5 setembro 2018 JOSIAS DE SOUZA

TRANSIÇÃO DE LULA PARA HADDAD AVACALHA O TSE

Lula transformou a transição de sua candidatura para a de Fernando Haddad num desafio à autoridade do Tribunal Superior Eleitoral.

Na noite desta segunda-feira, 72 horas depois de o TSE ter barrado o candidato-presidiário, o PT continuava exibindo Lula como postulante ao Planalto em inserção comercial na TV.

A mesma peça, disponível acima, foi veiculada nas redes sociais.

Num quadro de normalidade, um presidenciável ficha-suja é enquadrado na Lei da Ficha Limpa e, por ordem do TSE, deixa o horário eleitoral que avacalha. Quando isso não acontece, a exibição da candidatura fantasma na vitrine eletrônica avacalha a Justiça Eleitoral. No caso de Lula o processo de avacalhação é conduzido com método de dentro da cadeia.

Em decisões tomadas no domingo e nesta segunda, os ministros Luís Felipe Salomão e Carlos Horbach, do TSE, proibiram o PT de exibir novamente os comerciais de campanha veiculados no rádio e na TV no horário eleitoral de sábado – sob pena de pagar multa de R$ 500 mil a cada reprise.

Os ministros concluíram que o PT afrontou a decisão judicial e confundiu o eleitor ao vender a ideia de que Lula ainda é candidato. Em dois textos – a defesa apresentada ao TSE e uma nota pública -, a coligação presidencial encabeçada pelo PT simulou respeito e obediência. Jogo de cena. A reiteração da candidatura de Lula nas inserções noturnas desta segunda-feira não é coisa de quem deseja render homenagens à Justiça.

O site da coligação petista na internet escancara o teatro, deixando claro que a decisão de achincalhar a Justiça Eleitoral veio antes da sessão em que o registro da candidatura de Lula foi negado pelo placar de 6 votos a 1. “Assista aos programas de Lula que o TSE não quer deixar passar na TV”, convida um título pendurado no site na última sexta-feira, antes que o veredicto do TSE fosse conhecido. (veja reprodução abaixo)

Sob a manchete, lê-se o seguinte: “Como todo mundo bem sabe, o TSE julga nesta sexta-feira (31) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. O TSE acelerou o processo de Lula para que você não pudesse ver o presidente que mais fez por esse país de novo em sua televisão, para que você não se lembrasse de todos os projetos implementados por nosso Luiz Inácio.”

Na sequência, o site oferece aos visitantes o acesso a três vídeos com um par de programas e um comercial “que o TSE não quer que você veja”. Depois que o veto a Lula foi consumado, a coligação petista não moveu um dedo para retirar os vídeos do ar.

Como que antevendo a trapaça, a procuradora-geral da República Raquel Dodge fizera uma sugestão ao ministro Luis Roberto Barroso, relator do caso. no TSE. Ela mencionara a necessidade de esclarecer que a proibição de propaganda sobre a candidatura de Lula valia também para a internet.

Barroso respondeu que, embora tivesse mencionado apenas o rádio e a TV em seu voto, estava entendido que o veto à participação de Lula em atos de campanha se estendia à internet. A cena foi testemunhada pelos advogados de Lula. Mas o petismo deu de ombros.

Quando a coligação encabeçada pelo PT diz estar cumprindo a decisão judicial, está, na verdade, propondo um troca-troca: Lula finge que respeita a Justiça e o TSE finge que acredita. Enquanto isso, o petismo fará barulho no Conselho de Direitos Humanos da ONU. E os advogados de Lula tentarão cavar no Supremo Tribunal Federal uma liminar suspendendo o veto à sua candidatura.

Se a sorte providenciar uma liminar da Suprema Corte, dá-se uma banana ao TSE. Se o Supremo não aderir à manobra, formaliza-se a substituição de Lula por Haddad em 11 de setembro (que data!), quando expira o prazo para a troca. É como se Lula e seus devotos desejassem vetar o veto do TSE, observando-o apenas em último caso. O fantasma sabe para quem aparece. Inicialmente, o voto de Luís Roberto Barroso tirava o PT do ar até a substituição do candidato. Mas os ministros decidiram, a portas fechadas, suavizar o veredicto, mantendo o PT no ar. Deu no que está dando.

5 setembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

5 setembro 2018 DEU NO JORNAL

FANÁTICO SUPERA O CHEFE DA SEITA

O Ministério Público paulista denunciou o ex-prefeito de São Paulo e candidato a vice do PT ao Planalto, Fernando Haddad, por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo a denúncia, Haddad é acusado de receber R$ 2,6 milhões de propina da empreiteira UTC Engenharia S.A. para pagamento de dívida contraída durante sua campanha à prefeitura de São Paulo em 2012.

Na semana passada, o ex-prefeito já havia sido acusado pelo MP de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito envolvendo a mesma construtora.

De acordo com a denúncia, a UTC pagou, ao longo de 2013, dívidas da campanha eleitoral de Haddad com uma gráfica.

Em maio, num processo também ligado a empreiteira, o MP eleitoral denunciou Haddad por uso de caixa 2 em campanha.

* * *

Haddad ganhou do seu patrão, o proprietário do estabelecimento petista.

Lula está trancafiado “apenas” pelos de itens corrupção e lavagem de dinheiro (por enquanto).

Haddad ganhou de longe na quantidade de itens.

O fubânico lulo-petista Ceguinho Teimoso, especialista em estatísticas, dados, explicações e links, bem que poderia nos dar uma palestra sobre esta estranha inversão.

Fiquemos no aguardo.

“Tô atrás dele na máscara. Mas tô na frente na quantidade de itens corruptícios. Brigadão, Ministério Público”

5 setembro 2018 CHARGES

TACHO

5 setembro 2018 AUGUSTO NUNES

CINISMO É ISSO AÍ

Wadih Damous coloca na conta dos “golpistas” o incêndio no Museu Nacional

“O Brasil é um país em ruínas, como o Museu. As universidades sendo sucateadas, entrando em estado de deterioração física, os museus, as instituições culturais, enfim, o golpe é predador em todas as dimensões do Brasil. Não é nesse ou naquele setor, é em todos os setores. Na educação, na cultura, na saúde, no emprego, na segurança pública”.

Wadih Damous, deputado federal pelo PT fluminense, sugerindo que o Museu Nacional ia muito bem até maio de 2016, quando Dilma Rousseff foi afastada da Presidência da República, e que Michel Temer conseguiu, em pouco mais de dois anos, acabar com o brilhante trabalho que até então vinha sendo feito em favor do patrimônio cultural do país pelo partido que virou quadrilha.

5 setembro 2018 CHARGES

SAMUCA

5 setembro 2018 DEU NO JORNAL

NO FURICO DO TUCANO

O Ministério Público de São Paulo acusou, nesta quarta-feira (5), o ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, de improbidade administrativa.

A ação aponta o recebimento de R$ 9,9 milhões (em valores atualizados) em forma de caixa 2 pagos pela Odebrecht na campanha do tucano em 2014, quando ele foi reeleito para comandar o estado.

O ato de improbidade administrativa é quando há um enriquecimento indevido em razão do exercício do cargo, mandato ou função pública.

Na ação, a Promotoria pede que Alckmin seja condenado a ressarcir os valores recebidos de forma ilícita, a perda de eventual função pública que ocupe e a suspensão de seus direitos políticos.

* * *

Ué..

Eu pensava que o Ministério Público só perseguisse Lula e o P T.

Num intendi.

Tá parecendo até que os promotores não tem corrupto predileto.

Aconselho o Instituto Alckmin pedir assessoria ao Instituto Lula para rebater esta perseguição odiosa dos coxinhas golpistas.

“Botaram no meu furico sem vaselina. Tá ardendo…”

5 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

O FREVO QUE METE MEDO…

Era apenas o frevo.

O frevo! Um imperativo de loucura, um contágio de desatinos, uma coceira de alegria. Ninguém mais se continha, ninguém mais se governava. Todas as imediações do bairro atravessado pelo buliçoso cordão Carnavalesco vibravam ao zumbido fortíssimo do contentamento. Nas ruas mais afastadas o povo parava, ouvia os acordes ásperos da orquestra, orientava-se, e disparava de novo, entreavisando-se:

– Vem pelo pátio do Terço, minha gente!

– Vamos esperar ele na esquina da igreja.

– Eu vou atalhar no Livramento. (Mário Sette)

Para o escritor Mário Sette, in Seu Candinho da Farmácia (1933) “era apenas o frevo” que tomava conta das ruas estreitas do bairro de São José, mas para a garota Maria Lia Faria, aquele multidão de homens, com os seus corpos suados, pulando ao som de uma música estridente, se tornara uma onda que ameaçava quem estivesse no seu trajeto.

Recém–chegada do Rio de Janeiro, fora residir no Parque Treze de Maio e, no seu primeiro carnaval, em 1939, se viu diante de um clube carnavalesco pedestre, trazendo sua fanfarra de metais a executar agudas notas, acompanhada de uma percussão que levava a multidão a loucura…

Aquela onda de homens a pular contritos, no ruge-ruge de corpos, sisudos e circunspectos, acompanhando os agudos acordes da fanfarra, causou espanto, seguido de medo e pavor, naquela adolescente que tentava se aclimatar aos costumes de sua nova cidade.

Tal não foi a surpresa quando, naquele mesmo Carnaval, ao adentrar-se nos salões do Clube Internacional constatou que no Recife a festa tinha outras características.

Poucos pares enlaçados, como era comum em outras cidades, mas muita gente pulando ao som do frevo da Orquestra de Nelson Ferreira, não com a violência que acontecia nas ruas, “coisa de doido de cabra assanhado”, mas moderadamente, comportadamente, a cantar a plenos pulmões as marchas românticas compostas por Capiba, Irmãos Valença e outros mais.

Neste mesmo Carnaval, a Maria Lia vem conhecer, também, o Maracatu Elefante a desfilar pelas ruas, ao som dos seus bombos e atabaques, que lhes trouxe de volta às melodias que aprendera a cantar na cozinha de sua casa do Rio de Janeiro, quando as empregadas entoavam loas cantadas nos terreiros de candomblé.

Naquele balanço, naquele gingado, a menina se sentiu em casa; “na sua praia”, como se diz em nossos dias…

5 setembro 2018 CHARGES

LUSCAR

5 setembro 2018 AUGUSTO NUNES

SOBRA PARA VELHARIAS IDEOLÓGICAS O DINHEIRO QUE FALTA AOS MUSEUS

A reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, controlada pelo PSOL, viu crescer nos últimos três anos a verba que lhe é destinada pelo Ministério da Educação. Mas manteve os olhos fechados às alarmantes carências do Museu Nacional, que não recebeu sequer o necessário para escapar da morte pelo fogo. Até agosto deste ano, foram repassados apenas R$ 98.115,34.

Enquanto tratam museus a socos e pontapés, os devotos do PSOL não admitem que se tire um único centavo do dinheiro desperdiçado com velharias ideológicas beneficiadas pelo programa “Bolsa Ditadura”.

O jornalista Hugo Studart, autor do excelente “Borboletas e Lobisomens”, livro que resgata a verdadeira história da guerrilha do Araguaia — e por isso mesmo tem sido hostilizado com selvageria pelo PCdoB – fez nesta segunda-feira uma constatação muito pedagógica. No orçamento de 2018, o Ministério do Planejamento contemplou anistiados políticos com R$ 700 milhões.

A fortuna é distribuída por dois ítens. O primeiro – indenização a anistiados políticos em prestação única ou em prestação mensal permanente e continuada – engoliu R$577.556.600,00. Mais R$123.682.452,00 saíram pelo ralo do segundo, reservado a valores retroativos a anistiados políticos.

Millôr Fernandes resumiu tudo isso em uma frase: “Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento”.

5 setembro 2018 CHARGES

DUKE

JOSÉ EUSTÁQUIO ROMÃO – SÃO PAULO-SP

Estimado Luiz Berto,

Acabei de ler, com muito prazer, o romance que você gentilmente me enviou.

Trata-se da segunda obra sua que leio com muito gosto.

A primeira, O Romance da Besta Fubana, continua sendo a obra que, sempre que a encontro, compro-a e distribuo para amigos que gostam de literatura, recomendando-a como um romance do Realismo Fantástico, pouco cultivado entre nós, mas que nele tem um exemplo equivalente ou superior a qualquer outro da América Hispânica, tão decantada como rica nesse gênero literário.

Fiquei também impressionado com o romance A Guerrilha de Palmares, “cheirando-me’” romance histórico. O fundo é mais do que real. Os personagens existiram e desfilam pela obra sob uma narrativa tão verdadeira que cheguei a revê-los: Gregório Bezerra, Miguel Arraes, João Goulart, General Olimpio Mourão Filho etc.

Eles aparecem em fotos reais na própria capa do livro.

Revi-os, porque fui dominicano e estava no seminário menor, em Juiz de Fora, quando estourou a “Gloriosa”. Nossa casa (convento), foi a primeira a ser invadida pelos militares comandados pelo General mencionado.

Tive a alegria de conhecer Arraes, depois da decadência da ditadura, bem como a João Goulart. Trabalhei com Darcy Ribeiro e com Paulo Freire que, aliás, não aparecem em seu romance. Darcy, como você sabe, foi Chefe da Casa Civil de Jango e um dos criadores da Universidade de Brasília. Foi um dos membros do governo derrubado pelo golpe de 1964 mais perseguidos pela ditadura.

Da mesma forma, Paulo Freire que, depois de liderar o Movimento de Cultura Popular (MCP), em Pernambuco, no Governo de Arraes, foi convidado por João Goulart para organizar os milhares de Círculos de Cultura, por todo o Brasil. Por isso, com a queda do governo, Freire foi preso e amargou um exílio de cerca de 16 anos Ambos foram muito chegados aos estudantes, que são personagens importantes de seu romance.

Senti falta, também, de Francisco Julião, o organizador das ligas camponesas de Pernambuco, já que boa parte do romance se passa no cenário dos conflitos rurais da zona canavieira desse estado.

Essas ausências, a meu juízo, não são falhas romanescas, porque, como você bem avisa, logo de início, os fatos narrados e as pessoas citadas neste livro são todos frutos da imaginação.” No entanto, desconfiei da informação de que “qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas, casos passados ou presentes, teria sido espantosa coincidência, pois esta obra é pura ficção…

Não quero obrigá-lo a explicações posteriores, de que você se desobrigou numa das epígrafes, mas além das pessoas reais, seus personagens de ficção são “vivinhas da silva”, em seu universo romanesco, como é o caso de Etelvina, Lauro, D. António, Zé Oliveira, Vinte-e-Sete e tantos outros.

Ainda não li algo tão verossímil sobre o perfil de um general da época, quanto o seu, sem nome, ao final do romance… Conheci alguns, muito parecidos.

Mais uma vez, meu amigo (permita-me chamá-lo assim), parabéns por sua brilhante competência literária. Espero que continue com saúde e disposição para continuar nos oferecendo produtos de seu “alargado raciocínio”.

Um abraço. 

R. Minino, fiquei ancho que só a peste com a avaliação que você fez do meu livro!

Gratíssimo pela generosidade de suas palavras. 

A alegria de todo ficcionista é ser apreciado por quem lê seus textos. E eu não sou diferente.

Além do mais, você é uma leitor que tem uma característica muito especial: além de ler, você compra vários volumes pra distribuir entre os seus amigos.

Arretada esta ideia.

Continue assim e ajude um pobre autor brasileiro a sair da miserável pindura com os consignados do Banco do Brasil.

Este livro, A Guerrilha de Palmares, mais que um romance, é um relato de tudo que vi e vivi quando tinha meus 16, 17 anos, estudante politizado e metido a besta. Tudo se passa na minha terra natal, Palmares, uma das cidades mais fervilhantes do período pré-64.

O nosso sonho era transformar Pernambuco numa nova Cuba, cujo mapa se assemelhava ao mapa aqui da terrinha.

Estou inteirinho lá no livro.

Ainda bem que a juventude é um doença que o tempo cura…

A primeira edição foi lançada em 1987, pela Editora Mercado Aberto, do Rio Grande do Sul. A edição atual é da Bagaço, que detém o direito de todo os meus livros.

Participei da Feira do Livro de Porto Alegre nos anos 80 e autografei muitos volumes naquela ocasião. Fiquei feliz que só a peste com a receptividade dos leitores gaúchos.

Por aquela época, O Romance da Besta Fubana entrou na lista dos mais vendidos por várias semanas, segundo o jornal local Zero Hora.

Aliás, vou aproveitar esta sua carta pra me amostrar um pouco contando a seguinte história:

Quando estive no Rio Grande do Sul, fui conhecer Gramado, a bela e acolhedora cidade gaúcha.

Fui a uma  loja, que vendia de tudo, inclusive livros, pra comprar um filme Kodak (se lembra?) pra botar na minha máquina fotográfica.

Na vitrine da loja estava exposto “O Livro do Mês”.

Adivinha qual?

O Romance da Besta Fubana!!! 

Aí eu fiquei se rindo-me todinho, feito minino leso, de tanta alegria que invadiu meu coração.

Caro José Eustáquio, muito obrigado mesmo por sua apreciação sobre A Guerrilha de Palmares, meu romance-depoimento.

E, já que você gosta de estudar o assunto, sugiro ler os dois textos abaixo: (basta clicar no título)

1) O realismo maravilhoso e a cultura popular em O Romance da Besta Fubana

2) O Romance da Besta Fubana

Disponha sempre e mande as ordens.

Um grande abraço!

5 setembro 2018 CHARGES

PATER

FRUTAS E VOTO

I – Para alguns as uvas sempre estarão verdes

Uvas verdes

Best seller que fez a cabeça de muita gente nos anos 50, 60 e 70, o livro “O Pequeno Príncipe”, do autor francês Antoine de Saint-Exupèry já deve ter atingido centenas de milhões de unidades impressas e vendidas.

Sua primeira edição é do dia 6 de abril de 1943 e até hoje já vendeu centenas de milhares de unidades – continua influenciando os jovens (há quem pense que foi um livro escrito para crianças – e não foi), embora esses vivam nos dias atuais com novos valores, provavelmente sendo influenciados por novos autores.

Repleto de parábolas e frases marcantes, O Pequeno Príncipe detalha um rápido encontro desse com a raposa, habitantes de um pequeno planeta, onde é mais fácil e belo apreciar o pôr do sol.

A raposa queria comer as uvas mas não conseguiu alcançá-las. Resolveu desdenhar, dizendo:

– Elas estão verdes!

Para alguns, principalmente aqueles que desistem de viver e tentar buscar as vitórias na vida sem fazer qualquer esforço, preferindo justificativa esfarrapada, as uvas sempre estarão verdes.

* * *

II – As namoradas e as pitombas

Pitombas maduras

Namorar era algo bom naqueles anos que já dobraram a curva do tempo. A gente “se arrumava todo” para ir namorar, e a namorada “se arrumava toda” para receber a gente em casa. Sentar na frente da casa, de preferência num lugar não muito claro.

Beijar a namorada na boca, era bom. Sempre foi bom. Mas, nos tempos que já se foram e não voltam mais, a família da namorada precisava “permitir”, muito mais que a própria namorada.

Hoje tudo é diferente. Não precisa “permissão” para nada. A mãe, sempre ela, até já autoriza que o namorado fique mais tempo no quarto da namorada (fazendo sabe-se lá o que!) que escutando as conversas da família na sala onde quase todos sentam.

Antes, sempre acompanhados de alguém da família, o casal de namorados tinha o hábito de sair todas as noites para os festejos religiosos da Igreja Matriz, onde, uma vez por ano aconteciam as quermesses.

Maçã do amor, algodão doce, carrossel, jogo do preá, tiro ao alvo e mais duas coisas que nunca consegui compreender por que aquilo era vendido nesses festejos: roletes de cana e pitomba.

O que essas duas coisas tinham (ou tem) para entreter alguém que, em vez de mastigar ou chupar, prefere (ainda) beijar na boca?

* * *

III – As maiores “pencas” de bananas

Bananas em “penca”

Para nós nordestinos, uma “penca” sempre terá o significado de uma porção exagerada. Uma grande porção. Aplica-se a algumas coisas e nada tem a ver com outras tantas.

No Rio de Janeiro, a “penca” é a mesma coisa que uma “palma”. No caso da banana: uma penca de bananas será sempre uma palma de bananas.

Hoje, os conhecidos sacolões e as frutarias, ainda vendem bananas na dúzia, mas quase todos os supermercados já aderiram a venda dessa maravilhosa fruta (rica em tudo que o organismo humano necessita) ao peso. 1 Kg, 2 Kg, e daí em diante.

Dito isso, quero dizer mais ainda: o brasileiro que vive nesse continente desde o extremo sul ao extremo norte, não sabe quantas são as espécies de bananas.
Uma simples e pequena casca de banana nanica (por ser pequena) já serviu até de roupa para vestir a Chiquita Bacana. A da Martinica.

* * *

IV – Faltam 30 dias para a limpeza

Nova forma de eleição

Tenho e sempre tive minhas próprias ideias a respeito da Política. Ninguém jamais fez ou terá o privilégio de “fazer a minha cabeça” para tentar conquistar meu voto para esse ou aquele. Massa de manobra não me usa. Nunca usou. Desde os tempos de Liceu do Ceará, que, em termos de “Política”, eu sempre soube o que fazer. Sempre fiz o que quis e entendi como certo.

E, finalmente, chegou a hora de não querer mais fazer. E eu quero fazer agora. Não votarei mais em nenhum FDP – e, repito: nenhum desses merece o meu voto.

Aos que ainda votarão, sem sugerir nada ou qualquer nome, um recado: chegou a hora de fazer a limpeza. A hora de mandar de volta para casa ou para onde desejarem, todas essas bostas que ocupam mandatos eletivos.

E você não pode nem deve esquecer que, quando elege o(a) Presidente, vai dar autorização para que ele eleja ou indique, também, um alto percentual do Judiciário – esse que está aí e que você conhece.

5 setembro 2018 CHARGES

NEWTON SILVA

5 setembro 2018 DEU NO JORNAL

RESPONDEU ERRADO

Em entrevista à Rádio Globo, Geraldo Alckmin disse que os 41 investigados pela Lava Jato que integram sua coligação não terão espaço em ministérios caso
ele seja eleito.

O tucano foi questionado por Rosana Jatobá, a âncora do programa “Redação Globo”.

“Quando o senhor diz que quer um ministério padrão ético total, está dizendo para os eleitores que os 41 investigados na Lava Jato que fazem parte dos partidos do Centrão não terão nenhuma pasta no seu novo ministério?”

“Exatamente”, respondeu o ex-governador paulista.

* * *

Alckmin pisou na bola e deu a resposta errada.

Ele deveria enfatizar que a Operação Lava Jato é uma merda e que os 41 malfeitores do seu bando, os que estão sendo investigados, são todos éticos, probos, honrados e vítimas do Ministério Público, da Polícia Federal e do Poder Judiciário.

E que tudo não passa de perseguição da grande mídia golpista.

Parece até que Alckmin não vê o noticiário e, por conta disso, não aprendeu com Lula e com seus advogados como é que se deve responder este tipo de pergunta capciosa.

O bem pago Cristiano Zanin, advogado de Lula, cagando pela boca: “Operação Lava Jato desrespeita a Constituição”

5 setembro 2018 CHARGES

QUINHO

A HISTÓRIA POR TRÁS DO FOGO

O mesmo fogo que queima também ilumina. O incêndio que destruiu o Museu Nacional iluminou histórias que viviam ocultas nas sombras.

A primeira: por que um museu deve depender de uma universidade? Nada contra as universidades, mas não é esse seu objetivo básico. Um museu exige muito – muita dedicação, muito estudo, muito dinheiro, administração própria. O Museu Nacional, sob a Universidade Federal do Rio de Janeiro, não tinha um contrato de manutenção elétrica – pelo menos não constava na prestação de contas da UFRJ. O Museu do Ipiranga faz parte da USP, Universidade de São Paulo. Seu prédio estava em condições tão precárias que foi fechado em 2013 para reformas, com reabertura prevista para 2022. Nove anos fechado.

Há pouco mais de 20 anos, o empresário Israel Klabin, ex-prefeito do Rio, conseguiu US$ 80 milhões do Banco Mundial para restaurar e modernizar o Museu Nacional. Só havia uma exigência: o Museu deveria ser autônomo. Ou fundação ou Organização Social, com conselho, compliance (compromisso de seguir as leis, com transparência) e governança. Um grupo de voluntários se formou para trabalhar num pré-projeto de reforma para apresentar ao Banco Mundial. Mas a UFRJ rejeitou a proposta: o Museu era dela e ponto final. Mas os R$ 600 mil anuais da manutenção foram sendo reduzidos desde 2014. A receita da UFRJ cresceu, a verba do Museu caiu. Detalhe: um secretário de Estado, Wagner Victer, previu em 2004 o incêndio, por falta de manutenção.

Ideologia

Não se trata, aqui, de apontar responsáveis pelo incêndio: isso é tarefa dos investigadores. Na nota acima, falou-se das estruturas administrativas inadequadas, que e preciso modificar. Aqui, sem culpar ninguém, o tema é outro: a unanimidade ideológica no comando de uma universidade pública. O reitor, a vice-reitora, a pró-reitora de Extensão, o pró-reitor de Pessoal são simpáticos ao PSOL; o pró-reitor de Graduação é simpático ao PCB; o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças é simpático ao PCdoB. Não existirá nenhum professor capaz de exercer algum desses cargos e não seja simpatizante de algum partido de extrema esquerda? Haveria a possibilidade de que a UFRJ tenha sido entregue a esses partidos em um “acordo de governabilidade” com os governadores Sérgio Cabral e Pezão?

Cala-te, boca!

Este colunista ouviu, ninguém lhe disse: o ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão, disse que a restauração do Museu se dará em várias fases, a última das quais é comprar o que for necessário para recompor o acervo que o fogo destruiu. Claro, claro: é só ir às compras que, mesmo pagando mais caro, será simples comprar fósseis de plantas já extintas, o fóssil de Luzia – que, aliás, já estava velhinho, com 12 mil anos – e que levou o mundo inteiro a refazer as pesquisas sobre a chegada dos seres humanos à América; talvez, por que não?, outro trono, para substituir o perdido, do rei africano do Daomé, Adandozan, na hipótese ainda não comprovada de que ele tivesse duas bundas.

Há estoque

Já repor o acervo de múmias será simples. Basta promover um evento com determinadas autoridades e fechar as portas. A turma se sentirá em casa.

O início do fim

“Para liquidar os povos, começa-se por lhes tirar a memória. Destroem-se seus livros, sua cultura, sua história. E uma outra pessoa lhes escreve outros livros, lhes dá outra cultura e lhes inventa outra História.” Do escritor tcheco (naturalizado francês) Milan Kundera, O Livro do Riso e do Esquecimento.

Frase

“Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”. Era isso que estava escrito no chão, em frente ao Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro.

Exportador no vermelho

Exportadores gaúchos informaram o deputado federal Jerônimo Goergen que o Governo cubano está atrasando os pagamentos – algo como 40 milhões de euros, equivalentes a uns R$ 200 milhões, há mais de 60 dias. Pode ser que haja atrasos no pagamento também a exportadores de outras regiões. Uma exportadora gaúcha de proteína animal já acumula cerca de R$ 5 milhões de prejuízos. Goergen, da Frente Parlamentar da Agropecuária, lembra que o atraso atinge em cheio o agronegócio, exatamente o setor mais dinâmico da economia brasileira, na produção, industrialização e venda.

Perillo réu

O ex-governador goiano Marconi Perillo é réu por corrupção e lavagem de dinheiro perante o juiz de primeira instância, em Goiânia. Com ele, estão sendo processados o empreiteiro Fernando Cavendish (da Delta) e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Perillo só escapa da primeira instância se for eleito para o Senado (aí ganha foro privilegiado), mas corre risco de ser derrotado.

5 setembro 2018 CHARGES

LUSCAR

CHIARA OLENTO – BLUMENAU-SC

Grande Berto!!!! 

tem um brinquedinho novo na praça.

Um lançamento Estrela do PT.

Beijos, querido!

5 setembro 2018 CHARGES

IOTTI

5 setembro 2018 AUGUSTO NUNES

CHAMA A DILMA!

Dilma garante que o Museu Nacional estaria melhor nas mãos da trinca “Dilma, Mantega, PT”, sempre agindo em parceria com o companheiro Sérgio Cabral

“O incêndio do Museu Nacional é o retrato do descaso e do desinvestimento promovido por Temer, Meirelles e o PSDB. O Golpe tenta transformar nossa história em terra arrasada. Não conseguirão.”.

Dilma Rousseff, que suspendeu em 2014 o repasse de verbas para o Museu Nacional, garantindo no Twitter que tudo ia muito bem no Rio de Janeiro quando, em vez de “Temer, Meirelles e o PSDB”, a trinca era composta por “Dilma, Mantega e o PT”, sempre agindo em parceria com o companheiro Sérgio Cabral

5 setembro 2018 CHARGES

AMARILDO


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