VANDERLEI ZANETTI – SÃO PAULO-SP

Caro Luiz Berto,

Segue vídeo da recepção à Bolsonaro, em Juiz de Fora, minutos antes do atentado.

Um abraço,

R. Aviso aos leitores fubânicos que esta gazeta escrota está aberta para publicar propaganda de todos os candidatos.

Podem mandar que vai ao ar imediatamente.

E se for um vídeo feito este aí de cima, com uma multidão carregando Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, Ciro Gomes, Álvaro Dias, João Amoêdo, Fernando Haddad, João Goulart Filho, Vera Lúcia, Eymael ou Marina Silva nas costas, melhor ainda.

O espaço deste jornal safado está arreganhado pra todos e todas que estão concorrendo à presidência da república.

8 setembro 2018 CHARGES

GENILDO

8 setembro 2018 PERCIVAL PUGGINA

ABUSADORES DA PÁTRIA MÃE

Há cinco dias, num dos mais surpreendentes e onerosos casos de desídia de nossa história, o Museu Nacional ardeu em chamas que consumiram dezenas de milhões de documentos históricos. Seu esqueleto fumegante se transformou num símbolo. Ele ilustra o modo irresponsável como aqueles de quem trato em meu livro “A Tomada do Brasil” lidam com tudo que não diga respeito à busca do poder. Enquanto a UFRJ faz política, a exemplo de tantas universidades nacionais, o país se extravia de suas raízes e de sua memória. Uma nova história, que sequer tangencia a verdade, vai sendo construída e narrada entre rolos de fumaça, sobre os escombros do legado ancestral.

Escrevo aos bons brasileiros, aos que amam a pátria que hoje aniversaria e que se sentem responsáveis por ela. Escrevo para muitos, então. Aproveitemos este Sete de Setembro para refletir sobre o que maus conterrâneos estão a fazer com nossa gente. Eles não podem continuar transformando o Brasil numa casa de tolerância, desavergonhada como nunca se viu igual. Nela, o banditismo das ruas é justificado em sala de aula e nos livros de Direito. Nela, as bandalheiras deslavadas e sorridentes de uma elite rastaquera e debochada, que conta dinheiro e votos como se fosse a mesma coisa, não mais escandalizam a tantos.

Já não lhes basta a própria corrupção. Dedicam-se, há bom tempo, à tarefa de corromper, o próprio povo, porque são milhões e milhões que já não se repugnam, que já não reclamam, que sequer silenciam, mas aplaudem, mas agradecem, mas reverenciam e se declaram devotos. E se dispõem a os reeleger.

Não é apenas no plano da política que a nação vai sendo abusada e corrompida. Também nos costumes e no desprezo à ética, à verdade e aos valores perenes. Também nas novelas, na cultura, nas artes. Nas aspirações individuais e nas perspectivas de vida. No pior dos sentidos, aburguesaram uma nação pobre. Incitaram o conflito racial numa nação mestiça desde os primórdios. À medida que Deus vai sendo expulso, por interditos judiciais e galhofas sociais, instala-se, no Brasil, cheirando a enxofre, a soberania do outro.

Recebemos de Deus e da História um país esplêndido, no qual malfeitores instalaram seu covil. Estamos a 30 dias de uma eleição geral. Não nos conformemos apenas com o “dever cívico” do 7 de outubro. Nosso dever cívico não tem data nem prazo de validade. Empenhemo-nos na eleição dos melhores. Cocurutos se alteiam quando os montes se aplainam! Democraticamente, sob o chicote do voto, expulsemos do poder os abusadores da Pátria Mãe.

8 setembro 2018 CHARGES

AMARILDO

RONALD TITO – CAPIVARI-SP

Berto,

lancei a ideia no Twitter, viralizou e realmente virou campanha.

Peço que você divulgue o anexo no JBF.

Grande abraço,

8 setembro 2018 CHARGES

LUTE

CANÇÃO LÚCIDA

Transformar em beleza a própria dor…
Fora glória demais! fora ventura
imerecida! Arder a criatura
na fogueira solar do Criador…

Seja, entanto, ilusão, crime, o que for,
é mais alto o que anseia, o que procura
esta alma em seu destino de loucura,
este peito em seus dédalos de amor.

Mais que tornar o pranto em flor, quisera
transfigurar do tédio a morna esfera
nesta nuvem de sonhos em que estou.

