8 julho 2018FIQUEI MAIS VELHO



Aline é a encarregada dos arquivos desta gazeta escrota e administra o acervo fubânico com muito jeito e carinho.

Ao mesmo tempo, ela vive pesquisando na internet tudo que sai sobre o JBF, sobre meus livros e sobre este Editor.

Tenho aqui nos meus arquivos uma quantidade enorme de matérias tratando deste jornal imundo e do seu sujíssimo gerente.

Há alguns meses, nas suas habituais futucações, Aline descobriu um certo Calender of Literary Facts, no qual  são registrados fatos da literatura mundial desde o ano de 1450 até os dias de hoje.

Coisa mesmo dos zamericanos.

Neste catatau de calendário, há um capítulo destinado a registrar o ano de nascimento dos escritores de todo o mundo.

E lá na página 648, eu apareço como tendo nascido no ano de 1945.

Vejam:

Acontece que eu nasci no ano de 1946. 

Ou seja, me envelheceram um ano.

Bando de sacanas felas da mãe erradores de datas.

Lavro aqui o meu mais veemente protesto!

Sou um jovem de 72 anos. 

E não de 73 conforme registra este tal calendário

Mas, em compensação, como vocês podem ver nesta ilustração aí de cima, meu nome aparece por lá logo acima do nome da grande e bela Annie Dillard, escritora americana de quem me tornei amigo quando participamos do Internacional Festival of Authors, em Toronto, Canadá.

Felizmente, pra corrigir esta tremenda mancada que foi o meu envelhecimento arbitrário, o anuário Contemporary Literary Criticism, que fala da literatura do mundo todo em determinado ano, me chamou de “the young Luiz Berto Filho“.

O jovem Luiz Berto Filho ! ! !

Fiquei ancho que só a porra.

Vejam só o tamanho e a grossura do bicho:

Todavia, mas, contudo, porém, para não faltar com a verdade, sou obrigado a informar, a pulso, a contragosto, que esta publicação, da Gale Research Company, de Detroit, Michigan, um calhamaço de 600 páginas, é referente ao ano de 1986, quando eu tinha 40 anos, e era realmente young

E lá está registrado que este Editor “penned one of the year’s most popular and best-selling works” daquele ano. 

De fato, O Romance da Besta Fubana, nos anos 80entrou na lista dos mais vendidos em várias capitais brasileiras e continua sendo ainda um livro muito procurado, segundo dados da minha atual editora, a Bagaço.

Como bem disse meu amigo palmarense Esmeraldo Boca-de-Fossa, especialista em cachaça, putas e crítica literária, “num é pouca merda não”.

É merda pra caralho!

9 Comentários

  1. Berto: A gente se orgulhemos de você porque oncê é foda mermo!

    Se não fosse não havia essa badalação toda no entorno do seu nome, da sua personalidade, da sua honestidade intelectual, moral e ética, do seu escancarado sentimento de defensor da liberdade geral e irrestrita, desde que tudo fique livre para ninguém se prejudicar!

    Cada qual no seu quadrado!

    É como diz um grande colunista do JBF, ou todos?

    Luiz Berto é uma cara do CARALHO! Só em ter criado o JBFpara soltarmos nossos demônios por escrito, já merece o Prêmio Nobel de Literatura!

  2. Mui estimado , poderosíssimo e presidenciável Editor deste JBF :- OMEDETÔ (parabéns em “japa”). Você merece , com muita justiça , toda projeção na literatura universal. Um abração. YN

  3. Caro Berto.
    Sou um jovem de 1945 que reverencia com todo respeito outro jovem de 1946 que teve a feliz ideia de criar o impagável JBF.
    Abraços deste leitor diário do nosso querido JBF.

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