Ao chegar à Cidade do Cinema, um dos meus grandes momentos na América do Norte, em termos de ansiedade de conhecimento, não nego que tive uma decepção. Eu desejava encontrar-me com as histórias dos meus astros preferidos, assim como uma cidade-museu. Mas nada. Uma cidade como outra qualquer. Caracterizada por muitas lojas com produtos alusivos ao cinema.

De início, porque não se trata propriamente de uma cidade e sim um distrito de Los Angeles. Esperei ali encontrar preferencialmente museus, com as histórias e objetos dos artistas que conheci e apreciei em meus dias de menino e rapaz.

Porém, se o visitante for com essa ideia na cabeça certamente se decepcionará, porque de artistas apenas se tem notícia de que se trata de um dos mais fortes símbolos culturais estadunidenses.

Um grande painel no alto de um morro vê-se o chamado Sinal de Hollywood. Percorrendo superficialmente a região nota-se que ali reside a enorme concentração de pessoas ricas e famosas que moram nos distritos próximos. dentre os quais Beverly Hills.

Agora que muitos dias se passaram desse passeio posso entender que minha frustação foi infantil. Nos meus desejos de criança estavam incluídos uma visita àquela Meca do Cinema para me encontrar, nas ruas e casas, meus preferidos heróis: John Weine, Fred Astaire, Ava Gardner, Carlitos e mil outros personagens, como se eles ainda vivessem.

Mas, permanecem na mente os lindos filmes produzidos por empresas que ainda hoje estão nas telas: Columbia Pictures, Paramount, Universal e Fox Filmes. Mas, valeu porque como jornalista tive privilégios ao percorrer, em veículo sobre rodas, os estúdios da universal.

Fiquei maravilhado com os estúdios que ofereciam espetáculos vivos de filmes exibidos no cinema, dentre os quais um enorme avião despedaçado e cuidadosamente reconstruído e um tubarão mecânico que fazia misérias.

Retornei trazendo lembranças de minha juventude, quando se lia na revista brasileira “O Cruzeiro” as reportagens de Luela O. Pearson, conhecida jornalista de mexericos que fazia furor na Hollywood dos anos 50.

2 Comentários

  1. E por falar em Califórnia, na década de 90 havia uma série de comédia intitulada AS PATRICINHAS DE BEVERLY HILLS e entre as atrizes, uma se chama Alicia Silverstone(Cher), que hoje está com cerca de 40 anos de idade e ela tem uma frase bastante interessante sobre a nossa juventude, isso no mundo inteiro: “Não quero trair minha geração, mas não entendo a moda dos garotos de hoje. Parece que caíram da cama, puseram calças largas e cobriram o cabelo sujo com um boné ao contrário. E se julgam irresistíveis? Eu não acho”…

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