Severino Castello Branco de Morais era um colega de muito querido, sobretudo por seus modos de tratar as pessoas e oferecer seu sorriso ao nos dar um “Bom Dia”.

Logo no dia da posse se fizeram notar seus olhos avermelhados e sempre mascando um dente de alho, recurso que usava a fim de disfarçar o bafo da “Pitucilina”.

Transmitiu, assim, a característica principal de personalidade: seu vício incontrolável de beber. Não escapou de ser identificado pela “Comissão dos Apelidos”, como “Bico Doce”. Perdeu o nome legal. Até o Subgerente o chamava de “Seu Bico Doce.

Imagem de uma tapioqueira de rua, uma dessas anônimas trabalhadoras

Colega de “baixa-renda” colocou-se no Banco do Brasil por favores de um certo Senador alagoano, chegado ao mulheril da “Zona” do Bairro do Recife.

Dizia-se que sua nomeação fora para atender pedido de “Zulmira Cu de Pato”, em paga de bons “serviços sexuais” pois se tratava de cabrocha possuidora de largas ancas, conhecida e festejada moradora na Rua do Vigário Tenório.

Diante da promessa de continuar recebendo tais favores, o Senador concordou em agir nas cúpulas, a fim de nomeá-lo para o Quadro de Portaria e Artífices, ali permanecendo até aposentar-se, com cachaça e tudo.

“Bico Doce” era bom camarada. Mas, vivendo sempre encachaçado e, portanto, “liso”, não raro nos pedia “Empréstimos-rápidos”. Pagava-os com religiosidade ao sair a Folha.

Certa feita, de tanto pedir dinheiro e pagar no final do mês, sendo Capiba um dos “mártires”, acabou sendo perdoado pelo débito contanto que não mais lhe pedisse nem um tostão furado.

E perdendo o “cartaz”, pois foi considerado “repetente”, e assim, qualificado Contumaz Devedor, espantando os demais “fbeneméritos”.

Desesperado, andou sondando, certa feita, D. Quitéria, uma velhota muito querida que vendia tapioca na frente do Banco, quando a sede ainda era no antigo prédio da Avenida Alfredo Lisboa, 427, atual Marco Zero.

Registro aqui um fato verídico.

Numa tarde em que falharam todos os seus pedidos a colegas, para lhe emprestar uns míseros 20 Cruzeiros, apelou para a tapioqueira, ouvindo dela uma negativa que ficou para a história dos casos pitorescos que presenciei na minha vida profissional.

– Seu “Bico Doce”, o senhor me desculpe, mas para montar meu tabuleiro aqui fiz um acordo com o Gerente do Banco: eu não emprestaria dinheiro nem ele venderia tapioca.

2 Comentários

  1. Caro Carlos Eduardo Carvalho:

    A tapioqueira de burra não tinha nada. O argumento para negar o “empréstimo” a BICO DOCE” não poderia ser melhor bolado e convincente! Deixou-o sem argumentos!

    Fosse minha tia DIDINHA, que dizia as coisas na cara da pessoa, não teria pensado duas vezes: Oh! Seu Bico Doce, o senhor não dá-se o respeito não de vir pedir dinheiro emprestado a uma pobre tapioqueira! Fosse pelo menos outra coisa….Home! Dê-se o respeito e honre esse pá de ovos que o senhor tem entre as pernas! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

Deixe o seu comentário!


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa