11 julho 2018 DEU NO JORNAL

PRESIDENTE DO STJ REPROVA GOLPE

* * *

SÓ O DESEMBARGADOR TEM DE SER INVESTIGADO

11 julho 2018 CHARGES

IOTTI

AS AMANTES DE MAURÍCIO DE NASSAU

Anos antes de seu regresso do Brasil, diante do Conselho dos XIX da Companhia das Índias Ocidentais, o Conde João Maurício de Nassau vinha sofrendo contínuo desgaste originário de acusações das mais diversas de seus invejosos inimigos, dentre os quais o capitão Charles Tourlon Jr. que o acusava de haver se apropriado de sua mulher.

O Conde de Nassau por J de Baen (1633-1702)

Apesar de nunca haver casado, João Maurício sempre nutriu um saudável interesse pelo sexo oposto. Inicialmente por Margarida Soler, a filha do pregador calvinista Vicent Joachim Soler, apontada como sua amante pelo frei Manuel Calado, tendo desprezado esta pelos amores da filha do sargento-mor Cornélio Bayer.

O seu caso mais propagado foi com Dona Anna Paes d’ Altro (c.1617-1674), rica senhora de nobre linhagem, proprietária do Engenho Casa Forte, que era casada com o capitão Charles Tourlon, de sua guarda pessoal

Dela se conhece uma carta de seu próprio punho oferecendo ao Conde de Nassau “seis caixas de açúcar branco”. No documento, a signatária se nomeia: “De vossa excelência a muito obediente cativa Dona Anna Paes”. Para frei Manuel Calado, cuja pena não poupava ninguém do seu tempo, era Anna Paes “a mais desenvolta mulher de quantas houve no tempo deste cativeiro na capitania de Pernambuco”.

Divulgada pela primeira vez por José Higino Duarte Pereira, no nº. 30 da Revista do Instituto Arqueológico Pernambucano (Recife, 1886), transcrita com correções por José Antônio Gonsalves de Mello, em 1947, a carta em questão, numa leitura livre do português em uso nos nossos dias, teria o seguinte teor:

Ilmo. Snr. – Como nós devemos toda a obediência a nossos superiores tanto mais a vossa excelência de quem temos recebido tantas honras e mercês, assim que este ânimo me faz tomar atrevimento de pedir a vossa excelência queira aceitar seis caixas de açúcar branco, perdoando-me vossa excelência o atrevimento (que meu ânimo é de servir a vossa excelência) e fico pedindo que Deus aumente a vida e estado de vossa excelência para amparo de suas cativas. De vossa excelência a muito obediente cativa Dona Anna Paes.

Porém, no que diz respeito aos pormenores do affaire de Tourlon com o Conde de Nassau, estes só aparecem com mais detalhes no livro do historiador holandês Harald S. van der Straaten:

Mais tarde teria um tempestuoso caso com a mui atraente viúva de um rico açucareiro, Pedro Correia da Silva, Dona Anna Paes. Quando o relacionamento com essa rica e poderosa mulher, a ex-noiva do líder rebelde português André Vidal de Negreiros parecia tornar-se um compromisso sério para João Maurício, ele deixou-a casar com o beberrão Karel (sic) Tourlon, que assim adquiriu distinção social bem como um atrativo e conveniente posto. Foi indicado comandante da guarda pessoal do governador geral e secretário de governo. Sob a cobertura dessa união legal o caso de João Maurício com Anna Paes podia prosseguir sem perturbação, um fato que agravou amargamente o novo marido. Quando Tourlon depois de certo tempo descobriu o que estava acontecendo entre sua esposa e seu empregador ele elaborou um selvagem relatório sobre a vida amorosa de João Maurício para o conde Frederick Henry [príncipe Frederico Henrique, chefe da Casa de Orange, parente e protetor do Conde de Nassau], o qual acrescentou que João Maurício tinha o hábito de cercar-se de portugueses de duvidosa estirpe que seriamente ameaçavam aos interesses da população holandesa e que se enriqueciam escandalosamente à custa dos membros mais pobres da sociedade. João Maurício foi chamado à razão pelos diretores. Ao ser interrogado Tourlon confessou. Foi prontamente dispensado de seus postos e colocado no primeiro navio de volta à Holanda.¹

Sem abordar os acontecimentos ligados à vida privada e sentimental do Conde de Nassau, José Antônio Gonsalves de Mello nos revela preciosos informes acerca de Charles de Tourlon, o moço. Tinha ele o mesmo nome de seu pai, que se passara para o lado dos espanhóis em Flandres. Tourlon, que servira “no Brasil desde os primeiros anos da conquista; em 3 de abril de 1643 foi preso por Nassau, como suspeito de cumplicidade com brasileiros em uma revolta contra os holandeses”. Remetido para Holanda, ao fim do inquérito a que veio responder, nada se comprovou de tais acusações, sendo-lhe permitido voltar ao Brasil, não mais como militar, segundo o Dag. Notule de 21 de novembro do mesmo ano. Do seu casamento com Dona Anna Paes nasceram dois filhos: Isabella e Kornelius Tourlon. Morto Tourlon em fevereiro de 1644, sua viúva, Anna Paes, torna a casar desta vez com Gijsbert de With, Conselheiro de Justiça, conforme comunicado deste ao Alto Conselho datado de 29 de abril de 1645. Naquela ocasião o então pretendente informara que “a sua futura esposa já no tempo do seu anterior casamento tinha demonstrado ser mais favorável à nossa nação que a dos portugueses”.²

A cerimônia do casamento aconteceu na igreja calvinista de Maurícia, em 14 de maio do mesmo ano, comunidade da qual Dona Anna Paes fazia parte. Na mesma igreja foram batizados os filhos das suas duas últimas uniões: Isabella Tourlon, em 27 de novembro de 1643; Kornelius Tourlon, em 3 de julho de 1647, e Elizabeth de With, em 28 de setembro de 1650.

Em 1653, quando do retorno do conselheiro Gijsbert de With à Holanda, Dona Anna Paes, juntamente com os filhos havidos nos seus dois casamentos, acompanhou o marido fixando residência em Dordrecht, aonde veio a falecer em 21 de dezembro de 1674.

Em se falando das aventuras amorosas de João Maurício, estas o acompanharam por toda existência. Após o seu retorno à Europa, lembram os escritores José Van den Besselaar e Evaldo Cabral de Mello às suas ligações com Agnes Geertruyde van Bylandt, esposa do mordomo-mor do Grande Eleitor de Brandemburgo em Kleve, Johan von Coenen von Zegenwerp und Lohe, cuja imagem chega aos nossos dias graças ao seu retrato (Retrato de uma patrícia diante do anfiteatro), pintada por Jan de Baen, atualmente conservado no museu daquela cidade da Alemanha.

Para ela João Maurício deixara a Prinzenhoff uma magnífica casa por ele construída em estilo clássico, concluída em 1671, na Goldstrasse, cujo interior era decorado com telas produzidas por Albert Eckhout. “Com dois pavilhões flanqueando um corpo principal”, encravada em uma singular propriedade, com vistas de Kleve e do vale do Reno, “graças ao jardim em meia-lua escalonado em terraços”, tendo ao lado ‘uma das mais bonitas cercas de pinheiros do mundo’, segundo um viajante inglês e sendo prolongado, do outro, pelo parque de carvalhos, faias e amieiros que se estendiam até Freudenberg. Após o falecimento de Agnes Geertruyde, em 1678, a propriedade passou para um dos seus herdeiros que se encarregou do loteamento e consequente venda do seu terreno.³

Segundo o seu biógrafo, José van den Besselar:

A vida amorosa de Maurício está por escrever ainda, e talvez seja impossível reconstruí-la, porque neste terreno é muito difícil separar os boatos mexeriqueiros de informações seguras e objetivas. Só podemos dizer que Maurício, ao contrário de muitos outros príncipes da sua época, não deixou bastardos conhecidos como tais.4

___________________________________________

¹ STRAATEN, Harald S. van der. Brasil : Um destino. Tradução de Lace Medeiros Breyer. Brasília: Instituto Cultural Maurício de Nassau; Linha Gráfica Editora, 1998. p. 108.

² MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos flamengos: influência da ocupação holandesa na vida e na cultura do Norte do Brasil. Op. Cit. p. 142, nota 51.

³ MELLO, Evaldo Cabral de. Nassau: governador do Brasil Holandês. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p.256.

4 BESSELAR, José Van den. Mauricio de Nassau, esse desconhecido. Op. cit., p. 79-80.

11 julho 2018 CHARGES

CLÁUDIO

FAÇA-SE A LUZ

O debate jurídico sobre a libertação de Lula pode parecer complexo, data vênia, pois decisões contraditórias abundaram. Mas, como diz a frase de amplo uso no setor jurídico, “quod abundat non nocet” – ou, no velho e bom Português, “o que abunda não prejudica”. Logo, não há prejudicados.

Façamos um paralelo com a Copa. O suíço fez falta em Miranda antes de marcar o gol de empate? Pois, no caso, basta esperar o árbitro olhar para o outro lado, chamar três deputados militantes e consultar o bandeirinha. O bandeirinha contraria o juiz e, sob aplausos dos nobres parlamentares, diz que não foi gol. O VAR, aquele juiz que fica vendo o jogo na TV, entra em campo e confirma o gol. O bandeirinha se revolta: ninguém chamou o juiz do vídeo, como é que ele se atreve a palpitar no jogo? O árbitro da partida, dono do apito e autoridade máxima em campo, quer falar e ninguém deixa.

Criado o conflito de competências, o diretor de arbitragens da Copa manda todo mundo obedecer ao juiz. Mas qual deles? O juiz que usa apito e não tem bandeirinha na mão. E o quarto árbitro que cale a boca e se limite a ser quarto – ou o quarto entre os árbitros ou o quarto entre os deputados.

Tudo fica por isso mesmo, enquanto todos se insultam como se fossem o Neymar depois de alguma queda. No dia seguinte, o presidente da FIFA decide que foi gol e o juiz tem razão. O jogo terminou na véspera – e daí?

Os deputados envolvidos ficaram no banco, sentados sobre seus fundos.

Não é bem assim

No caso de Curitiba, José Dirceu falou antes da hora, achando que tudo estava resolvido. Lula também achava e dizem que já tinha até arrumado as malas. Numa delas, os livros que estava lendo na prisão. Depois querem que a gente acredite no noticiário. Essas coisas têm cara de fake news.

O fim e o começo

O final da Copa para o Brasil significa o início da temporada eleitoral. É hora de lançar os candidatos – o que não significa que todos cheguem à eleição. Três pré-candidatos de partidos do Centrão decidiram manter suas candidaturas, sem tentar nenhuma aliança por enquanto. Não é fácil: o PSD está pronto a apoiar o tucano Geraldo Alckmin, embora Guilherme Afif, um dos caciques do partido, se apresente como candidato. Alckmin ainda não disse a que veio (acredita que, somando amplo apoio partidário, terá o maior tempo de TV, o que lhe dará votos); mas dentro do ninho tucano há quem defenda sua substituição por João Dória Jr. O DEM está pronto a sair de sua tradicional aliança com o PSDB, para apoiar Ciro Gomes – sim, ele, que tenta se transformar no candidato alternativo de esquerda, no lugar de Lula. O PR tende a Ciro, mas o cacique-mor do partido, Valdemar Costa Neto, não gosta de Ciro e prefere Bolsonaro. Haverá ainda longo período de articulações para afastar quem não decola e aliar-se a quem tem chances.

As finanças da campanha

Henrique Meirelles deve ser lançado pelo MDB em 4 de agosto. Meirelles tem intenções de voto muito baixas, mas não faz mal: como tem condições de bancar a sua campanha, toda a verba do partido será destinada aos outros candidatos. Isso contribui muito para consolidar sua candidatura, apesar do carisma zero e de uma política econômica que deixou de ir bem após a parada dos caminhões. Dória oferece a mesma vantagem ao PSDB: pagando a campanha toda, ou a maior parte, sobra verba para os demais candidatos. Fora isso, Dória tem mostrado mais fôlego que Alckmin.

Ampla escolha

O que não falta é candidato (embora achar um bom seja mais difícil): há Marina, Afif, Flávio Rocha, João Amoedo, Guilherme Boulos, Manuela d’Ávila, Álvaro Dias, o poste de Lula – provavelmente Fernando Haddad.

E Bolsonaro?

Embora Jair Bolsonaro esteja em primeiro lugar nas pesquisas, Alckmin não acredita em sua candidatura: disse em Cuiabá, à rádio Jovem Pan, que Bolsonaro não chegará ao segundo turno. “Se você quer saber a minha opinião, eu acho que o Bolsonaro não vai para o segundo turno. Ele não chega lá. Então, essas pesquisas, nesse momento, não representam intenção de voto, porque voto mesmo você só vai definir lá na frente”.

Boa leitura

Regina Helena Paiva Ramos, jornalista pioneira, com passagens pelas mais importantes redações de São Paulo, lança agora no dia 14, na Associação Paulista de Homeopatia (rua Diogo de Faria, 839, SP) a biografia de um pioneiro: o médico que trouxe da Europa o iogurte e o kefir, foi um dos primeiros homeopatas do país, militante ambientalista e pai da autora. “Era um homem totalmente fora dos padrões”, diz Regina Helena. Participou da Campanha de Redenção da Criança, que implantou postos de puericultura em todo o país; e trabalhou até 15 dias antes de morrer, aos 85 anos, em 1982. Vale pelo personagem, vale pela autora.

11 julho 2018 CHARGES

CUSTÓDIO

11 julho 2018 DEU NO JORNAL

UM PREFEITO BANÂNICO

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou nesta sexta-feira (6) que serão investigadas as circunstâncias do encontro do prefeito Marcelo Crivella com fiéis e pastores evangélicos no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Na reunião ocorrida na quarta-feira (4), os pastores e fiéis podiam levar qualquer reivindicação e, em troca, a prefeitura falaria sobre o que teria a oferecer para os convidados.

* * *

Embora fosse proibido portar celulares, ou fazer filmagens e gravações durante o encontro subterrâneo do prefeito carioca com os pastores, teve um traidor que gravou tudo e divulgou os tolôtes cagados oralmente pelo sonso Crivella.

Crivella é cria (vôte!) do seu ídolo Edir Macedo, um dos maiores picaretas desta República Federativa de Banânia, com filiais em várias partes do mundo.

O atual prefeito do Rio de Janeiro é discípulo fiel de Lula, por quem foi apoiado nas suas candidaturas pro senado e pra governador do estado.

Do mesmo jeito que o prisioneiro Sérgio Cabral, condenado a mais de 100 anos de cadeia por grossa ladroagem, foi entusiasticamente apoiado pelo também prisioneiro Lula.

As palavras de Crivella durante o encontro subterrâneo são uma chuva de bosta de um cinismo sem limites.

Quem quiser ver a matéria completa, basta clicar aqui.

Nela o prefeito fala sobre dar prioridade pras operações de catarata dos ceguinhos do seu rebanho, deixando de lado um monte de gente que precisa desta cirurgia com urgência.

Aliás, em falando de “ceguinhos”, aqui vai uma dica deste Editor pro safadão Crivella:

Contratar o causídico fubânico Ceguinho Teimoso pra defendê-lo e provar que ele é um santo inocente.

Ceguinho vai desmentir estas gravações cabalmente e garantir que nem o prefeito falou o que está gravado e nem Lula é o dono do sítio.

* * *

11 julho 2018 CHARGES

AMARILDO

UM FUBÂNICO NA TERRA DO SOL NASCENTE

Comentário sobre a postagem NOTAS

Nino Yoshida:

“Sr. Carlos Ivan, parabéns pelo texto.

Belíssimo.

Moro no Japão há 30 anos e sou engenheiro de sistemas do grupo Toyota.

Realmente tudo que dissestes é verdadeiro.

Aqui a citação Ordem e Progresso é levada a ferro e fogo.

Abraços.”

* * *

11 julho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

STF TERÁ NOVO PRESIDENTE

11 julho 2018 DEU NO JORNAL

“INTOLERÁVEL INSEGURANÇA”

A presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, negou, nesta terça-feira (10/7), Habeas Corpus impetrado em favor do ex-presidente Lula contra decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que manteve o petista preso depois de uma guerra de decisões no domingo (8/7).

Na decisão, a ministra critica a postura do desembargador Rogério Favreto, afirmando que ela provoca “perplexidade e intolerável insegurança jurídica”, em liminar concedida, na avaliação dela, de forma repentina, “forçando a reabertura de discussão encerrada em instâncias superiores, por meio de insustentável premissa”.

A ministra defendeu ainda o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal, ao expedir despacho e pedir o descumprimento da ordem de Favreto, bem como do relator do processo, João Pedro Gebran Neto, ao avocar o caso, “para restabelecer a ordem do feito”, e do presidente do TRF-4, Thompson Flores.

De acordo com ela, o “inusitado cenário jurídico-processual criado, as medidas impugnadas no presente habeas corpus — conflito de competência suscitado nos próprios autos e a decisão do Presidente do TRF da 4.ª Região resolvendo o imbróglio — não constituíram nulidade, ao contrário, foram absolutamente necessárias para chamar o feito à ordem, impedindo que Juízo manifestamente incompetente (o Plantonista) decidisse sobre questão já levada ao STJ e ao STF”.

* * *

Arretada essa dotôra ministra do Superior Tribunal de Justiça.

Enfiou uma mão-de-pilão de grosso calibre no furico do lulo-petralha Rogério Favreto, eleito O Babaca do Semestre.

Que notícia boa para os pagadores de impostos e para os cidadãos decentes e honestos deste país.

Palmas pra Ministra, Heroína do Povo Brasileiro!

11 julho 2018 CHARGES

A. TORRES

11 julho 2018 DEU NO JORNAL

ÁLBUM DE FIGURINHAS

11 julho 2018 CHARGES

CAÓ

A COPA É NA RÚSSIA E POR AQUI A COISA ESTÁ RUÇA!

Comecei a escrever este artigo antes da Copa na Rússia iniciar, continuei escrevendo pari-passu com os jogos da Copa. Finalizei o texto nas oitavas de final, não sei como foi o Brasil nas quartas de final, espero que mal, mas isto é outra história.

Por que não publiquei o texto? Não sei, desesperança talvez. Parece que minha adesão ao movimento dos Sem-saco fez com que eu não tivesse mais saco (paciência) para estas coisas.

Mas vamos lá. Mais importante do que a Copa do Mundo da Rússia (falo da Federação Russa, maior país do mundo, ocupando um nono da superfície terrestre – uma área quase o dobro do continental Brasil – localizado na Eurásia), evento de relevância mundial que vai muito além do esporte, é a situação do Brasil, o que ocorre por aqui agora, neste exato momento em que os craques, nem tão craques e escroques entram em campo nas terras do povo Rus, defendendo seus escretes com maior ou menor galhardia.

Aqui nas Terrae brasilis, no que pensamos ser a encarnação terrena das Ilha afortunadas de São Brandão ou Hy Brazil, a coisa está ruça e tende a piorar.

Ruça, RUÇA, com cedilha mesmo, no amplo sentido da palavra. Ruça, na definição do dicionário: Complicada, cheio de adversidades, de dificuldades; perigosa, apertada.

E por que? Porque nossos juízes dos tribunais superiores e nossos políticos armam e executam planos e esquemas criminosos para subjugarem o Brasil decente que insiste em afrontá-los. É o Congresso aumentando despesas, são Câmaras de Vereadores e Assembléias Estaduais aprovando projetos inexequíveis e que aumentarão ainda mais a quebradeira das unidades da Federação.

E a conta? A conta fica para as próximas gestões e para o Zé Povinho que sempre paga. Não há escrúpulos, não há limites, não há patriotismo ou dever cívico, apenas avidez incomensurável pelo poder, pelo dinheiro público e pelo que é nosso, de todo o povo brasileiro.

No Congresso Nacional, a pouca atividade aparente esconde uma atividade frenética, escusa e impublicável que visa, acima de tudo manter o status quo e continuar nos ferrando. Estas manipulações só não são mais frenéticas pelo medo das urnas.

Mas nos Supremos Tribunais barsileiros não há urnas portanto não há medo e não há limites à manipulação, à desfaçatez, à cara-de-pau e à sem-vergonhice. O PT e seus asseclas colonizaram, literalmente os tribunais superiores brasileiros. Em alguns casos o limite ético e o sentimento patriótico falaram mais alto mas em outros a Omertá vale mais que princípios, moral, civismo e civilidade.

Basta ver o que os augustos e soberbos ministros da segunda turma fizeram com Zé Dirceu et caterva, soltaram bandidos de alta periculosidade que roubaram, destruíram e ajudaram a condenar a pobreza e a morte milhões de brasileiros. O Código de Desonra destes mafiosos, suas posições e vínculos fraternos e de gratidão libertaram bandidos de alta periculosidade como se fossem heróis injustiçados. Concederam à crápulas inescrupulosos benesses que não concedem à ladrões de galinha.

Aos que roubam o povo e condenam milhões as glórias e benesses do poder ao povo a dura lex. Soltaram Genu, Dirceu e só não soltaram Lula, concedendo-lhe a chance de concorrer nas eleições porque o Ministro Fachin, a Ministra Carmen Lúcia e outros ministros reagiram e agiram a revelia das vontades desta corja.

É este o jogo jogado nos gramados de Brasília e do Brasil, enquanto a bola joga na Rússia ‘eles’ jogam, por aqui um jogo de cartas marcadas em que nós, o povo brasileiro, seremos goleados por mais que 7 a 1.

Só não contavam com algumas armas secretas, com a mudança de mentalidade e de foco de nosso ‘time’ (povo). Como diria Garrincha, o gênio, ‘esqueceram de combinar com os russos’. E o Brasil decente conseguiu empatar com a jogada genial de Fachin, fuzilando o drible de Lula e com o gol marcado contra a contribuição sindical obrigatória, que começará a desmontar a estrutura de corrupção do sindicalismo torpe brasileiro.

Empatamos, mas virão a prorrogação e os penaltis após a eleição. Eles preparam suas armas secretas e terão um novo jogador em campo: Dias Toffolli no STF, jogador perigoso, matreiro e chegado em um jogo sujo. Após as eleições será reforçado por um Congresso mais ou menos renovado, o que depende só de nós. Mas é certo que o jogo não acabou.

Quanto ao futebol de verdade, aquele que ocorre na Rússia esclareço que não sou daqueles descerebrados da esquerda clássica que eram contra a Seleção brasileira pois achavam que a CBF e a Seleção eram o ópio do povo e que contra-arrazoavam a ‘revolução’. Muito menos sou daqueles que acham que a camisa verde-amarela é símbolo do suposto golpe, contra Dilma. Também não sou um dos que acha futebol uma perda de tempo ou idiotice.

Muito antes pelo contrário sou um apaixonado pelo nobre esporte bretão, já joguei (perna de pau, mas joguei), vou ao estádio, sou fanático por meu time, torço visceralmente. Sou Lobão, sou áureo-cerúleo, torcedor enloquecido do meu Esporte Clube Pelotas, o Lobo da avenida e transmiti esta paixão ameu filho.

Também acho a CBF corrupta e safada, tanto quanto o Congresso Nacional, mas pelo menos a CBF não rouba meu dinheiro. Penso que o futebol é alegria e diversão e não o ópio do povo, como querem nossos zintelectuais. E a camisa da seleção brasileira é linda verde e amarela, usei-a com orgulho nas manifestações contra o Collor e contra a Dilma e usarei ao manifestar-me contra qualquer safado que se instale no Governo. O Brasil é verde e amarelo e não vermelho, vermelho é cor de bandido e corrupto.

Mas não torço pela seleção brasileira, já torci pela seleção de 1982, por exemplo. Por esta não torço por dois motivos: primeiro meu avô de origem uruguaia e a proximidade da fronteira fizeram-me valorizar e amar a raça e a camisa celeste. E porque, embora simpatize com muitos jogadores de nosso escrete e, principalmente gosto do Tite, não suporto o Neymar.

Neymar representa o oportunista, mau cárater, que só quer levar vantagem. Não importam à ele consequencias ou o que causar a outrem ele quer estar por cima. É um mau, um péssimo exemplo, para o Brasil especialmente para os jovens brasileiros. Acho muito legal que o sentimento cívico aflore, que nosso povo torça pela seleção. Só não consigo torcer por um mau caráter. Me perdoem!

Mas deixando a Copa de lado, não importando o resultado e se o Brasil será ou não campeão (ainda não sei os resultados das quartas em diante) cabe-nos preparar para a batalha pós-eleições. Nossos adversários no Governo, no Congresso, no STF e nas cadeias de Brasília e curitiba estão preparando um contra-ataque perigoso.

Se a coisa agora está RUÇA pode piorar antes de melhorar ou lutamos ou é melhor fugir…para a pátria RUSSA!

11 julho 2018 CHARGES

GILX

11 julho 2018 DEU NO JORNAL

BANDIDOS AMEAÇAM

A armação petista para tentar a soltura do ex-presidente Lula, domingo, fez ressurgir com força ameaças de morte ao juiz federal Sérgio Moro nas redes sociais.

“Gente, temos que mandar matar o Moro”, diz um dos posts no Twitter, associando-se a outros, como o que exorta os adoradores curitibanos de Lula a “ir ali e matar o Moro”.

Outro pediu um “assassino de aluguel”.

Uma mulher promete: “Eu vou matar o Moro”.

Outra promete festa e cerveja de graça no dia quem matarem o juiz.

* * *

Os criminosos lulaicos babaram de ódio e destilaram seu veneno na internet com um fúria de bandidos encurralados e derrotas pela letra fria da lei.

Isto só faz confirmar o que é ser lulo-petêlho.

E confirma também como é que um lulo-petêlho enxerga (?) a justiça.

11 julho 2018 CHARGES

PATER

A TÁTICA DO MATUTO

Lula Dejeto da Silva vai continuar “querendo abrir o olho”

Joaquim Albano viveu lá pelos anos 30, 40 e 50 no município de Pacajus, mais propriamente no mesmo povoado onde este escriba nasceu: Queimadas. Nasceu mais pobre que Jó, e morreu mais rico que os ricos de hoje. Foi o que chamam, hoje, de “posseiro” ou “invasor de terras”.

Esperto como poucos, ainda que sem Mestrado ou Doutorado, Joaquim Albano criava e adotava táticas de domínio sobre o povo, no mais tradicional “cala boca”. Foi “coroné” por dezenas de anos.

Para não chamar muito a atenção da já enveredada fiscalização no caminho da corrupção, usava a tática matuta de “descentralizar o domínio e a posse das terras”, criando e disseminando a figura do meeiro. Ou seja, “dava as terras” para os moradores nela viverem e trabalharem, garantindo 50% do que era produzido e criado nas suas propriedades.

Ora, quem que, não tendo nada de seu, seria louco para receber tudo aquilo de mão-beijada para viver, e ainda teria coragem de sair por ai falando aos quatro ventos?

Já naqueles tempos existia o “Plano B” da tática do matuto Joaquim Albano (roubalheira e esperteza no pior sentido, são coisas antigas neste nosso Brasil): mantinha num grande terreno de sua “propriedade”, uma quantidade enorme de estacas e arame farpado. De vez em quando reunia vários “empregados sob sua custódia” e mandava brocar o mato e cercar a nova propriedade. Como quase sempre não aparecia o dono, a terra passava a ser dele.

Quer dizer: “se colar, colou”.

Exatamente como tem feito ao longo dos seus 73 anos, um pernambucano de Caetés, com tudo que possui até os dias de hoje, utilizando a famosa “tática do matuto”.

Soldado de folga no quartel quer cadeia ou plantão

José Eduardo, que na “numeração” dada pelo Quartel recebeu o número 22, era pelos demais amigos apelidado de “Dadinho”. Tinha o nome de guerra: Eduardo, 22.

No ano de 1961 servíamos ao Exército Brasileiro no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva) de Fortaleza, que tinha o quartel na Avenida Bezerra de Menezes.

“Dadinho” era louco pelo Exército, e fez de tudo para servi-lo. Morava no interior do Estado, mais propriamente em Crateús, distante da capital por aproximadamente 350 Km. Sem familiares na capital, “Dadinho” pretendia seguir carreira no Exército Brasileiro. Fez curso para cabo e continuou estudando para fazer curso para sargento. Literalmente, morava no quartel.

Era o soldado Eduardo, 22, que “resolvia” muitos problemas dos colegas, “recebendo” uns trocados para tirar serviços nos domingos e feriados. Como era um bom rapaz, prezava pela hierarquia, “cadeia” não era com ele. Preferia o “plantão”.

Pois saibam que, é num “plantão” de algum local de trabalho, que muitas coisas acontecem. Plantão de quartel, plantão de delegacia, plantão de hospital (vixe, como acontecem coisas nos plantões dos hospitais brasileiros), plantão dos tribunais… êêêêpppa!

E aí este pequeno texto me fez relembrar de Joaquim Albano, o “invasor” de terras em Pacajus, o mesmo do, se colar, colou!

Tem hora e vez que não cola!

Judiciário em altíssima baixa

A nova faixa presidencial do Brasil

Já escrevi minhas bobagens aqui muitas vezes, e, em algumas delas já informei que, da matéria “Direito”, entendo tanto quanto entendo de pesca submarina. Água muita para mim, só para beber, ou no chuveiro, depois de um dia de trabalho.

Mas, se por um lado não entendo nada de “Direito”, por outro lado tenho a primazia de “observar” – e, nisso, eu sou tão bom quanto aquele que seja o melhor. Empatamos, com certeza.

Ora, e não perdi de vista que, há pelo menos dois anos, todos os dias e “di-a-ri-a-men-te” o Judiciário brasileiro e suas principais decisões ocupam as principais manchetes dos jornais e noticiosos de rádios e televisões. Não há outro assunto que tenha chamado mais a atenção do brasileiro que as ações do nosso Judiciário.

Isso seria bom, convenhamos, se todos esses espaços fossem ocupados para dar bons exemplos, para uma pedagogia construtivista – mas, infelizmente, não tem sido esse o objetivo nem o caminho. Não são bons os exemplos. E o Judiciário brasileiro acaba entrando no descrédito – e isso é péssimo para um País eternamente em construção como o nosso.

O fim de semana passado foi caótico. Deprimente. Exótico. Uma mixórdia, que só nos empurra cada vez mais para a falta de credibilidade total.

Por que, e para que tantas instâncias, tantos recursos, tantos issos e aquilos?

Por que, não foi a “defesa constituída” quem tentou o HC, e, sim, três deputados com mandatos?

Pela certeza absoluta da impunidade, e de algum comprometimento do Judiciário. Uma pena.

Pelo andar da carruagem, a próxima faixa presidencial vai ter que ser entregue para alguém com usufruto de uma tornozeleira eletrônica. Não duvidem!

Vai fazer alguma diferença, se for o Marcola, o Escadinha ou se o “Palácio do Governo” for a Papuda?

11 julho 2018 CHARGES

J. BOSCO

KEIKO OKADA – MIAMI-EUA

Li esta notícia no jornal El País, espanhol .

Vai dar muita encrenca!

R. Quer dizer, então, que se o cabra botar uma puta dentro do seu carro, vai levar uma multa e a papeleta será remetida pro endereço dele?

Danô-se!!!

Cara leitora, se esta maldade chegar por aqui, vai ser uma prejuízo da porra pra estas honestas trabalhadoras que são as raparigas.

Figuras que dão duro (e levam duro) no seu bendito ofício.

Se aplicarem esta lei por aqui, a mulherzada vai praticar o machicídio em massa e os maridos (ao invés das putas) é que estarão fudidos.

Vôte!

11 julho 2018 CHARGES

AMARILDO

11 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DESMENTIDO

Anda circulando pela internet uma foto na qual o ex-presidente Lula aparece sendo beijado por alguém.

É esta foto aqui:

Os mentirosos, de maneira infame e desonesta, estão espalhando que esta pessoa beijando Lula é o senhor Rogério Favreto, militante petista que protagonizou o rumoroso caso acontecido domingo passado, quando tentou libertar ilegalmente o ex-presidente.

A Editoria do JBF desmente categoricamente o boato.

A pessoa que aparece beijando Lula não é o Desembargador Rogério Favreto.

Esta pessoa que aparece na foto é José Eduardo Dias Toffoli, portador da Síndrome de Down e irmão do Ministro Antonio Dias Toffoli

A foto foi feita em 2009, por ocasião da posse do Ministro no Supremo Tribunal Federal.

O JBF não compactua de modo algum com este tipo de baixaria (embora concorde com outras…)

Ministro Antonio Dias Toffoli com o seu irmão José Eduardo Dias Toffoli

11 julho 2018 CHARGES

JORGE BRAGA


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa