3 julho 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

STF: SUPREMA TAVOLAGEM FEDERAL

“O atual Supremo não parece muito afeito a questões jurídicas, por mais relevantes que elas sejam num Estado de Direito. O rigor técnico tem cada vez menos importância. O que importa é a perspicácia de antever os movimentos dos outros ministros e assegurar um jeito para que sua posição prevaleça. É assim que se pratica a tavolagem na Suprema Corte.” Esta frase não é de autoria de um político de oposição ou do patrocinador de algum pleito não atendido em decisão monocrática, plenário de turma ou dos 11 membros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas faz parte do editorial intitulado Fuzuê, publicado no domingo 1.º de julho de 2018 em O Estado de S. Paulo. Para o leitor desacostumado de brasileirismos nestas eras de anglicismo cibernético, convém lembrar o significado desse título, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: “substantivo masculino, brasileirismo informal; folia coletiva, ruidosa, animada por música, dança, alegria; carnaval, folia, funçanata, pândega.” Ou ainda, “por extensão informal, desavença, altercação agressiva envolvendo várias pessoas; briga, confusão, desordem, rolo”.

Em preito à clareza e culto ao idioma falado e escrito como mandam os cânones, talvez convenha acrescentar, para não deixar brechas à incompreensão ou à confusão própria dos fuzuês, termo usado no título de uma peça de teatro do poeta paraibano Marcos Tavares (Fuzuê de Finados), o verbete que esclarece o que seja tavolagem em outro dicionário. Vamos ao Aulete Digital, sem delongas: “substantivo feminino. 1. Vício do jogo; jogatina 2. Casa destinada aos jogos de azar; baiuca, cassino, garito, jebimba, tabulagem 3. Ant. Casa destinada aos jogos de tabuleiro”. Na tradicionalíssima página A3 desse diário, fundado em 1875 e desde então dedicado a causas como a abolição da escravatura, a proclamação da República, a revolução constitucionalista paulista de 1932 e a resistência às ditaduras do Estado Novo e militar de 1964, essa comparação das sessões do STF com o vício do jogo resulta de profunda reflexão sobre fatos recentes. E passa a merecer a atenção de todos.

O editorial acima citado comentou a suprema insolência apelativa descrita de Nota & Informações e, no verso dessa, foi reproduzida reportagem importante e chocante da autoria de Julia Affonso, do Blog do Fausto, espaço reservado ao melhor da reportagem investigativa na imprensa brasileira. O título da abertura da editoria de Política do Estadão do domingo 1.º foi: Defesa de Lula entrou com 78 recursos do caso tríplex. Acima do texto propriamente dito, o espanto provocado pelo título é devidamente justificado na linha fina acima dele: Lava Jato. Levantamento mostra que questionamentos foram apresentados entre fevereiro de 2016 e a semana passada: advogados do petista fizeram ofensiva no STF.

Para não perdermos de vista os “pais dos burros”, assim mesmo como o vulgo define os dicionários, muito vendidos e pouco lidos – e esses tomos deveriam ficar sempre ao alcance de nossas mãos –, talvez urja esclarecer que no caso a palavra “ofensiva” pode abarcar pelo menos dois significados. O primeiro, usado conscientemente pelo redator, quer dizer ataque. A defesa de Lula atua como um avanço de tropas contra o território inimigo. O segundo, depreende o leitor mais atento, representa um sinônimo de insolência, ou seja, uma extensão da palavra ofensa em seu sentido mais comum. Os advogados do petista, que não se cansam em atacar o Poder Judiciário da planície ao topo da montanha, ofendem não apenas seus membros de primeira, segunda e terceira instâncias, como também exercem o desplante de exigir da última delas comportamento condizente não com os autos dos processos aos quais seu cliente responde, mas de acordo exclusivamente com a conveniência dele.

No domingo em que julho foi inaugurado, o editorial do Estadão e o levantamento feito por Júlia Affonso justificaram com sobras muitas atitudes da defesa do ex-presidente. O relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, pediu à Procuradoria-Geral da República parecer sobre recurso dos defensores de Lula contra a condenação do cliente pelo juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sergio Moro, sentença confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre. Mas os causídicos não se satisfizeram com a decisão e exigiram que sua demanda fosse encaminhada diretamente à Segunda Turma do Supremo, também conhecida como “o jardim do Éden” pela generosidade com que de três a quatro (às vezes) dos cinco membros concedem habeas corpus a quem os pede. Fachin não ficou esperando sentado a decisão majoritária de seus “colegas” de turma e encaminhou o recurso ao plenário de 11. Antes do recesso de julho Alexandre de Moraes negou o pedido malcriado.

Por sinal, o membro da Academia Brasileira de Letras e professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas Joaquim Falcão, especialista em STF, fez uma magnífica descrição da distorção provocada pela guerra interna dos “supremos” que permitem tais malcriações. No artigo A Segunda Turma é o Supremo, publicado na quarta-feira 27 de junho no jornal O Globo, Falcão focou a situação com olhos de águia e desferiu: “A questão hoje não é a palavra final. É a palavra intermediária. É quem manda no ‘durante’. Até chegar ao final. E como o atual sistema é de recursos infindáveis, o final também é, às vezes, infindável. Não adianta o plenário dizer que cabe prisão a partir da condenação em segunda instância. Pois a Segunda Turma pode sempre interpretar diferentemente. Nos últimos tempos, os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes consolidaram uma maioria de três que têm tentado, e muitas vezes conseguido, controlar a Segunda Turma — composta de cinco ministros”. Ou seja, os representantes de Lula provocam porque os “colegas” de Fachin permitem. E o resto é balela.

O resultado dessa batalha absurda só será conhecido em agosto, pois na “tabulagem” do Supremo o sorteio do recurso de Lula versus Fachin caiu nas mãos de Alexandre de Moraes, que é da Primeira Turma, cujo desempenho na concessão de habeas corpus é normalmente oposto ao da Segunda. Isso ocorre graças à posição do próprio Moraes, de Luiz Fux e Luis Roberto Barroso, que conta com o apoio de Rosa Weber, que vota contra a própria convicção por apoiar a permanência da jurisprudência da autorização de prisão após condenação na segunda instância, após ter dado na votação da medida voto vencido. Nessa turma, Marco Aurélio Mello, que faz de tudo para desmoralizar os oponentes que o derrotaram na votação, mantém uma tradição antiga de se isolar naquilo que chama de suas convicções. Por isso, ao contrário da Segunda, a Primeira Turma do STF foi chamada de “câmara de gás” por Gilmar Mendes, cujo voto ajudou a formar a jurisprudência, mas agora a combate com inusitada ferocidade.

Na semana passada, o citado ministro Mello deu exemplo de como se comporta nessa guerra de chicanas autorizadas com citação constitucional: concedeu habeas corpus ao multicondenado do MDB Eduardo Cunha, que, contudo, foi mantido preso por conta de outros dois mandados de prisão. Ou seja, ele não quis soltar o “Caranguejo” da Odebrecht, mas desafiar a decisão da presidente Cármen Lúcia de não marcar, como ele pretende, a rediscussão da jurisprudência até setembro, quando ela entregará a presidência da Corte a Dias Toffoli. Este foi lembrado nas redes sociais por ter mantido preso um morador de rua acusado de furtar uma bermuda de R$ 10, da mesma forma que soltou o ex-chefe José Dirceu, acusado de roubar R$ 10 milhões na Lava Jato. Será possível, então, dizer que o “garantismo” do futuro presidente do STF não é medido em unidades, mas em milhões?

E mais: a defesa de Lula, que pediu para a inelegibilidade dele pela ficha suja ser anulada no “jardim de Éden”, para o caso de votação no pleno, desistiu do pleito, o que não passou despercebido a Fachin. Que tal?

Seja lá como for, certo é que, se a “suprema tavolagem federal” mantiver sua atitudes recentes, descritas no editorial do Estadão e no artigo de Falcão, as bancas milionárias de advogados grã-finos continuarão suas ofensas ofensivas, tal como a descrita por Júlia Affonso no caso de Lula.

3 julho 2018 CHARGES

ED CARLOS

TARCISIO MARTINS – LONDRINA-PR

Dia desses li aqui no JBF a história de uma figura que marcou a vida de muitas pessoas, ACELERA BENEDITO, contada por JESUS DE RITA MIÚDO.

Lembrei de uma figura que transitava por todo Brasil mas estava de vez em quando aqui pela nossa região, espalhando medo em alguns e alegrias em outros.

Um japonês que andava dando uns pulinhos por algum problema neurológico o que lhe deu o codinome CIRCUITO.

Ai vai um pedacinho de sua história.

* * *

CIRCUITO

Sempre aparece em nossas cidades uma figura que marca uma época e uma geração. O norte do Paraná, onde se localizam, Londrina, Cambé Rolândia, Arapongas, Ibiporã – cidades muito próximas umas das outras, uma figura impar dominou a cena por um período.

