8 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

A POLÍTICA COMO PORNOCHANCHADA

A República brasileira começou numa parada militar que se tornou um golpe. Quando o desfile acabou defronte ao Arsenal da Marinha, o médico republicano jacobino José Lopes da Silva Trovão foi instado pelo povo, que se recolhera a um botequim, a pagar um trago. A conta somou 40 mil réis e o paladino só tinha 11 mil réis. Resultado: o taverneiro arcou com todo o prejuízo da celebração. A piada pronta, contada no clássico A Formação das Almas: O Imaginário da República Brasileira, do acadêmico José Murilo de Carvalho, revela como ela teve início num porre com pendura.

Até hoje, às vésperas da parada cívica das eleições gerais de outubro (a um mês de completar seu 129.º aniversário), o prejuízo continua sendo arcado pelo empreendedor disponível para financiar a embriaguez geral. Os 40 mil réis bancados pelo taverneiro em novembro de 1889 chegaram ao astronômico déficit público nominal, isto é, a diferença entre receitas e despesas (incluindo os juros da dívida pública), que alcançou a expressiva quantia de R$ 562,8 bilhões. Enquanto o déficit primário (receitas menos despesas, excluindo os juros) na última virada do ano foi de R$ 155,8 bilhões. Em janeiro, esperava-se que o príncipe escolhido pelo povo mataria esse sapo imenso com uma paulada certeira.

O último fim de semana, porém, jogou por terra as ilusões de que um presidente legitimado pelo voto daria um jeito nas contas públicas agônicas. E usaria toda a força obtida nas urnas para avançar na guerra popular contra a corrupção endêmica que mata o País de inanição moral, tuberculose cívica e tumores malignos de despudor. A campanha presidencial está nas ruas e nenhum pretendente ao trono imperial da República cínica gastou um grama de sua saliva para apresentar um plano racional para reduzir a máquina pública devoradora de recursos, pôr fim a privilégios herdados das priscas eras imperiais e impor um garrote de lei e ordem para conter a sangria da guerra civil da violência urbana e rural. O povo esperançoso está é órfão.

O pior é que, em nome desta Nação esfolada, os políticos encarregados de legislar e executar e os juízes aptos a julgar promovem um espetáculo grotesco que não pode ser instalado num picadeiro de circo mambembe por lhe faltarem caráter e pudor, mas sobrar profissionalismo. As comédias do teatro de revista, produzidas por Walter Pinto, e que regalavam o caudilho Vargas, que adorava piadas a respeito dele próprio, são lembranças do pundonor de um passado distante. As aventuras mirabolantes de João Acácio Pereira da Costa, O Bandido da Luz Vermelha, registradas no filme de Rogério Sganzerla, são matéria de contos infantis edificantes, se comparadas com os atuais escândalos de gatunagem.

O ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva chefiou a quadrilha que esvaziou os cofres da República pela qual Lopes Trovão lutou e bebeu, conforme os procuradores que o acusaram, o juiz, os desembargadores e ministros que o condenaram e as evidências dos fatos históricos. À frente de um Partido dito dos Trabalhadores (PT), esse cavalheiro cumpre pena de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro numa tal “sala de estado maior” da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ao título de presidente mais amado da História ele adicionou o de presidiário mais celebrado e disputado do inferno prisional, onde, aliás, não vive.

Numa das inúmeras tentativas de garantir um mínimo de limpeza ao exercício de cargos públicos, a Constituição de 1988, que ele próprio assinou, criou a inovação das leis de iniciativa popular. A mais célebre de todas – a Lei da Ficha Limpa – chegou ao Congresso, que a aprovou e foi sancionada por sua mão direita, proibindo desde então candidatura de qualquer cidadão condenado em segunda instância, que é o caso dele. No entanto, sua mão esquerda a rasga, exigindo o absurdo de autorizar o signatário da norma legal a nela escarrar.

A República – que, como Almir Pazzianotto Pinto lembrou, em artigo no Estadão, O puxadinho da Constituição, garantiu “pensão vitalícia a D. Pedro II” e autorizou “a compra da casa onde faleceu Benjamin Constant, destinada à residência da viúva” – patrocina hoje a farsa da egolatria de um condenado por furto amplificado. Que outro nome pode ser dado à convenção do PT, em que o aplaudido ator Sérgio Mamberti leu um texto do presidiário, que surgiu em imagem e som na exibição de um vídeo?

Esse espetáculo, aliás, foi precedido por outro show, em que dois ídolos da música brasileira e da resistência à ditadura militar, Chico Buarque e Gilberto Gil, usaram uma canção, Cálice, com inspiração bíblica e símbolo da luta contra a censura, para tratar um político preso como se preso político fora. E precedeu o mais espetacular passa-moleque da tradição de engodos desta República dos desfiles: o lançamento do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para substituir na chapa o poderoso chefão preso, como vice, que terá a vice do vice, Manuela d’Ávila. Arre!

Tudo pode parecer uma pornochanchada da Boca do Lixo, mas é muito pior. Trata-se de uma tragédia permitida pela democracia de facilidades, fundada por um truque em que a classe política usurpou a casa de leis para inventar a farsa do Congresso constituinte, como se cada voto em 1986 valesse por dois. E pior: para nada.

Pois a candidatura duplamente fora da lei de um apenado e ficha-suja não sobrevive apenas pela fé no torneiro mecânico do ABC que virou o beato Luiz Conselheiro da imensa Canudos em que o Brasil se está tornando. Mas também pelo oportunismo rastaquera de quem o usa para se dar bem na “vida pública”. E de alguns figurões do Judiciário, como o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux, que inventou a condenação prévia sem efeito algum em despacho em que arquivou o processo que a pediu. Pensando bem, a comparação é injusta para os filmes da Boca do Lixo, que ao menos não furtavam seu público fiel.

8 agosto 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

8 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

LEMBRANÇAS E SAUDADES

Há poucos dias o nosso querido colaborador Peninha nos brindou com uma postagem intitulada Relíquias Sertanejas, na sua coluna A Música do Mundo, que continha uma coleção de músicas deste gênero.

E eu fiz um comentário nesta postagem.

É este comentário que está transcrito abaixo:

Voltei a mergulhar em ternas lembranças de muitos e muitos anos atrás, quando estava prestando o serviço militar e ficava de madrugada ouvindo no meu radinho de pilha programas de músicas sertanejas.

Meu coração bateu forte com as saudades que estas músicas me provocaram. Sobretudo as faixas Disco Voador e Linda Cigana.

Pois bem, dia desses me veio à lembrança uma daquelas músicas que eu ouvia de madrugada no meu radinho de pilha, quando estava de serviço no quartel, e que ficaram na minha memória.

Memória de um nordestino bem jovem que conheceu a autêntica música sertaneja de raiz quando prestava o serviço militar em Goiânia.

A música que me veio à lembrança é intitulada João Boiadeiro, composta e interpretada pela dupla sertaneja Moreno e Moreninho.

A letra fala de um fato histórico da nossa medicina, o primeiro transplante de coração feito no Brasil.

Operação realizada pelo consagrada cirurgia Dr. Eurycledes de Jesus Zerbini num boiadeiro do Mato Grosso, cuja história de vida é resumida na música.

Uma composição tocante e comovente.

Dr. Eurycledes de Jesus Zerbini (1912-1993), o primeiro cirurgião da América Latina e o quinto do mundo a realizar um transplante de coração

Um detalhe curioso: na letra, ao invés da palavra “transplante”, foi usada a palavra “transplantação” para fechar o verso e a rima.

É uma das minhas prediletas neste gênero.

Ainda ontem, conversando com Peninha por telefone, eu toquei neste assunto.

Abusando da paciência dos meus estimados leitores, aqui vai o vídeo com a música.

Espero que gostem.

8 agosto 2018 CHARGES

PAIXÃO

ALGUNS PIONEIROS NAS ARTES E NAS LETRAS EM PERNAMBUCO

Por sua formação política, herdando a altivez dos primeiros donatários, Duarte Coelho e seus sucessores; pela constituição de suas elites, originárias dos sucessores de Jerônimo de muitos gentis homens, fidalgos e bons colonos Albuquerque e dos muitos que aqui aportaram a partir de 1535; pela sua proximidade com portos da Europa e ligações com a África; pela sua contribuição na colonização e na conquista de todo o Norte do Brasil, ainda nos difíceis anos do século XVI; pelo espírito aguerrido do seu povo, responsável pela suserania da coroa portuguesa nas capitanias do Norte, antes integrantes do Brasil Holandês (1630-1654), a contribuição da gente de Pernambuco às letras e às artes nos dois primeiros séculos da colonização ainda está por ser estudada.

Formados para a guerra, desde os primeiros anos da colonização, habituados a serem chamados de “filhos de Mavorte”, na imagem do soneto do padre João Batista da Fonseca (Escavações p. 117) ou, como na imagem poética do seu hino, “nova Roma de bravos guerreiros”, os nascidos e/ou estabelecidos em Pernambuco sempre souberam se notabilizar nas letras, nas artes plásticas, na música, nas ciências e em outros ramos do saber.

Ao escrever Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco, cujos originais foram concluídos em 26 de março de 1757, Dom Domingos do Loreto Couto, nas pp. 357-412 (Rio, 1904 e Recife, 1981), traz uma significativa relação de vultos que se notabilizaram numa produção artística e literária que bem revela a importância de uma elite intelectual nesses dois primeiros séculos da história pernambucana.

Com a fundação do Colégio dos Jesuítas em Olinda (1551), surge em Pernambuco um centro educacional que viria formar as gerações, não somente na iniciação a alfabetização e ao catecismo da doutrina cristã, bem como nos rudimentos da matemática, mas também no latim, na filosofia e na moral, matérias estas cujas aulas tiveram início em julho de 1568 pelo padre João Pereira. Em 1800 o prédio do antigo Colégio dos Jesuítas vem a ser ocupado pelo Seminário Episcopal de Nossa Senhora da Graça, cujos estatutos foram elaborados pelo bispo D. José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho (Lisboa: Tipografia da Acad. R. das Ciências, 1798), com a finalidade de instruir “a mocidade em todos os seus principais ramos da literatura, própria não só de um eclesiástico, mas também de um cidadão que se propõe a servir ao Estado”. O seminário, chamado pelo cônego Barata de “escola de heróis”, veio a ser o principal propagador do ideário ilusionista dos filósofos franceses nas capitanias do Norte do Brasil.

Também na segunda metade do século XVI atuaram em Pernambuco dois mestres-escolas leigos, ambos cristãos-novos: Branca Dias, que mantinha uma escola para moças, e Bento Teixeira, um erudito que atuou como mestre-escola em Olinda, Igaraçu e Cabo.

Em Pernambuco residiu por muitos anos o também cristão-novo Ambrósio Fernandes Brandão, proprietário de terras em São Lourenço da Mata (Denunciações e Confissões de Pernambuco p. 231 e 260), que em 1618 veio escrever o livro Diálogos das Grandezas do Brasil (Recife: Imprensa Universitária, 1962), um dos mais importantes relatos sobre a flora, fauna, paisagem e vida econômica do país naquele primeiro século de sua colonização, obra hoje de consulta obrigatória pelos estudiosos dos mais diversos misteres.

O AUTOR DA PROSOPOPÉIA

Bento Teixeira é o autor da primeira obra poética produzida no Brasil que veio alcançar as honras do prelo, Prosopopéia, escrita em Pernambuco, entre 1585-94, e publicada em Lisboa (1601) com a dedicatória a “Jorge de Albuquerque Coelho, Capitão e Governador de Pernambuco”, numa produção da oficina de Antônio Álvares.

Que eu canto um Albuquerque soberano
Da fé, da cara pátria firme muro,
Cujo valor é ser que o céu lhe inspira,
Pode estancar a lácia e grega lira.

Diogo Barbosa Machado (1682-1772), em sua Biblioteca Lusitana (Lisboa 1741), declara ser Bento Teixeira, a quem ele acresceu o sobrenome “Pinto” natural de Pernambuco dando causa a repetição de um erro que se arrasta ao longo de dois séculos. Somente em 1960, quando da publicação do seu livro Estudos Pernambucanos (Recife: Imprensa Universitária; 2ª ed. Recife: Fundarpe, 1986) é que o Prof. José Antônio Gonsalves de Mello vem esclarecer a real naturalidade do poeta Bento Teixeira. Ao compulsar o processo n.5206 da Inquisição de Lisboa (ANTT), em que aparece como réu um Bento Teixeira originário de Pernambuco.

Nos seus diversos depoimentos, ele afirma ser natural da cidade do Porto (Portugal), de onde saiu com a idade de cinco para seis anos para o Brasil em companhia dos seus pais. Fixando-se inicialmente no Espírito Santo (c 1567), matriculou-se na escola dos padres jesuítas com os quais veio a continuar os seus estudos na Bahia. Em 1579, já tendo concluído os seus estudos com os jesuítas, transferiu-se para a capitania dos Ilhéus onde casou-se com Filipa Raposa. Anos mais tarde (1584) fixou-se na vila de Olinda, onde abriu uma escola para meninos na rua Nova (a principal da vila). Por dificuldades financeiras transfere-se para a vila de Igaraçu (1588), onde além de mestre-escola exerceu as funções de advogado, cobrador de dízimos e contratador de pau-brasil. Pelos frequentes adultérios de sua mulher, Filipa, viu-se obrigado a transferir-se para o Cabo de Santo Agostinho onde, em dezembro de 1594, vem a cometer o uxoricídio. Fugindo da justiça, vem refugiar-se no Mosteiro de São Bento (Olinda). Por essa época chega a Pernambuco o visitador do Santo Ofício Heitor Furtado de Mendoça, sendo o cristão-novo Bento Teixeira denunciado por práticas judaizantes. Preso em 19 de agosto de 1595 é embarcado, juntamente com outros réus, para os cárceres do Santo Ofício em Lisboa, onde por mais de quatro anos passa por sofrimentos e privações. Solto em 30 de outubro de 1599, aos 40 anos de idade, padecendo de uma tuberculose, por motivos ignorados volta à cadeia de Lisboa, conforme atesta o médico João Álvares Pinheiro, a 9 de abril do ano seguinte. Do seu processo nada mais consta, a não ser esta anotação na capa: “É falecido Bento Teixeira e faleceu andando com a penitência em o fim de julho de 600”:

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8 agosto 2018 CHARGES

RONALDO

Militante petêlho enchendo o saco de Humberto Costa: Marília Arraes foi rifada por Lula

8 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

ARENGAS INTERNAS ENTRE FACÇÕES DA MESMA QUADRILHA

Como já falamos aqui e é do conhecimento de todos, de Deus e do mundo, o prisioneiro Lula, lá do fundo do cárcere, deu ordens pra ser retirada a candidatura da petista Marília Arraes a governadora de Pernambuco e impôs que o partido fizesse campanha para a reeleição do atual governador Paulo Câmara, de outro partido que não o PT.

Tristinha e chorosa, a coitadinha foi obrigada a se candidatar a deputada federal. E não a governadora.

Eu fiquei com tanta pena que meus olhos se encheram de lágimas…. Xiuf, xiuf, xiuf, snif, snif, snif…

A cegueira e a parcialidade que são marcas fundamentais e características de todo e qualquer lulo-petista, botou a culpa do pau que Marília levou no furico no senador Humberto Costa.

Costa, mais conhecido por Pato Rouco, foi apenas o pau-mandado que trouxe o recado e transmitiu a ordem de Lula para detonar a candidatura da vermêinha.

Isto foi tema de uma postagem aqui no JBF no último domingo (clique aqui para ler)

Um tabacudo pernambucano, que exerce o mandato de deputado federal, um cabra chamado Silvio Costa, fez umas declarações magníficas respondendo pergunta de uma repórter.

Ele botou a culpa da eliminação da candidatura de Marília Arraes na “banda podre” do PT, uma expressão totalmente equivocada, já que o PT não tem uma banda podre. O PT é inteiramente podre. Todas as suas bandas são podres.

Silvio Costa esculhamba com Humberto Pato-Rouco Costa e até com  Gleisi Amante Hoffmann.

A briga interna entre facções zisquerdóides é uma coisa que faz subir o astral de qualquer cidadão decente. Qualquer cidadão que não tem corruptos prediletos.

Escutem o vídeo com a caganeira oral de Silvio Costa e tenham uma excelente quarta-feira.

Divirtam-se!

8 agosto 2018 CHARGES

PATER

VAMOS COMBINAR

Vamos combinar que a Globo não pagou propina a Lula quando o contratou para dar palestra remunerada, bem remunerada, como remuneraram os demais contratantes. O que a Globo possivelmente pretendia, deve-se imaginar, seria ficar bem na fita com um possível presidente da república, de novo.

Vamos combinar que dezenas de empresas que contrataram palestras do Lula não têm relação com a Operação Lava-Jato: a ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industriais, a Associação de Bancos do México, a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, a ALL América Latina Logística, a Ambev, o Banco Santander, o Bank of America, o BBVA Bancomer, o BTG Pactual, o Centro de Estudos Estratégicos de Angola, o CFELG – Centro de Formacion y Estudios en Liderazgo y Gestion (Colômbia), o Cumbre de Negócios (México), o Dufry do Brasil, a Elektra, a Endesa, a Gás Natural Fenosa, o Grupo Petrópolis, a Helibrás, a Iberdrola, a IDEA (Argentina), o Itaú BBA, a LG Electronics, as Lojas Americanas, a Microsoft, a Nestlé, a GDF Suez Energy Latin America, a Pirelli, a Quip, a Revista Voto, a Sinaval, a Telmex, a Telos Empreendimentos Culturais, a Terra Networks e a Tetra Park.

Das dezenas de empresas que o contrataram, são empreiteiras: a Camargo Corrêa, a OAS, a Odebrecht, a Queiroz Galvão, a Andrade Gutierrez e a UTC.

Vamos combinar que a fortuna de Lula, avaliada na relação de bens do casal, quando do falecimento de sua esposa, em onze milhões e setecentos mil reais, é compatível com seu nível de remunerações regulares e com os R$ 7.589.936,14 que ele recebeu como sua participação (lucros) da empresa LILS que ele criou para administrar essa atividade de palestrante.

Isso combinado, vamos combinar que a fabulosa fortuna de Lula, de onze milhões e setecentos mil reais, que inclui imóveis e veículos, tem origem lícita – ou precisaríamos acreditar que dezenas de empresas pagaram propina a Lula sem o menor motivo.

Agora vamos aos contratos da Petrobras, pelos quais Lula teria obtido fabulosas somas em propinas:

Além das delações anteriores, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, condenado a mais de 40 anos de prisão, acaba de declarar ao juiz Sérgio Moro que dos contratos da Petrobras, aos quais ele se referiu, afetados pela corrupção, um por cento ia para propinas: um terço ficava “para a casa” e dois terços iam “para Lula, José Dirceu e o Partido” (o PT, é claro).

Vamos combinar: Duque, criminoso confesso e condenado, tem interesse em fazer delações para amenizar suas penas – o que não quer, absolutamente, dizer que as suas informações são inverídicas, inventadas para conseguir os benefícios da lei.

Vamos combinar, porém: – Onde estão os quinhentos milhões de reais das propinas de Lula, de Dirceu e do PT?

– Como assim, quinhentos milhões de reais?

Vejamos:

Duque fala que os contratos de que ele está tratando são da ordem de vinte bilhões DE DÓLARES.

Aos dias de hoje, 20 bilhões de dólares correspondem a mais ou menos 74 bilhões de reais.

Um por cento de 74 bilhões de reais dão R$ 740.000.000,00, setecentos e quarenta milhões de reais, se minhas contas estão certas.

Dois terços disso resultam, em redondos, os 500 milhões de reais de que falei.

Digamos que esses reais foram divididos em partes iguais entre Lula, José Dirceu e o PT.

Então, vamos combinar, o PT tem, ainda em números redondos, escondidos, cento e setenta milhões de reais.

E, vamos combinar, José Dirceu deve ter enfiado cento e setenta milhões de reais na lata de café, bem escondida no armário da cozinha.

Lula foi acusado e condenado porque teria recebido de propina, “em contratos da Petrobras”, um apartamento e sua reforma; está processado sob a acusação de ter ganhado, como propina também em contratos da estatal, mais um sítio e sua reforma.

Se essas ditas propinas somam uns três milhões de reais, e se fazem parte da fortuna declarada de Lula, ele precisa ainda dar conta de mais CENTO E SESSENTA E SETE MILHÕES DE REAIS.

Mas como Lula teria recebido mais algum das empreiteiras, por palestras, tendo sido a sua parte nos lucros da LILS de uns sete milhões de reais (incluindo palestras para a Globo que a gente ainda não compreendeu porque é que a Globo paga propina pro Lula), digamos que desses sete milhões (para engrossar bem as contas) o total foi de propina, ou seja, todas as palestras esconderam propinas.

