto constitucional. A cada passo nessa estrada, aumenta a insegurança jurídica, a representação popular perde substância e os que dela têm mandato perdem poder e pudor.

Por trás desse fenômeno ativista – digamos logo: militante – que tanto afeta o judiciário brasileiro está o entulho ideológico espargido nas últimas décadas sobre nossas universidades. Ele dissemina a ideia de uma revolução pelas canetas, na qual a esperteza dos meios emburrece os agentes ao ponto de o ministro Fux, no ambiente jurídico de um congresso de magistrados, permitir-se afirmar, sem corar e sem que lhe desande o topete, que o STF delibera porque os congressistas “não querem pagar o preço social”. Vale dizer, não querem legislar contra a maioria da opinião pública! Então, em matérias de enorme relevância moral, dane-se a vontade majoritária expressa na Constituição, dane-se a maioria do parlamento e seu poder constituinte derivado, dane-se a opinião pública. “Façamos a lei moral à nossa minoritária imagem e semelhança!”. Afinal, os onze julgam – embora não fosse prudente tamanha certeza – não dever satisfação a ninguém.

Nos parlamentos, decidir não votar é votar; não deliberar é deliberação. Os projetos dos abortistas não vão a plenário porque os autores sabem que serão derrotados. E isso, num regime democrático, é legítima deliberação. Assim funcionam as democracias e os países com instituições racionais, honestamente providas e virtuosamente exercidas. O demônio, porém, vai dando as cartas e jogando de mão com a soberba dos revolucionários de toga.


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