15 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

15 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

A MEDICINA E A POLÍTICA DE BANÂNIA

Duas manchetes no final de tarde de uma quarta-feira.

Manchetes de acontecidos num país surrealista.

Uma republiqueta de bananas ao sul do Equador.

Um país bundaluloso.

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PAIXÃO

É TRISTE TER QUE ESQUECER…

Não foi por mera coincidência que achei aqueles velhos escritos no fundo da gaveta. Sabe quando a gente sente que era para acontecer? Pois assim mesmo que me encontro agora. Nem o torpor do café matinal, nem os mais brilhantes e realistas raios do sol já aparecendo nas primeiras horas da manhã me fizeram acordar desta terrível situação que me colocou. Sim, você mesmo quem me ‘deu’ este papel, eu tenho certeza que desempenhei de maneira totalmente verdadeira, agora, seu coração egoísta me fez ver que sou coadjuvante quando eu ilusoriamente achava que o papel principal era meu… Alguém me tirou isso, de repente.

Engraçado. Pensar nisso tudo me fez lembrar algumas situações pelas quais passei que acho serem ‘dicas’ que não consegui entender… Numa conversa distraída dia desses me perguntaram se eu realmente o conhecia. Estranhei, enfim, são tantos anos. Mas, parei um pouco e refleti sobre o questionamento. Um milhão de memórias passarem em minha cabeça, um milhão de gestos seus, de trejeitos que descobri com a convivência…mas sem nem perceber apenas sussurrei: não mais. Acho que era minha sanidade me dando indícios do que eu já sabia e não admitia.

Bom, continuei com meu propósito para este dia: livrar-me de você. Tirei todos os seus pertences da casa, procurei os mínimos detalhes de você ali para que os jogasse fora. Esqueci que o lugar onde mais habita é difícil de alcançar, assim, com as mãos, literalmente. Me olho no espelho e vejo meu rosto envelhecido, meus cabelos diferentes, os anos passaram e isso não consigo tirar de nós. Hoje sou o que me construí com você. Me entristece ainda mais porque não quero fazer parte do que você se tornou. É nesse momento que, com a casa praticamente vazia, deito no chão gelado e noto que os objetos se foram, mas há mais de você em mim do que eu gostaria e sei que um dia nem eu mesma saberei que isso aconteceu.

Me espalho por ali mesmo, orando para que eu sobreviva a mais uma eternidade de um dia cheio de vazios, seus vazios, ou meus? Essa dúvida que me cerca e que me mata. Não pode ser amor mais; isso era quando eu desejava que fosse. O adequado e o que quero não se encontram mais, a junção de tempo e desejo não somam mais a alegria vivida nos dias mais cegos que tive.

Confesso que, apesar de dizer que tirei tudo que consegui do apartamento, fiquei com as cartas. Aquelas achadas na gaveta, escondidas, clandestinas, proibidas. Por que não entende que elas nem deveriam existir? Cansei de lhe explicar e mais ainda de escutar suas desculpas totalmente sem sentido. É claro que existia esta pessoa, estava escrito, a presença dela se fez física no momento em que iniciou as letras no papel. Tocou-me, de uma maneira mais cruel do que eu gostaria, ver a sua sensibilidade em notá-la e descrevê-la. Se eu não estivesse tão enfurecida, conseguiria admitir que a amava profundamente.

Xícara vazia, a noite chegava e não conseguia me mover daquele lugar. Deu a hora de você aparecer e buscar as caixas que restavam. Mais uma vez sei que tentará me explicar que eram cartas de amor, mostrando sentimentos verdadeiros e para aquela que seria a única em sua vida. Como não cansa de me mostrar o que decidi não ver mais? Não entende que é a sua vida que tinha que ter continuidade, não queria que ficasse preso, mas você tinha que deixar este amor registrado!

Faça um favor a nós dois: rasgue e queime isso tudo. Não significa mais nada para mim, principalmente porque a loucura é meu estado mental normal. Não faça mais isso com você e nem comigo, sinto-me responsável por essa desgraça. Não escolhi passar por essa situação, mas escolho não aprisioná-lo neste esquecimento doente que é só meu!

