1 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

DOIS TIPOS DE FANATISMOS: O MACEDIANO E O LULIANO

Comentário sobre a postagem AS DÚVIDAS RAZOÁVEIS

Paulo Terracota:

“Contra fanatismo não existe remédio.”

* *

Nota do Editor:

É bom que o fanatismo exista e que não haja remédio contra ele.

O fanatismo é benéfico, é salutar, é humorístico e diverte as pessoas mentalmente sãs.

Isto pode ser comprovado com as perorações piramidais-quilométricas que o fubânico Ceguinho Teimoso faz em defesa do indefensável lulo-petismo.

O fanatismo faz até uma “amputação de ânus” ser bem sucedida na Igreja Universal do Reino de Deus, a congênere da Igreja Petralhal do Reino de Lula.

Confiram:

1 setembro 2018 CHARGES

ALECRIM

1 setembro 2018 DEU NO JORNAL

CARAS E BOCAS

J.R. Guzzo

Quando alguém se coloca no papel de Deus no dia do Juízo Final, disposto a dar sentenças sem possibilidade de recurso, é bom saber o está fazendo, porque o emprego de Deus não é assim tão fácil como se pensa. Mas aí é que está: hoje em dia qualquer um se nomeia Padre Eterno, sem pensar durante meio minuto se está qualificado para a função. Acredita seriamente que é capaz de tirar de letra a tarefa de separar céu de inferno, não se prepara para o serviço e o resultado acaba sendo uma lástima. É o que o público acaba de ver, nos últimos dias, no processo divino e penal instaurado por jornalistas de televisão contra os atuais candidatos a presidente da República. Não estão previstas absolvições nesse tribunal. As únicas sentenças disponíveis são as de condenação. Nada do que os réus dizem, quando conseguem dizer alguma coisa, é levado em consideração; é uma surpresa, na verdade, quando recebem a permissão dos inquisidores para completar uma resposta. O resultado final é que ninguém acredita que os moços e as moças da tela sejam mesmo um Deus legítimo. Ficam com cara de Rolex paraguaio. Não assustam mais os acusados. Fazem o público ficar torcendo contra eles e a favor dos candidatos. Provocam o riso.

Ninguém parece estar fazendo isso tão bem quanto a Rede Globo, embora este seja um campeonato em aberto na mídia, com muito jogo ainda pela frente. Seus entrevistadores vão para cada programa com um propósito acima de qualquer outro ─ em vez de fazer perguntas aos candidatos, fazem acusações. Não é, em nenhum momento, uma entrevista: é um interrogatório policial, onde os inquisidores não ouvem as respostas do inquirido, não se obrigam a colocar um mínimo de inteligência nas suas questões e só se interessam em exibir para o público o quanto admiram as suas próprias virtudes. Aumentam o tom de voz cada vez que o acusado abre a boca para falar alguma coisa. Arregalam os olhos. Ficam de dedo em riste. Fazem caras e bocas. Se enervam o tempo todo. A última coisa que os preocupa é levar alguma informação a quem está assistindo o programa. Ao fim do espetáculo, a maior parte do público já esqueceu a maçaroca de números, nomes e datas, frequentemente desconexos, incompreensíveis ou tolos, que os acusadores jogaram em cima de todos. Praticam, em suma, um jornalismo de emboscada de baixa qualidade, em que se satisfazem plenamente em ouvir o barulho dos tiros que disparam. Acham que isso é o bastante para revelar sua independência diante dos candidatos. Conseguem, no fim, mostrar apenas o quanto podem ser neurastênicos.

O resultado mais frequente disso tudo têm sido o exato contrário do que os programas pretendem. Os jornalistas conseguem, sim, desfilar na tela no papel de mocinhos e deixar os candidatos na posição de bandidos ─ o problema, porém, é que acabam levando o público a torcer pelo bandido. Como ser diferente? À certa altura de um dos recentes inquéritos, por exemplo, os entrevistadores colocaram a si próprios na posição de sustentar perante a plateia que a dramática queda na taxa de homicídios de São Paulo nos últimos dez anos era uma obra do PCC. Aí fica realmente difícil. Da mesma maneira, perderam o controle da própria capacidade de pensar durante os confrontos com o seu monstro preferencial, o candidato Jair Bolsonaro. É perigoso fazer isso em briga de rua. Acabaram, por duas vezes seguidas, permitindo que o deputado dançasse um sapateado flamengo em cima de si próprios e da emissora que os emprega.

Não é um “problema deles”, como se poderia dizer. Os episódios cada vez mais inquietantes de perversidade, fanatismo e grosseria por parte de tantos eleitores, um sinal particular da atual campanha para a Presidência, são consequência inevitável do extremismo que passou a comandar o ambiente político brasileiro. As cruzadas da mídia fazem parte do problema. Dezenas de milhões de cidadãos se sentem agredidos, há anos, por uma visão da sociedade, da política e da vida que afronta diretamente os seus valores e convicções. Acabaram achando que a defesa do seu mundo depende das posturas mais extremadas que circulam na praça. A besta-fera do radicalismo, que tanto assusta hoje, estava apenas hibernando. Tiraram o bicho da toca e agora fica complicado se livrar dele.

1 setembro 2018 CHARGES

J. BOSCO

MARCELO KOVAC – ITUMBIARA-GO

Grande e nobre editor Berto!!!

Cordiais saudações deste viciado na nossa gazeta escrota.

Estou mandando esta carta para dizer que chega dessa história de “Lula livre

Desde ontem, depois da decisão do TSE barrando a candidatura do cachorro prisioneiro em Curitiba, o lema é este:

“Livres de Lula”

R. Caro leitor, você cometeu uma ofensa enorme à raça canina ao chamar Lula de “cachorro”.

Xolinha, a cadela fubânica, ficou muito triste e chorosa com a sua comparação.

Ela está de tabaca arrombada com tamanha ofensa.

Xolinha de tabaca arrombada com a comparação feita pelo leitor fubânico

1 setembro 2018 CHARGES

YKENGA

1 setembro 2018 DEU NO JORNAL

UM JUÍZO BB: BOLIVARIANO-BOSTÍFERO

Evo Morales, o presidente que rasgou uma consulta popular para se conceder reeleição eterna na Bolívia, foi ao Twitter “rechaçar” a decisão do TSE de barrar a candidatura do condenado Lula.

“O Tribunal Eleitoral do Brasil barrou a candidatura à Presidência de Lula, ainda que ele lidere a preferência eleitoral.”

O boliviano disse que repudia a decisão da Corte porque ela “atenta contra a democracia e a vontade do povo brasileiro.”

* * *

Sobre este assunto – julgamento de Lapa de Corrupto no TSE -, a apreciação jurídica de Evo Morales tem o mesmo valor que a apreciação jurídica do fubânico luleiro Ceguinho Teimoso, fiel da Igreja Lulaica: nenhum.

O que disse o tiranete Evo sobre o pé-na-bunda legalmente aplicado em Lapa de Demagogo é feito peito em homem: num serve pra nada.

Uma dupla de babacas fantasiada de idiotas

E, aproveitando a doce tarde deste sábado, vamos oferecer uma linda música à dupla Evo-LuLarápio.

Com muito amor e carinho!!!

1 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

ROGO

Traz-me a noite o silêncio pela mão.
Nas dobras desse duplo manto eu vogo,
desse amargo licor é que me drogo,
perdido entre lições de nunca e não.

Sondo a razão de ser de tudo, e logo
reduplica-se a treva em profusão.
E de tudo me aflora a sem-razão
quando a angústia das cousas interrogo.

Já me embebe da noite o negro sumo,
mas à torpe mudez não me acostumo;
por isso imploro, humilde, ao Criador,

sabendo-me pequeno entre os pequenos,
que, se é lei padecer, me deixe ao menos
transformar em beleza a minha dor.

1 setembro 2018 CHARGES

MIGUEL

1 setembro 2018 JOSIAS DE SOUZA

VETO DO TSE A LULA HIGIENIZA PROCESSO ELEITORAL

Ao enquadrar Lula na Lei da Ficha Limpa, afastando-o do horário eleitoral e da urna, o Tribunal Superior Eleitoral expurgou da campanha de 2018 um elemento tóxico: o escárnio. Ao determinar ao PT que substitua o candidato, a Corte máxima da Justiça Eleitoral promoveu a higienização da disputa pelo cargo de presidente da República. A presença de um ficha-suja no rol de candidatos era uma nódoa que ameaçava a segurança jurídica e política do processo sucessório.

Do ponto de vista jurídico, a decisão rende homenagens ao princípio segundo o qual todos são iguais perante a lei. Sob a ótica moral, assegurou-se o direito do eleitorado a uma eleição eticamente sustentável. Sob o ângulo político, a desobstrução da cabeça da chapa petista favorece Fernando Haddad, o substituto de Lula. Esta será a campanha mais curta da história: 45 dias. E a ficção do candidato-presidiário tornava a corrida ainda mais curta para Haddad.

Em sua mais recente pesquisa, o Datafolha constatou: 31% dos eleitores declararam que certamente votariam num candidato indicado por Lula. Outros 18% informaram que talvez seguissem a orientação de voto do presidiário. Confirmando-se esses dados, ainda que parcialmente, Haddad saltaria de irrisórios 4% para um patamar qualquer acima dos dois dígitos na pesquisa, aproximando-se do segundo turno.

O PT tem agora a chance de testar o poder de transferência de voto do seu grande líder. No papel de carregador de postes, Lula já revelou uma força de estivador. Fez isso duas vezes com Dilma Rousseff em âmbito nacional. Repetiu o feito com o próprio Haddad, na esfera municipal. Entretanto, não conseguiu reeleger Haddad prefeito de São Paulo. Hoje, para complicar, é um cabo eleitoral preso.

No Brasil, imperativos legais e morais nem sempre são observados. Ao registrar Lula como seu candidato, o PT apostou que conseguiria nadar no charco da frouxidão institucional até 17 de setembro, quando não seria mais tecnicamente possível retirar a foto de Lula da urna, mesmo com a impugnação do registro da candidatura-fantasma. Nessa hipótese, o pedaço menos esclarecido do eleitorado votaria no presidiário sem saber que estaria elegendo Haddad.

Se permitisse que um único eleitor fosse submetido ao logro petista, o TSE seria cúmplice do escárnio. Interrompido o escracho, Haddad pode pedir votos de cara limpa, sem a máscara de Lula. E Manuela D’Ávila (PCdoB) já não precisa desempenhar o constrangedor papel de vice do vice. Higienizou-se o processo eleitoral.

1 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

1 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA VERGONHA…

O placar de 6×1 no TSE, barrando a candidatura de Lapa de Corrupto, foi uma vergonha.

O fato de não ter sido por unanimidade foi pra arrombar a tabaca de Xolinha.

A lei é clara, claríssima.

Até o jumento fubânico Polodoro ficou horrorizado com este placar.

Não dá pra entender porque não foi 7×0.

Fachin, Fachin, tu fez vergonha a mim.

Que coisa…

Fachin comeu a ONU e, ao invés de morrer entalado, morreu pelo pescoço.

A não ser que… a não ser que…

Me alembrei-me de uma coisa.

É o seguinte:

Me veio à memória um fato que ganhou destaque no noticiário recente.

Um fato que foi noticiado no mês de março passado e que envolvia o Ministro Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

O mesmo Edson Fachin que negou habeas corpus para o ex-prisidente e atual presidiário Lapa de Corrupto.

Quem quiser recordar, é só clicar na manchete abaixo.

E vai ler uma matéria onde tem um vídeo no qual aparece o próprio Ministro Fachin afirmando que vem sendo vítima de ameaças. Ele e sua família.

Sempre lembrando um detalhe importante: a Lava Jato investiga bandidos de altíssima periiculosidade.

Ministro Edson Fachin relata ameaças e se diz preocupado com segurança da família

1 setembro 2018 CHARGES

ATORRES

OS INDIFERENTES

Antes do regime militar, iniciado em 1964, embora outros partidos gravitassem no cenário nacional, a política brasileira estava polarizada entre três legendas: a União Democrática Nacional, o Partido Trabalhista Brasileiro e o Partido Social Democrático, criados em 1945.

A UDN possuía base eleitoral em classes médias urbanas e setores da elite. O sustentáculo do PTB era o operariado urbano ligado a sindicatos. Já o PSD abrigava proprietários rurais, altos funcionários de estatais e as correntes mais conservadoras do getulismo.

O eleitor considerava-se petebista, udenista ou pessedista. Vinculava o voto ao seu partido. Sufragava sua opção em função dos bons resultados obtidos pelo partido em gestões passadas e nas promessas plausíveis de realização apresentadas nos programas partidários de governo. Tudo isso registrado em cartório.

Via de regra, se determinado candidato merecesse crédito e respeito, mas não pertencesse ao partido da preferência ou filiação do eleitor, a opção estaria descartada. Votava-se em propostas, conceitos e ideais do partido.

Estavam eleitos apenas os que obtivessem as maiores votações. Isso mesmo, somente os escolhidos como legítimos representantes da vontade popular, sem artifícios matemáticos para privilegiar candidatos sem votos.

Meu avô era udenista doente e meu pai um pessedista moderado que votou em Juscelino Kubitscheck para presidente. O eleitor era inabalável na sua crença partidária. É difícil acreditar, mas o lema de cada instituição partidária continha força, crédito e poder de definição.

De tanto ouvir meu velho avô repetir o lema da UDN, ele me ficou gravada na memória: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. A expressão “nem sim nem não, muito pelo contrário” servia de galhofa para oposicionistas provocarem eleitores fanáticos pelo PSD, criticando o fisiologismo e indefinições do partido.

Aí apareceu o segundo Ato Institucional da Revolução criando a novidade do bipartidarismo. Direcionou para a Aliança Renovadora Nacional e para o Movimento Democrático Brasileiro as opções de filiação partidária. Votava-se apenas em candidatos da Arena (situação) e MDB (oposição). Uma polarização obrigatória, porquanto institucionalizada.

Os partidos continuam existindo, é verdade, mas com a diferença de poder transmutar-se em outras siglas com a mesma rapidez que mudamos os canais na televisão. Desaparece quando um escândalo abala sua credibilidade política, mas retorna em seguida abrigando os mesmos fiéis e infiéis filiados, fazendo as mesmas promessas camufladas em roupagens diferentes.

Hoje, as propostas do candidato nem sempre coincidem com as do partido. E se assemelhadas, tampouco importa, pois é improvável que o eleitor as conheça ou delas se lembre. Um candidato proficiente na atividade política obscurece o partido. Torna-se a bengala e a esperança vital para a entidade partidária não sucumbir por falta de representatividade pública.

Daí porque tantos eleitores indiferentes na proximidade da data das eleições. Daí porque tanto voto nulo. Daí a tentativa de desmerecer a Democracia votando em “palhaços” e “símbolos folclóricos”. Daí porque o eleitor não dá mais crédito à política. Está aí o resultado de tanto desrespeito ao brasileiro.

1 setembro 2018 CHARGES

J. BOSCO

BEE GEES

Em 1979 os irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb compuseram e interpretaram a bela canção “Too Much Heaven“.


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