20 junho 2018 CHARGES

IQUE

20 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O CU EM DEBATE POLITICO DE ALTÍSSIMO NÍVEL

Pra um estado que já tomou no cu com o governo de Sérgio Cabral, tomar de novo com mais uma protegida de Lula não vai ser novidade alguma.

Vejam este item do programa da candidata do PT ao governo do Rio de Janeiro, a insigne filósofa banânica Marcia Tiburi, um dos gênios dentre os zintelequituais do pensamento zisquerdista vermêio-istrelado.

Prestem bastante atenção neste fantástico discurso:

O brilhantismo dos filósofos e pensadores zisquerdistas é capaz de tocar fundo no coração de qualquer pessoa sensível.

Ou, melhor dizendo, é capaz de tocar no fundo, lá no rego da bunda, bem no meio do olho do furico.

Quando a filósofa diz que “a gente tem que libertar o cu“, ela quer dizer que a gente tem que liberar o furico para que ele excrete mais merda zisquerdal no oco do mundo.

E esta enxurrada de bosta deve ser feita não só pelo cu, mas também pela boca.

Aliás, segundo consta no MPIZB (Manual do Perfeito Idiota Zisquerdista Brasileiro), merda é um dos sinônimos da plateia que bate palmas pra ela neste vídeo.

A frase na qual a candidata petista diz que “o cu deve ser tratado com laicidade antropológica” já está guardada no meu arquivo de tiradas geniais.

As palmas que bato para a brilhante conferencista é esta expressão que traduz meu desejo sincero:

– Vá tomar no cu!!!!!

20 junho 2018 CHARGES

FRED

NOTAS

Apesar de ter sido beneficiado pela natureza com grandes reservas de água doce, o Brasil, por deficiência técnica, realiza um serviço irregular na distribuição do produto. A água coletada nas fontes contém impurezas. Então, antes de ser distribuída à população para consumo e uso industrial, a água recebe tratamento específico para limpar a poluição e torná-la potável. Um dos grandes problemas na distribuição da água está na desigualdade do fornecimento. Áreas menos povoadas, como a região Norte, possuem gigantescas bacias hidrográficas. Embora abrigue poucos habitantes, o Norte possui 70% dos recursos hídricos do país. A bacia do rio Amazonas é exemplo. O Nordeste, ao contrário, apesar de acomodar uma população maior, é vítima constante da seca. Sofre carência de chuvas. A falta de políticas públicas faz a Região sofrer constantes racionamentos. A região Centro-Oeste é beneficiada pelo Pantanal, detentor de excelentes recursos hídricos. O Sudeste, por não ser muito bem servido por bons mananciais, tem cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte que reclamam da escassez de água. Os sulistas, raramente chiam por falta do produto nas torneiras. O impressionante é que devido a falhas tecnológicas, as distribuidoras estaduais sofrem prejuízos. O alto custo na conta de energia, os furtos, os vazamentos, o desperdício e as ligações clandestinas, aliados à precária infraestrutura, aos escassos investimentos e a fraca logística baixam o faturamento das estatais, responsáveis pelo abastecimento. Complicam o caixa das empresas. Por isso, dos 5.565 municípios brasileiros, a metade pena com o irregular abastecimento. É vítima do racionamento. Nem a Lei de Saneamento Básico, sancionada em 2007, no intuito de generalizar os serviços de abastecimento de água e tratamento da rede esgotos, de modo a garantir a saúde da população, obriga as empresas fornecedoras a divulgar as metas de expansão dos serviços, de qualidade, eficiência e de uso racional do líquido nas cidades. Por outro lado, nem a Política Nacional de Saneamento autoriza a Agência Nacional das Águas a fiscalizar e aplicar multas no caso de irregularidades encontradas nos serviços de fornecimento de água e de coleta de esgotos. Daí o sofrimento da população que fica desprotegida para reclamar os seus direitos.

*
A descoberta do corpo da menina Vitória Gabrielly, de apenas 12 anos, desaparecida há mais de uma semana e encontrado numa estrada de terra ao lado dos patins, na zona rural de Araçariguama, reforça a tese de que a mulher permanece vítima da violência. Pela frequência e selvageria dos crimes, deduz-se que os motivos que levam às tragédias são diversos. Não se restringe apenas às questões sócio/econômicas. Muitas outras causas podem levar o agressor ao crime contra a mulher. O machismo, fatores culturais, as desavenças nas famílias, o alcoolismo, a discriminação, drogas, o desrespeito aos direitos humanos, e, sobretudo, as deficiências do aparelho preventivo e repressor devem ser enquadradas nas análises sobre os casos de femicidios ocorridos. O flagelo é mundial, não é exclusividade do Brasil. Porém, um fator é determinante. Ao Estado compete a função de atuar permanentemente para reduzir tantas barbaridades contra um ser que tem sido vítima de crimes hediondos. A mulher tem figurado como a parte mais vulnerável para os brutais crimes, cometidos com requintes de selvageria que chocam. Como o assassinato da menina Vitória que chocou o país. Sem permitir pelo menos a menor chances de defesa para a vítima. A desigualdade de gênero faz parte da cultura do nosso povo. Acontece regularmente, porém o responsável, o criminoso, geralmente não recebe a merecida punição. Convém esclarecer que a violência contra a mulher não existe apenas na forma de agressão física como socos, agressão com objetos, chutes, abuso sexual, lesão corporal, mutilação. Pode ser descrita também como as que são praticadas com chantagens, mentiras, desconsideração, ofensas e humilhação em público.

*

É danado, apesar de decepcionado contra a gastança de dinheiro público no Congresso para pouco resultado, o eleitor vai ter de aguentar mais um período legislativo com a maioria dos atuais parlamentares que complicados, recebem a insatisfação da quase totalidade do brasileiro. Por razões óbvias. Em vez de demonstrar preocupação com a governabilidade do país, eles preferem trabalhar para não perder a participação no poder. Todavia, embora o cidadão critique e reprove a conduta de parlamentares que demonstram claramente não representar o povo, especialmente aqueles adeptos da corrupção. Como tem político desonesto e pouco representativos na conduta, pouco deve mudar na composição da Câmara e do Senado. A causa da permanência dos indesejáveis é o curto tempo de campanha. Então, o gigantesco fundo eleitoral vai basicamente servir para reeleger velhos caciques. O sonho de mudanças, a renovação de lideranças políticas deve ser adiada novamente. Aqueles tradicionais políticos que só visam aproveitar a mamata, fortalecer o mandato e trabalhar para engajar herdeiros no mesmo caminho. É o que sido visto ultimamente nas lides políticos, onde pais e filhos navegam no mesmo barco. Pai defende o mandato de senador, enquanto o filho responde pelo t´titulo de deputado ou de prefeito.

*

Tem relatos que impressionam pela frieza e sinceridade com que são narrados. Na Sibéria, região super fria da Rússia, um homem resolveu preparar a terra do jardim de casa para plantar batatas. Mas, no arado da terra descobriu ossos e um crânio enterrados no local. Ao contar a surpresa para a esposa, ela, de forma seca e insensível nem se tocou com o assunto. Em 1997, após sofrer agressão do marido, que chegou em casa bêbado, a mulher, matou o primeiro marido a machada. Ao perceber o estado de óbito do companheiro, a mulher não teve dúvida. Despedaçou o corpo inerte do antigo esposo e enterrou os restos mortais no jardim. Agora, preparando a terra para a plantação de batatas, o segundo e atual companheiro, atônito e tremendo de medo, correu para avisar a polícia sobre a ocorrência, cometida há 21 anos e nunca descoberta por falta de parentes do marido assassinado para reclamar da ausência do infeliz homem. É isso que dá, quando o homem, na ânsia de casar, não se preocupa em procurar uma mulher mais feminina e dócil do que a destemida que não tem medo de reagir na hora precisa, com frieza e determinação.

