10 agosto 2018 CHARGES

SINOVALDO

10 agosto 2018 PERCIVAL PUGGINA

O VERGONHOSO AUMENTO DO STF – IMPACTO MORAL

Todos os meios de comunicação do país têm produzido matérias sobre o impacto do aumento que os ministros do STF se autoconcederam com votos vencidos de Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Facchin e Celso de Mello. A propósito, em entrevista a O Globo, Marco Aurélio Mello esclareceu que não se trata de
autoconcessão porque o novo valor só comparecerá ao contracheque após a aprovação pelo Senado Federal. Como se houvesse brio em dose suficiente naquele plenário para se contrapor a todo o Poder Judiciário do país! Em entrevista publicada no site Congresso em Foco, o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, já adiantou: “Compreendemos o momento que vivemos do ponto de vista da economia, mas também devemos compreender que cada Poder é autônomo e pode tomar suas próprias decisões. Não vamos fazer nada de confronto”, adiantou o senador, concluindo redundante: “Temos que respeitar a harmonia dos Poderes e o teto constitucional que foi estabelecido para cada um dos Poderes (sic)”.

Cálculo feito pela assessoria das Comissões de Orçamento da Câmara e do Senado estima que a despesa com pessoal se elevará em R$ 717 milhões no Judiciário, R$ 258 milhões no Ministério Público da União e R$ 400 milhões no Poder Executivo por consequência da majoração do teto remuneratório. Nos estados da Federação, o impacto chegará a R$ 2,6 bilhões.

Esse é o dano que está sendo divulgado. É um rombo fiscal. Há outro, porém, de natureza moral. Já foi anunciada a necessidade de manter congelados, até 2020, os vencimentos dos servidores públicos da União (e não será diferente nos Estados e municípios). A penúria das contas públicas foi produto de laboriosa construção. De modo irresponsável, os poderes de Estado e seus órgãos de controle permitiram que o gasto se elevasse constantemente em tempos de ruinosa queda da renda nacional e, consequentemente, das receitas fiscais. Estabeleceu-se o caos dos salários parcelados, atrasados e da perda do poder de compra. No setor privado, o efeito é bem mais atroz: desemprego em massa.

É aí que se produz o pior impacto desse vergonhoso aumento do STF. É um impacto moral! Como tolerar que ao topo remuneratório do poder público, aos terraços e coberturas do aparelho de Estado, sejam concedidas reposições de perdas remuneratórias que são recusadas aos miseráveis operadores dos porões? Como explicar isso aos que recebem menos, aos que recebem atrasado, aos que recebem parceladamente seus vencimentos e proventos, bem como aos desempregados? Como fazê-los entender que não bastante essa dura realidade terão que custear o ganho adicional das categorias beneficiadas em cascata pela decisão tomada por sete magistrados com acento no plenário do Supremo? Sim, porque não se imagine, repito, que os rabo-presos do Senado negarão a seus futuros julgadores o valor que pretendem ver incorporado a seus contracheques.

10 agosto 2018 CHARGES

J. BOSCO

10 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Editodos Luiz Berto:

Segue um despacho jocoso, hilário, feito pelo delegado Aldo Lopes de Araújo, de 61 anos, da Delegacia da Polícia Civil de Natal, RN, mandando soltar um morador de rua preso pela Guarda Municipal daquele Município por ter pulado o muro de uma escola abandonada pelo poder público e ter ido “arriar o barro, cagar”.

O delegado também usa o despacho, que foi assinado no domingo (5) durante seu expediente na Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal, para justificar a soltura do homem. O prédio em que o morador defecou foi um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), que estava fechado. “O conduzido é morador de rua, e não achou lugar melhor para dar de corpo, cagar, como se diz no idioma espontâneo do povo. Trata-se de um brasileiro em típico estado de necessidade. Ele não tem casa nem privada onde “arriar o barro”, como se diz lá em nós”.

O delegado aproveitou o ensejo para alfinetar o prefeito do município e outras autoridades municipais nos seguintes termos: “Trata a presente ocorrência de uma cagalança geral: do prefeito ao secretário, passando pelo diretor do órgão, pelo vigilante de faz-de-conta, pelos membros da Guarda Municipal que conduziram um homem inocente até esta Delegacia”.

Palma para o delegado que se utilizou do bom humor para criticar o descaso das autoridades que deveriam cuidar da coisa pública e não o fizeram por puro descaso, preferindo condenar um inocente cagão!

10 agosto 2018 CHARGES

AMARILDO

VÁ SÓ

10 agosto 2018 CHARGES

PATER

E POR FALAR EM SAUDADE – 2

10 agosto 2018 CHARGES

YKENGA

REGINA TEDESCHI – RECIFE-PE

Grande Berto!!!

Esta é uma contribuição do meu marido Flávio, seu leitor fiel e diário.

Foi ele que me pediu para remeter esta peça sobre o maior picareta da nossa história!

Um grande abraço.

Sucesso, sujeito!!!

10 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

CANTORIAS DE PÉ DE PAREDE (III)

Ivanildo Vila Nova, “O Príncipe dos Cantadores” e Oliveira de Panelas, “O Pavarotti das Cantorias”

Uma das maiores duplas de poetas cantadores da atualidade, Ivanildo Vila Nova e Oliveira de Panelas, interpretam duas composições do disco Cantorias de Pé de Parede

Os versos são da autoria do colunista fubânico José Paulo Cavalcanti Filho.

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IOTTI

10 agosto 2018 DEU NO JORNAL

O ENGANO DE LEWANDOWSKI

Maílson da Nóbrega

O ministro Ricardo Lewandowski, um dos sete membros do STF que defenderam o aumento salarial dele e de seus pares, disse que se tratava de “modestíssimo reajuste”. Na verdade, uma elevação de 16,38% não é “modestíssimo” em qualquer lugar, mesmo que se considere os anos passados desde o último aumento. O contracheque dos ministros vai chegar perto de 40.000 reais mensais (fora acréscimos), sem contar o efeito cascata nos salários de magistrados país afora, o que elevará a conta para 4 bilhões de reais em 2019.

O ministro se valeu de estranho raciocínio para justificar o reajuste, que pode acontecer em um momento de grave crise fiscal e da existência de mais de treze milhões de brasileiros desempregados (sem contar os muitos milhões que desistiram de procurar emprego). Para ele, o gasto adicional será menor, pois o Judiciário, via Operação Lava Jato, recuperou mais de 1 bilhão de reais surrupiados da Petrobras.

Lewandowski cometeu dois equívocos. Primeiro, esqueceu-se de considerar em seu cálculo o efeito cascata do reajuste salarial dos ministros do STF. Segundo, confundiu estoque com fluxo.

De fato, o gasto adicional do reajuste será uma elevação do estoque de gastos salariais, o que acarretará um fluxo permanente, isto é, vai ocorrer todos os anos e para sempre, sem contar futuros aumentos que levarão em conta a inflação dos anos vindouros.

Assim, para que o aumento dos salários dos magistrados fosse compensado com a recuperação de valores pela Operação Lava Jato seria necessário que ocorresse um fluxo de recuperação desses valores todos os anos, para sempre e igualmente reajustados pela inflação futura. Qualquer um sabe que isso não acontecerá.

Além do mais, a recuperação dos desvios na Petrobras são parte inerente do trabalho de procuradores e juízes da Operação Lava Jato. É sua obrigação lutar pela maior devolução possível dos correspondentes recursos. Não é próprio justificar assim os novos gastos.

O ministro precisa encontrar outra justificativa para convencer a sociedade e o Congresso de que, em meio a tantas dificuldades que o país enfrenta, o Supremo possa ser insensível ao efeito do aumento salarial nas contas da União e de suas consequências nas finanças estaduais, que estão piores do que as federais.

10 agosto 2018 CHARGES

DUKE

10 agosto 2018 AUGUSTO NUNES

OS SEM-ESPERANÇA DE AGOSTO DECIDIRÃO A ELEIÇÃO DE OUTUBRO

As pesquisas eleitorais informam que, por enquanto, mais de 70 milhões de brasileiros continuam de costas para todos os candidatos à Presidência da República. Essa multidão de dimensões amazônicas abrange os que pretendem abster-se, votar em branco ou anular o voto.

É verdade que, nestes trêfegos trópicos, a opção pelo nenhum sempre seduziu muita gente. Mas a aliança informal dos céticos, dos desiludidos e dos indignados ameaça transformar o Brasil de 2018 no avesso do antigo viveiro de profissionais da esperança.

Os inscritos na corrida rumo ao Planalto teimam em perder tempo com manobras e palavrórios forjados para roubar votos dos adversários. Deveriam concentrar-se na elaboração de programas, propostas e discursos que lhes permitam sintonizar-se com o coração e a alma de uma parcela expressiva da imensidão de decepcionados.

No mundo inteiro, líderes e partidos políticos vivem em busca de eleitores. No Brasil, 70 milhões de eleitores esperam ser encontrados por partidos políticos e líderes que falem com eles, falem sobre eles, falem por eles. Os sem-candidato de agosto vão decidir o duelo travado nas urnas de outubro.

* * *

O ATEU HADDAD ACREDITA EM MILAGRE

10 agosto 2018 CHARGES

LUSCAR

A MINHA REVOLTA!

Te desconjuro Brasil
Ô terra escrota e sem lei
É terra de povo frouxo
Que não defende sua grei
Somos um povo ofendido
Vivendo em mãos de bandido
É isso tudo que eu sei.

Pagamos altos impostos
Mas não temos garantia
Educação não se tem
Vivemos em anarquia
Se vamos buscar saúde
Encontramos ataúde
É balela a moradia.

Criança e mulher morrendo
Pelas mãos de assassinos
As leis não nos favorecem
Por isso batem os sinos
Os filhos matam os pais
Ninguém aguenta mais
Assistir os desatinos.

Aqui no Rio de Janeiro
Jogaram pedra na cruz
Pra você ser atendida
Tem que amar outro Jesus
Foi mancada a esparrela
De votar para Crivella,
É bem pior que eu supus.

Transporte é uma vergonha
Emprego está faltando
O povo esta desarmado
E a bandidagem mandando
Desarmar população
Sem lhe ofertar condição
É a lei, do povo mangando.

Ateiam fogo em ônibus,
Toda hora é tiroteio
Quem não tem corpo fechado
Acho bom sair do meio
Com toda sinceridade
A governabilidade
Pra essa terra não veio.

Onde é que já se viu
A todos vou perguntar
A cambada de políticos
Hoje a se candidatar
Tentando ser presidente
Com passado deprimente
Querendo nos governar.

E quantos “presos políticos”
Temos nessa nação?
Temos Eduardo Cunha,
Sergio Cabral na prisão
Embora o povo não engula
Temos também o Lula
Envergonhando a nação.

Como vamos nomear
Ao falar em candidato,
De rato, de Homofóbico,
De réu, de investigado,
Presidiário ou ladrão,
Que saqueando a nação
Nos deixa esse legado.

Herança de Lula e Dilma
Projeto de presidente
Fosse à chapa já cassada
Pra coisa ser diferente
Sem pulso pra governar
Acabou de afundar
A pátria de Nossa gente.

A polícia é perseguida
Nesse caso, a federal,
Sem crédito infelizmente
O supremo tribunal
A pátria está perdida
E não vejo uma saída
O túnel não tem final…

Não venham me pedir voto
Nem também opinião
Que eu mando ir pro caralho
Sem ter vergonha da ação
Pois chega de putaria
Se o povo se cumplicia
Eu não faço o mesmo não!

10 agosto 2018 CHARGES

MARIANO

10 agosto 2018 DEU NO JORNAL

SUPREMA CARA-DE-PAU

O Ministro Ricardo Lewandowski citou valores recuperados pelo Judiciário aos cofres públicos para justificar reajuste de ministros do Supremo.

Ministros do tribunal aprovaram incluir no orçamento do ano que vem reajuste de 16,38% para eles mesmos.

Lewandowski disse que juízes resgatam ‘milhões e milhões’ para o erário.

* * *

Tinha que ser mesmo um petista pra falar uma merda dessa.

A justificativa de Lewandoski está enquadrada com perfeição no tsunami justificatório-bostífero que o presodenciável  Lula, a maior cara-de-pau deste país, ensina pros seus súditos.

O mesmo Lula em cuja gestão foram desviados os bilhões que este tabacudo togado cita em seu cagatório oral pra justificar o aumento auto-concedido.

Haja Óleo de Peroba!

Vamos botar Polodoro pra rinchar.

Rinchar em homenagem a tudo quando é petista e luleiro de Banânia.

Rincha, Polodoro!

10 agosto 2018 CHARGES

GENILDO

A MADAME

Malvino, 65 anos, morava perto de um botequim, que era um verdadeiro canavial. Lá, a cana corria solta e os caneiros enchiam a cara no final da tarde, entrando pela noite. Uns iam curtir a bebedeira em casa e outros ficavam no botequim até de madrugada.

Malvino fazia parte do grupo que ia curtir a cana em casa. Valdete, sua segunda esposa, uma mulher braba e irreverente, não permitia que ele cometesse excessos com a bebida. Ia buscá-lo no botequim todas as noites e ele a obedecia mansamente.

Muito querido pela turma da boemia, Malvino, contador aposentado, era considerado um intelectual.

Era bom de copo e de prosa. Lia os principais jornais da cidade, diariamente, e assistia aos telejornais.

Sempre que anoitecia, ele avisava aos companheiros de copo:

– Daqui a pouco, a chata da minha patroa vem me buscar para jantar. Não aguento mais essa jararaca. Parece uma bruxa. Só falta uma vassoura, para que saia daqui voando.

As gargalhadas dos boêmios que ali se encontravam eram uníssonas.

Na verdade, a esposa de Malvino parecia um sargento de cavalaria reformado. Mandona e prepotente, não hesitava em agredi-lo fisicamente, se o encontrasse embriagado. Certa vez, nesse botequim, ela tirou o sapato e deu-lhe na cara, por encontrá-lo bêbado. Se ele discordasse de uma opinião sua, a mulher partia logo para o bufete.

Malvino sentia-se injustiçado, perante a sociedade. Sonhava com a Lei “Malvino”, para concorrer com a Lei “Maria da Penha”.

Num final de tarde, quando o papo estava animado, e Malvino tinha enchido a cara, Valdete chegou para buscá-lo. Ao vê-lo embriagado, ficou possessa e gritou:

– Ah, bandido! Eu pedi para você não beber hoje, pois nós vamos ao aniversário do meu irmão! Ande logo, seu irresponsável!!!

Envergonhado perante os amigos, o homem respondeu:

-Tenha calma, querida! Quase não bebi…

De nada adiantaram suas palavras. Parecendo endemoniada, a mulher arrastou o marido pelo braço e deu-lhe um empurrão, que o desequilibrou na calçada.

Os companheiros de copo baixaram a cabeça, fazendo de conta que não estavam vendo nada.

Entretanto, um velho “cachacista”, que estava na calçada e a tudo assistira, ao ver Malvino levar um empurrão da mulher, não se conteve e gritou:

– Mulher dos seiscentos diabos, respeite seu marido!!! Volte para o lugar de onde saiu!!!

Na realidade, há dez anos, Malvino havia se apaixonado por Valdete, num cabaré. De quenga, ela passou a

“Madame”. Vinte e cinco anos mais nova do que ele, nunca conseguiu ser “bonita, recatada e do lar.” Era somente “boazuda”. Parecia que tinha escrito no rosto: “Eu sou p….”

E o velho “cachacista”, ainda indignado, continuou falando:

– Essa mulher, Malvino tirou da Zona. Mas ela nunca deixará de ser quenga!!!

10 agosto 2018 CHARGES

MIGUEL

LUIZ GONZAGA & ELBA RAMALHO

Composição de Luiz Gonzaga e João Silva, “Sanfoninha choradeira” é uma das faixas do LP de Luiz Gonzaga do ano de 1984. O clipe da música na interpretação de Luiz Gonzaga e Elba Ramalho é destaque desse disco.


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