29 junho 2018 CHARGES

PATER

GASTOU MUITO E NÃO PRODUZIU NADA

Comentário sobre a postagem SETENTA E SEIS BILHÕES DE REAIS

Tomé:

“Os EUA têm a moeda mais forte do mundo. Todos os países, TODOS, quando têm reservas para gastar, o têm em Dollar, ou seja, aplicam no tesouro americano, mesmo com uma taxa de juros de 2% ao ano.

A inflação é baixa, a taxa de crescimento nunca teve tão grande e o desemprego quase não existe, graças ao Trump.

Querer comparar a situação econômica do Brasil com os EUA é típico dos cretinos.

Você que gosta tanto de estatística, deveria saber que de tudo o que o governo arrecada 96% estão nas despesas obrigatórias (funcionalismo, aposentadorias, serviços da dívida e as tais despesas carimbadas).

Para o Brasil crescer é preciso incentivar investimento privado (o tal mercado), que tem muita grana.

Porém os investidores não gostam de jogar dinheiro fora. É preciso ter credibilidade para receber investimentos. O Lapa de Demagogo presodento e o Ciro estão fora, pois não têm credibilidade de quem tem grana.

O máximo que eles conseguiriam seria levar o Brasil para a situação da Venezuela, que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, porém não tem dinheiro nem para extrair seu petróleo, pois não tem grana e tampouco credibilidade.

Volto a repetir; para crescer tem que fazer a lição de casa (buscar o equilíbrio fiscal) e não fazer mais dívida.

O PT já gastou muito, duplicou a dívida e não produziu nada.”

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SPONHOLZ

COPA DO MUNDO MUSICAL – PARTE 3

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PELICANO

29 junho 2018 DEU NO JORNAL

A SOBERBA DE GILMAR

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JURISTAS CRITICAM TOFFOLI, GILMAR E LEWANDOWSKI

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DUKE

UM MOTE BEM GLOSADO E UM FOLHETO DE PELEJA

João Paraibano e Severino Feitosa glosando o mote

A vida pior do mundo
é melhor do que morrer

João Paraibano

Embora eu fique ancião,
vivendo em lugar incerto,
não quero caixão aberto,
nem vela acessa na mão,
nem que eu viva na prisão,
a polícia a me bater,
sem olhar o sol nascer
no meu torrão rude, imundo.
A vida pior do mundo
é melhor do que morrer.

Severino Feitosa

Eu peço ao onipotente,
não mude a minha vontade,
não tenho medo da idade,
eu quero é chegar na frente,
se um dia eu ficar doente,
sem poder locomover,
sem vontade de comer,
oiça curta e olho fundo.
A vida pior do mundo
é melhor do que morrer.

João Paraibano

A morte tem lance ingrato,
da cova ninguém arranca,
ao invés da meia branca,
eu quero meia e sapato
eu tendo que bater, bato,
pra o rival não me bater,
que é melhor envelhecer
do que morrer num segundo.
A vida pior do mundo
é melhor do que morrer.

Severino Feitosa

Mais alto do que os Andes
estou em todos terrenos,
não acompanho os pequenos,
fico do lado dos grandes,
disse assim José Fernandes,
que não vai se aborrecer,
não faltando o que comer,
outra coisa em não confundo.
A vida pior do mundo
é melhor do que morrer.

João Paraibano

Na casa que eu estou morando,
quero escutar sem complô,
um neto olhando, vovô,
e eu perto lhe abençoando,
minha mulher implorando,
pra meu corpo não morrer,
e ouvir meu filho dizer,
papai já tá moribundo.
A vida pior do mundo
é melhor do que morrer.

Severino Feitosa

Se eu tiver esse pecado,
não vou lamentar da vida,
se eu gostar de bebida,
um amigo é meu prezado,
eu posso comprar fiado,
se achar quem me vender,
e quando eu quiser beber,
passar um cheque sem fundo.
A vida pior do mundo
é melhor do que morrer.

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Um folho de Cárlisson Galdino – PELEJA DE PELÉ COM ROBERTO CARLOS

Meus amigos que acompanham
Esta rádio pela antena
Hoje temos dois gigantes
Duelando na arena
Rei do esporte e da cantiga
Atenção para essa briga
Ela não vai ser pequena

É o rei do futebol
Pelé, como é conhecido
Há muito aposentado
Um jogador bem vivido
Vindo aqui mostrar seu jeito
Está do lado direito
Pra provar que é mais sabido

No outro lado desta arena
Temos outro renomado
Disputando com Pelé
Para tentar derrotá-lo
De talento que agrada
É o rei da Jovem Guarda
É o rei Roberto Carlos

A disputa desses dois
Não será no futebol
Roberto jogar não pode
E o Pelé não joga só
A disputa desses dois
Será decidida, pois
Em repente sob o Sol

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SPONHOLZ

29 junho 2018 JOSIAS DE SOUZA

UMA PETIÇÃO ATRÁS DA OUTRA

Em nova petição protocolada na noite desta quinta-feira, a defesa de Lula pede que o Supremo Tribunal Federal se abstenha de decidir sobre a inelegibilidade do seu cliente. Os advogados sustentam que recorreram à Suprema Corte apenas para obter a liberdade de Lula. ”Não foi colocado em debate – e nem teria cabimento neste momento – qualquer aspecto relacionado à questão eleitoral”, escreveram. É lorota. Trata-se de um recuo.

No recurso original, a defesa queixara-se da demora do TRF-4 em enviar para os tribunais superiores de Brasília o pedido de suspensão da pena de 12 anos e 1 mês de cadeia imposta a Lula no caso do tríplex do Guarujá. Os defensores de Lula anotaram que a protelação provocava “prejuízo concreto ao processo eleitoral.” E pediram que a Segunda Turma do Supremo suspendesse a condenação de Lula até o julgamento final do recurso.

Na prática, o eventual deferimento do pedido da defesa levaria à suspensão dos dois efeitos da condenação de Lula: a prisão e a inelegibilidade. Além de ganhar a liberdade, o líder petista poderia ostentar sua condição de candidato ao Planalto. Sua condição de ficha-suja ficaria sub judice. E o PT estaria mais à vontade para requerer na Justiça Eleitoral, em 15 de agosto, o registro da candidatura de Lula.

A esperteza ameaçava engolir o dono, pois o relator da encrenca, ministro Edson Fachin, transferiu a análise do recurso da Segunda Turma para o plenário do Supremo. Na segundona, composta de cinco ministros, os encrencados costumam ser tratados a pão de ló. O plenário, com 11 togas, vem se revelando menos concessivo. Por um placar apertado de 6 a 5, já negou habeas corpus a Lula, permitindo a decretação de sua prisão, em abril.

A meia-volta da defesa de Lula se parece muito com aquilo que nos meios jurídicos se convencionou chamar de chicana. É quando os doutores exageram na astúcia para trapacear nos litígios judiciais. Os advogados de Lula elaboram petições como se jogassem barro contra a parede – se colar, colou. O problema é que o Supremo dificilmente anularia a inelegibilidade de Lula. A leniência da Segunda Turma talvez rendesse ao condenado um alvará de soltura, não um atestado provisório de elegibilidade. No plenário, Lula talvez não obtenha nem uma coisa nem outra.

Ao justificar a transferência do recurso do colegiado menor para o maior, Fachin argumentou que a suspensão da pena de Lula, com suas repercussões penais e eleitorais, é um tema de tal relevância e com tantos reflexos que merece ser decidido por todos os ministros da Suprema Corte. O diabo é que se o Supremo confirmar que a condenação do TRF-4 fez de Lula um ficha-suja, vai para o beleléu o plano do PT de requerer o registro de sua candidatura presidencial no TSE.

Ao farejar o cheiro de fumaça, a defesa optou por fingir que não tratou de eleição no primeiro recurso. “O embargante [Lula] requereu exclusivamente a suspensão dos efeitos dos acórdãos proferidos pelo Tribunal de Apelação [TRF-4] para restabelecer sua liberdade plena”, escreveram os advogados. “A petição inicial, nesse sentido, é de hialina clareza ao requerer o efeito suspensivo para impedir a execução provisória da pena até o julgamento final do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Não foi colocado em debate – e nem teria cabimento neste momento – qualquer aspecto relacionado à questão eleitoral”.

Mais cedo, numa reclamação formal, os defensores de Lula já haviam questionado a decisão de Fachin de empurrar o julgamento do recurso para o plenário. Pediram o retorno da matéria para a Segunda Turma. Mais: requereram que seja sorteado um novo relator. Insatisfeita com tudo, a defesa quer mais um pouco. Além de escolher o palco, deseja escalar um protagonista menos draconiano que Fachin. Prefere que o relator seja um dos três ministros que votaram a favor da libertação do grão-petista José Dirceu na terça-feira: Dias Toffoli, Gilmar Mendes ou Ricardo Lewandowski.

Fachin não se deu por achado. Diante da movimentação dos advogados, o ministro alterou seus planos. Havia concedido prazo de 15 dias para que a procuradora-geral da República Raquel Dodge emitisse um parecer sobre o recurso em que Lula pleiteia a suspensão de sua condenação. Desistiu de esperar. Enviou rapidamente o recurso à presidente do Supremo, Cármen Lúcia, para que ela decida a data do julgamento no plenário. Daí a correria da defesa para excluir da petição o debate sobre a elegibilidade.

Os advogados de Lula repetem na instância máxima do Judiciário o mesmo ativismo que exibiram nas instâncias inferiores. Por vezes, a defesa bate cabeça consigo mesma. A banca advocatícia de São Paulo, estrelada por Cristiano Zanin, assegura que Lula não tem interesse em obter a prisão domiciliar. Algo que a banca brasiliense de Sepulveda Pertence havia solicitado em memorial encaminhado aos magistrados. Ora mencionam-se os efeitos eleitorais da condenação ora alega-se que não é o momento de tratar de candidatura.

Mantido o ritmo atual – com uma petição atrás da outra, a nova divergindo da anterior – o STF corre o risco de se transformas numa espécie de STL, Supremo Tribunal do Lula.

* * *

ELEITORADO BRASILEIRO PERDEU A DEVOÇÃO PELO VOTO

29 junho 2018 CHARGES

J. BOSCO

29 junho 2018 DEU NO JORNAL

É DE FAZER NOJO

O temor de ministros do Supremo Tribunal Federal, manifestado em conversas reservadas, é que a sua Segunda Turma esteja determinada a “desconstruir” a Lava Jato, por meio da suspensão de sentenças, como no caso do ex-ministro José Dirceu, ou através de medidas que enfraquecem a acusação do Ministério Público Federal.

No STF, os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, cujos votos sempre coincidem, são chamados jocosamente de “trio ternura”.

Em contraposição à Primeira Turma, mais rigorosa nos julgamentos, a Segunda Turma tem exarado sentenças predominantemente amenas.

Anulando a busca e apreensão na casa de Gleisi Hoffmann, a 2ª Turma enfraquece a acusação e ajuda o marido Paulo Bernardo, alvo central.

Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil, que investiga o roubo a tomadores de empréstimo consignado.

Ele seria solto por Dias Toffoli.

Segundo o MPF, a administradora roubava 1 real de cada tomador de empréstimo consignado.

A pilhagem passou dos R$100 milhões.

* * *

É pra arrombar a tabaca de Xolinha.

É inacreditável que tenhamos um “supremo” com três canalhas como Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Dois petralhas e um multi partidário, unidos na incrível missão de soltar bandidos.

Puta que pariu!!!!

Francamente, dá vontade de sair desta porra de país e ir viver lá no Polo Norte.

Quanto mais longe, melhor.

Traz logo meu pinico que eu vou vomitar!!!!

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S. SALVADOR

LULA APOSTA NA LOTERIA DO SUPREMO: SE COLAR, COLOU!

 

29 junho 2018 CHARGES

PAIXÃO

29 junho 2018 DEU NO JORNAL

CONTINUA A ONDA DA PORTEIRA ABERTA PRA LADRÃO

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, mandou nesta quinta-feira (28) soltar o deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso desde 2016 na Operação Lava Jato.

Cunha, porém, permanecerá preso em razão de outros mandados de prisão decretados pelas justiças federais de Brasília e do Paraná, em outras ações às quais ele responde por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras e a Caixa Econômica Federal.

Ex-presidente da Câmara foi preso em outubro de 2016 por decisão do juiz Sérgio Moro.

Como há outros mandados de prisão expedidos contra Cunha, ex-deputado seguirá na cadeia, em Curitiba (PR).

* * *

Relativamente às outras condenações de Eduardo Cunha, os petistas togados Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski – que lutam galhardamente para extinguir a Lava Jato e manter a ladroagem a todo vapor –  se encarregarão de cumprir a sua parte como soltadores de corruptos e bandidos.

Fernandinho Beira-Mar, Lula e Marcola já estão na fila.

O ex-presidente do bando, Rui Tabacudo Falcão, está integrado com muito entusiasmo no movimento denominado Campanha Pelo Livramento de Todos os Anjinhos Inocentes de Banânia.

Vejam o que ele cagou no twitter quando o comparsa Zé Dirceu ganhou as ruas por conta de sentença do núcleo petralha do STF:

A propósito, o Departamento de Fuxicos desta gazeta escrota descobriu que a Alemanha acaba de se classificar e continua na Copa.

Os branquelões europeus entraram na segunda turma do STF com uma solicitação de inversão de placar.

Devido a plausibilidade da solicitação, sugerida pelo Ministro Dias Toffoli, ela foi deferida.

Acompanharam o voto do petista os notórios Lewandovsky e Gilmar Mendes.

Dessa forma, fica alterada a tabela da disputa e a Alemanha continua na Copa.

29 junho 2018 CHARGES

SINOVALDO

CAMILO – TAUBATÉ-SP

Boa tarde Berto,

Será que agora o Brasil vai ter uma malha ferroviária?

Recebi este vídeo pelo whatsapp e como no Brasil não se construía uma ferrovia há décadas achei interessante.

Será que vão construir outras ou foi só foi essa para fazer propaganda dos chineses?

29 junho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

SUPREMOS CANALHAS

Não acho que estejamos em pleno gozo das nossas faculdades mentais. Se assim não for, então nascemos para sermos vilipendiados todos os dias por pessoas que deveriam defender a ordem e a lei. Não consigo entender a convivência pacífica e, até, elogiosa das pessoas frente a corruptos presos. Estes mesmos corruptos que desviaram recursos da saúde, da educação, da segurança, etc. para suas contas em paraísos fiscais e que são configurados como salvadores da pátria ou como o único caminho possível para o desenvolvimento econômico. Se não for por eles, o país nunca sairá dessa podridão ética que vive atualmente.

O mais interessante é o esforço de alguns juristas para tirar A ou B da cadeia apenas pela projeção de cargos ocupados. Se Lula fosse torneiro mecânico condenado por qualquer crime comum não haveria ministro do STF interessando em sua causa. Inconcebível o ministro Marco Aurélio dizer, publicamente, que a “prisão de Lula ia incendiar o país”. A tese do ministro, então, é bem simples: deixem Lula fora da cadeia para o país não correr riscos!

Os movimentos da segunda turma do STF são nítidos e decisivos na direção de acabar com a Lava Jato e avacalhar o trabalho de pessoas sérias. José Dirceu, que em recente entrevista a Folha de São Paulo, admitiu que as relações com Milton Pascowitch foram “equivocadas”, mas mesmo assim Dias Toffoli entendeu que Dirceu merece ficar fora da cadeia o tempo que for, até que se prove que ele é culpado. Vamos botar aí mais de 10 anos.

Assusta ouvir Gilmar Mendes dizer que o “supremo voltou a ser supremo” por conta das decisões da segunda turma. Vejamos um exemplo: em recente medida o STF proibiu a condução coercitiva por um placar de 6×5. Acabou-se. Ninguém pode mais ser conduzido coercitivamente, embora possa fazer como tem feito Fernando Pimentel que até hoje não consegue ser encontrado pelo oficial de justiça para receber a intimação para depor. Outros poderão fazer uso do mesmo instrumento e a justiça ficará à mercê da benevolência dos suspeitos. Essa decisão é colegiada e não vimos, até o momento, nenhum outro ministro tomando decisões a revelia.

Por 6×5 também o STF entendeu que o cumprimento da pena após segunda instância não viola a constituição, mas nesse caso Marco Aurélio e Gilmar Mendes defendem a revisão por o placar foi apertado. Não importa canalhas ministros ou ministros canalhas! O que importa é que o colegiado decidiu por maioria e isso deveria estar sendo observado. No entanto, estes canalhas libertaram tudo que criminoso, inclusive o mandante do assassino da missionária Dorothy Stang, no Pará. Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Lewandowski e Dias Toffoli representam, conjunta e isoladamente, o que há de mais podre nos bastidores da justiça. É preciso recorrer à justiça divina e lembrar a estes canalhas que “com a medida que julgares, serás julgado”. Uma pena que o encontro desses cafajestes com a verdade vai se dar em outra dimensão.

Direito não é ciência exata. As decisões dependem da interpretação do julgador, também. Julgamento é opinião, juízo sobre algo. Então, eu posso entender “rezar fumando” é um desrespeito ao Senhor, mas “fumar rezando” é uma ação nobre. No entanto, é mesma porcaria. Então, eu nesse sentido posso emitir minha opinião sobre “inocente até que se prove o contrário”. Tomemos como exemplo o caso de Lula. Foi feita uma denuncia pelo Ministério Público e que foi aceita pela justiça federal. O MP apresenta suas provas e a defesa as suas. O juiz com base no que viu, ouviu, teve acesso, emite sua sentença condenando. A defesa discorda, afinal é a opinião de uma pessoa e esta pessoa pode estar equivocada.

