22 julho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

OS OUROS, NAIPE DA SUCESSÃO

De uma tacada só, usando os argumentos preferidos de boa parte dos políticos, Geraldo Alckmin se transforma no candidato dominante das eleições: terá quase a metade do horário eleitoral gratuito, e ganha o apoio do industrial Josué Christiano Gomes da Silva, ou “Josué Alencar”, filho do vice de Lula de 2002 a 2010. Josué é perfeito: promete não atrapalhar os planos de Alckmin e paga a campanha. Ou melhor, nem ele é perfeito. Ele é filiado ao PR de Valdemar Costa Neto, a quem muitos fazem restrições. Mas Valdemar não é exceção no grupo que apoia Alckmin: com ele estão Roberto Jefferson, Cristiane Brasil, Paulinho da Força, conhecidíssimos.

A tese de Alckmin, até hoje mal nas pesquisas, pode agora ser testada: quem tiver mais TV cresce. E ele tem quase metade do tempo total de TV.

Mas sejamos justos: não há candidatos viáveis mais ou menos impuros. O PT, seja quem for seu candidato, viu a condenação judicial de seu ícone, Lula; a prisão de seus tesoureiros; a pena de seus coordenadores. Ciro, que manteve imagem razoável, acaba de levar duas pancadas: o lançamento de sua candidatura foi murcho, e O Globo revelou que o deputado Leônidas Cristino pagou com dinheiro da Câmara mais de R$ 100 mil a um escritório de advocacia em Fortaleza do qual seu padrinho político Ciro Gomes é sócio. Cristino foi ministro dos Portos de Dilma, por indicação de Ciro.

Brigar por causa de política, hoje, é como ter crise de ciúmes na zona.

É ou não é

Alckmin finalmente tem sua chance de crescer – tanto que, após acertar a TV (quer dizer, com os partidos que cedem seus tempos de TV), recebeu a companhia, em comício, de João Dória Jr., candidato favorito ao Governo paulista e que tinha esperanças de substituí-lo na luta presidencial. Só que TV ajuda mas não é infalível: em 1989 (quando Collor derrotou Lula no segundo turno), o maior tempo era de Ulysses Guimarães, PMDB, que ficou em sétimo. O segundo em tempo foi Aureliano, que ficou em nono.

Hora H

Bolsonaro é um dos destaques da campanha, mas tem sete segundos de TV. Pela posição na pesquisa, deveria ter multidões de pretendentes a vice. Mas ainda não encontrou ninguém: tentou o senador Magno Malta (em busca do voto evangélico), o general Hamilton Mourão; anunciou o general Augusto Heleno, que comandou as tropas da ONU no Haiti, tem excelente imagem entre os militares. Teve suas propostas rejeitadas. Hoje, pensa na advogada Janaína Paschoal, que, com Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., apresentou a proposta de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Você, empresário

O caro leitor talvez não saiba, mas é empresário, sócio de múltiplas empresas. Os governos que elegeu – Federal, estaduais, municipais – têm, juntos, 118.288 CNPJs – Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas, algo, para empresas, próximo àquilo que o CPF é para as pessoas físicas.

Vejamos um CNPJ, buscado ao acaso (é o nº 74.170 da lista): pertence à Cabana do Jaime, dirigida por Jaílton Ferreira de Jesus. Situação ativa: está funcionando (a última verificação é de 10 de julho de 2017), e é órgão público do Poder Executivo Federal desde, pelo menos, 2006. Tem capital social de R$ 0,00 (zero reais), está localizada na avenida Otávio Mangabeira, praia de Piata, em Salvador, Bahia – uma beleza de lugar. Tem telefone fixo (71), e os primeiros números são 328… Tem e-mail.

Não é difícil localizar a lista de CNPJs de entidades dos diversos níveis de Governo. Basta procurar na internet. Sem problemas – mas será função do Governo Federal ter a propriedade de uma barraca de praia que serve bebidas e lanches a seus frequentadores? Quanto isso custa?

Licença jornalística

Na verdade, o caro leitor não é empresário, talvez nem seja formalmente sócio de uma empresa desse tipo. Mas cabe-lhe a honra de pagar a conta.

E não imagine que a coisa se limita a uma barraca de praia. Há também uma associação dos pescadores, uma associação de produtores rurais, um restaurante – não há dúvida, existe gente que tem sorte na vida. Porque controlar quase 120 mil empresas como essas deve ser muito difícil.

Prisão de novo

A Polícia Federal prendeu na sexta, pela segunda vez, o ex-governador André Puccinelli, a pedido da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Puccinelli, seu filho e o advogado tiveram prisão preventiva decretada, a pedido do Ministério Público Federal, em decorrência de apurações da Operação Lama Asfáltica. Puccinelli pretende se candidatar novamente ao Governo, pelo MDB. Há acusações referentes a contatos com a JBS, de Joesley Batista, à análise de documentos apreendidos em fases anteriores da Operação e de movimentações bancárias.

22 julho 2018 CHARGES

LUSCAR

22 julho 2018 AUGUSTO NUNES

NEURÔNIO EM COLAPSO

Dilma usa a tentativa de tirar Lula da gaiola para dar uma aula de como não dizer coisa com coisa

“Então, fazem uma espécie de striptease jurídico-político, tirando todas as máscaras, mostrando claramente que não há complacência com o presidente Lula. É complacência? Não. Não há justiça para o presidente Lula”.

Dilma Rousseff, mostrando como não dizer coisa com coisa sobre a conspiração que tentou tirar Lula da cadeia pelo túnel escavado por um cúmplice do PT disfarçado de desembargador.

22 julho 2018 CHARGES

PATER

NICOLAU CONTRERAS – CONTAGEM-MG

Digníssimo editor Berto,

Minhas cordiais saudações daqui das terras mineiras!!!!

Por favor, mostre este vídeo para os prezados colegas leitores desta gazeta.

Quem paga dízimo pra Edir Macedo também faz depósito pro PT.

E vota em Lula!!!!!!!!!

É isso aí!

22 julho 2018 CHARGES

NANI

SR. BRASIL

Rolando Boldrin um artista multifacetário, com seu programa semanal na televisão, descobre excelentes artistas em nossos rincões e apresenta-os ao Brasil. Temos e sempre teremos, grandes personagens que conseguem escrever sua história de vida com dignidade e dignificando todos ao seu redor. Rolando Boldrin já faz parte desse contingente. Em 2012, Caju e Castanha contam um pouco de sua trajetória, com simpatia e habitual bom humor, demonstrando porque são considerados grandes repentistas na beleza do mundo da arte.

O Crente e o Cachaceiro

* * *

SIMON $ GARFUNKEL

Cantores e compositores, a dupla com sua conhecida harmonia vocal, executam num show ao vivo, um grande sucesso da década de 60, tendo apenas o acompanhamento do violão e sem utilização dos atuais inseparáveis “fones de ouvido”.

The Sound of Silence

* * *

Dica:

Casal 20. Hum! Esse nome lembra algo, mas, deixemos de lado, o espaço trata de assuntos policiais somente ligados à arte cinematográfica. Voltamos à série de TV que foi criada pelo escritor Sidney Sheldon, produzida de: agosto de 1979 a maio de 1984. Foi uma época de séries produzidas para TV contendo muito glamour, lindas mulheres com vestidos deslumbrantes, homens ostentando roupas impecáveis, carrões, iates, etc. A diversão caiu no gosto dos brasileiros com exibição dublada e transmitida inicialmente em horário considerado nobre.

Clique aqui para assistir Ela Sabe ou Não Sabe? (Episódio 19 da 1ª temporada)

22 julho 2018 CHARGES

DUKE

ALTAMIR PINHEIRO – GARANHUNS-PE

VERÔNICA VIROU CINQUENTONA

Longe de mim querer aqui neste espaço do JBF, atropelar o nosso querido Papa PENINHA (filho de Tupi Paulista-SP, terra do aconchego!!!) que é top de linha com sua excelente coluna DO FUNDO DO CAÇUÁ MUSICAL com seu exuberante e inesgotável arquivo. Em absoluto!!! Depois desta precoce mensagem musical vamos falar dessa coroa enxuta que chegou aos 50 anos de idade. Na verdade, como rezam as religiões cristãs, principalmente a católica, Verônica foi uma mulher caridosa que, comovida com o sofrimento de Cristo ao carregar aquela pesada cruz, deu-lhe seu pano de cabeça em forma de véu para que o filho de Deus aqui na terra pudesse limpar seu rosto. Cristo aceitou o oferecimento e, após utilizá-lo, devolveu-o à bondosa senhora Verônica. E então, a imagem de seu rosto estava milagrosamente impressa naquele pano de linho branco. Pois bem!!! No campo musical, no final da década de 1960 o nome feminino ou uma mulher chamada VERÔNICA foi uma bela fonte de inspiração romântica para ser feita uma bem sucedida composição por C. Blanco que ocasionou um baita sucesso na língua castelhana e em termos de Brasil, o pernambucano Fernando Adour fez uma milimétrica e caprichosa versão e entregou de mão beijada ao vozeirão lindo com voz de tenor, o paraibano(radicado em Pernambuco), Maurício Reis.

A propósito, o pernambucano Fernando Adour é produtor musical e excelente versionista (considerado o Rossini Pinto do Nordeste). Sua primeira direção musical foi com a música “Pare de tomar a pílula” de Odair José, um sucesso impressionante no ano de 1973. Em 1978 fez cerca de 20 versões para Julio Iglesias, na época, artista desconhecido no Brasil. No começo da carreira a cantora colombiana Shakira foi produzida, também, por Fernando Adour. Compositor de estilo romântico, fez muitas versões de músicas em inglês, italiano e espanhol, em especial no período final da Jovem Guarda. Quanto aos brasileiros há um rosário de VERSÕES escritas(ou traduzidas) por este produtor artístico, arranjador vocal, vocalista e compositor como:

O mais importante é o verdadeiro amor (Tanta voglia di lei), uma balada de 1972, na voz de Márcio Greyck; em 1973, conheceu seu maior sucesso com a gravação de VERÔNICA pelo cantor Maurício Reis, que transformou essa balada num dos grandes clássicos do cancioneiro brega-romântico; já em 1977, o conjunto de rock Renato e Seus Blue Caps gravou “O que eu posso fazer”, versão de “Baby’s in black”, de John Lennon e Paul McCartney, e “Tudo o que eu sonhei”, para “If I fell”, também de John Lennon e Paul McCartney; no ano de 1979 o conjunto Os Incríveis, registrou “Às vezes tu às vezes eu”, versão para “A veces tu a veces you”; a cantora Núbia Lafayete também foi beneficiada pelas versões de Fernando Adour quando gravou “Seguirei meu caminho”, que fez um estrondoso sucesso.

Suas mais de 60 versões ou composições foram lançadas por nomes como Raimundo Fagner, Jessé, Gilliard, Jerry Adriani, Benito Di Paula, João Paulo e Daniel, Tim Maia, Pepeu Gomes, Guilherme Arantes, Roberta Miranda, Elba Ramalho, Elza Soares, Frenéticas, Wanderléa, Cláudia Teles, Roupa Nova, Sidney Magal, e seu grande amigo Erasmo Carlos. Com Roberto Carlos produziu “Amazônia”, “Tô chutando lata” e fez terça de voz em “Apocalipse” e “Do fundo do meu coração”. A título de informação, Rossini Pinto morreu em 1985 com apenas 48 anos de idade; já Fernando Adour, hoje é um oitentão e bote força residente no Rio de Janeiro.

Há exatamente 45 anos chegava ao Brasil a versão da música VERÔNICA (letra de C. Blanco de 1968), gravada pelo eterno e inesquecível poeta do cravo branco, Maurício Reis. De brega é só o nome: pois ela tem poesia, música, sentimento e muito bom português!!! No ano de 1973 em diante, Maurício Reis fez parte da infância, adolescência e juventude de todos nós com esta romântica melodia que dilacerou corações dos eternos namorados durante cinco décadas: Verônica, me sinto tão só / Quando não estais junto a mim / Verônica, eu quero dizer / Que te amo tanto / Que não posso mais / Que te quero tanto, amor…

Tive o prazer de ver essa fera cantando ao vivo em comícios de políticos nos palanques da vida. O saudoso cantor Maurício Reis cantava o amor verdadeiro, caipira, interiorano e sincero com àquela cafonice inesquecível do seu modo de trajar(cinto afivelado e sapato Cavalo de Aço, além do seu cabelo Black Power). Uma passagem agradabilíssima que como fita de cinema faroeste, nos mostrava felizes em tempo integral em nossa adolescência. Quem não curtiu em festas de rua de final de ano, ao lado de uma paquera, no alto de uma Roda Gigante, suas músicas intituladas Lenço Manchado, Dançarina, Mercedão Vermelho, Locutor, Amor fingido, Ilustríssima Madame, verônica (Um clássico dos anos 70). A música VERÔNICA foi o top de linha: top dos top. Hoje, Infelizmente, o romantismo está dando lugar ao ódio e a violência. Enquanto isso, a rapaziada anda curtindo muito e bastante “noiada” um tal de Luan Santana ou Wesley Safadão…

Com uma carreira de 30 anos, Maurício Reis Lançou 27 álbuns ente LPs e CDs. Nascido em Santa Rita, na Paraíba, tinha escolhido o Agreste pernambucano para morar e a cidade sorteada foi Gravatá, onde manteve residência fixa até sua morte por afogamento. Exatamente no dia 22/07/2000, há 18 anos, chegava ao fim a vida de um artista de sucesso. João Maurício da Costa ou simplesmente Maurício Reis, O artista faleceu naquele trágico 22 de julho de 2000, aos 58 anos de idade, num fatal acidente automobilístico ocorrido no município pernambucano de Bonito. Maurício Reis havia saído de Gravatá, onde morava há sete anos, para fazer um show na cidade de Xexéu-PE. O carro estava sendo guiado pelo filho do cantor, o tecladista Maurício Inácio, que sobreviveu..

Como boa parte das músicas de hoje em dia não tem história e sim pornografia explícita, o BREGÃO DO BOM de Maurício Reis, como a sua música mais conhecida no Brasil é louvada há 45 anos, desde 1973, era cantada sim, com a alma, pois não é à toa que ele deixou uma neta com o nome Verônica em homenagem a sua música de maior sucesso. Nesses dias de Festival de Inverno em que, a minha cidade, Garanhuns-PE, recebe um cantor romântico do porte do inigualável Odair José(O Bob Dylan da Central do Brasil), que fora tão perseguido pela bizarra censura da fatídica Ditadura Militar que o considerava um transgressor dos bons costumes e uma péssima influência para os jovens(?), então, ouçamos a música cinquentenária tão bem interpretada pelo poeta do cravo branco, Maurício Reis, esse vozeirão metálico com uma voz de tenor: Verônica!!!

22 julho 2018 CHARGES

NANI

22 julho 2018 EVENTOS

É HOJE! – RELICÁRIOS: MEMÓRIA DO SOM

 

Mais um fim de semana com muita música clássica se aproxima. O projeto “RELICÁRIOS: MEMÓRIAS DO SOM”, traz hoje, domingo, dia 22, ao Museu de Arte Sacra de Pernambuco, um concerto do GIB – GRUPO INSTRUMENTAL BRASIL. A iniciativa é incentivada pelo FUNCULTURA, FUNDARPE e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e conta com o apoio do Departamento de Música da UFPE.

Programa deste domingo

Antônio Carlos GOMES (1836-1896)
ABERTURA DA ÓPERA “FOSCA” (1873)
Adapt. Mizael França

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
TOCCATA AND FUGUE IN D MINOR, BWV 565
Adapt. Dierson Torres

Wellington MESQUITA (1985)
SIMPLICE (Dedicado ao GIB)

Marcos F.M. (1977)
SUITE NOTURNA
Anoitecer Misterioso – Madrugada Solitária – Morte da Noite – Amanhecer Alegre

Glorinha GADELHA (1947) e SIVUCA (1930-2006)
FEIRA DE MANGAIO
Adapt. Mizael França.

Wellington MESQUITA (1985)
ANGÉLICA
Choro

César GUERRA-PEIXE (1914-1993) Clóvis PEREIRA (1932)
MOURÃO
Adapt. Dierson Torres

* * *

Data: 22/07/2018, domingo
Local: R. Bpo. Coutinho – Carmo, Olinda – PE, 53030-000
Horário: 16h

22 julho 2018 CHARGES

LUTE

22 julho 2018 DEU NO JORNAL

MEU BRASIL BRASILEIRO

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) confirmou em convenção nacional neste sábado (21), em São Paulo, a escolha de Guilherme Boulos, de 36 anos, como candidato à Presidência da República.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) foi escolhido por aclamação pelos filiados que participaram do evento.

Ele disputará a Presidência pela primeira vez.

* * *

A disputa pela presidência de Banânia vai ser acirrada.

Os petêlhos garantem e sustentam que o presodenciável Lula vai concorrer pelo PT.

Já o traficante Fernandinho Beira-Mar vai concorrer pelo PCC.

E, pra completar, o terrorista urbano Guilhermo Boulos vai concorrer pelo PSOL. Candidatura oficial e dentro da lei.

Pergunto pra vocês: existe um retrato mais perfeito e acabado de Banânia do que este???

Me digam: existe???

Este é o Meu Brasil Brasileiro ! ! !

22 julho 2018 CHARGES

DUKE

22 julho 2018 AUGUSTO NUNES

O LULA NICARAGUENSE E O ORTEGA BRASILEIRO

Ambos nascidos em 1945, Lula e Daniel Ortega chegaram à presidência da República fantasiadas de protetores dos injustiçados e pais dos pobres.

O comandante da revolução sandinista livraria a Nicarágua dos horrores da ditadura de Anastasio Somoza.

O chefão do PT libertaria o Brasil da elite exploradora que saqueava o país desde 1500.

Aos 72 anos, os dois reduziram a frangalhos as fantasias que vestiram no século passado. Tanto Lula quanto Ortega jogaram no lixo promessas, amigos honestos, normas éticas e valores morais, fora o resto.

Saíram da História para cair na vida.

Serão lembrados em asteriscos de pé de página como mais dois tiranetes destes trêfegos trópicos. Dois vigaristas que se venderam aos ricaços que fingiam odiar.

Lula é um Ortega brasileiro. Ortega é um Lula nicaraguense.

A diferença é que um deles está fora da cadeia.

Por enquanto.

22 julho 2018 CHARGES

THIAGO LUCAS

22 julho 2018 DEU NO JORNAL

SAINDO DA PRÉ-HISTÓRIA

A Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba deve concluir neste domingo (22) o debate e a votação da proposta de uma nova Constituição do país comunista.

São 224 artigos que, se aprovados, podem configurar uma reforma profunda na legislação cubana.

Entre as principais mudanças estão o reconhecimento à propriedade privada, a eliminação do termo “comunismo” da Carta Magna e a possibilidade da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

* * *

O principal interessado no casamento entre xibungos é o ditador Raul Castro.

Lá em Cuba todo mundo sabe e fuxica que ele adora doar o orifício pecaminoso.

Quanto a eliminar o termo “comunismo” da constituição, esta é um providência que está chegando tarde demais: o comunismo já foi abolido da face do mundo há muitos e muitos anos.

Ser marxista-comunista hoje em dia é assim feito usar gramofone para ouvir música e ver televisão em preto-e-branco.

Já o reconhecimento da “propriedade privada”, eu desconfio que deve ser impor ao povo cubano que aceite a privada onde Raul caga na cabeça da escravizada população cubana todos os dias.

22 julho 2018 CHARGES

BRUNO AZIZ

A LOTERIA DA VIDA

Só por um momento, imaginei que sou Deus e decidi criar um planeta cheio de vida. Um jardim maravilhoso, lindo em todos os aspectos e perfeito para aquilo que tenho em mente.

Pois bem! Primeiramente, comecei com uma imensa nuvem de gás a meia distância da borda de uma galáxia com 100.000 anos-luz de raio. Teria de ser uma nuvem de partículas remanescentes da explosão de alguma estrela gigante da 1ª geração do universo. Isto porque, ao entrar nos estágios finais de sua vida, transformando-se em Supernova e explodindo, esta estrela produziria todos os demais elementos da tabela periódica e não seria composta apenas por hidrogênio e hélio, os elementos mais simples e básicos do universo.

Se não fosse assim, não poderia contar com estes elementos para o lindo projeto que tenho em mente: A vida!

Com o passar de milhões e milhões de anos (não tenho pressa nenhuma pois sou eterno), esta imensa nuvem de gás, atraída pelas forças gravitacionais nela atuantes, iria tomando a forma de um disco.

Este mesmo disco giraria velozmente em torno de um eixo central e, paulatinamente, tal qual um “angu de caroço”, iria juntando suas partículas de maneira a formar pequenos globos, sendo o maior deles o que se acharia no centro deste imenso vórtice. Minha receita estaria começando a dar certo.

Na etapa seguinte, o globo situado no centro não poderia ser nem muito grande, nem muito pequeno. Teria que ser aquilo que os astrônomos chamam de “Estrela de quinta grandeza”, já que seu tamanho, mesmo sendo imenso, não é lá essas coisas quando comparado com algumas de suas irmãs gigantes. Por outro lado, não poderia fazer parte de um sistema binário, ou até mesmo com mais estrelas, já que isto lhe provocaria muita instabilidade. Não poderia ser também uma estrela submetida a muitas explosões e variações de brilho, tal qual ocorre com outras de suas irmãs. Teria que ser uma estrela solitária e razoavelmente constante em seu brilho, de modo a não comprometer todo o projeto que preparei meticulosamente. Toda esta conjectura foi criada por Kant e Laplace, ao mesmo tempo.

Ao atingir um tamanho suficientemente grande, esta esfera central acenderia um imenso reator nuclear em seu interior e começaria a emitir luz e radiação. Em paralelo, inúmeros planetas estariam sendo formados, sempre girando todos ao seu redor e no mesmo sentido. Alguns, imensas esferas de gás; outros, imensos globos rochosos. Aquele que escolhi para a sede do meu projeto deveria ter algumas características altamente específicas, se não o meu lindo projeto desandaria totalmente.

Primeiramente, no conjunto de planetas que se formou junto com ele, deveria existir um que fosse imensamente grande, e que estivesse situado entre este meu planeta jardim e o espaço exterior. Serviria de escudo contra impactos com objetos errantes que entrassem em nosso sistema planetário. Estes objetos seriam atraídos por sua tremenda força de gravidade e nele cairiam, deixando assim de constituir ameaça a meu planeta predileto. Só a título de exemplo, vejam a explosão provocada pela queda em Júpiter de um objeto com algumas dezenas de metros de diâmetro. A explosão provocada tem quase o tamanho da Terra. Dá para imaginar o que um objeto desses provocaria caindo aqui, como aquele que provocou a extinção dos dinossauros.

O ponto seguinte da minha receita é que o planeta escolhido deveria se situar a uma distância do sol tal que possibilitasse a existência de água em seus três estados físicos: Sólido, líquido e gasoso. Para isto, a temperatura da sua superfície não poderia situar muito perto dos 100 graus centígrados, nem muito abaixo de zero grau. Como maneira de assegurar que sua temperatura seria suficientemente tépida, mas nunca quente demais, adotei uma órbita na forma de uma elíptica alongada, segundo as Leis de Kepler.

Só que, para assegurar esta estabilidade térmica, apenas a distância conveniente do sol não seria suficiente, já que a forma elíptica de sua órbita provocaria períodos de calor intenso, seguidos de períodos de frio extremo. Assim, outros mecanismos de regulação térmica far-se-iam necessários.

Minha grande sacada foi bombardear este meu planeta com cometas compostos de água congelada. De novo, ao longo de mais alguns milhões de anos, aquela bola de fogo foi esfriando sua superfície, e criando uma fina crosta sólida, através desse bombardeio continuado. Ao final desse período, meu jardim era um planeta líquido, coberto por um oceano com profundidade média de 5 Km. Não dava para criar muitas formas de vida nestas condições, especialmente porque o planetinha bamboleava seu eixo central de forma totalmente caótica, já que não tinha nada próximo que o estabilizasse. Foi aí que me veio uma sacada genial, modéstia à parte: Decidi dar-lhe uma bolada com outro planeta quase de igual tamanho, de modo a deixar este meu predileto exatamente nas condições ideais para a vida. Foi uma tacada de sinuca simplesmente perfeita!

Com esta colisão, o eixo central da terra ficou inclinado de 23 graus, grande parte da água de sua superfície foi expelida para o espaço exterior e se formou um satélite da Terra cujas características de peso e tamanho, assim como a distância e a velocidade com que orbita, foram EXATAMENTE os elementos que faltavam para tornar o nosso planeta o lugar ideal para a eclosão da vida. Com a inclinação do eixo da Terra, deu-se origem às estações, maravilhosa solução para a implantação dos ciclos da vida. A presença da Lua, por sua vez, estabilizou nosso planeta com seu eixo nesta posição e tornou os dias muito mais lentos. Se antes duravam apenas 4 horas, depois do choque passaram a durar as atuais 24 horas. Quanto à agua que permaneceu em sua superfície, este fato merece maiores detalhamentos. Primeiramente, a água tornou-se o grande estabilizador da temperatura superficial do planeta. Por seu grande Calor Latente, tanto de fusão como de evaporação, absorve e libera continuamente quantidades imensas do calor do sol. Semelhantemente, as nuvens aumentam o albedo, quer dizer, o tanto de luz do sol que é refletida. Assim, quando os oceanos ameaçam esquentar demais, as nuvens produzidas tratam de esfriá-lo. Por outro lado, a água é a única substância que aumenta de volume ao congelar. Assim, quando o gelo que se forma nos polos se desprende, sai boiando e refletindo muito mais a luz do sol que a água que o circunda, ajudando desta forma ao equilíbrio térmico também. Se afundassem, nosso planeta estaria condenado a um eterno inverno.

O núcleo desse nosso planeta teria de ser formado por metais magnéticos, especialmente o ferro, de forma a criar um imenso campo magnético a sua volta. Este campo magnético seria o responsável por desviar todas as radiações emitidas pelo sol e que poderiam ser prejudiciais ao meu projeto de vida.

Já para as reações químicas necessárias a prover os seres vivos com energia, decidi pelas reações de oxidação, já que são eminentemente exotérmicas, ou seja: liberam energia. Só que, para isto, necessitaríamos de uma atmosfera gasosa composta por este elemento e isenta de outros gases tóxicos. Providencie inicialmente uma forma de bactéria que se alimentasse desses gases tóxicos e expelisse o Oxigênio. Depois de alguns milhões de anos, chegamos aos atuais 22% de oxigênio, sendo o resto composto por um gás inerte e que não faz mal a ninguém: O Nitrogênio. Tivéssemos uma taxa maior de oxigênio, a vida seria impossível pois entraríamos em combustão a qualquer momento. Tivéssemos um pouco menos, seria insuficiente para manter a vida. Para segurar esta atmosfera, o nosso planeta tem de ter um tamanho mínimo. Não pode também ser muito grande porque a força da gravidade esmagaria os seres que nele vivessem. O tamanho decorrente da grande colisão é exatamente o ideal.

Para completar, o Oxigênio da atmosfera, quando submetido à radiação ultravioleta que vem do sol, e que provocaria mutações teratogênicas nos seres vivos, se transforma em uma forma alotrópica: O Ozônio. Esta camada criada na alta atmosfera é o que nos protege dos raios cósmicos abundantes no espaço sideral. Mais uma das inúmeras “coincidências” que fui forçado a provocar para dar um lar a estas bactérias arrogantes conhecidas como humanos. UFA! CANSEI!

22 julho 2018 CHARGES

LEONARDO

ECOXIITAS E ECOCHATOS

Comentário sobre a postagem NOTAS

Henrique:

“Eu moro no Brasil e na Alemanha e sei que tanto os brasileiros como os europeus entendem muito de agricultura.

O problema são os ecoxiitas, ou ecochatos.

Tenho dois filhos engenheiros químicos, com bacharelado e mestrado na Alemanha e conversamos muito sobre este assunto.

O problema é achar uma solução para alimentar a população mundial usando somente produtos biológicos como muitos pregam”

22 julho 2018 CHARGES

AMARILDO

AS BRASILEIRAS (VII): ANITA GARIBALDI

Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em 30/8/1821, em Laguna, SC. Heroína por sua participação na Revolução Farroupilha (1835-45) e na Itália, na guerra pela unificação italiana. Ficou conhecida como a “Heroína dos dois Mundos” por sua participação em guerras nos dois continentes junto com o marido Giuseppe Garibaldi. De origem modesta, casou-se aos 14 anos por insistência da mãe. Pouco depois, o marido alistou-se no Exército Imperial e deixou a esposa. Aos 18 anos conheceu Garibaldi, um guerrilheiro italiano de 32 anos, fugido de uma sentença de morte, devido ao seu envolvimento com o movimento de unificação italiana.

O Sul do Brasil estava em guera contra o governo imperial. Em julho de 1839 sob o comando de David Canabarro, Garibaldi preparava-se para tomar a cidade de Laguna a bordo de uma embarcação tomada das forças inimigas, afim de formar a República Juliana. Munido com uma luneta, passou a observar a cidade e deparou com um grupo de moças passeando pela praia. Prestou atenção numa delas e ficou encantado. Pegou um barco foi até o local, mas não a encontrou. Dias depois, foi convidado por um habitante para um café em sua casa. Lá encontrou casualmente moça que o impressionou. O encontro causou-lhe uma emoção, relatada em suas memórias:

“Entramos, e a primeira pessoa que se aproximou era aquela cujo aspecto me tinha feito desembarcar. Era Anita! A mãe de meus filhos! A companhia de minha vida, na boa e na má fortuna. A mulher cuja coragem desejei tantas vezes. Ficamos ambos estáticos e silenciosos, olhando-se reciprocamente, como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminiscência. A saudei finalmente e lhe disse: ‘Tu deves ser minha!’. Eu falava pouco o português, e articulei as provocantes palavras em italiano. Contudo fui magnético na minha insolência. Havia atado um nó, decretado uma sentença que somente a morte poderia desfazer. Eu tinha encontrado um tesouro proibido, mas um tesouro de grande valor”.

Em outubro de 1839, Anita decidiu seguir com Garibaldi em seus combates em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Montevideo e Itália. Seu batismo de fogo se deu logo em seguida, em Imbituba, quando seu navio for atacado pela marinha imperial do Brasil. No mês seguinte deu-se a famosa batalha naval de Laguna contra Frederico Mariath, onde Anita desmonstrou sua coragem municiando os combatentes no meio de intenso tiroteio. Em janeiro de 1840, participou da Batalha de Curitibanos, onde sua tropa foi derrotada e ela aprisionada. O comandante do exército imperial, achando que Garibaldi havia sido abatido, deixou-a livre para procurar o cadáver do marido. Num instante de distração dos guardas, ela tomou um cavalo e fugiu. Atravessou a nado com o cavalo o rio Canoas, chegou ao Rio Grande do Sul e reencontrou-se com Garibalde em Vacaria oito dias depois.

Em setembro do mesmo ano nasceu o primeiro filho do casal, na vila e atual cidade de Mostardas, que recebeu o nome de Menotti Garibaldi. 12 dias depois, o exército imperial, comandado por Francisco Pedro de Abreu, foi prender o casal. Garibaldi não se encontrava e Anita fugiu a cavalo com o recém-nascido. Ficou escondida por quatro dias nos arredores da cidade até o reencontro com o marido. No ano seguinte a situação militar da pretensa República Rio-Grandense tornou-se insustentável e Garibaldi obteve do General Bento Gonçalves da Silva permissão para deixar o exército republicano. Como recompensa recebeu um rebanho de 900 cabeças de gado. Inciaram uma marcha de 600 km. até Montevidéu, onde chegaram com apenas 300 cabeças de gado. Este era o patrimônio da familia que foi se estabelecer no Uruguai.

Em 1842 o casal legalizou a união, pois a certidão de casamento era uma exigencia legal para quem aspirava cargos públicos. Assim, Garibaldi foi designado comandante de uma frota uruguaia para enfrentar a esquadra naval argentina no combate ao ditador Juan Manuel Rosas. Chegou ao posto de Coronel da Marinha e ficou famoso no Uruguai, particularmente após o “Decreto de Graça e Honra”, concedido pelo Governo de Montevidéu aos legionários italianos. Em seguida o casal teve mais três filhos: Rosa (1843), Teresa (1845) e Ricciotti (1847). Devido ao seu envolvimento na guerra contra Argentina, tentou enviar Anita e as crianças para ficarem com seus familaires em Nice (França), em 1846, mas não obteve permissão do Rei da Sardenha, Carlos Alberto. No ano seguinte Anita e os três filhos foram para a Itália e encontrou-se com a mãe de Garibaldi. Em seguida viajaram para Nice, onde ficou morando por pouco tempo. Meses depois, Garibaldi reuniu-se a eles e voltaram para a Itália. Os filhos ficaram aos cuidados da avó.

Na Itália, lutaram pela unificação italiana, tentando expulsar os austríacos da região da Lombardia. Em fevereiro de 1849, o casal presenciou proclamação da Republica de Roma, com ele na condição de Deputado. Mas a invasão franco-austríaca obrigou-os a abandonar a cidade. Com 3900 soldados, Garibaldi e Anita deixaram Roma. Em sua perseguição saíram três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos) com 40 mil soldados. Ao norte lhes esperava o exército austríaco, com 15 mil soldados. Tentaram a todo custo salvar o território italiano. Mesmo grávida do quinto filho, ela participou de algumas batalhas. Com a saúde comprometida, alcançaram a Republica de San Marino, onde o embaixador norte-americano ofereceu-lhe um salvo-conduto, que foi recusado. Doente e perseguida, foi levada para a fazenda Guiccioli, próximo a Ravena, onde veio a falecer junto com a criança ,em 4/8/1949.

Garibaldi ordenou que seu corpo fosse sepultado na terra de sua família, em Nice. Em 1932, foi transferido para um monumento construido em sua homenagem, no Janículo em Roma. As homenagens alcançaram o Brasil e veio a denominar duas cidades em Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitópolis e diversos logradouros e escolas em todo o país. Em abril de 2012, a Lei 12.615 determinou que seu nome fosse inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília. Diversas biografias foram publicadas no Brasil e na Itália, entre as quais cabe destacar a realizada por Paulo Markun, Anita Garibaldi: uma heroína brasileira, publicada em 1999 pela Editora SENAC. A casa onde viveu em Laguna é hoje um museu, aberto ao público em 1978, contando a história da ilustre moradora.


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