16 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

16 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

INSTITUTO DATA BESTA INFORMA

Estes são os números finais da última pesquisa feita pelo Instituto Data Besta:

Uma excelente noite domingo pra todos vocês.

Inclusive pros que opinaram dizendo que um motorista tem direito de usar o celular enquanto dirige!!!

A Editoria do JBF agradece a todos que deram o seu pitaco.

16 setembro 2018 CHARGES

CLAYTON

16 setembro 2018 HORA DA POESIA

ILUSÃO – Augusto dos Anjos

Dizes que sou feliz. Não mentes. Dizes
Tudo que sentes. A infelicidade
Parece às vezes com a felicidade
E os infelizes mostram ser felizes!

Assim, em Tebas – a tumbal cidade,
A múmia de um herói do tempo de Ísis,
Ostenta ainda as mesmas cicatrizes
Que eternizaram sua heroicidade!

Quem vê o herói, inda com o braço altivo,
Diz que ele não morreu, diz que ele é vivo,
E, persuadido fica do que diz…

Bem como tu, que nessa crença infinda
Feliz me viste no Passado, e ainda
Te persuades de que sou feliz!

16 setembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

16 setembro 2018 SONIA REGINA - MEMÓRIA

A NOVA ERA

Na década de 90, ocorreu a chamada abertura comercial brasileira. Foi uma época em que ouviu-se dizer que os carros produzidos no Brasil se assemelhavam a “carroças”. Lá vieram os carros mais modernos. Com o passar do tempo, também vieram outros produtos importados: alho, feijão, panelas, tecidos, guarda-chuvas, lâmpadas, brinquedos, etc. Com preços mais baratos, fomos infestados de produtos sem muita qualidade e com durabilidade duvidosa.

Foi bom ou foi ruim? Não sei.

Coincidência ou não, nossas fabricas de produtos manufaturados que normalmente empregavam muitos cidadãos, foram diminuindo. Nossa mídia, vez por outra, apresenta reportagens de Países que “bombaram” sua economia com industrias que inclusive, mudaram-se do Brasil e hoje exportam seus produtos para brasileiros que talvez, já foram seus funcionários e atualmente podem estar na lista do IBGE na situação de desempregados.

Manufatura de Brinquedos Estrela S/A – início dos anos 90

Manufatura de Brinquedos Estrela S/A – 2014

* * *

WEST SIDE STORY

Filme musical de 1961, conta a história de imigrantes que decidiram viver nos EUA. Com direção de Jerome Robbins e Robert Wise, música composta por Leonard Bernstein e Irwin Kostal e tendo a frente do elenco as atrizes Natalie Wood e Rita Moreno fez muito sucesso na época.

América

* * *

Dica:

O desenho animado A Família Buscapé, uma família de ursos foi produzido por Hanna-Barbera em 1965.

Clique na imagem abaixo para assistir Isso é do outro mundo

16 setembro 2018 CHARGES

AROEIRA

16 setembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GIOVANI BARREIROS – ARACAJU-SE

Sr. Editor,

Como este jornal é democrático e tudo publica, estou enviando este vídeo.

Sabendo que o senhor é mesmo um homem de palavra, tenho certeza que será publicado.

Muito obrigado.

R. Palavra dada, palavra cumprindo.

Seu vídeo está aí embaixo, caro leitor.

Aguardo que outros leitores também mandem videos dos seus candidatos.

16 setembro 2018 CHARGES

LUTE

16 setembro 2018 JOSIAS DE SOUZA

A AUTOCRÍTICA A FAVOR

Entrevistado no Jornal Nacional, Fernando Haddad inventou uma nova modalidade de autocrítica.

O substituto de Lula na corrida presidencial fez uma autocrítica a favor.

Ele admitiu que há no Brasil muita roubalheira e incompetência, mas são de responsabilidade de outros partidos.

Quem assistiu ficou com a impressão de que o PT nunca foi o problema do país. O Brasil é que é o problema do PT.

Haddad foi instado a reconhecer as culpas do petismo no mensalão e no petrolão. Respondeu que os escândalos só vieram à tona porque os governos petistas fortaleceram os órgãos de controle, a Procuradoria e o Judiciário. De resto, a corrupção na Petrobras vem desde a ditadura, alegou.

Sim, o preso da Lava Jato Renato Duque, um coletor de pixulecos que José Dirceu plantou na diretoria da Petrobras, encontrou-se com Lula no aeroporto de Congonhas. Mas isso aconteceu quando o pajé do PT já estava fora do Planalto, desconversou Haddad. Nessa versão, Lula estava preocupado com “um rumor” segundo o qual Duque “poderia estar envolvido num esquema de propina.” O diabo é que o roubo existia. E nada foi feito.

Dilma não é ré em nenhum processo, Haddad retrucou a certa altura. É investigada, replicou William Bonner. Ah, a Rede Globo também é investigada na Receita Federal e nem por isso merece juízo de valor antecipado, fustigou o candidato, como se desejasse conquistar a militância que grita “abaixo a Rede Globo” nos comícios.

Recessão? Desemprego? Culpa da sabotagem do PSDB e das pautas explosivas que Eduardo Cunha detonou no Legislativo. Delações? Ora, elas atingiram também tucanos, emedebistas, pepistas… A maioria aliados ao PT, insistiu Renata Vasconcelos. E da oposição também, reagiu Haddad, como se a delinquência dos sujos anulasse a roubalheira dos mal lavados.

No trecho final da entrevista, Haddad atingiu o ápice da sofisticação retórica. Ao justificar o fiasco eleitoral de 2016, quando disputou a reeleição à prefeitura de São Paulo, o poste de Lula ergueu com suas desculpas um monumento autocrítico, uma espécie de Arco da Derrota. Justificou a vitória do tucano João Doria no primeiro turno com o seguinte lero-lero:

“… 2016 foi um ano muito atípico na cidade de São Paulo, o clima que se criou no Brasil, de antipetismo, porque se represou informações sobre os demais partidos, foi enorme. E o que aconteceu em 2016? O Temer assumiu a Presidência da República e o Tasso Jereissati, ex-presidente tucano, admitiu ontem em entrevista, que o maior erro do PSDB foi ter contestado as eleições de 2014, foi ter aprovado pautas-bomba contra o governo da Dilma e ter embarcado no governo Temer.”

Ao constatar que o entrevistado estava disposto a tudo, menos a reconhecer as próprias deficiências, os entrevistadores quiseram saber se o erro foi do eleitor paulistano. E Haddad: “O eleitor foi induzido a erro.” Na manhã deste sábado, ao escovar os dentes, o pupilo de Lula pode ser surpreendido por uma voz vinda de dentro do espelho: “Olá, candidato, eu sou a autocrítica. Vim apresentar você a você mesmo.”

16 setembro 2018 CHARGES

CUSTÓDIO

16 setembro 2018 EVENTOS

PARA OS FUBÂNICOS DE OLINDA E RECIFE – RELICÁRIOS: MEMÓRIAS DO SOM

Neste terceiro domingo de setembro, o projeto “RELICÁRIOS: MEMÓRIAS DO SOM” trará para o Museu de Arte Sacra de Pernambuco, o Quarteto Sopro Brasil. A iniciativa da série de 16 concertos é incentivada pelo FUNCULTURA, FUNDARPE e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e os ingressos custam R$ 2,00 (meia a R$ 1,00) com renda revertida para o Lar Fabiano de Cristo.

Para esta apresentação, o grupo promete trazer um pouco dos ares do Brasil dos anos 40 aos 70, estilizados por obras de importantes compositores do nacionalismo musical, como José Vieira Brandão, Ernst Mahle, José Siqueira, Francisco Mignone e Nestor de Holanda Cavalcanti. O programa conta ainda com uma peça composta em 2011 pelo petropolitano Ernani Aguiar.

As diversas formações instrumentais e estilos musicais que serão escutadas neste concerto transitam entre o flerte com a música popular brasileira e o apuro das técnicas composicionais do século XX, evocando assim uma vasta palheta de atmosferas, entre o urbano e o rural, o erudito e o popular, o “sério” e o “descontraído”. O Quarteto Sopro Brasil é formado por Felícia Coelho (flauta), Artur Ortenblad (oboé), Gueber Santos (clarineta) e Valdir Caires (fagote).

PROGRAMA

Francisco MIGNONE (1897-1986)
PRELÚDIO E CHORINHO PARA OBOÉ E CLARINETE (1973)
Calmo e tranquilo – Allegretto

Ernani AGUIAR (1950)
BIFONIA N.5 PARA OBOÉ E CLARONE (2011)
Moderato – Calmo

Clique aqui e leia este artigo completo »

16 setembro 2018 CHARGES

LUSCAR

16 setembro 2018 DEU NO JORNAL

FILHOTE DE DITADOR VIAJOU PARA O PAÍS CERTO

Malas com dólares e relógios de luxo são apreendidas com filho de ditador africano em aeroporto de São Paulo.

Delegação chegou em aeronave do governo ao aeroporto de Campinas (SP), mas não estava em missão oficial.

Foram apreendidos em uma mala US$ 1,4 milhão e R$ 55 mil.

Em outra mala, cerca de 20 relógios avaliados em US$ 15 milhões.

* * *

Relógios avaliados em 15 milhões.

De dólares.

O que dá um total de mais de 60 milhões de reais.

Ô cabra pra gostar de saber da hora milionariamente!!!

Como bem diz o ditado afro-banânico, “filho de ladrão, ladrãozão é“.

Filho de pai ditador e vice-presidente de pai ditador.

Ontem, quando vi esta notícia aí de cima, me lembrei de uma outra.

Outra notícia do ano de 2010. Uma notícia sobre o pai desse neguinho que desembarcou ontem no Brasil.

O pai dele é o sanguinário ditador Teodoro Obiang Nguema.

Nguema há mais de 40 anos domina com mão de ferro a fudida e escravizada Guiné Equatorial, com uma população de famintos e miseráveis.

Enquanto que ele é a 8ª fortuna do Planeta Terra, segundo a revista Forbes!!!!

Só isto. Nada mais que isto. Apenas isto.

A notícia que me veio à lembrança era esta:

“Troca de mensagens interceptadas pela Polícia Federal entre executivos da OAS revelam as relações próximas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e algumas das maiores empreiteiras do país na obtenção de contratos de obras públicas em países da África e na América Latina. Um caso emblemático revelado na 14ª fase da Operação Lava Jato é o das negociações com o ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, que governa o país a mão de ferro há 35 anos. Trata-se do mesmo governante que financiou, ao menos em parte, o desfile da escola de samba Beija Flor, campeã do carnaval 2015 do Rio de Janeiro com enredo em homenagem ao país africano – o patrocínio, afirmou na época um representante da Guiné Equatorial, foi iniciativa de empresas brasileiras que atuam no país.”

Eu estou convicto de que foi apenas uma simples e mera coincidência o fato de um avião repleto de malas de dinheiro – dinheiro de um ditador que sempre teve ótimas relações com Lula e o PT -, ter pousado em Banânia em plena época de campanha para as eleições presidenciais.

É coincidência mesmo.

Se não achasse que foi mesmo coincidência, então eu estaria envolvido naquilo que o fubânico lulo-petista costuma batizar de “Teoria da Conspiração”.

Longe de mim esta ideia!

Bom, o fato é que o filhote de ditador, e nem ninguém de sua comitiva, conseguiu explicar para a Polícia Federal a razão da fortuna aviônica apreendida ontem.

E isto numa terra onde o Lula botou os pobres pra viajar de avião…

Para fechar a postagem e dar mais tempero a este belo domingo, duas sugestões:

Quem quiser saber mais sobre esta parceria terceiro-mundista, uma parceria lulo-teodoresca, banânico-guinelesca, é só clicar em cada uma das duas manchetes abaixo:

Documentos secretos revelam: Lula fez lobby pra a Odebrecht em licitação na Guiné

Lula: a ponte entre empreiteiros e o ditador da Guiné Equatorial

Lula com Teodoro Nguema: “Esse neguim é jente boa. Ele tombém sôbe criá o fi dele direitim qui nem eu”

16 setembro 2018 CHARGES

TACHO

BAILE DE MÁSCARAS

Fernando Haddad não é mais Fernando Haddad: é Luiz Fernando Lula Haddad. Quem quiser conhecer suas ideias sobre o Brasil, esqueça: ele diz que seu plano de governo, caso eleito, é chamado de Plano Lula. Mas será um dirigente afirmativo: dirá “sim, senhor” a tudo o que Lula mandar.

Bolsonaro é paz e amor. Ele dizia que, depois de quatro filhos, fraquejou e teve uma filha – mas agora sua campanha preparou um vídeo para reduzir a rejeição no eleitorado feminino (se houver referência a “empoderamento” feminino, entretanto, pode ser rejeitado por chatice). E, hoje, simplesmente adora gays: em outro vídeo, cumprimenta amistosamente um homossexual.

Geraldo Alckmin, que, depois de ganhar quase metade do tempo total da TV, já se via no segundo turno, aceita hoje ser o menos pior. A frase, dita por sua vice, a senadora Ana Amélia, é ótima: “Nem na faca, nem na bala. Vote Geraldo Alckmin”. Ana Amélia fez sua parte, Alckmin tem agora de fazer a dele: apanhar de Bolsonaro em seu reduto, São Paulo, é feio demais.

Marina, que qual cometa aparece de quatro em quatro anos dizendo ser a favor do bem e contra o mal, incorporou o mais feroz espírito da floresta; bateu forte no general Mourão, vice de Bolsonaro, que andou se excedendo ao sugerir que a atual Constituição seja trocada por outra, em que o eleitor só tenha o direito de votar num referendo. Marina é suave, Mourão é bravo – mas é difícil reagir contra Marina sem parecer prepotente e grosseiro.

O novo Ciro

A surpresa da campanha é Ciro Gomes. Ciro é bom de campanha, tem o que dizer, mas tem também o hábito de se exceder nos comentários e ficar no caminho. Agora está se controlando e pode até chegar ao segundo turno.

As pesquisas

Outra surpresa: as pesquisas não se comportam como era esperado. Alckmin, com TV e tudo, comporta-se como um bom chuchu, Caso se livre da árvore a que está preso, cai, em vez de subir. Nem a TV pôde ajudá-lo: tem o horário gratuito, Bolsonaro tem o tempo todo. Bolsonaro, vítima de atentado, subiu pouco. Está bem na frente, mas já estava antes da facada. E quatro candidatos disputam o segundo lugar, embolados: Marina, Alckmin, Ciro e Haddad. Mas é cedo para fazer previsões. Quantos eleitores de Lula irão para Haddad? Como os bolsonaristas vão reagir a sua ausência da campanha? Se Haddad subir e Bolsonaro cair, a quem irão os antiesquerdistas dar seu voto: Alckmin? Meirelles, tão sem sal quanto ele mas sem TV? Ciro, talvez – e quanto dos votos que o PT considera seus irão para Ciro e Marina? Serão suficientes para levá-los ao segundo turno?

Quero ser ele!

Como homenagem a Lula, Haddad lançou-se candidato na porta da cadeia e, bem treinado, ficou repetindo o nome do padrinho. Levantamento de O Globo mostra que Haddad, em seu primeiro contato com a população, citou o nome de Lula uma vez a cada período de 22 segundos. Fez três discursos, que juntos duraram pouco mais de 11 minutos, e neles citou Lula pelo nome por 31 vezes (houve outras em que o citou, mas sem o nome: só como “presidente” e “ele”). Os animadores de campanha o chamavam de “Fernando Lula Haddad” e “Luiz Fernando Lula Haddad”.

O Alckmin eletrônico

Geraldo Alckmin fez um divertido programa de TV. Nele, incluiu entre as obras paradas do Governo Federal, em Goiás, o aeroporto de Anápolis. Pois é, o aeroporto deveria estar concluído em 2014, continua em obras, o custo, que deveria ser de R$ 270 milhões, já está em R$ 330 milhões, só que o Governo Federal nada tem com isso: a obra é do Governo goiano, foi iniciada (e deixada por concluir) por Marconi Perillo – um dos coordenadores da campanha de Alckmin. E o vice que substituiu Perillo, José Elinton, PSDB, teve de usar a campanha (está, apesar, ou por causa, do apoio de Perillo, bem abaixo de Ronaldo Caiado) para desmenti-lo.

Ele é mas não é

Lembre: numa eleição anterior, Ciro Gomes foi massacrado por dizer que tinha estudado só em escolas públicas (havia entre suas escolas uma particular). Pois é: Haddad também entrou nessa. No site do PT, havia esta frase sobre ele: “Mesmo tendo estudado sempre em escola pública, Haddad se formou em Direito pela Universidade de São Paulo, depois se tornou mestre em Economia e doutor em Filosofia”. O jornalista Josias de Souza, do UOL, pesquisou a informação: Haddad fez educação infantil e ensino fundamental em renomada escola particular, o Ateneu Ricardo Nunes; em seguida, fez o Colégio Bandeirantes, um dos mais caros de São Paulo.

Quero ser ela!

O PT tirou do site a informação falsa, mas não informou que Haddad, antes do curso superior, só tinha estudado em escolas privadas de elite.
Tudo bem: Dilma não dizia que tinha um doutorado que não tinha?

16 setembro 2018 CHARGES

AMARILDO

16 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SUPREMA CERIMÔNIA BANÂNICA

Para alegrar o nosso domingo, um vídeo protagonizado pelo militante petista Dias Toffoli, recém empossado na presidência do órgão maior do Poder Judiciário de Banânia.

Se eu inventar de dizer, em qualquer país minimamente civilizado, que assim foi a festa de posse do presidente da Suprema Corte de Banânia, os istranjeiros não entenderão de modo algum que danado de recanto de mundo é este nosso.

O fato é que o vídeo tá fazendo o maior sucesso nos Zistados Zunidos.

Os sisudos ministros que compõem o STF daquele país estão perplexos.

Todavia, segundo o fubânico lulo-toffista Ceguinho Teimoso, não há nada demais em um togado do STF se deixar filmar comportando-se em público desta forma.

