26 junho 2018 CHARGES

NEWTON SILVA

26 junho 2018 JOSIAS DE SOUZA

FACHIN TIROU LULA DA 2ª TURMA PORQUE POSSIBILIDADE DE LIBERTAÇÃO ERA REAL

A sessão desta terça-feira escancarou o conflito que se estabeleceu na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. De um lado, o minoritário relator da Lava Jato, Edson Fachin. Do outro, a maioria formada pelos votos de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Isolado, Fachin assistiu à abertura da cela de presos condenados em segundo grau — entre eles José Dirceu —, presenciou a anulação de provas e testemunhou a suspensão de investigações. Se o recurso de Lula estivesse na pauta, a possibilidade de libertação do principal preso da Lava Jato era real. Foi por essa razão que, na véspera, Fachin transferiu o julgamento do recurso do líder máximo do PT para o plenário do Supremo.

O caso de Lula é muito semelhante ao de Dirceu. Por 3 votos a 1, a Segunda Turma colocou o ex-chefe da Casa Civil em liberdade até que o próprio Supremo e o Superior Tribunal de Justiça julguem recursos da defesa contra a condenação imposta por Sergio Moro e confirmada pelo TRF-4, o tribunal de segunda instância que cuida dos casos da Lava Jato. Relator do recurso de Dirceu, o ministro Dias Toffoli votou a favor da concessão do hebeas corpus. Fachin ainda tentou manter Dirceu atrás das grades. Ele pediu vistas do processo. Em condições normais, o pedido provocaria a suspensão do julgamento. Mas Toffoli estava mesmo decidido a abrir a cela.

Ex-assessor do PT na Câmara, ex-subordinado do próprio Dirceu na Casa Civil da Presidência e ex-advogado-geral da União do governo petista, Toffoli votou a favor da concessão de um habeas corpus “de ofício”. Os magistrados agem assim, “de ofício”, mesmo sem a formalização de um pedido da defesa, quando há a necessidade de evitar uma ilegalidade flagrante. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski acompanharam Toffoli. O decano Celso de Mello, que também integra a Segunda Turma, não compareceu à sessão. Mas ainda que estivesse presente, seu voto não alteraria a maioria pró-Dirceu.

“O Fachin estava antevendo esse desastre”, disse ao blog, sob o compromisso do anonimato, um ministro do Supremo que não compõe a Segunda Turma. “Ele fez muito bem em lançar mão das prerrogativas de relator para afetar o julgamento do recurso do Lula ao plenário. Nessa hora, é preciso assegurar o respeito ao princípio da colegialidade. A prisão em segunda instância prevaleceu no plenário do Supremo em mais de uma oportunidade. Ou respeitamos isso ou vamos para um ambiente de absoluta insegurança jurídica.”

Normalmente comedido, Fachin não se conteve diante do voto de Toffoli. Insinuou que o colega ignorava a posição do plenário da Suprema Corte, que confirmou recentemente, por 6 a 5, no julgamento de um habeas corpus de Lula, a regra sobre a prisão. Toffoli deu de ombros. Declarou que o fundamento do seu voto não tem nada a ver com o debate sobre a execução imediata da pena. Apenas considerou que o recurso de Dirceu apresenta argumentos plausíveis. Considerou que suas queixas podem ser consideradas procedentes quando o mérito for efetivamente julgado. Portanto, mantê-lo atrás das grades antes de esgotada a análise das reclamações poderia representar uma injustiça.

A certa altura, Toffoli pôs em dúvida a própria capacidade intelectual de Fachin: “Eu estou falando ‘A’ e vossa excelência está falando ‘B’.” A resposta de Fachin veio de bate-pronto: “Nós dois estamos entendendo o que estamos falando”. Ficou subentendido que, para o relator da Lava Jato, seus colegas da Segunda Turma manobram para transformar em letra morta a decisão do Supremo que autorizou o encarceramento de condenados na segunda instância do Judiciário.

Além de Dirceu, a Segunda Turma libertou João Claudio Genu, um ex-tesoureiro do PP igualmente condenado na segunda instância. Mais: contra o voto de Fachin, os ministros mantiveram em liberdade Milton Lyra, um lobista ligado ao MDB que responde a inquérito por desvio de verbas de fundos de pensão de estatais. Ele havia sido solto por uma liminar de Gilmar Mendes. Não é só: a Segunda Turma anulou as provas obtidas contra o ex-ministro petista Paulo Bernardo em batida de busca e apreensão no apartamento funcional da mulher dele, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Como se fosse pouco, os ministros suspenderam a ação penal contra o deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP) num caso de desvio de merenda escolar.

Foi contra esse pano de fundo que Fachin agiu para evitar que Lula fosse incluído no rol de beneficiários da políticas de celas abertas da Segunda Turma. Na sexta-feira, ele pediu que fosse retirado da pauta o recurso da defesa de Lula. Fez isso depois que o TRF-4 considerou que o recurso não era admissível. Os advogados de Lula pediram a Fachin que reconsiderasse sua decisão. Ou submetesse a encrenca aos colegas. O relator da Lava Jato preferiu transferir a batata quente para o plenário. E encomendou parecer à Procuradoria, concedendo prazo de 15 dias. Com isso, manteve Lula preso pelo menos até agosto, irritou os colegas de turma e comprou briga com o PT. De resto, expôs a conflagração que tomou do Supremo.

26 junho 2018 CHARGES

SEUTUBE

26 junho 2018 DEU NO JORNAL

SUPREMO BANÂNICO: O MELHOR LAXANTE DO MUNDO

UM PAÍS SEM FUTURO E ENTREGUE AOS RATOS

Hoje, numa tacada só, Gilmar, Toffoli e Lewandowski soltaram José Dirceu (PT) e Claudio Genu (PP) e anularam as provas contra Gleisi Hoffmann (PT) e seu marido Paulo Bernardo.

A Segunda Turma do STF resolveu liberar em massa investigados do PT, do PMDB e do PSDB.

Os ministros já devem estar com passagens marcadas para o exterior, deixando um cenário de terra arrasada no Brasil.

* * *

VOTARAM PELA SOLTURA DOS CORRUPTOS:

Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski  e Gilmar Mendes 

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26 junho 2018 CHARGES

J. BOSCO

26 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UM POETA NORDESTINO

Meu querido amigo Santanna, O Cantador, um artista que é um dos maiores nomes da atualidade da música nordestina, está sempre em contato comigo pelo zap-zap.

Trocamos mensagens quase que diariamente.

Semana passada ele mandou pro meu celular este vídeo que está aí embaixo.

Santanna, tanto quanto eu, é apaixonado pela cultura e pela poesia popular desta nossa querida Nação Nordestina.

Vejam a genialidade e o talento do poeta Leonardo Bastião, um homem simples, um homem da roça, declamando estes tocantes e comoventes versos de sua autoria:

26 junho 2018 CHARGES

VERONEZI

LULA LIVRE

Nesta terça feira, dia 26 de junho de 2018, o valhacouto de embusteiros conhecido como 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal da República Federativa do Brasil estava programado para se reunir e tentar dar ares de legalidade a uma das maiores traições já tramadas contra a pátria brasileira, traição maior até que as patifarias praticadas por Joaquim Silvério dos Reis e por Calabar: A libertação de Lula!

Escreveriam assim seus nomes de forma indelével no panteão das figuras abjetas da nossa história, se é que já não o fizeram. Sua ignomínia se estenderia pelos séculos afora.

Não tenho a mínima dúvida de que este seria o resultado da pantomima a ser representada por este bando ridículo de velhos degenerados e sem nenhum resquício de escrúpulo, salvo honrosas exceções.

Ainda bem que um anjo sussurrou no ouvido de algum desembargador lá do sul, e este declarou a ação proposta como inepta. Culminou com o Ministro Fachin mandando arquivá-la, sustando assim a trama. Estas raposas peludíssimas, pressentindo que a gana da população seria tocar fogo naquele belo prédio de Niemeyer com todos eles dentro, se acovardaram e recuaram do seu intento satânico. Pode até ser… Só que o cinismo e o descaramento desta cáfila de patifes não conhecem limites. Julgam-se pairando acima do bem e do mal. Continuarão tramando a soltura do verme. Caso isto venha a ocorrer, seja de que forma for, será a desgraça deles. Será a gota d’água que fará transbordar o copo até aqui de mágoas.

O problema é que, com a população desarmada, fica dificílimo intentar qualquer reação firme à patifaria generalizada que se incrustou em todos os poderes da república e em todos os seus níveis e escaninhos. A podridão moral generalizou-se! Com as Forças Armadas só falando em “Garantir a Lei e a Ordem”, mesmo que as leis sejam as mais escrotas possíveis e a ordem seja esta situação em que toda a população vem sendo estuprada e ainda forçada a lamber o pau melado de bosta, assim não se vai a lugar nenhum.

“Em cismar sozinho à noite, fico tristonho a pensar”, tal qual Gonçalves Dias, imaginando o que ocorrerá neste puteiro pinga pus e de 5ª categoria, conhecido como Brasil, após a liberação do canalha mor.

Considerando que ao liberar o canalha, sem restituir-lhe os direitos políticos, não estarão fazendo a canalhice completa, e sabendo que aqueles patifes ali não são de fazer a patifaria pela metade, creio que Lula sairá da cadeia puro, cândido e belo. A alma mais honesta deste país. Nem Jesus Cristo se igualará a ele em honestidade. Se brincar, ganhará a eleição e a corrida pelo Prêmio Nobel da Paz ao mesmo tempo, além de mais um balaio de títulos de Doutor Honoris Causa, dado por uma porrada de universidades aparelhadas pelos companheiros ao redor do mundo, mesmo sendo o calhorda analfabeto e tendo estuprado a economia deste nosso malsinado país.

Desta vez, a corrida de Lula para a presidência prescindirá de um inocente útil, como foi o José Alencar, para engabelar o empresariado e a maioria francamente liberal. Não necessitará se disfarçar de “Lulinha Paz e Amor”. Não engana mais ninguém! Quem votar nele, saberá exatamente o que estará comprando. Voltará com ele ao poder todo o bando de tarados que havia sido defenestrado a ferro e fogo e as empresas estatais e as universidades, se já são disfarçados aparelhos do partido, desta feita virarão, assumida descaradamente, como verdadeiros escritórios de representação da caterva.

Escolado pelo susto de ter sido engaiolado pelas patifarias praticadas, desta feita o verme não deverá deixar mais nenhuma “ponta solta” sem amarração: Controle social da mídia, quer dizer, censura governamental partidária. Aos amigos tudo; aos inimigos a lei. Aparato jurídico e legal totalmente manietado e submisso aos interesses dos bolivarianos. Tribunais superiores, tribunais regionais, congresso, senado, procuradorias, polícia federal, todos, absolutamente todos, cooptados ou corrompidos. Todos prostrados, de joelhos e de rabo para cima.

Ai de quem discordar deste “Consenso do Fórum de São Paulo”! Quem não quiser viver em um país “mais igual”, terá de se mudar para o Burundi. A Venezuela será o Brasil do amanhã.

Venezuelanos catando lixo para comer

A consequência mais direta e imediata desta volta triunfal do caudilho “pai dos pobres” ao poder será a derrocada total e irreversível do PIB do nosso país.

Considerando que hoje a economia já se encontra em compasso de espera, só aguardando para ver no que é que vai dar essa esbórnia toda, consolidada a certeza da volta das multidões de chupins bolivarianos às tetas estatais ficaria confirmada a certeza de que essa bodega aqui caminha célere e irreversivelmente para o buraco. Com isso, a fuga de capitais e de cérebros empreendedores deste país se daria de forma mais acelerada ainda do que já vem ocorrendo. A imagem que me vem à mente é a saída dos americanos de Saigon, ao fim da guerra do Vietnam. Um “Salve-se quem puder!”

Civis desesperados para entrar na Embaixada Americana e pegar um dos últimos helicópteros

Configurada a possibilidade de eleição do sapo barbudo, a cotação do Dólar Americano deverá chegar aos R$ 10,00 antes das eleições. Só com essa queda, ficaremos duas vezes e meia mais pobres, além de inviabilizar totalmente a importação das máquinas e componentes tão necessários à modernização de nossa economia. Retornaremos ao Brasil Colônia, fornecedor de matérias primas. 

Alguém ainda acha estranho que ninguém queira investir em coisa nenhuma neste país enquanto pairar a sombra da possibilidade dessa imundície retornar ao poder? Quem viver verá!

26 junho 2018 CHARGES

PATER

26 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

LAMENTO BORINCANO

26 junho 2018 CHARGES

NANI

ARTHUR JORGE COSTA PINTO – SALVADOR-BA

UMA SENSATA DECISÃO

Na semana passada, aconteceu mais outra reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando o Banco Central (BC) resolveu deixar a taxa básica de juros da economia (Selic) estacionada em 6,5% ao ano, o que deverá ajudar a abrandar um pouco o agitado ambiente financeiro nacional.

Paira uma névoa densa sobre a economia brasileira que acaba deixando comprometida a visibilidade de um horizonte de boas expectativas. Nos últimos dias, cresceram as incertezas no mercado financeiro sobre os próximos passos da política monetária.

A paralisação dos caminhoneiros freou a retomada da economia e ainda não se refletiu integralmente nos índices. Uma coisa é certa, a inflação deverá se elevar, tornando ainda mais tímida a expansão da economia. Só nos resta aguardar, embora não corramos o risco de sermos arrastados para uma situação caótica.

Por enquanto, percebo que é prudente conservar a política monetária em compasso de observação, mas devemos estar atentos à sua trajetória e para onde os ventos poderão levá-la. Alguns economistas já enxergam uma estagnação na atividade econômica, o que fatalmente poderá voltar a permitir novos cortes na taxa Selic pelo BC.

As pressões que o dólar vem enfrentando nos ambientes externo e, particularmente interno, deflagradas pela evidente elevação dos juros americanos não levará o BC a adotar uma velha estratégia do passado, subindo os juros com a finalidade de atrair divisas.

Hoje, as reservas cambiais brasileiras representam US$ 380 bilhões, sendo elas satisfatórias para garantir as operações que vêm sendo praticadas pelo BC de “swap” (vendas de dólar a futuro, sem entrega física da moeda), para evitar as oscilações bruscas no mercando cambial e assegurar um considerável poder de fogo. Jamais tivemos, diante de uma turbulência externa, uma situação tão privilegiada em meio a esta arriscada crise que estamos enfrentando.

O modelo que habitualmente vinha sendo adotado em relação ao estresse externo era levar as reservas à exaustão e alta desenfreada do câmbio. A solução vinha através de um inevitável pedido de socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para recomposição das reservas. Foi exatamente o que aconteceu recentemente com a nossa vizinha Argentina que necessitou de US$ 50 bilhões para enfrentar especulações contra o peso.

A partir de 2016, o governo começou a derrubar a inflação, que atualmente está em 2,68%, situando-se bem abaixo da meta estabelecida de 4,5%, o que dá uma certa tranquilidade à autoridade monetária (BC) que projetou o índice para este exercício.

O Relatório Focus do BC, que semanalmente divulga os resultados da pesquisa envolvendo expectativas de mercado, sinalizou na última vez que poderíamos atingir uma inflação em torno 4,00%. Traduzindo melhor, o que realmente for repassado através dos efeitos provenientes da volatilidade do câmbio ou, até mesmo, da greve dos caminhoneiros, despertará o dragão da inflação que, provavelmente, não causará pânico na sociedade. Até porque o nível baixo de atividade econômica que vem acontecendo tem levado alguns analistas a reconsiderar para este ano um crescimento econômico inferior a 2%.

Outro fator importantíssimo levado em consideração foi a indefinição do nosso quadro eleitoral a três meses da eleição presidencial. Existe consenso entre reconhecidos analistas econômicos, independentemente do posicionamento político deles, de que o ajuste fiscal é inevitável, tendo a Previdência como “carro chefe”, fundamental para que o país possa buscar um sólido caminho de crescimento sustentável e uma queda consistente do prejudicial desemprego.

Acontece que o discurso populista, além de ser extremamente inebriante para as camadas de baixa renda e baixa escolaridade, torna-se igualmente uma agradável melodia nos ouvidos de outros tantos brasileiros corporativistas. Felizmente, até o presente momento, ainda não sabemos qual candidato com esse deplorável contorno poderá prosperar; talvez isso só aconteça quando, brevemente, a campanha realmente deslanchar com o programa eleitoral a pleno vapor. Portanto, só me resta relembrar aquele célebre proverbio português: “Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.

26 junho 2018 CHARGES

MÁRIO ALBERTO

ACELERA BENEDITO!

O que sei sobre Benedito, de ouvir falar.

Bendito chegou por Acari nos idos de novecentos e vinte, vindo ninguém sabe de onde. Por aqui foi ficando.

Homem forte no físico, fraco das ideias. Enlouquecia ainda mais se alguém aglutinava ao seu nome a expressão “acelera”. Sua conduta calma e amistosa perdia todos os pudores, a rua ganhava todos os palavrões.

Quando não recebia o insulto ele era sujeito tranquilo, paciente e de bom relacionamento social.

Sempre vestido de paletó preto ou azul marinho, presente de alguém, usava tal vestimenta de uma forma singular: mangas arregaçadas, as pernas da calça dobradas no meio das canelas, sem sapatos. Calçava chinelas de couro e pronto!

E por que do apelido?

Benedito tinha um costume de, quando ia andando, repentinamente, dar tipo uma reduzida e acelerar os passos em seguida. Dizem que levantava poeira.

Sem profissão definida, vivia de fazer mandados e, quase sempre, seus préstimos eram requisitados pela força bruta que possuía.

Em um tempo de poucos carros e muita gente esperta, era comum que se aproveitassem dele e da sua índole infantil contrastando com o corpanzil. Era pura inocência também.

Um dia, por sua enorme força, foi contratado para levar um bilhar até Jardim do Seridó. Embora não soubesse muito bem reconhecer dinheiro, saiu de Acari pela madrugada com o bilhar na cabeça para vencer a distância separando as duas cidades. Fazia aquilo muito mais para cumprir sua palavra.

Em Jardim chegou por volta do meio dia, suado e com muita sede. Desde a entrada da cidade passara a ser seguido por algumas pessoas impressionadas com a sua força. Na praça central abaixou a mesa de jogo. Colheu informações sobre o novo dono, marchou para entregar o produto do frete e, por fim, receber por seu esforçado trabalho.

– Nã! – exclamou o proprietário do móvel. – Eu não acertei para pagar o frete de jeito nenhum. Paguei o bilhar em dinheiro e o frete era por conta dele – reclamou.

Benedito não argumentou, nem repetiu o seu preço, tampouco encompridou conversa. Jogou o bilhar de volta na cabeça e retornou para Acari, onde chegou por volta da hora de Maria.

Detalhe: o peso médio de um bilhar com pano sobre pedra, daqueles antigos feitos em madeira de lei, era na faixa de cento e cinquenta quilos.

Coisas do Acari do meu amor, dos seus mitos, minha gente mais que querida.

Já velho e cuidado por pessoas bondosas, após perder a massa muscular que lhe dera fama nas adjacências, Benedito faleceu ali pelas eras de sessenta do século passado; sem parentes conhecidos, mas cercado do respeito de toda comunidade. Se deixou saudades? Não sei bem. Mas deixou suas histórias se confundindo com a da nossa terra amada.

Era Patrimônio Humano do nosso povo.

26 junho 2018 CHARGES

NICOLIELO

26 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA EXCELENTE CANDIDATA: DÁ CERTINHO COM O PARTIDO

Duas figuras grandes, Lindinho e Binidita, lançando a candidatura de uma figura mais grande ainda!!!

É isto mesmo: mais grande que só a porra!

Confiram no vídeo abaixo e vejam como é comovente.

 

Quando a candidata se referiu ao Cu “num certo contexto dialógico“,  a expressão ficou simplesmente divina, angelical, magistral, sublime, incomparável na boca da indicada por Lula pra ser votada pelo povo do Rio de Janeiro.

Ela fez uma distinção excepcional à rosquinha cagante quando disse que “o Cu é laico“.

O PT não poderia escolher uma candidata melhor que esta de modo algum!!!

Os fubânicos petistas Ceguinho Teimoso e Explicador do Inexplicável são ambos eleitores do Rio de Janeiro.

Nas últimas eleições, obedecendo ordens de Lula, eles votaram no atualmente prisioneiro Sérgio Cabral, condenado a mais de um século de prisão por grossa gatunagem e piramidal corrupção.

Agora, estes dois incansáveis confrades, Ceguinho e Explicador, irão votar numa das maiores zintelequituais petêlhas, uma filosofofófica capaz de deixar com inveja os pensadores gregos e de deixar perplexos os conversadores de miolo-de-fossa em todos os butecos de Banânia.

Este Editor já entrou na campanha petralha e recomenda com muito entusiasmo:

Eleitor fluminenses, vote na Teórica do Cu, a maior especialista em furico do Planeta Terra, a conferencista que destrincha o fedegoso em suas palestras e que exalta o bufante como grande arma política das zisquerdas banânicas!!!!

E tem mais um motivo muito importante para que vocês eleitores conscientes do Rio de Janeiro votem em Márcia Tiburi:

A candidata do PT tem como um dos seus principais projetos à frente administração do estado a liberação e descriminalização do assalto a mão armada, uma salutar atividade exercida pelos oprimidos e perseguidos pela classe burguesa reacionária.

Ela garante que vai legalizar no Ministério do Trabalho a profissão de Bandido Assaltante.

Vote Márcia Tiburi!!!

26 junho 2018 CHARGES

MIGUEL

26 junho 2018 EVENTOS

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA TESTE DE CERTIFICAÇÃO MUSICAL 2018

A coordenação do curso de Licenciatura em Música do campus Petrolina do IF Sertão-PE divulgou o Edital nº28/2018, que regula o teste de certificação musical. A avaliação é destinada aos candidatos que desejam ingressar no curso de Licenciatura em Música. As inscrições ocorrerão entre os dias 04 e 30 de junho, através de formulário eletrônico.

A comprovação de aptidão musical é requisito obrigatório para o ingresso no curso de Licenciatura em Música e deve ser apresentada na inscrição do vestibular, junto com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 e outras documentações. Além do teste de certificação realizado pelo IF Sertão-PE, serão aceitos documentos comprobatórios fornecidos por outras instituições de ensino, desde que reconhecidos pelo Conselho Nacional de Educação nos últimos cinco anos.

O teste de certificação será realizado em duas etapas: prova escrita e de múltipla escolha, de caráter eliminatório, já a segunda fase será constituída de gravação audiovisual, contendo a interpretação de um trecho de uma música. A primeira etapa acontecerá no dia 06 de julho, das 8h às 12h, e a segunda etapa, no dia 13 do mesmo mês.

O resultado definitivo da 1ª etapa está previsto para o dia 12 de julho, e o resultado final, para o dia 19.

Formulário de inscrições on-line e edital no endereço IF SERTÃO-PE

26 junho 2018 CHARGES

BENETT

A FACE VOLÚVEL DA BOLA

Como a mulher na famosa ária da ópera Rigoletto, de Verdi, a bola que rola em campos da Rússia no momento em que este texto é lido, é volúvel. Ou seja, pode ser clara, mas nem sempre supera o modo cada vez mais negocial do esporte que mobiliza paixões de massas e lucros, muitos lucros. Maior e mais permanente espetáculo da Terra, superando o circo, o samba e os festivais de rock na constância e na ocupação dos horários da programação da televisão, veículo de informação e entretenimento por excelência do nosso tempo, não se pode nutrir a vã ilusão de que tudo se resolva com absoluta fidelidade à justiça e ao decantado fair play. E não se trata de um fenômeno resultante dos interesses pecuniários envolvidos no jogo ou posterior à descoberta da corrupção nas entidades confederadas e internacionais que promovem os grandes torneios. É provável, embora não mais comprovável, que maus hábitos influam nos resultados de partidas e campeonatos desde as priscas eras do amadorismo então dito marrom.

Aos 67 anos, torcedor de arquibancada e telespectador de futebol desde a infância numa família de rubro-negros apaixonados, começo as minhas lembranças do ludopédio relembrando fatos antigos que não recomendam a história do Clube do Regatas do Flamengo como primor de ética e espírito meramente competitivo. A década de 1950 começou com uma superioridade esportiva avassaladora do Clube de Regatas Vasco da Grama, base da seleção nacional que protagonizou o maracanazo contra a campeã Celeste uruguaia há 58 anos. A supremacia cruzmaltina foi desafiada por outro alvinegro, o Botafogo de Futebol e Regatas, cujo ataque era arrasador, com Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Mas minha memória de torcedor registra uma fotografia na sala de refeições da casa paterna de nosso time tricampeão de 1953, 54 e 55. Parte da explicação pode ser dada por atuações acima da média de atacantes como Evaristo, que depois seria estrela no Real Madrid e no Barcelona, e Dida, o maior ídolo do clube até a passagem de Zico. No entanto, a história registra que, àquela época, o genial romancista paraibano José Lins do Rego liderou um grupo chamado Os Dragões Rubro Negros para abordar e comprar (talvez a palavra mais exata fosse alugar) o serviço sujo dos árbitros de então. Vai saber…

À mesma época, o Santos formou uma equipe reputada como a melhor de todos os tempos. Vencedor da Libertadores da América e campeão mundial de clubes, o “peixe” tinha uma linha atacante comparada à citada do Botafogo: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Mas meu padrinho jornalístico J. B. Lemos, que foi goleiro do Rádio de Mococa, no interior paulista, jurava de pés juntos que o talento mais efetivo do dito clube praiano era o do bem-sucedido dublê de cartola e político Athiê Jorge Curi, seu presidente. Lemos e Walter Silva, o Picapau do Picape, que divulgavam essa versão, eram corintianos fanáticos (perdão pelo pleonasmo) e todos se lembram de que o Corinthians, à época chamado de “faz-me rir” e presidido pelo também político e dirigente Wadih Helu, era freguês do Santos, só desafiado pela Academia palmeirense.

Mas vamos aos fatos e às Copas. Comecemos pelas ganhas pelo Brasil. Em 1962, o time envelhecido de 1958 esteve a pique de ser eliminado na disputa de grupos ao vencer o México, empatar com a Checoslováquia e começar perdendo para a Espanha, a Fúria, o mais badalado selecionado europeu. O lateral esquerdo Nilton Santos, do timaço do Botafogo, fez pênalti no atacante espanhol, deu um passo para fora da área e para lá foi transferida a cobrança. Aí, a história registra, Amarildo, substituto de Pelé, contundido, marcou duas vezes, virou o jogo e o time terminou sendo bicampeão.

Garrincha tornou-se o dono do time e o conduziu à vitória contra o Chile, dono da casa, mas cometeu uma infantilidade à Neymar Jr., agredindo um adversário e ele, logo ele, caçado por zagueiros “botinudos”, foi expulso. Um emissário brasileiro tirou o árbitro da semifinal de circulação e, sem sua súmula, Garrincha atuou e ganhou o jogo final, dando o bicampeonato a praticamente a mesma equipe que fez a façanha de ser o único selecionado não europeu a ganhar a taça na Europa. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) era comandada, então, por João Havelange, que deu início ao reinado de Macunaíma na sede suíça da Fifa.

Em 1966, os fundadores do esporte bretão que consagrou Biro-Biro conseguiram sua Copa do Mundo em meio a muitas denúncias de apito a favor. Há 52 anos não havia tecnologia para decidir se a bola teria, ou não, cruzado a linha fatal, nem árbitro de vídeo para ajudar o juiz. Mas o fato de a Inglaterra nunca ter conseguido um título fora de casa aumenta as suspeitas. Em 1970 o Brasil era poderoso na Fifa, montou um timaço, considerado o melhor de todos os tempos, e ficou em definitivo com a almejada taça, que foi roubada e, ao que tudo indica, derretida.

Já a vitória da Argentina em casa, oito anos depois, foi maculada pela suspeita de que os ditadores militares no poder tenham contribuído mais para o primeiro lugar da seleção do que seu grande goleador Mario Kempes ou o badalado treinador César Mennotti. Que brasileiro esqueceu o gol de cabeça de Zico no último segundo da partida, após cobrança de escanteio, com o assoprador de apito encerrando o jogo com a bola no ar? Mais inesquecível ainda foi a goleada imposta pelo campeão ao Peru, com os anfitriões sabendo que precisavam de quatro gols para se classificar e marcaram seis. O escândalo foi tal que, depois dele, foi adotado o calendário de jogos decisivos simultâneos, como foi feito na última rodada da fase de grupos na Rússia.

Outro título argentino foi no México, com um gol de mão de Maradona, que revoltou o mundo esportivo, mas não abalou a comemoração dos “hermanos”, que passaram a batizá-lo de obra da “mano de Diós”. Como decisão de árbitro não volta atrás, todo mundo viu, o resultado foi mantido, o título não foi discutido e Maradona virou deus.

Fala-se muito no apito generoso nos anos dourados do Corinthians neste século 21, mas pode ser intriga dos adversários. Reclama-se da atuação de José Roberto Wright na semifinal da Libertadores de 1981, vencida pelo Flamengo após expulsões em série de jogadores do Atlético Mineiro. Ah, mas agora há a tecnologia que mostra se a bola ultrapassou a linha e o vídeo que ajuda a esclarecer jogadas de área. Ajuda?

De novo aos fatos. No prélio entre Brasil e Suíça, o zagueiro suíço empurrou o coleguinha brasileiro Miranda e empatou o jogo de cabeça. Os europeus ficaram com 1 dos 3 pontos que perdiam. O telão no estádio mostrou o empurrão e a Fifa recriminou o erro da exibição do replay. Chororô brasileiro? E que tal a jogada que entrou para a história da Copa da Rússia como ménage à trois, na qual dois zagueiros suíços abraçaram, um pela frente e outro por trás, o avante sérvio que cabecearia para o gol? E não terminaram vencendo o jogo? Coincidência? O fato de a Suíça sediar a Fifa, é claro, nada influiu nessa decisão. Mas será que só o vídeo não viu?

E a campeã do mundo só não caiu na fase de grupos porque o árbitro do jogo e o de vídeo também não enxergaram o empurrão flagrante de Boateng no sueco. O comentarista Edinho, do SporTV, disse que o pênalti só não foi marcado porque a vítima chutou. Quem vê o repeteco sabe que ele não finalizou, mas foi empurrado e a bola bateu nele de volta. O apitador de campo precisa de um cão de guia ou deu pau no tal do VAR?

Os apressadinhos dizem que, antes de embarcar para Sochi, o técnico Tite conseguiu o feito extraordinário de isolar a seleção que ele treina da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em sua caverna de Ali Babões. Quem acreditar nessa bazófia pode embarcar para a Lapônia e treinar a seleção local sob o patrocínio de Papai Noel. Como separar o selecionado de um dirigente como Antônio Carlos Nunes Lima, o coronel Nunes, que se comprometeu a votar em Estados Unidos, Canadá e México para sedes de 2026 e sufragou o Marrocos só por imaginar que o voto seria secreto? A Fifa não deixa de ser como o é a CBF de Marin preso, Sel Nero evitando a prisão sem poder sair do território nacional e do tal basbaque proscrito. Não será fácil ganhar só com bola, como imaginam os ingênuos. Mas, com esses dirigentes, a imaturidade do maior craque do Brasil é limonada refrescante, comparada com a fraqueza política de nossos cartolas gatunos.

26 junho 2018 CHARGES

CÉSAR

26 junho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O DATA BESTA INFORMA

Se você ainda não deu seu pitaco na enquete fubânica que está no ar, vá aí do lado direito e cumpra seu dever cívico.

Contamos com a sua participação.

