13 julho 2018 CHARGES

LUTE

ESTAÇÃO SAUDADE

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ALECRIM

O TEMA É SAUDADE

Esta palavra saudade
Conheço desde criança
Saudade de amor ausente
Não é saudade, é lembrança
Saudade só é saudade
Quando morre a esperança

Pinto do Monteiro

A saudade é um parafuso
que quando a rosca cai
só entra se for torcendo
porque batendo não vai.
Mas quando enferruja dentro
nem distorcendo não sai.

Antônio Pereira

Saudade mata é verdade,
Mas dessa morte eu me esquivo.
Como morrer de saudade
Se é de saudade que eu vivo.

Antonio Pereira

Procuro uma explicação
Para a saudade viver
E ver tanto amor morrer
Como uma reles paixão
Nas brechas do coração
Existe um adjetivo
Onde meu mundo é nocivo
E uma pergunta me invade:
Como morrer de saudade
Se é de saudade que vivo?

Renato Santos

Não esqueço um só segundo
Dos dias da mocidade
Mas o tempo me roubou
Da vida mais da metade
Restando só amargura
Tristeza, dor e saudade.

Biu de Crisanto

* * *

SAUDADE SERTANEJA – Biu de Crisanto

A saudade que mais maltrata a gente,
Quando a gente se acha em terra alheia,
É ouvir um trovão para o nascente
Numa tarde de março, às quatro e meia.

A zoada do rio, a orla da corrente
Fazer lindos castelos de areia;
Uma nuvem cobrindo o sol poente
E uma serra pra cá da lua cheia.

Um vaqueiro aboiando sem maldade,
Com saudade do gado, e com saudade,
O gado urrando ao eco do vaqueiro;

O cantar estridente da seriema
E o cachimbo da velha Borborema
Nas manhãs invernosas de janeiro.

* * *

SAUDADE – Lamartine Passos

Nunca pensei que te amasse tanto,
Pois só depois que me perdi de ti
Que a solidão me assombra em cada canto
E grita, em silêncio, “estou morando aqui”.

Olho a palmeira, sem sentido, enquanto
Vejo o sanhaçu pousar sempre ali.
Mas sem ter força pra soltar seu canto,
Cala sentindo tudo que perdi.

É tanta dor que me envelhece a alma
E um tédio louco me adultera a calma
De tanta lágrima que já verti.

Já não me sinto em mim, não sou verdade.
E após beber mil goles de saudade
Não sei se ainda estou vivo ou se morri.

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LEONARDO

13 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

ATO FALHO

Conforme foi publicado no JBF, a juíza Carolina Moura Lebbos, titular da 12ª Vara Federal de Execuções Penais de Curitiba, negou pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conceder entrevistas.

O fubânico lulo-petista Ceguinho Teimoso protestou de imediato através de dois comentários postados aqui nesta gazeta escrota.

Ceguinho declarou que se o traficante Fernandinho Beira-Mar, a matricida Suzane von Richthofen e o terrorista Cesare Battisti deram entrevista estando engaiolados, então, logicamente, consequentemente, juridicamente, petisticamente, Lula também tem o mesmo direito.

Ou seja, se outros bandidos podem dar entrevista, por que Lula não pode???

Dedução arretada esta do Ceguinho.

Colocou o proprietário do PT ao lado de figuras que tem prontuários no mesmo nível banditício de Lula.

O subconsciente tem razões que a própria razão conhece muito bem.

Um quarteto homogêneo de bandidos de quatro tendências

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SANTO

13 julho 2018 DEU NO JORNAL

TODOS CONTRA UM

Eliane Cantanhêde

Que o PT é bom de marketing não há a mínima dúvida, mas insistir na versão de que o partido e o ex-presidente Lula foram os grandes vitoriosos, enquanto o TRF-4 e o juiz Sergio Moro foram os grandes derrotados na lambança de domingo já é demais. O pior é que tem quem acredite e passe adiante.