Alegre, descontraido, com o cu cheio de aguardente, cantando música do enfumaçado Legião Urbana e, além de tudo, muito afinado.

16 setembro 2018 CHARGES

FRED

OS BRASILEIROS (XVI): MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS

Mário Dias Ferreira dos Santos nasceu em Tietê, São Paulo, em 3/1/1907. Advogado, jornalista, escritor, professor e criador de um sistema filosófico denominado “Filosofia Concreta”. Filho do português Francisco Dias Ferreira dos Santos, dono de uma companhia teatral itinerante, em Pelotas, RS, e um dos pioneiros do cinema: realizou o filme mudo “Os óculos do vovô” (1913), o filme brasileiro mais antigo que se tem notícia, tendo o próprio Mário como ator infantil.

Seus primeiros estudos se deram no Ginásio Gonzaga, instituição jesuíta de Pelotas, não obstante o anticlericalismo de seu pai, mas que considerava os jesuitas grandes educadores. O ateismo do pai não impediu seu desejo de entrar para a Ordem aos 14 anos, mas foi desaconselhado pelo padre confessor: “Deves ir para o mundo, teus caminhos serão outros, porém mais tarde sei que voltarás a nós”. Em 1925 ingressou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, tendo se formado em 1930. Passou a escrever em jornais de Pelotas e no Diário de Notícias e Correio do Povo de Porto Alegre. Como jornalista participou da Revolução de 1930, ocasião em foi preso devido as críticas feitas ao novo regime. Casou-se em 1929 com Yolanda Duro Lhulier, com quem teve duas filhas.

Em 1940 foi contratado pela Livraria do Globo, em Porto Alegre, como tradutor de latim, grego, alemão e francês. Nestas línguas traduziu diversos filósofos clássicos, escoláticos, tomistas, modernos e contemporâneos: Aristóteles, Pitágoras, Nietzsche, Kant, Pascal, Tomás de Aquino, Duns Scott, Henri-Frédéric Amiel e o poeta Walt Whitman. Em 1945 mudou-se para São Paulo e continuou o trabalho de tradutor na Editora Flama. Criterioso, procurava manter-se fiel ao ritmo, ao estilo e às modalidades da expressão Nietzscheana, colocando-se na posição de sentir como Nietzsche escreveria “Zaratustra” em português. Pode-se dizer que foi ele quem trouxe Nietzsche para o Brasil, com os livros “Vontade de potência” e “Assim falava Zaratustra”.

Passou a escrever sobre filosofia utilizando-se de pseudônimos e em 1946 publicou dois livros: Teses da existência e da inexistência de Deus e Se a esfinge falasse. No ano seguinte passou a dedicar-se unicamente à filosofia vivendo fora do meio acadêmico, motivo pelo qual foi ignorado propositalmente pelo métier intelectual. Viveu exclusivamente de sua advocacia, do magistério particular e como empresário editorial. Com dificuldades para publicar seus livros, fundou suas próprias editoras, a Logos S.A. e a Matese S.A. e foi pioneiro no sistema de venda de livros a crédito, vendidos de porta em porta. Escreveu vários livros sobre Filosofia, Psicologia, Oratória, Ontologia, Lógica, etc. Sua obra é composta por mais de 50 livros, dentre os quais alguns obtiveram grande sucesso editorial, contribuindo efetivamente para a popularização do estudo da filosofia no Brasil. Seu Dicionário de filosofia e ciências culturais, em quatro volumes, lançado em 1963, chegou a 4ª edição em três anos. Era um pedagogo por excelência e esforçava-se em escrever obras de iniciação e referência, conforme constatado nos títulos que publicou em suas esditoras: Filosofia concreta (3 volumes, 1956), Sociologia fundamental e ética fundamental (1957), Métodos lógicos e dialéticos (3 volumes, 1959), Tratado de economia (2 volumes, 1962), Filosofia e história da cultura (3 volumes, 1962), Análise de temas sociais (3 volumes, 1962) etc.

A “Filosofia Concreta” é baseada na lógica, não havendo possibilidade de discordância de seus pressupostos, a que chamou “Teses”, denominando-se tal característica como apoditicidade lógica. A primeira tese é a fundamentação de toda a sua filosofia: “Alguma coisa há, e o nada absoluto não há”, da qual extrai outras teses, passando pelos principais tópicos da filosofia através dos métodos da Filosofia da matemática. Cario Beraldo, no verbete que dedicou à filosofia de Mário Ferreira na Enciclopédia Filosófica do Centro di Studi Filosofia di Gallarate, definiu a filosofia do brasileiro como uma síntese “ao mesmo tempo tradicional e pessoal” – de pitagorismo e escolástica. A filosofia de Mário Ferreira é constantemente elogiada por sua forma e rigor de análise. Assim como a maior parte dos grandes filósofos, parte de pressupostos aparentemente simples para chegar na resolução de problemas de ordem maior.

Seu biógrafo, Luís Mauro Sá Martino, conta que “Havia um problema: praticamente não existiam livros sobre os assuntos aos quais ele se referia. Filosofia era um produto importado e caro. As obras filosóficas principais não estavam traduzidas e os textos em circulação, em sua maioria, eram precários.” Nessa época, início da década de 1950, Mário Ferreira arquitetou uma obra de larga escala, a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, na qual trataria da base filosófica de todas as áreas do conhecimento. Outros filósofos se preocupavam apenas com a formulação dos pensamentos, enquanto ele pretendia ser lido e compreendido por todos. A Enciclopédia tinha uma clara intenção social. O objetivo primordial era levar conhecimento ao povo e estimular a mentalidade filosófica da população. Como não havia sequer livros suficientes com os conceitos principais da filosofia, foi preciso começar do zero, construir as bases de um pensamento filosófico e, em seguida, expor sua filosofia original.

Todo seu esforço foi voltado a escrever filosofia para o grande público, buscando afirmar nossa independência e capacidade para desenvolvimento de uma inteligência filosófica brasileira. Sua crença baseava-se no fato que o brasileiro era um povo apto para uma Filosofia de caráter ecumênico, que corresponda ao verdadeiro sentido com que foi criada desde o início. Não se conformava com o fato de o brasileiro permanecer na situação de ser um povo que recebia todas as ideias vindas de todas as partes, sem encontrar um caminho para si mesmo. Acreditava que nós deveríamos criar este caminho. Sem esta visão positiva e concreta da Filosofia não seria possível solucionar os inúmeros problemas vitais próprios de nossa cultura. Tinha convição que a heterogeneidade de ideias e posições apresentavam soluções, muitas vezes inadequadas às necessidades do país.

Apesar de sua prolífica obra, seu trabalho não encontrou grande difusão na academia brasileira ou estrangeira, e permanece pouco citado ou debatido. O Ph.D Stanislavs Ladusãns, um dos primeiros divulgadores de sua filosofia, o classificou como “o homem que ainda não foi descoberto no Brasil”. Segundo Olavo de Carvalho, ainda hoje um dos seu principais divulgadores, ele foi “Cultuado e respeitado, temido e odiado em vida, Mário tornou-se, uma vez morto, objeto de uma conspiração de silêncios destinada a abafar o mais paradoxal dos escândalos: este país sem cultura filosófica deu ao mundo um dos maiores filósofos do século, talvez de muitos séculos”. De acordo com o Prof. Carlos Aurélio Mota de Souza, doutor pela USP, ainda há 29 obras inéditas de Mario Ferreira que permanecem desconhecidas do grande público. O Ph.D. pela Universidade de Stanford, João Cézar de Castro Rocha, atribui esse ostracismo à década de 1950, pois, durante esse período, havia o desejo de incutir a pesquisa nas universidades, ambição que se chocava diretamente com o autodidatismo de Mário.

Mas, acredita-se que o ostracismo a que foi relegado deve-se também ao vexame imposto a Caio Prado Júnior, intelectual comunista muito prestigiado na década de 1960, época em que boa parte dos intelectuais tinham a “cartilha” marxista como orientação. Conta-se que ele foi convidado para um debate sobre o comunismo, onde Caio Prado deu uma palestra na presença de pessoas conhecidas, como Luiz Carlos Prestes. Após o término da palestra, Mario levantou-se e disse mais ou menos o seguinte: “Me desculpe, mas creio que o comunismo tem elementos mais fortes que esses que expôs. Vou refazer sua exposição e assim depois farei a minha. Aqui está presente o secretário do partido comunista, e ele poderá averiguar se errarei em algo.” Mario então refez a exposição de Caio Prado de tal modo que alguns de seus amigos presentes, espantados, exclamaram: “Meu Deus! O professor virou comunista!”. Depois que terminou a apresentação, ele começou a sua própria exposição e refutou a si mesmo.

Atualmente a Editora É Realizações vem publicando alguns de seus livros e adquiriu os direitos autorais de toda sua obra. Tem como projeto a reedição do seu Dicionário de filosofia e ciências culturais, condensado em dois volumes. Entre suas várias biografias, destacamos “Mario Ferreira dos Santos: uma esfinge no labirinto”, publicada na revista “Academus”, disponível na Internet. (Clique aqui para acessar).

Faleceu em casa, em 11/4/1968, ao lado dos familiares. Ao sentir que o suspiro final estava próximo, pediu para que fosse colocado de pé, pois considerava indigno que um homem morresse deitado.

Faleceu em pé rezando o “Pai Nosso”.

16 setembro 2018 CHARGES

VERONEZI

16 setembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ANTONIO CÉSAR LANDI JÚNIOR – MARÍLIA-SP

Meu caro Berto,

será que poderia me ajudar?

Sou de Marília, interior de São Paulo e gostaria de comprar um exemplar do cordel A Lenda do Pavão Misterioso.

Você sabe onde eu poderia conseguir?

Um grande abraço,

R. Caro leitor, você pode adquirir um volume deste clássico da literatura popular nordestina na página Estante Virtual.

Basta clicar aqui.

Li esta história fantástica, da autoria de José Camelo de Melo Resende, quando ainda era criança.

E até hoje ela permanece viva na minha memória.

Começa assim:

Eu vou contar uma história
De um pavão misterioso
Que levantou vôo na Grécia
Com um rapaz corajoso
Raptando uma condessa
Filha de um conde orgulhoso.

Aproveitando o pretexto e pegando carona na sua carta, vamos ouvir a música Pavão Mysterioso, uma composição de autoria do cearense Ednardo, inspirada no folheto do paraibano José Camelo.

A interpretação é da também paraibana Elba Ramalho, numa apresentação na Praça do Marco Zero, aqui no Recife.

Disponha sempre e pode continuar mandando as ordens aqui neste gazeta escrota!

16 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

NÃO TEM RISCO DE DAR CERTO!

O máximo que Bolsonaro e sua equipe vai conseguir, quando o capitão for devidamente eleito Presidente do Brasil, será minimizar o desastre com Perda Total criado, nutrido e cevado em nosso país pela canalhada que se apoderou de sua estrutura de comando. Se fizer isto, já será uma vitória imensa. Eliminar essa horda de bandidos, segundo creio, já é em si uma missão praticamente impossível.

Vamos continuar eternamente nos arrastando entre o fracasso total e o sucesso rumo a uma posição de destaque entre as nações do mundo. Como dizia Nietzsche, somos “Uma corda atada entre o abismo e o infinito! ”. Minhas razões para afirmar isto são as seguintes:

1. Analfabetismo, ignorância total e incivilidade (selvageria) – Vivemos uma era de verdadeira selvageria. O retrocesso verificado em todos os aspectos civilizacionais de nosso povo é algo que não encontra nada parecido em toda a história da humanidade. Foi uma obra realmente brilhante de desconstrução (palavra da moda) de tudo o que havia de digno e de decente em nosso país.

2. Violência e Criminalidade – A principal consequência do nosso mergulho neste mar de ignomínia foi o aumento assombroso da violência e da criminalidade. Somos os campeões mundiais em homicídios e as atitudes das autoridades responsáveis são sempre pífias, quando não simplesmente canalhas, coerentemente com a estrutura também absolutamente canalha das suas personalidades e do esprit de corps do governo de que participam.

3. Dívida pública e seus juros – Em paralelo à avalanche de atitudes e decisões absolutamente canalhas e imbecis excretadas pelo nosso governo, ocorre uma suruba financeira que deixaria Sodoma e Gomorra como exemplos de moralidade. O Governo deve uns dois anos de sua arrecadação bruta. São TRILHÕES de reais de uma dívida cujos juros consomem a METADE de toda a escorchante carga tributária cobrada inexoravelmente dos brasileiros que não fazem parte da gangue governamental. Mesmo assim, somam-se anualmente outras dezenas de BILHÕES à dívida assassina que está devorando nosso país.

4. Funcionários públicos – Enquanto o governo afunda em débitos e déficits, arrastando consigo toda a estrutura produtiva do país à bancarrota, uma multidão de facínoras travestidos de homens da lei, sendo UM MILHÃO na ativa e outro MILHÃO com aposentadorias privilegiadésimas, terminam de afundar o país na total falência sem que abram mão do mais mínimo dos inúmeros privilégios que se auto-outorgaram e que consideram “Direito adquirido”. Quem vai se esfolar para bancar estes direitos? Não lhes interessa minimamente. Desalojar essa multidão de parasitas vai dar muito trabalho.

5. O Mènage a trois – Os três poderes, teoricamente harmônicos e independentes, uniram-se em uma verdadeira suruba na qual que o sodomizado é o povo brasileiro. É absolutamente inacreditável o cinismo e a desfaçatez com que estes bandidos se locupletam às custas do suor de quem trabalha.

6. Sistema Político e “Concessões” do governo (TVs e Rádios) – Toda a estrutura de comunicação do país foi “aparelhada” a fim de dar continuidade ao estupro praticado pela oligarquia dominante, seja através da concessão de estações de rádio e de TV para companheiros das gangues, seja do puro e simples suborno dos “Formadores de Opinião” ou, idealmente, através da ideologização dos crápulas que deverão manipular de forma abjeta as informações veiculadas.

7. Empresas estatais e Fundos de pensão – Não satisfeitos com toda a imensa desgraceira propiciada pelas ações anteriormente listadas, dominaram com mão de ferro todos os grandes fundos de aposentadoria existentes no país, os quais foram devidamente depenados pelos interesses mais escusos imagináveis. Não é outra a razão pela qual estão TODOS absolutamente quebrados e arcando com passivos atuariais imensos e impagáveis, fruto da demagogia aliada à roubalheira.

8. Fornecedores do Governo e Entidades “Pilantrópicas” – A sanha devoradora de propinas e subornos se estendeu com voracidade à cobrança de comissões, agora transmutadas em “pixulecos”. Toda e qualquer empresa que deseje fornecer ao governo, em todos os seus níveis e inumeráveis tentáculos, terão seus preços incrementados de forma geométrica, a depender apenas da possibilidade de se ir adicionando os famigerados “aditivos contratuais”.

9. Subsídios a grandes empresas – Num ambiente como este, de total putrefação moral, as grandes empresas, sempre cheias de pundonor, jamais sujam as mãos sonegando. Sai muito mais simples e barato comprar alguma isenção fiscal, através de uma medida provisória feita sob encomenda, ajudada por um empurrãozinho daquele parlamentar que está na sua folha de pagamentos.

10. Crédito limitado e dirigido (BNDES, BNB, FAT, etc.) – Em um país onde a voracidade governamental drena cada centavo da poupança popular a fim de financiar-lhe a esbórnia, as taxas de juros são estratosféricas. As únicas fontes de financiamento a taxas minimamente humanas são restritas aos privilegiados do círculo governamental. Ou seja: aos membros da gangue. A única exceção é o financiamento de valores ridiculamente pequenos a pobres miseráveis, periodicamente anistiados, e que não serve para realizar coisíssima nenhuma. Só serve para conquistar votos de cabresto de uma multidão de deserdados da sorte e manter a estrutura escrota de poder.

11. Sindicatos e Sistema “S”- Funcionam 17 mil sindicatos no nosso país. Nos Estados Unidos são apenas 190 e, no Reino Unido, atuam apenas 168. Os nossos servem apenas para garantir o pão de cada dia aos dirigentes sindicais. Com o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, muitos dos sindicatos fantasmas que comem do bilionário bolo, sem prestar contas, vão desaparecer. Para o Brasil acabar com esta base sindical, atrasada e viciada, vai dar trabalho. De forma semelhante, os “Jardins Suspensos da Babilônia” representados pelo “Sistema S” é outro antro de privilegiados, altamente ociosos e inúteis, e que são abundantemente supridos pelas contribuições extorquidas dos salários miseráveis de todos os trabalhadores do país.

12. Faculdades particulares e federais – O mais novo antro de sinecuras que veio se juntar às já tradicionais Universidades Federais, foram as paquidérmicas estruturas universitárias, cevadas a abundantes recursos públicos. Sairia mais barato dar um Voucher aos melhores estudantes para que fossem se especializar em Harvard, MIT ou Sorbonne. Mais uma sangria que vai dar trabalho estancar.

13. Ambiente de Negócios e Empreendedorismo – Para um pais cuja estrutura governamental faz de tudo para exterminar toda e qualquer iniciativa econômica de seus cidadãos, surpreende a quantidade imensa de empreendedores existente em nosso pais, segundo a contagem oficial. Este paradoxo se deve à necessidade desesperada dos brasileiros para prover o sustento, a si mesmo e aos seus, mesmo diante da catástrofe econômica pela qual estamos passando. Assim, parte-se para realizar alguma atividade que possa lhe propiciar algum rendimento, por mais humilde que seja. Só que os otimistas governamentais, ávidos por estatísticas que lhes justifique os salários de nababos, inflam as estatísticas com os pobres miseráveis que, na completa ausência de opção, partem para iniciativas pífias tais como vender alimentos ou peças íntimas femininas nas ruas. São estes os “Empreendedores” do nosso país, onde a estrutura produtiva industrial está sendo dizimada sem piedade.

Vou votar em Bolsonaro mas, já estou com pena dele, diante da pedreira que deverá encarar.


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