15 julho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

15 julho 2018 DEU NO JORNAL

VAMOS EM FRENTE, CUMPANHEROS ! ! !

No 31 de julho, apoiadores de Lula iniciarão uma greve de fome em defesa do ex-presidente.

A informação foi divulgada por João Pedro Stedile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) após visitar o ex-presidente na sede da Polícia Federal em Curitiba.

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E ainda tem gente que diz que eu não apoio Stédile e não concordo com nada do que ele faz.

Pois eu quero declarar que sou inteiramente a favor desta greve de fome.

Sobretudo se ele, Stédile, estiver entre os grevistas!

Algo muito importante e que ele não deixou claro: vais ou não participar da greve, cumpanhero?

Torço para que esta greve de fome total dure até o final deste ano de 2018, a fim de que possamos celebrar um Natal com muito alegria.

E com muita fartura também.

Vai em frente, cumpanhero!

Fecha a boca e descansa o cu que estarei aqui torcendo e batendo palmas.

Mantenha a palavra e não coma nada mesmo.

Mostre raça revolucionária e dê um longo descanso às tripas.

E te peço mais uma coisa: ao invés de fazer uma greve com apenas 11 cumpanheros, conforme você prometeu, arredonde pra 13.

Seria mais coerente, não achas?

E tem mais: se você estiver entre os 13, eu vou soltar fogos em apoio à greve.

15 julho 2018 CHARGES

NEWTON SILVA

O BEM AMADO

A novela foi exibida na TV Globo de janeiro a outubro de l973. Odorico Paraguaçu, personagem de Paulo Gracindo, era um dos principais atores. Com a aproximação de mais uma eleição em nosso País, vamos conferir as diferenças entre nossa política atual com aquela que apresentava o escritor Dias Gomes.

Entrevista para TV | Vote Odorico!

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TALENTO EM DOSE DUPLA

A jovem Yannie Tan colecionadora de prêmios aos 16 anos, aliou sua arte ao piano com a dupla dos desenhos animados Tom e Jerry, famosa criação de William Hanna e Joseph Barbera e juntos interpretaram um clássico do compositor Franz Liszt.

Hungarian Rhapsody nº.2

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Dica:

A série de ficção Viagem ao Fundo do Mar, foi produzida de setembro de 1964 a março de 1968. Fez sucesso ao ser exibida pela TV brasileira e contou com excelentes dubladores.

Clique aqui para assistir O Submarino Renegado (1966)

15 julho 2018 CHARGES

THIAGO LUCAS

15 julho 2018 DEU NO JORNAL

O DESMONTE DOS SINDICATOS

Vende-se – R$ 40 milhões A CUT está negociando a venda de sua sede, no Brás, São Paulo, para a Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo pastor Valdemiro Santiago. A oferta é de R$ 40 milhões. Metade à vista e o restante em quatro parcelas

Detentoras de verdadeiras fortunas em dinheiro, conquistadas à custa do suor do trabalhador, que abria mão de um salário por ano para ver seus direitos defendidos, as entidades representativas de classe agora vivem uma nova era, sem o imposto sindical. Para tentar sobreviver à asfixia financeira gerada pela perda de sua principal fonte de renda, que teve a obrigatoriedade cancelada pela Reforma Trabalhista, aprovada no ano passado, algumas diminuíram radicalmente os gastos. Entre as medidas encontradas, a mais comum foi o enxugamento da folha salarial. Mas, quando isso não basta para sobreviver, o jeito é tomar medidas mais drásticas, como liquidar o patrimônio. Foi o que fez a Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo, prestes a concluir a venda de sua sede, na região do Brás, para a Igreja de Deus, do pastor Valdemiro Santiago.

Vendido – R$ 10 milhões Para conseguir honrar suas contas, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, um dos maiores do país, teve de vender no mês passado um prédio comercial de oito andares na região central de São Paulo. Recebeu R$ 10,3 milhões pela transação 

O valor do moderno imóvel de sete andares estaria avaliado em R$ 40 milhões. Oficialmente, a direção nacional da CUT não confirma os valores. Mas o presidente da CUT no Distrito Federal, Rodrigo Britto, reconhece que o negócio deve ser mesmo fechado nesses termos. Rodrigo conta que, devido à pindaíba, a entidade encontra dificuldades para promover até ações de mobilização. “Isso é uma interferência do Estado no Sindicato”, alega. Não é a primeira vez que a dominação religiosa comandada pelo pastor Valdemiro tenta adquirir o prédio da central sindical. A Igreja de Deus já contabiliza três imóveis na região onde se situa em São Paulo a sede da CUT. Há dois anos, a igreja do pastor Valdemiro Santiago ensaiou arrematar o prédio, mas, à época, a situação era diametralmente oposta. Com o PT instalado no Planalto, os sindicatos nadavam em dinheiro. Só em 2015 a CUT recebeu repasses do governo federal que somavam R$ 477 milhões referentes ao imposto sindical. Uma média de R$ 39 milhões por mês.

Queda brusca

Nos cinco primeiros meses deste ano, no entanto, a arrecadação despencou vertiginosamente. Para se ter uma noção do baque, todas as centrais sindicais receberam juntas nesse período um total de R$ 21 milhões. Não é pouco, mas em comparação com o passado recente, a queda é brusca. Com parcos recursos, as entidades de classe iniciam uma nova fase que não encontra precedentes na história: a era pela sobrevivência. Para reequilibrar as finanças, a CUT instituiu em suas unidades pelo País afora uma espécie de Plano de Demissão Voluntária (PDV). Deflagrou ainda a contratação de pessoas jurídicas (PJs), em substituição a CLTs, prática que sempre foi torpedeada pela própria CUT. O objetivo é enxugar, ao fim e ao cabo, 60% da folha de pagamento. O processo segue em curso. Em Brasília, a CUT de São Paulo possuía um quadro modesto de 178 trabalhadores. Devem restar agora somente 71.

A CUT foi fundada em agosto de 1983 em São Bernardo do Campo. Alcançou o seu ápice após a chegada de Lula ao poder. No período dele e de sua sucessora, Dilma Rousseff, os sindicatos foram empoderados. Com a irrigação das contas dos sindicatos, o PT transformou as entidades em seus exércitos. Só as centrais sindicais recebiam 10% de tudo o que os sindicatos e outras entidades abaixo delas arrecadavam. A conta era assim: a fatia maior cabia aos sindicatos, que tinham direito a 60%. Abaixo, vinham as federações e confederações, com 15% e 5%, respectivamente. Até o governo tinha o seu quinhão, de 10%. Com a chegada de Michel Temer ao poder, a história mudou. Em 2017, Temer conseguiu aprovar no mesmo texto da Reforma Trabalhista a suspensão definitiva da contribuição com a promulgação da Lei 13.467. Com ela, os trabalhadores não são mais obrigados a destinar um salário por ano para os sindicatos.

A conta não fecha

Além da CUT, outras entidades também começaram a implementar a política de corte de gastos. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), por exemplo, decidiu cortar os serviços de uma empresa terceirizada que fazia a comunicação. É provável que outras áreas sofram contingenciamento. Há um mês, para conseguir honrar suas contas, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, um dos maiores do país, teve de vender um prédio comercial de oito andares na região central de São Paulo. Recebeu R$ 10,3 milhões pelo negócio. Apesar de receberem a mensalidade dos sindicalizados, essas entidades admitem que a situação chegou ao fundo do poço. Mesmo com uma carteira de 250 mil trabalhadores sindicalizados, a CUT-DF passa por dificuldade. Segundo Rodrigo Britto, a conta não fecha mais. “Os gastos são altos, com caminhão, assessoria jurídica”, enumerou o presidente licenciado, que irá concorrer a uma vaga de deputado distrital em Brasília. Sem o dinheiro fácil do imposto sindical, os sindicatos terão que se reinventar se quiserem sobreviver.

15 julho 2018 CHARGES

J. BOSCO

“BICO DOCE” E A TAPIOQUEIRA

Severino Castello Branco de Morais era um colega de muito querido, sobretudo por seus modos de tratar as pessoas e oferecer seu sorriso ao nos dar um “Bom Dia”.

Logo no dia da posse se fizeram notar seus olhos avermelhados e sempre mascando um dente de alho, recurso que usava a fim de disfarçar o bafo da “Pitucilina”.

Transmitiu, assim, a característica principal de personalidade: seu vício incontrolável de beber. Não escapou de ser identificado pela “Comissão dos Apelidos”, como “Bico Doce”. Perdeu o nome legal. Até o Subgerente o chamava de “Seu Bico Doce.

Imagem de uma tapioqueira de rua, uma dessas anônimas trabalhadoras

Colega de “baixa-renda” colocou-se no Banco do Brasil por favores de um certo Senador alagoano, chegado ao mulheril da “Zona” do Bairro do Recife.

Dizia-se que sua nomeação fora para atender pedido de “Zulmira Cu de Pato”, em paga de bons “serviços sexuais” pois se tratava de cabrocha possuidora de largas ancas, conhecida e festejada moradora na Rua do Vigário Tenório.

Diante da promessa de continuar recebendo tais favores, o Senador concordou em agir nas cúpulas, a fim de nomeá-lo para o Quadro de Portaria e Artífices, ali permanecendo até aposentar-se, com cachaça e tudo.

“Bico Doce” era bom camarada. Mas, vivendo sempre encachaçado e, portanto, “liso”, não raro nos pedia “Empréstimos-rápidos”. Pagava-os com religiosidade ao sair a Folha.

Certa feita, de tanto pedir dinheiro e pagar no final do mês, sendo Capiba um dos “mártires”, acabou sendo perdoado pelo débito contanto que não mais lhe pedisse nem um tostão furado.

E perdendo o “cartaz”, pois foi considerado “repetente”, e assim, qualificado Contumaz Devedor, espantando os demais “fbeneméritos”.

Desesperado, andou sondando, certa feita, D. Quitéria, uma velhota muito querida que vendia tapioca na frente do Banco, quando a sede ainda era no antigo prédio da Avenida Alfredo Lisboa, 427, atual Marco Zero.

Registro aqui um fato verídico.

Numa tarde em que falharam todos os seus pedidos a colegas, para lhe emprestar uns míseros 20 Cruzeiros, apelou para a tapioqueira, ouvindo dela uma negativa que ficou para a história dos casos pitorescos que presenciei na minha vida profissional.

– Seu “Bico Doce”, o senhor me desculpe, mas para montar meu tabuleiro aqui fiz um acordo com o Gerente do Banco: eu não emprestaria dinheiro nem ele venderia tapioca.

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TIAGO RECCHIA

15 julho 2018 DEU NO JORNAL

A COPA DOS BILHÕES

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) foi liberado da prisão domiciliar pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte na manhã desta 6ª feira (13.jul.2018).

Ele estava cumprindo o regime domiciliar desde o início de maio.

O emedebista foi preso em 6 de junho de 2017 por envolvimento em desvios nas obras da Arena das Dunas, em Natal

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O corrupto Henrique Alves foi libertado na sexta-feira passada.

Já a libertação do corrupto Lula é uma questão de dias.

De Dias Toffoli.

Agora, aqui entre nós, “libertar” um rato que já estava em casa, em prisão domiciliar – um domicílio-triplex à beira da praia em Natal -, é coisa que só existe mesmo na justiça deste país.

Nesta copa de 2014, que Lula trouxe pra Banânia, os ratos nadaram de braçada na construção e reforma de estádios, hoje em dia abandonados e em ruínas.

Foi dinheiro pra ladrão não acabar nunca!!!

Parelha futebolística, construtora de estádios: um acabou de receber o cartão verde; o outro continua aguardando na aconchegante e cálida Curitiba

15 julho 2018 CHARGES

DUM

15 julho 2018 AUGUSTO NUNES

AMANTE IMAGINOSA

Gleisi jura que o mundo inteiro exige que o Brasil liberte os bandidos e prenda os xerifes

“Se não queriam essa decisão, recorressem. Não tem Ministério Público? Recorre. Tem pra onde recorrer. Tem também plantão no STJ, no STF. Agora fazer esse convescote, essa articulação, é vergonhoso para as instituições desse país. Nós tamo sendo motivo de crítica de graça no exterior. Os juristas não entende o que tá acontecendo aqui. Instituições que não se dão o respeito. Esse Sergio Moro já cometeu barbaridades absurdas. A primeira foi levar o presidente Lula sem necessidade, gastando dinheiro da Polícia Federal”.

Gleisi Hoffmann, senadora e presidente do PT, presenteada pela Odebrecht com alguns milhões e os codinomes Amante e Coxa, jurando que o mundo inteiro quer saber por que a Justiça brasileira insiste em prender bandidos em vez de engaiolar juízes e procuradores que cumprem a lei.

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SINOVALDO

MIJADA EM PLENÁRIO

Comentário sobre a postagem INTELIGÊNCIA FULGURANTEMENTE VERMÊIO-ISTRELADA

Alvaro:

“A única coisa fulgurante que esse deputadozinho mequetrefe tem é a covardia.

Mestre Berto, o senhor bem poderia publicar aqui no JBF, para gáudio dos brasileiros decentes e para conhecimento do Brasil, do mundo e adjacências, o vídeo em que esse petralha de bosta levou uma cagada fenomenal do jovem deputado Marchesan porque teve a ousadia de fazer comentários desrespeitosos, sem lavar sua boca podre, sobre Marchesan pai, antigo parlamentar do Rio Grande do Sul e já falecido.

Muitas poucas vezes na vida vi e ouvi uma mijada, seguida de uma cagada, como a que Paulo Pimenta de Cheiro levou de um moleque (no bom sentido) com idade para ser seu neto, sem tugir, sem mugir, sem ganir, apenas com o rabo entre as pernas.

Só murchou as orelhas de palmo e amoitou-se na bancada, recolhendo-se à sua infinita insignificância moral e humana.”

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15 julho 2018 CHARGES

AMARILDO

DA RAIVA AO NOJO

Sempre considerei essas intermináveis discussões a respeito de capitalismo versus socialismo como sendo o ápice da babaquice humana. De forma semelhante e consequente, sempre me recusei a participar desses festivais de imbecilidade nos quais a maioria absoluta dos brasileiros tem se esmerado e comprazido em excretar tudo o que é jumentices que lhes vai n´alma, especialmente depois de bêbados.

O foco da indigência mental, predominante nestas malsinadas plagas, se deslocou de coisas mais prosaicas, tais como futebol ou a inflação, para este tipo de discussão de quem fumou maconha estragada. Tudo o que é macaco disfarçado de humano hoje se julga plenamente apto a excretar verbalmente, e de forma disentérica e autoritária, infindáveis platitudes a respeito da dinâmica interna da “Dialética Hegeliana” e do “Marxismo Gramsciano” frente a globalização.

Decididamente, meu saco não aguenta tanta besteira!

Na minha modesta forma de ver, toda esta estória é extremamente simples! Resume-se a definir quem vai se locupletar com as mamatas governamentais e quem vai se lascar para pagar a conta da esbórnia.

Todas as vezes que eu vejo alguém defendendo apaixonadamente alguma posição política extremada, vem-me imediatamente à mente a figura daquele cara que era tão macho, mas tão macho… que só andava na companhia de outros machões como ele, só praticava esportes de macho, só bebia bebidas de machos, tudo o que fazia era “coisa de macho”. Termina dando a bunda loucamente.

Foi a mesma coisa que aconteceu com algumas das economias mais desenvolvidas do mundo. Eram tão capitalistas, mas tão capitalistas que… ao final…terminaram virando… SOCIALISTAS!

Dá para acreditar? Vamos aos exemplos!

Alguns dos países mais desenvolvidos economicamente, tais como os Estados Unidos e o Japão, não possuem sistemas de aposentadoria governamental como o conhecemos aqui no Brasil. É cada um por si e Deus por todos! O cheque da Assistência Social é apenas uma esmola para que os mais pobres não morram de fome. A regra é a seguinte: Quer se aposentar quando estiver velho? Pois então trate de poupar e investir em um fundo para tal!

Ocorre que os sindicatos, lá pelas bandas mais desenvolvidas, são TOTALMENTE desvinculados de qualquer governo. Esse negócio de sindicato com autorização e registro do governo foi coisa de Mussolini e de Hitler, que era para manter a galera sempre comendo na mão do tirano de plantão, tal e qual acontece até hoje no Brasil. Pois bem… Os próprios sindicatos de lá trataram de formar fundos de investimentos para os seus associados. Só que, lá no Japão, chegam ao preciosismo de ter apenas um sindicato para cada empresa. O sindicato é considerado lá como sendo o “condomínio” dos trabalhadores e “Parceiro” da diretoria na gestão da empresa.

O mais interessante é que, quando o fundo de pensão dos funcionários pensa em investir os recursos que estão sendo poupados, a primeira empresa em que eles pensam investir é aquela mesma em que trabalham. Isso dá origem a algumas situações extremamente interessantes, tais como quando o operariado discorda de alguma atitude da gerência. Em vez de partirem para a greve, o que prejudicaria a empresa e, consequentemente, seus fundos de pensão, simplesmente passam a usar uma tarja preta no bolso da camisa, como quem está de luto. Quando querem protestar mais firme, marcam o protesto para depois do horário de trabalho, de modo a não prejudicar a produção.

A verdade é que estes operários realizaram o sonho final dos ditos socialistas – tornaram-se os proprietários dos seus meios de produção. Adquiriram as empresas em que trabalham, através da compra de suas ações por meio de seus fundos de pensão.

Enquanto isso, numa latrina chamada Brasil…a ideia vendida é que os meios de produção, para que sejam de propriedade do “povo”, devem pertencer ao governo. Qualquer atividade produtiva que não seja de propriedade do governo é mera exploração capitalista, é apropriação da mais valia dos funcionários e, portanto, deve ser tratada como criminosa e contrária à nova ordem que se deseja implantar.

ESSE NÃO É, DECIDIDAMENTE, O PAÍS EM QUE EU QUERO VIVER!

Para mim, essa distorção da ideia original, dos operários serem os detentores da propriedade dos seus meios de produção, é o maior conto do vigário já aplicado em todos os tempos.

Para completar, essa turma de degenerados que acredita piamente que este seja o caminho para a implantação do “Paraiso Socialista”, nunca fica satisfeita em implantar esta sacanagem só entre eles. Não! Tem que empurrá-la goela abaixo de todo mundo. Queiram ou não queiram. Não interessa.

É um verdadeiro estupro e, como tal, me defenderei dele com paus, pedras, facas, o que me estiver à mão, já que me foi subtraída a possibilidade de possuir uma arma para me defender dessa sacanagem.

Se não conseguirem enganar toda a população, quem vai pagar pelas mordomias dos donos do poder?

A pior parte desta raça não são aqueles que estão encastelados em posições governamentais e mamando. São os que foram estrategicamente colocados em posições do poder e que definem o certo e o errado para a população: O poder legislativo e o judiciário. São estes canalhas, verdadeiros proxenetas da nação, a quem deve ser dirigido não só o ódio, como também todo o asco de que sejamos possíveis.

Este é o verdadeiro panteão da canalhice nacional. Tem muitos mais como estes. E pensar que essas carniças se consideram meus semelhantes. Mas não são mesmo!

É por causa dessa corja que estou louco para ir embora desta terra.

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LEONARDO

JOEL LAPENDA – CHAPECÓ-SC

Sr. Editor do JBF,

Tem o petista cara-de-pau.

Mas tem também o petista cara-de-pedra.

Veja um petista quebrando a cara em protesto pela prisão de Lula.

15 julho 2018 CHARGES

CHICO

LOUCADEMIA DE POLÍTICA

Quem já escolheu seu candidato à Presidência talvez tenha de mudar de ideia: candidatos fortes, de partidos fortes, com verba forte, não chegam lá. Lula, por pertencer ao bloco dos fichas sujas; Alckmin, por pertencer ao bloco dos sem votos. Eleitores ocultos, mas conhecidíssimos, terão papel importante na eleição, em troca de um papel importante no Governo se o seu candidato vencer (fora outro tipo de papel, cujo valor não depende do resultado). Não pense que as alianças têm lógica, exceto aquela que a gente imagina. Um dos eleitores ocultos, Valdemar Costa Neto, do PR, oscila entre Bolsonaro e o candidato de Lula. Valdemar Costa Neto dispõe de valioso trunfo: Josué Gomes da Silva, filho do vice de Lula. José Alencar, e dono da Coteminas. Ele tem condições de pagar o custo de sua campanha.

Alckmin, ex-governador de São Paulo, esperava aliados como o DEM, o PSB, PP, SD, PRB, até mesmo o MDB. Mas a má posição nas pesquisas o enfraquece. O MDB prefere até Meirelles, que também vai mal nos índices mas pode pagar a própria campanha, deixando que a verba eleitoral se destine aos demais candidatos. A situação muda se Alckmin for trocado por Dória. O PMDB não faz questão de ter o presidente, basta estar no Governo. É sábio: quem ajuda a ganhar eleição escolhe o lugar primeiro.

Tirando o MDB, os possíveis aliados de Alckmin podem apoiar Ciro. Enfim, seja qual for o vitorioso, não se sabe que tipo de política irá fazer.

Dupla personalidade

Um caso curioso é o do PSD, de Gilberto Kassab. Kassab é ministro de Temer. Seria normal apoiar o candidato do Governo, Meirelles, ao menos por enquanto. Mas Kassab fez acordo com Alckmin. E seu braço direito, Guilherme Afif, diz que também é candidato. Normal: Afif era vice de Alckmin, um dos líderes da oposição a Dilma, e ministro da própria Dilma.

A lei…

Pela Lei da Ficha Limpa, Lula não pode ser candidato, mesmo que seja libertado: foi condenado em segunda instância. Mas no Brasil nunca se sabe. Até já tiraram um mandato de presidente sem mexer em seus direitos políticos. De repente… é difícil, mas aqui nenhum absurdo é impossível. O PT iniciou há dias um movimento para registrar a candidatura de Lula, com atos espalhados pelo país. A campanha vai até 15 de agosto, quando o PT tentará registrá-lo. Caso a tentativa fracasse, haverá o Plano B.

…ora a lei

Mas o próprio Lula parece convencido de que não irá disputar. Vetou o apoio do PT a Ciro Gomes (que foi seu ministro e se propunha a fazer um Governo de esquerda, seja lá o que isso for), e deixou de sobreaviso dois fiéis entre os fiéis, Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, e Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, para se candidatarem caso seja preciso. Ao mesmo tempo, Wagner conversa com Josué Gomes da Silva em busca do apoio do PR. Josué parece interessado em ser vice: até já mudou o nome para “Josué Alencar”, para relembrar seu pai, que foi vice de Lula. E não se imagine que Wagner converse sem o aval de Lula: isso não ocorreria. Já outra informação ainda não foi confirmada: a de que Lula poderia aceitar Josué como candidato à Presidência, dando-lhe formalmente seu apoio.

Gleisi!!!

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman, protestou contra a decisão judicial de proibir Lula de dar entrevistas. Disse que Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP foram autorizados a dar entrevistas, enquanto Lula foi proibido. Este colunista entende o que Gleisi quis dizer, mas acha que, por mau entendimento ou maldade, muita gente talvez interprete a sua frase como se ela estivesse fazendo comparações entre os três personagens.

O primeiro a desistir

Flávio Rocha, proprietário da Guararapes e das Lojas Riachuelo, tentou conseguir espaço para se candidatar. Seu projeto-base é atraente: pessoas físicas deixariam de declarar o imposto de renda, que seria cobrado a cada vez que depositassem ou retirassem dinheiro do banco. A sonegação estaria liquidada, e até os donos de dinheiro ilegal pagariam tributo. Já desistiu.

Paulo Rabello de Castro também não despertou as atenções, mas ainda é candidato pelo PSC. E há um candidato totalmente novo nessa campanha: João Amoedo, do Partido Novo. A grande novidade é que pretende reduzir o tamanho do Governo, limitando suas tarefas ao que for essencial.

A OAB e a ética

A Comissão Especial de Direito Penal Econômico da OAB/SP, que tem, entre outras, a missão de elaborar uma cartilha de recomendações sobre Advocacia e Lavagem de Dinheiro, acaba de reforçar sua equipe: nomeou para integrá-la a advogada Lilia Frankenthal, especialista em Direito Penal Econômico e Direito Empresarial. As recomendações da OAB/SP deverão englobar as diversas áreas do Direito e seu papel no combate à corrupção.

15 julho 2018 CHARGES

DUKE

15 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SUBLIME MISSÃO

Botar nos ares esta gazeta escrota envolve, entre outras coisas, uma missão didática.

Por conta disto, além de editor, me tornei também tiflólogo.

Pois é.

Virei tiflólogo.

Num intendeu?

Vá lá no Pai-dos-Burros e procure o significado da palavra.

E veja se eu num tenho razão.

Vamos fechar esta postagem com uma tocante composição da autoria de Jackson do Pandeiro e Nivaldo Lima.

Um excelente domingo pra toda comunidade fubânica!

15 julho 2018 CHARGES

NANI

OS BRASILERIOS (XI) – ASSIS CHATEAUBRIAND

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo nasceu em Umbuzeiro, Paraíba, em 4/10/1892. Jornalista, advogado, empresário, escritor e político. O nome Chateaubriand é prenome e não sobrenome familiar. Seu avô paterno, apreciador do escritor francês François Chateaubriand, registrou os filhos com o prenome Chateaubriand. Teve uma infância difícil, com problemas psicológicos, devido a uma gagueira e uma grande timidez. A família mudou-se para Belém do Pará e deixou-o aos cuidados do avô materno. Na convivência com os avós, melhorou bastante e voltou a viver com seus pais, em 1901, quando se estabeleceram no Recife. Foi alfabetizado em casa, aos 10 anos, pelo tio, utilizando antigos exemplares do “Diário de Pernambuco”. O destino de jornalista e magnata da imprensa estava sendo traçado.