Uma figura meteórica, como um cometa que sumia, e quando menos se esperava lá estava aquele japonezinho cheio de tics, com sua velha maleta. Maleta que abrigava sua riqueza, tesoura e papel e um caderno onde estavam anotados os nomes de prefeitos de centenas de cidades de vários estados, fotos com autoridades e meias para serem vendidas.

Era exímio recortador de origami, às vezes ficava nervoso com as crianças, muitas tinham medo dele, mas era inofensivo. Vez por outra caia desmaiado com crise epiletica. Nada se sabia sobre sua família ou de onde vinha. As histórias eram muitas, sempre girando sobre uma família muito rica e de pais extremamente exigentes. Nunca fiquei sabendo seu verdadeiro nome. Não aceitava esmola, e também ficava bravo quando contrariado.

Dentro dos ônibus entregava um par de meia para cada um dos passageiros e depois passava cobrando ou pegando de volta sua mercadoria.

Meu pai, tinha uma livraria próxima ao grupo escolar de Rolândia, hoje Colégio Souza Naves, lhe dava papel dobradura e sulfite para o CIRCUITO. Ele pedia à minha mãe folhas do mamoeiro que cresceu no quintal, com o cano ele fazia, em poucos minutos, flautas que distribuía para as crianças e também tocava hinos e musicas infantis, tentando ensinar a garotada.

A sua única passagem policial que se tem noticia foi responsabilizado pelo incêndio de uma loja de fogos de artificio na área central de Londrina, saiu livre pela doença e pela justificativa que deu ao delegado quando este lhe perguntou porque colocou fogo na loja? “ a placa dizia bota fogo “ eu acendi um fosforo, e explodiu tudo.

Não se pode afirmar se essa história é verdadeira ou apenas invenção, alguém que de fato incendiou a loja e jogou a culpa no CIRCUITO.

3 julho 2018 CHARGES

SPONHOL

3 julho 2018 AUGUSTO NUNES

DILMÊS DE PALANQUE

Dilma usa o verbo mais conjugado no PT para confirmar que será derrotada na disputa de uma vaga no Senado

“Eu não vou me furtar a participar de uma luta que eu julgava que não mais iria ter uma participação ativa, do ponto de vista eleitoral”.

Dilma, ao informar em dilmês de palanque que será candidata ao Senado pelo PT mineiro, confirmando que os sacerdotes e sacerdotisas da seita da missa negra não conseguem falar de eleições sem conjugarem o verbo furtar.

3 julho 2018 CHARGES

RONALDO

3 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DESPEDIDA

Orlando Tejo foi sepultado ontem em João Pessoa.

Jessier Quirino, colunista desta gazeta, se encarregou de fazer a despedida e falou em nome dos inúmeros amigos de Tejo, citando este editor como um deles.

Jessier leu mensagem enviada por Gilberto Melo, poeta de mão cheia, meu amigo e meu conterrâneo de Palmares.

Gilberto escreveu assim:

“Teje vivo, Tejo”.

O nordeste está de luto.

Perdemos uma figura admirável.

Nos próximos dias vou continuar falando de Orlando e contando suas histórias.

No vídeo abaixo, ele aparece cantando um samba de sua autoria intitulado “Indo e Voltando”.

A razão do título é esta: tanto faz você ler os versos de cima pra baixo, como de baixo pra cima.

Tudo se encaixa do mesmo jeito.

O vídeo foi gravado na minha casa, quando eu morava em Brasília, nos anos 90.

No vídeo, Tejo canta apenas a primeira estrofe do samba, de cima pra baixo e, em seguida, de baixo pra cima.

Após o vídeo, está a letra completa.

Confiram a genialidade desta figura encantada. 

INDO E VOLTANDO

Se eu quiser fazer um samba
É só evocar Noel
Batendo papo de bamba
Com o luar de Vila Isabel
A melodia descamba
No peito do menestrel

Como se sambista fosse
As rimas encho de som
A cadência a viola trouxe
Não precisa de outro tom
Só quero uma flauta doce
Para o samba sair bom

O samba é pombo-correio
Quando as suas asas solta
Transmitindo no passeio
A mensagem sem revolta
Se ele volta é porque veio
Se ele veio é porque volta

Se o samba é indo e voltando
E a gente faz batucada
O coração vai marcando
A rima cadenciada
E até surdo sai sambando
Se a luz faz emboscada

3 julho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

3 julho 2018 DEU NO JORNAL

UMA REPÚBLICA BANANÍFERA DO 13º MUNDO

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, cassou nesta segunda-feira (2) a decisão do juiz Sérgio Moro que impôs uso de tornozeleira eletrônica para o ex-ministro José Dirceu, solto em razão de uma decisão da Segunda Turma do STF.

