25 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA NOVA BESTAGEM

O novo sistema de enquetes desta gazeta escrota está em fase de testes.

Vá aí do  lado direito e dê seu pitaco.

O Data Besta agradece

Sugestões e opiniões também serão bem vindas.

Vocês leitores são a alma e a força do JBF.

Uma excelente semana pra toda comunidade fubânica!

25 junho 2018 CHARGES

RONALDO

HOMENS, CHEGAMOS

Se havia um clamor por algo inovador na política, aconteceu. Um grupo formado exclusivamente por mulheres, lançou a primeira chapa feminina de Pernambuco, com vistas a acabar com a hegemonia masculina na política.

Apenas isso é muito pouco, convenha-se, para a obtenção do precioso voto do eleitor, embora suas líderes, a advogada, historiadora e professora Dani Portela; a educadora e cientista social, Gerlane Simões; a servidora concursada do MPF Albanise Pires; e Eugênia Lima, mestra em Desenvolvimento Urbano pela UFPE, sejam pessoas qualificadas. Subsidiariamente, a busca é quebrar a lógica de que vencer a eleição no estado precisa de um DNA político.

“A maioria das mulheres que está na política é filha de, mulher de, missionárias de determinadas igrejas. Não dá mais para não querer falar de política porque ela já entrou na nossa casa, no orçamento familiar, no hospital e na escola. Não podemos deixar que governem sem a gente”, enfatizou Eugênia Lima, facultando entrever dias difíceis para os homens que as mulheres a pleitear que as mulheres não governem sem eles.

Segundo Dani Portela, por ser uma chapa feminina e feminista, elas precisam provar a capacidade duas vezes. “Nossa voz foi silenciada por muito tempo e somos invisíveis. Assim fomos durante séculos, e agora é o momento de fazer ecoar a nossa voz”, destacou, esquecida de que até recentemente a República foi presidida por Dilma Rousseff, uma mulher, e ademais, o Congresso e as casas legislativas estaduais e municipais estão repletas de mulheres.

A propósito, convém lembrar que dona Brites Albuquerque governou a capitania de Pernambuco, que veio a se tornar a mais próspera do Brasil.

25 junho 2018 CHARGES

CACINHO

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

Seguramente, o filme Colheita Amarga será muito bem aceito pela comunidade fubânica.

Com a duração aproximada de uma hora e quarenta minutos, narra o período entre as duas grandes guerras, quando a Rússia de Stalin promoveu o genocídio do povo ucraniano por fome, confiscando sua colheita, e levando mais tarde à anexação do território pela União Soviética.

R. Quem quiser assistir ao filme enviado pelo nosso estimado colunista fubânico, devidamente legendado, basta clicar aqui.

Grato pela dica e mande sempre as ordens.

Abraços

25 junho 2018 CHARGES

SINOVALDO

ASSIS VALENTE – UM COMPOSITOR DE GÊNIO PERTURBADO

José de Assis Valente nasceu no dia 19 de março de 1911 no distrito de Bom Jardim, Santo Amaro-BA – há controvérsia -, município do Recôncavo baiano e encantou-se em 1958, tomando formicida com guaraná sentado no banco de Rua no Rio de Janeiro. Ficou conhecido no meio artístico como Assis Valente, compositor genial, dono de uma extraordinária versatilidade para compor clássicos acessíveis, desenhar e fazer escultura.

Tornou-se conhecido por compor diversos sucessos para Aracy Cortez, o Bando da Lua, Orlando Silva, Altamiro Carrilho, Aracy de Almeida, Carlos Galhardo e Carmen Miranda, para quem compôs inúmeros sucessos e por quem nutria uma tesão e paixão arrebatadora. Além da canção Brasil Pandeiro, samba exaltação recusada à época por ela, mas depois se tornou um imenso sucesso com os Anjos do Inferno, conjunto vocal instrumental brasileiro de samba e marchinhas de carnaval formado em 1934, e principalmente com os Novos Baianos, conjunto musical brasileiro, nascido na Bahia na época da Tropicália, atingindo seu auge entre os anos 1969 e 1979, por mesclar guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô. Formado por Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão. Carmem Miranda veio a se arrepender depois por não ter gravado Brasil Pandeiro, que alcançou enorme sucesso na voz dos Novos Baianos, gravada no segundo Long Play do conjunto Acabou Chorare, de 1972.

Assis Valente era filho de José de Assis Valente e Maria Esteves Valente. Segundo relato da época, fora roubado dos pais ainda pequeno, sendo depois entregue a uma família de Santo Amaro que lhe deu educação, ao mesmo tempo em que o forçava a trabalhar, algo extenuante, semiescravidão para ele.

