20 agosto 2018 CHARGES

DUKE

REMINISCÊNCIAS DE UMA DAMA

Dona Maria Lia Faria Cavalcanti – Rio de Janeiro, 28/Fev/1944

Viktor Emil Frankl-(1905-1997), famoso psiquiatra austríaco, que viveu as circunstâncias mais terríveis em campo de concentração, em meio ao caos perguntava: O que diante do desespero total, após ter perdido tudo, inclusive seus parentes mais queridos, o impedia de suicidar-se? O prazer de viver, amar, solidarizar e recordar!

Lembro essa indagação de um gênio da psiquiatria que quase tirou a vida em duro golpe do destino para dar razão à existência e abrir espaço para louvar um dos livros de reminiscências mais femininos que li nesses tempos de empoderamento feminino. Não é um livro sobre a revolução feminista, evolução da cirurgia plástica para retardar e tentar enganar a maturidade, deixando a mulher andrógena, mas um livro que relembra fatos pitorescos da vida de uma Dama que vive para viver, amar, ser amada pelos filhos que para ela, acredito, são uns verdadeiros Colossos de Rodes, pela honestidade e decência com que levam e vivem a existência, os sagrados preceitos do caráter humano!

Mãe de seis gênios da modéstia, da bondade, da retidão e de tudo que é mais hierático que se encontram no caráter humano, Dona Maria Lia Faria Cavalcanti, essa matriarca quiteriana que ainda se encontra tão bonita quanto a jovem da capa do livro das memórias, apesar dos noventa e dois anos de vida bem vividos, dizer que “a velhice é uma merda”, ter orgulho dos filhos, Maria Lia le Flaguais, que mora e trabalha em Paris, mas vivi viajando; Hebe Cavalcanti, doutora em matemática; Patrícia Arruda que, mesmo elegante, vive querendo emagrecer; Isis Costa Pinto, que trocou Boa Viagem por um sítio, buscando melhor qualidade de vida; José Roberto Cavalcanti, o irreverente Zeca, bom advogado, bom pai, e um dos últimos homens felizes do planeta; e o maior jurista do Brasil, principalmente como ser humano: Dr.º José Paulo Cavalcanti Filho, o filho da cara redonda mais parecido com a mãe.

Lendo Recordar é Viver, o leitor vai se deparar com a história fascinante de Dona Zulmira, filha do seu Guimarães e de Dona Cândida, mãe de Dona Maria Lia Faria Cavalcanti. Suas reminiscências e recordações da Bahia, menina-flor-de-lis, admirando o mar e a arquitetura dos prédios soteropolitanos. A deliciosa história das Casas da Banha. As ideias geniais de Dona Zulmira na sua mania obsessiva por asseio para deixar todos os móveis do lar limpos, nos trinques. Essas e outras deliciosas recordações estão no livro de memória de Dona Maria Lia, que o leitor vai se deliciar lendo-as, histórias por historias, todas datilografadas numa OLIVETTI!!

P:S: Lançado no dia 16 de março 2018, dia em que Dona Maria Lia Faria Cavalcanti fez 92 primaveras!

Impressão: FacForm Impressos Ltda.
Rua Barão de Água Branca, n.º 521
Boa Viagem, Recife, PE, Brasil. CEP 51160-30
Facform

20 agosto 2018 CHARGES

CLAYTON

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

Eis uma composição do inesquecível Noel Rosa, gravada em março de 1933 e intitulada “Onde está a honestidade”.

Decorridos 85 anos dessa gravação, verifica-se que sua letra permanece atualíssima e se existir alguma dúvida, é só perguntar aos militontos do PT.

Votos de um excelente domingo.

R. Meu caro colunista fubânico, minha paixão por Noel Rosa vem desde os tempos de menino, quando escutava na radiola Hi-Fi do nosso vizinho um LP de Nelson Gonçalves interpretando músicas deste gênio carioca.

Uma paixão que traga no peito até os dias de hoje.

Desde aquele tempo que o genial Noel Rosa mora no meu coração e tem um lugar muito especial no espaço da minha admiração

Uma das minhas leituras prediletas é o livro Noel Rosa, Uma Biografia, de autoria da dupla João Máximo e Carlos Didier.

Recomendo a leitura deste livro a todos vocês, com muito entusiasmo.

E vamos alegrar a nossa segunda-feira com uma das obras-primas do gênio da Vila, uma composição interpretada por ele mesmo, e que nos foi presentada pelo colunista Pedro  Malta: 

20 agosto 2018 CHARGES

TACHO

CHARLTON HESTON – DE DEMOCRATA A REPUBLICANO

Ao pesquisar a biografia desse ator, logo de cara constata-se que, Em 1952, o filme “O Maior Espetáculo da Terra”, transformou Heston numa estrela de primeira grandeza do cinema. A partir dali, seu porte ereto, sua altura e o perfil musculoso, lhe dariam os papéis mais simbólicos nas superproduções em séries dos anos 50 do cinema norte-americano. Em seguida apareceram, Os Dez Mandamentos (1956); – Ben-Hur (1959); – El Cid (1961). Em toda sua trajetória no mundo encantado de Hollyood, Charlton Heston, como profissional abnegado, teve uma vida inteira de austeridade e coerências que fez com que este exuberante ator de 1,88m, atlético, rosto forte, de ossos salientes, se encaixasse com perfeição a personagens como Moisés, Michelangelo, Ben-Hur, João Batista, El Cid ou o Cardeal Richelieu.

Quanto aos filmes faroestes estrelados por Heston, como diz o cinéfilo Darci Fonseca, nem bem encostou o cajado e o manto usados por Moisés em “Os Dez Mandamentos” Charlton Heston rumou para Tucson, Arizona para interpretar um cowboy no western “Trindade Violenta”. Para dirigir este faroeste melodramático passado no Texas foi escalado um profissional de primeira qualidade. O filme foi roteirizado por James Edward Grant, roteirista preferido de John Wayne e a bela cinematografia ficou a cargo de outro excelente profissional que três anos antes recebera um Oscar pela fotografia de “Os Brutos Também Amam”. Charlton Heston gostou do roteiro deste filme que encerraria seu contrato com a Paramount, especialmente porque seu personagem se distanciava em muito da bondade e dignidade de Moisés.

Outro faroeste indígena que não tinha nada a ver com a bondade do personagem Moisés foi a película O Último Guerreiro. Para se ter ideia da brutalidade desse filme eis o diálogo encontrado nele: “Não estou entre homens… Ao meu redor estão animais… Não sossegarei até que o último apache esteja morto”. Frases como estas são proferidas por Ed Bannon (ator Charlton Heston), o ‘herói’ de “O Último Guerreiro”, um dos filmes mais racistas e mais preconceituosos dos faroestes já produzidos por Hollywood. Os diretores e roteiristas Marquis Warren e Burnett, convidaram Charrlton Heston e Jack Palance para serem os respectivos protagonistas e conseguiram transformar um enredo ruim num bang-bang dos bons. Porém, O Último Guerreiro é um filme excessivamente cruel, maléfico, impiedoso, crudelíssimo!!! Atribui-se ao General Philip Sheridan, do Exército norte-americano, a frase “Índio Bom É Índio Morto”. Em “O Último Guerreiro” esse raciocínio é levado ao pé da letra e todos os apaches são mostrados como traiçoeiros, bárbaros, ingênuos e por fim, covardes!!!

A figura da qual estamos tratando foi um ator norte-americano notabilizado no cinema por papéis heroicos em superproduções da época de ouro de Hollywood. Heston se considerava um anti-astro, diante da ilusão que o público criava em torno dos atores de Hollywood, e que depois eram ridicularizados quando apareciam bêbados ou envolvidos em ocorrências policiais. Certa vez, quase oitentão, afirmou: “Sempre levei uma vida respeitável, sou casado com a mesma mulher há mais de 50 anos, tenho dois filhos normais e nunca saí por aí dando sopapos em ninguém depois de uma noitada”, disse ele. Mas Heston também estava enganado. Ele foi um astro de verdade, no sentido literal da palavra e exatamente por ser o oposto de tudo o que o termo representa em Hollywood.

Pois bem!!! Na política, Charlton Heston chegou a ser um liberal democrata e fez campanha para o candidato à presidência John Kennedy. Ativista pelos direitos civis aos negros, ele acompanhou Martin Luther King durante a Marcha pelos direitos civis a Washington, em 1963, chegando a usar uma faixa onde se lia “Todos os Homens Nascem Iguais”. Em 1968, após o assassinato do senador Robert Kennedy, ele apareceu num programa da TV americana junto com Gregory Peck e Kirk Douglas pedindo apoio para o presidente Lyndon Johnson e sua tentativa de aprovar no Congresso o Ato a favor do controle de armas(?) nos Estados Unidos.

Anos mais tarde diria que nesta ocasião era jovem e tinha sido bobo e tolo. Heston também ficou conhecido como um oponente do Macartismo e da segregação racial nos Estados Unidos, que, segundo ele, apenas ajudavam a causa do comunismo mundial, além de ter sido um grande crítico de Richard Nixon, que considerava um desastre. Entretanto, a partir dos anos 80, numa mudança brusca, Heston passou a ostentar posições mais conservadoras, trocando seu registro eleitoral do Partido Democrata para o Partido Republicano, apoiando o direito às armas de fogo e fazendo campanha para Ronald Reagan e os presidentes Bush pai e Bush filho.

Além de ter se tornado um fiel republicano fanático, muito amigo de Ronald Reagan, também foi um firme defensor do direito dos americanos de usar armas, como demonstrou através da poderosa National Rifle Association, que presidiu durante muitos anos. Charlton Heston nunca escondeu que sempre foi a favor das armas. O astro ganhou o Oscar por seu papel em “Ben-Hur”. O ator americano Charlton Heston morreu em 05/04/2008, com 84 anos de idade em sua casa em Bevery Hills, Califórnia, devido às complicações físicas provocadas por uma doença degenerativa similar a “Alzheimer”.

CLIC no link logo abaixo para assistir as imagens dos 40 melhores filmes do ator Charlton Heston, tanto protagonizados pelo próprio, como também Incluindo filmes dele desempenhando o papel de ator coadjuvante:

20 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

20 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SAUDADES E EMOÇÕES

Ontem, domingo, fui tomar o café do final de tarde no RioMar, o maior xopis centis daqui do Recife.

Um espaço gigantesco, uma obra-prima da arquitetura nordestina.

Apesar de ser coisa de um grande empresário capitalista, o José Carlos Paes Mendonça, os zisquerdóides revolucionários daqui do Recife adoram dar expediente por lá.

Ontem mesmo encontrei dois que conheço muito bem.

Um deles, filado e militante do PCdoB, que sai sempre fantasiado de Fidel Castro no carnaval, estava enchendo o rabo de cerveja, tirando gosto com camarão, num dos restaurantes da praça de alimentação.

Um tabacudo idiotal, um usufruidor dos prazeres do capitalismo, como todo bom cumunista.

Pois bem: lá no xopis estava acontecendo um evento levado a efeito pelo Exército, a propósito do Dia do Soldado, que é celebrado em 25 de agosto.

Tinha exposição de armas, viaturas, equipamentos e mais um monte de coisas.

E lá estava em concerto a banda do Comando Militar do Nordeste, que brindou o público presente com um cardápio musical variado.

Teve até o tradicional frevo pernambucano.

Eu estava saboreando meu café, quando fui surpreendido com a execução de um dobrado que mexeu com minhas lembranças e minhas emoções.

Uma composição intitulada Canção do Exército Brasileiro, que foi executada pela banda e cantada por um magnífico coral militar.

Meu tempo de serviço na caserna explodiu na memória e eu me emocionei ao extremo vendo e ouvindo aquele espetáculo.

Voltei no tempo e me vi marchando no pátio do quartel e entoando aquela canção.

O público presente, uma multidão enorme, aplaudiu com muito entusiasmo, muito mesmo, aquela canção que encerrou a apresentação.

A partir dos mirantes circulares, localizados nos 4 andares do edifício, as pessoas tinham vista para  o piso térreo, onde a banda estava se apresentando.

Um espetáculo arretado. 

Pra começar a semana, taí pros leitores fubânicos a Canção do Exército Brasileiro, com letra de Alberto Augusto Martins e música de Teófilo de Magalhães.

20 agosto 2018 CHARGES

FRED

20 agosto 2018 AUGUSTO NUNES

VIGARISTA EM CAMPANHA

Lindbergh inclui Raquel Dodge na conspiração idealizada por juízes, procuradores e policiais federais dispostos a tratar como bandidos os bandidos do PT

“Raquel Dodge deve estar concorrendo a uma medalhinha de honra ao mérito dos golpistas. A sua pressa em tentar barrar a candidatura de Lula é um escândalo! É uma militante de carteirinha da direita!”.

Lindbergh Farias, senador do PT do Rio de Janeiro, no Twitter, incluindo Raquel Dodge na vasta conspiração idealizada por juízes, procuradores e policiais dispostos a tratar como bandidos os bandidos do partido que virou organização criminosa.

20 agosto 2018 CHARGES

J. BOSCO

ARNALDO MATIAS DE SOUZA – LINHARES-ES

Estimado editor Berto,

Sou leitor diário do Jornal da Besta Fubana há mais de seis anos.

Considero a nossa gazeta escrota o melhor site do Brasil.

Muito obrigado por colocar no ar todos os dias esta magnífica fonte de informação e alegria.

Estou escrevendo para pedir que se for possível publique esta frase que estou enviando.

Meus votos de muito sucesso e minhas saudações.

Frase:

A desgraça não é Lula querer ser candidato. A desgraça é ele ter eleitor.

R. Caro leitor, brigadão pelas generosas palavras.

Vocês leitores são a força que mantém viva este jornal.

Quanto à frase que você nos mandou, só tenho a dizer o seguinte:

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Xolinha ficou com a tabaca arrombada quando soube que tem gente que ainda vota em Lula

20 agosto 2018 CHARGES

GENILDO

MÁXIMAS E MÍNIMAS DO BARÃO DE ITARARÉ

“Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.”

“O português é uma língua muito difícil. Tanto que calça é uma coisa que se bota, e bota é uma coisa que se calça.”

“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.”

“Pão, quanto mais quente, mais fresco.”

“Deus dá peneira a quem não tem farinha.”

“Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo.”

“Testamento de pobre se escreve na unha.”

“Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.”

“O fígado faz muito mal à bebida.”

“O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.”

“Com as crianças é necessário ser psicólogo. Quando uma criança chora, é porque quer balas. Quando não chora, também.”

“A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas, em geral, enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.”

“Com dinheiro à vista toda gente é benquista.”

“Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você .”

“A solidez de um negócio se mede pelo seu lucro líquido.”

“O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.”

“O mal alheio pesa como um cabelo.”

“Eu cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonita, nem rima, mas é profundo…”

“Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!”

“Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta….”

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (1895 – 1971), era gaúcho da cidade de Rio Grande. Ele foi jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro. Estudou medicina, sem chegar a terminar o curso, e já era conhecido quando veio para o Rio de Janeiro fazer parte do jornal “O Globo”, e depois de “A Manhã”, de Mário Rodrigues (pai de Nélson Rodrigues), um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de “A Manha”.

20 agosto 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON – PELOTAS-RS

Caro Berto,

Com a devida vênia pelo atraso aqui vai o comprovante do pagamento do dízimo do mês.

Um abraço.

R. Que atraso que nada, meu caro colunista fubânico.

Chegou na hora e já está no cofre desta gazeta escrota.

Chupicleide chorou de emoção!!!

Gratíssimo pela generosidade.

Uma gratidão extensiva a todos os leitores e colunistas que estão fazendo doações para manutenção do JBF nos ares.

Chupicleide de dentes arreganhados, toda feliz porque vai poder fazer a feira esta semana

20 agosto 2018 CHARGES

THIAGO LUCAS

VIAGEM DAS ÁGUAS

À sombra de uma mangueira, no quintal da casa de minha avó, vejo o rio passar. Um filete de água, apenas, mas o rio mais bonito que conheço. Igual a ele, nenhum outro. Nem o rio da aldeia de Pessoa. Todos os rios dos Poetas são bonitos, mas o da minha Aldeia é mais. À frente, ele se juntará a outros rios e estes a outros e outros até desembarcarem, todos de mãos dadas, ainda doces, no salgado do mar. Chove e a chuva fininha tenta encher o bucho do rio mas o bucho é grande e a chuva, pouca. Os pingos são apenas gotas minguadas em seu ventre. Servem apenas para molhar as pedras, pintadas de verde pelo lodo. Minha avó se preocupa que eu não vá à margem, que eu não escorregue. Não vou. Consola-me o distante olhar. Penso no mistério dos peixes quando, à tarde, o sol se afoga em suas poucas águas. É o rio parindo sossego e alegrando a pupila de meus versos. No dia seguinte, de sóis e claras manhãs, tento decifrar a correnteza e imaginar a viagem das águas. E eu, pequenino diante do mundo, diante do rio, também pequenino, respiro a vida daquela água limpinha que corre para o mar.

20 agosto 2018 CHARGES

TACHO

20 agosto 2018 DEU NO JORNAL

PRA QUEM TEM ESTÔMAGO FORTE

A campanha de Dilma Rousseff lançou um jingle da candidata ao Senado por Minas.

Não tem homem ruim que derrube essa mulher”, diz trecho do refrão.

* * *

Eu simplesmente não acredito que esta descerebrado cagadora de bosta pela boca consiga ser eleita.

Mas…

Estamos em Banânia…

Se o eleitorado de Minas mandar Vaca Peidona pro Senado, eu… eu… eu…

Eu num sei o que dizer…

Atenção, caro leitor: seja forte, aguente o enjoo, suporte a ânsia de vômito e assista ao vídeo:

20 agosto 2018 CHARGES

J. BOSCO

PARA SER BOM SEMEADOR

Conhecido de longa data, tempos de juventude, chegou em nossa casa quase se borrando todo de medo. Tinha sido convidado para fazer uma palestra numa determinada associação kardecista, com tema escolhido pelos dirigentes, e se encontrava desapetrechado de um mínimo organizacional, posto que se considerava integralmente atordoado com o tempo curto dado para preparação.

Embasado numa sintonia fraterna de muitos anos, convidei-o para ler comigo Mateus 13,1-9, uma parábola contida também nos dois outros evangelhos sinópticos. Finda a leitura e um suco bem gelado de maracujá, principiamos um papo sem ansiedades, a calma surtindo os eflúvios indispensáveis para uma troca de experiências. E confessei ao Nino que sua ansiedade não estava fora dos limites de uma realidade brasileira, onde novos expositores estão rareando em todas as áreas humanas, cada centro espírita devendo se preocupar em inserir em sua programação anual umas boas horas de capacitação para exposições convincentes, que façam jus às mensagens oferecidas pelo Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador. E nos demos uma semana de prazo para encontrar um bom manual técnico orientador capaz de nos proporcionar uma segurança expositiva que oferecesse alicerces cognitivos para exposições sedutoras.

Prazo semanal vencido, nova reunião, a Sissa e eu oferecemos ao Nino um texto encontrado na Livraria do 13º SIMESPE, por nós considerado de excelente nível didático: Novas Técnicas de Expositor Espírita, Cristiano Portela, Capivari – SP, Editora EME, 2018, 208 páginas. Num tempo auspicioso como o atual, quando cresce o entusiasmo pela melhor compreensão da Doutrina Espírita através dos mais diversos meios midiáticos, infelizmente não estamos testemunhando o aparecimento de expositores e oradores espíritas que satisfaçam tão abençoado crescimento, efetivando uma comunicação convincente nos diversos Centros Espíritas espalhados pelos quatro cantos de um Brasil considerado “a Pátria do Evangelho”, a necessitar de mais “enxergância” sobre as mensagens do Senhor Jesus, que exige uma capacitação continuada, típica das Oficinas para Formação de Expositores Espíritas, já existentes em alguns estados brasileiros, de resultados altamente positivos, favorecendo os alicerces necessários para os indispensáveis pedagogos espíritas, tal e qual a parábola do semeador – Mateus13,1 – que serve de porta-bandeira ao texto acima citado.

O livro do Cristiano Portela possui o seguinte sumário: 1. A procura de uma razão; 2. O poder e a responsabilidade sobre a palavra; 3. Orador: um encantador de pessoas; 4. Expositor: um pedagogo espírita; 5. Como formar um expositor espírita; 6. O receio de falar em público; 7. Quem são nossos ouvintes; 8. Todas as histórias já foram contadas: a escolha do tema; 9. Apanhe uma ideia; 10. A escolha do título; 11. Um plano de trabalho; 12. A fase da pesquisa; 13. Como fazer a pesquisa; 14. O texto resultado da pesquisa; 15. Referências e citações; 16. Estrutura de uma exposição; 17. A força de um Power Point; 18. Layout, cores, estética e outras questões visuais; 19. Mais um pouco sobre o projeto visual; 20. A prática leva à perfeição; 21. Técnicas de apresentação; 22. Outros cuidados; 23. Rudimentos do processo ensino-aprendizagem; 24. Jesus, Kardec e a pedagogia espírita; 25. Para não dizer que “só” falei de flores; 26. Regras para uso da tribuna espírita.

As razões do livro do Cristiano se encontram na quarta capa e é de uma logicidade incomparável: “Um dos principais trabalhos da casa espírita, a palestra transmite o conhecimento existente na doutrina. Justamente por isso, ela deve ser entregue a pessoas preparadas doutrinariamente. Na falta de pessoas com este perfil, as casas espíritas acabam recorrendo a voluntários. Estes, se esforçam para realizar a tarefa da melhor forma possível, mas por serem frágeis didaticamente, se repetem muito, sempre apresentando os temas com interpretações pouco elucidativas. Como a questão preocupava Cristiano Portella, ele criou um roteiro de trabalho para a formação de expositores espíritas preparados e firmemente lastreados, prontos para o trabalho de divulgação do espiritismo.”

Seria oportuno por derradeiro que as Federações Estaduais incentivassem a instituição de Mocidades Espíritas Doutrinárias, movimentos capazes de multiplicar propagadores capacitados do kardecismo, favorecendo a emersão de expositores aptos para seguir adiante no desenvolvimento do Espiritismo Mundial, favorecendo trabalhadores que alicercem o pensar kardecista em jovens e adultos, ampliando a emersão de novas práticas criativas, como embasadas no livro Pedagogia Espírita, J. Herculano Pires, São Paulo, Edicel, 1985, editado após desencarnação do notável pensador. Evitando a proliferação de autores espiritualistas desinformados, sem domínio de uma pedagogia do convencimento libertário capaz de satisfazer as necessidades de mais Regeneração e de muita Luz.

O Cristiano Portella revela que São Clemente, pelos anos de 96, em Roma, já proclamava, a necessidade de uma educação cristã, preocupação já sentida por Paulo Apóstolo, em sua 1ª. Carta aos Coríntios: “Minha mensagem e minha proclamação não se formaram de palavras persuasivas de conhecimento, mas constituíram-se em demonstração do poder do Espírito.” (2,4-5).

Que toda Mocidade Espírita apreenda cada vez mais o que escreveu, sob inspiração, Allan Kardec, em janeiro de 1862: “O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que aproveita do ensino dado pelos Espíritos.” Que os Centros Espíritas brasileiros saibam favorecer o crescimento dos talentos kardecistas dos amanhãs nacionais, favorecendo a emersão de cenários para novos Chico Xavier, Divaldo Franco, Haroldo Dutra, J. Herculano Pires, Bezerra de Menezes, consolidando os alicerces da nossa muito amada “pátria do Evangelho”.

20 agosto 2018 CHARGES

LUTE

ARETHA FRANKLIN

A Rainha da Soul Music, Aretha Franklin, encantada no último dia 16, numa excelente interpretação de “I Say a Little Prayer“, música de Burt Bacharach e Hal David, no programa “The Cliff Richard Show” em 1970.


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