3 setembro 2018 CHARGES

ADÃO

*LUTO*

SENTIMENTO COR DE ANUM

PELA MORTE DO MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO

Querendo apenas tentar
Rezar sem dizer amém:

Foi-se embora a memória
De um Brasil inda rapaz.
Daqui a pouco é futuro
E o tempo não volta mais.

Foto do colunista

3 setembro 2018 CHARGES

ZÉ DASSILVA

3 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA PAJARACA BEM ENFIADA NO FURICO DO CANALHA

Vejam só esta cacetada:

O terrorista urbano Guilherme Boulos, um zisquerdóide descerebrado que se especializou em depredar bens públicos e destruir propriedades privadas, publicou este tolôte demagógico no twitter:

E este bosta é candidato a presidente da república…

Só em Banânia mesmo!!!!!

Aí o jornalista Marcelo Tass respondeu com uma cacetada arretada, bem no meio dos chifres do safado.

Uma cacetada que eu assino embaixo com entusiasmo.

Vejam:

Complementando o que escreveu Marcelo Tass, o Editor desta gazeta escrota dedica ao idiota Boulos um lindo funk, que está à altura e na medida pra este terrorista safado.

Escute aí, seu tabacudo babaca:

3 setembro 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

ROSÁRIOS DE DESGRAÇAS NO PESCOÇO DO BRASIL E DOS BRASILEIROS

Diriam as cinzas do Museu Nacional, Rio de Janeiro: um rosário é pouco para contar as desgraças causadas ao Brasil, e aos brasileiros, por um rosário de saqueadores do dinheiro do contribuinte.

É a tirania da corrupção, do descaso, da negligencia, obrando desgraças em todas as direções; um verdadeiro flagelo nacional.

Os diversos museus: Nacional e Língua Portuguesa, prédio do INSS, vão se revezando numa espécie de candeia; a chama que simboliza a desgraça perpetrada pelos malfeitores.

Antes que o Brasil chegue à cova — museus sucumbindo, tragédias ambientais, (Mariana e outras) — melhor é esquecer a sensatez verificada nos governantes das últimas décadas; optar por candidatos tresloucados que habitam os manicômios, os hospitais de loucos.

Agora, que o Museu Nacional virou combusto, começa a temporada tediosa (e nojosa): jogo de empurra, cantilenas, discursos, promessas de erigir novo museu (desta feita em ouro) bate-barba, etc.

Quem encontrar um fóssil por aí, e desejando preservá-lo, remeta-o para os cuidados de um museu estrangeiro.

JÁ QUE O STF DECRETOU TERCEIRIZAÇÃO IRRESTRITA ENTREGUEMOS AOS CUIDADOS DOS MUSEUS INTERNACIONAIS O QUE SE SALVOU DO COMBUSTO DO MUSEU NACIONAL.

3 setembro 2018 CHARGES

ED CARLOS

JARBAS LASCONCELOS CONTRADIZ JARBAS LASCONCELOS

Jarbas Lasconcelos => Bode Rouco: “’Amigos’ por conveniências políticas”!

Consciência de político no Brasil é debaixo dos pés, com uma pedra de gelo em cima. Eles são acometidos da mesma percepção patológica dos piores chefões das facções criminosas, uma vez eleitos ninguém escapa aos seus instintos oportunistas, facciosos.

Há três anos o ex prefeito, ex governador, ex senador por Pernambuco e hoje deputado federal, Jarbas Lasconcelos, declarou em alto e bom tom irônico que, “ver Lapa de Ladrão sendo conduzido preso para Curitiba seria uma cena bonita, indescritível, digna de constar nos anais da História!”.

Hoje, aliado do senador petralha Humberto Costa, o vil Bode Rouco, defensor ardoroso do presidiário, parceiro e comparsa de chapa, ele dá uma banana para a Lei da Ficha Limpa que contribuiu aprová-la no parlamento e, contrariando dita lei, defende “a possibilidade do Chefão-Mor ter a candidatura registrada no TSE e disputar a eleição como presidiário!” Imagine um elemento de alta periculosidade feito Lapa de Presidiário, condenado e cumprindo pena, com mais cinco processos em curso contra ele, sendo eleito e nomear um Ministro da Justiça? Como questionou Joselito Muller em programa de entrevista a Ênio Mainardi. O país vira um puteiro inadministrável.

Toda essa falácia do candidato ao senado por Pernambuco, Jarbas Lasconcelos, comporta um oportunismo, infelizmente, inerente a todo candidato a deputado federal, senador, deputado estadual, governador: Apoiar o maior bandido e chefe de quadrilha do Brasil de todos os tempos, Lapa de Larápio, por pura conveniência política, porque as pesquisas o indicam à frente de todos os outros, sendo idolatrado por uma massa ignara, pobre, carente, analfabeta, faminta, desprovida de qualquer discernimento que ele, Lapa de Bandido, amestrou durante doze anos de desgoverno, para se perpetuar no poder, tal qual um Antônio Conselheiro de Canudos, psicopata que conduziu uma turba ignara ao suicídio coletivo, prometendo um paraíso que só existia na cabeça dele.

A despeito de já ter dado uma contribuição política singular ao país, com um histórico de realização parlamentar regular, o candidato ao senado por Pernambuco, Jarbas Lasconcelos, não precisava arreganhar tanto o furico para tentar se reeleger senador, apoiando uma seita partidária onde integra o maior número de delinquentes por metros quadrados de todos os tempos, dispostos a quaisquer atos criminosos para manter, perpetuar no poder e saquear a nação mais ainda em pró dos seus privilégios escusos.

Jarbas Lasconcelos em sessão plenária do senado em 2010 tacando o pau duro em Lapa de Presidiário:

P:S: Segundo o site O Antagonista, para justificar o voto injustificável, o ministro do STF e do TSE Edison Fachin, foi buscar uma lei de 1891 da jurisprudência da Nova Zelândia, e com a leitura carregada de sotaque português – embora seja gaúcho – para ser o único a assegurar que a Lei da Ficha Limpa é uma bosta e que Lapa de Ladrão poderia ser sim candidato, mesmo preso e, se eleito, ser empossado presodente dentro do presídio de Curitiba e de lá mesmo governar o país. A sela da cadeia da Polícia Federal seria o protótipo cabarelizado do Palácio do Jaburu, com convidados honrados feito Fernadinho Beira-Mar, Elias Maluco, Marcola, Nem, dentre outros, e os guabirus políticos presos na Operação Lava Jato: Eduardo Cunhão, André Vargas, Geddel Vieira, Antônio Paloffi, João Vaccarri…

Ao proferir o único voto contrário, o ministro parecia estar muito doidão, com sintoma de quem havia fumado um baseado estragado, misturado com cola de sapateiro, cogumelo e raspa de chifre de pai de chiqueiro, do Sertão do São Francisco.

3 setembro 2018 CHARGES

LATUFF

3 setembro 2018 DEU NO JORNAL

UMA VEZ CAFAJESTE, PARA SEMPRE CANALHA

O senador do PT Lindbergh Farias faz proselitismo eleitoral com a tragédia do Museu Nacional.

Como se os governos do PT não tivessem também ateado o fogo do descaso à instituição.

Ele não tem vergonha:

* * *

De fato, Lindinho não tem vergonha naquele fucinho, como diz a notícia aí de cima.

Tinha que ser mesmo um zisquerdóide de 13ª categoria, um petralha discípulo de Lula, pra cagar no twitter um tolôte desta magnitude.

Como se a culpa do incêndio fosse de Temer, aquele vice-poste que foi eleito na chapa do PT por ordem de Lula e que substituiu Dilma,

Vejam esta nota de novembro de 2004, no auge do governo Lula,  publicada pelo Agência Brasil.

Esta agência é a estatal de notícias que até hoje continua sendo um generoso cabide de empregos da militância vermêio-istrelada. 

Viram???

Pois é.

E este fela-da-puta (sem qualquer ofensa às putas, claro…) desse Lindinho,  como bom petralha que é, vem fazer demagogia e falar merda em tempos de campanha eleitoral.

E ainda tem descerebrado que vote neste canalha.

É phoda!!!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!!!

Atenção, sua insolência sinhô senadô Lindinho:

O Editor do Jornal da Besta Fubana dedica a você uma música com muito gosto e carinho, junto com os votos de que você vá se lascar e tomar no meio do olho do seu furico vermêio.

3 setembro 2018 CHARGES

CUSTÓDIO

3 setembro 2018 SONIA REGINA - MEMÓRIA

A COLUNA MEMÓRIA ESTÁ DE LUTO

A Nação passa momentos muito ruins.

Assistimos até ao Fogo Destruindo nossa HISTÓRIA.

3 setembro 2018 CHARGES

SID

PROVÉRBIOS SOBRE O DINHEIRO

“Não estimes o dinheiro nem em mais nem em menos do que aquilo que vale, porque ele é um bom serve e um mau amo.”

“O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e humildade faz homens grandes.”

“Amor, sofrimento e dinheiro não podem estar ocultos.”

“Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.”

“Você não pode forçar ninguém a amá-lo ou emprestar-lhe dinheiro.”

“Rico é aquele que conquista o que o dinheiro não pode comprar, pois tudo o que o dinheiro compra é barato.”

“Dinheiro perdido, nada perdido; saúde perdida, muito perdido; caráter perdido, tudo perdido.”

“Você percebe que é rico quando possui coisas que não trocaria por dinheiro nenhum.”

“O dinheiro e o homem exibem amizade mútua: o homem faz dinheiro falso e o dinheiro faz o homem falso.”

“Administrar dinheiro eu sei. Não sei administrar a falta dele.”

“Dinheiro não é necessidade para ninguém, é matéria-prima com que construímos felicidades…”

“Dinheiro faz sempre falta, mas é o amor o que mais enriquece nossa vida.”

“A glória é de quem ganha, o dinheiro de quem agarra.”

“O dinheiro nas mãos de quem não sabe usar pode ser motivo de risos ou de lágrimas!”

“Não metas dinheiro em saco, sem ver se tem buraco.”

“Consegui dinheiro é como cavar com uma agulha, gastá-lo é como a água encharcando a areia.”

“É o homem que ganha o dinheiro… ou é o contrário?”

“O dinheiro ganho com desonestidade diminuirá, mas quem o ajunta aos poucos terá cada vez mais.”

“Ter dinheiro é bom, mandar no dinheiro é melhor ainda.”

“O dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer com conforto.”

3 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

3 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

AVISO AOS NAVEGANTES

Estou no consultório aguardando o chamado da minha doutora E é daqui que faço esta postagem, via celular. Aviso aos viciados que não pensem em suicídio. A edição de hoje desta gazeta escrota será atualizada à tarde. Tenham paciência.

3 setembro 2018 CHARGES

LUSCAR

JAMES STEWART, O DEDO DURO DO FBI

Por ser possuidor de um caráter íntegro, James Stewart transformou-se num baita de um ator inesquecível ou memorável que foi reconduzido na personificação do herói nacional norte-americano em filmes como A Felicidade não se Compra (1946) ou A Águia Solitária (1957). Suas interpretações foram sempre marcadas pelo personagem desajeitado e pelo modo de falar inseguro. As colaborações com o diretor Alfred Hitchcock reforçaram a sua identificação com o modelo de norte-americano médio, de perfil simples e de enorme caráter, especialmente em Janela Indiscreta (1954) e Um Corpo que Cai (1958). Stewart nunca interpretou papéis de vilão, nem sequer nos muitos westerns que protagonizou como o espetacular filme, O Homem que Matou o Facínora (1961), ao lado do Papa dos filmes de faroestes, John Wayne.

Pois bem!!! O presidente americano Harry Truman costumava dizer que, se um dia tivesse um filho, queria que ele fosse como o ator James Stewart (1908-1997). O presidente democrata sabia do alcance de sua afirmação: não havia em Hollywood, e não houve até o aparecimento de Tom Hanks, nenhum ator com melhor imagem de pureza e honestidade como James Stewart. Patriota ao extremo, como também mulherengo que era, se tornou um convicto Monogâmico após se casar com a socialite Gloria Stewart e nunca mais foi visto na companhia de nenhuma outra mulher. Assim, diante desse anjo de candura e exemplo de bom-mocismo, James Stewart era racista e delator, tendo colaborado por livre e espontânea vontade com a caça às bruxas (entenda-se caça aos comunistas). Stewart foi informante direto do FBI em sua época, que via em Hollywood comunistas escondidos até em recheios de pasteis.

Pesquisando sobre a vida do ator percebe-se claramente que, o seu envolvimento com a deduragem afirmando que teria delatado apenas os comunistas mais notórios, tudo aquilo se valia do ator e futuro presidente americano Ronald Reagan como garoto de recados para a entrega de seus dossiês. A queda de Stewart para a delação “nasceu com bons propósitos” (se é que há propósito saudável num delator): o seu ideal era o de barrar a ascensão do crime organizado em Hollywood, como também o comunismo desembestado. As atividades do ator como informante do FBI, lhe custaram, inclusive, a perda da amizade de Henry Fonda – eles eram inseparáveis desde a juventude e chegaram a morar juntos numa fazenda em Hollywood. O FBI, de fato, investigava tudo e todos, e não poupou sequer o seu próprio informante: também a vida de James Stewart foi vasculhada devido à boataria de seu suposto envolvimento homossexual com Henry Fonda(pai de Jane Fonda).

Voltando-se a sua atividade cinematográfica, James Stewart foi um dos atores mais queridos do cinema norte-americano e um dos favoritos dos fãs de faroestes. Mas, conforme nos confidencia o crítico de cinema Darci Fonseca, Stewart poderia ter sido qualquer coisa na vida, menos ator. Magro demais, desengonçado, parecendo tropeçar nas próprias pernas, porém pior do que a presença física de James Stewart era sua voz meio fanhosa parecendo ter um ovo quente na boca e gaguejando nervosamente. Pois foi com todos esses “defeitos” que James Stewart venceu em Hollywood e pode-se afirmar que poucos atores participaram de um número tão grande de obras-primas e clássicos do cinema quanto ele.

Quando jovem James Stewart aprendeu a tocar acordeão, instrumento que fazia muito sucesso aqui no Brasil nos anos 50, época em que a RCA Victor praticamente só prensava discos de Luiz Gonzaga, “O Rei do Baião”. Instrumento da moda, as moçoilas iam aos conservatórios musicais sonhando em serem novas Adelaide Chiozzo, atriz e acordeonista brasileira, estrela da Atlântida Cinematográfica e renomada cantora da Rádio Nacional. E que ninguém chamasse o acordeão de “sanfona”, pois saía até briga… James Stewart nas horas vagas gostava de dedilhar seu acordeão e sonhava poder aparecer num filme tocando esse instrumento. A oportunidade surgiu com “A Passagem da Noite”, em que além de tocar, James Stewart se meteu a cantar também…

Em se tratando de filme faroeste, ninguém ganhou mais dinheiro que James Stewart nos anos 50, nem mesmo John Wayne, Gary Cooper ou Marlon Brando. A galinha dos ovos de ouro que apareceu na vida de Stewart foi o filme Winchester 73, o western que mudou Hollywood. Em 1950 James Stewart estava com 42 anos de idade e há 15 anos no cinema. Stewart deu um xeque-mate nos donos dos estúdios, justamente com o western “Winchester 73”, mudando radicalmente o sistema de se fazer cinema. Analisando a película cinematográfica, o Winchester 73 é um filme norte-americano passado em tempos áureos do velho-oeste, dirigido pelo consagrado diretor Anthony Mann que eu recomendo aos cinéfilos de bang bang. O rifle Winchester 1873, o qual dá título ao filme, é mostrado como a melhor e mais desejada arma do faroeste. Um dos grandes westerns da história. A arma acaba se tornando um dos personagens. Vale a pena assisti-lo!!!

Por fim, James Stewart foi um aclamado ator americano de cinema, teatro e televisão. Atuou em inúmeros filmes considerados clássicos, e foi indicado a cinco prêmios de Oscar de Melhor Ator, ganhando em 1941 por seu papel em Núpcias de Escândalo. Além disso, recebeu um Oscar Honorário, em 1985, pela sua carreira. James Stewart foi casado com Gloria Stewart por 45 anos, ou seja, até 1994, quando ela veio a falecer. O casal teve duas filhas gêmeas, Kelly e Judy. A morte da esposa fez com que sua vida deixasse de fazer sentido. Ele começou, então, a sofrer uma série de problemas de saúde que culminaram com sua morte em julho de 1997 de embolia pulmonar, aos 89 anos de idade. Logo abaixo, assista ao vídeo de 2 minutos do filme original Winchester 73.

3 setembro 2018 JOSIAS DE SOUZA

HÁ CINISMO SOBRE AS CINZAS DO MUSEU NACIONAL

O retrato de uma sociedade é o resultado da análise de tudo o que sobra para ser desenterrado muitos anos depois. No futuro, quando a arqueologia fizer suas escavações à procura de sinais que ajudem a entender a decadência do Brasil, encontrará em meio aos escombros deste domingo, dia 2 de setembro de 2018, evidências de que o cinismo é o máximo de sofisticação filosófica que a civilização foi capaz de alcançar nesta terra de palmeiras. Só o cinismo aproximará o Brasil da verdade.

Numa velocidade de truque cinematográfico, as chamas consumiram a história armazenada durante 200 anos no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio. Os arqueólogos encontrarão uma camada de oportunismo político sobre as cinzas. Eles se espantarão com os resíduos de uma nota oficial de Michel Temer.

Lerão no documento: ”Incalculável para o Brasil a perda do acervo do Museu Nacional. Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos brasileiros”.

Os pesquisadores descobrirão que o mesmo Temer dera de ombros para a tentativa do diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, de ser recebido no Planalto. Queria conversar sobre as ruínas da instituição e a necessidade de reformas. Pleiteava a ocupação de um terreno da União. Nele, instalaria a administração do museu, para que o prédio histórico pudesse ser restaurado. Mas Alexander não conseguiu passar “do cara do cafezinho”.

Os arqueólogos gargalharão quando derem de cara com uma manifestação da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT: “O museu é mais uma vítima do golpe, da turma do austericídio.” Constatarão que o torniquete financeiro que asfixiou o museu foi agravado sob Dilma Rousseff, a quem Gleisi servira como ministra-chefe da poderosa Casa Civil da Presidência.

Desde o ocaso do primeiro mandato de Dilma que o Museu Nacional, subordinado à Universidade Federal dio Rio, não recebia nem mesmo a totalidade dos R$ 520 mil anuais que deveriam custear sua manutenção. A rubrica murchou para R$ 427 mil em 2014. Gleisi não chiou.

A cifra caiu para R$ 257 mil em 2015. Nem um pio de Gleisi. Em 2016, ano do impeachment, liberaram-se R$ 415 mil. Nada de Gleisi. No ano passado, R$ 346 mil. E Gleisi: “zzzzzzzzzzzz”. Até abril de 2018, foram repassados irrisórios R$ 54 mil. Súbito, o incêndio ateou em Gleisi uma indignação cenográfica.

A arqueologia concluirá que a decadência transformou o Brasil numa cleptocracia pós-ideológica. O problema não era de esquerda nem de direita. O problema era a meia dúzia que se revezava por cima, zelando para que as verbas do Tesouro Nacional, extraídas do bolso dos que estavam por baixo, continuassem saindo pelo ladrão.

Quando for estudada no futuro, a realidade brasileira parecerá ainda mais inacreditável. Além do cinismo, os estudiosos ficarão intrigados com o excesso de ironia. Descobrirão que, por uma trapaça do destino, a história guardada no Museu Nacional virou cinzas num instante em que o BNDES liberava R$ 21,7 milhões para reformar o prédio. O fogo chegou antes.

Coube aos bombeiros realizar a descoberta mais constrangedora: a inépcia e a corrupção cresceram tanto que fizeram desaparecer no Brasil até a água dos hidrantes. Uma declaração do ministro da Cultura de Temer revelará que, no dia 2 de setembro de 2018, desapareceu também o senso de ridículo das autoridades:

”Já falei com o presidente Michel Temer e com o ministro da Educação. Vamos começar a fazer o projeto de reconstrução do Museu Nacional, para ver quanto é e como viabilizar.” Os arqueólogos atestarão que, do ponto de vista político, o homem público brasileiro era apenas um cadáver mal informado. Não sabia que havia morrido.

3 setembro 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

3 setembro 2018 DEU NO JORNAL

DIRCEU VOLTA AO CRIME PROTEGIDO PELO STF

Jorge Oliveira

Fico a imaginar como nós, brasileiros, somos idiotas. Às vezes até penso que merecemos que políticos corruptos, ladrões, lacaios e indecentes devem, mesmo, se manter no poder a julgar pela decisão da Segunda Turma do STF que deixou o Zé Dirceu, chefe de quadrilha, solto para fazer campanha do PT pelo Brasil. Fico mais perplexo ainda quando vejo a população se manter silenciosa e passiva diante de tanta sem-vergonhice, ao assistir, sem reação, ministros da corte suprema julgar um caso como o do Zé Dirceu com tamanha parcialidade e desfaçatez.

Pergunto aqui, sem querer ofender, qual o papel dos ministros Celso de Melo e de Edson Fachin nessa Segunda Turma, quando sabemos que são votos vencidos nos julgamentos que envolvem petistas? Nenhum. Ética e moralmente deveriam se ausentar desses julgamentos para não legitimar as decisões de carta marcada de seus colegas, cujos resultados das sentenças são conhecidos antes do julgamento.

Veja aqui que primor de argumento do ministro Dias Toffoli, ex-empregado de Zé Dirceu no governo Lula, publicado no UOL, para justificar o habeas corpus que vai deixar o amigo do peito solto por aí, sem tornozeleira, fazendo campanha para o PT e avançando nos cofres públicos, mesmo condenado a trinta anos de cadeia:

Toffoli afirmou que a manutenção da prisão preventiva após condenação em primeira instância significaria modificar a jurisprudência do Supremo, que prevê que a execução de uma pena deve começar apenas após a condenação em segundo grau.

Destacando que a prisão foi há quase dois anos, o ministro diz reconhecer gravidade dos delitos pelos quais foi condenado em Curitiba, mas afirmou que não há novos argumentos que justifiquem a continuidade da prisão preventiva do ex-ministro do PT. Outro argumento que utilizou foi que o grupo ao qual Dirceu fazia parte já não se encontra no Poder após o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Viu? Isso mesmo, o grupo que Dirceu fazia parte “já não se encontra no Poder”. Trocando em miúdo, Toffoli quis dizer que a “quadrilha que Zé fazia parte já não existe depois que a Dilma foi demitida da presidência. É assim, usando de sofisma, que o ministro devolve Zé Dirceu à malandragem, à corrupção e à delinquência. É assim, coisa de compadrio, tipo: acuso você de delinquente, você faz que se ofende, mas em compensação eu tiro você do presídio. Ou seja: digo para sociedade que estou sendo imparcial ao condenar os atos do réu, mas deixo ele livre para delinquir.

É dessa forma parcial que a Segunda Turma vem agindo nos processos do PT, pois tem entre seus integrantes dois ministros que chegaram até ao tribunal pelas mãos partido. Ricardo Lewandowski, indicado para corte com ajudinha de Marisa, mulher de Lula, é o mais aguerrido defensor petista de todos eles. É aquele do impeachment da Dilma que contrariou a própria Constituição que jurou defender ao não cassar os direitos político da ex-presidente, como a corte fez com Collor mesmo ele renunciando antes da abertura do processo de impedimento, um atropelo jurídico.

Olhe aqui outra preciosidade do que Lewandowski disse para justificar o habeas corpus que deixaria Zé Dirceu em liberdade:

Há jurisprudência para vários lados, diversas direções e como vi o ministro Toffoli fazer referência, em direito penal e no direito processual, cada caso é um caso. Não existem teses definitivas aplicáveis mecanicamente, é preciso sempre sopesar os fatos em concreto.

Hahahaha. É preciso sempre sopesar. Sopesar: “calcular, ponderar, estimar, considerar, apreciar, avaliar, …Assim, “sopesando”, ele também decidiu pela liberdade de Zé Dirceu, um corrupto legítimo, condenado a 30 anos de cadeia, que agora está rodando o país em campanha para eleger um candidato do PT sob a proteção do Supremo Tribunal Federal que o liberou para ser cabo eleitoral com direito a pedir voto para quadrilha lulista a qual ele pertence. Zé, livre, de quebra ainda anuncia o lançamento de um livro sobre os anos que passou mofando na cadeia.

É diante dessa excrecência que volto a afirmar aqui: a escolha desses caras para compor o STF é equivocada. Eles não podem ser indicados monocraticamente pelo presidente da república que os transformam em refém. Ou você acha que um ministro, indicado por um presidente, julga com isenção aquele que o nomeou? Não.

A partir de setembro Toffoli assume o STF. Olho nele!

3 setembro 2018 CHARGES

FRED

VERBO AMAR E VERBO MENTIR

Verdades e mentiras andam encangadas na mesma cangalha, abraçadas no mesmo caçuá. Às vezes a carga pende pra um lado e a gente mente verdades que no dia seguinte soam falsas, como na verdade são; outras vezes verdadeirizamos mentiras de uma forma tão real que elas terminam por confundir quem as ouve. Mas bom mesmo é quando todas as verdades nos apraz e satisfaz a quem amamos. Aí até esquecemos o que é a mentira. Pra quê, se recitar o verbo amar é muito mais doce que declamar o verbo mentir?

3 setembro 2018 CHARGES

PATER


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa