17 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UM CENTENÁRIO PRA SER FESTEJADO

Está fazendo 100 dias que eu estou esperando a “convulsão social” que o ministro Marco Aurélio Babaca de Mello previu caso Lula fosse preso.

O mega-mega-mega-corrupto já está devidamente engaiolado há uma centena de dias e eu não vi acontecer nada até agora.

Nada de multidões nas ruas, grandes manifestações, Guilherme Boulos tocando fogo em propriedades alheias e fazendo terrorismo, carreatas, buzinaços, Gleisi Amante Hoffman comandando passeatas, o vagabundo Stédile botando seus mortadeleiros na rua pra perturbar os cidadãos que trabalham  e o Brasil parado por uma greve geral, com mobilizações de Norte a Sul, de Leste a Oeste.

Afinal, estamos falando do maior, do mais brilhante, do mais operoso, do mais inteligente, do mais honesto, do mais probro, do mais ético e do mais produtivo dirigente que Banânia já teve, segundo Ceguinho Teimoso.

Num vi nada, nadinha, até agora.

Êita convulsão demorada que só a porra!

Vou multiplicar estes primeiros 100 dias por 4 e aguardar 400 dias.

Esta multiplicação é só safadeza minha.

É um pretexto pra fechar esta postagem com o lindo dobrado “Quarto Centenário”, da autoria de Mario Zan, interpretado por ele mesmo.

17 julho 2018 CHARGES

NICOLIELO

17 julho 2018 AUGUSTO NUNES

PARA AS DEVOTAS, LADROAGEM É CRIME POLÍTICO

Uma consulta a qualquer dicionário informa que presos políticos são indivíduos encarcerados por expressarem, por palavras ou atos, sua discordância com o governante, ou os governantes, de um país sob regime autoritário. Essa espécie de prisioneiro não existe em nações democráticas. O Brasil não tem nenhum. Preso político é coisa de ditadura. Em Cuba, passam de 140.

Simples assim, certo? Errado, ao menos para cérebros em desordem. Despachadas para Havana, onde circulam no momento com o crachá de representantes do PT no encontro do Foro de São Paulo, Gleisi Hoffmann e Dilma Rousseff continuam vendo o mundo pelo avesso. Para pessoas normais, Lula é um caso de polícia como tantos outros. Para as devotas do ex-presidente presidiário, está engaiolado em Curitiba um preso político.

Ao contrário dos oposicionistas cubanos encarcerados por crimes de pensamento, Lula foi instalado numa cela não por chefiar um grupo de ativistas dissidentes, mas uma quadrilha — e uma quadrilha que merece um gordo verbete no Guiness: desde o Dia da Criação, nenhum esquema corrupto engoliu tanto dinheiro. A condenação a 12 anos e 1 mês de cadeia (por enquanto) foi determinada não por alguma Lei de Segurança Nacional, mas pelo Código Penal.

Afinadas com os demais dinossauros reunidos na ilha-presídio, Dilma e Gleisi negam a existência de presos políticos em Cuba. Todos aprenderam com Fidel Castro que o que há são espiões a serviço de potências estrangeiras, agentes da CIA, lacaios do imperialismo americano, gente decidida a fazer o diabo para liquidar o paraíso socialista banhado pelo Caribe.

Além de ordenar a imediata soltura do amigo brasileiro, Raul Castro exigiu num manifesto a presença de Lula nas eleições diretas para presidente. Admita-se: aos 87 anos, o ditador de pijama é um homem de boa memória. Ele ainda lembra o que é eleição direta — coisa que ocorreu em Cuba pela última vez há quase 70 anos.

Quem era criança quando ocorreu a revolução comunista não sabe a diferença entre uma urna e uma escrivaninha.

17 julho 2018 CHARGES

QUINHO

17 julho 2018 DEU NO JORNAL

ATÉ OS AMIGOS ACHAM QUE ELA ENDOIDOU

A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, está louquinha da silva para pregar o boicote às eleições de outubro caso Lula seja impedido de disputá-las.

Seria o resgate da tese no momento adormecida de que eleição sem Lula é fraude.

Correligionários de Gleisi no PT começam a referir-se a ela como “a presidente louca”.

O Brasil já teve uma rainha louca, Dona Maria I, rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a partir do final de 1815.

Ela morou no Rio durante oito anos e ali foi sepultada.

* * *

Por falar em loucura gleisiana, eu fiquei louco pra saber de um detalhe quando vi a foto de Amante que ilustra esta notícia aí em cima.

Ela aparece com uma blusa bem comportada.

Eu tô louco de curiosidade pra saber se os mamilos dela ainda estão durinhos.

Curiosidade da porra.

Acho que sou eu que tô ficando louco…

Vôte!

17 julho 2018 CHARGES

J. BOSCO

DÉJÀ VU

Na exaustiva cobertura da Copa do Mundo na Rússia, o excesso de ex-jogadores e ex-treinadores nos canais de esporte não serviu sequer para mostrar que a maior qualidade da seleção campeã foi reunir os melhores jogadores com cidadania francesa em atividade e pô-los para jogar. “Ah, mas a Bélgica foi melhor”, reclamou a maioria deles. Uma das lições fundamentais do bom jornalismo, que as transmissões de futebol não podem desprezar, é respeitar os fatos. E sobre isso algo clama: França 1 x 0 Bélgica nas semifinais. Os campeões venceram quase todos os jogos e só empataram um, contra a Dinamarca. O resto é lorota besta. Nossa torcida adotou o canarinho pistola como ícone, desconhecendo que as aves canoras mais valorizadas em nossas gaiolas de feira livre são os canários belgas, que, se torcessem, teriam cantado a derrota dos pupilos de Tite.

Havia pretendentes com mais história em 2018 do que os companheiros de Pavard, zagueiro de pouca notoriedade que jogou de lateral direito e fez, sem favorecimento nenhum, um dos gols mais bonitos do torneio, um chutaço de sua posição original ao ângulo oposto ao defendido pelo lamentável goleiro argentino Caballero.

O Brasil disputou todas as Copas da Fifa e foi vencedor em cinco. Os italianos ganharam o segundo e o terceiro torneios ainda nos anos 30 e mais dois, em 1982 e 1990. Quatro. Agora não passou pela eliminatória nem pela repescagem. A Alemanha ganhou duas Copas quando era dividida ao meio, com o time da Ocidental, e mais duas depois de unificada. Quatro. Nesta saiu na fase de grupos. A Argentina venceu duas, uma com suspeita de favorecimento à época da ditadura militar e outra com um gol ilícito de Maradona, que ganhou a bizarra denominação de “mano de Dios”. Um disparate dos “hermanos” imaginarem que Deus possa ter abençoado uma trapaça. A Inglaterra, que disputa com a Itália a primazia de ter inventado a modalidade (football ou calcio), revelou-se anfitriã pouco educada ao levar o troféu no bico: o bico que apita. O jovem English Team ficou devendo aos adeptos do chuveirinho a esperança de levantar a taça em 2022.

Aí veio o galo azul e levou o boneco de ouro pela segunda vez. Este torcedor fanático, que acompanhou pela primeira vez o maior torneio do esporte que consagrou Terto, não se lembra de ter acompanhado na longuíssima programação “direto da Rússia”, sob os auspícios de São Basílio e sua horrenda catedral na Praça Vermelha, alguém que houvesse, pelo menos, consultado a Wikipédia velha de guerra para descobrir, de repente, que os campeões de 2018 não são propriamente despojados de História no quesito ludopédico.

Decerto direis que não vi nem ouvi tudo. Muitos microfones, várias câmeras e até rotativas se referiram ao feito único de um campeonato em território francês com dois gols de Zinedine Zidane e mais um de Petit a zero, no Stade de France. Foram feitas poucas referências a Michel Platini, um dos maiores craques europeus no fim do século 20. E foi, sobretudo, relegado ao esquecimento um dos maiores esquadrões de futebol de todos os tempos, que ficou em terceiro lugar da Copa da Suécia, em 1958, esmagando a então campeã Alemanha Ocidental por 6 a 3 na véspera da final em que o Brasil de Vicente Feola arrebatou seu primeiro título na História. Na semifinal, os gauleses, como se dizia há 60 anos, haviam sido massacrados por Vavá, Didi e Pelé (3) por 5 a 2, numa partida considerada uma das melhores e mais emocionantes de todos os tempos.

Se algum especialista se tivesse dedicado àquela partida e àquela seleção francesa, teria muitas razões para desprezar as análises apressadas segundo as quais, afinal, a França tinha vencido o Mundial porque tinha craques que não descendiam das tribos derrotadas por Júlio César. O elogio à variedade de origem e etnia, sempre bem-vindo, não atende propriamente ao quesito da originalidade. Fãs de Asterix e Obelix haviam execrado um time nacional que se deu mal na Copa da Suíça, no quintal de casa, em 1954, atribuindo o fiasco à ascendência de seus craques. Mas estes introduziram com todas as honras o futebol gaulês à galeria dos maiorais.

O maior goleador de uma Copa em todos os tempos foi Just Fontaine, cidadão francês nascido em Marrakesh, na África: marcou 13 vezes em seis partidas nos gramados suecos. Mais de dois gols por jogo, mais do que o dobro dos seis, dos quais três de pênalti, feitos pelo inglês Harry Kane, mais que o triplo dos quatro de Mbappé, a revelação francesa, de pai camaronês e mãe argelina. Zinedine Zidane, o Zizou, campeão em 1998 e ex-técnico do Real Madrid, da Espanha, pelo qual foi campeão europeu de clubes, é de origem argelina, como é francês nascido em Orã,a Argélia, é um dos maiores gênios da língua de Voltaire e Baudelaire, o pied-noir (pé preto) Albert Camus, Prêmio Nobel de Literatura de 1957.

Há 60 anos o meia armador campista Didi foi considerado o craque da Copa em que foi revelado o maior craque de todos os tempos, Pelé, que os franceses, já então, batizaram de “rei do futebol”. Mas os derrotados na semifinal sempre se queixaram de tê-la perdido por uma entrada desleal de Vavá no zagueiro Jonquet, fazendo o adversário disputar a partida quase inteira com dez jogadores e meio, pois não se permitia substituição. Contra 11, entre eles um adolescente de quase 18 anos nascido em Três Corações, Minas Gerais, que estreara na seleção um ano antes. Naquela partida, os brasileiros tiveram três gols anulados, um deles de Zagallo. A bola bateu no travessão e cruzou a linha do gol, mas o erro do árbitro só foi revelado nos jornais do dia seguinte por um clichê insuspeito. Hoje o chip na bola teria validado mais um, mas então ninguém reclamou, pois a dúvida foi geral.

Os brasileiros desmontaram em 1958 a infâmia de que fora a covardia dos negros do time que permitira a vitória do Uruguai no Maracanã em 1950. A geração francesa que fez feio em 1954 demoliu essa idiotice logo depois. Além de Fontaine, brilhou na Suécia um craque de ascendentes além das fronteiras da França: Kopaszewski era o sobrenome real do atacante Raymond Kopa, que mais tarde atuaria num dos ataques mais efetivos da história dos clubes de futebol mundial, ao lado do húngaro Puskas, do argentino Di Stéfano e do espanhol Gento: o do Real Madrid, primeiro e único pentacampeão em temporadas seguidas na Liga da Uefa, entre 1955 e 1960. Ele nasceu na França, mas descendia de poloneses.

Com sobrenomes que revelam sua mãe, filha de português, e seu pai, nascido na Alsácia Lorena, região limítrofe, historicamente disputada entre França e Alemanha, país origem de sua família paterna, Antoine Lopes Griezmann, ótimo exemplo da Europa sem fronteiras, foi escolhido pela Fifa o melhor jogador na final contra a Croácia, em Moscou.

O melhor jogador do Mundial de 2018, Luka Modric, vice-campeão do mundo, mostrou ao nosso supercraque Neymar Jr. que o brilho da glória só pode vir do suor. Griezmann, atacante do Atlético de Madrid, que propiciou o primeiro gol do jogo ao cobrar a falta que o croata Mandzukic desviou para o próprio gol, deu-lhe outra lição. Para entendê-la convém relatar a jogada que abriu o placar. O zagueiro croata roubou a bola do francês licitamente e o péssimo árbitro argentino Nestor Pitana, que marcou falta inexistente, porque foi ludibriado por Griezmann, que tropeçou no adversário. Ao simular, o craque do jogo (the man of the match) praticou atividade antiesportiva, passível de punição. Não levou cartão amarelo, o adversário foi prejudicado ao ter interrompido um contra-ataque e o lance terminou em gol. Talvez ele possa ser considerado o Neymar Jr, que deu certo. Pois nosso Peter Pan em chuteiras foi mais lembrado pelos 14 minutos que passou rolando no gramado em cinco partidas do Brasil no Mundial, merecendo o troféu de “bobo da Copa”. Ou seja: até para simular é preciso ser competente. E ficou evidente que papo de autoajuda em vestiário e brilho que não seja de suor não ganham partidas nem torneios.

Para encerrar, convém lembrar que na semifinal de 1958, depois que Fontaine empatou o jogo, um adolescente, menor de 18 anos, foi às redes, apanhou a bola e a levou calmamente ao centro do campo. Na partida seguinte, a Suécia abriu o placar, o veterano Didi repetiu seu gesto e levou o Brasil à conquista. Há vídeos disponíveis para Edu Gaspar mostrar à sua vítima favorita de sofrência. Quem sabe, pelo menos até a Copa do Catar, Neymar Jr., aos 26 anos, seja humilde para aprender, ao menos, com Pelé.

17 julho 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

17 julho 2018 DEU NO JORNAL

OS TRAPALHÕES

O ex-ministro Sepulveda Pertence não faz mais parte da defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em carta, ele anunciou “com pesar” sua intenção de deixar a banca de defesa.

A missiva de Sepulveda foi entregue ao presidiário por seu filho Evandro Pertence.

O ex-ministro encerra assim um dos episódios mais tristes e vergonhosos de sua carreira.

Sepulveda enumera diversos episódios que teriam sido preponderantes para a sua decisão, mas o fato marcante foi sem dúvida a verdadeira humilhação a que foi submetido pelo advogado Cristiano Zanin.

* * *

Em termos de trapalhadas e babaquices, Zanin é o meu ídolo predileto.

Desde os tempos dos pastelões que ele protagonizava nas audiências com o Dr. Moro.

Fiquei sabendo hoje cedo que o fubânico luleiro Ceguinho Teimoso já enviou mensagem para o presodenciável Lula se colocando à disposição para integrar a milionária equipe que faz a sua defesa.

A sua impossível defesa.

Tomara que Ceguinho consiga. Vai ser uma honra para a comunidade fubânica.

Zanin e Pertence: a atrapalhada parelha advocatícia lulaica

17 julho 2018 CHARGES

VERONEZI

STAND-UP COM POESIA

SONHO ADIADO

Meu coração encontra-se
Deveras, amarelecido
Na Rússia fomos vencidos
No gramado, pelos belgas
Bando de filhos da égua
Adiaram nosso sonho
Por quatro anos, suponho
Aí sim, seremos hexa
Ou então voltamos nessa
Envergonhado e tristonho

SEM TE CONHECER

Um certo dia
Desenhei no chão
Com minhas mãos
Nossa moradia
Nem te conhecia
Mas de antemão
Ou premonição
Resolvi construir
No meu presente
O lar, do porvir

MAÇÃ PROIBIDA

A primeira maçã
A gente só esquece
Quando a segunda maçã
Proibida aparece.

CRIA DO MATO

Sou cria do mato,
tanto é que na cidade,
fico perdido: que só cego
em tiroteio, feito peixe
fora d’água, ou botão
fora de casa.

BALAS PERDIDAS

As balas perdidas são cegas,
não distingue um traficante
de uma mãe com uma criança no colo.
Que as balas se percam, antes
de se tornarem perdidas.

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FRED

DUAS COISAS QUE NÃO SE MISTURAM

Comentário sobre a postagem O FIASCO EM LETRAS E NÚMEROS

João Francisco:

“O PT gastou 93 bilhões em 11 anos, fez universidades, escolas técnicas e a situação piorou, porque não investiu na educação básica.

O Brasil ficou na 60.ª posição no ranking mundial de educação, divulgado em 05/2015 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Foram avaliados 76 países ­ um terço das nações do mundo ­ por meio do desempenho de alunos de 15 anos em testes de Ciências e Matemática.

Não quero questionar se a taxa de analfabetismo está em queda, pois o que importa é que temos uma geração de analfabetos funcionais. Entram na faculdade sem saber interpretar um texto e fazer uma regra de 3.

Ensinar ideologia de gênero e marxismo para crianças de até 10 anos não irá melhorar esta estatística.

O Lula é analfabeto funcional e a Dilma não faz contas elementares.

Nenhum dos filhos do Lula estudou mais que o 2º grau. Consta que o Fábio Luís é educador físico, trabalhou em times de futebol de SP, criou a tal liga de futebol americano; porém agora está parado. Não consegue progredir sem a influência do pai.

Certamente não sabem a importância de uma boa formação. São contra isso, pois é a base da meritocracia, um palavrão para eles.

Meritocracia não é coisa de burguês, haja vista o grande número de pessoas que progrediu contra todas as possibilidades.

Educação e PT são coisas que não se misturam, pois o primeiro precisa da ignorância para progredir.”

* * *

17 julho 2018 CHARGES

SINOVALDO

17 julho 2018 DEU NO JORNAL

É MUITO POUCO

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República afirma ter encontrado indícios de que o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) atuou em favor da empreiteira OAS na discussão de uma Medida Provisória que tramitou no Congresso durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo as investigações, o petista recebeu cerca de R$ 700 mil, entre 2013 e 2014, para defender os interesses da empresa no Parlamento e para influenciar decisões de Dilma no Planalto.

Lindbergh é um dos parlamentares petistas que integram a linha de frente de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve disputar a reeleição ao Senado neste ano.

* * *

Procurado pelo JBF, o Senador Lindinho informou que isto é mais uma calúnia da direita golpista.

Por este valor mixuruca, apenas 700 mil reais, ele jamais defenderia interesses de empreiteiras.

Se fosse pelo menos em troca de um sítio ou de um triplex, aí sim, nos garantiu Lindinho, ele toparia fazer uma revolucionária e ideológica trambicagem em favor do povo.

“Eu num sou palhaço não!!!”

17 julho 2018 CHARGES

AROEIRA

O BRASIL TEM JEITO

O Globo 13/07/2018: “Mesmo com o fim da contribuição sindical compulsória, números obtidos no Ministério do Trabalho revelam que o interesse pela criação de sindicatos se mantém. Há um estoque de cerca de dois mil pedidos de registros sindicais, sendo 1.500 prontos para serem concedidos e algo entre 400 e 500 em fase de análise”

É uma notícia bastante curiosa, pois o sindicalismo no Brasil desde os anos 70 do século passado deixou de privilegiar o interesse de seus representados, para servir de financiador e claque para os líderes sindicais que usaram as organizações como meio de enriquecimento e ascensão na política. Inúmeros casos podem ser registrados sendo o mais notório do ex-presidente, atual presidiário, Lulla. Com o fim do infame imposto sindical determinado na Lei 13.467/2017, enriquecer ficou mais difícil. Será que ainda pensam em usar os sindicatos como plataforma eleitoral? Estima-se que a arrecadação anual do falecido Imposto Sindical atingia R$ 3,9 bilhões por ano.

Segundo o IPEA, em 2016 haviam 16.491 organizações de representação de interesses econômicos e profissionais no Brasil. Seguindo os níveis hierárquicos da estrutura oficial, de baixo para cima, há 15.892 sindicatos, 549 federações, 43 confederações e 7 centrais sindicais. Sendo que 5.251 sindicatos representam empregadores e 11.240 representam trabalhadores.

Esses últimos falam em nome de aproximadamente 107 milhões de empregados, sejam eles ou não filiados as organizações. Diferentemente de outros países, no Brasil, os sindicatos representam todos os trabalhadores que estão sob sua circunscrição territorial, não só aqueles que são filiados. Consequentemente, pelo menos em princípio, os 11 mil sindicatos de empregados têm o direito de falar e agir em nome de 107,2 milhões de trabalhadores, sendo que apenas 17% são filiados e contribuem voluntariamente.

Parte expressiva desses sindicatos apresenta uma constituição relativamente frágil, com poucos trabalhadores em sua base e uma reduzida filiação. Há um sindicato no Brasil para cada 8 mil trabalhadores, enquanto na da Argentina um sindicato atende 320 mil trabalhadores, ou do Reino Unido, com um para 230 mil. Nada menos do que um em cada cinco sindicatos no Brasil nunca participou de uma negociação coletiva.

Entre os sindicatos curiosos temos, Sindicato das Industrias de Camisas para Homens e Roupas Brancas de Confecção e Chapéus de Senhoras do Estado do Rio de Janeiro, Sindicato da Industria de Guarda Chuvas e Bengalas de São Paulo e não poderia deixar de faltar o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais do Estado de S Paulo.

Milhões de pessoas em todo o mundo entenderam que muito mais do que textos, leis e decretos que dizem garantir seus direitos e o bem-estar, o que importa no seu dia a dia é ter boas oportunidades de crescer, ampliar sua renda e buscar uma melhor satisfação no seu padrão de vida. Coisas que os sindicatos não ajudam a construir. Felippe Hermes, da Gazeta do Povo, nos traz alguns exemplos que confirmam essa tendência:

(Gazeta do Povo 30/06/2017) “O que leva um espanhol a trocar um dos países europeus com maior quantidade de leis e direitos trabalhistas e um salário mínimo de 825 euros por mês, pela Suíça, um país onde sequer há salário mínimo? Ou, o que levaria um mexicano a trocar um país onde após a demissão, você pode receber até 74 semanas sem trabalhar, por um país onde não existem férias pagas regulamentadas, e muito menos aviso prévio para demissão como os Estados Unidos?

Perguntas como estas podem parecer simples, ou ainda, sem sentido, mas fazem parte do dia a dia de milhões de pessoas ao redor do planeta que deixam seu país com um objetivo comum: melhorar de vida.

Nada menos do que quatro milhões de indonésios, que moram no país onde é mais difícil demitir alguém na Ásia, migraram para outros países da região, onde ainda que não tenham os mesmos direitos descritos no papel, conseguem conquistá-los na prática, como consequência do seu trabalho”

Aqui no nosso País Tropical também temos visto que a overdose de sindicatos deixou muita gente rica em função do gordo orçamento com base no Imposto Sindical, que finalmente é falecido, além disso, transformou muitos sindicalistas inescrupulosos e despreparados em líderes políticos, ministros e governantes.

O corte de postos de trabalho com carteira assinada em sindicatos cresceu 600% após o fim do imposto sindical obrigatório. Segundo a Folha de São Paulo, desde a aprovação da reforma trabalhista, houve o encolhimento de 3.140 vagas formais nessas entidades. Onde está o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais do Estado de S Paulo que não promove uma ação contra essa demissão em massa?

O fim do “estupro sindical” é uma importante mudança que parece subestimada pela sociedade brasileira. O Brasil tem jeito!

17 julho 2018 CHARGES

J. BOSCO

MEUS MELHORES BREGAS – FOLHETIM

Folhetim: brega original de Chico Buarque

“Folhetim” focaliza a figura da prostituta que oferece seus encantos– “se acaso me quiseres/ sou dessas mulheres/ que só dizem sim” – tema idêntico ao da composição “Love for Sale”, de Cole Porter, proibida e depois liberada nos anos 1930.

Essa composição, de Chico Buarque, me encanta desde que foi lançada na “Ópera do Malandro”, baseada na “Ópera dos Três Vinténs”, de Kurt Weil e Bertold Brecht, e na “Ópera dos Mendigos”, de John Gay.

É o caso típico de uma música brega, acomodada passivamente numa obra linda de um compositor de griffe: Chico Buarque. Na versão-standard, participação de Wagner Tiso e arranjo de Perinho Albuquerque e Jorginho Ferreira da Silva, em intervenção ao sax-alto (show).

Folhetim, com Gal Costa, Acustico – MTV – 1992

Não é mais uma música sobre mulher, considerada uma das mais importantes correntes témáticas de Chico – músicas em alusão ao feminino, ou do feminino mesmo.

Mesmo antes de terminá-la para o personagem da Ópera do Malandro, CB já pensava em entregá-la a Gal Costa para gravar.

É música trabalhada por encomenda, gente, para compor essa versao maravilhosa da opera original.

Pode ou não fazer parte daquela lista interminável das músicas femininas de Chico, como “Geni e o Zeppelin’ e “O Meu Amor”, que também compõem a Ópera.

Folhetim, com Tania Alves, Lucinha Lins e Virginia Rosa

“Folhetim” é pura metalinguagem. O brega e mais popular possível nas palavras de um mestre das letras.

“Folhetim” não é uma mera avaliação semiótica de como se faz uma canção com esse tema, nesse gênero.

Ela pode e deve ser cantada a plenos pulmões, de forma desabrida e despudorada, como a personagem que se dispõe em corpo e alma para sempre dizer sim.

Ah, importante notar: a “Ópera dos Mendigos”, uma sátira à sociedade inglesa do século XVIII, é considerada uma obra revolucionária por ter levado canções populares ao teatro operístico.

Agora, com Vanusa:

Semana que vem tem mais..

17 julho 2018 CHARGES

LUSCAR

THE ORIGINALS

“The Originals”, banda de rock fundada em 2005 por ex-integrantes dos conjuntos The Fevers, Renato e Seus Blue Caps e Os Incríveis. Aqui interpretam dois grandes sucessos dos anos 60.


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