Antigamente a mulher
Apenas lia cordel.
Depois passou a ser musa
Nos versos do menestrel.
Querendo contar história
Tirou versos da memória,
E passou para o papel.

Fim de tarde na calçada
Nos mais diversos rincões,
As tias, avós e mães,
Difundiam tradições .
Naquele entretenimento,
Passavam conhecimento,
Para as novas gerações.

E foi assim que aprendi
A gostar de versejar
Minha mãe é poetisa
Tia Isa, de contar
As histórias de princesa
Eu achava uma beleza
Hoje vivo a recontar.

Ser musa era muito pouco
A mulher queria mais.
Contar apenas histórias
Feria seus ideais.
Queria escrever também,
Poderia ir além,
Em tudo via sinais.

Disposta pegou a pena,
Sem ter pena de escrever,
Resgatou lá da gaveta,
O que chegou a esconder.
No presente está escrito,
Que a mulher deu o seu grito
E o que faz é com prazer.

1 Comentário

  1. Parabéns pela beleza dos versos e da foto, grande poeta Dalinha Catunda! Você tem a quem puxar! Tem a poesia no sangue!
    Um grande abraço!

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