Em fins de 1903, foi estudar em Campina Grande (PB), indo morar com seu tio e padrinho Chateaubriand Bandeira de Melo. Em novembro de 1904, retornou ao Recife e prestou exame de admissão na Escola Naval. O curso secundário foi realizado no tradicional Ginásio Pernambucano. Por esta época passou a estudar alemão com os frades do convento de São Francisco e tornou-se um leitor compulsivo. Com o destino de jornalista traçado, seu primeiro emprego foi na “Gazeta do Norte”, recortando anúncios classificados. Em 1908, ingressou na Faculdade de Direito do Recife e, durante o curso, foi trabalhar como aprendiz de repórter no jornal “A Pátria”. Trabalhou também no “Jornal do Recife”, no “Diário de Pernambuco” e no “Jornal Pequeno”. Aos 21 anos, ao formar-se em Direito, já era editor e redator-chefe do “Diário de Pernambuco”, cujo proprietário era o conselheiro Rosa e Silva, influente político da época. Em novembro de 1911, teve que pegar em armas para se defender da multidão que se aglomerava na porta do jornal em protesto contra a vitória eleitoral de seu patrão.

Em 1915, na busca de novos horizontes, foi para o Rio de Janeiro e estabeleceu amizades com pessoas influentes. Colaborou nos jornais “A Época”, “Jornal do Commercio”, “Correio da Manhã” e na edição vespertina d’ “O Estado de São Paulo”. Seu sonho era “adquirir um jornal, como primeiro elo de uma cadeia”. Para conseguir o dinheiro, instalou uma banca de advocacia e com seu bom relacionamento com pessoas importantes, conseguiu vários clientes e associados. Chegou a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores, como consultor para leis de guerra, no governo Nilo Peçanha, mas deixou o cargo para ser redator-chefe do Jornal do Brasil.

A carreira de jornalista foi se consolidando até 1919, quando foi convidado pelo “Correio da Manhã” para ser correspondente internacional na Europa.

De volta ao Brasil, adquiriu o “O Jornal” em setembro de 1924, dando início à cadeia nacional de jornal e rádio dos “Diários Associados”, que iria revolucionar o jornalismo brasileiro, inovando a imprensa, modernizando equipes, processos e veículos. Chateaubriand casou-se uma vez apenas, com Maria Henriqueta Barroso do Amaral, filha do juiz Zózimo Barroso do Amaral. Teve três filhos: Fernando, Gilberto e Teresa. Em 1934 desquitou-se e uniu-se a uma jovem de nome Corita, com quem teve uma filha. Logo depois, a jovem decidiu deixá-lo e levou a filha com ela. Ele ficou enfurecido e sequestrou a própria filha. O caso foi parar na polícia e ele ficou acuado. Foi quando proferiu uma de suas frases célebres: “Se a lei é contra mim, vamos ter que mudar a lei”. Assim, conseguiu de Getulio Vargas a promulgação de um decreto que lhe deu direito à guarda da filha.

Em seguida, incorporou a sua cadeia o “Diario de Pernambuco”, o jornal mais antigo em circulação na América Latina, onde havia iniciado a carreira. Chatô, como alguns o chamavam, tornou-se uma personalidade conhecida aqui e no exterior, respeitado e temido pelos poderosos. A partir de seu poderio, esse self-made man à brasileira, perfeito Cidadão Kane tropical, exerceu enorme influência política brasileira, sobretudo por ter apoiado a Revolução de 30, que levou o Getúlio Vargas à presidência do país. Desenvolveu com Getúlio uma proximidade contraditória, de apoios e reveses, e agiu empresarialmente com uma ética própria, ameaçando ou gratificando inimigos e aliados, inclusive lançando campanhas contra ou a favor deles em seus jornais. Farto de ver seu nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo ameaçou “resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta”. Chateaubriand devolveu: “Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo”. Sua ligação com Vargas durou pouco. Na Revolução Constitucionalista de 1932, tomou partido por São Paulo e teve que ser exilado por algum tempo.

Participou de todas as grandes campanhas de opinião de seu tempo. Além dos “Diários Associados” chegou a possuir dez fazendas agropecuárias e laboratórios farmacêuticos. Seus empreendimentos chegaram a abranger 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 emissoras de TV, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e a editora O Cruzeiro. Comandava o império das comunicações com mão de ferro. Conta-se que seu funcionário, o escritor Joel Silveira, escreveu um editorial que ele não gostou e chamou-o ao seu gabinete. “Como é que o sr. escreve um negócio desse?” indagou de modo ríspido. “Bem, é essa a minha opinião. O sr. não gostou?”. “Não, sr. Joel. Não gostei e vou lhe dizer uma coisa: se quiser ter opinião, o senhor adquira um jornal. Quem tem opinião aqui sou eu”. Ficou conhecido, também, como o cocriador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi. Negociou belos quadros no mundo todo e depois pedia aos grandes empresários para pagarem. Dizia que eles estavam doando ao futuro museu. Se não quizessem pagar, poderiam sofrer uma campanha difamatória através de seus jornais e revistas. A coleção foi colocada, na gestão do presidente Juscelino Kubitschek, sob a gestão de uma fundação, em troca de auxílio governamental ao pagamento de parte da astronômica dívida do Condomínio Diários Associados.

Seu maior feito na área das comunicações, foi trazer a televisão para o Brasil ao criar a TV Tupi em 1950. Na época o aparelho de TV era quase inexistente no Brasil e a criação da emissora representou uma revolução nas comunicações. No campo pessoal, serviu para seu criador alçar novos patamares, lançando-se na política. Em 1952, foi eleito senador pela Paraíba e, em 1955, pelo Maranhão, em duas eleições escandalosamente fraudulentas. Seu posicionamento político era controverso como tudo em sua vida. Embora fosse um representante típico da burguesia nacional emergente da época, tinha uma postura pró-capital estrangeiro e pró-imperialismo, primeiro o britânico, depois o americano. Admirava tanto a Inglaterra que renunciou ao mandato de senador do Maranhão para se tornar embaixador naquele país.

Era temido pelas campanhas jornalísticas que promovia, como a defesa do capital estrangeiro e contra a criação da Petrobrás. Na área literária propriamente dita, não escreveu nada. Porém, publicou cerca de 12 mil artigos assinados em seus jornais. Não havia um dia sequer que não saisse um texto seu na imprensa. Na literatura e na pintura abriu seus jornais para nomes ainda desconhecidos que depois se tornaram grandes: Graça Aranha, Millôr Fernandes, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Cândido Portinari entre outros. Tal influência neste métier levou-o à Academia Brasileira de Letras, em dezembro de 1954.

Suas duas últimas criações foram o jornal “Correio Braziliense” e a TV Brasília, fundadas em 21 de abril de 1960, no mesmo dia da fundação de Brasília. Meses depois, sofreu um derrame cerebral ficando totalmente paralítico. Mesmo assim, viajou muito dentro e fora do País, mantendo-se informado de tudo e dirigindo suas empresas e jornais. Comunicava-se apenas por balbucios e por uma máquina de escrever adaptada. Suas últimas ações foram dirigidas a criação de um museu de arte em sua terra. Em agosto de 1967 entregou ao reitor da Fundação Universidade Regional do Nordeste (hoje Universidade Estadual da Paraíba- UEPB), o primeiro acervo do Museu Regional de Campina Grande, com 120 peças. Em seguida, o museu passou a ser chamado de “Museu de Arte Assis Chateaubriand”. Faleceu em 6/4/1968 e foi velado ao lado de duas pinturas dos grandes mestres: um cardeal de Ticiano e um nu de Renoir, simbolizando, segundo Pietro Maria Bardi, organizador do acervo do MASP, as três coisas que mais amou na vida: O poder, a arte e a mulher pelada. Junto com ele morria também seu império que se esfacelava diante do surgimento do reinado de Roberto Marinho. Seu cortejo fúnebre reuniu mais de 60 mil pessoas pelas ruas de São Paulo, onde foi sepultado no Cemitério do Araçá.

Deixou os Diários Associados para um grupo de vinte e dois funcionários, atualmente liderados por Álvaro Teixeira da Costa. O Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados é, conjuntamente, o terceiro maior grupo de comunicações do país. Tendo como carro chefe cinco jornais em grandes cidades do Brasil. Sua memória encontra-se registrada na biografia escrita por Fernando Moraes – Chatô, o Rei do Brasil – publicada em 1994, na qual são narrados sem retoques os expedientes pouco ortodoxos por ele utilizados para construir seu império jornalístico. Foi retratado, também, no cinema. Marcos Manhães Marins escreveu, e dirigiu o filme Chateaubriand: Cabeça de Paraíba, em 2000, tendo sido selecionado para quinze festivais e mostras no Brasil e no exterior. Antes disso, o ator Guilherme Fontes, travestido de diretor cinematográfico, decidiu adaptar a biografia escrita por Fernando Morais para o filme homônimo. O filme levou 20 anos para ser realizado, devido a interrupções por falta de verbas para sua conclusão, mas lançado em 2015.


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