22 agosto 2018 DEU NO JORNAL

DIAS TOFFOLI NA PRESIDÊNCIA DO STF

22 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

22 agosto 2018 DEU NO JORNAL

UM OLHAR ENTERNECEDOR

O MPF apresentou a 25ª denúncia contra Sérgio Cabral, já preso e condenado a penas que somam mais de cem anos, no âmbito da Operação Lava Jato.

Na nova denúncia, o ex-governador do Rio é acusado de corrupção no recebimento de propina de R$ 78,9 milhões da Odebrecht relativa a obras do Alemão, do Arco Metropolitano, do Maracanã e do metrô do Rio.

* * *

25ª denúncia contra Sérgio Marginal Cabral, já condenado a mais de um século de cadeia.

Este número 25 é sugestivo.

Se a gente multiplicar por 2 o número 13 do PT, vai encontrar o seguinte:

2 x 13 = 26

Com mais uma denúncia, além das 25 que já tem, Cabral vai chegar ao dobro do número do PT.

25 + 1 = 26

Cabral e PT, um dobro, ou melhor, uma dobradinha que tem tudo a ver.

No vídeo que fecha esta postagem, faço uma recomendação aos nosso leitores:

Prestem atenção no doce e enternecido olhar que Sérgio Ladrão Cabral lança pra cima de Lapa de Demagogo, quando este último discursa atrepado num palanque montado sobre 13 tambores cheios de bosta.

Um olhar tão carinhoso que é capaz de sensibilizar o mais bruto de todos os brutos.

Repito: esqueçam a imagem de Lapa de Canalha e prestem atenção apenas no olhar carinhoso do atualmente prisioneiro Sérgio Bandidão Cabral:

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TACHO

22 agosto 2018 DEU NO JORNAL

COBRA NA RUA

J.R. Guzzo

O tempo passa, o mundo gira, a tecnologia tornou o homem de hoje melhor informado do que jamais foi desde que escrevia nas paredes da caverna, mas continua não existindo no universo nenhuma força capaz de fazer a humanidade saber com um mínimo de exatidão o que acontece no Brasil. Entenda-se, aí, os países bem sucedidos ─ aqueles com renda per capita acima de 40.000 dólares por ano, acostumados a viver sob o império da lei e capazes de ganhar prêmios Nobel em assuntos sérios como física, química ou matemática. Dos demais, é inútil falar. Nem sabem onde fica o Brasil, e quando por acaso ficam sabendo de alguma coisa, nunca se interessam em saber mais. Nossa real carência, desde sempre, é o vasto pouco caso que o mundo civilizado demonstra em informar-se um pouco melhor sobre o Brasil. É desagradável. Naturalmente, isso não torna o Brasil pior do que é, nem melhor ─ e, além disso, a imensa maioria da população não se incomoda nem um pouco com a desinformação do mundo externo a nosso respeito. Se milhões de brasileiros não conhecem os fatos mais rudimentares sobre o seu próprio país, porque raios iriam lamentar a ignorância dos suecos ou dos esquimós a respeito do que acontece aqui? Mas para o Brasil mais instruído, que foi à escola, viaja e conversa de política, esse desinteresse universal é uma coisa que incomoda. Justo hoje, no prodigioso mundo da comunicação absoluta em que vivemos? É humilhante.

O mundo desenvolvido, hoje, não é ignorante sobre as mesmas coisas que ignorava no passado, como resultado direto do que sua grande imprensa escrevia sobre o Brasil. Mas por conta do que essas mesmas fontes lhe dizem atualmente, continua imaginando que existem por aqui os fenômenos mais extraordinários. Já não se fala mais, hoje em dia, que há cobras gigantes no meio da rua em Copacabana, que o brasileiro passa a vida dormindo nas calçadas com um sombrero mexicano na cabeça, ou que a capital do Brasil é a cidade de Bolívia. O que mudou foram as áreas sobre as quais a mídia internacional joga os seus fachos de escuridão. Fiel ao espírito dos tempos, a ignorância de hoje tornou-se politicamente correta. Não há mais interesse em dizer que você pode ser comido por uma onça ao atravessar o Viaduto do Chá. O que excita o comunicador de primeiro mundo, agora, é a divulgação do disparate com conteúdo político e social; isso faz parte dos seus deveres de soldado da resistência mundial em favor dos mais pobres, da igualdade, da preservação da natureza, etc. etc.