O que ousara, Senhor, o que desejo
é ser como a canção de um realejo
tocado pelo cego que não sou.

8 setembro 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

ENTRE O PURGATÓRIO E O INFERNO

Outro dia encontrei Horácio, amigo de juventude, ele abriu-me os braços com um vasto sorriso.

– Você é minha alegria do domingo, amo suas histórias, é nosso Nelson Rodrigues. Abro sempre o Jornal na página de sua crônica, minha primeira leitura.

Eu fiquei lisonjeado com a observação de um homem tão digno, esteio de nossa sociedade, advogado emérito, conhecedor profundo das leis. Conheço Horácio desde os tempos do Colégio Diocesano (Marista), foi um aluno exemplar, religioso, ligado aos princípios morais da civilização cristã. Um apologista aos bons costumes. Jovem que hoje poderíamos classificá-lo de politicamente correto. Fiz ver que sou apenas um despretensioso contador de história do cotidiano, aproveitador de acontecimentos da vida real sem muitos méritos.

Semana passada numa bela manhã de sol eu andava pelo calçadão da praia de Jatiúca, fui abraço por trás, era Horácio, estava alegre. Continuamos caminhando e conversando.

– Tudo pode acontecer com qualquer cidadão do mundo, com qualquer cristão, com qualquer homem de bem.

Surpreso com a aquela confidência tempestiva, eu perguntei o que havia acontecido. Horácio baixou o ritmo da caminhada e da voz eloquente.

-O Satanás está solto, provocando. Veja você meu irmão, um homem como eu, crente em Deus, assisto à missa todo domingo, temente ao castigo divino, caí na tentação do Cão. O Diabo tomou forma de uma moça da cor de mel, sorriso cativante, lábios grossos, de uma simpatia avassaladora, diabólica. Ângela, minha querida e santa mulher, contratou essa moça para trabalhar em nossa casa. A empregada veste um short desfiado, rasgado, como é moda, para suas atividades domésticas. Normal para ela, para mim, uma tentação. O sangue ferveu em minhas veias ao me deparar com as pernas roliças, perfeitas, daquela mulher. Todo dia Ângela sai para o trabalho, eu fico sozinho trabalhando num quarto que transformei em escritório. Severina, esperta, na cozinha prepara um gostoso almoço, ela tem mãos de ouro, mãos encantadas, em tudo que pega, dá vida. Tenho até engordado, contrariando meu zeloso médico, Dr. Diógenes Bernardes.

A diabinha em forma de mulher percebeu meus olhares para seu corpo fascinante. Certo dia, por volta das 10 da manhã, ela entrou no meu gabinete, eu trabalhava em cima de um processo difícil. Marinete varria distraída, vestia short de jeans desfiado salientando o maravilhoso traseiro. Acabou-se minha concentração, eu olhava com o rabo do olho para a endiabrada, o sangue esquentava. O Demônio conhece bem as fraquezas humanas. Ela se aproximou, perguntou se eu era advogado, se tirava preso da cadeia. Foi direta, contou-me que um amigo, um ex-namorado, que tirou sua virgindade (achei uma provocação, detalhe desnecessário da história), estava na prisão, assaltou um posto de gasolina. No maior dengo, me chamando de patrão, disse que faria tudo, tudo mesmo (outra provocação da diabinha) para soltar o amigo. Eu me contive, a satânica de voz angelical, chegou-se bem junto, o decote mostrava os seios pequenos e duros. Levantei-me respirando fundo, disse que iria pensar no caso, evitei continuar olhando, estava à beira do pecado. Sai do escritório antes que fizesse uma besteira.

À noite contei à Ângela, omiti os detalhes demoníacos que me acenderam a lascívia. Minha mulher pediu para que eu fizesse essa caridade, tentar soltar o rapaz. No sábado fui com a jovem Marinete à cadeia conversar com o marginal. Como não houve ferimento e ser primário, solicitei habeas-corpus para o preso esperar o julgamento em liberdade. No retorno da prisão, conversávamos sobre os procedimentos quando de repente ela falou no maior descaramento que notava meus olhares e queria agradecer na cama pelo que fiz por ela. Entramos num motel da Via Expressa. Meu amigo foi uma tarde maravilhosa de amor. A diaba sabe tudo, aprendi coisas que não imaginava acontecer numa cama. Ainda não tive coragem de me confessar a um padre na Igreja, se eu morresse hoje, estaria entre o purgatório e o inferno.