*

O desperdício no país é tremendo. O esbanjamento com o dinheiro público, então, é absurdo. Fora de controle. Por conta da falta de planejamento, bilhões de recursos financeiros são empregados em obras, algumas paralisadas, outras se tornaram elefante branco, sem estimativa de conclusão ou de devido uso. Mas, o que leva o país pobre de caixa jogar tanto dinheiro no lixo. A conclusão é simples. Má fé, incompetência e gestões duvidosas, o que tem de montão pelo território brasileiro, que são estimuladas pela desqualificada fiscalização, por falta de cobrança do povo e principalmente pela ausência de punibilidade do Estado, totalmente despreparado para funcionar de acordo com o figurino. Atos de improbidade são praticados constantemente por agentes públicos considerados devassos, falsos e tremendamente enganador, daí boa quantidade deles respondendo processos judiciais, presos por condenação processual, e sob investigação policial. O que deixa a população pasma é o fato de existir a Lei de Improbidade Administrativa, vigorando desde 1992, complementada pela Lei de Responsabilidade Fiscal, pela Lei da Transparência, Lei da Ficha Limpa, Lei de Acesso à Informação e Lei Anticorrupção, mas são poucas as medidas de repressão ao ilícito. Aliás, de acordo com a Transparência Internacional, dentre 176 países listados, o Brasil aparecia em 1917 na 79ª posição. Há 10 anos, o escândalo do Mensalão, que engloba o pagamento de propinas a parlamenteares para votar a favor de projetos apresentados pelo governo, contabilizava desvio calculados em mais de R$ 100 milhões. No Lava Jato, a roubalheira é maior. Pelo menos, cerca de R$ 10 bilhões provenientes de desvios foram recuperados pelos cofres públicos. Outros R$ 6 bilhões é a estimativa referente ao prejuízo sofrida pela Petrobrás com o pagamento de propinas. De tudo o quanto foi descoberto até agora, o resultado que ficou é a falta de credibilidade do país no conceito mundial, o crédito mais caro à disponibilidade do povo, a desconfiança do investidor internacional, possibilidades que diretamente afetam o emprego, a renda do cidadão e o pleno desenvolvimento da Nação. Como sonha e espera o cidadão.

*

A modernização econômica levada a efeito pelo Brasil acontece de forma lenta e gradual. A compra de 80% do patrimônio do Walmart pelo Fundo Advent de Investimento comprova o fechamento da operação. Desestimulado pelas incertezas e a instabilidade política, o Walmart prefere sair do ramo de hipermercado no Brasil. No entanto, motivado pelo crescimento do setor, que já abriga 500 lojas no país, fatura algo em torno de R$ 80 bilhões e emprega 75 mil pessoas, o Advent entra no mercado para explorar o ramo de atacarejo, nova norma de comércio idealizado em 1964 na Alemanha. No atacarejo, a diferença está no preço baixo, para incentivar a competição mercadológica, na estrutura enxuta, ao contraído do tradicional modelo adotado pelos supermercados, que sofisticam mais, visando aumentar o volume de vendas. No atacarejo, o setor vislumbra misturar atacado com o varejo para seguir uma nova tendência de mercado internacional para atender o interesse do consumidor final que nutre um só pensamento. Comprar o produto para uso próprio ou destinado a outros objetivos por um preço baixo para não comprometer o orçamento familiar.

20 junho 2018 CHARGES

NANI

20 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DESMANTELO FALCONADO-QUIRINIANO

Semana passada recebi telefonema do Poeta Jessier Quirino, colunista desta gazeta escrota, dando conta da visita que recebera do colorido e tropicalíssimo artista cearense Falcão, arquiteto de formação tanto quanto Jessier.

A pacata Itabaiana, tranquilo recanto paraibano onde mora o nosso talentoso colunista, foi invadida por uma comitiva de assessores falconianos composta de 20 pessoas.

Mais um caminhão, seis carros e um drone.

Uma caravana da bixiga lixa!

Entre os carros estava um imponente e luxuoso Falcomóvel.

Em sua peregrinação zuadística pelo solo da Nação Nordestina, Falcão está coletando material para um programa de TV a Cabo a ser lançado em breve futuro.

Segundo Jessier, foi conversamento de merda que só a porra, de segunda a quinta-feira.

Gravaram dentro de casa, na rua, passeando na feira e coroaram o encontro com um espetáculo em praça pública.

Uma dupla talentosa feito esta parelha malassombrada é motivo de satisfação e muito alegria aqui pra este nosso querido recanto de Brasil.

Fecho esta postagem oferecendo aos fubânicos uma tocante composição de Falcão. 

É de fazer brotar lágrimas nos olhos de tão comovente…

 

20 junho 2018 CHARGES

ADNAEL

20 junho 2018 JOSIAS DE SOUZA

ABSOLVIÇÃO DE GLEISI HOFFMANN LEVA O PT AO DIVÃ

Ao absolver Gleisi Hoffmann, a Segunda Turma – Jardim do Éden do Supremo Tribunal Federal – acomodou o PT no divã. O paciente é complexo. Combina sintomas de esquizofrenia (perda de contato com a realidade) e paranoia (mania de perseguição). Obcecado pelo discurso da condenação sem provas, o petismo terá dificuldades para lidar com uma absolvição por falta de provas.

Acusada de se apropriar de R$ 1 milhão roubado da Petrobras, Gleisi livrou-se das imputações de corrupção e lavagem de dinheiro por unanimidade. Avaliou-se que a acusação estava excessivamente ancorada em delações. Os ministros Edson Fachin (relator) e Celso de Mello (revisor) votaram pela condenação parcial.

Ambos concluíram que o dinheiro sujo chegou à caixa registradora da campanha de Gleisi ao Senado, em 2010. Como não há registro na Justiça Eleitoral, condenaram a ré pelo crime de falsidade ideológica eleitoral, eufemismo para caixa dois. “Tenho como provado nos autos o efetivo recebimento de valores no interesse da campanha da denunciada”, declarou o relator Fachin.

Contudo, os outros três ministros da turma discordaram. Gilmar Mendes, o libertador; Dias Toffoli, o ex-funcionário do PT; e Ricardo Lewandowski, o amigo da família Silva, optaram pela absolvição integral. “Não há aqui qualquer vestígio de prova da entrega de dinheiro para os acusados, inexistindo de resto um único registro externo sequer aos depoimentos dos colaboradores”, desqualificou Lewandowski.

Dá-se de barato na Suprema Corte que o resultado seria outro se o julgamento tivesse ocorrido na Primeira Turma, conhecida como Câmara de Gás. Ali, Gleisi não escaparia de uma sentença condenatória. Com a ficha suja, a senadora não poderia disputar uma cadeira na Câmara, como pretende. Mas estaria livre entoar os bordões da “perseguição política” e da “pressão da mídia.”

Suprema demência! Ao tratar do caso da presidente do PT e Gleisi com a sensibilidade de um centro terapêutico, o Jardim do Éden do Supremo atordoou o paciente. De maníaco, o PT passará a depressivo. Sem a pose de vítima, o partido não será o mesmo. Vai piorar.

20 junho 2018 CHARGES

MÁRIO ALBERTO

20 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA EXCELENTE CANDIDATA

A qualidade artística desta sensível artista está à altura da qualidade político-ideológica do partido pelo qual ela é candidata, o PCdoB.

Uma cumunista digna do seu partido.

Sugestão para os aliados do proletariado, os militantes, os revolucionários, os marxistas-leninistas fluminenses:

Para deputada estado pelo Rio de Janeiro, votem em MC Carol!!!

20 junho 2018 CHARGES

DUKE

O PROFESSOR E O FLANELINHA

Foto: Lago Ribeiro. Blog do Labjor

Quando ingressei no Curso de Direito da Universidade de Fortaleza, em 1986, estava com vinte anos de idade, mas já trabalhava no Banco do Nordeste. Um bom emprego, que me permitia pagar com tranquilidade as mensalidades do curso, além de assistir às aulas sem o estresse de quem ainda busca uma vaga no mercado de trabalho.

O curso era noturno. Lembro que, no primeiro dia de aula, cheguei quando o sol ainda nem havia acabado de se por e deixei o carro no estacionamento externo do campus. Naquela época, não havia muita preocupação com assaltos ou furtos.

Um rapazinho, de uns quatorze anos que estava por ali, com uma flanela no ombro, prontificou-se a cuidar do carro até que eu voltasse:

– Posso ficar “pastorando” aí, Louro? – perguntou.

“Pastorar” é um verbo que no idioma cearês significa “cuidar de uma coisa alheia, sem tocar nela; manter sob vigilância”. A palavra consta dos dicionários de língua portuguesa como sinônimo de “pastorear”, que vem a ser a atividade do pastor ao cuidar do rebanho. O sentido é praticamente o mesmo.

“Louro” é uma das muitas maneiras de se tratar alguém cujo nome se desconhece.

– Pode! – respondi, de pronto, imaginando que ele pretendia receber alguma paga pelo serviço de vigilância, mas tendo certa dúvida se um jovenzinho daquela idade estaria a postos quando eu retornasse, lá pelas dez da noite.

E fui para minha aula. Quando retornei ao estacionamento, ao final, lá estava ele. Não pediu nada. Seu cumprimento – “Diz aí, Louro!” – foi o sinal para que eu lhe desse algum dinheiro.

A partir daquele dia, deixava costumeiramente o carro naquela área do estacionamento, sob os cuidados do jovem que passei também a chamar de “Louro” – o que fazia até mais sentido, porque, diferentemente de mim, ele tinha os cabelos loiros.

Foi assim durante todo o meu curso de Direito. Estacionava, cumprimentava o Louro e ia assistir às aulas. Ao voltar, encontrava-o esperando o pagamento, ou, o “trocado”, como ele preferia chamar.

Mas nem sempre ficava nisso. Várias vezes dei-lhe camisas e sapatos, em bom estado de conservação, que não mais usava. Era quase uma amizade. Não chegava a tanto, porque a conversa nunca passou de “Diz aí, Louro!”, “Beleza, Louro!” e coisas assim. Logo, nunca fiquei sabendo onde o Louro morava ou quem seria sua família, se é que tinha família e casa. Tampouco ele mostrava interesse na minha vida pessoal.

A par disso, recordo que muitas vezes cheguei a me questionar sobre o rumo que toma a vida de uma pessoa, conforme ela tenha oportunidade de estudar. E conforme faça uso dessa oportunidade.

Imaginei que o Louro, apenas uns cinco anos mais jovem que eu, deveria ter nascido em uma casa não muito mais pobre que a minha, na periferia de Fortaleza. Talvez tenha frequentado os primeiros anos do ensino fundamental em uma escola pública, como eu. Mas, em algum momento da vida, perdeu o interesse pelos estudos ou a condição de lhes dar sequência. É possível – talvez provável – que tenha sido incentivado pelos próprios pais a deixar o colégio, para contribuir com a renda da família. O contrário do que acontecera comigo, sempre estimulado a buscar nos estudos o caminho para melhorar de vida.

Independentemente dessas conjecturas, o fato é que, durante alguns anos, frequentamos a mesma universidade. Eu assistindo às aulas, ele “pastorando” meu carro. E, ao final daquele período, eu iria receber meu diploma de bacharel em Direito, enquanto ele continuaria sendo um “pastorador” carros, um “flanelinha”.

Passou o tempo. De bacharel em Direito, fiz o exame da Ordem dos Advogados do Brasil e tornei-me advogado; comecei a advogar no escritório de um amigo, e depois, no próprio departamento jurídico do banco onde trabalhava; entrei para o Mestrado em Direito Público da Universidade Federal do Ceará; passei em concurso para Procurador do Banco Central do Brasil; e concluí o mestrado.

Em 1999, já com o título de mestre, voltei à Universidade de Fortaleza, agora como professor do Curso de Direito, do qual fora aluno.

As aulas começavam às sete da noite, mas, no meu primeiro dia, cheguei à UNIFOR um pouco antes de anoitecer. Talvez por nostalgia, abri mão do estacionamento dos professores e deixei o carro na mesma área onde estacionava quando aluno.

Mal acabava de desembarcar, quando ouvi uma voz:

– Diz aí, Louro!

– Fala, Louro! – respondi com entusiasmo. – Tu ainda tá por aqui?

– Todo dia!

– Vai “pastorar” o meu?

– Claro!

– Tô de novo na área – falei sorrindo. – Mas agora como professor.

– É isso aí! Fez bonito! O senhor sabe que o estacionamento de professor é lá dentro, né? Mas, se quiser deixar aí, ninguém “bole”, não.

“Bole” é a terceira pessoa do singular do verbo “bulir”, que tem muitos significados na língua portuguesa. No idioma cearês é sempre utilizado no sentido de “tocar ou mexer em alguma coisa”.

Mas a palavra usada por ele que me chamou mais a atenção foi “senhor”. Era a primeira vez que se dirigia a mim daquela maneira. Certamente por respeito à minha, agora, condição de professor, demonstrando que, apesar de continuar frequentando a universidade apenas para vigiar os carros, reconhecia o valor dos que se dedicam ao ensino.

Iniciava-se, assim, mais um período de vários anos em que frequentei a Universidade de Fortaleza. Todas as noites, de segunda a sexta-feira. Raramente via o Louro, porque, como ele mesmo havia me alertado, o estacionamento dos professores ficava do lado de dentro do campus.

Nessa mesma época, fiz outros concursos. Fui advogado da União e juiz federal. Deixei de ensinar em 2005, quando me afastei de Fortaleza, para assumir a primeira vara federal de Juazeiro do Norte. Depois passei por Mossoró, Sobral e Quixadá. Até retornar a Fortaleza, em 2012.

Não voltei mais a ensinar, mas alguns anos depois do retorno a Fortaleza, fui convidado a dar uma palestra em um seminário na Unifor.