Quando tinha seis anos, houve nova mudança na vida, passando a ser criado por um casal de Alagoinhas, Georgina e Manoel Cana Brasil, dentista naquela cidade. Assis Valente realizava trabalhos domésticos a contragosto, mas com a mudança do casal para a capital baiana, logo conseguiu trabalho no Hospital Santa Izabel e, por suas habilidades, acabou sendo contratado pelo médico irmão de seu pai adotivo, que dirigia a Maternidade da Bahia. Ali demonstrou talento para as artes e foi matriculado pelos criadores no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, a fim de aprimorar-se no desenho e em escultura, dividindo seu tempo entre o trabalho e o estudo.

Por esta época, foi convidado por um padre para trabalhar num hospital católico na interiorana cidade de Senhor do Bonfim, mas ao declamar versos anticlericais do poeta Guerra Junqueiro, político e panfletário da escola nova, numa festa popular, foi demitido. Juntou-se, então, ao Circo Brasileiro, onde declamava versos de grandes poetas de improviso, que encantava a todos que estivessem presentes, admirados com seu talento precoce!

Em 1927 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se empregou como protético e conseguiu publicar alguns desenhos em magazines como Shimmy e Fon-Fon, revistas brasileiras fundadas no Rio de Janeiro no ano de 1907.

Em função de uma dívida cobrada por Elvira Pagã, atriz, cantora, compositora e vedete brasileira da época, Assis Valente tentou o suicídio pela primeira vez, cortando os pulsos. Elvira cantara alguns de seus sucessos junto com a irmã.

Casou-se, em 23 de dezembro de 1939, com Nadyli da Silva Santos. Em 1941, no dia 13 de maio, tentaria o suicídio mais uma vez, saltando do Corcovado – tentativa frustrada por haver a queda sido amortecida pelas árvores. Em 1942 nasce sua única filha, Nara Nadyli, depois se separa da esposa devido à vida pregressa que levava!

Em 1958, desesperado com as dívidas, Assis Valente foi ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir dinheiro. Ali só conseguiu um calmante. Telefonou aos empregados, instruindo-os no caso de sua morte, e depois para dois amigos, comunicando sua decisão.

Sentado num banco de rua ingeriu formicida com guaraná, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que lhe pagasse dois alugueis em atraso. No bilhete, o último verso:

“Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo.”

Seu trabalho foi um dos mais profícuos na música, constando que chegava a compor quase uma canção por dia, muitas delas vendidas a baixos preços para os comprositores, que então figuravam como autores.

Seu primeiro sucesso de 1932 foi Tem Francesa no Morro, cantado por Aracy Cortez.

Foi autor, também, de peças para o Teatro de Revista, como “Rei Momo na Guerra”, de 1943, em parceria com Freire Júnior.

Após sua morte, foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 1960, na voz de grandes intérpretes da MPB, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Novos Baianos, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, dentre outros.

Suas canções foram muitas vezes regravadas, mesmo depois de sua morte, atingindo sucessivas gerações, no Brasil. Suas composições trazem um conteúdo poético sutil, que buscam emocionar; outras com um teor mais reflexivo. Exemplo:

Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem.
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem.

De: Boas Festas.

Infelizmente, a vida é mesmo assim desde que o mundo é mundo!

25 junho 2018 CHARGES

BRUM

25 junho 2018 PERCIVAL PUGGINA

SEDUÇÃO E DOMINAÇÃO CULTURAL

Você já reparou no quanto a esquerda detesta o Brasil? Observe o mimimi histórico que nos é despejado em salas de aulas e em fake analysis da mídia ideologicamente manipulada: o Brasil explorado, suas riquezas drenadas, “veias abertas” ao longo dos séculos por um colonialismo de péssima origem, que nada de bom produziu e a ninguém dignifica. Bem ao contrário de todos os povos, o brasileiro é ensinado a se constranger de sua história e a repudiar suas raízes. Rotos nossos elos com o passado, o mesmo mimimi se volta para as sujeições internas, para a odiosa burguesia europeia, branca, machista, racista, capitalista e sei lá mais o quê. Tudo construído para que nos vejamos como cachorros vira-latas, uns palermas necessitados da inteligência, sagacidade e discernimento dos “intelectuais” e políticos que disponibilizam esse condensado de desinformação.

Você jamais ouvirá uma só palavra que nos dignifique. Elogiam a latino-americanidade, a pátria grande do Foro de São Paulo e da UNASUL, e vilipendiam nossas origens ibéricas e lusitanas. Nessa infeliz preleção, o pequeno Portugal, cujo território é uma terça parte do Rio Grande do Sul, que foi o primeiro Estado Nacional europeu, torna-se objeto de ressentimento e desprezo. Oculta-se o fato de aquela minúscula nação se haver erguido à liderança mundial nos séculos XV e XVI, assumido a tarefa quase impossível de povoar o continente brasileiro e trazido a civilização ocidental e cristã a esta parte do mundo. Aliás, minimiza-se a própria importância dessa civilização que nos proporcionou idioma, fé e cultura. Até a comemoração dos 500 anos do Descobrimento foi repudiada!

Grandes figuras da nossa história precisam sumir em breves referências que não exaltam sua importância e, menos ainda, os propõem ao reconhecimento e à gratidão nacional: José Bonifácio, Pedro I, Maria Quitéria, Diogo Feijó, Duque de Caxias, Barão de Mauá, Pedro II, Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa. Eles e tantos outros, em qualquer país que os contasse entre seus filhos, seriam credores de louvor e admiração. No contrapelo, os que viram pelo avesso nossa história oferecem o culto a José Dirceu, José Genoíno, Carlos Marighella, Luís Carlos Prestes…

Por isso, multidões se emocionam com os vídeos do Brasil Paralelo. Eles enfatizam nossa dignidade, nossos méritos, os fundadores da pátria. Sobram-nos razões para o justificado orgulho nacional que todos os povos têm e no qual fundam parte de suas energias. Não somos filhos da macega! Não se trata de ocultar recantos sombrios de nosso passado (qual país não os tem?), mas de fazer o que os demais fazem, valorizando os muitos aspectos positivos para neles cravar raízes e com eles estabelecer nossa identidade nacional.

A conta política da história mal contada se materializa em submissão aos narradores que também se apresentam como redentores da riqueza nacional. Em cinco séculos, apenas os 14 anos de governo petista mereceriam respeito. Tenho ouvido, como sedutor relato contado e aprendido, que o Brasil tem riquezas abundantes das quais e graças às quais todos poderiam viver na fartura. É parte do processo de dominação cultural preservar e reforçar a atitude dependente e subalterna em relação ao Estado, entendido como inesgotável provedor de nossas necessidades comuns e de nossa segurança individual. O Estado precisa ser grande e forte para que à sua sombra possamos viver em meio a muitas estatais, empregos públicos e pressuroso atendimento de todas as demandas sociais. Os sedutores que nos querem dominar se apresentam como portadores desse cardápio de muitos direitos e escassos deveres, a preços de liquidação, embora no delivery só disponibilizem miséria e totalitarismo.

25 junho 2018 CHARGES

DUM

SAMARA MARTINS – TERESINA-PI

Estimado editor Luiz Berto,

Este nosso país não tem mesmo jeito.

Como você costuma dizer, não vivemos no Brasil, vivemos em Banânia.

Veja só: mesmo preso, Lula continua dando as ordens de dentro da cadeia.

Afe!!!

25 junho 2018 CHARGES

PATER

25 junho 2018 AUGUSTO NUNES

A METAMORFOSE DE LULA INFORMA: CADEIA FAZ MILAGRE

No dia 4 de junho, depois de um encontro de 75 minutos com Lula, Frei Betto deixou a cadeia em Curitiba com informações reconfortantes para os devotos do ex-presidente engaiolado em 7 de abril. Segundo o visitante, Lula está bastante animado, mais magro e bem penteado, cuida do físico com exercícios numa esteira, anda escrevendo cartas para meio mundo e virou leitor voraz de jornais e livros.

Não é pouca coisa. Mas não é tudo, avisam outras melhoras notáveis no plano espiritual. Por exemplo: Lula não perde por motivo nenhum a missa das seis da tarde transmitida pela TV Aparecida e agora recorre com frequência bem maior a orações que até recentemente nem tentava decorar. Antes de se despedirem, contou Frei Betto, os dois rezaram juntos.

Neste 22 de junho, o relato de Frei Betto foi corroborado pelo ex-presidente uruguaio Jose Mujica, que encontrou um Lula “com alguns quilos a menos, lendo muito e preocupado com o futuro do Brasil”. Somados, os depoimentos informam que cadeia faz milagre.

No caso de Lula, fez um obeso desgrenhado aprender a domar o cabelo e a gula. Fez um analfabeto funcional, inimigo feroz de leituras e letras, aprender a escrever cartas e devorar mais de 20 livros em algumas semanas. Fez um católico que só aparecia na igreja em campanhas eleitorais posar de fiel fervoroso. Fora o resto.

Se os visitantes não mentiram, por que essa insistência em tirar Lula da gaiola?

Em apenas dois meses e meio, ocorreram mudanças de espantar um Gabriel Garcia Márquez. Pelo andar da carruagem, daqui a dez anos o chefe da seita certamente estará pronto para ser premiado com o Nobel de Literatura, canonizado e promovido a santo padroeiro dos presidiários.

25 junho 2018 CHARGES

NANI

25 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

VOVÔ BABÃO

Pedro Henrique e Augusto são dois dos meus cinco netos.

Estão ambos na Rússia, torcendo pelo Brasil e fazendo uma zuada da porra naquela terra distante.

São ambos músicos, chorões e apaixonados por MPB.

Pedro toca bandolim e cavaquinho e Augusto acompanha na percussão.

Levaram seus instrumentos na bagagem e estão fazendo uma puta zorra verde-amarela na pátria de Putin.

Pelo zap zap do meu celular recebi neste final de semana esta mensagem de áudio que os dois gravaram pra mim:

Como bem diz o Augusto neste áudio, o DNA festeiro e farrista do vozinho – que é como eles chamam este avô babão -, foi transmitido diretamente pros netos.

Felizmente.

Espero que aproveitem bastante a viagem e fabriquem pra mim um bisneto galeguinho dos zoios zazuis, filho de uma russa bem bonita.

Clicando na imagem abaixo, dá pra ver os dois no final de uma matéria feita pela GloboNews.

Pedro comandando a roda com seu cavaquinho e Augusto dando uma rápida entrevista fechando a reportagem. 

25 junho 2018 CHARGES

DUKE

CASAMENTO MATUTO

Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, mermo de ressaca, nesse dia tava de prontidão e foi ele quem segurou a mão de seu Benedito de Dora, que já tava se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, num sei quantas polegadas. O ‘bigodim de beiço de gato mijado’ do caba fazedor da mal à fia dele chega arrupiou-se todim. E Francisquim, ali quieto e embuchado já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade. O cabra do Cartório já tava meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório. Quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento, Francisquim arretou-se, levantou o dedo, de dentro do bucho cutucou o umbigo da mãe menininha do Crato e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: ‘tem não, seu Pade, se avexe e acabe logo esse babado que eu tô querendo descansar um pouquim’. Descansou por mais quatro meses, sonolento e preguiçoso desembuchou, e hoje tá aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E inté hoje são felizes que só a gota serena!

25 junho 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

25 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

CONFISSÃO

Caetano Veloso e Ciro Gomes.

Um idiota manso se dirigindo a um idiota furioso.

Dois tolôtes que se merecem mutuamente.

O idiota manso faz uma reflexão que nada tem de idiota.

Pelo contrário: retrata a mais pura realidade.

25 junho 2018 CHARGES

SINFRÔNIO

BREVE REFLEXÃO SOBRE A FINITUDE DA VIDA

A maioria das pessoas tem medo da morte. A vida é feita de ciclos. Devemos ter uma postura lúcida pelo caminho já percorrido, entretanto só conhecemos a morte através da realidade alheia. Na verdade, a certeza da morte valoriza a vida. É justamente porque vamos morrer que devemos fazer da vida uma experiência com sentido, registrando uma marca e também deixando o mundo melhor do que encontramos. Para isso é necessário amadurecer e viver cada ciclo da vida com consciência.

Refletir para onde vamos após a morte ou como nos sentimos quando percebemos a sua proximidade expõe uma questão, entre outras: por que o sobressalto em conhecer a realidade da finitude quando sabemos o tempo todo que vamos morrer um dia? Provavelmente porque a certeza da data é que nos causa pânico. A incerteza de quando vamos morrer é a vida normal que temos entre o nascimento e a morte.

A morte é uma realidade. Quem sabe a melhor forma de lidar com ela é a pessoa que aceita sua existência, celebra a vida e tem compaixão por seus semelhantes. A sabedoria ensina que devemos aprender a viver e conviver, admitindo a condição do que é finito com a perspectiva de uma futura existência.

O poeta popular e repentista Antônio Marinho do Nascimento (1887-1940) fez uma sextilha, durante uma visita a um cemitério, que trata de maneira racional o fim de uma existência:

“Deus salve os antepassados,
Que já foram como nós;
Foi aqui que nossos pais
Pisaram nossos avós;
Nós pisamos nossos pais,
Nossos filhos pisam nós.”

25 junho 2018 CHARGES

LUSCAR

AMAURY QUEIROZ – NATAL-RN

Meu caro Berto:

Eis o grupo de forró potiguar AS NORDESTINAS interpretando a composição TRIÂNGULO, ZABUMBA E SANFONA, música de minha autoria em parceria com Iranilda Santana.

Iranilda, conhecida artisticamente como Deusa do Forró, é a vocalista do grupo.

O videoclipe foi gravado em maio de 2018 no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim-RN, local onde anualmente é realizada no mês de outubro a tradicional Festa do Boi.

Peço a gentileza de fazer a sua divulgação nessa Gazeta Arretada da Bixiga.

Um forte abraço.

R. Um forró arretado, uma inspirada composição e uma linda interpretação.

Parabéns e muito sucesso, seu cabra malassombrado!!!

Disponha sempre deste espaço.

Abraços.

25 junho 2018 CHARGES

AMARILDO


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