Lá onde Judas perdeu as botas e o vento costuma fazer a curva, pedi ao senhor dos ares, com a maior das humildades, que, antes de fazer a volta, viesse acariciar minha alma e afagar meu coração. Estava precisado. E o vento atendeu ao meu pedido, sorrindo com jeito de conivência. Também sorri satisfeito por saber que há razões ainda para cantar e fazer versos. E os farei. E cantarei. Enquanto razões houver estarei atento para saudar o dia, o céu, o sol, a noite e as estrelas. Quanto à lua, esta eu sempre reverenciei e assim vou continuar fazendo, retribuindo tudo o que dela recebo. E não é pouco.

3 Comentários

  1. Grande Xico Bizerra:

    O nobre Cronista, Poeta, Compositor, e grande figura humana, não saúda o dia, o céu, o sol, a noite e as estrelas, com suas crônicas poéticas, não!

    O nobre Poeta saúda nossas almas com a a leveza de suas crônicas. Que o diga meu irmão José Tavares, que abriu uma pastinha no WORD do seu computador só para guarda suas crônicas, letras de músicas, entrevistas nos programas televisados, radiofônicos… a partir do momento que lhe dei a dica.

    Ele também tem um fascínio pelo poeta caririense Luiz Fidélis pelo desapego dele às coisas materiais.

    Obrigado, Grande Poeta, por essa higienização da alma, onde o vento faz a curva!

  2. E que ele, esse vento passeador, só faça a curva depois de visitá-lo. meu caro Cícero, e ao seu irmão José, cobrindo-lhes de carinhosos abraços fraternais, que lavam a alma e adoçam o coração. A natureza é sempre generosa por quem faz por merecer-lhe. Abraço duplo.

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