Um carro da universidade foi me buscar no fórum. Terminada a palestra, caminhei até a área externa, onde minha mulher me esperava em nosso carro. Passando pelo local onde costumava estacionar, lembrei dos tempos de aluno do curso de Direito.

O relógio marcava vinte e duas horas e mais um punhado de minutos. Alguns estudantes transitavam por ali, andando apressados em direção ao ponto de ônibus ou ao local onde haviam estacionado seus carros. Formava-se um engarrafamento na avenida que passa em frente à universidade. Alheio a todo aquele movimento, um homem de cabelos grisalhos estava sentado no meio-fio, demonstrando cansaço. Os braços apoiados nos joelhos, a testa apoiada nos antebraços.

No instante em que eu passava por ali, ele ergueu a cabeça e falou sorrindo:

– Diz aí, professor!

Era o Louro.

20 junho 2018 CHARGES

VERONEZI

20 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

VÃO TOMAR NO OLHO DO FURICO, SEUS BABACAS!

Um grupo de alegres e simpáticos brasileiros vem sendo vilipendiado, torturado, massacrado, chicoteado, perseguido, espancado, pisoteado e submetido a públicas humilhações, tanto na internet, nas chamadas redes sociais, como também, principalmente, em toda a grande imprensa brasileira.

Aliás, não só na imprensa brasileira: os editores lá de fora se ocupam grotescamente desta tolice que virou uma pirâmide sem qualquer sentido.

Um grupo de torcedores brasileiros, pacificamente e sem qualquer gesto de violência, cercou uma moça russa e começou a fazer um corinho na base do “Buceta Rosa”, saudando a xereca e a cor da xereca da jovem, fazendo uma louvação e uma homenagem à melhor coisa que existe em cima da redondura do planeta Terra.

Pronto.

O mundo veio abaixo e os rapazes estão sendo xingados pelos tabacudos muderninhos e pelos descerebrados do pulticiamente correto, de machistas, misóginos, grosseiros e outros adjetivos sem qualquer cabimento.

Se vocês não gostam de exaltar a buceta, fiquem quietos e deixem que nós, que gostamos desta saudável gruta, façamos a sua exaltação.

Hoje pela manhã, no noticiário local aqui de Pernambuco, entidades de classe condenaram profissionais que aparecem no vídeo e prometeram tomar severas providências.

Um agrônomo está ameaçado de perder seu registro de trabalho “por possível conduta indecorosa”, isto porque exaltou publicamente uma buceta rosa.

Deve ser porque elogiar buceta prejudia a safra…

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!!

E os pernambucanos citados, humildemente e cheios de constrangimentos, enviaram mensagens pedindo desculpa, dizendo que haviam “bebido um pouco mais” e que não tinham intenção de ofender ninguém.

Não peçam desculpas não, rapazes!!!

Vocês não cometeram crime algum!!!

Não agrediram nem estupraram. Sequer seguraram a moça.

O apresentador do noticiário disse que a moça russa aparece “constrangida” nas imagens.

Constrangida um caralho!!!

O moça aparece rindo, doida pra saber o que os brasileiros diziam e, tenham certeza, se ela soubesse a tradução, iria rir mais ainda e levar tudo na esportiva.

Bando de fariseus, canalhas, hipócritas, falsos moralistas, vocês vão tudinho tomar no meio do olho do furico, seus babacas

Vão arranjar uma lavagem de roupa ou uma limpeza de pinicos pra ocupar o tempo de vocês.

No vídeo aparece um jovem oficial da PM de Santa Catariana, um policial cuja missão é dar segurança à população e caçar bandidos, se divertindo em suas férias e vivendo o clima da copa do mundo.

Pois este tenente vai ser cretinamente prejudicado no início de sua carreira, por inquérito que será instaurado para “apurar” procedimento incompatível, bla, bla, bla, bla…

Estes tabacudos que estão torturando publicamente os rapazes não passam de um bando de idiotas descerebrados, retrógrados e inimigos da liberdade de expressão.

A doce e alegre liberdade de expressão carnavalesca, futebolística e macunaímica tipicas deste nosso Brasil!!!

Vocês que estão sendo massacrados por este bando de fariseus imundos contem com a minha solidariedade.

Estou aqui engrossando o coro:

Buceta rosa! Buceta rosa!

Vejam a babaquice do título do vídeo abaixo: Brasileiros faltam com respeito com torcedora russa.

Quem escreveu esta bobagem é que faltou com o respeito à lógica, ao bom senso e ao correto uso da razão.

Buceta rosa! Buceta rosa! Buceta rosa!

20 junho 2018 CHARGES

CLAYTON

MARLUCE DE FREITAS – FEIRA DE SANTANA-BA

Berto,

recebi de um amigo e repasso pros fubânicos.

Foi a melhor avaliação que já vi até agora sobre o jogo Brasil X Suíça:

“Quando vi aquele monte de gente de vermelho, eu tive a certeza que o Brasil seria roubado”.

20 junho 2018 CHARGES

PELICANO

SONETILHO DE AMOR

Fotos da colunista

Às vezes sou lua
Que nua vagueia
A todos enleia
Porém sou só sua.

Ás vezes sou sol
Trazendo calor
Derreto de amor
Em nosso lençol.

Às vezes sou brisa
Que ofega em seu rosto,
Ladina lhe alisa.

E sempre sou nós
Depois do sol posto
Juntinhos e a sós…

20 junho 2018 CHARGES

J. BOSCO

20 junho 2018 CHARGES

YKENGA

A CIRANDA INVADINDO A FRANÇA

Há na França muitos músicos brasileiros divulgando a nossa música popular, sendo que o Samba é o ritmo mais freqüentemente apresentado ao público francês.

Um desses artistas é o Célio Mattos, guitarrista, cantor e compositor, chefe da Jiripoca Band, radicado há tempos em Lyon.

Somos parceiros de inúmeras composições, para mais de cem, e não se passa um ano sem que façamos mais algumas.

A novidade é que meu parceiro acaba de criar mais um grupo, chamado Ritmo Brasil, para realizar um projeto que tem por objetivo mostrar a nossa riqueza musical, evidenciando que a música brasileira não se resume a Samba e Bossa-Nova, pois dispomos de uma grande diversidade de ritmos, influências e estilos.

Acontece que faço parte desse Projeto Ritmo Brasil, do qual tenho o prazer de apresentar uma das minhas participações, a Ciranda Nova, aos queridos leitores do Jornal da Besta Fubana, em primeira mão:

Coincidindo com o fato de ser esta publicação marcantemente nordestina, trata-se de uma Ciranda, modalidade característica do Nordeste, ora apresentada na linda voz da Patrícia Tinôco (RJ), com Célio Mattos na guitarra (SP), Damilton Viana na bateria (PB), Marcos Dias na percussão (BA) e os franceses Thomas Picot no baixo e Inaê da Costa no saxofone.

Espero que agrade e que tenham em vista o nosso interesse na divulgação da arte e cultura brasileiras no exterior.

20 junho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

20 junho 2018 DEU NO JORNAL

INVESTIGANDO O QUE NUNCA ACONTECEU

A Polícia Federal investiga a atuação do empresário Jonas Suassuna, sócio do filho do ex-presidente Lula, em negócios junto ao governo do Rio de Janeiro durante a gestão Sérgio Cabral (MDB)

O principal alvo dos investigadores é um contrato de R$ 93,7 milhões firmado entre a Secretaria de Educação e a Oi, na qual a Gol Mobile, de Suassuna, foi subcontratada.

O Tribunal de Contas do Estado apontou pagamentos indevidos vinculados a serviços de responsabilidade da firma do empresário.

A linha de investigação foi aberta após o ex-diretor da empresa Marco Aurélio Vitale depor à força-tarefa da Lava Jato da PF em Curitiba.

Em entrevista à Folha de S.Paulo no ano passado, ele afirmou que a Oi fechou negócios com o Grupo Gol, de Suassuna, com o objetivo de repassar recursos a Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula.

Fabio Luís, o Lulinha, e seu sócio Jonas Suassuna: esquema com Sérgio Cabral

* * *

Não entendo esta nossa Polícia Federal…

Só investiga coisas absolutamente improváveis.

Filho de Lula metido em corrupção e trambicagem é uma possibilidade que simplesmente não existe.

O rebento herdou a probidade do genitor.

Ainda mais em se tratando de uma minxaria, uma quantia irrisória de apenas R$ 93,7 milhões.

Como diz o fubânico luleiro Ceguinho Teimoso, isto é calúnia golpista contra o cidadão Lula que, embora preso por corrupção, é o homem mais honesto de Banânia.

E que é pai do filho mais honesto deste mesmo país.

20 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SINOVALDO


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