Só deixe-me ir sem a lembrança escrita de nós, eu não nos reconhecerei mais. Não seria justo comigo, muito menos com você que ficou com o melhor de mim: meu amor mais puro, sadio. Esqueça de mim como estou sendo obrigada a fazer conosco, obrigada…

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AMARILDO

LEVINO, O MESTRE VIVO

Levino Ferreira da Silva

Numa manhã de verão, levado por João Santiago, eu conheci Levino Ferreira da Silva, o Mestre Vivo. Morava na Rua Nossa Senhora da Saúde, no Cordeiro, e me pareceu uma figura simples, conversando com algo de ironia em suas observações.

Era um tipo de mulato baixo, mais para gordo, tinha a camisa por fora das calças, trazia no rosto as marcas da varíola e usava um chapéu de massa, mesmo dentro de casa, complementando, assim, o tipo comum do nosso homem da zona da Mata.

Estava eu diante do Rei do Frevo!

O lendário Mestre Vivo!

Ninguém foi maior do que ele, no gênero frevo-de- rua, ou, como preferia ele, a marcha-frevo.

Nisso estão concordes outros nomes de nossa música, como Capiba, Luiz Bandeira, José Menezes, Edson Rodrigues, Mário Mateus, Mário Guedes Peixoto, Clóvis Pereira, Ademir Araújo, Dimas Sedícias, Duda (José Ursicino da Silva) e uma infinidade de outros monstros sagrados do nosso frevo instrumental.

Nascido na cidade pernambucana de Bom Jardim, em dois de dezembro de 1890, Levino Ferreira da Silva teve o seu aprendizado na banda de música de sua terra natal.

Foi iniciado na música pelo mestre Pompeu Ferreira, então responsável pela banda musical Vinte e Dois de Setembro, conhecendo a trompa como seu instrumento de iniciação, a partir dos oito anos de idade.

Em 1910, Levino Ferreira já se tornara conhecido como exímio instrumentista do Agreste pernambucano, sendo o seu concurso solicitado pela cidade de Queimadas, hoje Orobó, onde fora reger a banda musical local.

Dois anos depois, retorna a sua cidade natal, Bom Jardim, a fim de reger a banda musical Vinte e Dois de Setembro, a mesma que serviria de conservatório quando dos seus primeiros estudos.

São desta época as suas primeiras composições: Dobrados, músicas sacras para as festas dos santos padroeiros, marchas de procissões, choros, valsas, fazem parte do repertório desses anos. O frevo, ou Marcha-Carnavalesca Pernambucana, como era conhecido, até então não fazia parte de sua bagagem; gênero que só veio compor a partir de 1919 quando da sua primeira viagem ao Recife.

Entre 1920 e 1935, dirigiu a Banda Musical Independência da cidade de Limoeiro, para onde foi levado por José Gonçalves da Silva Júnior (Zumba), compositor de frevos-de-rua e de outros gêneros musicais. Em 1930, as músicas por ele compostas já eram festejadas no Recife, sendo editadas pela Casa Azevedo Júnior e executadas por todos os pioneiros daquela época.

É então que Levino Ferreira vem a ser conhecido pelo apelido que o consagrou ao longo da vida: Mestre Vivo.

A versão é do próprio Levino Ferreira.

Era ele mestre da banda de música de Limoeiro, quando sofreu um ataque de catalepsia [estado no qual o paciente conserva seus membros em uma posição que lhe foi dada por terceiros]. Tomado por morto, com uma respiração imperceptível, foi o seu corpo colocado num ataúde, ao mesmo tempo em que a comoção tomava conta da cidade e das redondezas. Tarde da noite, quando familiares e amigos pranteavam o seu desaparecimento, eis que o morto voltou a si e, sentando-se no caixão exclamou: Minha gente, querem me enterrar vivo!

Ao susto do início, seguiu-se a alegria, o velório transformou-se em Carnaval e um apelido marcou o episódio: Mestre Vivo.

Exímio instrumentista, conhecendo todos os instrumentos de uma banda de música, logo ganhou fama em toda região. Já em Limoeiro, ensinava piano, bandolim, saxofone, trombone, clarineta, violão, dentre outros.

Graças a sua fama, logo transferiu-se para o Recife, levado por Zumba (José Gonçalves da Silva Júnior) no início dos anos de 1930, a fim de integrar a grande orquestra da PRA 8 – Rádio Club de Pernambuco, então dirigida por Nelson Ferreira, onde iniciou-se como primeiro trombone. Conhecido por suas habilidades como instrumentista, passou a integrar, anos depois, o quarteto de saxofones Ladário Teixeira; formado por Felinho (Félix Lins de Albuquerque), Antônio Medeiros, Zumba e o próprio Levino.

O FREVO “ÚLTIMO DIA”

O frevo instrumental “Ultimo Dia”, escrito em 1951 e gravado pela primeira vez pela Orquestra Tabajaras do maestro Severino Araújo em 1956 (Rio de Janeiro), tornou-se a composição de Levino Ferreira mais executada, estando inscrito entre os melhores frevos do século.

Curiosamente, tal composição é inspirada no trecho da ópera O Fausto, composta em cinco atos por Charles Gounod (1859), que anunciava a entrada do personagem Mefistófeles, executado pela Orquestra de Nelson Ferreira ao encerrar o fim do Carnaval na madrugada da Quarta-Feira de Cinzas.

Partindo dos acordes daquele trecho da ópera, o frevo Último Dia vai num crescendo até atingir o seu clímax, com o concurso de todos os metais e palhetas da orquestra, seguindo o andamento de um pandeiro, de modo a levar a multidão em delírio.

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15 agosto 2018 CHARGES

J. BOSCO

MARTA MARIA ALENCAR – FORTALEZA-CE

Grande Berto!!!!!!

Encontraram um escândalo da porra na vida de Bolsonaro.

Um escândalo maior que o triplex, o sítio de Atibaia, o terreno do Instuto Lula e a farra da Odebrecht e das demais empreiteiras.

Veja que escândalo: uma pobre lascada vendedora de açaí!!!

Um escândalo que só fez reforçar a colocação do meu candidato no primeiro lugar de todas as pesquisas.

É melhor JAIR se acostumando!!!!! Bolsonaro na cabeça!!!!

R. Cara leitora, a propósito desta sua mensagem, me lembrei de uma charge do grande artista Sinfrônio.

Uma charge que foi publicada hoje, aí na sua terra, no Diário do Nordeste, e que trata do seu candidato Bolsonaro, envolvido neste pavoroso escândalo do açaí.

Veja:

Aviso a todos que o espaço desta gazeta escrota está a disposição de leitores de todos os partidos e candidatos.

Publicaremos qualquer desmantelo que nos for enviada.

Aproveito o ensejo para avisar aos fubânicos que são eleitores de Bolsonaro – e também aos demais leitores que tem outros candidatos -, que este Editor continuará sempre na oposição.

Qualquer que seja o presidente que venha a ser eleito em outubro próximo, serei do contra e farei oposição ao governo dele, porque esta é a posição que deve ser tomada por todo intelectual honesto.

Só os zintelequituais petêlhos é que são a favor.

Sigo integralmente o que dizia meu saudoso Guru e Mestre Millôr Fernandes: 

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SPONHOLZ

15 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DOIS EXCELENTES PRESENTES

Ganhei ontem um livro de presente.

Aliás, foram dois presentes: o livro e a visita do autor, que autografou o volume pra este Editor.

Trata-se de Garibaldi Dias, um leitor fubânico veterano e fiel, aposentado do Banco do Brasil.

Ele mora aqui no Recife e declarou-se um admirador desta gazeta escrota, da verve e do bom humor que dominam suas postagens.

Embora tenha residência na capital pernambucana, ele passa a maior parte do ano nos Estados Unidos, onde tem cidadania e onde mora uma filha e netos americanos.

E de lá acompanha o JBF.

Francamente, fichei ancho que só a peste com os elogios que ele fez ao nosso trabalho.

Brigadão, meu caro. 

Muito sucesso, paz, saúde e felicidade pra você toda sua família.

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ZOP

LULA MENTINDO EM INGLÊS

The New York Times publicou artigo em que Lula mentiu desavergonhadamente sobre sua situação de preso comum, condenado em segunda instância pelos graves crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

E insistiu na lorota absurda de que é vítima de uma elite dirigente da República, que quer impedir sua candidatura, impossível por causa da Lei da Ficha Limpa.

No texto cometeu o deslize de tentar condenar o juiz Sérgio Moro, chamando-o de “intocável”, palavra pela qual ficou conhecido o agente federal ianque Eliott Ness, que conseguiu o feito de prender o chefão mafioso Al Capone, papel que, sem querer, Lula assumiu. Nada muda: mentiras em inglês não reduzem a pena do ex.

* * *

COVIL NO MINISTÉRIO

A decisão do juiz federal Sérgio Moro de tornar réu o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma, Guido Mantega, num processo da Lava Jato, que devassa a troca de favores entre os desgovernos petistas e a empreiteira Odebrecht, favorecida nas chamadas MPs da crise em troca de R$ 50 milhões de propinas para o PT e petistas, é muito importante.

Primeiro porque acaba com a lorota de madame pureza Rousseff com a corrupção combinada no gabinete do ministério mais importante do governo.

E também porque revela mais uma vez a prática daninha de contratados e contratadores de obras e serviços públicos negociando vantagens ilícitas que implicam a produção de leis de interesse privado específico.

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YKENGA

ESTÃO VIVOS MAS MORRERAM

Carmen Navarro Rivas recebeu todos os documentos que atestam a morte de seu filho, Hélio Luiz Navarro de Magalhães. Mas, há mais de 40 anos, tem certeza de que ele continua vivo, com nova aparência e outro nome. Hélio Luiz, diz o jornalista e professor Hugo Studart, em livro ontem lançado, é um morto-vivo: foi preso na Guerrilha do Araguaia e delatou os velhos companheiros para continuar vivendo. Borboletas e Lobisomens, o livro, diz que, apesar da ordem do presidente Médici de matar todos, seis outros guerrilheiros foram poupados em troca de colaboração. E, para que não fossem mortos como vingança, anunciou-se que mortos já estariam.

O livro provocou duros protestos de famílias dos guerrilheiros citados: dizem que é falso. O jornalista Fernando Portela, autor de ótimos livros sobre a guerrilha, disse que jamais ouvira falar de guerrilheiros poupados: todas as suas fontes garantiram que nenhum sobrevivera. Mas é difícil, prossegue, dizer que é falso um livro tão detalhado, com tantas fontes.

Há informações que são verificáveis, como: “Com o falecimento de seu pai, em 1999, Hélio Luiz se apresentou à Receita Federal, em 8 de agosto de 2001, com sua verdadeira identidade, a fim de regularizar o CPF e liberar inventário. Ato contínuo, forneceu à Justiça documento no qual abria mão dos direitos sobre o imóvel no qual seu pai residia com a segunda mulher, Elza da Costa Magalhães”. Há documentos? É buscá-los.

A guerrilha

O PCdoB, Partido Comunista do Brasil, defendia a luta armada contra o regime militar; e organizou a Guerrilha do Araguaia, que resistiu a duas ofensivas militares convencionais e foi destruída pela terceira, na qual a ordem era extrair informações dos guerrilheiros aprisionados, fosse como fosse, e depois matá-los, levando os corpos para destino desconhecido Diz Studart, no livro, que num pequeno hiato de poder, quando Médici passou a presidência para Geisel, houve gente poupada em troca da delação.

Todos os detalhes

O capítulo 19 do livro de Studart, em que narra essa história, com nome, codinome e fotos dos guerrilheiros apontados como mortos-vivos, está em Chumbo Grosso

Lula ou Haddad?

O prazo final para o registro dos candidatos à Presidência é hoje, dia 15. Espera-se que o PT tente registrar Lula como seu candidato, sabendo embora que é inelegível, para que haja impugnação, recursos, embargos, e a coisa se arraste até 15 de setembro, fim do prazo de programação da urna eletrônica. O objetivo é colocar nome e foto de Lula na urna, mesmo que o candidato seja Haddad, para que o eleitor vote em Haddad pensando que vota em Lula. Há um risco: se o TSE recusar o registro de Lula, encerra-se a manobra. Há um risco maior: o TSE recusar o registro e rejeitar qualquer substituição. Nesse caso, o PT deixa de ter candidato à Presidência.

Medo de tumulto

O setor de Inteligência de Brasília está preocupado com a possibilidade de tumultos na cidade durante a reunião do Tribunal Superior Eleitoral. O MST programou a “marcha a Brasília”, tentando reunir cinco mil pessoas em frente ao tribunal para manifestar-se por Lula. O temor é de que a marcha vise tumultuar Brasília, com invasões, fogo nas ruas, depredações e invasão de prédios públicos – o que já ocorreu em casos semelhantes. Dois mil homens deverão cuidar da segurança da cidade contra a bagunça.

Corrida frenética

A Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais, Abrig, promove na próxima quarta-feira, com a Fundação Getúlio Vargas, um debate entre os coordenadores dos programas de governo de todos os candidatos à Presidência da República. A ideia é ótima – mas deve estar provocando pânico nos diversos comitês de coordenação de campanha. O programa de governo normalmente é a última preocupação do candidato, e só é feito para cumprir tabela, caso um jornalista queira saber se existe. Em geral é um programa genérico, em que se defende o aumento dos salários, o crescimento econômico, a redução de despesas do Governo, a redução das desigualdades sociais e da mortalidade infantil e a vitória do bem sobre o mal. Mas arranjar coordenadores de planos de governo de uma hora para outra, e prepará-los para que enfrentem um debate, é mais complicado.

Pagando tudo

Imagine o coordenador do plano de Ciro mostrando onde vai buscar o dinheiro para limpar o nome de alguns milhões de cidadãos. Ou de Alckmin, explicando como o Centrão vai ajudar a baixar as despesas do Governo. Ou de Bolsonaro, achando verbas para abrir colégios militares às centenas. Ou de Boulos, provando que enfim temos um novo Lula.

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SPONHOLZ

15 agosto 2018 DEU NO JORNAL

UMA TURMA DE BOSTÍFEROS

* * *

Um detalhe sutil mas de suma importância:

Onde se lê “delações”, leia-se “fatos comprovados”.

Simples assim.

“Tô doido pra pegar um cabra da 2ª Turma e enfiar o 1º e o 2º culhão no furico dele…”

15 agosto 2018 CHARGES

SINOVALDO

ARTHUR JORGE COSTA PINTO – SALVADOR-BA

DESAFIO PARA O PRÓXIMO PRESIDENTE

Desde que foi criado o Copom (Comitê de Política Monetária) em 1996, a Selic (taxa básica da economia) encontra-se no seu patamar mais baixo de 6,5% ao ano, após ter sido decapitada pela metade nos últimos dois anos. Este é um fato altamente relevante, embora o Brasil ainda continue sendo um dos países campeões internacionais dos juros elevados.

É evidente que o indivíduo comum ainda está distante de ter essa agradável sensação. Cada vez que alguém analisa uma tabela de juros cobrados por alguma instituição financeira, desejando financiar a compra de algum bem ou para concessão de um empréstimo, percebe imediatamente a necessidade de acelerar e aprofundar a queda dos juros na vida real. Por exemplo: em junho passado, segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC), a taxa média das operações realizadas na denominada carteira livre alcançou 38,5% ao ano, seis vezes a Selic atual. Nas linhas específicas destinadas a pessoas físicas, a média foi de 53,2% e, no cheque especial, superou 300%.

A prática nos leva à uma situação dificílima. Trata-se de combater o famoso spread bancário, que nada mais é do que a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador e o quanto a instituição cobra para emprestar o mesmo dinheiro. O seu comportamento explica o porquê de os juros manterem-se elevadíssimos para o consumidor. De acordo com alguns analistas, é bem possível que nas operações de crédito com recursos livres ele esteja, hoje, em torno de 34%.

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15 agosto 2018 CHARGES

DUKE

15 agosto 2018 PERCIVAL PUGGINA

QUANDO O PARLAMENTO SE OMITE

Há uma pedra no meio do caminho e ela não está ali servindo de inspiração a Drummond. A necessária racionalização de nosso modelo institucional, a mudança das regras do jogo político, mexeria com interesses daqueles que, vitoriosos no sistema vigente, temem criar riscos ou incertezas às suas carreiras. O tempo mais perdido da minha vida foi o que gastei assistindo infindáveis sessões de comissões parlamentares tratando de reforma política.

No entanto, esse não é um assunto para ser levado “a panos quentes”. O Brasil subiu no telhado e a informação a respeito não viaja de navio. As projeções que disso se extraem ficam disponíveis online. O Word Economic Forum (WEF) de 2017 classificou as instituições brasileiras em 109º lugar num conjunto de 137 países analisados. Claro, alguém, feliz da vida, otimista como o Dr. Pangloss de Voltaire, pode afirmar que está tudo indo muito bem e que esse pessoal do WEF deve ter algum problema de visão que impede captar as “virtudes” de nosso modelo institucional.

No entanto, isso é mais ou menos como fechar as janelas para não ouvir os miados do gato no telhado. Um país que, de modo continuado, perde posições nos rankings internacionais em tudo que importa; cujo risco de crédito vem se elevando, segundo as principais agências; e cujos poderes de Estado se encontram em absoluto descrédito não pode fechar os olhos, imaginando, assim, não ser visto.

Sempre me pareceram incompatíveis com um ano eleitoral as expectativas de crescimento do PIB de 2018, estimadas, no ano passado, como próximas a 3%. Por quais estranhos motivos se animariam os agentes econômicos se o cenário era tão pouco animador? Se tantos partidos e lideranças políticas colocavam seus próprios interesses acima do bem do país? Se os vícios do modelo político se apressavam para entrar em atividade e se era tão incerto o futuro? Já soara bem antes o alerta de que o dólar haveria de subir, a bolsa cair, e a economia recuar os dedos, resguardando os anéis restantes para depois da roleta eleitoral. Não é isso que nos ensina a experiência? A única coisa certa na hora incerta é a cautela com o dinheiro, seja você consumidor ou empreendedor.

Pois bem, para ajudar a complicar, há mais de um ano, o Supremo Tribunal Federal é o mais ativo protagonista da política brasileira. Seus ministros dominam o noticiário com monocráticas declarações e com colegiado silêncio ante as amarguras nacionais. Sem a menor cerimônia, ministros assumem papel regencial, interferindo no rumo dos acontecimentos e das candidaturas. Muitos fazem coro às honoráveis palavras do senador Romero Jucá quando desabafava sobre a necessidade de estancar a sangria… dos corruptos. A sociedade? Esta que vazasse plasma e hemoglobina pelas sarjetas da violência e das carências. Era preciso parar a Lava Jato. E há ministros do STF a disfarçar seu servilismo a esse objetivo com rompantes de uma orgulhosa e não reconhecível dignidade.

Quando o Congresso Nacional acordará de sua letargia, assumir-se-á como poder e conferirá racionalidade às nossas instituições?

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SPONHOLZ

15 agosto 2018 DEU NO JORNAL

A LEGISLAÇÃO BANDIDA DE BANÂNIA

O motorista de 52 anos que estava bêbado quando provocou o acidente que matou pai e filho em um veículo tipo “gaiola”, na noite de sábado (11), foi solto  após passar por audiência de custódia.

Segundo a Polícia Rodoviária, pai e filho estavam no veículo “gaiola” transitando pela rodovia que liga Jaú a Dois Córregos (SP), quando foram atingidos em uma colisão frontal pelo carro que seguia no sentido contrário e era dirigido por Valter Aparecido Saurin.

O teste do bafômetro confirmou que ele estava bêbado, segundo a polícia.

João Ricardo Grigio, de 37 anos, e seu filho João Pedro, de 12, que estavam no carro “gaiola” não resistiram e morreram no local.

João Ricardo Grigio e seu filho João Pedro morreram no acidente e foram enterrados em Jaú

* * *

O fela-da-puta assassinou um pai, na flor da idade, e assassinou também seu filho adolescente, de apenas 12 anos.

E este bandido não está preso.

É a lei banânica.

Agora, pra que a justiça seja completa e sem furos, só falta mandar soltar Lula e Fernandinho Beira-Mar.

Nesta ordem, conforme exigência do PT.

E, pra fechar com chave de ouro, o TSE deve autorizar a candidatura de um bandido enjaulado por grossa corrupção para presidente desta república de bosta.

Esta é a legislação de um país chamado República Federativa de Banânia.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

15 agosto 2018 CHARGES

CLAYTON

A BOQUINHA DA NOITE

A noite chega trazendo pirilampos e poesia

A penumbra da noite vai chegando, caindo e caindo, como se fora o primeiro acorde de uma sonata, ou os primeiros versos de uma poesia escrita com o tilintar dos chocalhos das cabras e dos bodes a caminho, mais uma vez, do aconchego das camas de palhas secas do chiqueiro.

Plem, plem, plem, repetidas vezes bate do badalo do chocalho ecoando nas mais distantes paragens, fazendo coro com os berros dos esfomeados cabritos, pela mamada noturna antes da madorna caprina.

Chiqueiro cabra! Chiqueiro! Queiro, cabra! Repete a voz humana do comando, que aos poucos vai escasseando pela obediência, como se fora uma conversa codificada do mandar e do obedecer, entre o homem e o animal.

A noite acaba de cair. Caiu pesada, escura, para dividir mais uma vez a claridade do fim do dia, da claridade do amanhecer seguinte – o ciclo planetário da vida na Terra dos Homens criados e conduzidos por Deus.

A boquinha já se transformou na lugubridade da bocarra da noite. Luzes artificiais se fazem necessárias. Fósforos riscados trazem a claridade; lamparinas, velas e candeeiros são acesos nos avisos inconfundíveis para as mariposas.

Não longe dali, uma, duas, três cigarras cantam incansáveis num ritmo alucinante, fazendo coro com os pios lúgubres e alvissareiros das não sei quantas corujas. Naquele lugar, também são chamadas de “rasga-mortalha”.

Silêncio total e profundo, que permite escutar os lepo-lepos do bater do rabo do cavalo espantando mosquitos, mutucas e mariposas. A noite é assim.

Toda noite e a cada fim de dia, como o rasgar matinal da folhinha do calendário.

O susto do espermatozoide

O zoidinho andou, andou e andou até encontrar a bifurcação do caminho: era “entrar” e assumir o que pudesse vir depois, ou, “voltar” e cair no escárnio da vida mundana.

Pois, foi assim que tudo começou em Diamantino, numa das 31 noites do mês de março de 1955, quando um desesperado “zóide” saiu do cano provavelmente longo para se deparar com o primeiro grande dilema da sua já longa vida.

Atônito, percebeu que não havia mais como voltar – afinal, não custava nada tentar se dar bem. Eis que, ao se dar conta de onde estava, ficou boquiaberto, assustado com o lugar. E assim “permanece” até hoje.

Pacamão – peixe que tem a boca da largura da redondeza

Pacamão ou pacman (Batrachoides surinamensis) é o nome popular de também 5 espécies de peixes actinopterígeos marinhos do Brasil, que fazem parte da família Batrachoididae, onde se classificam mais 69 espécies em 19 gêneros no mundo todo.

No Brasil, a espécie também é chamada de peixe-sapo, tamboril, pacamã, pacamão ou peixe-cuíca. dependendo da região. É um peixes de couro, demersal, de vivência piscívora, cabeça grande e achatada, de cores pardas, capazes de se enterrar parcialmente, se camuflando no substrato marinho de onde surpreende suas presas em velozes ataques. Podem chegar a 57cm de comprimento. De aparência monstruosa semelhante um sapo.

Nas turvas (por conta das fortes correntes) águas do Maranhão, o pacamão existe em grandes quantidades nos municípios de Alcântara, Cedral e Mirinzal.

É bastante apreciado e não tem o hábito de “soltar” nada. Muito ao contrário. Pega.


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