Editodos Luiz Berto:

Segue um despacho jocoso, hilário, feito pelo delegado Aldo Lopes de Araújo, de 61 anos, da Delegacia da Polícia Civil de Natal, RN, mandando soltar um morador de rua preso pela Guarda Municipal daquele Município por ter pulado o muro de uma escola abandonada pelo poder público e ter ido “arriar o barro, cagar”.

O delegado também usa o despacho, que foi assinado no domingo (5) durante seu expediente na Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal, para justificar a soltura do homem. O prédio em que o morador defecou foi um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), que estava fechado. “O conduzido é morador de rua, e não achou lugar melhor para dar de corpo, cagar, como se diz no idioma espontâneo do povo. Trata-se de um brasileiro em típico estado de necessidade. Ele não tem casa nem privada onde “arriar o barro”, como se diz lá em nós”.

O delegado aproveitou o ensejo para alfinetar o prefeito do município e outras autoridades municipais nos seguintes termos: “Trata a presente ocorrência de uma cagalança geral: do prefeito ao secretário, passando pelo diretor do órgão, pelo vigilante de faz-de-conta, pelos membros da Guarda Municipal que conduziram um homem inocente até esta Delegacia”.

Palma para o delegado que se utilizou do bom humor para criticar o descaso das autoridades que deveriam cuidar da coisa pública e não o fizeram por puro descaso, preferindo condenar um inocente cagão!

2 Comentários

  1. Caro Cícero Tavares,como sempre, vc dá aquele show na crônica, explanando a determinação sui generis do delegado potiguar para soltar um morador de rua somente porque cagou em local impróprio como se as necessidades fisiológicas pudessem ser evitadas.

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