5 julho 2018 CHARGES

SINOVALDO

BOSTAS DO MESMO PINICO

Comentário sobre a postagem COMPRAR OU VENDER?

Gil:

“Está presidindo a república um indivíduo que foi eleito como vice-presidente pelos petistas.

Como petista só faz merda, temos de aguentar o pulha até o fim do ano.

O que não dá é ficar ouvindo os petistas resmungarem que não foram eles, mas os deputados e senadores que puseram o sujeitinho lá.

Fica como lição: se teu candidato é ruim ou tem um vice que não presta, não vote nele.”

* * *

Vaca Braba e Boi Manso tomando posse: os dois foram enfiados por Lula para na chapa do PT

5 julho 2018 CHARGES

PATER

5 julho 2018 DEU NO JORNAL

SOLTAR LADRÕES PROVOCA INVEJA

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o retorno de Mário Negromonte ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia.

Investigado na Lava-Jato, ele tinha sido afastado em fevereiro deste ano por ordem do Superior Tribunal de Justiça.

Em 2011 e 2012, quando era filiado ao PP, ele foi ministro das Cidades durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em fevereiro, o STJ aceitou denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra ele por corrupção passiva e, em razão disso, o afastou do cargo.

* * *

Ex-ministro do governo do PT.

Denunciado por corrupção passiva.

Tinha mesmo que ser perdoado por algum canalha do STF.

Os colegas morrem de inveja do protagonismo de Gilmar na imprensa.

Boca-de-Buceta, o libertador de ladrões, provoca ciúmes entre os seus pares.

“Num é só tu que tem direito de brilhar nas manchetes, Gilmar. Eu também gosto de aparecer como beneficiador de corruptos. É a glória ! ! !”

5 julho 2018 CHARGES

DUKE

BOLERO DE IZABEL

5 julho 2018 CHARGES

VERONEZI

5 julho 2018 PERCIVAL PUGGINA

COMPANHEIRO TOFFOLI

Dias Toffoli, o paraquedista enxertado por Lula no STF, cassou a decisão do juiz Sérgio Moro que impusera a José Dirceu o uso de tornozeleira eletrônica. Ao expedir a ordem, com o pé no estribo do recesso, o ex-funcionário do PT afirmou, sem revelar o menor constrangimento, que a Segunda Turma (sempre ela!) concedera “liberdade plena” ao preso e que, portanto, tornozeleira era uma inibição da liberdade. Daquela liberdade fulgente, de asas ao vento, que o trio maravilhoso fizera raiar para o pensionista da Papuda.

Liberdade plena! Claro, por que não? Só porque Dirceu é um criminoso reincidente em corrupção passiva, condenado em segunda instância por tribunal federal, num novo processo, a mais de 30 anos de prisão? Como encarcerar, só por isso, um guerreiro herói do povo brasileiro? Afinal, a matéria adquire urgência absoluta posto que a carimbada, rotulada e descarada maioria da Segunda Turma vislumbrou “plausibilidade nos recursos interpostos [pela defesa] quanto à dosimetria da pena”. Faz sentido. E, se refeitos os cálculos, os 30 anos forem corrigidos para 30 dias? Para 30 minutos? Já pensaram nisso? Toffoli pensou.

Cai sobre tão insólitas decisões o silêncio dos adoradores de corruptos, a mais nova seita nacional. Fervilham os engomados e bem trajados jurisconsultos nos corredores das carceragens. Imagine leitor, a inveja ao longo do corredor enquanto os demais presos acompanhavam os passos de Dirceu rumo aos portões do presídio. “Quando sair daqui vou para a política!”, devem ter jurado a si mesmos.

A Segunda Turma faz a festa dos grandes escritórios de advocacia criminal! Querem nos convencer de que estamos presenciando as maravilhas de um ordenamento jurídico perfeito. No firmamento da democracia, ele faz luzir a constelação dos inabaláveis direitos dos cidadãos. Dito isso for the record, bota o pé no chão, deixa de frescura e solta a bandidagem endinheirada. Libera os amigos. Protege os companheiros.

