31 julho 2018POR ONDE ANDAM?



Por onde anda Flora Purim?

Para nós, que acompanhamos Flora Purim desde os anos 1970, ela é musa, música e beleza.

Flora nasceu no Rio, em 06 de março de 1942. Desde miúda, convivia com a música, já que seu pai tocava violino e sua mãe era uma pianista amadora.

Ainda jovem, gostava de cantar, tocar piano e violão. Suas influências foram Billie Holiday, Dinah Washington, Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan.

Open your eyes you can flay (Neville Porter/ Chick Corea) – 1976

Em 1967, Flora Purim mudou-se para os Estados Unidos, para estudar música na Califórnia. Cinco anos mais tarde, casou-se com o percussionista Aírto Moreira.

Trabalhou ao lado de artistas como Stan Getz e Gil Evans e integrou o conjunto “Return to Forever”, que excursionou com êxito pelos Estados Unidos, no início dos anos 70.

Em 1973, partiu para carreira-solo com o disco “Butterfly Dreams”, seguido por outros pela gravadora Milestone. Entre seus discos, destacam-se “Light a Feather” e “Return do Forever”.

Em 1973, foi presa nos Estados Unidos sob a acusação de posse de drogas e, depois de recorrer da sentença, acabou detida em 1974, passando 18 meses na prisão e 12 anos em liberdade condicional, sem poder deixar o país.

Esquinas, de Djavan – 1986

O caso de Flora Purim suscitou protestos na classe artística, que a elegeu, por meio de um grupo de críticos, a melhor cantora de jazz dos EUA – de 1974 a 1977, em parte como instrumento de pressão para sua libertação, mas principalmente por seu talento.

Nos anos 70, Flora Purim gravou ainda com Carlos Santana, Hermeto Pachoal, Chick Corea e muitos outros, encantados com sua extensão vocal e capacidade de improvisação.

Nada será como antes 

Nos anos 1980, gravou poucos discos solo (a maioria com Aírto Moreira) e, em 1994, lançou “Speed of Light”.

Em 2002, Flora Purim recebeu, juntamente com Aírto, a “Ordem do Rio Branco”, das mãos de Fernando Henrique Cardoso.

Hoje, uma senhora de 76 anos, Flora divide seu tempo entre Curitiba-PR, onde mora, e apresentações pelo mundo.

2 Comentários

  1. Quincas, que história de vida , tem está carioca, internacional. Que bom que recebeu em vida reconhecimento pelo seu trabalho, aqui no Brasil( coisa rara). Suas crônicas só nos acrescenta. Parabéns!

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