23 julho 2018 CHARGES

FRANK

23 julho 2018 JOSIAS DE SOUZA

CABO ELEITORAL DA DIREITA

23 julho 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

DONA MARIA DA SUCATA, O NETO E O ADVOGADO MALANDRO

Dona Maria da Sucata é uma favelada íntegra. Tem orgulho de ser conhecida por todos por esse epíteto. Para sobreviver sai todos os dias com sua carroça à procura de latinhas de cervejas e refrigerantes, garrafas plásticas, papelão, copos descartáveis, peças de computadores, ferros velhos e outros objetos inutilizados. É uma recicladora do planeta.

Tudo que junta de ferro ou qualquer outro objeto de metal precioso já usado e considerado inútil, que se refunde para poder ser novamente utilizado, recolhe.

Dona Maria da Sucata tem um neto incapaz que é viciado em tóxico. Por ser inábil em conter sua vontade, não pode ver nada fácil que furta ou rouba, para sustentar o vício da droga. O medo dela: que ele seja executado por débito com o tráfico.

Recentemente foi preso numa boca de fumo, e desceu diretamente para o Muro das Lamentações do município de Abreu e Lima. Não houve audiência de custodia porque Dona Maria da Sucata não pôde pagar um advogado na hora e não havia defensor público para acompanhá-lo. Estavam ocupados com afazeres pessoais!

Busca aqui, busca acolá, encontrou um advogado para acompanhar o neto, mas de cara ele cobrou mil paus. Ela pagou. Ele não deu recibo do dinheiro recebido e prometeu soltar o neto dela com menos de vinte quatro horas se ela conseguisse mais mil paus.

Depois do acerto com o advogado Dona Maria da Sucata trabalhou dia e noite, quase desmaiando de fome para conseguir o dinheiro. Conseguiu juntar sucatas que valiam mais de dois mil paus, mas o dono do depósito a ludibriou e roubou-lhe uma parte no peso e só pagou a metade do valor. Mesmo assim ela aceitou e agradeceu, pois estava precisando do dinheiro para entregar ao advogado que prometera soltar o neto.

Dinheiro na mão, neto liberto – disse sarcástico!

Do depósito de sucata com o dinheiro dentro do porta seio, ela foi direto para o advogado e entregou a outra metade combinada, sem receber recibo. De posse do dinheiro o advogado disse a ela que esperasse em casa, preparasse uma feijoada para comemorar a liberdade do neto que estava solto no outro dia. Não pediu procuração do custodiado, nem cópia do CPF, RG, CTPS, nem endereço residencial, nem rol de testemunhas para preparar a defesa do indiciado. Nada!… Só quis saber do dinheiro!

Passadas duas semanas do prometido, e depois de várias idas ao Muro das Lamentações para visitar o neto, Dona Maria da Sucata descobriu que o advogado a tinha roubado, sequer visitou o neto. Quem compareceu ao ato processual designado foi um defensor público nomeado pelo juiz que, a contragosto, não abriu o bico na audiência.

Temendo pela vida do neto nas duas visitas feitas ao Inferno de Dante, ela procurou outro advogado que prometeu soltar o neto em vinte quatro horas. De cara para trabalhar no caso e entrar com o pedido de relaxamento de prisão lhe cobrou três mil paus de entrada e os outros três mil divididos em duas parcelas de mil e quinhentos.

Desconfiada com a proposta do advogado ela procurou uma vizinha que tinha sido vitima das mesmas artimanhas do jurisconsulto escroque, inclusive, forçada por ele, teve de vender uma casa que alugava para complementar a renda familiar, e o jurisperito não soltou o filho conforme havia prometido. O causídico lhe roubou tudo. Não passou recibo e o viciado continua preso à espera de um habeas corpus de Gilmar Mendes.

Desesperada e vendo a hora o neto morrer envolvido com gangues lá dentro ela recorreu a uma pessoa de bom coração, voluntaria, que conhecia um advogado muito solícito que trabalhava para uma ONG da qual ela fazia parte como voluntária também!

Sem cobrar nada de Dona Maria da Sucata, o advogado, já aposentado, comovido com o sofrimento dela e percebendo a angústia, o desespero de o neto ser morto lá dentro, juntou provas da incapacidade transitória dele, participou da primeira audiência, juntou as provas da incapacidade do neto da sucateira e requereu ao juiz exame de insanidade mental do preso que foi provado por uma junta médica nomeada pelo magistrado como incapaz, e o juiz o soltou por insuficiência de provas da materialidade do delito e por incapacidade mental do prisioneiro.

Após o neto solto e já em casa, Dona Maria da Sucata recebeu a visita de uma vizinha com o mesmo problema com o filho, informando que tinha sido procurada pelo advogado que a roubou, cobrando-lhe o mesmo valor para soltar o filho em vinte quatro horas como o havia feito com o da “velha da carroça”. E a vizinha queria saber da lisura do advogado à colega para confiar a tentativa de soltura do filho a ele.

Ao que Dona Maria da Sucata, curta e grossa, alertou e aconselhou a colega:

– Minha filha, aquilo é um ladrão descarado! Me roubou dois mil reais e não fez nada pelo meu neto. Eu não sei como a OAB mantém nos seus quadros um cabra safado desses enganando o povo desesperado! Se fosse por ele eu teria enterrado meu neto há muito tempo. Foi graça a solidariedade de um advogado de uma ONG que meu neto está comigo. Tome o telefone onde ele presta serviços voluntários e ligue.

Antes de se despedir de Dona Maria da Sucata e agradecer-lhe a orientação, o celular da vizinha toca. Ela atende. Era o advogado querendo saber se ela já estava com o dinheiro na mão para ele ir pegar e preparar a defesa do filho.

23 julho 2018 CHARGES

SINOVALDO

ANTONIO R. MENEZES – CAMPINA GRANDE-PE

Caro Editor,

Fiquei enojado e de saco cheio com o noticiário deste final de semana sobre as escolhas dos candidatos a presidente.

Um monte de siglas de partidos e uma tuia de cabras safados.

Como diz você, me deu vontade de vomitar.

Peço um favor, especial: publique nesta gazeta escrota um improviso do genial poeta Gregório Filomeno Menezes.

Um grande abraço, sujeito.

E viva o JBF!

ESTRELA APAGADA – Gregório Filomeno Menezes

A estrela do PT
Indica nas cinco pontas
Muitos roubos, muitas contas
Feitos juntos com o PP.
Com o PMDB
Aliado mais servil
A mutreta é mais sutil
São mil rapinas num salto
“Dezesseis anos de assalto
Às riquezas do Brasil”.

23 julho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

ALAIN DELON, SÍMBOLO DA BELEZA MASCULINA

Mais uma vez faço uma “viagem digital”, através das ondas eletromagnéticas da Internet, ao torrão natal da gabaritada escritora que também é colunista do JBF, Violante Pimentel, para me socorrer do excelente arquivista, estudioso e cinéfilo de mão cheia, Antonio Nahud – lá da terra do sol e do sal no agradável Estado do Rio Grande do Norte, donde, de cabo a rabo se come uma carne-de-sol suculenta com macaxeira amanteigada de aroma e sabor inigualáveis -, para digitar essas tortuosas e desalinhavadas linhas(minhas) sobre o ícone da beleza cinematográfica, Alain Delon, ator de uma formosura e boniteza de prender a respiração de quem quer que seja, senão vejamos:

O francês Alain Delon, que por mais de 20 anos foi considerado “o homem mais belo do mundo” tornou-se um ator em que, sua própria vida daria um filme emocionante. Quando fez quatro anos seus pais se divorciaram, passando a ser criado por um casal que morava perto de uma prisão, onde ele brincava com os guardas. Esses pais adotivos foram misteriosamente assassinados e ele voltou a conviver com sua mãe, então casada com outro homem. Teve uma infância problemática e cheia de rebeldia, inclusive sendo expulso de várias escolas. Nem bem atingiu os 15 anos de idade parou de estudar. Em Paris, na adolescência, trabalhou como porteiro, garçom, secretário, vendedor e açougueiro.

A sorte grande ou o bilhete premiado caiu em suas mãos quando, em 1957, então com 22 anos, despretensiosamente, foi ao Festival de Cannes e, chegando lá, de imediato foi logo chamando atenção por sua formosura e uma beleza de tirar o fôlego. Um produtor norte-americano sentiu firmeza naquele encanto de jovem e lhe fez um convite para conhecer Hollywood oferecendo-lhe um contrato por tempo determinado, desde que aprendesse a falar inglês. Retornando a Paris para estudar o idioma da Rainha da Inglaterra, conheceu outro cineasta, que o convenceu a começar a carreira no seu próprio país.

Alain Delon um dos mitos do cinema europeu, comparado aos atores Gérard Philipe e Jean Marais. Protagonizou cerca de 80 filmes, ficando marcado como a estampa ideal para personagens solitários, sombrios, frios, violentos, que tem algo a esconder ou estão remoídos pela revolta e vingança. Segundo a crítica internacional, os grandes filmes protagonizados por Alain Delon foram: Rocco e seus Irmãos(1960), contracenando com Claudia Cardinale; -O Leopardo(1963), também com Claudia Cardinale e Burt Lancaster; -O Samurai(1967), contracenando com outra sua namorada: Nathalie Delon; -Cidadão Klein(1976); -A Piscina(1969), contracenando com a namorada austríaca Romy Schneider, namoro este que teve uma duração de 5 anos. A relação findou por causa de outra mulher, Nathalie. Em 1977, cinco anos antes de morrer, Romy Schneider confessou que Alain Delon foi o homem mais importante de sua vida. O ator, depois de madurão, também declarou que Romy foi seu grande amor e ela marcou muito em toda a sua vida. Delon casou-se 4 vezes com as mulheres Nathalie Delon, Mireille Darc, Rosalie Van Bremen e Romy Schneider (namorada).

Alain Delon, este ator francês, hoje com 83 anos, que já foi considerado a Brigitte Bardot masculino, recentemente, confessou em entrevista publicada pela revista Paris Match, que perdeu “a paixão” pelo mundo que o rodeia e que passa a maior parte de seu tempo “à toa”, rodeado de seus animais de estimação enquanto tenta desfrutar ao máximo de seus filhos e seus netos para “não morrer sozinho”. O célebre galã francês reconhece que é um homem nostálgico que frequentemente olha para o passado. Confessou o ator de “O Leopardo”: “Fui tão feliz como não se pode ser toda a vida e quero compartilhar o máximo que puder com meus filhos, pois não quero morrer sozinho”.

Dos seus quatro filhos, há um, Christian, mais conhecido como Ari, que é o filho que Delon “abortou”. Mesmo namorando a belíssima austríaca Romy Schneider, o ator fazia questão de deixar claro que não era exclusividade de ninguém. Em uma de suas aventuras, Delon conheceu a modelo alemã Christa Paffgen, mais conhecida como Nico. Depois de fazerem “naná”, o fruto do breve e inconsequente affair entre a modelo e o ator francês, veio ao mundo dia 11 de agosto de 1962, com o nome de Christian Aaron Boulogne. Renegado pelo pai, que jamais assumiu sua paternidade e sempre se recusou a fazer qualquer exame que comprovasse tal parentesco, o jovem Ari, como é frequentemente chamado, foi criado por Edith Boulogne, mãe de Delon.

Durante muito tempo Alain Delon foi o astro francês mais rentável, tendo atraído às salas de cinema mais de 100 milhões de espectadores. A imprensa estrangeira costumava lhe chamar de “Brigitte Bardot masculino”, pelo físico atraente e sucesso internacional. Há cerca de 15 anos, após o lançamento de uma biografia não autorizada, do jornalista Bernard Violet, ele assumiu publicamente sua bissexualidade. O biógrafo revelou o caso do ator com Luchino Visconti, na época de “Rocco e seus Irmãos”, e Violet foi ainda mais longe, contando detalhes sobre suas aventuras amorosas com figuras de ambos os sexos e envolvimento com mafiosos e políticos de reputação duvidosa, além de problemas com álcool e drogas. Hoje, aos 83 anos, Cavaleiro da Legião de Honra Francesa, sem dúvida, Delon é uma das maiores estrelas europeias de todos os tempos.

Pela sua beleza com aquele rosto estonteante e contorno exuberantes, Na década de 70, muitos casais se recusavam a assistir seus filmes (evidentemente que os homens), por nada mais nada menos que Ciúmes. Na verdade, Alain Delon era um homem bonito por todos os ângulos. Para quem acompanhou automobilismo(Fórmula 1) na década de 70 seu rosto era muito parecido com o do piloto francês François Cevert que morreu durante os treinos para o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1973. Assista ao vídeo logo abaixo com as fotos montagens do lindão Alain Delon.

23 julho 2018 CHARGES

NANI

23 julho 2018 DEU NO JORNAL

OUTRO MUNDO

J.R. Guzzo

Os últimos dias da Copa do Mundo levaram o mundo inteiro a descobrir a figura política mais interessante que já apareceu no noticiário há muitos e muitos anos. É essa graça de presidente da Croácia, um espetáculo de simpatia, bom humor e exuberância em estado puro que tem o nome muito feliz de Kolinda — e veio torcer pela equipe do seu país nos jogos da semi-final e final do torneio. Até que enfim. Numa paisagem rudemente castigada, até onde a memória alcança, pelas Merkel, as Kirchner ou as Thatcher, somos premiados de repente com a visão de uma tremenda bonitona de 50 anos, uma louraça fervendo de alegria e de charme na tribuna de honra, vestida com a camiseta quadriculada em vermelho e branco do seu time.

Ali, dançando na torcida, lembrou a todos nós que ainda é possível haver na chefia de um governo alguém que seja, ao mesmo tempo, uma mulher e um ser humano atraente. Para os brasileiros, então, Kolinda Grabar Kitarovic foi uma festa. É claro. A nós coube, em matéria de mulher-presidente, nada menos que Dilma Rousseff — esse fenômeno de antipatia, mau humor e cara feia diante da vida, dada a falar o tempo todo coisas incompreensíveis, ditas com impaciência e um permanente ar de ameaça, sempre irritada, sempre infeliz. Kolinda e Dilma? Nada a ver.

A presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovic comemora após a seleção vencer a Rússia nas penalidades máximas, durante partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo

Mas a diferença entre a sorte dos croatas e a dos brasileiros vai muito além. A desvantagem fica feia, mesmo, quando se entra nas comparações de caráter, integridade e postura como servidora pública de cada uma delas. Kolinda foi para a copa da Rússia pagando todas as despesas do seu próprio bolso. Viajou junto com a torcida, num voo de baixo custo e num assento comum. Mandou que fossem descontados do seu salário os dias em que esteve fora do seu local de trabalho. Desceu aos vestiários, depois dos jogos, para se misturar com os jogadores — festejando junto a eles a semifinal, consolando a todos na derrota para a França na final. Chega assim? Da soma entre Dilma, presidência e futebol o que sobrou, na vida real, é a imagem de uma mulher aterrorizada na final da Copa do Mundo de 2014, em pleno Maracanã — a presidente simplesmente se escondia da torcida, em seu próprio país, com medo das vaias. (Seu criador, o ex-presidente Lula, que passou anos a fio se vangloriando de ser o grande responsável por “trazer a Copa” para o Brasil, não teve coragem de ir à uma única partida durante todo o torneio.)

Quanto à soma entre Dilma, presidência e aviões, a comparação com Kolinda é outro desastre. Nossa ex-presidente torrou sabe-se lá quantos milhões de dólares viajando num ritmo alucinado para baixo e para cima por este mundo afora, no jato da Presidência da República, com cada tostão pago integralmente por você. Chegou a desviar a rota do avião oficial numa viagem de volta ao Brasil, porque queria jantar em Lisboa e passar uma noite no Hotel Ritz, onde as diárias podem superar os 25.000 reais. Quer dizer: há simplesmente um abismo entre uma mulher e outra.

Não se trata de má vontade, nem de probleminhas secundários. O que existe realmente aí, quando se quer dizer as coisas como elas são, e não empulhar o público com cantoria ideológica de terceira classe, é a diferença entre duas maneiras de ver o papel da pessoa pública. Uma é honesta — na verdade, é exatamente aquela que o público tem o direito de esperar. A outra é desonesta. Fim de conversa. O estilo Dilma, e de praticamente todos os senhores de engenho que de uma forma ou de outra mandam no Brasil, mostra com muita clareza uma doença clássica do subdesenvolvimento: o descaso arrogante, audacioso e automático que todos eles têm pelo dinheiro público.

Presidentes da República, em especial, são uma prova viva desta deformação administrativa e moral. Conseguiram, ao longo do tempo, construir em volta de si um monstro chamado “presidência da República” — hoje com cerca de 20.000 funcionários, aviões, cartões de crédito e um custo anual de 650 milhões de reais, ou mais do que a Casa Real Britânica. Continuam gastando mesmo depois que deixam de ser presidentes — os cinco que estão vivos consomem entre 5 e 6 milhões de reais por ano em pensões, carros, assessores, o diabo. Quando vão para a cadeia, como acontece hoje com Lula, ficam ainda mais caros, pois é preciso pagar a sua manutenção no xadrez; uns 300.000 reais por mês, no caso do ex-presidente. Lá, por decisão da Justiça, ele mantém todos os seus benefícios — o que gera o prodígio de estar preso e, ao mesmo tempo, ter dois carros com chofer à sua disposição.

Isto aqui é outro mundo.

23 julho 2018 CHARGES

S. SALVADOR

23 julho 2018 A PALAVRA DO EDITOR

NOVAS EDIÇÕES

Semana passada estive na sede das Edições Bagaço, a casa que publica e distribui a minha escrota produção para todo este imenso Brasil.

Fui lá pra assinar os contratos das novas edições de dois títulos.

A Prisão de São Benedito, o mais vendido deles – e cuja 5ª edição está esgotada -, sairá em breve com nova capa e novo visual em sua 6ª edição.

A mesma coisa acontecerá com a 4ª edição d’O Romance da Besta Fubana, que voltará para o distinto público com uma aparência tão colorida e avacalhada quanto o seu enredo.

O novo contrato que assinei com meu editor, meu querido amigo e conterrâneo de Palmares Arnaldo Ferreira, foi coisa assim da ordem da dezena de milhões de dólares.

Coisa pra deixar morrendo de inveja os bestas-selas dos Zistados Zunidos!!

Eu e o meu editor Arnaldo Ferreira, um palmarense que toma chimarrão e tem sempre uma cuia na sua mesa

23 julho 2018 CHARGES

DUKE

FRASES ANÔNIMAS PARA REFLETIR

“Precisamos planejar e refletir sobre nossas decisões, mas tentar encontrar um caminho sem obstáculos é o mesmo que decidir não ir a lugar nenhum.”

“Julgue uma pessoa mais pela profundidade de suas indagações do que pela rapidez de suas respostas.”

“Crescer custa, demora e esfola, mas compensa. É uma vitória secreta sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos.”

“Será que todos que dizem o que querem estão preparados para ouvir a verdade?”

“O tempo é algo que temos grande dificuldade em administrar, estamos sempre um passo atrás ou à frente.”

“A vida não é sobre metas, conquistas e linhas de chegada… É sobre quem você se torna nesta caminhada.”

“Na dúvida, escolha o silêncio! Ele incomoda, irrita, chateia, não gasta sua energia e ainda por cima preserva sua imagem.”

“Quando você sai da tempestade, você não é a mesma pessoa que era quando entrou. Esse é o objetivo dessa tempestade…”

“O desapego não significa que você não deve possuir nada… e sim, que nada deve possuir você.”

“Ninguém pode convencer ninguém a mudar. Os portões da mudança só podem ser abertos de dentro para fora.”

“Quando você se concentra na dor, você sofre. Quando você se concentra na lição, você evolui.”

“Há duas maneiras de ser feliz: mudar a situação ou mudar sua mentalidade diante dela.”

“Amadurecer não é envelhecer, é só ficar mais leve, levar tudo menos a sério, principalmente a si mesmo.”

“O dinheiro é quase perfeito. Ele é capaz de tirar uma pessoa da pobreza. Mas nunca será capaz de tirar a pobreza da pessoa.”

“Somente o hoje. Sem o peso do ontem. Sem a ansiedade do amanhã.”

“E quando perguntarem do seu passado, simplesmente responda: eu não vivo mais lá!”

“Nenhuma relação é perda de tempo, porque se não deu o que você buscava, te ensinou o que você precisava.”

“Um dos momentos mais felizes da vida é quando você encontra coragem para abandonar aquilo que não pode mudar.”

“Crie um jumento, uma cabra, um cachorro, até uma cobra, mas não crie expectativas.”

“A alma sabe sempre o que fazer para se curar. O desafio é silenciar a mente para conseguir ouvi-la.'”

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IOTTI

NA LATA DO LIXO

Comentário sobre a postagem OS OUROS, NAIPE DA SUCESSÃO

Roque Nunes:

Vendo a composição do PSDB com as demais cafetinas, digo, dirigentes de partido político, não sei se ligo 190, ou 192…

Polícia, ou SAMU.

Vou deixar uma coisa dita aqui que muita gente acha ser pantomima minha, mas sei que é uma verdade absoluta:

O PSDB é o PT que toma banho, faz a barba e usa perfume.

O dia que o brasileiro se convencer dessa verdade, a gente joga toda essa escumalha na lata do lixo.”

* * *

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YKENGA

MÁQUINA DE TRITURAR

As eleições de outubro já estão surgindo no horizonte e mais uma vez, como sempre, caberá aos eleitores decidirem o que esperam dos governantes nos próximos anos. Não tenho muita certeza de que poderão ocorrer mudanças na situação em que vivemos, mesmo com todos os fatos e dados levantados nos últimos anos com as mobilizações e as ações da Lava Jato com o Ministério Público, Polícia Federal e a Justiça Federal. Tenho fé de que é possível acontecer um expurgo político e com isso trazer seriedade e honestidade no trato da coisa pública. Quando escrevo expurgo político, tenho por finalidade dizer não só de políticos que hoje se encastelam no Poder Legislativo e Executivo, mas também desse carcomido pensar ideológico, seja ele qual for, que não pode mais ocupar espaço e lugar na vida brasileira, destruída por essas elucubrações descabidas para o que se espera nos novos tempos que começam a ser desenhados neste planeta.

O que estamos vivendo em termos de administração no Brasil é algo assombroso. O nosso País, ainda paupérrimo após um lampejo de novo tempo ocorrido quinze anos atrás, está mergulhado em gastos absurdos e inconsequentes, praticados na farra dos favores e benesses com o dinheiro do povo. O caso da aposentadoria é um dos maiores que se pode avaliar. Temos hoje no Brasil um desequilíbrio enorme no sistema previdenciário ocasionado pelos membros diretivos e de serviçais que consomem vorazmente uma soma gigantesca da riqueza nacional. Nada produzem e tudo consomem. Todos os benefícios qualificados ficam no setor público. Penduricalhos é que não faltam para atender os fartos ganhos. Hoje, a média salarial no setor público é altíssima se comparada aos R$ 1.660,00 do setor privado. No Executivo ela é de nove mil reais, legislativo e judiciário chega a vinte e cinco mil e no Ministério Público é acima dos trinta mil reais. Nada seria contestável se os serviços correspondessem a qualidade dos salários, estamos falando de salários e não remuneração. Acontece que mesmo com a enorme massa de funcionários, os serviços públicos estão muito aquém do que deveriam. É essa massa que provoca um rombo gigantesco no sistema previdenciário.

Esse rombo está nos 115 bilhões de reais para atender 1 milhão de pessoas aposentadas no setor público enquanto o setor privado com 33 milhões de aposentados e consome do sistema cerca de 500 bilhões. Esta situação trouxe um déficit de 1 trilhão e 300 bilhões para o setor público nos últimos anos para atender a um milhão de aposentados enquanto para o setor privado chegou a cerca de 400 bilhões para atender 29 milhões de pessoas. É um disparate indecente e de indignar qualquer vivente neste pobre País. Como disse Boechat, em debate televisivo, não há déficit previdenciário, existe transferência de renda do pobre para o rico. O setor público federal tem hoje mais de 2 milhões de servidores e conta com cerca de oitocentos mil cargos. É uma máquina de realizações políticas e de negociatas. As prefeituras brasileiras empregam mais de 6,5 milhões de pessoas. A Câmara Federal em seus quadros tem, aproximadamente, 19 mil funcionários sendo 2.954 efetivados, 12.339 comissionados e 3.040 terceirizados. O Senado Federal emprega mais de 9 mil funcionários, sendo 2.954 efetivados, 3.224 comissionados e 3.083 terceirizados. Somados, para atender 584 parlamentares, são, aproximadamente, 30 mil funcionários. É algo astronômico e beira o imponderável.

Esta situação absurda do setor público, que consome o trabalho e a produção do setor privado, só poderá tomar novos rumos caso tenha no novo Congresso Nacional e nas cadeiras dos executivos, representantes que estejam imbuídos de trabalhar pelo Estado brasileiro e não pelo governo. É preciso que o eleitor que for para as urnas, leve consigo a vontade de eleger pessoas preparadas e que desconheçam o caminho dos tribunais, das falcatruas e envolvimentos com os malfeitos e patifarias. Essa é uma responsabilidade do eleitor e só dele. Caso mantenham os que aí estão, com toda a certeza, continuarão a resmungar contra os políticos nos próximos quatro anos. O eleitor continuará a sua marcha sofrida e entregando o suor do seu trabalho a políticos desonestos e que em tempo algum irão promover iniciativas que não sejam para o benefício próprio. Você eleitor, continuará dando energia a essa estrutura usurpadora do seu ganho e ser consumido por essa máquina de triturar.

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VERONEZI

23 julho 2018 EVENTOS

É HOJE! – COLUNISTA FUBÂNICO EM CONFERÊNCIA

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YKENGA

TRISTEZA

Era triste. Tão triste quanto um jardim deserto de flor ou uma terra que não vê chuva, vários invernos ausentes. Não se sabia exatamente a razão da tristeza daquela mulher. Sabia-se, apenas, que ela era triste. E sua tristeza era plenamente perceptível aos olhos até dos mais desatentos: bastava olhar para senti-la triste, talvez desesperançada. Por certo, algum amor não correspondido ou uma saudade escondida no fundo do peito. Na verdade, toda tristeza é quase igual, seja de saudade, seja de desalento ou mágoa. Fere a alma e magoa o coração da mesma forma, quase. Nunca me atrevi a perguntar-lhe a razão de tamanha tristeza. Talvez, com receio de que também ficasse triste ao saber. Temor de que tristeza fosse algo contagiante. E é. Só de vê-la triste também entristeci.

23 julho 2018 CHARGES

VERONEZI

MARLUCE VIEIRA SANTOS – BELO HORIZONTE-MG

Berto amado,

Sempre começo o meu dia acessando o Jornal da Besta. E a primeira providência que tomo é ouvir a música da coluna do Peninha.

É sensacional!

Não tenho dúvidas de que o nosso jornal é o melhor site do Brasil. Temos de tudo: música, poesia, política, arte, humor.

As charges são sensacionais e abordam os temas do dia a dia.

Muito obrigada pela existência desta gazeta que não tem nada de escrota.

É o jornal mais sério e respeitável que conheço.

Meus cordiais cumprimentos!

R. Cara leitora, fiquei ancho que só a peste com esta sua louvação.

Vou começar a semana se rindo-me todinho de sastisfassão.

Brigadão pela participação e pela audiência, minha cara.

Vocês leitores são a força que bota pra frente este jornal.

Como você bem disse, aqui neste ambiante surrealista temos de tudo e mais alguma coisa.

De tudo mesmo, mesmo, mesmo.

Veja só: tem até gente justificando e explicando (e muito bem explicado e muito bem justificado), a concessão do “auxílio-bandidagem”, eufemisticamente batizado de “auxílio-reclusão”, uma coisa que é feito jaboticaba: só tem em Banânia.

Quer mais?

Pois vou lhe contar.

Teve outro cidadão (ou seria o mesmo?) que contou a seguinte história num comentário aqui postado:

Ele disse que o Rio de Janeiro, onde ele morava, era uma cidade terrível e perigosa, com roubos, assaltos, arrastões, criminalidade pesada, tráfico e muita violência.

Todavia, exatamente a partir do dia 1º de janeiro de 2003, com a posse de Lula, a cidade passou a ser uma maravilha, um paraíso na terra, uma cidade completamente segura, um lugar de delícias, um Éden à beira do Atlântico, um recanto de paz, de calma e de tranquilidade.

E, continuou o comentarista, foi só Lula ir embora e a cidade voltou a ser novamente violenta!!!!!!

E falou isto sério, com a cara mais lisa do mundo, com face toda oleoperobada, acreditando pia e puramente em tudo que dizia.

ATENÇÃO: não estou inventando nada, nem fazendo ironia. Estou falando a mais pura verdade.

Confira clicando aqui.

Enfim, aqui tem de tudo mesmo.

Temos coisas pra doido algum achar estranho.


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