Depois disso tudo, não baixei o fogo, fico torcendo para chegar a quinta-feira, dia marcado para desfrutar de minha tinhosa num motel às cinco da tarde. Em casa me controlo para não agarrá-la, estou encantado com a diabinha. Nunca pensei que um dia poderia ser envolvido pelos caprichos do Demônio. Esse pecado pode acontecer com qualquer cristão, o Diabo sabe quando e como provocar nossas fraquezas.

Perto de casa nos despedimos, atravessei a rua pensando, avaliando como Lúcifer se aproveita da imperfeição humana.

8 setembro 2018 CHARGES

VERONEZI

8 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SEU LUIZ E O BICHO FÊMEO

Ontem eu conversei com meu filho João sobre o avô que ele não conheceu, meu saudoso pai, Seu Luiz.

Luiz Berto de Oliveira.

Cabra sério, honrado, honesto, comerciante, bodegueiro de interior, trabalhador, de quem ouvi muitos conselhos e aprendi muitas coisas pra encarar a vida.

E mais tarde, depois da conversa com o João, fiquei conversando com Aline sobre as lições, as muitas lições que aprendi com papai.

Uma delas foi esta:

– Meu filho, o homem sem mulher é um cachorro. Homem tem que ter mulher. Nem que seja pra fazer raiva, dar despesa e botar gaia. Mas sem mulher não dá pra viver.

E fechava a conversa declamando uma quadra de um poeta nordestino que ele vivia a repetir: 

As mulé me recrimina
Por seu eu muito pidão.
Eu peço porque careço
E elas, por que me dão?

Quando comecei a namorar com Aline papai já havia se encantado. E Dona Quiterinha, minha saudosa mãe, deu o seguinte conselho pra ela:

– Minha filha, homem tem o direito de ter quantas mulheres quiser. E esta é a lei certa.

E falou isto muito segura, tranquila e sabendo o que estava dizendo!

Até hoje Aline cai na risada quando se lembra desta aula magnífica dada por sua sogra Quiterinha, que era apaixonada e arriada os quatro pneus pelo marido mulherengo.

Quem tivesse doido que falasse mal dele perto dela. O pau (êpa) quebrava!

Seu Luiz e Dona Quiterinha, em pose na sala da casa onde nasceu e foi criado o Editor do JBF

Ontem, depois da conversa com João, me lembrei muito de seu Luiz e me deu uma saudade danada desse pai-professor que está bem alojado num lugar muito especial do meu coração.

E, em consequência, me lembrei de uma matéria que saiu na televisão há alguns anos.

Uma reportagem sobre um cidadão que tem tudo a ver com papai, não só na parecença física, no mesmo nome e na origem sertaneja, como, também e principalmente, na paixão por mulheres, o querido, inigualável e fantástico bicho-fêmea, a melhor coisa que Deus botou neste mundo.

E ainda tem cabra fela-da-puta que rejeita e não gosta… Putz!!!

Luiz Berto de Oliveira e Luiz Costa de Oliveira, uma dupla arretada.

Vale a pena rever a matéria e alegrar o nosso sábado, para celebrarmos esta coisa magnífica chamada Vida.

Um excelente final de semana pra toda a comunidade fubânica!

8 setembro 2018 CHARGES

MIGUEL

MARINA BLOTA – SÃO PAULO-SP

Estimado Berto, editor do nosso querido jornal:

Envio minha colaboração para o Jornal da Besta Fubana.

Uma frase irônica de uma deputada petista e um vídeo sobre a “tolerância da esquerda”, que tanto fala da “intolerância” de Bolsonaro.

Se for possível publicar, agradeço muito.

Abraços

“Bolsonaro agride com a barriga rapaz trabalhador que afiava faca” – Maria do Rosário

8 setembro 2018 CHARGES

M. AURÉLIO

AGORA TE VEJO

Eu era estudante de enfermagem e vez por outra, prestava serviços em ambulatórios e clínicas médicas, a fim de ganhar um extra.

Havia um médico muito conceituado que requisitou meus serviços e, naquele fatídico dia, no instante momento em que entrei no consultório dele, deparei-me imediatamente com um jarro em cima da mesa.

Olhei mais de perto e vi uma espécie de planta, talvez um cacto, talvez. A planta tinha crescido e as folhas estavam sobre os seus papeis, enroscando-se sobre as coisas.

– Doutor, o que é isso em cima da sua mesa?

– Chegou esta manhã. Uma cliente mandou deixar aqui. Não sei o que é…

A planta mostrava longas folhas serrilhadas com bordas espinhentas. O caule leitoso, como o de uma bananeira. Era curto e grosso. As folhas estiravam-se como braços e ficavam dispostas ao redor da planta. As folhas dentadas, que eram semelhantes às do abacaxi, ficavam aplainadas sobre a mesa e pareciam se mover, semelhantes a tentáculos longos e delgados. Bem no meio da planta brotava uma espécie de carpelo arroxeado, como as bromélias, que parecia prestes a desabrochar.

– O senhor não acha meio esquisito? Parece uma planta carnívora… Não gostei muito.

– Até que eu gosto. Sinta esse perfume! – disse o doutor pondo o nariz.

A planta exalava um suave perfume adocicado, quase que imperceptível. Era como o odor de hortelã ou camomila, um tanto inebriante.

– E se for uma planta venenosa, doutor?

– Ora, deixe de bobagens! Vou até colocá-la aqui na janela do consultório.

– E o senhor sabe quem lhe mandou essa planta estranha?

O doutor fez uma cara de menino maroto, quanto está fazendo alguma travessura. Confidenciou-me em voz baixa que quem lhe havia mandado a planta fora uma cliente muito jovem e bonita. Uma jovem angolana que viera fazer alguns exames ginecológicos, um dia desses.

– Ela é uma morena lindíssima! – Disse eufórico. – e que par de pernas!

Outra vez o doutor me chamou a um canto, fechou a porta à chave e me confidenciou em voz baixa que, durante o exame, fez coisas não muito éticas. Aproveitou-se da ingenuidade da moça e a seduziu. Foi mais longe e administrou Escopolamina, que provoca amnésia e, embora a pessoa não durma, bloqueia a consciência do que está acontecendo. Um tipo de substância química utilizada com o objetivo de manipular as vítimas de abusadores sexuais.

– Doutor isso é abuso sexual! É crime! E se ela o denunciar? O senhor vai preso e ainda vai perder sua licença médica!

– Ora, que nada! Com a nossa “Justiça brasileira”? Vai ser a minha palavra contra a dela. Além do mais, ela é imigrante ilegal e ainda é uma negra africana! Não vai dar em nada! Eu tenho amigos juízes!

– Nesse caso, doutor, eu mesmo vou lhe denunciar! – bradei indignado coma confissão do médico.

Fiz menção de sair do consultório. Eu sequer lembrei que ele havia fechado a porta com a chave. Naquela hora, eu precisaria de muita calma para tentar reverter aquela situação.

– Deixe de ser idiota! Você não passa de um bosta dum enfermeiro! Eu sou um médico conceituado. Quem vai acreditar em quem? – o médico estava ofegante e raivoso. Colocou-se na minha frente, barrando a porta.

– Não vou deixar você sair daqui para criar problemas! – disse o médico, correndo para a mesa em que estava a planta. Abriu a gaveta e sacou um revólver.
Tive a ligeira impressão que a planta estava um pouco maior do que a tinha visto.

– Enfermeiro féla da puta! – bradou o doutor visivelmente transtornado.

Percebi, naquela hora, o quão grave era aquele momento. No entanto, para o meu espanto, a planta que agora estava muito maior, lançou contra o médico seus tentáculos serrilhados, longos e delgados que tremulavam como serpentes esfomeadas em fúria. Balançaram por um momento sobre a cabeça do doutor, e a seguir, como se fosse um ser com uma mente demoníaca e com um instinto perverso, enrolou os tentáculos ao redor do pescoço e braços da vítima, num abraço mortal e quanto mais terrível eram os gritos de horror do desgraçado, mais altos eram os sons semelhantes a silvos e grunhidos que ressoavam da criatura que exalava agora, um fedor se tornava cada vez mais intenso e insuportável, até que finalmente, o homem deu um gemido arquejante e morreu estrangulado. Os tentáculos, um após outro, como serpentes verdes e grandes, com uma força brutal e uma velocidade infernal, levantaram-se e se retraíram, envolvendo lhe todo o corpo, apertando com descomunal força e cruel tenacidade como anacondas que se enroscam velozmente ao redor de sua presa, quebrando os seus ossos, até que não restou mais nada.

Ainda aturdido e atônito com aquela cena grotesca e inimaginável, ouvi alguém bater insistentemente à porta. Ao abrir, deparei-me com uma belíssima jovem. Ela sorriu e entrou no consultório sem nada dizer. Pegou o jarro em cima da mesa, num abraço. Beijou carinhosamente a plantinha, que agora estava diminuta. Ao sair olhou para trás e me disse numa voz bela e melódica:

– Ya-te-veo.

*Baseado em uma lenda de Madagascar

8 setembro 2018 CHARGES

BRUM

8 setembro 2018 HORA DA POESIA

CANTIGA PARA NÃO MORRER – Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

8 setembro 2018 CHARGES

ATORRES

8 setembro 2018 AUGUSTO NUNES

QUADRILHEIROS EM PÂNICO

José Dirceu ameaça tributar o que ele e o resto da companheirada tungaram dos cofres públicos

“Radicalização deve ser entendida como a luta desde a raiz. Simples assim. O Brasil não pode mais ficar, por exemplo, sem uma Reforma Tributária. As altas rendas não pagam imposto. O capital financeiro não paga. Quem tem herança, grandes fortunas, dividendos. O Brasil está em crise e só o povo pagou o ônus até agora”.

José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil de Lula condenado a mais de 30 anos de cadeia por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, sem esclarecer se também pretende tributar o que ele e o resto da quadrilha tungaram dos cofres públicos.

8 setembro 2018 CHARGES

PATER

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

Prezado Luiz Berto,

Segue o comprovante da doação.

Abraço,

R. Caríssima colunista fubânica, a sua doação já está na conta do Complexo Midiático Besta Fubana.

Chupicleide chega ficou com lágrimas nos olhos.

Ela sempre chora todo começo de mês quando é informada da sua generosa e gorda oferta. 

E fica torcendo pra que seu exemplo ajude a abrandar os corações dos pirangueiros que ainda resistem em ajudar a pagar as contas da coitadinha.

As doações de colunistas e leitores são a força que mantém esta gazeta escrota no ar que, como é do conhecimento de todos, não dispõe de qualquer patrocínio público ou privado.

Abraços e um excelente final de semana.

8 setembro 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

8 setembro 2018 DEU NO JORNAL

O GOVERNO DO PSOL

J.R. Guzzo

A situação descrita nas linhas a seguir é um pesadelo. A Universidade Federal do Rio de Janeiro, a responsável pelo Museu Nacional que acaba de ser destruído num incêndio administrativamente criminoso, não é mais uma universidade. Foi expropriada do patrimônio público e entregue a partidos políticos de esquerda, numa privatização oculta em que as despesas continuam sendo pagas pelo contribuinte, como sempre foram e serão, e o comando passou a pertencer particularmente ao PSOL. O reitor é Roberto Leher, filiado ao PSOL. A vice-reitora é Denise Fernandes Lopez, filiada ao PSOL. O pró-reitor de graduação é Eduardo Gonçalves, filiado ao PCB. O pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças é Roberto Antonio Gambine Moreira, filiado ao PCdoB. A pró-reitora de Extensão é Maria Mello de Malta, filiada ao PSOL. O pró-reitor de Pessoal é Agnaldo Fernandes, filiado ao PSOL, e o decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas é Vitor Mario Iorio, do PSOL. Ou seja: não sobrou nada para ninguém. Como, num país tido como “republicano”, pode acontecer uma coisa dessas? As universidades brasileiras, pagas a peso de ouro pelos impostos tirados da população, deveriam obviamente ser dirigidas pelos mais capazes. E como é possível que os mais capazes, todos eles, sejam militantes do mesmo grupo político? Eis aí um escândalo óbvio do governo Michel Temer. Mas é a esquerda que está no centro desse assalto ao patrimônio público, e por isso você não ouvirá falar quase nada a respeito.

O que essa gente tem feito de útil na administração da UFRJ não se sabe. Mas ficou provado, com a certeza dos fatos, que destruiu com sua incompetência, negligência e má fé o mais precioso museu histórico existente no Brasil. Não existe, em lugar nenhum do mundo, um caso de museu que seja destruído por um incêndio arrasador sem que fique óbvia, imediatamente, a responsabilidade de quem recebeu o dever de cuidar dele. Imaginem por um instante: o Museu do Louvre pega fogo em Paris, todo o seu acervo é destruído, mas todo mundo (incluindo o governo) aceita em perfeita paz que os diretores não têm culpa nenhuma por nada do que aconteceu. Alguém é capaz de acreditar que seria assim? Aqui é. Os atuais proprietários da UFRJ dão entrevistas na televisão. Põem a culpa do incêndio nos bombeiros e na falta de água. Criticam o prédio do museu, que era muito velho. Continuam nos seus empregos. Num de seus momentos mais delirantes, declararam culpado “o governo Temer”, por não lhes dar verbas. Como é mesmo? E de que governo os reitores, e vice-reitores, e pró-reitores, e etc. etc. da UFRJ fazem parte? Do governo da Áustria? Por acaso ficaram sem salário por “falta de verbas” durante o tempo em que têm estado lá? Por que jamais vieram a público dizer que o museu estava ameaçado por falta de segurança? Por que os hidrantes do prédio estavam secos? Por que as brigadas antifogo, que você encontra até numa drogaria, não fizeram nada? Por que o museu foi completamente abandonado pela sua direção?

Tudo isso é simplesmente má fé. Quando alguém erra a esse ponto não se pode falar mais de simples inépcia ou vagabundagem, e sim de malícia deliberada ─ pois o autor do erro sabe que a sua conduta levará certamente ao desastre. O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi destruído e causou danos sem possibilidade de recuperação ao patrimônio público brasileiro, porque quem estava cuidando dele eram o PSOL e o PCdoB. Eles fazem o papel, no Brasil, do “Exército Islâmico” e de outros grupos de terroristas alucinados que destroem monumentos históricos no Oriente Médio. Lá os fanáticos muçulmanos querem acabar com “o passado”. Aqui a esquerda quer criar o seu tipo de “futuro”. É isso ─ e apenas isso. A tragédia do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo, nos fornece uma antevisão exata do que a “esquerda nacional” vai fazer com o Brasil todo se estiver algum dia realmente instalada no governo. Eles querem, oficialmente, chegar lá ─ estão inclusive pedindo o seu voto no horário obrigatório da televisão na campanha eleitoral que está aí. Parece que não têm a pretensão de ganhar e mandar sozinhos, como fazem na UFRJ; querem subir pendurados em Fernando Haddad e no PT. O Brasil que propõe é este do Museu Nacional ─ só que vão incendiar todos os lugares do futuro governo onde conseguirem estar presentes. Se agem assim agora, porque haveriam de mudar uma vez lá em cima?

Tão ruim quanto o PSOL e o PCdoB, porém, é o assassinato permanente da cultura brasileira por gangues que há décadas assaltam o erário para roubar, com seus “projetos culturais”, recursos que deveriam estar sendo utilizados na conservação do patrimônio artístico e cultural do Brasil. Temos, como se sabe, um Ministério da Cultura em Brasília. Esse Ministério não é capaz de evitar que o Museu Nacional pegue fogo. Não é capaz de cuidar da Biblioteca Nacional, do Museu do Ipiranga, dos edifícios históricos, das áreas arquitetônicas tombadas e de nada, absolutamente nada, que tenha algum valor para a cultura brasileira. Não consegue tapar uma goteira, ou fechar um buraco de parece. Tudo o que o Ministério da Cultura faz é dar dinheiro do contribuinte para amigos particulares ganharem a vida dentro da “atividade artística”. É a perversão da “Lei Rouanet”, pela qual impostos são desviados do Tesouro Nacional e entregues a nossos artistas e seus empresários. Soube-se ,com a tragédia, que o Museu Nacional precisava de uma verba de 600.000 reais para evitar o incêndio fatal. Não recebeu um tostão do Ministério da Cultura, e nem as lideranças do PSOL foram buscar esse dinheiro. Enquanto isso, a cantora Claudia Leitte abocanhou do Ministério, sozinha, dez vezes essa soma, ou 5,8 milhões de reais, para fazer uma série de shows. O Cirque du Soleil, que também é um empreendimento comercial, levou mais ─ 9,4 milhões. É duro de acreditar, mas enquanto os nossos museus se afundam, o governo dá 1,5 milhão de reais para fazerem um filme sobre a vida de José Dirceu, 1,3 milhão para um projeto de poesia de Maria Betânia, e até 800.000 reais (mais do que o museu precisava) para sustentar o Queermuseu. Há dinheiro para turnês de Luan Santana, para mais um filme com a biografia de Lula, para os Detonautas, para a Peppa Pig.

Um país assim está morto.

8 setembro 2018 CHARGES

YKENGA


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