24 julho 2018 CHARGES

SPONHOLZ

CABELEIRA

24 julho 2018 CHARGES

PATER

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

Divulgue nessa gazeta escrota, para que os seus incontáveis leitores possam imaginar como seria.

Imagina como seria (Vídeo Oficial) – Fabio Brazza (prod. e violão Raphael Braga)

24 julho 2018 CHARGES

GILMAR

24 julho 2018 DEU NO JORNAL

UMA ÓTIMA IDEIA PRA BANÂNIA

Um deputado sul-coreano que estava sendo investigado por corrupção tirou a própria vida – anunciou a Polícia.

Roh Hoe-chan cumpria seu terceiro mandato como deputado do Partido da Justiça (esquerda).

A Coreia do Sul tem uma das taxas de suicídio mais altas do mundo, especialmente entre as figuras públicas envolvidas em escândalos.

Em 2009, o ex-presidente Roh Moo-hyun se suicidou quando estava no centro de acusações de corrupção.

* * *

Que coisa…

O corrupto coreano era de um partido de esquerda.

Nunca vi isto na minha vida!

Neste lado de cá do mundo nós teríamos um gigantesco oceano de sangue se os corruptos de Banânia seguissem este costume dos corruptos coreanos.

Um oceano de sangue fortemente vermelho.

E seria a primeira vez que a cor vermelha representaria a alegria e a esperança neste nosso espoliado e fudido país.

24 julho 2018 CHARGES

SINOVALDO

OPINIÃO DESAUTORIZADA

Comentário sobre a postagem MARLUCE VIEIRA SANTOS – BELO HORIZONTE-MG

Gil:

“Com a desautoridade de ser também blogueiro (Blog dos Amigos de Giulio Sanmartini), também confirmo:

O JORNAL DA BESTA FUBANA É O MELHOR SITE DO BRASIL.”

* * *

24 julho 2018 CHARGES

VERONEZI

JOSÉ DOMINGOS BRITO – SÃO PAULO-SP

Caro Berto

Como você sabe, está rolando agora o Festival de Inverno de Garanhuns.

Pois não é que está havendo lá o maior quipropó, devido a apresentação da peça “Jesus, Rainha dos Homens, onde cristo é representado por uma gay, viado, baitolo, xibungo, cualira da bixiga.

O povo da minha cidade está devidamente emputecido com essa pregação. Pois não é que estão querendo pregar uma peça nos garanhuenses.

A dita peça foi interditada pelo governo do Estado, mas está causando polêmica porque alguns patrocinadores do festival estão alegando que não se pode censurar, não se pode proibir a liberdade de expressão.

Mas que expressão é essa?

Veja abaixo a noticia que extrai da Internet.

Peço-lhe por favor publicar o fato no nosso JBF.

Grato e boa semana.

R. É isto aí, meu caro colunista fubânico.

A heterofobia ataca mais uma vez.

Chamar Jesus de “Rainha dos Homens” é pra lascar.

Estes porras destes xibungos não respeitam nada mesmo.

E vamos à notícia que você nos mandou:

O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), decidiu cancelar a apresentação “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” da Mostra de Teatro Alternativa do Festival de Inverno de Garanhuns de 2018, no Agreste de Pernambuco, diante da polêmica causada pela atração e da possibilidade de prejuízos das parcerias estratégicas e nobres que o viabilizam.

Através de nota, a Secretaria de Cultura e a Fundarpe informaram que o Festival de Inverno de Garanhuns foi criado para unir e divulgar as expressões culturais e não para dividir e estimular a cultura do ódio e do preconceito.

A população e líderes religiosos do município também pediram pelo cancelamento da peça de teatro através dos meios de comunicação e redes sociais.

Por meio de nota, o Governo Municipal de Garanhuns informou que, ficou satisfeito de ver que o clamor da sociedade do município em um pedido expresso de respeito à fé cristã, tenha sido ouvido pelo Governo do Estado de Pernambuco, culminando com a suspensão da apresentação do espetáculo “O Evangelho segundo Jesus – a Rainha dos Céus”.

A nota diz ainda que, a Prefeitura não é contra a liberdade de expressão artística, mas sim, contra a que essa liberdade não viesse a desrespeitar nenhum símbolo sagrado de uma religião, e de todos os seguidores.

De acordo com a assessoria da Prefeitura, situações como estas ocorrem porque o Festival que é de Garanhuns, é discutido e formatado sem nenhuma participação do povo do município.

24 julho 2018 CHARGES

CACINHO

STAND-UP COM POESIA

CROMOS (SOMOS)

Somos como
Unha e esmalte
Lábios e batom
Tímpanos e som
Ferimento e dor
Nariz e odor
Sutiã e seio
Até que a morte
Nos separe
O resto, não sei.

QUEM SOU EU?

0 problema me induz
A busca de solução
A solução só revela
O quanto inculto sou eu
A solução só revela
Que vim da tempestade
E sou somente poeira
Sou só paz e calmaria
Sou extinção da violência
Sou verso, talvez, poesia
Isso tudo aí sou eu.

SUICÍDIO

Pensei em matar-me
Rodopiando contigo
No meio de um salão
Ao som de uma canção
Em cores e ao vivo,
Cair nos teus braços
Morrer de cansaço…
E no impedimento
De uma morte assim
É que eu ainda vivo

MORADOR DE RUA E O POETA

O morador de rua
Engana a fome
Durante o dia
Nada come
À noite ele dorme
O poeta insone
Engana à noite
Com poesia
Durante o dia
Poeta dorme

A PALAVRA

Procuro uma palavra que me defina,
não encontro. Na falta de identidade,
me finjo poeta. Acho que é isso que sou.

24 julho 2018 CHARGES

J. BOSCO

24 julho 2018 DEU NO JORNAL

CONTEÚDO VERDADEIRAMENTE FALSO

O PT é o único grande partido que ainda não assinou documento de não proliferação de notícias falsas, elaborado pelo TSE em 5 de junho.

Inicialmente, o documento foi firmado por Luiz Fux – que preside o TSE – com dez partidos, mas hoje conta com a adesão de 29 legendas.

Pelo acordo, os signatários se comprometem a “reprovar qualquer prática ou expediente referente à utilização de conteúdo falso no próximo pleito”.

* * *

Assinar um documento contra mentiras é coisa que o PT não faz de jeito nenhum.

Totalmente fora de cogitação.

Procurada pelo Departamento de Mentiras do JBF, a presidente Gleisi Amante Hoffmann declarou que consultou Lula, proprietário da sigla, e ele afirmou que assinar este documento contraria toda a filosofia do bando.

24 julho 2018 CHARGES

IOTTI

UM PAÍS DE FAZ DE CONTA

O bom de contar histórias é que não precisamos falar apenas das coisas do mundo real. De vez em quando, soltamos a imaginação e nos ocupamos daquilo que não existe, mas que fazemos de conta que existe.

Assim, inventamos um mundo paralelo, fruto da nossa imaginação. O chamado mundo do faz de conta, onde nos permitimos criar coisas, pessoas, lugares e o que mais vier à mente.

Podemos imaginar, por exemplo, um país de faz de conta, onde aquilo que é, fazemos de conta que não é; e aquilo que não é, fazemos de conta que é.

Esse país de faz de conta teria governantes que fazem de conta que governam para toda a população, mas, na verdade, cuidam apenas dos seus próprios interesses.

Ao realizar obras ditas públicas, o governo faz de conta que pretende trazer algum benefício ao público, mas os principais interesses são privados. Empresas fazem de conta que concorrem pela execução dessas obras, fazendo de conta que oferecem os melhores preços e condições, mas já está tudo combinado: quem será a empresa vencedora, qual o preço dos serviços e até o percentual da propina que irá abastecer contas bancárias e campanhas eleitorais.

Sim! Campanhas eleitorais! Porque, nesse país de faz de conta, as campanhas eleitorais são caríssimas. Afinal, nelas, os candidatos fazem de conta que defendem ideias e ideais, mas não têm qualquer compromisso com o que afirmam e prometem. Querem apenas poder, cargos e recursos públicos. Existe até uma figura ilustre chamada marqueteiro, que ganha muito dinheiro, cuja função é treinar o político para fazer de conta que diz o que pensa, quando, na verdade, tenta apenas dizer o que os eleitores parecem querer ouvir. Um jogo de faz de conta, no qual um faz de conta que diz a verdade, e o outro faz de conta que acredita.

Nesse país, podemos fazer de conta que o parlamento é formado por representantes do povo, mas qualquer cidadão sabe que, em sua grande maioria, os congressistas são representantes apenas de si mesmos. Além dos interesses daqueles que patrocinaram suas campanhas eleitorais, é claro.

Isso talvez jamais pudesse acontecer em um país de verdade. Mas, em um país de faz de conta, grande parte do eleitorado faz de conta que participa do processo político, enquanto troca seu voto por pequenos benefícios pessoais ou quantias irrisórias.

Em um país de faz de conta, como esse que imaginamos, podem-se criar leis diariamente, a pretexto de resolver os mais variados problemas, mas elas nunca resolvem nada. E, eventualmente, criam problemas novos. Até porque sempre haverá muita gente fazendo de conta que cumpre essas leis, mas dando um jeito – um jeitinho – de escapar delas.

Sim, o Poder Judiciário deveria zelar pela efetiva aplicação dessas leis! Mas, há aí pelo menos dois problemas.

O primeiro é que, nesse país de faz de conta, os juízes são muito hábeis em julgar conforme suas convicções pessoais, apenas fazendo de conta que aplicam as leis. Para justificar suas decisões, há sempre um direito fundamental ou um princípio constitucional do qual podem lançar mão.

Isso não chega a ter maiores consequências, por causa do segundo problema: o sistema processual desse país de faz de conta é tão complexo que os julgamentos praticamente não terminam nunca. Há sempre um recurso a mais a postergar o resultado final da causa. Então, cada sentença é um mero faz de conta, já que não resolve nada.

Esse é um país tão de faz de conta que, nele, muita gente vai parar na cadeia, mas apenas faz de conta que está presa, porque, de dentro dos presídios, continua praticando seus crimes. Outros nem precisam sair de casa para fazerem de conta que estão presos. É a chamada prisão domiciliar.

Nesse país de faz de conta, faz-se de conta que existe escola pública em todos os níveis. Mas é uma escola de faz de conta, mal construída, mal aparelhada e com professores mal treinados e mal pagos. O resultado é que muitos professores fazem de conta que ensinam, e muitos mais alunos que fazem de conta que aprendem. Além daqueles que fazem de conta que vão à escola, mas sequer aparecem lá.

Segurança pública? Faz-se de conta que tem, apesar dos milhares de homicídios, assaltos e tantos outros crimes que se cometem impunemente. Saúde pública? Um verdadeiro faz de conta. No papel, um sistema quase perfeito; na prática, gente morrendo nos corredores dos hospitais, sem atendimento. Transporte público? Não é lá dos melhores, mas todo mundo se aperta um pouco e faz de conta que é bom.

A imprensa faz de conta que noticia essas coisas, mas ninguém leva as notícias muito a sério, porque os fatos são frequentemente manipulados, conforme a linha ideológica do jornal ou da revista.

E, assim, cada um segue seu destino nesse país de faz de conta. Às vezes tem umas festas grandes, com muita música e dança, o que mostra ao menos que o povo é feliz. Ou faz de conta que o é.

Só mesmo em um país de faz de conta, nascido na cabeça de um contador de histórias, as coisas poderiam ser assim. Porque, em um país de faz de conta, as pessoas reclamam um pouco, maldizem a própria sorte, trocam ofensas nas redes sociais, mas apenas fazem de conta que estão indignadas.

Afinal, tem muita gente nesse país que faz de conta que gostaria de ter um país de verdade, mas já se acostumou a viver em um país de faz de conta.

24 julho 2018 CHARGES

S. SALVADOR

POLÊMICA MUSICAL – NOEL X WILSON BATISTA

Polêmica: Noel Rosa x Wilson Batista

Algumas polêmicas musicais tiveram importância artística e lúdica na trajetória do cancioneiro brasileiro. 

A que resultou da momentosa separação de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, contribuiu com sambas arrebatadores, trágicos e doridos…..” Errei sim, manchei o teu nome….” eram frases resgadas no peito, cantadas para emoldurar o fim de um amor eterno.

As letras do marido em dor eram todas do grande Herivelton Martins. As respostas e réplicas já criadas ou encomendadas para alimentar a polêmica, feitas por craques como Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho e Paulo Soledade.

Na edição de hoje, trago a fantástica polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista. Ao ouvir essa gravação, narrada por Henrique Cazes e interpretação deste e de Cristina Buarque, verão o quanto uma briga – polêmica – pode contribuir artisticamente para o infinito acervo da criativa musica brasileira…

Polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista, com Henrique Cazes e Cristina Buarque

Lenço no pescoço-Rapaz Folgado-Mocinho da Vila/Feitico da Vila- Conversa Fiada -Palpite Infeliz/ Frankenstein da Vila – Terra de Cego/ Deixa de ser convencida (única parceria dos dois)

A polêmica Noel Rosa (1910-1937) x Wilson Batista (1913- 1968) durou menos de três anos, mas rendeu músicas interessantes e virou parte do folclore musical brasileiro.

Quando o entrevero começou, na década de 1930, o músico da Vila já era um respeitado compositor, frequentador da Lapa, amigo de famosos e com nome feito no meio radiofônico.

Já o garoto Wilson ainda era um aprendiz, candidato a malandro e disposto a qualquer coisa para se tornar conhecido. Justamente por isso, muitos até hoje não entendem por que Noel começou a briga.

Semana que vem, tem mais…

24 julho 2018 CHARGES

NICOLIELO

24 julho 2018 CHARGES

AMARILDO

MÃOS E PÉS SUJOS DE LAMA

Para tomar tempo em rádio e TV de seus adversários na eleição, Alckmin assumiu podres de corrupção, que não são só dele nem de outros tucanos, mas de aliados condenados no mensalão e acusados pela Lava Jato

As eleições, daqui a três meses, batem a cada dia que passa recordes de originalidade e baixo nível, que já eram extremos, das anteriores.

Conforme as pesquisas, o primeiro lugar no primeiro turno é ocupado por um preso que cumpre pena de 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, decretada em primeira instância e confirmada por unanimidade na segunda. Ou seja, pela Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo próprio condenado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva – se os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário reconhecerem o primado do povo – é inelegível. Para que ele concorra, sua defesa, ativa na produção de recursos e chicanas em geral, teria de convencer o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) a rasgarem a lei. E porão em dúvida as boas intenções de todos quantos a aprovaram e a firmaram, com bravatas retóricas e fanfarras ideológicas, que, então, pareceriam estelionato eleitoral da pior categoria.

Seria impossível? A História o nega. Há uma guerra suja na cúpula do Judiciário em torno da jurisprudência de 2016 que autoriza mandar um condenado começar a cumprir pena, enquanto lhe é garantido o direito de recorrer até o trânsito em julgado, do qual fala o artigo 5.º, parágrafo único, da Constituição federal (que não se refere à prisão ou liberdade, mas à culpabilidade, ou seja, negação da inocência). Arre, égua! Esses tribunais já passaram o texto constitucional a limpo a serviço dos chefes de facções partidárias que os tornaram “supremos” (leia-se acima do bem e do mal).

Ricardo Lewandowski, quando presidia o STF e, por isso, também a sessão do Congresso que depôs Dilma Rousseff da Presidência, em 2016, rasurou uma linha do artigo 52 só para permitir que a petista escapasse da punição de passar oito anos sem exercer cargos públicos. Seria injusto, segundo o jurisconsulto de São Bernardo do Campo, que madama não pudesse mais, coitadinha, ser “merendeira de escola”. Recentemente, um colega do rasurador, Dias Toffoli, mandou soltar o próprio ex-chefinho José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de cadeia, tornando letra morta a jurisprudência acima citada e cuspindo no plenário ao qual comparece todos os dias úteis de seu ofício, tratando todos de Excelência e por todos sendo tratado com iguais pompa e circunstância. Ou seja, pode ser até difícil, mas impossível não é, se for considerada a ética duvidosa de quem nem sempre tem reputação ilibada e os notórios conhecimentos jurídicos exigidos. Toffoli, reprovado em dois concursos para juiz, será em breve presidente do órgão que se julga acima de todos e de tudo, aí incluída a lei.

Mas digamos que Rosa Weber no TSE e seu colega advogado João Otávio de Noronha no STJ em setembro cumpram seu dever e Toffoli resolva seguir os passos da companheira ao lado dele no plenário, não permitindo mais uma esquisitice em sua biografia. E, dessa forma, Lula, ainda que venha a ser libertado pelo antigo subordinado, não possa mesmo candidatar-se. Sobrariam, então, os que estão ali logo abaixo nas pesquisas.

Será que o capitão que promete enquadrar os “coronéis” (assim mesmo com aspas, pois Jair Bolsonaro não é besta de desafiar os antigos superiores de farda) e manterá o primeiro lugar na campanha, mesmo com os pífios sete segundos ao seu dispor no horário eleitoral nada gratuito, menos até do que os do famoso dr. Enéas? Para isso terá de contar com o apoio denodado da bancada da bala, que não dispõe de tempo no tal horário pago pelo bolso surrado do contribuinte. Será por isso que tem imitado revólveres com dedos que, nus, não disparam projéteis, mas têm uma enorme carga simbólica? Se não tivessem, por que ele repete tanto o gesto? Mas não é bom reclamar aqui, pois ele já definiu qualquer comentário racional contra o ato de matar com uma palavra pouco gentil: “frescura”.

O candidato dos nostálgicos de golpes passados chegou à convenção nacional, domingo, sem tempo nem vice para chamar de seus. A advogada Janaína Paschoal, uma das signatárias do impeachment de Dilma Rousseff, parece uma pareceira promissora, mas fez um discurso louco de tal lucidez que enfureceu os fanáticos da chapa, que se assume mais à direita de todas. Ela advertiu apenas que não se ganha eleição sem apoio nem se governa sem aliança. Só não dará para chamá-la de Conselheiro Acácio porque a personagem de Eça e a professora da USP são de gêneros diferentes. Certo é que, com ou sem o discurso rebelde da quase vice, e quase não, do capitão dos revólveres de dedos em mãos infantis, ele não conseguiu o apoio de nenhum outro partido, nem sequer os de um “centrinho” qualquer.

Foi esse também o caso de Ciro Gomes, o “coronel” a quem os adeptos de Jair se referem quando ameaçam com o capitão deles. Entre tapas e beijos, o cearense de Pindamonhangaba (no vale paulista do Paraíba do Sul) tentou seduzir os “golpistas” com o canto da sereia da preferência de um dígito só do pretendente tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, nascido na mesma cidade. Deu em nada e Ciro terminou a semana passada criticando duramente o “baronato” e fazendo acenos à esquerda, como registrou o noticiário. Mas, espere aí, o coronelzinho dos Gomes de Sobral já não é de esquerda? Ou só estaria acenando para o espelho da própria pia?

Alckmin foi recebido com marchas e dobrados pelo dito “Centrão”, grupo que se insinua nas decisões do Congresso desde que ajudou os tucanos de alta plumagem José Serra e Mário Covas, além de Ulysses Guimarães e Nelson Jobim, a redigirem a Constituição. Aliás, Jobim foi presidente da Constituinte e, como o coleguinha Lewandowski, mexeu no texto final da Carga Magna sem passar por anterior aprovação do plenário.

O anestesista paulista começou a semana passada com a perspectiva de ter de pagar algumas dívidas na Justiça, que podiam abalar suas pretensões a subir a rampa do Planalto,. Todas são relativas a suspeitas em torno de um tal de Santo, codinome no popinoduto da Odebrecht. E terminou-a definitivamente endividado com os dirigentes partidários mais sujos da História recente de uma República que nunca se destacou pela alvura da imagem. Entre seus novos aliados os únicos que não podem ser chamados de suspeitos de corrupção são Valdemar Costa Neto, dono do PR, e Roberto Jefferson, proprietário do PTB. Pois eles foram condenados, apenados, mas depois, indultados pela então presidente petista Dilma, mereceram o pródigo perdão da bondosa supremacia dos ministros do STF, que se habituaram a soltar quem os juízes de baixo prendem. Outros sócios desse clube sobre o qual se projeta o foco das lanternas dos guardas-noturnos são Gilberto Kassab, suserano do PSD, e Paulo Pereira, o Paulinho mandachuva da Força Sindical e do partido Solidariedade (afff!).

Jefferson e Paulinho já deram uma ideia a Alckmin de que deve preparar-se para pagar a dívida com eles abrindo mão, se não da honra, pelo menos da coerência. O PTB do delator do mensalão em Pernambuco mandou dizer que está comprometido com outro. E não será o único: outras legendas fiéis ao presidiário mais célebre do Brasil no Nordeste certamente também terão más notícias a lhe mandar. E o magnata do sindicalismo, cuja vida à tripa-forra depende da cobrança forçada de um dia de trabalho de cada trabalhador, sindicalizado ou não, convenceu-o a desistir de apoiar a reforma trabalhista para evitar que verbas públicas mínguem ainda mais.

Não nos cabe omitir que o “Centrão” se comprometeu com Temer a aprovar a reforma da Previdência e terminou abrindo para o presidente a porta de saída da intervenção militar na segurança do Rio, prevista no dispositivo constitucional que proíbe reformas quando algum Estado esteja sob intervenção federal. A turma de Marun, Jovair e Rosso tem recebido cargos a mancheias para aliados, apaniguados e parentes em troca de derrotas frequentes do governo federal no Legislativo. Entre as quais a mais óbvia é o recorde de impopularidade do pródigo gestor federal.

Mas com mãos e pés sujos de lama Alckmin ainda se nega, em público, a juntar os trapinhos com o MDB do pessoal do palácio, com a desculpa de que não se junta com gatunos. Com os condenados e suspeitos, dos quais tirou o tempo de rádio e TV que deixou de ser dado a Bolsonaro, Ciro, Marina e outros, ao seu lado será impossível, para a recente esperança ressuscitada do mercado, convencer o distinto público de que vai dar força à Lava Jato e pôr seus alvos nas prisões do Paraná. Conta outra, cara!

24 julho 2018 CHARGES

DUKE

MARIENE DE CASTRO

Mariene de Castro era integrante do Timbalada e, em 1996, teve a oportunidade de realizar seu primeiro show solo, no Pelourinho. Na platéia estavam produtores franceses que se encantaram por Mariene e a convidaram para uma turnê por cidades da França. Na ocasião chegou a ser comparada pela crítica local à cantora Edith Piaf, pela força de sua interpretação e a singularidade de seu timbre vocal. Neste vídeo ela canta de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito “Quando eu me chamar saudade” e de Edson Conceição e Aloísio Silva, “Não deixe o samba morrer“, faixa do DVD ” Santo da Casa ” de 2010.


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