A cobra de Copacabana na versão de 2018 é a lenda, promovida à categoria de verdade científica pela melhor imprensa internacional, segundo a qual o ex-presidente Lula é um “preso político”. Anda de mãos dadas, nas mesmas páginas, com a fábula de que houve um “golpe de Estado” no Brasil, que derrubou a presidente popular Dilma Rousseff e age, no momento, para impedir que Lula concorra à eleição presidencial de outubro próximo. Praticamente não se diz, em nenhuma notícia, que Lula está preso por que foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em processo legal iniciado com a sua denúncia em setembro de 2016 e concluído com sua condenação definitiva em janeiro de 2018. É quase impossível, da mesma forma, encontrar qualquer menção ao fato de que o ex-presidente usou durante esse período todos os meios de defesa possíveis na legislação universal; contestou todas as decisões do juízo, apresentou dezenas de recursos e não foi capaz de demonstrar, em nenhum momento, a mínima irregularidade legal no seu julgamento. Também não se diz em lugar nenhum que Dilma foi deposta pelo voto de quase três quartos do Congresso Nacional, após um processo de impeachment monitorado em todos os detalhes pelo Supremo Tribunal Federal ─ e durante o qual não se encontrou até agora uma única ilegalidade de fundo ou de forma.

O que a imprensa mundial diz ao público é que Lula está preso porque lidera “todas as pesquisas”; se estivesse solto seria candidato à presidente e ganharia a eleição, e “não querem” que isso aconteça, porque ele voltaria a ajudar os pobres. Quem “não querem”? E o que alguém ganharia ficando contra “os pobres”? Não há essas informações. Não há nenhuma palavra, também, sobre o fato de que a presidência de Lula foi o período de maior corrupção já registrado na história mundial ─ realidade comprovada por delações, confissões e devolução de bilhões em dinheiro roubado.

Mas e daí? Ninguém está ligando para o Brasil como ele é. O Brasil do Zé Carioca é muito mais interessante.

22 agosto 2018 CHARGES

NEWTON SILVA

DO CAVALO AO AUTOMÓVEL, POR SECULARES CAMINHOS

Em 221 quilômetros quadrados e 471 mil metros quadrados de uma planície aluviônica, cortada por rios e outros cursos d’água menores, vive uma população estimada, em 1997, em mais de 1.357.967 pessoas que, no ir e vir do dia-a-dia, transpõem 108 pontes e utilizam-se de uma frota superior a 339.104 veículos automotores, que representam 44,95% de todo estado, transformando este quadro em um dos multifacetados problemas da vida diária da cidade do Recife.

É o Recife, como já vimos, um dos mais antigos núcleos urbanos das três Américas. Originário do Arrecife dos Navios, povoação já existente em 1537, ainda conserva, nos seus bairros centrais, o mesmo traçado do século XVII quando do seu primeiro plano urbanístico, realizado pelo arquiteto Pieter Post (1608-1668) a pedido do Conde João Maurício de Nassau.

Localizada numa grande planície formada pelos deltas dos rios Capibaribe, Beberibe, Jiquiá, Tejipió, Morno, Jordão, Pina, além de outros cursos d’água por vezes fora dos seus limites, a cidade do Recife, quando vista do alto, mais parece a parte superior de uma estrela que, tendo por centro o bairro portuário, expande os seus raios através dos antigos caminhos suburbanos e itinerários, das estradas de ferro do século XIX.

Em 1968, quando sua população era de 1.084.479 habitantes, o Recife possuía matriculados 30.237 veículos automotores; vinte anos depois, para uma população estimada em mais de 1.289.627 habitantes, foram licenciados 201.108 viaturas, o que representava uma média de 908 veículos por quilômetro quadrado ou um carro para cada 6,4 habitantes.

Em 1997 foram matriculados, em todo o estado de Pernambuco, 754.447 veículos, dos quais 464.667 estão a circular na área metropolitana do Grande Recife. Para 1998, a estimativa do total de veículos automotores, matriculados até dezembro, é da ordem de 830.000 em todo o estado.

Há mais de um século que o trânsito de veículos vem sendo um dos problemas dos administradores da cidade do Recife. Em nome desse trânsito foram alargadas ruas, destruídos becos e quarteirões de prédios coloniais, demolidos templos e até as seculares portas do primitivo núcleo. O melhor do passado histórico do Recife cedeu ao determinismo do “progresso” dos nossos dias, sem que o burburinho do trânsito tenha, em sua problemática, qualquer solução definitiva a médio prazo.

1. Cidade Rurbana

Ao contrário de outros centros urbanos, o Recife tem a sua formação rurbana. O primitivo núcleo populacional, antigo porto de Olinda, cresceu em razão do seu ancoradouro, “o mais nomeado” do Brasil, na citação de frei Vicente do Salvador, naqueles primeiros anos de nossa colonização. Foram os produtos da terra, notadamente o açúcar produzido pelos engenhos da Várzea do Capibaribe, que fizeram o desenvolvimento do Recife transformando antigos engenhos em povoações, depois subúrbios e hoje bairros da cidade: Madalena, Torre, Cordeiro, Casa Forte, Monteiro, Barbalho, Apipucos, Dois Irmãos, Caxangá, Várzea, Engenho do Meio, Curado, São Paulo, Peres, Jiquiá, Afogados, entre outros.

As comunicações do porto com esses centros produtores eram feitas, até bem recentemente, através dos rios, usando-se para isso a canoa, a alvarenga e outros tipos de embarcação. As vias de acesso, por terra, só vieram a aparecer no final do século XVIII, o que obrigava a população a recorrer à navegação nas suas ligações com Olinda, capital de Pernambuco até 1827, como se depreende da descrição de viajantes e documentos oficiais.

Quando governou o Brasil Holandês, entre 1637 e 1644, o conde João Maurício de Nassau já se preocupava com o sistema viário do Recife. Para isso contratou os serviços do arquiteto Pieter Post a fim de elaborar o traçado de parte das ruas da Cidade Maurícia – espaço hoje ocupado pelos bairros de Santo Antônio e São José –, segundo se depreende das plantas assinadas por Vingboons (1639) e Cornelius Goliath (1648). Foi também Maurício de Nassau que, preocupado com a integração do sistema urbano de Maurícia, determinou a construção das duas primitivas pontes, ligando o bairro do Recife à ilha de Santo Antônio e está às terras da Boa Vista. Também na sua administração foi construído o aterro dos Afogados, unindo o forte das Cinco Pontas com o forte Príncipe Guilherme, dando assim origem à atual rua Imperial.

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RONALDO

22 agosto 2018 DEU NO JORNAL

ECONOMIA PETRALHAL BOLIVARIANA

Para tentar controlar uma inflação anual, estimada em 1.000.000%, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou um pacote de medidas econômicas.

A mais visível é a substituição da moeda bolívar forte pelo bolívar soberano, com o corte de cinco zeros.

Dessa forma, 50 milhões de bolívares fortes passaram a valer 500 bolívares soberanos a partir desta segunda-feira.

O simples corte de zeros, na canetada, não é suficiente para controlar a alta de preços.

O Brasil já tentou esse remédio na década de 80 e o resultado foi o sumiço de produtos no comércio, situação bem mais leve que a vivida na Venezuela hoje, gerando mais inflação de demanda.

* * *

Nem nos textos de Gabriel Garcia Marquez, o genial ficcionista do realismo fantástico, haveria lugar para uma fantástica realidade como a atual da Venezuela.

Uma inflação de UM MILHÃO POR CENTO é pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

A competência pra desgovernar e fuder o país é uma marca saliente do tiranete Maduro.

Um fela-da-puta que arrasou uma nação e levou à miséria e à fome toda uma população.

Não é por acaso que os debilóides zisquerdistas banânico batem palmas pra este assassino.

Enfim, quem acha Cuba um país livre, democrático e progressista, deve mesmo achar que a Venezuela é um paraíso nas mãos do bolivarianismo.

Aqui em Banânia, Lapa de Demagogo até gravou vídeo pra campanha de Maduro, um farsa que foi chamada de “eleição”.

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GABRIEL RENNER

DE PONTA-CABEÇA

Vida de jornalista não era o que queria. Gostava mesmo de ler, de estudar. Gostava de teatro, de literatura, de Sam Shepard. Mas coube a ele, aos 26 anos, dirigir o jornal da família; e o dirigiu como se fosse esta sua ocupação preferida. Foi um diretor rigoroso, vigoroso; revolucionário. A Folha de S.Paulo, em suas mãos, se manteve até agora como o maior jornal do país.

Pouco conheci do Otávio fora do jornal: reservado, sério, formal, nada dizia de sua vida particular. No jornal, conheci-o bem: de poucos sorrisos, mas aberto a sugestões e enfoques não habituais. Quando assumiu a direção, aos 26 anos, esmagou as reações com mão de ferro. Dizia-se que não confiava em ninguém com mais de 30 anos. Impôs-se. A Folha, que já tinha mexido com a imprensa ao abrir-se a intelectuais das mais diversas tendências e ao mergulhar na luta por eleições diretas, avançou na ênfase ao pluralismo. Daí as bobagens de que a Folha é petista ou inimiga do PT. A Folha é a Folha.

Dois dos jornalistas que melhor se deram com ele foram Ricardo Kotscho e eu, ambos o oposto do que preconizava. Os dois informais, ele formal; ambos distantes da Academia ele defensor de PhDs, másters, professores; ele cultor dos especialistas, os dois adeptos da reportagem geral. Ao escolher quem iria ao México para cobrir a Copa de 1986, ele optou pelos dois – que jamais haviam trabalhado em Esportes. A aposta, modestamente, deu certo.

Ele era capaz de confiar em quem era seu oposto.

O título

Da confiança nos opostos nasceu o título desta coluna – o mesmo de um livro do Otávio, que reúne seus artigos na Folha.

A notícia

Otávio Frias Filho, 61 anos, morreu na madrugada desta terça-feira, vítima de câncer no pâncreas. Trabalhou até os últimos dias, escrevendo no hospital.

Renovação, só com os mesmos

O eleitor está saturado dos atuais políticos: isso se percebe numa conversa e se confirma nas pesquisas. Mas a renovação no Congresso será baixíssima: a combinação de campanha curta e proibição de doações de empresas faz com que os nomes já conhecidos levem ampla vantagem. O financiamento público de campanhas é entregue aos partidos, que escolhem quem irá recebê-lo. Claro, os caciques de sempre. Por isso, ¾ dos congressistas vão tentar se reeleger. E entre os que não tentam a reeleição há quem queira só mudar de cargo, disputando o Executivo. No total, apenas 7% dos parlamentares estão dispostos a largar o osso. Poucos decidiram abandonar de vez a boa vida.

Tirando da reta

Mas, de qualquer modo, haverá alguma renovação, e gente importante que troca de cadeira. O grande fator é a Lava Jato. Ninguém quer correr o risco de cair nas mãos de juízes de primeira instância. Três senadores ameaçados preferiram não tentar a reeleição e lutar pela deputança, onde é mais fácil se eleger e o foro privilegiado é o mesmo: Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, Aécio Neves, ex-presidente nacional do PSDB, e José Agripino Maia, ex-presidente nacional do DEM. Gleisi tem um inquérito na Lava Jato, Agripino é réu em dois processos no STF e Aécio está na lista dos gravados por Joesley Batista. Mas todos apresentam motivos nobres para a desistência: pensam em reforçar a bancada federal em benefício de seus Estados. Agripino, para atingir esse objetivo, fez com que seu filho Felipe desistisse da Câmara.

Os Lulas

Gleisi Hoffmann, para garantir a eleição à Câmara (mantendo, assim, o foro privilegiado), concorre com o nome de “Gleisi Lula”. Mas não é a única petista a buscar identificação com seu ídolo maior. No Maranhão, surge Ney Jefferson Lula; em Pernambuco, Neide Lula da Silva; no Espírito Santo, Eduardo Lula Paiva; e, em São Paulo, há um que se registrou só como “Lula”.

A hora do voto

O pessoal de Bolsonaro canta vitória, os petistas acreditam que, se der para colocar nome e fotografia de Lula na urna, votos que seriam dele serão transferidos para o candidato que ocupar seu lugar (hoje, Fernando Haddad). As pesquisas dão Lula na frente, com Bolsonaro em segundo; ou, sem Lula, com Bolsonaro na frente. Só que a campanha de verdade começa agora, com o horário gratuito. A TV sempre foi e ainda é a maior arma de campanha, apesar das redes sociais. Alckmin não tem charme, mas tem 11 minutos de tempo de TV. Deve subir. Bolsonaro tem dois blocos de quatro segundos por dia. Pode cair. Haddad, diz a pesquisa, terá 17% dos votos que seriam de Lula. Marina herdaria 12%. Daqui até 7 de outubro muita coisa pode mudar.

Meirelles, o coerente

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, ex-presidente do Banco Central, é um homem coerente: sempre lutou pela estabilidade da moeda. Agora mantém a estabilidade das intenções de voto: não passam de 1%, seja qual for o cenário, com Lula ou sem Lula.

22 agosto 2018 CHARGES

NANI

22 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

PESQUISAS BANÂNICAS

Só mesmo em Banânia um fato merdífero-surrealista feito este poderia acontecer:

Um presidiário, condenado por corrupção (em 13 instâncias…) ser incluído na lista de candidatos a presidente da república em pesquisa de opinião.

Sendo que os “institutos” pesquisadores já sabem de antemão que o condenado não pode se candidatar.

É pra arrombar a tabaca de xolinha!!!

Se a gente contar isto no Burundi ou no Haiti, ninguém vai acreditar.

E ainda vão se rir-se de nós.

Em sendo um jornal safado, esta gazeta escrota oferece sua colaboração para aumentar mais ainda a zona em que este nosso puteiro-república se transformou (sem qualquer ofensa às putas, claro…).

Os pesquisadores banânicos fizeram um levantamento científico, honesto e criterioso.

Eis aqui os resultados da pesquisa levada a efeito pelo Instituto Data-Besta:

Estudem estes números com cuidado.

Pensem, meditem, avaliem e escolham seus candidatos.

Boas eleições para toda a comunidade fubânica!

22 agosto 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

SOBERANIA NACIONAL

Quando as missões do FMI chegavam ao Brasil, principalmente na década de 1980, para acompanhar o ajustamento das contas públicas, dado o alto índice inflacionário, a reação dos partidos que não apoiavam o governo era de escárnio. Quantos e quantos bradavam aos quatro ventos que o FMI desrespeitava a Soberania Nacional. Outros, mais arraigados, defendiam a expulsão dos técnicos porque o Brasil tinha lei, porque a Constituição Brasileira era soberana, etc. etc. etc. É bom lembrar que o FMI vinha aqui na tentativa de impor restrições ao modo de condução da política econômica porque naquele tempo o governo emitia moeda quando queria e no valor que queria, elevando a oferta de moeda, diminuindo taxa de juros e fazendo a inflação bater na estratosfera.

Semana passada, nós fomos surpreendidos com decisão da Comissão de Direitos Humanos da ONU que “concedeu” habeas corpus para Lula participar da campanha, participar de debates e ter seus direitos políticos respeitados. Assusta o desrespeito às leis brasileiras. A ONU, se sabe, atende muito bem aos interesses dos poderosos em detrimento ao dos necessitados. O lamentável genocídio de Ruanda, em 1994, vimos uma ONU omissa no que diz respeito a direitos humanos.

Em 1994, com a morte do presidente Juvénal Habyariman, os hutus partiram para dizimar os tutsis. Durante os meses de abril a julho de 1994, 800 mil pessoas foram mortas, mas os correspondentes falavam de 1 milhão de pessoas. Todas as mulheres foram estupradas. O interessante é que jornalistas que cobriram essa carnificina e historiadores do mundo inteiro colocaram nos seus trabalhos que o genocídio dos tutsis era algo discutido em reuniões de trabalhos de ministros, ou seja, a matança planejada e financiada com dinheiro de projetos sociais oriundos de organismos como o Banco Mundial. Ao invés de projetos sociais, compraram armas que foram distribuídas aos hutus.

A ONU teve um papel fundamental nesse genocídio, a saber: deixou os tutsis á mercê da própria sorte. Trabalhos acadêmicos mostram que a ONU e, particularmente, as potências mundiais, tinham totais condições de evitar a guerra civil em Ruanda. A ONU preferiu trilhar caminhos diversos e não enviou, por exemplo, força policial para coibir o massacre. Na verdade, os soldados da ONU saíram do país, juntamente com estrangeiros, deixando os tutsis nas mãos armadas dos hutus. Esse massacre foi registrado em filmes, dentre os quais Hotel Ruanda. Basta assistir para se ter uma ideia do que aconteceu por lá. Somente em novembro daquele ano a ONU criou um tribunal para julgar os casos. Apenas por conta da pressão da opinião pública, afinal sua preferência foi atender a Bósnia que tinha mais apelo econômico e fatores importantes para a ONU.

Agora, como num passe de mágica a comissão de direitos dessa “senhora de má fama” viola todos os princípios, todos os requisitos de respeito às leis e as instituições brasileiras para emitir um parecer sem o menor respaldo jurídico, cujo efeito é, apenas, tumultuar o cenário político brasileiro. Tentam apagar o fogo jogando gasolina. Apenas por uma questão de isonomia e de imparcialidade, tal comissão deveria ter reivindicado também o registro e o respeito para André Vargas, Paulo Maluf, Eduardo Cunha, Pedro Correia, apenas para lembrar alguns dos políticos bandidos presos por corrupção.

Em contrapartida, a morosidade nas decisões judiciais propicia a deterioração desse ambiente político. Em tempos de alta tecnologia, o TSE deveria usar um mecanismo bem simples: quando um político fosse registrar sua candidatura, a primeira informação seria o CPF e se houvesse condenação em segundo instância ou por órgão colegiado, apareceria a mensagem: “registro negado por condenação em segunda instância ou por órgão colegiado”. Para sanar o problema o candidato apresentaria uma certidão negativa de condenação. Simples. Bastava interligar os sistemas e ninguém discutia mais o assunto. Nesse sentido, Dilma Rousseff foi condenada por um órgão colegiado. O TSE vai aceitar o registro dela? Se aceitar, serão dois pesos e duas medidas e o “pau que bate em Chico, tem de bater em Francisco”.

O caso de Lula, segundo Gilmar Mendes, é de uma “clareza aritmética”. Luiz Fux comentou que a situação de Lula é “chapada”, ou seja, sem margem de dúvida. Então, permite-se o registro de uma candidatura para fazer o jogo do partido que tenta arrastar as decisões até o dia 13/09 para que não haja mais tempo de substituir a foto de Lula pela do poste de plantão, tumultuando a eleição, desnorteando o mercado. O dólar chegou a R$ 4,00 levando pelos resultados das pesquisas. A economia brasileira está se acabando e as pessoas guerreando juridicamente para uma situação sem volta. Mesmo que Lula estivesse solto, ele continuaria dono absoluto de uma certidão que diz que ele foi condenado em segunda instância e pronto!

Acredito que a chegada de Rosa Weber à presidência do TSE trará equilíbrio nesse processo eleitoral. Ela tem agido de forma respeitosa aos preceitos constitucionais. Que seja, então, a padroeira das eleições. Agora, não custa nada integrar sistemas para eliminar dejetos.

22 agosto 2018 CHARGES

PATER

22 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O JBF ENTRA NA CAMPANHA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Pesquisa divulgada ontem mostra a intenção de votos para governador no Rio de Janeiro.

Para um estado que já elegeu Sérgio Cabral – além de Anthony e Rosinha Garotinho -, não é de se estranhar que Eduardo Paes esteja liderando a corrida.

Seguido de perto pelo grande estadista Romário.

E tem mais: Anthony Garotinho – que chegou a ser preso por ladroagem -, está em terceiro lugar!!!

Mas o que eu queria dizer é o seguinte:

Fiquei com pena, fiquei comovido, meus olhos se encheram de lágrimas quando vi a colocação da candidata do PT: a coitadinha está com míseros 2%.

Neste número tão pequeno, com toda certeza, está incluído o apoio do fubânico petista Ceguinho Teimoso, que vota sempre em quem Lula ordena votar.

Pois bem:

Para ajudar a candidata petista a sair deste miserê, o JBF informa que vai entrar de cabeça e de pajaraca na campanha da dotôra, uma inteliquitual de altíssimo gabarito e detentora de um PhD em Ciências do Cu.

Vamos começar a campanha divulgando um vídeo onde ela fala sobre uma de suas metas de trabalho quando for eleita.

Uma promessa de destaque na sua plataforma de governo:

Ser a favor de assaltos é um item de campanha que vai empolgar o eleitorado fluminense.

Em seguida, temos um vídeo educativo de suma importância.

Para os cariocas, que já tomaram no cu durante o governo do prisioneiro Sérgio Cabral (eleito com o apoio de Lula), esta magnífica aula sobre a importância do furico na vida humana será de grande utilidade.

Vejam:

Num tá ótimo???!!!

Sem qualquer sombra de dúvidas, um tema digno de uma candidata petista.

Dizer que eu desejo que ela tome no cu, evidentemente, não é xingamento, tendo em vista o que ela pensa sobre o fiofó.

Na verdade, mandá-la tomar no cu é desejar sucesso na campanha.

Vá tomar no cu, Márcia Tiburi!!!

E, pra fechar a postagem, uma sugestão de jingle para a campanha da genial filosofofeira:

22 agosto 2018 CHARGES

TIAGO RECCHIA

O DIÁLOGO DAS BORBOLETAS

Avó transmite ao neto a sabedoria do viver

O encontro não tinha nada mais, nem nada menos, do que um daqueles encontros que Deus põe nos nossos caminhos – o encontro casual para a transmissão da sabedoria e da experiência que a vida tatua em nós.

Uma rara peça no teatro da vida. Uma sombra, de onde se podia ver a mutação do humano na beleza que o sol nos impõe. Um diálogo repetido entre a Avó e o neto, na linha paralela, e no mesmo momento que duas borboletas desenhavam a vida com seus voos leves e invisíveis – os voos das vidas delas.

– Vó, espia aquelas duas borboletas – diz o neto, em êxtase visual!

– É. São muito bonitas – diz a Avó, aquiescendo.

– O que elas estão fazendo, vó? – indaga o pequeno.

– Elas estão conversando – responde a Avó.

– Como você sabe, vó? Você está escutando alguma coisa? O que elas estão conversando? – insiste o neto.

– Eu sei por que Deus me ensinou a ouvi-las, e a compreender o que elas falam – diz a Avó.

– Vó, um dia eu também vou ouvir e entender as borboletas? – pergunta o neto!

– Vai, sim! A gente só ouve bem, quando fica velho, e quando aprende a falar e a ouvir com o coração – dia a Avó.

Viver é melhor que sonhar

Viver é melhor que sonhar

“Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa”

Muitos, durante a vida inteira, estão sempre querendo ir para a cidade. Morar na cidade, trabalhar na cidade, estudar na cidade – ainda que enfrentando os problemas que estão na vida da cidade, em detrimento da paz e do sossego que encontramos todas as manhãs, depois de sermos acordados pelo cantar do galo.

Na cidade você (e acho que ninguém) não pode ter um galo. Ninguém aceita, na cidade, ser acordado todos os dias pelo cantar do galo. É um incômodo a mais acordar com aquele conhecido e tradicional co-co-ró-có. Ainda que o galo só cante uma vez, toda manhã.

Ou, em outros casos, com o glu-glu-glu do peru em resposta ao assovio. Com o relincho assoprado do jumento em “conversa” de namoro com a viçosa e “pronta” jumenta.

Polodoro que o diga!

E foi com base nessas teorias que, o sobralense Belchior, pela experiência vivida no interior cearense, escreveu:
“Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa”, parte da música eternizada por Elis Regina, “Como nossos pais”.

Elias, apenas 11 anos de idade, podia não ter a inteligência desenvolvida como os que estudam e colam grau em Harvard, mas sabia perfeitamente para que lado o vento sopra, por que a água evapora e, principalmente, por que a “vida na roça” é melhor e diferente da vida na cidade.

Profeticamente repetindo Belchior, Elias afirma: “Viver é melhor que sonhar.” Para Elias, quem vive na cidade grande nos dias atuais, apenas “sonha”. E repete: “viver é melhor que sonhar”.

22 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

22 agosto 2018 DEU NO JORNAL

ESTADISTAS DA AMÉRICA LATRINA

Além de Lula, só há outro ex-presidente preso no mundo.

É Ollanta Humala, do Peru, corrompido pela Odebrecht, empreiteira símbolo do PT no Poder.

* * *

No Peru é Humala.

No Brasil é O Mala.

Na mala de propinas da Odebrecht aparece os nomes dos dois.

Esta dupla forma uma parelha de CCC.

Cínicos Corruptos do Caralho!!!

“Eu e o cumpanhero Humala semos mais honesto do qui Jesus Cristo. Pode perguntá pra Ceguinho Teimoso”

22 agosto 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

A VIDA É SÓ UM FIAPO…

A vida é só um fiapo
Na linha do Firmamento.

Mote de Rangel Jr.

A vida é uma vela acesa
Que se apaga a qualquer hora.
Quando a morte sem demora
Põe a verdade na mesa,
Ela cumpre essa certeza
Que vem desde do nascimento,
Sem nenhum ressentimento
Conversinha ou bate-papo
A vida é só um fiapo
Na linha do Firmamento.

Jr. Adelino

Por mais que se tenha grana,
Poder, patente, diploma
Tudo isso vira goma
Ante à foice da “Caetana”:
A “Velha” nunca se engana
No fatal procedimento,
Não erra endereçamento,
Nem alivia sopapo.
A vida é só um fiapo
Na linha do Firmamento.

Wellington Vicente

22 agosto 2018 CHARGES

GABRIEL RENNER


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