Além da tornozeleira, Toffoli derrubou outras restrições que as medidas cautelares impunham a Dirceu, como, por exemplo, deixar o país, deixar a cidade de domicílio (Brasília) e se comunicar com outros acusados ou testemunhas.

* * *

Antonio Dias Canalha Toffoli tomou esta decisão sem provocação da defesa do corruptão Zé Dirceu, condenado a 30 anos de cadeia.

Antonio Dias Canalha Toffoli tomou a medida por conta própria, aproveitando o “feriado” provocado pelo jogo Brasil x México.

O militante petista Antonio Dias Canalha Toffoli foi subordinado de Zé Dirceu quando trabalhava no Palácio do Planalto.

O mensaleiro Zé Dirceu foi patrão de Antonio Dias Canalha Toffoli no governo petista.

Ô paiszinho de fela-da-puta é este nosso.

Puta que pariu ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !

3 julho 2018 CHARGES

FERNANDES

GEOGRAFIA MUSICAL – CACHOEIRO DO ITAPERIMIM

Raul Sampaio: “Meu Pequeno Cachoeiro”

Tenho uma relação antiga, quase umbilical, com o Espírito Santo. Ainda guri, anualmente, um dos grandes eventos era reunirmos-nos na casa de tia Alice e ti Agenor, para receber tio Jorge, Marita, e os meninos (alternadamente) Gilton, Nicinha, Eduardo, Bolivar, Beth e Jenny, pernambucanos com sabor capixaba.

Tio Jorge Marques era funcionário de alta patente do Banco do Brasil, lotado no estado capixaba. Naquela época, ser funcionário do BB e com posição de proeminência, equivalia a um título de nobreza.

Mas para mim, Zeca, Robinson, Sandra, Ricardinho e outros primos nos interessava menos a patente de ti Jorge do que o que ele trazia na bagagem como presente: caixas e mais caixas de chocolate Garoto – do antigo, não essa coisa malamanhada de hoje em dia. Era dia da festa a chegada de tio Jorge, de Vitória-ES.

Outros tantos episódios consolidaram minha ligação atávica com os capixabas. Com a grande generosidade e cuidado de meu primo Eduardo Marques, pude passar tempos de depuração e limpeza dos desenganos da vida, ainda em 1975. Arranjou-me trabalho e vida em fazenda do sogro Augusto (pai de Bel) na bela Santa Tereza. Foram momentos de cura e reflexão importantes para o meu proseguir.

Depois, só voltei a Vitória-ES, agora no ano 2000, quando eu e Eva dormimos na área do porto e curtimos a passagem do século na praia de Camburi, com vista para Tubarão.

Sempre tive na ala capixaba da família uma parte alegre e solidária entre meus parentes.

Raul Sampaio

Por tudo isto, vez por outra, lembro de “Meu Pequeno Cachoeiro”, do excelente compositor cachoeirense Raul Sampaio. Verdade que conheci a cidade de Rubem Braga, Sérgio Sampaio e Roberto Carlos muito de pressa, quase sem ver o Itapemirim.

Raul Sampaio está com 89 anos, nascido em Cachoeiro, em 6 de julho de 1928 e mora em Marataízes-ES.

“Meu Pequeno Cachoeiro”, com Raul Sampaio

Autor de mais de 200 canções, Raul Sampaio participou em duas formações do Trio de Ouro, composto por ele, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins.

Em 1969, o conterrâneo Roberto Carlos tornou famosa nacionalmente a canção de Raul, que desde 1966 é também o hino da cidade.

“Meu Pequeno Cachoeiro”, com Roberto Carlos

Semana que vem tem mais….

3 julho 2018 CHARGES

SINOVALDO

3 julho 2018 DEU NO JORNAL

CANDIDATURA DE MARCIA TIBURI É PROPAGANDA VIRAL DE MARCA DE SUPOSITÓRIOS

Joselito Müller

Lançada como candidata ao governo do Rio de Janeiro pelo PT, a filósofa Marcia Tiburi passou a ser alvo de críticas em razão de um vídeo em que ela faz digressões anais sobre filosofia.

A divulgação do vídeo causou preocupação na cúpula do PT, que chegou a avaliar que, por conta das declarações feitas nele, a legenda tomaria exatamente no local mencionado pela pensadora.

Ou seja, tomaria no cu.

A verdade, no entanto, veio à tona na manhã de hoje, quando foi revelado que tanto a pré-candidatura, como a divulgação do vídeo, fazem parte de uma campanha viral do supositório “Arrombadol”, que foi introduzido recentemente no orifício do mercado brasileiro.

3 julho 2018 CHARGES

IOTTI

3 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

HOMENAGEM

Ontem recebi um zap do meu amigo Rubão e fiquei sabendo que Palmares, nossa cidade de nascença, me homenageou colocando meu nome num banco de praça.

Um banco localizado em um cais às margens do Rio Una.

Rubão tirou e me mandou a foto.

Estou lá entre vários outros conterrâneos, como o poeta Ascenso Ferreira e o romancista Hermilo Borba Filho.

Uma agradável surpresa que me deixou sensibilizado.

Agradeço à administração municipal esta homenagem.

Ainda bem que fiquei no encosto do banco, e não no assento…

Senão todo mundo iria esfregar a bunda na minha cara.

Vôte!!!

3 julho 2018 CHARGES

VERONEZI

3 julho 2018 PERCIVAL PUGGINA

FERVOR VERDE, AMARELO E BISSEXTO

As ruas quase vazias de Porto Alegre, nos instantes anteriores ao início do jogo contra o México, e o fervilhante acúmulo de pessoas diante dos telões em todo o Brasil, reafirmaram, hoje (02/07), o quanto é singular e bissexta nossa exaltação patriótica.

Roendo unhas e unindo as palmas das mãos em oração, aquelas multidões exibidas na TV me trouxeram à mente os versos de Cassiano Ricardo em “Exortação” (muito provavelmente suprimidos dos repertórios escolares). Em torno da magia do gramado mesclavam-se, abraçavam-se, exclamavam-se, como que saídos da pena do poeta, os filhos do imigrante loiro e diferentes gerações que ele proclamou filhas do sol, do mar e da noite. Basta olhá-los para reconhecer os traços marcantes de diferentes etnias, num convívio alegre e espontâneo que a sociologia de relógio atrasado, gostaria de apartar, imputar culpas, construir conflitos e gerar contas a pagar.

A seleção brasileira desmente os “intelectuais” farsantes. Desmente-os dentro do gramado, nas arquibancadas e nas multidões reunidas na praça. O Brasil mal-humorado deve ter fechado os olhos para não ver tanto verde e amarelo num cenário onde não se conseguia vislumbrar sequer um pedaço de trapo vermelho.

O brasileiro ama o Brasil. Ele foi ensinado, porém, a repudiar esse sentimento. Foi sonegado a ele o direito de conhecer sua identidade, de ser informado sobre toda a dignidade presente na nossa história, de admirar o valor dos grandes vultos da pátria e seus exemplos. Maus brasileiros, industriados à tarefa professoral de “formar para a cidadania”, dedicam-se, como baratas, a correr pelos cantos escuros do passado em busca do lixo perdido (que país não o tem?). Nesse triste caminhar rejeitam as virtudes, os grandes exemplos e as nobres realizações (que outro país faz isso?). Até das estampas de nossas cédulas essas figuras notáveis sumiram para ceder vez a onças e araras, como me observou, recentemente, um leitor atento.

Não surpreende que, no desdobramento, a mal-amada pátria resulte na mal tratada pátria. Até que um belo dia – verde, amarelo e bissexto – o amor explode, a emoção enche os corações e traz lágrimas aos olhos. Claro. Como não chorar sentimentos tão sonegados e contidos?

3 julho 2018 CHARGES

J. BOSCO

3 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

TÁ EXPLICADO

Entenderam agora porque o México tomou bem no meio do olho do furico?

Pois é.

O goleiro Ochoa vestia camisa vermêia com o número 13.

Só faltou a istrelinha.

A simbologia petralhal-luleira sempre provoca azar.

Seja pra um país, seja pra um time.

Os mexicanos tomaram  bem no meio do olho do furico.

Neymar deitou e rolou!

3 julho 2018 CHARGES

AMARILDO

3 julho 2018 AUGUSTO NUNES

SIGA O MESTRE

Vanessa Grazziotin mostra que desaprendeu a escrever com Lula

“O povo qr a volta d um gov q olhe p ele, q volte a estab políticas de valorização das pessoas, política de resp às pessoas; q garanta o aumento real do salário, q garanta a abertura de postos de trab e o aumento da renda, junto c a possib d 1 moradia digna, com saúde e educação”.

Vanessa Grazziotin, senadora do PCdoB do Amazonas, no Twitter, imaginando que o povo também quer votar em parlamentares comunistas que escrevem palavrórios incompreensíveis.

3 julho 2018 CHARGES

S. SALVADOR

 

FLÁVIO LEANDRO E FLÁVIO JOSÉ

“De mala e cuia” de Flávio Leandro na interpretação dele e de Flávio José. Se um Flávio já é bom demais, imagina dois!


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa