20 julho 2018APOIO POLÍTICO



Decididamente a vontade de ser presidente da república, governador, prefeito ou até mesmo vereador, está acima de qualquer ideologia. Pelo regime que vivemos é certo que o presidente não governa sem a maioria no congresso, mas o que se faz para continuar ou chegar ao cargo supera, e muito, qualquer expectativa política. Daí, nós eleitores precisamos avaliar o candidato não apenas pelos critérios fundamentais de probidade, desempenho, lisura, etc., mas também pela qualidade de apoio que ele pleiteia.

Considero simplesmente estarrecedor ver os diversos partidos tratando Valdemar da Costa Neto como a “bala que matou Kennedy” ou “a última Coca-Cola do deserto”. Parece que tais pessoas esqueceram, simples e propositadamente, que este canalha dono do PR, foi condenado no mensalão, teve seus direitos políticos cassados, mas, apesar disso, comanda o PR como uma extensão de suas empresas particulares. Vimos Tiririca ocupar a tribuna, uma única vez nos seus dois mandatos, para se dizer decepcionado e adicionalmente vemos o esforço do partido em mantê-lo candidato porque ele é um grande puxador de votos. Então, pelo critério de proporcionalidade, o partido teria condições de fazer uma boa bancada. Pra quê? Para votar propostas que beneficiem a população? Duvido! A ideia é continuar aparelhando o estado de modo que eles continuem ganhando.

Geraldo Alckmin, que convive tranquilamente com o canalha Mineirinho que recebeu R$ 2 milhões numa mala, trabalha para fechar um acordo com o PTB de Roberto Jefferson. Isso, mesmo: o pai de Cristine Brasil que foi impedida de se tornar ministra do trabalho, mas que nem por isso deixou de exercer influência no ministério tendo em vista que colocaram lá uma pessoa submissa aos interesses do PTB, que é presidido por Jefferson, o mesmo Jefferson que denunciou o mensalão, não por sentimento ético ou patriótico, mas porque estava perdendo espaço na roubalheira. Sabe aquela história do “se não me der também, eu conto a tudo mundo”? Isso é o PTB, isso é o partido político no Brasil. Uma instituição falida, embora aqui ou acolá a gente encontre pessoas sérias que necessitam de uma filiação para concorrer. Não seria o caso de candidatos avulsos? Gilmar Mendes foi contra isso, logo deve ser uma proposta interessante.

Outra coisa que achei deveras interessante foi o telefonema de Ciro Gomes para Luciana Santos, presidente do PCdoB perguntando até que ponto poderia ceder para ter o apoio do DEM. Ora, PCdoB é um partido de esquerda com pensamentos e propostas totalmente antagônicos aos interesses do DEM. Então, você cede uma fração de suas crenças, de sua ideologia, apenas para tentar se eleger? Como acreditar num candidato dessa natureza?

No âmbito estadual, a coisa não é tão diferente. Cito o caso de Pernambuco. O governador, alucinadamente tenta o apoio do PT para conseguir mais tempo de programa eleitoral obrigatório (gratuito uma pinoia porque rádio e televisão abatem do imposto de renda os custos, então nós financiamos essa porcaria) e barrar a candidatura de Marília Arraes. Esta candidatura teve todo apoio do candidato Armando Monteiro, no começo, porque ele queria tirar votos do governador. Marília foi usada como um objeto manipulável e esta semana, numa entrevista a um programa de rádio, ela atacou tanto o governador quanto o senador Armando Monteiro. O engraçado é que todos usam Lula como instrumento de captação de votos. Numa conversa recente com um colega ele disse: “eu tinha intenção em votar no governador, mas se ele fizer aliança com o PT, eu não voto. O PT vai ocupar cargos no governo, então vai tudo ficar na mesma”. O apoio político diz tudo das candidaturas.

Nesse sentido, é um fato emocionante a gente vê Raul Castro, Evo Morales e Nicholas Maduro pedirem eleições livres no Brasil. Castro herdou o poder com a doença do irmão. Como se a gestão de um país fosse um bem particular. Caso tenha participado de eleições livres foi como eleitor no tempo de Fulgêncio Batista. Desde 1959 que a família Castro está no poder. Castro é o presente do verbo castrar e foi isso que eles fizeram em Cuba: castraram a liberdade do povo; castraram adversários políticos. O presidente Lula devolveu os lutadores de boxe Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara que vieram para o Pan-Americano no Rio de Janeiro em 2007 e fugiram da delegação. Tarso Genro, este mesmo que defende a candidatura de Boulos, então ministro da justiça chegou a dizer que os cubanos pediram para voltar! O governo Lula fez isso, sabendo o que aconteceria com eles. Fernando Morais, amigo de José Dirceu, tem um livro chamado Olga, no qual escracha a entrega de Olga Benário Prestes ao governo alemão, em 1933. Ela foi assassinada por governo nazista porque era judia. Esse cara não disse uma palavra sobre os cubanos devolvidos à ditadura de Castro.

Maduro, se torno presidente por herança também. Era vice-presidente indicado por Hugo Chávez. É notório seu interesse em perpetuar-se no poder a custa da miséria do povo venezuelano. Usou de todas as prerrogativas para continuar no poder, prendendo opositores e matando pessoas. Evo Morales, ao assumir a presidência, a primeira coisa que fez foi nacionalizar investimentos brasileiros na Bolívia atingindo duramente a Petrobras e interesses de Eike Batista. O ex-senador boliviano Roger Pinto, saiu da Bolívia escondido e o diplomata que o tirou de lá foi perseguido pelo governo Dilma. O senador morreu num acidade de avião.

Pois bem: essa trinca de canalhas apoia e é apoiada por políticos brasileiros. Pense nisso para definir o seu voto.

12 Comentários

  1. A bonitinha, mas ordinária, Netinha do Arraes, é o tipo da patricinha ou Alice no País da Maravilha que pratica política fútil, inútil, despretensiosa e desnecessária, além de infantil!!!

    P.S.: – A Gordinha do Arraes é um típico exemplo de esquerdinha caviar… Vai chupar parafuso para ver se vira prego, mulé!!!

    • Caro Altamir Pinheiro: Não se iluda não, bicho! De santa ela não tem nada. Possui o DNA do avô que dizia que para ser político tinha de ter astúcia!

  2. Sr. Mauricio, alem desse mapa dos horrores que pintou no seu artigo, tem ainda o presidiário que não sai da mídia. Ele é o único candidato que nem precisa gastar dinheiro com promoção. Tem a platéia na porta da cadeia, alardeou que gostava de fazer ginastica, mandou dizer que estava lendo livros, participou da Copa na condição de “comentarista, recebe visitas o tempo todo, os advogados pululam ao seu redor sem sabermos ao certo de onde vem o dinheiro para pagar os serviços, os tais HC são confeccionados por cidadãos de norte a sul e por fim, as singelas mensagens que envia dizendo que está preocupado com os pobres. Quais? Serão por acaso aqueles que também estão na cadeia e não conseguem bons advogados?

    Já escrevi algumas vezes e vou repetir: a maioria do povo sente nojo dessa gente.

    • Prezada colunista, ministra do trabalho do governo Berto, vivemos um tempo estranho. Estou deverasmente preocupado em descobrir que neste país o único corrupto sou eu.

  3. Depois desta lúcida análise só há uma adequada solução: mandar os “cãodidatos” visitarem a futura exposição “Queer Cu”, na Bahia petista, e aos eleitores, orientá-los a cravar o nome do Polodoro à presidência.

  4. Ilustre analista Maurício Assuero.
    Enquanto os países muçulmanos linha dura não admitem sequer – “peralmenus” – uma capelina de outras religiões, e os países laicos, pseudo-laicos ou que seguem a fé cristã até pagam para a construção de mesquitas, é interessante constatar que os comunistas, historicamente ligados à ditadura do proletariado, que têm o livre direito – e a cara de pau – de apresentarem candidatos em um regime democrático, o contrário não ocorre nos países sob governo comunista estabelecido, embora moribundo; Cuba, por exemplo, e em outro “maroumenus”, padrão Venezuela et cupinchas. Eta, negócio paradoxal!
    Por quê, seu menino?

  5. Eu li Fidel e a Religião de Frei Beto. Naquele tempo, estudante universitário, cabeça voltada para o regime democrático, sonhava e acredita em pessoas. Mas, ficando sua pergunta, pelo que Frei Beto escreveu, foi uma permissão que Fidel deu embora ele tenha afirmado, em várias passagens do livro, seu ateísmo. Ao meu ver, ele via que o catolicismo não representava riscos ao regime até mesmo porque havia um engajamento dos padres em regimes socialistas. Ele precisava de respaldo do povo para sedimentar o regime. Se proibisse totalmente estaria criando arestas e, ademais, teria padres viajando o rebanho. Também há o fato do catolicismo não ser radical e ter uma permissividade muito grande. Basta rezar ave- Maria e pai nosso para ser perdoado dos pecados.

    • Obrigado pela pronta resposta.
      Desde logo admito ser o responsável pela confusa redação anterior e suas consequências. Assim, o que eu quis dizer, no caso dos regimes comunistas, é que, quando estabelecido, não é admitida a existência de outros partidos. Daí minha citação de Cuba, onde existia e existe tão somente o partido comunista. Só o deles, e babau e cacete pros os outros e seus defensores. Quanto à questão religiosa, no caso dos países comunistas, é aceita ou, se tanto, reprimida, como na antiga URSS, porém, numa e outra com resultados pífios. Taí, para quem quiser ver e orar, o mundão de igrejas na Rússia atual e em Cuba.
      Como não voto e sou ateu desde pequenininho (o que faz tempo pra dedéu), aproveitei para incluir a também paradoxal questão religiosa entre as nações de fé cristã e as sob governo dos muçulmanos, no que diz respeito à autorização, construção e funcionamento de templos nos respectivos países. Enquanto no Brasil, por exemplo, temos inúmeras mesquitas, experimente encontrar um templo cristão, seja católico, presbiteriano ou espírita na Arábia Saudita. Não há; nem procurando no Google. Na China de Mao e Huá-Gofeng e outros, não achei e não me mostraram nenhum.
      Aceite minhas desculpas.

  6. Tranquilo. Vc tem razão. Na verdade, a religião acaba sendo imposta como uma obrigação. E como no Oriente Médio, as leis contra os dogmas são de lascar a alma, é melhor visitar Meca. Eu acho que é responsabilidade do fanatismo.

  7. Caro Maurício Assuero:

    Estive por esses dias na Câmara de Vereadores (afinal para que serve um vereador?), e percebi com olhos clínicos, bem abertos, o desperdício de dinheiro que é surrupiado do bolso do contribuinte honesto para pagar aquela mordomia de cargo comissionados, assessores parlamentares que só existem no contra cheque gordo e todos agregados de ponta a ponta! E os gastos para manter aquela estrutura sem serventia para o povo!

    Sinceramente, se nas eleições da Vaca Peidona eu anulei meu voto para presidente, senador, governador, deputado estadual, agora é que vou radicar mesmo! Ganhe, roube, faça merda, mas não terá a minha autorização! Cansei de políticos ladrões!

    • Prezado Cícero, entendo perfeitamente seu sentimento. O mais lamentável é a faixa de perspectiva. Qualquer pessoa séria teria que se filiar a um partido e por isso ficar sujeito as vontades dos pares. Minha intenção é zerar tudo também.

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