Para além do marketing, existe o fato, ou a realidade: quem ficou totalmente isolado durante todas as longas horas do imbróglio foi justamente quem o gerou, o desembargador Rogério Favreto, filiado ao PT por 20 anos, auxiliar dos presidentes Lula e Dilma Rousseff no Planalto e em ministérios e agora, como plantonista do TRF-4, autor do bombástico habeas corpus para soltar Lula.

Senão, vejamos. O juiz Sergio Moro o declarou “absolutamente incompetente” para derrubar uma decisão do TRF-4, ratificada, nada mais nada menos, pela mais alta Corte do País, o Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal, perplexa, como todo o meio jurídico e o próprio Brasil, alegou que não é obrigada a cumprir uma decisão ilegal e em meio a um evidente conflito de competência.

Dentro do próprio TRF-4, ninguém abriu a boca ou tomou qualquer atitude para apoiar, concordar ou ratificar a posição do plantonista de fim de semana. Ao contrário, o desembargador que é relator da Lava Jato, João Pedro Gebran Neto, suspendeu o habeas corpus assinado por ele. E quem bateu o martelo foi o próprio presidente do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, contra o HC de Favreto e a favor da suspensão decidida por Gebran.

Para fechar o cerco ─ e a condenação ao voluntarismo de Favreto ─ a própria presidente do Supremo, Cármen Lúcia, distribuiu nota em tom de advertência, pedindo Justiça “sem quebra de hierarquia”. Uma alusão direta à audácia do desembargador ao contrariar a 8.ª Turma do TRF-4 e, incrível!, o STF. Logo, foram todos contra um ─ o que se aproveitou de um plantão para botar fogo no circo.

E Moro? Há quem reclame porque ele estava de férias e não tinha nada que se meter na decisão de Favreto, representante de uma instância superior. Mas há muita gente que vai em sua defesa, de procuradores a atuais e ex-ministros do próprio Supremo, alegando que juízes não deixam de ser juízes porque estão de férias e ele tem pleno direito de se manifestar 24 horas por dia, esteja onde estiver.

Ok, essa divergência reflete o “ame-o ou deixe-o” que persegue Sergio Moro desde que ele virou a principal cara da Lava Jato, mas não tem nada de nova, muito menos o transforma no principal derrotado de um vexame que extrapola o TRF-4 e agrava ainda mais o momento conturbado, tenso e beligerante da Justiça brasileira, a começar da mais alta Corte do País.

A guerra agora está no CNJ e logo vai parar no STJ. Um punhado de advogados entrou contra Moro no CNJ, mas promotores e procuradores entraram contra Favreto. É um jogo de perde-perde, enquanto Lula continua preso, seus advogados juram que não tiveram nada a ver com aquele habeas corpus e nesta segunda-feira, 9, o PT novamente decidiu não decidir sobre a candidatura presidencial de outubro. Logo, o que Lula e o PT ganharam? Holofotes? Visibilidade? O velho “falem mal, mas falem de mim?”.

Quanto ao TRF-4, realmente ficou dividido e correndo atrás do prejuízo causado por Rogério Favreto, mas nada que se compare ao desgaste acumulado, por exemplo, pelo próprio Supremo. E pode piorar.

O presidente Temer vai para o exterior duas vezes em julho, os presidentes da Câmara e do Senado não podem substituí-lo, pois serão candidatos e a Presidência vai sobrar para Cármen Lúcia.

E quem assume o Supremo?

Dias Toffoli.

Vamos combinar que Toffoli no STF e Favreto no TRF-4 podem dar o que falar…

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VERONEZI

13 julho 2018 DEU NO JORNAL

FUGINDO DO PARAÍSO

Nos primeiros seis meses deste ano, mais de 16 mil venezuelanos pediram refúgio em Roraima, segundo a Polícia Federal.

O número já é 20% maior do que o registrado em todo o ano de 2017, quando foram recebidas pouco mais de 13,5 mil solicitações.

De acordo com a PF, entre janeiro e 22 de junho deste ano, foram recebidos 16.953 pedidos de refúgio no estado.

Desses, 16.523, ou 97% do total, são só de venezuelanos.

Os demais são de cubanos (155), haitianos (139) e cidadãos de outras nacionalidades (133).

O recorde de pedidos de refúgio de venezuelanos foi no mês de maio, quando o país foi às urnas e o presidente Nicolás Maduro acabou reeleito.

Só naquele mês foram 4.054 solicitações feitas junto à PF.

Venezuelanos caminhando na BR-174: eles vêm ao Brasil em busca de melhores condições de vida

* * *

A presidente do PT, partido cujo proprietário é aliado incondicional do estadista Maduro, expediu nota declarando que estes abastados e ricos coxinhas são todos reacionários.

Direitistas e golpistas que saem da Venezuela e entram no Brasil só pra sacanear com o magnífico regime bolivarianista.

Estes safados, segundo Ceguinho Teimoso, são todos anti-revolucionários e direitistas caluniadores de um gunvernno que é dos melhores do mundo.

A Venezuela dos dias de hoje, garante a sempre lúcida presidente do PT – que sonha um dia implantar o mesmo regime aqui no Brasil -, é um exemplo de democracia aberta, de ampla liberdade de imprensa e de total respeito aos direitos humanos.

No país não existe um único prisioneiro político.

Na verdade, na Venezuela não existe um único oposicionistas.

Estão todos no Brasil.

Pedindo esmolas e emprego em Roraima.

* * *
UM SAFADO FAZENDO CAMPANHA PRA OUTRO

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PATER

13 julho 2018 AUGUSTO NUNES

SÓ NA CADEIA ELE APRENDEU A LER, ESCREVER E REZAR

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GENILDO

13 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SEXTA-FEIRA, 13

Sexta-feira, 13.

Hoje é o dia em que a Mãe de Calor-de-Figo limpa os dentes com uma escova fabricada com os pentelhos da sogra de Belzebu, a madrasta de Caralho-de-Asas come bimba de gato frita em sebo de bode, a nêga Espanta-Cacete amarra o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido, a madrasta de Cavalo-do-Cão come barro e caga tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso, a cabôca Traça-Pica faz careta pra Tranca-Rua em cima de um pinico de loiça, a enfezada Catraia Sibita lava a priquita com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo, a irmã de Pancanha cata chatos na barba do cabôco Papa-Cu e a Besta Fubana enfia o caralho no fedegoso do Coisa-Ruim.

Acunhe, acunhe, acunhe que a coisa é seria!!!

* * *

E vamos apelar pra Dona Gina, a melhor catimbozeira de Palmares

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CLÁUDIO

13 julho 2018 PERCIVAL PUGGINA

AS RAZÕES DA MISÉRIA E A MORTE DO GRILO FALANTE

Você sabe por que o Brasil não consegue solucionar o problema da miséria? Porque, de um lado, deixamos de agir sobre os fatores que lhe dão causa, e, de outro, nos empenhamos em constranger e coibir a geração de riqueza sem a qual não há como resolvê-la. Os fanáticos da política, os profetas de megafone, os “padres de passeata”, para dizer como Nelson Rodrigues (ao tempo dele não existiam as Romarias da Terra), escrutinando os fatos com as lentes do marxismo, proclamam que os pobres no Brasil têm pai e mãe conhecidos: o capitalismo e a ganância dos empresários. Em outras palavras, a pobreza nacional seria causada justamente por aqueles que criam riqueza e postos de trabalho em atividades desenvolvidas sob as regras do mercado.

Estranho, muito estranho. Eu sempre pensei que as causas da pobreza fossem determinadas por um modelo institucional todo errado (em 2017, o 109º pior entre 137 países, segundo o World Economic Forum (WEF). Pelo jeito, enganava-me de novo quando incluía entre as causas da pobreza uma Educação que prepara semianalfabetos e nos coloca em 59º lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), entre 70 países. Sempre pensei que havia relação entre pobreza e atraso tecnológico e que nosso país não iria longe enquanto ocupasse o 55º lugar nesse ranking (WEF, 2017). Na minha santa ignorância, acreditava que a pobreza que vemos fosse causada, também, por décadas de desequilíbrio fiscal, gastos públicos descontrolados tomados pela própria máquina e inflação. Cheguei a atribuir responsabilidades pela existência de tantos miseráveis à concentração de 40% do PIB nas perdulárias mãos do setor público (veja só as tolices que me ocorrem!). E acrescento aqui, se não entre parêntesis, ao menos à boca pequena, que via grandes culpas, também, nessas prestidigitações que colocam nosso país em 96º lugar entre os 180 do ranking de percepção da corrupção segundo a Transparência Internacional.

Contemplando, com a minha incorrigível cegueira, os miseráveis aglomerados humanos deslizantes nas encostas dos morros, imputava tais tragédias à negligência política. Não via como obrigatório o abandono sanitário e habitacional dos ambientes urbanos mais pobres. Aliás, ocupamos a 112ª posição no ranking, entre 200 países, no acesso a saneamento básico. Pelo viés oposto, quando vou a Brasília, vejo, nos palácios ali construídos com dinheiro do orçamento da União, luxos e esplendores de uma corte dos Bourbons.

Mas os profetas do megafone juram que estou errado. A culpa pela pobreza, garantem, tampouco é do patrimonialismo, do populismo, dos corporativismos, do culto ao estatismo, dos múltiplos desestímulos ao emprego formal. Não é sequer de um país que, ocupando a 10ª posição entre os países mais desiguais do mundo, teve a pachorra de gastar, sob aplauso nacional, cerca de R$ 70 bilhões para exibir ao mundo sua irresponsabilidade na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. No entanto, os Pinóquios da política, das salas de aula, da mídia e dos púlpitos a serviço da ideologia, fanáticos da irrazão, asseguram-nos que existem pobres por causa da economia de empresa e dos empreendedores.

Um dos fenômenos brasileiros deste início de século é o silêncio das consciências ante toda falsidade. É a morte do grilo falante.

* Este texto atualiza dados de um pequeno trecho do meu livro “Pombas e Gaviões”, publicado pela AGE em 2010.

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MYRRIA

EXPLICAÇÃO ESCLARECEDORA

Comentário sobre a postagem BEM NO OLHO DO FURICO

Roque Nunes:

“Eu sempre digo que um petista é, antes de tudo um petista.

Se ele é professor e petista, primeiro petista, depois professor.

Se engenheiro, médico, advogado, desembargador, ministro do STJ, do STF, ou mesmo um gari, primeiro ele sempre será um petista.

Ou seja, se o meliante do Lula mandar ele trair a mãe, a pátria, a profissão, os amigos, a esposa, ou esposo, para beneficiar ao meliante, ou ao partido, ele vai fazer sem pensar duas vezes.

O Favreto, ou “favorzinho” em italiano pode ter saído do PT, mas o PT nunca saiu de dentro dele.”

* * *

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SINOVALDO

ORGULHO-ME DE SER ÁUREO-CERÚLEO

Para encerrar, ou não, estas crônicas sobre futebol não poderia deixar de manifestar o meu orgulho de torcer pelo Lobo azul e amarelo de Pelotas. Para quem não sabe em Pelotas-RS temos um time tradicional, dentre os mais antigos do Brasil e que tem o Estádio mais antigo em funcionamento (já foi reformado, mas continua no mesmo lugar e preservou o pórtico) do Brasil, aberto desde 1908, o Estádio da Boca do Lobo.

Este Clube é o meu Pelotas, orgulho azul e ouro. Os simplistas de Porto Alegre dizem que o Rio Grande do Sul é um GreNal, ou Grêmio ou Inter, mentira! No interior em Bagé, Rio Grande e especialmente em Pelotas sobrevive o sentimento ardoroso pelos Clubes locais. Especialmente em Pelotas torcemos pelo Pelotas ou pelo Brasil de Pelotas (Argh!!!). Mas é admirável. Torço com todas as minhas forças contra Grêmio e Inter, acho que eles destroem o resto do futebol gaúcho.

Meu Lobo (o apelido e mascote do time) áureo-cerúleo (alusão as cores do time: amarelo ouro e azul céu) , ora no meu coração é muito mais que estes bostas da capital. E é nestes times do interior que resiste o verdadeiro futebol do Brasil.

Longe dos holofotes e dos tapetões dos grandes campeonatos brasileiros existem centenas de pequenos clubes que empregam milhares de pessoas, de pais de família que tiram seus sustento da arte da bola. Sem roupas extravagantes, sem cabelos ridículos, homens e mulheres que trabalham duro, fazem jornada dupla, tem dois empregos pelo amor ao futebol.

É nestes times médios e pequenos que sobrevivem os boleiros do Brasil. É neles que aparece a função social do futebol, onde nas escolinhas humildes, meninos que sonham com o glamour dos campos dedicam-se ao esporte, aos estudos e acabam afastando-se das drogas e da criminalidade. É a ‘indústria’ do futebol dos pequenos e médios clubes, que se faz a verdadeira paixão brasileira, que passam, nascem e vicejam os sonhos e esperanças de milhares de meninos, homens e famílias pelo Brasil.

Não é o futebol dos grandes clubes, da seleção e das festas que representa o Brasil. O nosso futebol é feito na várzea, no campinho, na segunda e terceira divisão. No moleque que dribla alegre e no homem que treina e joga no turno inverso de outro emprego para conseguir viver e se sustentar. Este é o futebol brasileiro.

Por isso torço, apenas por um time médio, meu Pelotas. Além da tradição e de uma torcida fanática, ali, na Boca do Lobo tenho minha casa, ao lado de minha casa (me mudei para perto estádio, de forma involuntária, mas mudei) e de passar este amor para meu filho.

O Esporte Clube Pelotas têm uma história centenário com vitórias e derrotas e histórias e estórias maravilhosas, muitas das quais vivi. Faz alguns anos estávamos na Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho e este ano fomos Campeões da Divisão de Acesso do Gauchão e ano que vem voltaremos a elite do futebol gaúcho. Mas mesmo na divisão de acesso, por anos, mantivemos um público médio, no estádio, semelhante à Grêmio e Inter.

Uma história interessante sobre o Pelotas é a seguinte, quando a Seleção brasileira perdeu a Copa de 1950, no Maracanã, ocorreu ‘o silêncio mais ensurdecedor’, segundo Nelson Rodrigues, o Brasil jogou de branco, como havia jogado nas Copas até então.

Após a derrota foi feito um concurso nacional para um novo uniforme da seleção. O ganhador foi o professor Aldir Schlee, gaúcho de Jaguarão, que fez sua vida em Pelotas. Ele sempre disse que não se baseou em nenhum uniforme de clube ao criar a camisa canarinho, ganhadora de 5 títulos mundiais. Que teve leve inspiração na Camisa do Fiatextil, clube já extinto de Pelotas. Mas convenhamos o E.C. Pelotas sempre jogou com seu uniforme principal, desde 1908, meias brancas, calção azul e camisas amarelas.

Será que não rolou uma inspiração. Não sei! Mas está é a história da camisa amarelinha, pentacampeão mundial e da camisa áureo-cerúlea que tanto me orgulha.

Como diz nosso Hino: “Orgulho-me de ser áureo-cerúleo pela grandeza do ideal, ufano-me de ser áureo-cerúleo pelo que tem de emocional”.

Salve o Pelotas! Salve o futebol brasileiro, aquele futebol de raiz, do interior! O Lobão voltou!

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RICARDO MANHÃES

EDNALDO SAMPAIO – FORTALEZA-CE

Grande Berto!!

Veja só como é que anda o serviço de coleta de lixo aqui na nossa linda Fortaleza.

Está excelente!

Um grande abraço, caro editor bestânico.

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DUKE

13 julho 2018 DEU NO JORNAL

SIMPLESMENTE VERGONHHOSO

Três parlamentares de um mesmo partido realizaram uma manobra jurídica para tentar livrar da cadeia, contra todas as regras do Direito, o líder máximo da legenda. Foi por pouco, mas as autoridades judiciais conseguiram a tempo desvelar a malandragem, pondo fim à nefasta tentativa de burlar o Judiciário em favor da impunidade do político. Uma vez revelada a tramoia, seria de esperar que o referido partido estivesse profundamente envergonhado com a atitude de seus três parlamentares. A tentativa de ludibriar o Judiciário é grave atentado contra o País e contra a moralidade pública.

Foi o que o PT viveu nos últimos dias, só que ao contrário. Em vez de ficar profundamente consternada, a legenda tem se mostrado orgulhosa da manobra dos deputados Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira, que tentaram burlar o princípio do juiz natural a fim de tirar Lula da Silva da cadeia. Sem nenhum argumento jurídico que pudesse fundamentar a soltura do ex-presidente, eles impetraram um pedido de habeas corpus baseados tão somente no fato de que, na ocasião, o plantonista do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região era o desembargador Rogério Favreto, cuja carreira tem fortes ligações com o PT.

Trata-se de verdadeira pirraça com o Estado de Direito. Desde domingo, lideranças petistas têm defendido a estapafúrdia ideia de que um magistrado, manifestamente incompetente para atuar no caso e manifestamente ligado ao partido, pudesse expedir alvará de soltura para o seu líder, que cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com isso, o PT deu mais um passo para a desmoralização das instituições. Como se não bastasse promover o aparelhamento do Estado nos anos em que esteve no governo federal, o PT postula abertamente que as pessoas indicadas pela legenda continuem a trabalhar em seu benefício, a despeito do que a lei determina. O desembargador Rogério Favreto foi nomeado ao TRF-4 pela presidente Dilma Rousseff.

Sem solução de continuidade, o PT também pôs em andamento virulenta campanha contra as autoridades judiciais que desvelaram a manobra dos três deputados. Em completa inversão dos fatos, disseram que o juiz Sérgio Moro, que foi o primeiro a destacar que o alvará de soltura tinha sido expedido por quem não tinha direito de fazê-lo, havia agido por conta própria, o que seria a prova de seu ativismo antipetista.

Ora, foi o próprio desembargador Favreto que intimou o juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba a manifestar-se sobre a soltura de Lula. “Solicite-se ao juízo de primeiro grau que, no prazo de cinco dias, se entender necessário, preste esclarecimentos adicionais que reputar relevantes para o julgamento desta impetração, ressaltando que o transcurso do prazo sem manifestação será interpretado como inexistência de tais acréscimos”, escreveu o plantonista no seu despacho de domingo de manhã.

Fez bem, portanto, o juiz Sérgio Moro em atender com diligência à solicitação do desembargador Favreto para que apresentasse os devidos esclarecimentos. Havia erros crassos na decisão, que necessitavam ser retificados com urgência, para evitar danos maiores. O juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba lembrou que o desembargador plantonista não tinha competência para atuar no processo. Moro também apontou outro erro básico contido no pedido de habeas corpus impetrado pelos três deputados petistas: tendo sido a prisão de Lula determinada pela 8.ª Turma do TRF-4, não havia como o juízo de primeiro grau ser a autoridade coatora.

O PT não parece, no entanto, interessado nos fatos e tampouco no direito. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, chamou de “intromissão arbitrária administrativa” a decisão do presidente do TRF-4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, que pôs um ponto final à insistência do desembargador Favreto em soltar Lula. Cumprindo estritamente suas atribuições institucionais, o presidente do TRF-4 dirimiu o conflito de competência, afirmando que o caso devia ser levado ao relator, pois o plantonista não era a autoridade competente para julgar o tal pedido de habeas corpus.

O partido de Lula apequena-se ainda mais ao se vangloriar dos próprios erros. O episódio de domingo não traz nenhuma glória. É simplesmente vergonhoso.

Editorial do Estadão – 11 de julho


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