VIVA SÃO JOÃO

Festa Joanina ou Festa Junina?

Já passou o São João, que é comemorado aqui na região nordestina como a melhor das festas do ano todo.

Época em que o maravilhoso e contagiante FORRÓ e as danças joaninhas alegram nossos corações. É muita alegria com cantorias, músicas e danças, variadas comidas e iguarias típicas a base de milho, fogos e fogueiras.

Atividade festiva que movimenta e agita a vida econômica e social da região.

Como bem apregoa a tradição e a história, o dia de São João é comemorado em 24 de junho em honra a São João Batista, filho de Isabel e Zacarias. Conhecido por sua postura austera como pregador.

Para os cristãos, ele foi o último Profeta do Antigo Testamento. Suas admoestações impactavam quem o ouviam. Pregando severidade no comportamento, com reflexos na moral pela via do arrependimento, transformando pelo enobrecimento dos sentimentos numa revolucionária conversão intima. Embora Tenha obtido o respeito e admiração do rei Herodes, este execrável Rei, não o poupou da condenação por decapitação, no ano 31, de nossa era, ante os caprichos de uma mulher devassa, face a sua pregação e profetismo sem conchavos.

Fugindo totalmente da tradição, já que os Santos são festejados no aniversário de suas mortes, como sendo o dia feliz do encontro com o Criador, João Batista é o único Santo que tem a festa no dia que determinaram, liturgicamente, para seu nascimento. Era primo de Jesus, que era mais novo do que João, 6 meses.

Como é prática corrente aqui no ocidente em descaracterizar personagens , João, um homem tão rude e incisivo no seu comportamento e nas palavras, é retratado com uma imagem sui genere, bem ocidentalizada: um branquinho e rechonchudo garotinho de cabelos loiros encaracolados, com meiguice estampada na face com um lindo carneirinho nos braços.

São João Batista – na visão corrompida ocidental

Conta uma lenda conta que ele era fogueteiro e gostava de fogos barulhentos; por isso sua mãe o fez dormir em seu dia, para evitar que ele acendesse tantas fogueiras que viesse a queimar o mundo; outra lenda conta que Isabel prometeu a Maria, que acenderia uma fogueira para avisar do nascimento de João Batista.

Apesar da sua fama de austeridade e impetuosidade, era um homem profundamente humilde. Quando seus discípulos alertaram ele de que alguns passaram a seguir a Jesus Cristo, João Batista declarou: “É preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). Disse ainda que não era digno nem de atar as sandálias de Jesus (Mt 3,11).

Por sua integridade, por suas virtudes, São João Batista foi escolhido como Padroeiro da Maçonaria.

Distinção entre JUNINA e JOANINA

Deusa Juna Sospita

Voltando às festividades dessa época, é conveniente distinguir: Quando se diz ‘festa junina’, está se referindo à deusa JUNO, mulher de Zeus; quando se diz ‘festa joanina’ a referência é a São João Batista.

As festas juninas são muito antigas. Na velha Roma dos mil deuses, as festas juninas (da deusa Juno) já exibiam as características de adoração do fogo, etc.

As festas joaninas vieram para substituir as festas pagãs (assim como o nascimento de Cristo, em 25 de dezembro, para substituir as festas pagãs ao deus Sol).

ENTÃO… VIVA SÃO JOÃO!; VIA AS FESTAS JOANINAS!

6 comentários

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    • Sérgio Medeiros de Almeida em 12 de julho de 2018 às 21:15
    • Responder

    Meu nome é SÉRGIO MEDEIROS !!!!!!! Decerto, trata-se de uma bela abordagem e muito inteligente. O aspecto religioso aliado à ciência foi apropriado. Entrementes, a distinção não me parece relevante porque como bem disse o autor ambas são muito antigas e creio ser bem justificável que se tenha confundido uma festa com outra. De resto o que importa é a fé no APÓSTOLO JOÃO.

      • Marcos André M. Cavalcanti em 13 de julho de 2018 às 00:16
      • Responder

      Obrigado, Sr. Sergio. Muito bem apropriadoas vossas observações .
      Sempre se aprende mais um pouco com colocações do nível de seu comentário..

    • Saulo Augusto em 13 de julho de 2018 às 00:06
    • Responder

    Muito pertinente sua pesquisa sobre o sincretismo entre os personagens supracitados e suas particularidades. Como sempre, o autor me surpreende com temas interessantes e inéditos. Sejamos virtuosos, assim como foi o honorável Padroeiro!

    • Marcos André M. Cavalcanti em 13 de julho de 2018 às 00:19
    • Responder

    Sr Saulo, sinto-me lisonjeado com tão gabaritada opinião.
    Muito obrigado.

    • Rossana Motta em 13 de julho de 2018 às 18:33
    • Responder

    Como sempre, é um prazer ler suas postagens tão enrrequecidas!

    • Saulo Silva em 13 de julho de 2018 às 20:59
    • Responder

    Estou à sua disposição, meu erudito amigo.

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