É preciso andar de quatro, com o nariz enfiado no chão, para imaginar que [no firmamento da tal “democracia” da Segunda Turma] os mesmos favores, o mesmo atendimento urgente em meio àqueles arquivos empoeirados, são conferidos a todo processo, a toda petição. E que a mesma orelha ministerial esteja sempre disposta a ouvir todas as arengas e a atender todos os telefonemas. Por quem nos tomam?

É instigante observar que os cavaleiros do apocalipse moral do país, veneráveis patronos da impunidade eterna, ostentam uma característica comum. São bifrontes. Têm uma face para promover a impunidade, para jurisdicionar e fazer felizes os grandes corruptos. E outra para – peito estufado de vaidade enferma – descrever tais atos como virtuoso exercício de sua missão constitucional.

5 julho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

5 julho 2018 DEU NO JORNAL

O ADVOGADO DO PT

5 julho 2018 CHARGES

CLÁUDIO PAIVA

5 julho 2018 DEU NO JORNAL

DIFAMANDO UM INOCENTE

Novos e-mails adicionados à ação penal em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de receber propinas da Odebrecht confirmam que valores pagos na compra de um imóvel para o Instituto Lula foram debitados na conta corrente de propina para o PT.

Ao orientar sobre o pagamento, o empresário Marcelo Odebrecht diz a seus executivos para debitarem de uma conta “que Hilberto S. mantém“. Hilberto Silva era o responsável pelo departamento de propina da empreiteira.

O custo … É uma conta que Hilberto S. mantém debita a 3 fontes distintos 3 x 1.057.920“, recomenda Marcelo Odebrecht, em e-mail encaminhado a Paulo Melo, um dos executivos da empresa, em 9 de setembro de 2010.

Os e-mails mostram ainda que o ex-ministro Antonio Palocci, que confessou ter administrado a conta corrente do PT na empreiteira, foi avisado da compra do imóvel por meio de seu assessor, Branislav Kontic.

No dia 9 de setembro de 2010, Marcelo reencaminhou para Kontic uma mensagem que recebeu de Melo, no qual o executivo lhe informa sobre a compra do prédio.

Marcelo, o imóvel foi comprado hoje via contrato particular e efetuado pgto. Não foi possível fazer a escritura pública ainda por pendências, o advogado está providenciando a solução“, diz o email de Melo.

E Marcelo Odebrecht repassa a Kontic: “Brani, peço avisar o chefe“.

* * *

Presumo que o empregado cumpriu a ordem do patrão e tenha avisado o chefe.

O fubânico roxo-luleiro Ceguinho Teimoso, que conviveu com Lula bem mais que Marcelo Odebrecht, vai desmentir tudo.

Ceguinho garante que em toda a história de Banânia nunca houve uma viva alma mais honesta que Lula.

Ganha até de Jesus Cristo!

O fato é que esta troca de e-mails é uma infame mentira da grande mídia golpista.

Basta dizer que a matéria foi publicada no jornal O Globo.

E, se saiu n’O Globo, não pode ser verdade.

Não existem os e-mails citados na notícia.

Não existe nem mesmo um instituto chamado Lula!

O Globo inventou tudo.

5 julho 2018 CHARGES

ALIEDO

ALÉM DE TUDO, AINDA PRATICA VIADAGEM

Comentário sobre a postagem O LIVRO DO CONDENADO

Goiano:

“Horrendo erro do Lula, mais parece uma viadagem do Zé Dirceu:

Uiuiui, eu que queria fazer o discursinho mas titio Lulinha não me chamou, pôs outro no meu lugar, uiuiuiu, uiuiui.

Porra, se é para caçar erros do Lula para denunciar nesta fuzarca, vamos pôr erro de verdade, não viadagens!”

* * *

“Zé Dirceu também desmunheca ? ? ? Não a-c-r-e-d-i-t-o ! ! !”

5 julho 2018 CHARGES

MÁRIO ALBERTO

ARTHUR JORGE COSTA PINTO – SALVADOR-BA

OS EQUÍVOCOS DE UM CANDIDATO POPULISTA

Circula nas redes sociais mais um vídeo do candidato à presidência Ciro Gomes intitulado – “A farra do dólar”. Seu comentário foi feito num filme de curtíssima duração (45 segundos) onde ele, outra vez, joga a culpa no Banco Central (BC), que atualmente vem realizando operações de swap (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro sem entrega da moeda), igualmente praticadas em 2016. Acusou que na época foram utilizados recursos do povo e que isso teria trazido um prejuízo à Nação de R$ 112 bilhões. No vídeo, segundo ele, esta é a causa da falta generalizada de dinheiro.

Na gravação existem equívocos que comprometem a veracidade das informações. Inicialmente, sua abordagem diz respeito ao ano de 2015, em que a taxa de câmbio, no início daquele ano, estava por volta de R$ 2,60, chegando a alcançar R$ 4,19 em setembro do mesmo exercício. Realmente, naquele momento, o BC precisava fazer as operações de swap cambial para conter a turbulência na taxa de câmbio.

Alguns fatos interessantes ocorreram dos quais o candidato jamais poderia se esquecer e que motivaram, naquele período, instabilidade no mercado cambial. Tudo começa em 2014, no início do segundo mandato da “iluminada” Dilma, quando ela tentou, sem êxito, fazer um ajuste fiscal, contrariando totalmente seu discurso na campanha para a sua reeleição. Naquele instante, o cenário econômico já demonstrava incerteza, com tendência de queda no PIB (Produto Interno Bruto) e agravamento da situação em 2015, com a chegada da recessão.

Ainda no decorrer de 2015, sucessivos pedidos de impeachment da “iluminada” presidente por crime de responsabilidade foram protocolados na Câmara, levando a ampliar o nosso desequilíbrio econômico e a fortalecer consideravelmente a crise política, até hoje, incontrolável. No meio desse turbilhão de acontecimentos, não podemos deixar de mencionar a tragédia da Petrobras, nossa maior estatal brasileira, que chegou a ser a sexta petrolífera do mundo e sofreu inúmeras perdas quando na época foi descoberto que ela fora saqueada, tendo sido alvo de um dos maiores esquemas de corrupção já vistos no mundo contemporâneo.

Tudo isso estava aliado a um cenário externo adverso ao Brasil que acabou culminando com a alta da moeda americana, que superava R$ 3,20 ao final do primeiro trimestre de 2015. Diante das circunstâncias, o BC começou a intervir diariamente no câmbio, embora com todo o esforço feito não tenha conseguido acalmar o dólar que chegaria em setembro ao seu pico próximo a R$ 4,20, sendo que retornou a esse patamar só no início de 2016.

O candidato precisa entender que quando o BC realiza operações de swap não é porque quer satisfazer um ou outro agente econômico. Seu objetivo é estratégico, buscando diminuir a volatilidade em todos segmentos que dependem de exportações e importações e, acabam de alguma forma, direta ou indiretamente, alcançando todos nós.

Obviamente não se pode esconder que os swaps em 2015 deram um rombo ao Brasil em torno de R$ 90 bilhões e não de R$ 112 bilhões como o presidenciável se referiu no vídeo. Outra grande balela é quando se refere ao prejuízo causado com o “dinheiro de vocês, meu, nosso, que tá faltando para tudo”.

Analisando melhor, para insuflar a sociedade, ele destilou seu veneno populista, dando a entender que esse prejuízo é de inteira responsabilidade do BC. A verdade é que, no agregado, a autoridade monetária obteve resultado positivo, em função da valorização das reservas, assim como aconteceu com as operações em moeda local, segundo ficou comprovado no seu balanço divulgado.

Relembramos ao candidato, que já foi até Ministro da Fazenda, em 1994, no governo de Itamar Franco, que esse prejuízo não é pago com recursos destinados às despesas correntes com saúde, educação, segurança, etc. como ele insinuou, querendo dar outro sentido, ou melhor, querendo comprovar a razão do porque “está faltando dinheiro para tudo” no País.

Lamentavelmente, ele carece em saber que isso é uma despesa de capital que, no máximo, vai aumentar a nossa dívida pública. Entretanto, de acordo com um levantamento realizado, o custo com swaps cambiais nos últimos 10 anos foi de aproximadamente R$ 25 bilhões, muito menor do que pagamos de juros em igual período.

Impressionante é que um ex-ministro da área econômica desconheça o impacto provocado por uma desvalorização cambial na inflação e a volatilidade da taxa de câmbio que envolve todos os agentes econômicos não só direta como também indiretamente.

Esse vídeo é uma ótima oportunidade para os brasileiros refletirem sobre mais uma falácia do candidato, que adultera dados com o intuito de causar ainda mais indignação no eleitor brasileiro, sem que este saiba a plena verdade.

O populismo, para mim, é a arte de manipular a massa desamparada da população com baixo nível de educação que não consegue se organizar por si própria e, o grande significado da prática populista está apenas em mobilizar inescrupulosamente os domínios submissos da sociedade.

Finalmente, eu gostaria de perguntar ao presidenciável Ciro Gomes: qual seria a sua sugestão para reduzir a volatilidade da taxa de câmbio?

5 julho 2018 CHARGES

GABRIEL RENNER

5 julho 2018 DEU NO JORNAL

CORRUPTOR ATIVO SEGUE EXEMPLO DO CORRUPTO PASSIVO

O juiz Marcelo Bretas condenou Eike Batista a 30 anos de prisão e a pagar uma multa de R$ 53 milhões no processo em que o ex-bilionário foi investigado pelo MPF de corrupção ativa dentro do âmbito do esquema de Sérgio Cabral.

Eike foi acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador.

* * *

O Departamento Jurídico do JBF apurou que Eike vai contratar a caríssima equipe de advogados de Lula.

Assessorada pelo fubânico luleiro Ceguinho Teimoso.

Pra sustentar a tese de que Eike é o homem mais inocente do Rio de Janeiro.

E tão honesto quanto Jesus Cristo.

Eike e Lula: uma parelha de éticos, honrados, dignos, probos e honestos banânicos

5 julho 2018 CHARGES

TENÓRIO

ROTEIRO

É como diz o ditado popular. “Uma andorinha só não faz verão”. Então, tá na cara. Pensou em desenvolvimento, de jeito algum pode-se ignorar dois itens básicos. Investimentos e infraestrutura. Investimento e infraestrutura são semelhantes a duas passadas que devem seguir unidas, cadenciadas, como dois irmãos siameses. Um complementando o outro. Se acaso um item falhar, automaticamente o outro se ressente. Padece. No campo econômico, isoladamente, atividade produtiva nenhuma consegue seguir adiante, caso haja bloqueio num dos dois itens essenciais.

Investimento é um desembolso financeiro visando obter benefícios futuros. Pode ser injetado em pesquisa, tecnologia e em educação. Infraestrutura é um suporte construído para suportar a base do progresso. Enquanto investimento pressupõe dinheiro, infraestrutura engloba estradas, portos, aeroportos, ferrovias, telecomunicações, centros de distribuição de produtos, de água, esgoto e de energia. Com alto teor de de modernizaçaão.

Cada país define o tipo de característica que deve focar nos investimentos. Os Estados Unidos são o país que mais investe no mundo. Em 2013, os americanos aplicaram US$ 450 bilhões, algo em torno de 2,8% do PIB, em pesquisa e desenvolvimento. Em seguida, vem a China, que se dedicou durante dez anos a investir pesado em desenvolvimento, priorizando a educação como item inicial. De acordo com os planos chineses, está previsto até 2020, a China aplicar quase metade dos investimentos na ciência básica. Área destinada a desvendar o interesse pelo conhecimento.

Com característica definida, o Japão especializou-se em investir na microinformática. A França na tecnologia da informática. Por isso, possui um dos seis supercomputadores mais potentes do planeta.

Todavia, nem todos os países tem a sorte de saber investir com eficiência e determinação nas áreas de maior projeção de desenvolvimento. O Brasil é um dessas desafortunadas nações que se perde no emaranhado de melhorias técnicqas, por falta de atitudes, condições financeiras e reduzido conhecimento no campo científico. Embora invista até bem em educação, mas o investimento é mal feito. Desordenadamente. Obténdo, em consequência, pouca repercussão. Inaproveitado impacto.

O baixíssimo nível técnico nacional começa pela fragilidade do sistema educacional. Prossegue no nanico investimento no campo das pesquisas cientificas. Passa pela falta de regulamentação da profissão de cientista. Aí, evidentemente, a consequência lógica e natural é a carência de investimentos resultar em atraso tecnológico. Crítica situação enfrentada pelo Brasil, no momento.

Aliás, em matéria de investimentos, a decisão praticamente fica restrita ao setor público. Até a década de 90, em função da pobreza da iniciativa privada, competia ao Estado, como o senhor do dinheiro, o direito de investir. Posteriormente, depois que surgiram as privatizações e as parcerias público e privado, as conhecidas parcerias PPP, os aportes para os investimentos começaram a rolar com maior intensidade no setor empresarial.

No início, pintaram os primeiros indicativos de investimentos, derivados de contratos de concessões. Todavia, o balde esfriou em virtude das universidades públicas, consideradas os principais centros de pesquisas e produção cientifica nacionais virem se arrastando nos projetos por falta de recursos. Decorrentes de cortes no orçamento.

Por esta razão, o país anda super devagar na luta pelo progresso. Não tem qualidade no ensino, as empresas somente agora pensam em descobrir o segredo da logística, como produzir melhor, de que forma podem introduzir a avançada tecnologia na fabricação. Patamar que os países mais industrializados, como Estados Unidos, China e Japão, dominam a técnica de produção há tempo. Empregando a tecnologia de ponta.

Apesar de ter uma população superior a 200 milhões de habitantes, o Brasil segue em marcha lenta. Por causa de sofrível nível de produtividade, o país tem pouca participação no contexto produtivo mundial.

O incrível é que, embora detenha boas qualificações, possua extensa base territorial, tenha expressivo mercado consumidor, diversidade de recursos naturais, o país sente dois atropelos. Capital pouco utilizado, e quando utilizado é mal empregado, além de recursos humanos com péssimo nível de qualificação profissional. Por falta, justamente, de preparação de mão de obra. De pessoal qualificado à altura da velocidade no avanço da tecnologia empregada no universo.

5 julho 2018 CHARGES

LUTE

LUIZ PEIXOTO – FORTALEZA-CE

Prezado editor da melhor e mais invocada gazeta mundial.

Até CR7 foi pra Mossoró, veja sua declaração…

5 julho 2018 CHARGES

RONALDO

DINHEIRO DE TODO MUNDO É DINHEIRO DE NINGUÉM

“Que se dane o equilíbrio das finanças! Dinheiro é para investir; e investir no que seja preciso”

É isso que pensa nosso divertido e controverso confrade Goiano. Duvido que ele faça isso com seu suado dinheiro. Mesmo estando muito precisado de uma viagem a Europa, de um relógio Rolex, de tomar um vinho Romanée-Conti. Nosso amigo não detona sua poupança, nem faz dividida da forma que ele sugere que o Governo deveria fazer.

A propósito, saiu na Folha de São Paulo, edição de 03/07/2018: “Em crise, fábrica estatal de camisinha na floresta naufraga e para produção. Anunciada como promessa de saída sustentável para o abastecimento nacional de preservativos, a fábrica estatal de camisinha de Xapuri (AC) interrompeu sua produção e tem futuro incerto. Com o nome de Natex, o empreendimento foi inaugurado em 2008, com investimentos do Ministério da Saúde, na gestão do ex-presidente Lulla” Mais uma experiência fracassada do que Goiano acha que vai dar certo.

Concordo em parte com o talentoso fubânico, que o Governo deveria gastar com o que é preciso. O que estamos precisando? Saúde, segurança e educação. São essas as três prioridades para serem aplicados os recursos públicos. Principalmente na segurança, o Governo deve ser o único responsável por esse serviço. Dividir essa tarefa com o setor privado é delicado. Tendo sucesso nessa área tão carente no Brasil, já teremos consequências animadoras para a vida do cidadão com reflexos muito positivos na economia.

O processo que Goiano sugere no seu texto “76 bilhões de Reais” foi tentado durante os Governos Militares e repetido recentemente, desde de 2009 final do Governo Lulla e durante o desastrado período da Presidanta Dilma. Foi isso que assistimos desde a tentativa da política contracíclica (para enfrentar a marolinha) até o triste naufrágio da Nova Matriz Econômica, seus 14 milhões de desempregados e três anos de recessão. Consequência da libertinagem fiscal.

Os economistas chamam essa forma de induzir o crescimento aumentando os gastos públicos, de Ativismo Fiscal. Sobre esse tema trago parte de um texto do economista Samuel Pessoa, de junho de 2017 onde ele comenta sobre a experiência fracassada que nosso confrade sugere repetir. Certamente Goiano tem ajustes para o programa que imagina trarão resultados diferentes, embora usando o mesmo método equivocado e reprovado na prática.

Vamos ao que diz Samuel: “Uma forma de avaliar a política contracíclica realizada no biênio 2009-2010 é comparar o desempenho econômico do Brasil com nossos pares, os países da América Latina excluindo o Brasil, grupo que chamarei de AL-ex.

No biênio 2009-2010, a AL-ex (America Latina sem Brasil) andou a um ritmo anual de 1,6%, enquanto o Brasil cresceu 3,6% em média. Esses números sugerem que a política contracíclica que praticamos no biênio foi bem-sucedida. No entanto, quando olhamos um período um pouco mais longo, entre 2009 e 2014, a AL-ex cresceu 2,9% na média anual, comparado a 2,6% do Brasil.

Ou seja, com todo o ativismo observado entre 2009 e 2014, nosso desempenho foi pior do que o de nossos pares. A comparação é ainda pior, pois no final de 2014 o Brasil tinha acumulado desequilíbrios que comprometeram ainda mais o crescimento posterior”

Os desequilíbrios a que se refere Samuel Pessoa foram uma inflação de dois dígitos, alto desemprego, déficit fiscal primário, aumento acelerado da dívida pública, déficit externo da ordem de 4,5% do PIB. O “crescimento” posterior sabemos que foi -3,8% em 2015, – 3,6 em 2016 (maior recessão da história) e 1% em 2017.

O que não precisamos de fato é entregar mais dinheiro para o Governo gastar mal e desaparecer no mar da corrupção. Precisamos sim de menos governo, menos impostos, menos burocracia, mais facilidade para empreender. Que os governos se atenham as prioridades para as quais nossos impostos são pagos SES (segurança, educação e saúde). Quem assiste ao Jornal Nacional pode ver diariamente no quadro “O Brasil que você quer para o futuro” o desperdício do dinheiro público com obras inacabadas ou inúteis. É esse o resultado do dinheiro que pagamos com sacrifício para Suas Excelências desperdiçarem.

Tenho certeza que Goiano usa muito melhor sua poupança do que o Governo faz com nossos impostos. O “Plano Goiano” já foi tentado mais de uma vez aqui no Brasil e muitas outras vezes pelo mundo. O resultado foi sempre o mesmo, uns mais dramáticos, outros menos, mas todos frustrantes. Para nossa sorte, como diz Goiano, “Lula está preso e sem dúvida inelegível”

Repetindo uma máxima de Roberto Campos: “tudo que pode não dar certo, não vai dar certo”


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