Esta importante pesquisa será encerrada hoje, terça-feira.

Vá logo!!!

26 junho 2018 CHARGES

J. BOSCO

26 junho 2018 DEU NO JORNAL

QUEBRA A PERNA

J.R. Guzzo 

Os meios de comunicação mostraram há pouco tempo o manifesto de uma mulher, então moradora de rua no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, a respeito de suas convicções em matéria de moradia. Despejada, junto com outros moradores, do edifício público que haviam invadido ali na praça, e que acabara de desabar depois de um incêndio, ela decidira ficar acampada em frente à ruína. “Só saio daqui com a chave da minha casa na mão”, declarou. O desabamento, na sua opinião, lhe deu o direito de ganhar uma casa “do governo” – e ela não estava disposta a sair por aí procurando um outro lugar para morar quando tinha certeza de que a autoridade pública lhe devia a propriedade de um imóvel residencial. Sua reivindicação foi tratada como a coisa mais normal do mundo. Não ocorreu a ninguém que “o governo” não tem dinheiro para lhe “dar” nada – nem casa e nem coisa nenhuma. Só a população pode pagar essa e qualquer outra despesa feita em nome do público, pois só ela trabalha, produz e ganha o dinheiro que o governo lhe arranca e, basicamente, gasta para sustentar a si mesmo. Chave de casa? Esqueça.

Eis aí uma curta e clara ilustração do tumulto mental a que foi reduzida a “questão social” neste país. Aqui se grita cada vez mais alto em favor da igualdade – e aqui se faz cada vez mais o contrário de tudo o que poderia tornar as pessoas menos desiguais entre si. A mulher sem casa no meio da rua é um monumento à desigualdade. Ela não é desigual em relação aos ricos ou aos cidadãos das classes médias. É desigual em relação à maioria dos brasileiros que mora debaixo de um teto, em moradias com 50 diferentes tons de pobreza. Não haverá esperança para ela, e para todos os que vivem no mesmo abismo, enquanto praticamente todas as forças que influem no Brasil insistirem em impor a ideia de que a “igualdade” e os “direitos iguais” para todos são “prioridades”. Em sua maneira de ver o mundo, a igualdade tem de ser obtida já, por votação de leis, cobrança de mais impostos e atuação do governo – e não, segundo exigem as realidades da vida, como consequência da criação de riquezas, de um avanço revolucionário na educação e na multiplicação das oportunidades. A única coisa que se consegue por este caminho é ter uma quantidade cada vez maior de leis mandando os cidadãos serem iguais – e, ao mesmo tempo, dificuldades cada vez mais perversas para a liberdade de produzir e gerar progresso. Resultado: em vez de ficar mais perto, a igualdade fica mais longe.

Circula atualmente nas redes sociais um vídeo muito interessante a este respeito. Nele, o autor de uma palestra para um grupo de jovens nos Estados Unidos diz que hoje em dia a essência da moral, tanto nas ideias como nas ações da vida pública, é a pregação da igualdade entre todos. Para isso, segundo os evangelistas deste credo, tudo vale – sua recomendação principal para eliminar as desigualdades, aliás, é cometer atos de violência contra os que estão acima de você. São os que têm mais talento, mais habilidade, mais inteligência. São as pessoas que criam, que brilham, que têm sucesso. No fundo, são as que mais contribuem para o conjunto da sociedade – e, em consequência dos seus méritos, obtêm muito mais riqueza, prestígio e conforto que os demais. A visão predominante, no mundo intelectual e político de hoje, é que tal situação é uma injustiça que tornará inviável a sobrevivência das sociedades. O maior dever atual que um cidadão pode ter na vida, assim, é exigir a diminuição da distância entre “os que têm” e “os que não têm”. Têm ou não têm o quê? Qualquer coisa. Basta que alguém tenha mais que a maioria. Pronto: está criada a desigualdade e ela tem de ser eliminada.

O palestrante, para ilustrar o seu ponto de vista, cita então o maior astro do basquetebol americano e mundial do momento, LeBron James – e diz que, pela moral vigente, e para se respeitar a igualdade, ele teria o direito de entrar numa quadra de basquete com LeBron e exigir chances iguais de vitória numa partida entre os dois. Como? Obviamente, ele não teria condições de fazer um único ponto contra o campeão. Também não pode aprender nada de basquete. A solução para haver uma disputa igual seria quebrar as duas pernas de LeBron, e possivelmente também um braço – isso sim, seria fazer justiça. Engraçado, não é mesmo? Pois acontece todos os dias. Como não podem quebrar de verdade as pernas dos que estão acima, socam impostos neles, cada vez mais. É assim que pretendem criar igualdade para a mulher do Largo do Paissandu.


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