Remete-se o caso para segunda instância com a defesa apresentando os erros do julgamento do juiz. Agora, não mais uma pessoa, mas um colegiado vai olhar se a defesa tem razão. Se o entendimento fosse esse, então eles votariam pela absolvição de Lula. Acabou. No caso, a segunda instância além de concordar com a condenação entendeu que o juiz da primeira instância foi benevolente na dosimetria da pena. E aumentaram de 9,6 para 12 anos. A defesa agora tem dois problemas: a confirmação da condenação e o aumento da pena. Recorre novamente e agora, ou invés de 3 juízes, 5 confirmam a condenação. Ou seja, ao longo do processo 9 juízes disseram que Lula é culpado.

Os recursos extraordinários destinam-se a análise do respeito constitucional, mas não alteram os fatos se tais respeitos foram observados. Então, no meu entender de leigo, o que está e discutindo não é a decisão de culpabilidade, mas o momento em que ela vai ser dita. Culpado o cara já é. Por isso, esses nobres defensores de corruptos querem apenas que se passe uma década para o STJ ou eles mesmos dizerem que o cara é culpado.

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SINOVALDO

29 junho 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

29 junho 2018 JOSIAS DE SOUZA

SOLTO, DIRCEU COMEMORA: “A DERROTA NÃO EXISTE…”

Depois da impunidade vem a bonança. Libertado pela Segunda Turma do Supremo, o condenado petista José Dirceu fez sua primeira aparição na vitrine das redes sociais. Exibiu-se com uma camiseta vermelha. Nas costas, uma mensagem em timbre comemorativo: “O futuro se faz agora, pois a derrota não existe, não há conquista sem luta”, diz o texto, antes de arrematar: “…Só perde quem desiste.”

A foto de Dirceu foi veiculada nesta quarta-feira no Facebook do companheiro Lindbergh Farias, líder do PT no Senado. Horas antes, após deixar a penitenciária brasiliense da Papuda, o ex-chefão da Casa Civil de Lula não quis conversa com os repórteres. Limitou-se a arriscar um palpite sobre o placar da partida que a seleção brasileira disputaria com a Sérvia, na Copa do Mundo: “Um a zero está bom”, disse Dirceu. O resultado oficial foi 2 a zero para o Brasil.

É com certa autoridade que Dirceu veste o lema segundo o qual “a derrota não existe”. No seu caso, a “conquista” chega mesmo sem muita luta. O “guerreiro do povo brasileiro”, como a militância petista se refere a ele, aprendeu que, no Brasil, o limite entre o que pode e o que não pode é a capacidade do advogado de direcionar para a Segunda Turma do Supremo o processo contra seu cliente.

Na sentença que levou o grão-petista à cadeia, Sergio Moro tomou nota: ”O mais perturbador em relação a José Dirceu consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470 (caso do mensalão), havendo registro de recebimentos pelo menos até 13 de novembro de 2013. Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do país representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito.”

Três ministros votaram na Segunda Turma a favor da libertação de Dirceu: o relator Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Todos participaram do julgamento do mensalão. A despeito disso, deram de ombros para o fato de que o criminoso é reincidente. Abriram a cela de Dirceu sob o argumento de que tem “plausibilidade jurídica” a queixa da defesa quanto à dosimetria da pena.

Plausibilidade jurídica: ainda não foi inventado um nome mais bonito para papo furado. O ministro Edson Fachin, que ainda não estava no Supremo na época do julgamento do mensalão, posicionou-se contra a liberação de Dirceu, cuja sentença no petrolão já foi ratificada pelo TRF-4.

Fachin fez questão de se distanciar do papel de bobo. Registrou que houve na Segunda Turma uma manobra mal disfarçada para desrespeitar a regra que permite a prisão de condenados na segunda instância. Gilmar Mendes discordaria depois. O que se vê no tribunal, declarou o libertador-geral da República, é o Supremo voltando a ser Supremo.

O PT costuma se referir a Dirceu como um ”bode expiatório”, que apanha da Lava Jato para que encrencados de outros partidos escapem. Mas ninguém trata o personagem como ele merece: o sujeito que sempre escapa, que dá a volta por cima quando todos suspeitam que está mortalmente batido – um autêntico bode exultório. No país em que o futuro a Deus pertence e o presente é ajeitado pela Segunda Turma, Dirceu tem plena liberdade para se comportar como se não tivesse passado.

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CEGA, JUSTIÇA PREMIA A CULPA E PUNE A INOCÊNCIA

29 junho 2018 CHARGES

THIAGO


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