Toda a minha alegria era o teu riso,
e minha só tristeza era o teu pranto.
Tudo era claro então; hoje, entretanto,
ando entre luz e trevas indeciso.

Cravaste-me um punhal de gelo enquanto
eu te pedia um sol. Era preciso?
Sei que sabes que sofro. E, pois, o riso
fora-te agora escárnio do meu pranto.

Assim, só sou feliz quando estás triste,
o que me faz tão infeliz… Resiste
um coração em meio a tais escolhos?

Quero em teus olhos ver um sol criança!
E, contudo, só vive esta esperança
do que existe de sombra nos teus olhos…

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