19 agosto 2018 CHARGES

DUKE

NOTAS

Por volta de 1950, época de intenso atraso econômico, para atrair investimentos, São Paulo se abriu para a industrialização. Desdobrou-se na construção de infraestrutura. Trouxe muitas plantas industriais. A atração despertou inveja. Outros estados protestaram. O jeito era aproveitar a deixa dada pela Constituição Federal que permitia aos estados e municípios gerir o próprio sistema de cobrança de impostos. As montadoras de automóveis, espertas e atraídas com as bondosas ofertas dos governos, se instalaram no Paraná, Goiás e Minas Gerais, proporcionando rápido desenvolvimento naquelas paragens.
Mas, pobre, atrasado e desestruturado, o Nordeste sobrou. Era rejeitado pelos investidores. Somente na década de 1990, quando copiou a regra da guerra fiscal do Sul, o Nordeste despertou atração. O propósito era impulsionar o progresso da Região com a instalação de indústrias para gerar emprego. Como benefícios, as indústrias que se instalavam no Nordeste, ganhavam isenção tributária, por determinado período, terrenos em locais estratégicos, facilidades na aquisição de matérias primas e mão de obra barata. Teve governo que chegou inclusive a construir instalações de empresas com projetos aprovados, usando dinheiro público.

As disputas entre estados e cidades ficaram acirradas. Enquanto muitos industriais, espertos, através de empréstimos subsidiados de longo prazo, dobravam lucros e reduziam custos, os cofres públicos se ferraram, perdendo arrecadação. Ora, com a queda de arrecadação, muitos estados descontrolaram as contas públicas. Quem mais sofreu foi o povo que perdeu investimentos em estruturas sociais, piorando a assistência na saúde, educação e na segurança. Embaraços nunca resolvidos. A guerra fiscal só favoreceu o político, garantindo reeleições de governadores, deputados e senadores. Por isso é bom saber escolher os futuros gestores.

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Falou em ouro e prata, todo mundo manja. Quer dar pitacos. Além de serem valiosos, pertencente à classe de metais nobres, são altamente populares. Antigamente era luxo ter dentes banhados a ouro. Na época, a malandragem não matava quem usasse dentadura banhada a ouro. Para roubar. Como não se estragam e são raros na natureza, a galera se derrete por ouro e prata. O segredo é o fato desses preciosos metais serem encontrados puros. Na fonte, o ouro existe na forma de pepita. É bastante utilizado na joalheria, indústria e na eletrônica. Tá presente em computadores, aparelhos de comunicação e em motores de reação na aviação.

A prata também é conhecida desde o ano de 3000 a.C. Junto com o ouro, enriqueceram muitos personagens bíblicos. Os países ricos em minas de prata ficam na América do Sul, Estados Unidos, Austrália. México e Noruega. No início da exploração, a prata era bastante valorizada. No entanto, depois que o ouro foi descoberto, a prata perdeu valorização. Cedeu a prioridade ao ouro. No mercado, a prata pode ser obtida de três formatos. Na forma natural, como é extraída da natureza. No modo industrial, quando se misturam o chumbo, o cobre e o zinco ou na aparência sintética, mediante a utilização de reações químicas.

Mas, depois de descoberto nas mineradoras da Rússia e da África do Sul o ródio virou um metal da bixiga lixa na indústria automotiva. Destronou o ouro e a prata. Por ser raro e bastante disputado, o preço do ródio subiu de repente. Passou de 265% em dois anos. A causa é o ródio ser excelente condutor de eletricidade e muito resistente à corrosão. Como não é um produto puro, na Rússia torna-se um subproduto do níquel. Na África, deriva da mistura da platina. Na indústria eletrônica, ótica e na joalheria, o ródio é disputadíssimo. Até a China enamorou-se do ródio por ser um metal capaz de reduzir a emissão de poluentes dos automóveis.

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No serviço público os rastros de roubalheira são profundos. A gatunagem não trabalha, rouba. Come o patrimônio do país no maior cinismo. O critério de partidos políticos lotear ministérios e órgãos públicos para entregar os cargos de direção aos apadrinhados, só deixa rombos. Nada proveitoso, ao contrário. Somente nos fundos de pensão, Petros, Previ e Postalis, os “ratos” comeram em 2016 a bagatela de R$ 70,6 bilhões, diz a Superintendência Nacional de Previdência Complementar-PREVIC. Deixando aos funcionários das respectivas empresas, Petrobrás, Banco do Brasil e Correios, a obrigação de cobrir os desfalques.

Famintos, os falsos dirigentes, mas identificados corruptos, torraram o caixa da Petrobrás. Somente agora, após mostrar que, administrada, qualquer empresa de porte, vira potência econômica. A Nossa Caixa, centenário banco do estado de São Paulo, foi outra vítima da ganância de desonestos homens no poder. Vendida ao Banco do Brasil, há dez anos, recentemente descobriram outro gigantesco buraco. A bilionária roubalheira no fundo de pensão da antiga instituição financeira paulista, o ex-Economus, calculada em R$ 1,5 bilhão, equivale a um quarto do patrimônio da empresa.

Na falta da identidade dos ladrões, o rombo sobrou para os ex-funcionários da Nossa Caixa e os do Banco do Brasil que assumiram a responsabilidade de cobrir o gigantesco buraco. Como a quantia a ser resgatada pesa no bolso dos pobres inocentes, o prazo estabelecido para a quitação do déficit é longo. Foi estendido para 16 anos. O impacto é enorme. Afeta 25 mil participantes do ex-Economus, aposentados, pensionistas por morte, ex-funcionários que entraram com ações trabalhistas e, inclusive pendências deficitárias de anos anteriores. Péssima situação a retratar as injustiças existentes no Brasil que precisam ser eliminadas.

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Desde que entrou na rota da violência e da arbitrariedade, o país só faz é afundar na lama cada vez mais. A situação extrapolou os limites. Pelos registros, em 2017, as mortes provocadas por violência intencional, os conhecidos crimes de homicídios e latrocínios, passaram das 63 mil ocorrências. Os números são absurdos. Passam de 175 casos praticados por dia. Revela que a cada 7 horas, alguém é vítima de bandidos. Sofre assalto ou tomba com bala na cabeça. Geralmente, os autores da bandidagem são integrantes de facções criminosas. Membros do PCC ou do Comando Vermelho vidrados em confrontos nas penitenciárias ou com a Polícia.

Enquanto a superlotação e as precaríssimas condições permanecem intactas nos presídios, criminosos inovam nas ações. Ousam nas atitudes. Duplas de assaltantes param carros e motos em trechos de circulação lenta, nas cidades, pouco se lixando se no veículo andam crianças, gestantes ou idosos. A crueldade é tanta que, quando não decapitam, esquartejam a vítima como se fosse uma caça predileta, recém captada, para dividir o animal em suculentos pedaços. Outro detalhe importante é a surpresa do ato, para evitar reação do sofrente. Portando arma de fogo, os desalmados assustam, amedrontam e causam insegurança nas ruas.

As razões para tamanha violência são diversas. Desigualdades socais, desestruturação policial, legislação penal caduca, desinteresse político em atualizar as leis que estimulam a impunidade. Normalmente, premeditada. Desde 1970, quando a violência urbana estourou na mídia, as cenas brutais encheram as manchetes. O tráfico de drogas e de armas, as extorsões, os extermínios e as chacinas inquietam o cidadão com a ousadia de gangues e a insensatez pública. O ódio, a frustração e a decepção se avolumam na sociedade com a libertação de marginais, políticos e de empresários corruptos de olho apenas no dinheiro público para enriquecer. Fácil.

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As divergências são enormes. Enquanto os petistas alegam o partido ter reduzido as desigualdades sociais e a pobreza no país, as opiniões contrárias, baseadas em dados, rejeitam os argumentos. Contradizem os defensores vermelhos atestando que não houve diminuição da pobreza. Ao contrário, a miséria permaneceu apenas estável em virtude do crescimento da economia. Segundo o coeficiente de Gini, a desigualdade em território brasileiro é assustadora, horripilante. A ponto de colocar o Brasil como detentor do terceiro pior índice mundial. Situação, na opinião de especialistas, totalmente inaceitável. Incomum.

Tá longe o sonho de ver o Brasil sem fome e sem pobreza, mas, com direitos igualitários e investimentos assegurados. Os motivos são inúmeros. São os desgovernos, como o atual, que empurrou o país para o mesmo patamar de 2006, contribuindo para a qualidade de vida da população cair drasticamente. Pelo menos, espera-se que no próximo Mapa da Fome, prestes a ser divulgado, esquecido desde 2014, confirme que a situação brasileira permaneça péssima. A fuga de investimentos, causada pelo congelamento de gastos públicos, colaborou demais para o país chegar a essa terrível situação.

O corte de famílias no Bolsa Família, muitas por irregularidades na inscrição, a reforma trabalhista sem o necessário amparo legal, os abusivos aumentos de combustíveis e de produtos alimentícios, inclusive o do gás de cozinha, assessorado pela taxa de mortalidade infantil, que voltou a crescer, decorrente em teoria pela redução da contribuição do Programa Nacional de Alimentação-Pnae, contribuíram para o quadro atual. A ONU divulgou no relatório de 2014 sobre a alimentação no mundo, que entre 2003 e 2012, houve melhoria de vida por conta do programa de transferência de renda e da geração de empregos, cujos beneficiários foram os das classes mais pobres. Situação que não se tornou sustentável.

19 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

19 agosto 2018 DEU NO JORNAL

CORREÇÃO MUITO IMPORTANTE

O jornal New York Times teve a dignidade de alterar alusão mentirosa sobre Lula, terça (14), atribuindo sua condenação “exclusivamente” a denúncia de delator.

Corrigiu, informando que “não é a única prova”.

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Os jornalistas do New York Times fizeram esta importante correção depois de consultarem a Editoria do JBF.

Uma atitude de quem tem ética profissional fubânica.

Lá nos Zistados Zunidos até Trumpão lê o JBF.

19 agosto 2018 CHARGES

MLOSSIO

ME ENGANA QUE EU GOSTO

A informação é dos advogados de Lula, ao registrar sua candidatura à Presidência, no dia 15: seus bens declarados somam R$ 7.987.921,57.

A informação é dos advogados de Lula, em 15 de maio, ao mencionar a quantia congelada cujo desbloqueio imediato solicitavam: R$ 16 milhões.
Claro que esses valores não envolvem o apartamento em Guarujá que não é dele, nem o sítio de Atibaia que não é dele. Mas a dúvida é outra: em que data a defesa de Lula usou o dado certo, do desbloqueio ou do registro?

Mas, para seu eleitor, tudo bem: se Lula entra nas pesquisas, lidera com 31% contra 20% de Bolsonaro. A pesquisa, primeira após o registro dos candidatos, foi feita para a XP Análise Política, ligada à XP Investimentos.

Só que Lula não será candidato – disso o próprio PT sabe, tanto que colocou Haddad de vice sabendo que ele deve sair para presidente no lugar de Lula, e deixou Manuela d’Ávila, do PCdoB, de fora, sabendo que ela deve ser vice. Sem Lula, Bolsonaro lidera com 23%; Marina é a segunda, com 11%. Depois vêm Alckmin (9%), Ciro (8%) e Haddad (7%). Quando contam ao bem informado eleitor que Haddad é o candidato de Lula, ele passa para 15%. Mas a maioria dos eleitores, 56%, acredita que Lula não será candidato (já 40% acham que ele poderá concorrer). Os eleitores de Haddad são os mais ansiosos para trocar de candidato: 75% acreditam que terão a oportunidade de votar no Lula original e escapar do Lula-fake.

Fica fora

Metade dos eleitores acha que Lula, condenado em segunda instância e preso, deveria ser proibido de concorrer. E 44% são favoráveis a que ele concorra, apesar da expressa proibição da Lei da Ficha Limpa. Por incrível que pareça, têm a mesma posição de Eduardo Cunha, deputado federal que perdeu o mandato e os direitos políticos e está também preso em Curitiba: declarou que Lula deveria poder concorrer (o que, claro, seria usado pelos advogados de Cunhapara pedir que fosse liberado, por equidade).

A hora das pesquisas

O Ibope divulga amanhã, segunda-feira, sua primeira pesquisa após o registro. O Datafolha já registrou sua pesquisa no TSE. A campanha começa a esquentar, mas uma definição só virá depois do início da TV.

Errar é humano

Engano parecido com o da equipe de Lula ocorreu na declaração de bens da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que se candidata a deputada. No caso, o valor de seus bens declarados em 2014 foi diluído pela falta de zeros. Gleisi informa que seu patrimônio total é de R$ 34 mil, incluindo um apartamento de R$ 111,00 e outro de R$ 24.550,00. Um deles, de acordo com a declaração antiga, é avaliado em R$ 1.110.113,16; o outro é de R$ 245.000,00. Errar é humano. E, quando isso contribui para que o patrimônio pareça pequeno, pode até servir para atrair mais votos.

Os mais ricos

De acordo com a declaração de bens de cada um, o candidato mais rico é o engenheiro (e ex-executivo de bancos) João Amoêdo, do Partido Novo. Seus bens somam R$ 425.066.485,46. O segundo é o engenheiro (e ex-executivo de bancos) Henrique Meirelles, do MDB, até recentemente ministro da Fazenda do presidente Michel Temer. Patrimônio declarado de Henrique Meirelles: R$ 377.496.700,70. Curiosidade: os vices dos dois candidatos mais ricos estão longe de ser pobres, mas seu patrimônio é de cerca de 1% do valor dos bens dos cabeças de chapa.

Os do meio

Seguem-se os outros candidatos, pela ordem de bens declarados: o terceiro mais rico é o escritor João Goulart Filho (PPL), filho do ex-presidente João Goulart, com R$ 8.591.035,79; Lula (PT), que aponta como ocupação “torneiro mecânico”, é o quarto candidato mais rico, com R$ R$ 7.987.921,57 – ver na nota Me engana que eu gosto os números de declaração anterior, pela qual seria o terceiro mais rico; quinto, Eymael (DC), empresário, com R$ 6.135.114,71; sexto, Álvaro Dias (Pode), R$ 2.889.933,32; sétimo, Jair Bolsonaro (PSL), que apresenta como ocupação declarada “membro das Forças Armadas”, com R$ 2.286.779,48; oitavo, Geraldo Alckmin (PSDB), que se apresenta como médico, com R$ 1.379.131,70; Ciro Gomes (PDT), advogado, R$ 1.695.203,15, é o nono; décimo, Marina Silva (Rede), historiadora, R$ 118.835,13.

Os mais pobres

A décima-primeira é Vera Lúcia (PSTU), ocupação declarada “outros”, R$ 20.000,00; décimo-segundo, Guilherme Boulos (PSOL), historiador, R$ 15.416,00; décimo-terceiro, deputado Cabo Daciolo (Patriota), nada.

Nada a ver

O patrimônio declarado de cada candidato nada tem a ver com posição nas pesquisas. Se tivesse, Meirelles e Amoêdo estariam ambos no páreo.

19 agosto 2018 CHARGES

MIGUEL

19 agosto 2018 SONIA REGINA - MEMÓRIA

UM BANDIDO ENVOLVENTE

Exibida pela TV Globo entre dezembro de 1977 a julho de 1978, num total de 185 episódios, com o ator Francisco Cuoco no papel principal, interpretando o típico vilão esperto que acaba conquistando grande parte dos aficionados em novelas. Confiram um trecho dessa criação da excelente escritora brasileira Janet Clair.

O ASTRO (1977)

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O GORDO E O MAGRO

Um curta metragem em preto e branco produzido 1933 para alegrar nosso final de semana. Dublado em português.

A Honestidade Vence

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Dica:

A série Os Intocáveis, produzida de 1959 a 1963, ao ser exibida em nossa TV, logo caiu no gosto dos brasileiros. Os episódios mostravam agentes federais combatendo o crime organizado, numa época em que no Brasil ainda não fazia parte do nosso dia-a-dia o trabalho da Polícia Federal brasileira. Dublado em português.

Clique aqui para assistir

19 agosto 2018 CHARGES

QUINHO

NÃO SOMOS SÉRIOS

O Brasil não é um País de terceiro mundo, é do fim do mundo. Que outro pensar podemos ter de um país que permite o registro de um condenado e encarcerado como candidato a presidir uma Nação como a nossa. Não há como o Brasil ser levado a sério com tantas patifarias em vigor, como tamanha aberração legal e tribunais que se tornaram um circo com os espetáculos que ano após ano são expostos ao mundo todo. Eu lhe peço leitor, pense com calma e desarmado de qualquer revolta ou ufanismo sobre o que o Brasil realizou nesses últimos 40 nos que não tenha sido voltado a politicagem, a corrupção do qual nos tornamos uma perfeita e exemplar escola, o desmantelamento da estrutura administrativa de governo com negociatas de cargos e cooptação política das mais escusas e absurdas, da entrega do judiciário, com atendimento de favores e compadrescos que atingiram até a mais alta Corte e por aí vai. Nada de concreto e consistente construímos nestes últimos 40 anos. O Estado brasileiro preciso ser refeito, reconstruído.

Estamos vivendo dentro de absurdos fatos políticos que ultrapassam a sensatez e a decência, nos tornando uma terra ocupada por milhões de sem vergonhas comandados por gangues e bandos de quadrilheiros. Fazem da nossa justiça um picadeiro de circo, como é o caso dos tribunais e da situação esdruxula que hoje passa a Polícia Federal em Curitiba, transformada em comitê de um presidiário que beira a demência, mas ainda vive delírios e tem um grupo de seguidores acéfalos. A razão de tudo isso acontecer está no fato de que gigantesca maioria dos participantes da estrutura organizacional dos Poderes são venais e comprometidos pela corrupção, são pessoas que perderam a condição moral e ética de ter qualquer reação a toda essa bandalheira que o Brasil se meteu e chafurda no lamaçal da imoralidade, sem qualquer condição de reação.

O golpe foi dado e com maestria, pelos quadrilheiros. Em razão da Lava Jato, as fontes do dinheiro dos empresários secaram. Com a proibição de participação das empresas no financiamento de campanha pelo STF, os pensantes de malfeitos do Congresso Nacional a criaram o Fundo Especial de Financiamento de Campanha – FEFC. Foi uma saída dos quadrilheiros e bandos para conseguirem se manter no Poder já que sem dinheiro e com os malfeitos na sua ficha corrida, dificilmente teriam sucesso em uma eleição. Esse absurdo financiamento veio do dinheiro do povo e terá o controle das raposas que hoje estão com mandato e que fazem parte do Congresso Nacional. Há que se deixar registrado aqui que muitos dos parlamentares não aderiram a essa aberração do fundo eleitoral e também, em minoria, resistiram as investidas dos bandos voltados a fazer do Congresso Nacional, um palco de negociatas.

São um bilhão e setecentos milhões de reais do Fundo Eleitoral somados a novecentos milhões do Fundo Partidário e chegará a um montante de 2 bilhões e seiscentos milhões de reais que serão controlados pelos diretórios partidários, ou seja, pelos idealizadores e criadores do fundo. Vale ressaltar que este é o valor do piso mínimo, não está estipulado o limite, desconheço. Existe previsão de gastos que podem chegar a 4 bilhões, incluso a TV. O bando alega que existe financiamentos em outros países, o que é verdade, mas omitem os valores dos financiamentos que na Alemanha, como exemplo, não ultrapassa a 400 milhões de reais e sem fundo partidário especificado. Há limites para os recursos que são destinados pelos fundos. Este limite está pautado pela arrecadação dos partidos junto aos eleitores e filiados. Não pode ser maior.

O que é absurdo para qualquer pessoa que tenha um nível de decência, é que a justiça eleitoral brasileira permite situações que só irão ser definidas nos últimos dias para as eleições. O presidiário candidato do PT deverá sair de cena apenas no dia 17 de outubro, prazo limite para substituição de candidato. Esta situação de poder ou não poder ser candidato deveria ter solução por resolução do pleno do TSE. O candidato impossibilitado por lei por ser condenado ou sofrer qualquer outro elemento impeditivo de registro, deveria ter a situação resolvida em prazo bem anterior ao do registro. Está explicito na lei quem pode ou não ser candidato e recorrer disso não deveria ser no momento último da data eleitoral. É uma situação de chicanas e prazos que poderão ter decisão final no Supremo Tribunal Federal-STF, após as eleições. É uma piada, um banzé, como levar à sério este Brasil. Vamos assumir, não somos sérios.

19 agosto 2018 CHARGES

VERONEZI

SONETO III – Manoel Barbosa du Bocage

Esse disforme e rígido porraz
Do semblante me faz perder a cor,
E assombrado de espanto, e de terror
Dar mais de cinco passos para trás.

A espada do membrudo Ferrabraz
Decerto não metia mais horror.
Esse membro é capaz até de pôr
A amotinada Europa toda em paz.

Creio que as fodais recrações
Não te hão-de a rija máquina sofrer
Os mais corridos, sórdidos cações:

De Vênus não desfrutas o prazer:
Que esse monstro, que alojas nos calções,
É porra de mostrar, não de foder.

19 agosto 2018 CHARGES

ZÉ DASSILVA

19 agosto 2018 AUGUSTO NUNES

A MAIS PERFEITA BESTA QUADRADA

Uma das estrelas da missa negra celebrada em louvor do pedido de registro da candidatura de Lula, Dilma Rousseff não negou fogo. Com um punhado de palavras, ergueu em meio minuto três monumentos à cretinice.

O primeiro tem uma frase só: “É inadmissível que a forma que regule a prisão do presidente Lula seja extremamente restritiva”. Tradução: para Dilma, o chefão merece uma forma de prisão que elimine quaisquer restrições ao direito de ir e vir confiscado pela Justiça.

O segundo tem duas frases: “Ele não pode estar condenado à solitária. Ele não pode estar condenado a receber visitas de umas poucas pessoas”. Tradução: para o neurônio solitário, o número de visitas a Lula deve ser ilimitado. Um criminoso que foi presidente merece receber quem quiser, quando quiser e, nos fins de semana, ser exposto à visitação pública.

Terceiro grande momento do besteirol produzido pela pior governante de todos os tempos: “Afinal de contas, Lula tem paradeiro certo, sabido e está cumprindo pena”. Tradução: Dilma acha que, por estar preso numa cadeia que todo mundo sabe onde fica, Lula deve ficar em liberdade.

Decididamente, Dilma é uma sumidade da subespécie batizada por Nelson Rodrigues com magnífica precisão: uma perfeita besta quadrada.

19 agosto 2018 CHARGES

VITOR TEIXEIRA

TEOPHILO R. DANTAS – ARACAJU-SE

Amado Mestre Berto:

Publique aí nesta gazeta escrota uma aula que vai ser muito útil.

Aula de Português:

CELA – É onde Lula se encontra

SELA – É o que os seus seguidores usam nas costas.

Cela e sela

19 agosto 2018 CHARGES

ED CARLOS

OS BRASILEIROS (XIV): BURLE MARX

Roberto Burle Marx nasceu em São Paulo, em 4/8/1909. Artista plástico, pintor, designer, arquiteto, tapeceiro, cantor lírico para os amigos e um dos paisagistas mais renomados do mundo. Filho da recifense Cecília Burle e de Wilhelm Marx, judeu alemão, parente de Karl Marx. Aos 4 anos, a família se mudou para o Rio de Janeiro. Logo que os negócios (exportação e importação de couros) do pai prosperaram, foram morar num casarão do Leme, onde ele, aos 8 anos, começou a cultivar mudas de plantas e iniciar sua própria coleção.

Em 1928, teve um problema nos olhos e a família foi procurar tratamento na Alemanha, onde permaneceram até 1929. Lá entrou em contato com as vanguardas artísticas e conheceu o Jardim Botânico de Dahlen, onde encontrou a vegetação brasileira numa estufa. Ficou fascinado com a beleza das plantas tropicais. Mas o fascínio mesmo, neste momento, se deu com a pintura, a partir das visitas que fez às exposições de Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Klee e Van Gogh. Entusiasmado, passou a estudar pintura no ateliê de Degner Klem. De volta ao Brasil, em 1930, seu amigo e vizinho Lucio Costa incentivou-o a entrar na Escola Nacional de Belas Artes. Aí conheceu e fez amizade com alguns nomes que se destacariam na moderna arquitetura brasileira: Oscar Niemayer, Hélio Uchoa, Milton Ribeiro etc.

Seu primeiro projeto paisagístico se deu em 1932, a pedido do amigo Lúcio Costa, para o jardim da residência da família Schwartz. Mas o primeiro projeto público se deu em 1934, na Praça de Casa Forte, no Recife, onde projetou mais 5 praças, todas tombadas pelo IPHAN-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. No mesmo ano foi designado Diretor de Parques e Jardins do famoso DAU-Departamento de Arquitetura e Urbanismo, onde trabalhava Joaquim Cardoso, que viria a ser o calculista das obras de Niemayer. Neste cargo projetou diversos logradouros, fazendo uso intensivo da vegetação nativa e a se destacar na área. Em 1935, projetou a Praça Euclides da Cunha (Recife), que ficou conhecida como “Cactário Madalena”, devido a sua ornamentação com plantas da caatinga e do sertão nordestino. A partir daí passou a imprimir um caráter de brasilidade ao seu trabalho, livrando-se da influência europeia, onde predominam as azaleias, camélias, magnólias e nogueiras.

Para isso contava com o apoio de Luiz Nunes, Diretor do DAU e Atilio Correa Lima, gestor do Plano Urbanístico da cidade, e de simpatizantes como Gilberto Freyre, Cícero Dias e Joaquim Cardoso. Dois anos depois, o DAU partiu para um projeto mais ambicioso e deixou a seu cargo o projeto do primeiro Parque Ecológico do Recife. Devido a sua atuação nesta cidade, é celebrada no Recife a “Semana Burle Marx”, no inicio do mês de agosto, conforme a Lei Municipal nº 17.571, de 2009. Passou 3 anos residindo no Recife e retornou ao Rio de Janeiro em 1937. Em seguida foi convidado para projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (na época Ministério da Educação e da Saúde), no Rio de Janeiro. Idealizou um terraço-jardim que é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Com vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim apresentava uma configuração inédita no país e no mundo.

Por essa época tomou aulas de pintura com Cândido Portinari, de quem se tornaria assistente, e Mario de Andrade, no Instituo de Arte da Universidade do Distrito Federal. No final da década de 1930 sua obra paisagística já está perfeitamente integrada à arquitetura moderna, uma tendência mundial que abrange as artes de um modo geral. Assim, passou a integrar o grupo de arquitetos adeptos da escola alemã Bauhaus, influenciados pela corrente francesa liderada por Le Corbusier. Trata-se de um estilo humanista integrador de todas as artes. Em 1949 adquiriu o Sitio Santo Antônio da Bica, em Campo Grande (RJ), com 365.000 m², e passa a viajar pelo Brasil, junto com botânicos, em busca de plantas tropicais. O objetivo foi coletar e catalogar exemplares para reproduzir, no sitio, a diversidade fitogeográfica brasileira.

Seu papel na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo atuado nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. A partir daí, passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a muito com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo. Como é, também, pintor, as plantas baixas de seus projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa. Daí em diante sua parceria em trabalhos com Oscar Niemayer e Lúcio Costa toma impulso. Como arquiteto, inclui em seus parques e jardins elementos arquitetônicos como colunas e arcadas, encontrados em demolições; utiliza ainda mosaicos e painéis de azulejos, recuperando a tradição portuguesa.

A partir da década de 1950, passou a utilizar em seus trabalhos uma ordenação mais geometrizante, como ocorreu na Praça da Independência (João Pessoa), no Parque do Flamengo (RJ) ou Parque Ibirapuera (SP). Em 61 anos de carreira, assinou mais de dois mil projetos em todo o mundo e recebeu inúmeras honrarias. Mas a homenagem que mais o sensibilizou foi ver seu nome designando uma espécie de planta tropical: a Calathea Burle Marxii”, conhecida popularmente como “Calatea Burle Marx” ou “Maranta de Burle Marx”. Por essa época é contratado para projetar parques públicos em diversas cidades: Parque Generalíssimo Francisco de Miranda (Caracas, 1950); Jardins da Cidade Universitária da Universidade do Brasil (Rio de Janeiro, 1953); Jardim do Aeroporto da Pampulha (Belo Horizonte, 1953); Balneário Municipal de Águas de Lindóia (SP, 1954); Paisagismo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1955); Paisagismo da Praça da Cidadania da Universidade Federal de Santa Catarina (1960); Paisagismo para o Eixo Monumental de Brasília (1961); Paisagismo do Aterro do Flamengo (1968); Paisagismo da Embaixada do Brasil em Washington, USA, 1970); Paisagismo do Palácio Karnak (Teresina, 1970); Paisagismo do aterro da Bahia Sul em Florianópolis (1971).

Tais atividades não o afastaram da pintura, e desde a década de 1930 participou de 74 exposições individuais, 71 coletivas e 22 póstumas. Seu traço revela influências de Pablo Picasso e dos muralistas mexicanos. Nos retratos, aproxima-se de Candido Portinari e Di Cavalcanti. Segundo os críticos de arte, a partir de década de 1950 “a tendência para a abstração consolida-se e a paleta muda, passando a incluir muitas nuances de azul, verde e amarelo mais vivos. Em suas telas o trabalho com a cor está associado ao desenho, que se sobrepõe e estrutura a composição. Nos anos 1980, passou a realizar composições geométricas em acrílico, os contornos são desenhados com a cor, as telas adquirem um aspecto fluído, flexível e ganham leveza.

A dedicação à pintura é intensificada com sua mudança para o sítio Santo Antônio da Bica (RJ), em 1972, onde passou a cultivar 3.500 espécies de plantas do mundo inteiro, criando um verdadeiro “Éden Tropical”. Em 1985, o sítio é doado ao governo federal, passando a chamar-se Sitio Burle Marx, mantido pelo IPHAN e aberto a visitação pública. Constitui-se num valioso patrimônio paisagístico, arquitetônico e botânico, além de uma escola para jardineiros e botânicos. Em São Paulo, é mantido desde 1994, o Parque Burle Marx, no bairro do Morumbi, com 168.000 m2 e administrado pela Fundação Aron Birmann em parceria com a Prefeitura da cidade. Em 1982, recebeu o título Doutor honoris causa da Academia Real de Belas Artes de Haia, e do Royal College of Art, em Londres, dentre as tantas homenagens recebidas com nomes de diversos logradouros, escolas e instituições. Sua obra pode ser melhor contemplada nos diversos livros publicados sobre suas contribuições ao paisagismo e nos livros de sua autoria: Arte e paisagem: conferências escolhidas. São Paulo: Nobel, 1987 e Arte e paisagem: a estética de Burle Marx. São Paulo: MAC/USP, 1997. Faleceu em 4/6/1994, no Rio de Janeiro.

19 agosto 2018 CHARGES

SINOVALDO

19 agosto 2018 EVENTOS

É HOJE! – COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO INFANTIL NO RECIFE

Hoje, domingo dia 19/Ago, das 10 horas ao meio dia, o colunista fubânico Xico Bizerra estará lançando e autografando o livro PEQUENINAS HISTÓRIAS PARA GENTE PEQUENINA, no Museu do Homem do Nordeste, Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife, dentro da programação DOMINGO DOS PEQUENOS NO MUSEU.

O Livro, como o próprio nome já sugere, conta pequenas histórias para o público infantil, encerrando, cada um deles, um conceito do bem, da boa conduta, como o respeito aos mais velhos, o amor à natureza, a amizade, o bem querer aos animais etc.

O livro é belissimamente ilustrado pelo renomado e premiado designer cubano David Alfonso, agraciado com prêmios em Havana, Madrid e Munique, e responsável pela identidade visual do Festival de Garanhuns e do Carnaval do Recife (2013, 2014 e 2016).

Além da pequena palestra do Autor, o evento terá a contação das histórias pelo Grupo Tapete Voador e outras atrações para a garotada.

O livro é editado pela CEPE – Companhia Editora de Pernambuco.

19 agosto 2018 CHARGES

LUSCAR

19 agosto 2018 DEU NO JORNAL

UM SILÊNCIO TUMULAR-BOLIVARIANO

“Prefiro morrer de fome na Venezuela do que agredido aqui”, diz imigrante atacado por brasileiros na fronteira em RR

Imagens publicadas nas redes sociais mostram uma fila de venezuelanos atravessando a fronteira de volta ao seu país neste sábado (18), após atos de violência e destruição em acampamentos de imigrantes em Pacaraima, em Roraima.

Os moradores da cidade chegaram a bloquear a BR-174, na entrada da cidade, por cerca de 5 horas.

A situação, segundo a Polícia Militar, ocorre em razão do assalto a um comerciante na noite dessa sexta-feira (17).

A suspeita é que o crime tenha sido praticado por venezuelanos, conforme a PM.

* * *

Tô curioso pra ouvir a opinião de um bocado de gente daqui de Banânia para saber o que pensam sobre esta pavorosa e cruel situação. O que pensam sobre as razões que levam estes coitados a fugir do seu país.

Por que não querem mais permanecer na pátria onde nasceram???

Tô curioso pra saber a resposta que terei de gente assim feito Lula, Gleisi Hoffmann, os zintelequituais bolivarianos e a militância do PT.

Um time de gente no qual estão incluídos os piedosos e cristãos como Frei Betto e Frei Boff, além de Emir Sader, Marilena Chaui e os grandes filosofofeiros zisquerdistas.

Estou ouvindo apenas um silêncio tumular por parte dessa turminha. Um silêncio tumular-bolivariano.

Estes famintos miseráveis correm da Venezuela fugindo da miséria e do cacete que levam do ditador Maduro, grande amigo de Lula.

Em seguida, correm do Brasil de volta pro seu país fugindo do cacete que levam dos comerciantes de Pacaraima.

Acabei de mandar mensagem para a Filósofa do Cu, Márcia Tiburi, candidata do PT ao governo do estado do Rio da Janeiro, perguntando o que ela acha sobre estes fatos. Se os famintos refugiados venezuelanos merecem mesmo tomar no cu.

Mensagem que encaminhei também pra Gleisi Amante Hoffmann, pro Instituto Lula, pro PCdoB e pra todos os partidos revolucionários cumunistas banânicos.

Espero resposta de todos eles.

Todos os espaços desta gazeta escrota estão abertos e às ordens.

Ou, quando nada, vou aguardar um comentário do bolivariano fubânico Ceguinho Teimoso.

Vamos fechar a postagem com um vídeo revelador, no qual aparece um presidiário banânico engaiolado por corrupção, um grande comparsa do ditador sanguinário, fazendo campanha pra Maduro.

Um vídeo dublado em espanhol, para perfeito entendimento dos venezuelanos que iriam votar nas “eleições” daquele fudido país.

19 agosto 2018 CHARGES

J. BOSCO

BRASIL DO NORTE E BRASIL DO SUL

Dentre as inúmeras consequências desastrosas para nossa nação decorrentes da passagem do PT pelo poder, poderia citar como sendo as principais as seguintes:

– Desindustrialização acelerada da economia: Retorno à condição de mero exportador de algumas poucas comodities e importador de produtos com conteúdo tecnológico, situação e condição típica de país de 3º mundo.

– Degeneração total da moral “Ocidental e Cristã: Passou-se a propagandear abertamente a mais completa promiscuidade. Não existe mais MACHO e FÊMEA! É tudo uma questão de opinião e gosto! Daí à explosão de filhos bastardos de adolescentes com menos de 15 anos. Criou-se toda uma geração cujos parâmetros de comportamento são dignos de um bordel de 5ª categoria.

– Encastelamento no poder de uma classe política absolutamente corrupta: Implantou-se um verdadeiro “Vale-Tudo” na política, onde a única regra é a busca pelo enriquecimento rápido e a sobrevivência política. Corromperam-se todos em uma verdadeira bacanal de corrupção e de cinismo descarado; de deputados a senadores, dos juízes dos tribunais superiores aos ocupantes dos principais cargos do executivo.

– Apologia da ignorância e da estupidez: A velha máxima do “Honra ao Mérito” foi solenemente encaminhada à lata do lixo! Passou a ser muito mais importante filiação à corrente ideológica dominante que qualquer competência ou valor profissional. O mote passou a ser: Proteção total do Estado a todos os possíveis apoiadores da “Nova Ordem” hegemônica.

– Criação de toda uma constelação de organizações parasitárias do Estado: A única finalidade desta multidão de ignorantes famélicos, após terem sido abundantemente envenenados com uma miscelânea de teorias abstrusas contra “tudo isto que está aí”, seria dar apoio e base ao projeto de perpetuação no poder do partido dito “Hegemônico”.

– Exacerbação do preconceito contra o “Patrão Explorador”: Como consequência deste terrível ranço marxista contra o empreendedor, verificamos o extermínio acelerado de qualquer intenção de empreendedorismo e a criminalização das atividades produtivas. Daí à estagnação da economia, o desemprego galopante e queda na arrecadação dos impostos. Foi só um pulo!

– Transformou toda a Classe Média em funcionários Públicos: Diante do extermínio da iniciativa privada empresarial, seja por meio de impostos extorsivos, seja por uma legislação absolutamente maluca e enlouquecedora, ou até mesmo por uma estrutura trabalhista absolutamente contrária a qualquer possibilidade de harmonia entre o capital e o trabalho; o fato é que a classe média se viu premida por todos os meios a buscar uma sinecura no pantagruélico aparato estatal. Quando avaliavam que para ter um salário de 2 ou 3 mil reais, na iniciativa privada, teriam que trabalhar muito, ser bastante competentes e, além de tudo, assíduos, enquanto que um juizeco de 1ª instância inicia a vida ganhando perto de 30 mil, ou mesmo como procurador (desses que procura, procura, e nunca acha nada), iniciariam recebendo uns 15 mil por mês, ficou fácil entender porque toda nossa juventude dourada virou “Concurseiro”.

Dentre todas estas catástrofes, há uma, porém, que eu considero especialmente desastrosa: O abismo que se criou e cevou entre o Brasil do Norte e o Brasil do Sul. Eu explico!

Quando da eleição presidencial de 2002, o candidato Lula obteve uma vitória esmagadora em praticamente todos os estados. As únicas exceções foram: Serra, em Sergipe; Ciro Gomes, no Ceará e Garotinho, no Rio de Janeiro.

Já na eleição de 2006, quando o mesmo Lula buscava se reeleger, o quadro da divisão começava a se cristalizar. Enquanto que o Sul e o Centro-Oeste eram majoritariamente contra o projeto petista, o Norte e o Nordeste passavam a se constituir baluartes da esquerda.

Exatamente o mesmo quadro ocorreu quando da votação para presidente, em 2010, ocasião na qual se elegeu Dilma Rousseff. A única exceção ficou por conta do Espírito Santo, que se bandeou para Serra.

A esta altura, já estava bem claro para a maioria da população que, pelo andar da carruagem, o destino da nossa nação era a total baderna bolivariana, caso persistíssemos na mesma trilha que vínhamos percorrendo até então.

Em 2014, repete-se exatamente o mesmo quadro mais uma vez: O Norte e o Nordeste, petistas; enquanto o Sul e o Centro-Oeste se alinham com o concorrente. Só que, desta feita, a votação é extremamente apertada, o que deu origem a bem fundamentadas suspeitas de fraude quando da apuração dos votos nas urnas venezuelanas.

Começa, então, a se estabelecer uma clara distinção entre os dois “Brasis”. Um, de economia pujante e largamente inserida na economia mundial. O outro, eminentemente agrário, miserável e analfabeto; condições ideais para o voto de cabresto em líderes messiânicos e enganadores, em função das esmolas governamentais que venham eventualmente a ser distribuída entre a multidão de famélicos.

Levantamento realizado pelo deputado Júlio César, do Piauí, mostra que são transferidos a cada ano, para os estados da “Nova Cuba”, via transferências do Governo Federal, R$ 200 Bilhões a mais do que é neles arrecadado. São os recursos das aposentadorias de quem nunca contribuiu, do Bolsa Família, do Fundo para a Educação Básica (FUNDEB), Fundo de Participação dos Estados e Municípios, Universidades Federais, Institutos Federais, pagamentos de salários de funcionários federais, e por aí vai. Quem paga o pato é o Estado de São Paulo, que transfere R$ 200 Bilhões a mais para o Governo Federal, a cada ano, do que aquilo que recebe em repasses. Os demais estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste praticamente empatam: O que recolhem é o que recebem. Tudo isto significa dizer, pura e simplesmente, que:

1. Se dividir o Brasil em dois, a banda Sul ganhará imediatamente uma folga orçamentária anual de mais de R$ 200 Bilhões para investimentos. Isto levará rapidamente sua economia a um padrão Europeu.

2. Por outro lado, estados cujo PIB é metade composto por esmolas governamentais, afundarão imediatamente em uma miséria digna da Biafra. Não produzem nem o necessário para alimentar sua população. Devem retornar imediatamente ao canibalismo se quiserem ter o que comer.

Esta é a população que não abre mão de eleger Lula e sua gangue de miquinhos amestrados. Esta é a população que se borra de medo que Bolsonaro venha a ser eleito e estabeleça o princípio de que, se quiser ter o que comer, então terá que produzir alguma coisa e achar alguém disposto a comprá-la.

Quem viver, verá!


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