12 julho 2018IMUNDIÇA



Não transformem o Brasil numa imundiça. Não classifiquem o país como um território inútil, abarrotado de porcarias, pronto para receber mais porqueiras. Tudo bem, defeitos, existem muitos por aqui.

Não se pode negar, em absoluto. Muitos defensores de poder só plantaram babaquices. Das mãos dessa gente improdutiva só saíram sujeiras, asneiras. A desordem e a balbúrdia germinou rapidamente em política nojenta, desonesta e aproveitadora, em gestores indigestos e desleais, em desigualdade social, insegurança, corrupção, em corruptores que se desdobraram em deslealdade, em querer levar vantagem em tudo.

A desconsideração com as pessoas alheias ao círculo de amizades, o oportunismo, o desrespeito, a agressividade ao meio ambiente, a tendência para o descumprimento de leis, fato corriqueiro internamente, a burocracia, a péssima qualidade do serviço público, os impostos elevados, a carestia de vida, o baixo salário, a saúde pública despreparada, os estados endividados, as cidades quebradas e submetidas ao comando das drogas, a decepcionante infraestrutura. Foi o que restou dessa galera.

Por isso é verdade que atacado de máculas, o Brasil não pode ser comparado com a qualidade de vida oferecida pela Holanda, Suécia, Canadá e os Estados Unidos. Nem chega perto.

Mas, queira ou não, existem coisas boas por aqui, merecedoras de elogios. O futebol, a biodiversidade da fauna e da flora, o clima tropical, os 7.500 mil quilômetros de litoral, as belas praias, a música empolgante, a saborosa gastronomia, a gostosa pinga, a cordialidade do povo, o multiculturalismo, as cachoeiras e as festas, a maioria, inesquecível, tornam a vida do brasileiro menos sofrida.

Todavia, o que é inadmissível são as brigas internas, o desejo de se mostrar superior a todos que predomina no Poder Judiciário. Alguns juízes chegam ao descalabro de se julgarem deuses perante a sociedade. Desqualificando o cidadão comum.

No entanto, a disputa de vaidades entre os homens de toga, enoja. A guerra de poderes, aborrece. O prende e solta do ex-presidente Lula na semana passada mostrou que, de fato, existe um tremendo impasse judicial. E que não deve continuar.

Por outro lado, a soltura de 19 condenados do Lava Jato aumenta a desconfiança da população contra a Justiça do país que parece não saber como eliminar o excesso de processos, a inaceitável morosidade com a falta de estrutura para responder à demanda de serviços e a dificuldade do cidadão que permanece menosprezado para ter acesso à Justiça.

Como tem um custo elevado, em 2015, as despesas do Judiciário orçaram em R$ 79,2 bilhões, superando em gastos a Espanha, os Estados Unidos e a Alemanha, a sociedade espera resposta da Justiça para encontrar solução no sentido de dar adeus à lentidão nos serviços.

De forma a diminuir de forma gradativa o excesso de citações e de intimações, reduzir a demora para o oficial de Justiça localizar testemunhas. Afinal, a exagerada quantidade de despachos num mesmo processo, são medidas que deveriam desafogar as gavetas entulhadas de casos judiciais. O que faz o Poder Judiciário ser tremendamente burocrático. Muito pouco aplaudido.

Enquanto a Justiça brasileira leva 4 anos para sentenciar uma questão jurídica, em 1ª instância, a Dinamarca, a Áustria e a Hungria gastam menos de quatro meses para sentenciar um processo nas instâncias inferiores. Grande diferença.

O incrível é que nem com a adoção da tecnologia na Informática, da Súmula Vinculante, para orientar os juízes e tribunais estaduais, e da repercussão geral, para evitar o julgamento de questões semelhantes entre a Corte superior e as inferiores, as medidas tem ajudado a desengavetar processos. Acelerar sentenças.

Por todos estes inconvenientes, a Justiça brasileira acaba cometendo injustiça na opinião da sociedade. Para o povo, a verdadeira causa da impunidade é a crença do bandido, assaltante, homicida, sequestrador e estuprador julgar que o crime realmente compensa. Basta contratar um bom advogado para não passar temporadas atrás das grades. E ficar livre para agir continuadamente. Sem medo de ser feliz nas empreitadas.

Situação gozada pela maioria dos corruptos da Lava Jato que, embora tenha cometido crimes de corrupção ativa ou passiva, vive em liberdade, no convívio das pessoas de bem. Como se não tivesse cometido delitos de espécie alguma. Fosse as pessoas mais honesta do país como alguns políticos e empresários dessa laia se auto definem.

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