Mesmo assim, Lula ainda tem de dar conta de CENTO E SESSENTA MILHÕES DE REAIS.

Vasculharam a vida de Lula e suas contas bancárias, não encontraram contas no exterior, nem cofres enterrados, nem bens em nome de laranjas, rastrearam tudo e não conseguem achar nada que não sejam os bens declarados, e ele teria de ter, pela declaração de Duque, mesmo que a divisão fosse em partes iguais (o que não deveria acontecer, pois se diz que ele “é o chefe da quadrilha”), pelo menos cento e sessenta milhões de reais absolutamente improváveis pelas investigações realizadas.

Vamos combinar, né gente?

8 agosto 2018 CHARGES

NANI

POR QUE UM “TAPA NA CARA”?

Qual o “prazer” de bater na cara de alguém?

Hoje, pretendemos propor uma reflexão. Refletir sobre algo antigo, que até hoje não se tem conhecimento com explicações convincentes.

Qual é o “prazer” de bater na cara de outrem?

Qual é o “constrangimento” de quem apanha na cara?

Por que se diz há tanto tempo: “cara que mamãe beijou, vagabundo nenhum põe a mão”?

Afinal de contas, que “tara” (no sentido pejorativo e violento da palavra) é essa de ficar satisfeito, ou ter prazer de bater na cara de alguém?

Faz tempo, muito tempo, eu “apanhei” muito da minha mãe. Meu pai nunca me bateu, nem em meus seis irmãos. Quem batia, e hoje adultos, achamos que sempre merecíamos, era a mãe.

Mas, com uma corda ou um tamanco de madeira na mão, a mãe nos batia nas pernas, nos braços, nas costas. Na cara, nunca!

Por que dá prazer a quem bate, bater na cara de alguém?

Por que, cenas de filmes ou novelas mostram sempre alguém jogando algo na cara de alguém?

Por que, na cara?

Sigmund Freud – a Psicanálise tem explicação?

A Psicanálise é uma prática antiga para tentar encontrar algumas explicações, até para algo inexplicável, como o Autismo ou a Síndrome de Down. Mas, infelizmente, não se tem notícia oficial de que alguns “operadores” desse ramo tenha conseguido alcançar êxito. De forma convincente, diga-se.

Tido e sabido como ícone muito respeitado, Sigismund Schlomo Freud – popularmente conhecido como Sigmund Freud – que teria recebido influências de Carl Jung, Friedrich Nietzsche, foi um dos muitos disseminadores da Psicanálise, ramo da Psiquiatria.

Nascido em Freiberg in Mähren, naqueles tempos pertencente ao Império Austríaco em maio de 1856, formado em Medicina em Viena e faleceu em 1939. Nunca me deu o prazer de ter lido algo que se referisse ao assunto.

Jacques Lacan é outro “famoso” Psicanalista

Outro famoso que merece citação nessa curta reflexão, é Jacques-Marie Émile Lacan, inicialmente graduado em Medicina que caminhou rapidamente para a Psiquiatria, onde fez doutorado em 1932.

Nascido parisiense em 1901, faleceu em 1981 deixando algumas obras importantes. Teve influências de Sigmund Freud – embora não se tenha informações que tenha trabalho específico sobre o assunto agressividade comportamental (nesse caso, “tapa na cara”).

8 agosto 2018 CHARGES

PELICANO

ANA PAULA CRUZ – PALMAS-TO

Caro Berto,

Publique no melhor jornal do Brasil esta frase que li em algum lugar.

Ela é feita na medida certa pra abrir os olhos da militância petista que acredita em Lula.

A frase é esta:

“Lula afunda o PT pra sobreviver como mito.”

Muito obrigada.

R. Ele afundou o PT e afundou também a vergonha que nunca teve na cara.

Mas o melhor afundamento que Lula promoveu é o do senso de ridículo dos idiotas que votam nele e militam no PT.

Ainda bem que a justiça fez afundar dentro do furico de Lula uma pajaraca de 12 anos e 1 mês de cadeia.

Por enquanto.

8 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

O VENTO SABE A RESPOSTA

Tudo muito simples: o PT lançou Lula, sabendo que não pode ser candidato, e pôs Haddad de vice, mas para ser candidato a presidente. O PCdoB retirou a candidatura de Manuela d’Ávila à presidência e nada lhe deu em troca, mas ela sabe que será a vice de Haddad que é o vice de Lula.

Ciro namorou o Centrão mas pôs na vice uma esquerdista que, até há pouco, era ruralista e conservadora das que não comem tomate porque é vermelho. Boulos é candidato do PSOL mas apoia Lula que não pode ser candidato mas finge que é. Alckmin afirma que sabe poupar, e é verdade: sobrou-lhe o suficiente para conquistar o apoio do melhor bloco que o dinheiro pode comprar. Alckmin corre um risco: escolheu uma vice melhor do que ele. Ana Amélia é, de verdade, tudo aquilo que Alckmin diz que é.

E temos um caso curiosíssimo: pelo PMDB, maior partido do país, com apoio do presidente da República, há Henrique Meirelles, o candidato que é sem nunca ter sido. Meirelles tem dinheiro, pode pagar sua campanha, e isso é suficiente para explicar como chegou a candidato. Mas Meirelles não tem sorte: o presidente que o apoia é menos popular até do que Dilma, os caciques do maior partido do país foram cada um para seu lado, cuidar de seus superiores interesses, e a economia, que corria nos trilhos, desandou de tanto que foi ordenhada para alimentar um Congresso faminto, que queria devorar um presidente. Meirelles tem hoje só seu carisma – e é zero.

Hoje quem paga…

Há, no total, 16 candidatos à Presidência, já descontado Lula, que finge que é mas não é, e acrescido Haddad, que é candidato a vice mas vai mesmo é sair no comando da chapa. Desses, três têm chances: Bolsonaro, o líder nas pesquisas (mas que tem pouquíssimo tempo de TV), Alckmin, que montou uma grande coligação e fica com quase metade do tempo total de TV, e Haddad, por ser o candidato de Lula. Os outros estão é brincando de candidatos. Eles podem: dinheiro é o que não falta. O nosso dinheiro.

…somos nós

Quanto? Há a ponte aérea Curitiba-Brasília que todos os esquerdistas percorreram antes de decidir independentemente seu caminho, há a grande festa da convenção, com passagem, hotéis e refeições para os participantes, e com boa bebida. Há as viagens para discutir quem é que cada partido vai apoiar – tudo por conta do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário. Ou seja, de novo vão mergulhar nos nossos fundos.

Começando!

Amanhã, quinta, o primeiro debate entre os candidatos à Presidência. Como sempre, a pioneira é a Rede Bandeirantes de Televisão. Lula quis participar, mas o TRF-4, Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, ignorou o pedido. A TV não é obrigada a convidar o vice para debater na ausência do titular. Se Haddad participar, fica claro que o vice não é vice.

Mais tarde, mais tarde

Lula sabe que não pode ser candidato, tanto que escolheu Haddad para substituí-lo. Por que tanto luta para adiar a declaração de inelegibilidade? Talvez por cálculo: em 15 de setembro, foto e nome do candidato entram nas urnas (a eleição é em 7 de outubro). Se Lula não tiver sido impugnado, seu nome e foto aparecerão na urna na hora da votação, mesmo com outro candidato em seu lugar. Gente menos informada pensará que vota nele, quando estará votando nesse outro candidato, embora indicado por ele.

Dilmo

É melhor calar, e deixar no ar a possibilidade de que o achem tolo, do que falar e acabar com a dúvida. O general Mourão, vice de Bolsonaro, na primeira declaração como candidato, afirmou que os brasileiros herdaram a indolência dos índios e a malandragem dos negros. Em seguida, garantiu que não é preconceituoso. Talvez não seja; talvez apenas ignore o sentido exato das palavras. Eventualmente, pode pensar que, como Mourão, seja um Moro grande. Não é: mourão é apenas um poste para firmar a cerca.

Proteção

A presença de Mourão na chapa, dizendo o que diz, certamente reduzirá as críticas a declarações estranhas de Bolsonaro, como a de que os militares não tomaram o poder em 1964, Vladimir Herzog pode ter cometido suicídio, ou que a ditadura não hostilizou a imprensa. Ignorar a censura ao Jornal da Tarde, a O Estado de S.Paulo e a O São Paulo, jornal da Arquidiocese de São Paulo, esquecer-se do fechamento do Correio da Manhã e da Rede Excelsior, omitir que o regime militar deu apoio a novos meios de comunicação que lhe fossem incondicionalmente fiéis é demais.

O veto à meningite

Este colunista conviveu com a censura prévia. E assistiu à censura da epidemia de meningite, para que ninguém culpasse o Governo. Só que era proibido divulgar também as precauções para evitar o contágio.

8 agosto 2018 CHARGES

GILX

VALERIA BOSSI SIMÃO – BELO HORIZONTE-MG

Olá Berto.

Acabo de lhe enviar uma pequena contribuição para manter nossa Besta alimentada e ativa. É pequena mas sempre que puder mando mais. De grão em grão…

Sou médica em Belo Horizonte, leitora assídua e voraz da Besta e também divulgadora, já há muito tempo.

Parabéns pelo seu trabalho, pela abertura de publicar os mais diversos pontos de vista, música, poesia, enfim tudo que abre nossa mente. Você publica até o Goiano!

Acesso a Besta várias vezes ao dia para manter a mente arejada e um pé na realidade pois a mídia zisquerdita destapaiz, presente em todos os grandes organismos midiaticos, confunde nossa cabeça a ponto de acharmos que estamos loucos.

Precisamos ter contato com gente que pensa pois a loucura encobre nosso país, alterando fatos, mentes e almas com palavras enganadoras, distorções e mentiras, como as vindas de uma certa cela em Curitiba, emitidas por um molusco presidiário .

Esta é a importância de um espaço aberto a desmistificações, boas ideias e críticas como a Besta Fubana.

Um beijo da Val, de Belo Horizonte

R. Minha querida doutora, é um prazer arretado receber palavras tão elogiosas de uma leitora das Alterosas.

Fiquei ancho que só a peste!!!

Tenho gratas recordações dessa querida Belo Horizonte, onde fiz muitas farras em seus botecos, os mais celebrados do Brasil, e também no Mercado Central, um dos espaços mais fantástico deste diversificado país.

Êita mercado bom que só a peste! Tem de tudo e mais alguma coisa.

Agora, escute só esta história:

Nos anos 80, um cabra daí de BH leu O Romance da Besta Fubana e se apaixonou pelo livro. Me procurou pra conversar e me conhecer pessoalmente e, a partir de então, nos tornamos amigos de infância.

Estou falando de Jonas Cruz, uma figura humana fantástica!

Ele é coronel da Polícia Militar e foi Secretário da Defesa Civil de Minas Gerais nos anos 80.

Hoje em dia está na reserva, dedicando-se à musica, especificamente ao chorinho, a grande paixão da sua vida, ao lado da literatura. A biblioteca que ele mantém em casa é coisa pra cinema.

Já faz um bom tempo que não tenho notícias dele.

Na terceira edição do meu livro de crônicas A Prisão de São Benedito, eu homenageei Jonas com esta dedicatória:

Para Jonas Cruz
Um coronel da porra

Tive o privilégio de ter O Romance da Besta Fubana entre os 10 mais lidos em BH, por várias semanas, no ano de 1984, segundo o semanário Jornal da Casa.

Foi também um dos livros mais requisitados para empréstimo, segundo uma ficha que me foi mostrada pelo então diretor da Biblioteca do Estado, durante visita que fiz àquela casa.

Era um tempo em que o computador ainda não imperava e os empréstimos de volumes eram registrados numa ficha, guardada na contracapa do livro.

Só num dos três volumes que estavam numa estante, havia quatro fichas preenchidas com várias linhas.

Fiquei leso de tanta felicidade!

Dedicatória da Prisão de São Benedito e lista dos mais vendidos em BH, novembro de 1984

De modo que esta linda, acolhedora e querida cidade de Belo Horizonte mora num lugar bem especial aqui no fundo do meu coração.

Brigadão pela doação, minha cara.

E brigadão também pela força e pela divulgação desta gazeta escrota, querida doutora!

Mande as ordens e disponha sempre deste espaço.

Um beijão!!!

8 agosto 2018 CHARGES

GENILDO

NOTAS

O Brasil gosta de censurar. Não importa a causa. Achando brecha, cala a boca dos formadores de opinião pública, jornalistas, artistas, acadêmicos e políticos. Bastou instaurar o regime militar, que durou de 1964 a 1985, para restringir o direito de expressão. Silenciar a liberdade de comunicação.

Na década de 70, autoritária, a Ditadura Militar manteve a soberania do país sob rígido controle. Atacou jornais, televisão, cinema, venda de livros, proibiu músicas e peças teatrais. Prendeu e exilou muita gente. Foram 21 anos de implacável proibição, adotando severa repressão nas informações.

Quem divulgasse temas sobre problemas sociais e econômicos, sem autorização dos governos ditatoriais, era linchado por Atos Institucionais. Foi a assembleia nacional constituinte, instalada no Congresso em 1987, que formalizou o decreto e outorgou, no dia 3 de agosto de 1988, a Constituição Federal para eliminar a censura. Restabelecer a liberdade de expressão.

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Os erros que trouxeram a recessão ao país foram se acumulando através de vários governos. Até explodir com gosto de gás, em 2016. Os crescentes gastos públicos, a partir de 94, elevaram as despesas primárias, sem a devida correspondência no PIB. A ambição política aumentou as despesas de governo, obrigando o PIB a recuar, paulatinamente. O governo Collor deu os primeiros passos na derrocada, o programa do Plano Real deu um empurrãozinho para terminar neste tumulto sofrido pela sociedade. Sem expectativa de melhoria, breve.

Na verdade, a recessão estourou de fato em 2014 e foi até 2017. Os erros crônicos produziram sérios efeitos na política macroeconômica. Desprotegida, a indústria entrou em parafuso. Entortou. O PIB encolheu, a produtividade adormeceu, o setor imobiliário enfraqueceu, o crédito sumiu, alimentado pelas incertezas, a indústria automobilística esfriou, o parque industrial em geral e o comércio estocaram, sem vendas, o setor de serviços, perdeu clientela. Temendo a inadimplência, os bancos mantem os juros nas alturas. Apesar dos lucros extraordinários.

Enquanto o pessimismo persistir estremecendo o mercado, nada de positivo acontece. Até a maré alta baixar. Embora o Brasil tenha copiado as regras alemã, que recuperou a economia, após a destruição da Segunda Guerra, e a do Japão, que tirou a nação do feudalismo agrícola para ser uma das potências mundiais, as autoridades brasileiras pisaram na bola, murcharam economia. Para sair das crises, reduzir as desigualdades sociais e melhorar a qualidade de vida dos mais pobres, as urnas são a salvação. Senão, nada muda. Inflação,juros, carga tributária, insolvência e desemprego, assustador.

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A burocracia é uma desgraça. Além de interferir nos negócios, atrapalha o atendimento nos órgãos públicos. O Estado é responsável pela tranqueira. A parafernália de normas e regulamentos, exigindo do cidadão uma parafernália de documentos, burocratiza, aborrece, Pior, quando se trata de empresa. Aí, o caldo engrossa. É tanta exigência, que os órgãos públicos se tornam ineficientes para prestar um bom atendimento aos interessados. Ora, quanto mais papéis, maior é o custo do serviço porque as despesas duplicam.

Na Constituição Federal do Brasil, aprovada em 1988, existem quase 6 milhões de leis, decretos e normas complementares em vigor. Muitos, totalmente desnecessários. Nos EUA, a Constituição é de 1787, porém, mesmo antiga, tem somente sete artigos e vinte e sete emendas. Com é difícil emendar, foram feitas apenas 17 alterações que tornam a Constituição americana, a menor do mundo. Um dos artigos, aprovado em 1951, limita os presidentes a cumprir apenas dois mandatos. E não adiante chorar.

A vantagem é o poder emanar do povo, manter a proteção à liberdade de expressão e a proibição à busca e apreensão do cidadão, sem motivos. Na brasileira, apesar de garantir educação, saúde, trabalho, transporte, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, além da assistência aos desamparados, percebe-se que o cidadão não tem direito algum. Nada é cumprido, embora seja uma obrigação constitucional do Estado. Daí o excesso de processos judiciais contra diversos órgãos federativos, burocratizando o serviço público, verdadeiro causador de desigualdades sociais.

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Basta viajar de avião para o passageiro constatar deficiências nos aeroportos do país. Sentir raiva por ver tanto dinheiro gastos com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, realizadas no país em 2014. Os R$ 60 bilhões gastos na construção de estádios e praças olímpicas, não agradou à sociedade porque só trouxe benefícios momentâneos para alguns setores da economia, como comércio, turismo, rede hoteleira, bares, serviços de táxis e de alimentação.

Além disso, de um total de 167 obras prometidas para as competições, apenas 88 foram concluídas no prazo, 45 ficaram incompletas, 23 pararam na metade e 11 foram abandonadas. Até Pernambuco entrou com o pé esquerdo nas competições e nos jogos olímpicos. A prometida Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, que previa a construção de 9 mil moradias, hospital, escola técnica e campus universitário, cujos investimentos foram calculados em R$ 1,6 bilhão, foi conversa mole, falsas promessas.

A situação do estádio pernambucano, a Arena de Pernambuco, é complicada. O custo milionário permitiru ao estádio ter padrão internacional, mas para não ficar desativado, recebe poucos jogos de futebol, serve para outras competições esportivas, feiras, convenções, shows e alguns espetáculos. Até os 7 X 1 da Alemanha sobre o selecionado canarinho, ficou engasgado no brasileiro. Lembrança da Copa no Brasil são poucas. Os empregos foram temporários e os dias parados provocaram foi queda na produção e nas vendas no varejo.

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Quando descobre a gravidez, a mulher se derrete com a maternidade, o homem enlouquece de alegria, a família se desmancha de prazer com tão agradável notícia. Durante as 40 semanas de gestação, rolam muitos sentimentos no grupo. Na mulher, a ansiedade invade a cabeça da futura mamãe com as transformações físicas, hormonais e emocionais. No homem, surgem angústia, medo e preocupação com o desenvolvimento do bebê na barriga da gestante.

Mesmo planejada, a gestação mexe com o casal. No início, a gestante, embora eufórica, sente insegurança com as deformações no corpo, os enjoos, cansaço e insônia, o medo de aborto, dor e morte no parto. Com os quilinhos a mais, a mulher perde até o apetite. Mas a barriguinha, também traz compensações. A experiência é divina, o pulsar do filho no ventre materno emociona, os mimos da família e amigas, aumentam, as emoções dobram, a intimidade com o bebê é incrível.

Mas, tem fatores preocupantes na gravidez precoce na adolescência, na gestação entre os 15 e 19 anos. No Brasil, supera as expectativas. Bate o índice da América Latina e dos Estados Unidos. Geralmente fruto da baixa escolaridade, fraca renda e do desconhecimento de anticoncepcional, a gravidez precoce tem outros inconvenientes. Altera o lado psicossocial da menina, prejudica a saúde, pode trazer risco de morte à mãe, talvez leve os dois, mãe e filho, à pobreza. Dependendo da situação.

8 agosto 2018 CHARGES

S. SALVADOR

ALTAMIR PINHEIRO – GARANHUNS-PE

CPI DO DÍZIMO

Vejam que presepada malassombrada da besta salazar: O deputado boliviano Sergio Choque saiu-se com um projeto de lei para lá de herege: o parlamentar quer quebrar o sigilo bancário de Deus. Isso mesmo, ele está desconfiado de lavagem de dinheiro.

E mais: auditar o livro-caixa do Senhor. Ou, pelo menos, uma vez que Deus não existe, ou não tem nem CPF nem CNPJ devassar a contabilidade dos autoproclamados representantes terrenos de Deus, pastores, padres e outros estelionatários da fé.

O deputado quer que os rendimentos das igrejas sejam declarados ao fisco boliviano. Tudo discriminado, tudo preto no branco, tim-tim por tim-tim, a origem dos donativos, o montante e a destinação. Isso é o que podemos chamar da CPI do Dízimo!!!

É a Lava Jato da Sacolinha!!!

Pode isso, Arnaldo?

Digo melhor: pode isso, Berto?!?!?!

R. Pode sim, meu caro colunista.

Não se esqueça que a Bolívia é zisquerdista bolivariana-petêlha.

Então…

Quem quiser saber mais sobre este assunto do dízimo celestial, clique aqui

8 agosto 2018 CHARGES

AMARILDO

ZÉ RAMALHO

Admirável Gado Novo” é uma canção de Zé Ramalho. A música cita algumas idéias contidas nos livros “Admirável Mundo Novo“, a obra mais famosa do escritor britânico Aldous Huxley, e “1984” de George Orwell. Esta música fez sucesso em 1979 e voltou a fazer sucesso em 1996, quando foi incluída na trilha sonora da novela “O Rei do Gado“.


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